Projeto da UnB e ANAC coloca usuário no centro da transformação dos serviços da aviação civil

A experiência de passageiros, pilotos, empresas aéreas, operadores aeroportuários e outros públicos que interagem com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) está no centro de um projeto desenvolvido em parceria com a Universidade de Brasília (UnB).

A iniciativa “Design de Serviços e Experiência do Usuário na Aviação Civil” busca transformar a maneira como os serviços públicos da Agência são pensados e desenvolvidos, partindo das necessidades de quem os utiliza e integrando tecnologia, processos, segurança e regulação.

Desenvolvido por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED), o projeto reúne o contexto regulatório e operacional da ANAC à capacidade de pesquisa, inovação e formação da UnB, especialmente por meio do ITRAC (Information Technology, Research and Application Center). A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) oferece suporte à execução administrativa e financeira do projeto, contribuindo para a mobilização da equipe, da infraestrutura e dos recursos necessários às atividades de pesquisa e inovação. 

Segundo a professora e pesquisadora Rejane Figueiredo, coordenadora do projeto, a proposta vai além de tornar uma plataforma mais intuitiva ou simplesmente digitalizar um procedimento. “Quando falamos em design de serviços, não estamos falando apenas de uma tela mais bonita ou de digitalizar um procedimento. Precisamos olhar toda a jornada a partir da necessidade de quem utiliza aquele serviço, entender onde estão as dificuldades, as dúvidas, os erros e os retrabalhos e, a partir disso, pensar em uma entrega mais simples, clara e eficiente”, explica.

Na prática, isso significa acompanhar a jornada do usuário de ponta a ponta: o motivo que o leva a procurar a Agência, as informações de que precisa, os canais utilizados, os documentos solicitados, os sistemas envolvidos e os pontos em que surgem dúvidas, esperas, erros ou retrabalho. A partir desse diagnóstico, é possível analisar de forma integrada processos, tecnologia, comunicação, pessoas e regras, preservando os requisitos regulatórios e de segurança próprios da aviação civil.

A experiência do usuário também está relacionada à segurança e à qualidade dos serviços. Interfaces, orientações ou fluxos pouco claros podem favorecer erros de preenchimento, interpretações equivocadas e abandono de solicitações. Já serviços que apresentam informações no momento adequado, previnem erros e incorporam mecanismos de validação, rastreabilidade e feedback podem facilitar o cumprimento correto dos procedimentos. 

“Experiência do usuário não é apenas uma questão de conveniência. Em serviços públicos e regulatórios, tornar a jornada mais compreensível também significa reduzir ambiguidades e erros. Na aviação civil, em que lidamos com processos que precisam observar requisitos rigorosos, segurança, qualidade e usabilidade devem caminhar juntas desde a concepção do serviço”, afirma Rejane.

Usuários ajudam a construir as soluções

Um dos pilares da iniciativa é a participação dos próprios usuários e de outros atores envolvidos nos serviços. O trabalho combina pesquisas quantitativas e qualitativas, entrevistas, questionários, mapeamento de jornadas, oficinas colaborativas, prototipação e testes com usuários. Também são utilizadas abordagens como Design Thinking, Design Sprint, Lean Inception e métodos ágeis, além do framework Calliandra, desenvolvido no contexto do ITRAC para apoiar a cocriação de serviços públicos digitais.

A proposta é evitar que as soluções sejam construídas exclusivamente a partir da estrutura interna da instituição. As experiências reais dos usuários fornecem evidências para identificar problemas, testar alternativas e aperfeiçoar os serviços ao longo de seu desenvolvimento. Para cidadãos, a expectativa é facilitar a localização de informações, a compreensão dos requisitos, a realização de solicitações e o acompanhamento dos resultados. Para empresas e profissionais regulados, a abordagem pode reduzir dificuldades e ambiguidades nas interações com a Agência.

