Tecnologia e Segurança: o futuro dos aeroportos brasileiros em debate

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Evento reuniu representantes dos setores público e privado para debater melhorias tecnológicas na segurança aeroportuária


Amodernização de mecanismos e tecnologias de segurança nos aeroportos brasileiros foi objeto de discussão durante o evento Tecnologia e Segurança – O Futuro dos Aeroportos no Brasil. A iniciativa foi da associação Aeroportos do Brasil (ABR), em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor), em Guarulhos (SP), na última quinta-feira, 16 de outubro. 

A iniciativa compõe o projeto Aeroportos+Seguros, liderado pela Agência, com o objetivo apoiar os aeroportos brasileiros na modernização de seus equipamentos e procedimentos de segurança. A ação já resultou na instalação de equipamentos de inspeção mais modernos nos aeroportos paulistas de Guarulhos e  Viracopos. Os equipamentos foram doados pela Transportation Security Administratation (TSA), dos Estados Unidos. Em Brasília (DF), há provas de conceito em andamento com o scanner corporal para o passageiro e equipamentos de raio-x dual view para bagagem de mão.  

Logo na abertura, o assessor da diretoria da Anac Luiz Pimenta destacou que os aeroportos brasileiros já são extremamente seguros; o debate é aprimorar ainda mais a segurança desses espaços. “Não estamos inseguros, mas podemos avançar” resumiu. 

No curso das discussões, o assessor da superintendência de Regulação Econômica de Aeroportos da Anac Bruno Falcão enfatizou que os aeroportos brasileiros já são seguros, e que o objetivo é deixá-los ainda melhores. “Às vezes a pessoa pode pensar que os equipamentos estão ultrapassados e entender que são inseguros, mas esse não é o caso. Os aeroportos brasileiros já são muito seguros, o nosso esforço é para elevar ainda mais o padrão”, declarou.  

A questão da infraestrutura dos terminais foi outro destaque apontado pelas concessionárias Inframerica (Brasília), GRU Airport (Guarulhos) e Aeroportos Brasil Viracopos (Campinas). Os representantes apontam que equipamentos mais modernos demandam ajustes com relação ao número de agentes de proteção e ocupam mais espaço em comparação aos tradicionais. “Os equipamentos geraram ganho de eficiência, mas também é importante adaptar a infraestrutura dos aeroportos para receber as novas tecnologias”, acrescentou o gerente de operações do Aeroporto de Viracopos, Wesley Correa, sobre a experiência do terminal. 

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Para Luiza Deusdará, diretora de investimentos da Secretaria Nacional de Aviação Civil do Mpor, o evento é uma importante oportunidade para os setores público e privado aperfeiçoarem práticas. “É um desafio unir as experiências dos setores público e privado para conseguir avanços. Mas, ao mesmo tempo, temos casos de sucessos espalhados pelo mundo: a tecnologia está disseminada, e sabemos que ela funciona”, declarou.  

A capacitação do pessoal que opera os equipamentos de segurança também foi objeto de debate. Para os participantes, a valorização dos Agentes de Proteção da Aviação Civil (Apacs) é fundamental, e vai além do salário: é preciso pensar em possibilidades de evolução na carreira, melhores benefícios e redução da rotatividade. “Toda a organização deve ter uma cultura organizacional voltada à segurança, o que é construído pelo exemplo. A aviação é feita por pessoas, e promover a cultura de segurança é responsabilidade de todos nós que estamos no setor”, declarou a superintendente de Pessoal da Aviação Civil da Anac, Mariana Altoé. 

Participantes apontaram que os aeroportos brasileiros precisam avançar na eficiência operacional, aprimorar a gestão de riscos e ter mais rapidez no processamento de passageiros. Equipamentos como o scanner corporal, o raio-x dual view e os equipamentos de tomografia (CTs) permitem esse processamento mais rápido, além de serem menos invasivos, o que aprimora a experiência do viajante e reduz atritos durante a inspeção dos passageiros.  

Sobre a experiência do passageiro, a Anac lançou recentemente a campanha Embarque Numa Boa: Segurança e Respeito em cada inspeção, para auxiliar os viajantes a entender a importância dos processos de segurança nos terminais.  

Assessoria de Comunicação Social da Anac