Iata define prioridades para segurança e operações na aviação

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Entidade destaca padrões, liderança e uso de dados como pilares para fortalecer as operações da aviação


Iata (Associação de Transporte Aéreo Internacional) apresentou três prioridades para fortalecer a segurança e a eficiência das operações aéreas durante a WSOC (Conferência Mundial de Segurança e Operações). São elas:

  1. Defesa e desenvolvimento de padrões globais;
  2. Promoção de uma cultura sólida de segurança;
  3. Uso de dados para aprimorar o desempenho operacional.

Segundo o diretor global de segurança da Iata, Mark Searle, conflitos geopolíticos e diferenças regulatórias têm aumentado os riscos, com impactos como fechamento de espaços aéreos, interferências de drones e falhas no sistema global de navegação por satélite (GNSS). Ele reforçou que o cumprimento de normas internacionais e o uso de dados são fundamentais para manter a aviação como o meio de transporte mais seguro.

Padrões globais

A Iata destacou três pontos prioritários:

  • Interferência no GNSS: os casos cresceram mais de 200% entre 2021 e 2024. O Plano de Resiliência do GNSS, desenvolvido com a EASA, prevê ações em monitoramento, prevenção, infraestrutura de backup e coordenação civil-militar.
  • Proteção do espectro de radiofrequências: a expansão do 5G e, futuramente, do 6G pressiona as faixas usadas pela aviação. A Iata defende maior coordenação com reguladores e o desenvolvimento de sistemas mais resistentes.
  • Relatórios de investigações de acidentes: apenas 58% dos acidentes entre 2019 e 2023 resultaram em relatórios finais. A entidade cobra mais agilidade dos governos e elogia avanços em países como Índia, Coreia do Sul e Estados Unidos.

Uso de dados

O programa GADM (Global Aviation Data Management) integra bancos de dados de voo, incidentes e manutenção, permitindo decisões baseadas em evidências. Entre as iniciativas:

  • Turbulence Aware: compartilha dados em tempo real sobre turbulência. A plataforma conta com 3,2 mil aeronaves participantes, incluindo companhias como Air France, Etihad e SAS.
  • SafetyIS: usa dados de 217 companhias aéreas para análises preditivas, permitindo ações preventivas em aeroportos com aumento de alertas.
  • Auditoria IOSA baseada em risco: mais de 8 mil ações corretivas foram implementadas com base nesse modelo, que adapta auditorias ao perfil de cada empresa.
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Cultura de segurança

A Iata reforçou o papel da liderança para criar ambientes de trabalho que estimulem o reporte e a resolução de problemas. Duas iniciativas foram destacadas:

  • Código de Conduta para a Liderança em Segurança: reúne princípios adotados por companhias que representam 90% do tráfego aéreo global.
  • Iata Connect: plataforma que integra mais de 5,6 mil usuários de 600 organizações e será ampliada para incluir novos grupos da rede da associação.

A Iata concluiu que a cooperação entre indústria e governos é essencial para garantir padrões consistentes e enfrentar os desafios operacionais atuais e futuros.

Fonte: Panrotas.com.br