O projeto já atuou em diferentes serviços, processos e jornadas da ANAC. Entre os exemplos estão o Processo Sancionador, Safety Intelligence, Passageiro Indisciplinado e Portal da Legislação, além de demandas como Hub Financeiro, RAB Digital e Check-in/Check-out Fiscal. A frente de acessibilidade também tem caráter transversal e vem avaliando aspectos que afetam diferentes serviços, como o contexto mobile, o Design System e a Jornada ANAC Passageiro/Super App. 

Metodologia integra diferentes etapas dos serviços digitais

Um dos principais resultados do aprendizado acumulado pelo projeto é a Metodologia de Entrega de Serviços Digitais (MESD). O modelo reúne design de serviços, governança, arquitetura e desenvolvimento de software, segurança, acessibilidade, dados e métricas, com a proposta de acompanhar todo o ciclo de vida dos serviços digitais, em vez de aplicar técnicas de design apenas de maneira pontual. 

Entre os instrumentos incorporados à metodologia está a Régua de Design de Serviços, utilizada para avaliar a complexidade das demandas e definir o nível de aprofundamento e os instrumentos necessários para cada iniciativa. 

Atualmente, o projeto está em uma fase de consolidação do ciclo desenvolvido até aqui e preparação para sua evolução. As próximas etapas incluem ampliar progressivamente a aplicação da MESD em jornadas e serviços prioritários da ANAC, aperfeiçoar os instrumentos de avaliação, fortalecer acessibilidade e governança, ampliar capacitações e aprofundar a integração com desenvolvimento seguro, segurança digital e cibersegurança. 

A metodologia também cria uma base para que recursos de inteligência artificial possam, progressivamente, apoiar atividades como análise de dados, pesquisa, prototipação, documentação, governança e monitoramento, preservando transparência, segurança e supervisão humana.

Embora já existam entregas e avanços concretos, a equipe ressalta que o projeto ainda não dispõe de indicadores consolidados que permitam mensurar, de forma global, reduções de tempo, etapas ou retrabalho nos serviços da Agência. O fortalecimento dessa mensuração está previsto na próxima etapa de consolidação da MESD. 

Experiência pode servir de referência para outros órgãos

Além das aplicações na aviação civil, o conhecimento produzido pode contribuir para outros serviços públicos. A proposta não é simplesmente replicar uma solução tecnológica desenvolvida para a ANAC, mas compartilhar uma forma de trabalho: começar pela necessidade do cidadão, mapear toda a jornada, integrar áreas de negócio, tecnologia e governança, envolver usuários, testar soluções antes de implementá-las e utilizar evidências para promover melhorias contínuas. 

Para Rejane, esse é um dos principais legados da iniciativa. “O mais importante não é simplesmente criar uma solução tecnológica que possa ser copiada por outro órgão, mas desenvolver uma forma de trabalhar que coloque o cidadão no centro. Mapear a jornada, integrar tecnologia, negócio e governança, ouvir os usuários, testar antes de implementar e aprender com os resultados são práticas que podem contribuir para a modernização de diferentes serviços públicos”, conclui.

Informações da Professora Rejane Figueiredo e Bruna Guedes (DTI SSC MGI) no XXIV Simpósio Brasileiro sobre Fatores Humanos em Sistemas Computacionais – IHC

Por que aviões ficam dando voltas antes de pousar? Prática deixa voos mais poluentes e custa mais de US$ 2,3 bilhões para a gestão do tráfego aéreo

Atrasos e congestionamentos no transporte aéreo são inconvenientes para empresas e passageiros; a agência de aviação da ONU compartilhou seu plano para eliminá-los

Viajantes frequentes podem estar familiarizados com a experiência de ver seu avião chegando ao aeroporto e se animar com a perspectiva de esticar as pernas e aterrissar em terra firme, só para se verem presos na aeronave enquanto ela circula no céu por um período que parece interminável.

A manobra não é capricho do piloto, nem necessariamente sinal de pane: na maioria das vezes, ocorre por falhas na gestão do tráfego aéreo.

Nesta terça-feira (27), a ONU (Organização das Nações Unidas) compartilhou um plano para mitigar o problema – e ele envolve medidas que a aviação nacional já aplica, mas com restrições.

