Anac aplica restrição operacional ao Aeródromo de Parintins, no Amazonas

Condições verificadas na pista de pouco e decolagem representam riscos significativos às operações aéreas

AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac) informa que, após inspeção aeroportuária realizada no período de 23 a 24 de outubro de 2024, foram identificadas não conformidades críticas no Aeródromo de Parintins (AM) relacionadas principalmente à manutenção da infraestrutura aeroportuária. Entre as principais irregularidades constatadas estão defeitos graves na pista de pouso e decolagem e no pátio de estacionamento de aeronaves, como trincas, desagregação e presença de material solto na superfície.

As condições verificadas na pista de pouco e decolagem de Parintins representam riscos significativos às operações aéreas, podendo ocasionar danos aos motores, pneus e fuselagem das aeronaves, especialmente as de asa fixa com motores a reação.

Apesar das ações corretivas apresentadas pelo operador do aeródromo, como a previsão de recapeamento da pista até 2 de outubro de 2025, as medidas propostas não foram consideradas suficientes para mitigar os riscos no curto prazo.

Diante do cenário apresentado, e com base nos regulamentos vigentes (Regulamentos Brasileiros de Aviação Civil nº 153 e nº 139), a Anac decidiu pela aplicação de restrição operacional ao Aeródromo de Parintins, visando garantir a segurança das operações aéreas. A medida poderá ser reavaliada conforme a evolução das ações corretivas implementadas pelo operador aeroportuário.

Além das condições da pista, outros problemas identificados incluem falhas na manutenção dos auxílios visuais, sistema de drenagem e áreas verdes, bem como riscos associados à presença de resíduos sólidos próximos ao aeródromo, que aumentam a possibilidade de riscos de incidentes aeronáuticos envolvendo aves.

A Anac segue acompanhando o situação do Aeródromo de Parintins e reforça seu compromisso com a segurança operacional em todos os aeródromos do país.

Assessoria de Comunicação Social da Anac

Senado avalia nesta terça-feira a criação de empresa pública para projetos aeroespaciais no Brasil

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado Federal está programada para votar, nesta terça-feira (10), o projeto de lei que autoriza a criação da Alada, uma nova empresa pública brasileira destinada a projetos aeroespaciais (PL 3.819/2024).

Esta iniciativa, proveniente do Poder Executivo e já aprovada pela Câmara dos Deputados em novembro, apresenta a Alada como a responsável por executar grandes projetos no setor, incluindo o desenvolvimento de satélites, foguetes e outras tecnologias aeroespaciais.

O projeto aguarda o parecer do relator, senador Esperidião Amin (PP-SC). A Alada será estruturada como uma subsidiária da NAV Brasil, empresa estatal voltada para serviços de navegação aérea criada em 2020, vinculada ao Ministério da Defesa. A NAV Brasil, por sua vez, foi criada para assumir funções que eram da Infraero, como operação de radares e medição meteorológica.

O governo destaca que a Alada será estratégica para o Brasil, ajudando o país a alcançar a autossuficiência em materiais aeronáuticos, espaciais e bélicos, além de tecnologias sensíveis utilizadas nas indústrias aeronáutica e de defesa. A criação da empresa também visa otimizar a atuação do Comando da Aeronáutica, especialmente no controle do espaço aéreo e navegação.

A proposta prevê a contratação de pessoal técnico e administrativo por tempo determinado, permitindo que servidores públicos e militares sejam cedidos para atuar na empresa. Além disso, a implementação dos projetos será financiada com recursos do Fundo Aeronáutico, com foco em iniciativas de interesse do Comando da Aeronáutica.

A decisão de criar a Alada reflete uma estratégia de fortalecimento da capacidade do Brasil em competir e inovar no setor aeroespacial, buscando consolidar sua presença e influência no desenvolvimento de tecnologias críticas e avançadas.

Fonte: FAB