Por que aviões voam em círculos?

O cenário é chamado de padrão de espera: quando um avião entra em trajetória circular em um ponto fixo do céu enquanto soluciona um problema mecânico, aguarda melhores condições climáticas para seguir viagem ou espera autorização para aterrissar. Em espaços aéreos muito movimentados, esta autorização pode demorar.

O volume de combustível no tanque da aeronave precisa levar em conta esse período; hoje, as normas de transporte aéreo e aviação civil propõem abastecer o suficiente para manter um padrão de espera de até 45 minutos, além do necessário para completar a rota.

Caso a permissão para pouso demore demais e o combustível fique próximo do nível mínimo de segurança, o piloto deve avisar a torre de segurança para receber prioridade na fila ou mudar a rota para outra pista.

Quais as consequências dos longos padrões de espera?

Segundo a Icao (Organização da Aviação Civil Internacional) da ONU, as companhias aéreas de todo o mundo transportam cerca de 5,7 milhões de passageiros por dia; o número total pode chegar a 12,4 bilhões até 2050.

Os céus cada vez mais congestionados significam que qualquer emergência ou tempestade pode causar atrasos em milhares de viagens, prejudicando viações e viajantes, além de empresas que dependem do transporte aéreo para suas cargas.

A Eurocontrol, entidade responsável pela navegação aérea na Europa, afirma que só em 2025 os atrasos custaram mais de US$ 2,3 bilhões no continente.

Como solucionar?

A proposta da ONU é baseada nos semáforos de trânsito. O secretário-geral da agência, Juan Carlos Salazar, faz uma comparação com o transporte sobre rodas.

“Se os semáforos funcionarem independentemente, o trânsito vira um caos e há engarrafamentos em todas as esquinas”, afirma. “Se alguém recebe sinal verde em uma rua e é parado na seguinte, o congestionamento aumenta imediatamente.”

Para ele, o mesmo acontece no tráfego aéreo. A solução começaria, então, na origem do trajeto: o aeroporto de partida.

Se um aeroporto sabe que não pode mais receber aeronaves por um determinado período, emite um sinal para que os aviões não pousem. O que deveria acontecer, segundo o representante da Icao, é coordenar com outros aeroportos para que atrasem as decolagens de voos que têm como destino pistas já lotadas.

A proposta parte do princípio de que voos com decolagem atrasada não emitem mais gases de efeito estufa nem queimam mais combustível, como ocorre quando um pouso é suspenso.

Testes deste modelo com apoio da Icao no continente americano já “pouparam mais de 265 mil minutos de tempo de voo em 2026 e mais de US$ 38,9 milhões”, diz a entidade. Também economizaram “cerca de 13.330 toneladas de combustível e evitaram a emissão de 42.160 toneladas de dióxido de carbono, contribuindo para a meta de emissões líquidas zero de carbono na aviação internacional até 2050”.

Sistema não é novidade, mas implementação é parcial

Salazar afirma que Brasil e Colômbia, além de países fora das Américas, já usam este sistema em voos nacionais. Mas os benefícios são limitados pela falta de comunicação entre sistemas de voo internacionais.

Atualmente, muitas informações de tráfego aéreo não são trocadas entre diferentes países “por falta de vontade ou de meios para transmiti-las em tempo real”, diz o secretário. Um voo da Europa para a Oceania, no exemplo selecionado por ele, exigiria a coordenação entre quatro ou cinco regiões.

Outro empecilho é o uso do espaço aéreo em zonas de conflito. Drones e mísseis lançados entre países obrigam companhias aéreas a desviar suas rotas, tornando os trajetos menos previsíveis.

Fonte: CNN Brasil

Dois ursos-pardos foram embarcados em um voo da Etihad após serem resgatados da Rússia

A Etihad Cargo, o braço de carga e logística da Etihad Airways, informa que recentemente ajudou a transportar dois ursos-pardos resgatados da Rússia para seu novo lar em Wild Ireland, um santuário de vida selvagem no Condado de Donegal, na Irlanda, reforçando seu compromisso com o bem-estar animal e apoiando esforços de conservação da vida selvagem.

Os ursos, Bu, um ex-urso de circo, e Tyapa, que havia sido mantido em um zoológico de contato, passaram anos vivendo em condições inadequadas em Daguestão, Rússia. Sua chegada na Irlanda em 4 de agosto de 2026 marcou a conclusão bem-sucedida de um esforço internacional de resgate de cinco anos liderado por Killian McLaughlin, Fundador e Diretor de Wild Ireland, envolvendo mais de 100 pessoas em múltiplos países.

A Etihad Cargo desempenhou um papel fundamental na missão, transportando os ursos de Moscou para Dublin via seu hub (centro de distribuição) de Abu Dhabi. Trabalhando em estreita colaboração com Abu Dhabi Airports e Velora, suas equipes coordenaram arranjos especializados de manuseio e trânsito no Aeroporto Internacional Zayed.

A perícia da Etihad Cargo no transporte de animais vivos é fundamentada em sua certificação IATA CEIV Live Animals, refletindo seu compromisso com os mais altos padrões de segurança, bem-estar e cuidado animal em cada etapa da jornada.

Stanislas Brun, Chief Cargo Officer (Diretor de Carga) da Etihad, disse: “Na Etihad Cargo, acreditamos que nossa rede global e perícia podem desempenhar um papel significativo no apoio à conservação da vida selvagem e ao bem-estar animal. O resgate de Bu e Tyapa é um exemplo poderoso de como a colaboração pode dar aos animais uma segunda chance de vida. Estamos orgulhosos de ter apoiado esta missão notável ao lado de nossos parceiros, demonstrando que o que fazemos vai além de conectar mercados para fazer uma diferença positiva.”

Os ursos agora se mudaram para seu novo habitat florestal em Wild Ireland em setembro, onde estão apresentando sinais encorajadores de recuperação e se adaptando gradualmente ao seu ambiente natural.

Killian disse: “Após cinco anos de desafios, ver Bu e Tyapa finalmente chegarem ao seu novo lar é incrivelmente gratificante. Este resgate não teria sido possível sem a bondade, determinação e colaboração de pessoas em múltiplos países. Juntos, demos a estes ursos a chance de uma vida melhor.”

O resgate está sendo documentado pela Moondance Productions, com sede em Abu Dhabi, com um documentário que mostra a missão de cinco anos, previsto para ser lançado em 2027.

Shane Brennan, CEO (Diretor-Executivo) da Moondance Productions, disse: “Ver Killian, a Etihad Cargo e tantos parceiros internacionais se unirem para dar a dois ursos negligenciados uma segunda chance me encheu de esperança real em uma era que muitas vezes pode parecer cada vez mais sombria. Como cineastas, foi tanto um privilégio quanto uma paixão capturar esta jornada extraordinária através de continentes.”

Informações da Etihad Airways

Inscrições abertas para evento da Anac em parceria com Serpro sobre tecnologia na aviação civil

Aviation Digital Week reúne, de 3 a 5 de novembro, governo, setor aéreo e empresas de tecnologia para debater experiência do passageiro, inteligência artificial e identidade digital

AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) promovem, de 3 a 5 de novembro, a Aviation Digital Week 2026, em Brasília. Realizado na sede regional do Serpro, o evento reunirá profissionais e gestores do setor aéreo, representantes do poder público e empresas de tecnologia para discutir inovação e transformação digital na aviação.

O setor aéreo brasileiro transportou 129,6 milhões de passageiros em 2025, recorde da série histórica, segundo a Anac. Foi a primeira vez que o total superou 120 milhões em um ano e a experiência desses viajantes será um dos focos do evento.  

Do embarque à gestão aeroportuária 

O evento vai mostrar como a tecnologia pode atuar em cada etapa da viagem aérea e na gestão do setor. Pelo lado do passageiro, os participantes poderão conhecer o embarque com identidade digital e biometria. Também integram a programação o atendimento com inteligência artificial, a acessibilidade digital e o uso de realidade virtual e aumentada em aeroportos. Nos bastidores, a pauta inclui a análise preditiva de dados, que ajuda a antecipar situações, e a cibersegurança.  

Além de palestras e painéis, o evento terá estações de experiência com demonstrações de tecnologias. Haverá também visitas guiadas ao Centro de Dados e ao Centro de Comando do Serpro.

Inscrições 

A inscrição no evento é obrigatória e deve ser feita na página do evento.  

A participação é gratuita, com vagas limitadas. O credenciamento será feito por reconhecimento facial. A inscrição inclui o envio de uma foto do rosto para liberação do acesso automático ao local. Confira orientações e detalhes do procedimento na página de inscrição. 

Confira aqui a programação completa. 

O Serpro na jornada do passageiro 

O Serpro atua em várias etapas da jornada aérea, do embarque ao atendimento depois do voo. 

No campo da identidade digital, tema do evento, a estatal desenvolveu o Embarque +Seguro, que valida a identidade do viajante por biometria. O passageiro tira uma selfie na hora, e a imagem é comparada com as bases biométricas do governo federal. O sistema está implantado no Aeroporto Internacional de Campinas (Viracopos). 

Outra solução com tecnologia do Serpro é o Super App Anac, aplicativo que busca reunir os serviços da agência em um só lugar. A estatal também desenvolveu o Anac Passageiro, plataforma em que o cidadão registra reclamações sobre serviços das empresas aéreas e avalia as respostas recebidas. Um painel público reúne indicadores do atendimento. 

Para as companhias aéreas, o Serpro criou, em parceria com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o módulo Passageiro Indisciplinado. Ele permite que as empresas compartilhem as suspensões de embarque aplicadas a passageiros no país. 

SERVIÇO

Aviation Digital Week 2026 

  • Datas: 3 a 5 de novembro de 2026 
  • Local: Regional Brasília do Serpro, SGAN Avenida L2 Norte, Quadra 601, Módulo G, Brasília (DF), CEP 70836-900 
  • Inscrições: https://tinyurl.com/5bc6yu5y

 Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Aviação Civil já tem novas regras no Brasil. Confira

As novas regras da aviação civil no Brasil, estabelecidas pela Resolução 813/26 da ANAC, entraram em vigor na segunda-feira, 26 de outubro, atualizando a antiga Resolução 400/16.

Principais Mudanças

1 – No momento da compra da passagem, a companhia aérea deve avisar o passageiro de que o voo pode sofrer atrasos ou cancelamentos por motivos climáticos ou de segurança.

2 – As empresas devem informar os clientes por canais digitais sobre o status do voo, nova previsão de partida, opções de reacomodação e como acessar assistência. Os avisos devem exibir a data e a hora da última atualização.

3 – Foi revogada a regra antiga que obrigava as empresas a facilitarem o acesso a telefone ou internet após 1 hora de atraso.

4 – Em situações excepcionais (como limitações do aeroporto ou falta de fornecedores), se a companhia não conseguir fornecer diretamente a assistência, o passageiro pode pagar por alimentação, transporte ou hospedagem do próprio bolso. Depois, ele deve apresentar os comprovantes e a empresa tem até 7 dias para fazer o reembolso.

5 – Continua valendo a obrigatoriedade de assistência material em caso de atrasos:

a partir de 2 horas: auxílio com alimentação; a partir de 4 horas: hospedagem (se houver pernoite) e transporte;

6 – A norma norma retira o dever de indenização por danos morais ou materiais da companhia em ocorrências específicas motivadas por força maior ou questões de segurança fora do controle da empresa.

Passageiros

Normas recentes também endureceram punições para baderna e condutas graves a bordo, prevendo multas elevadas (até R$ 75 mil) e suspensão de embarque de 6 a 12 meses.

Fonte: Bahia40graus

CAO reforça apelo por compromisso renovado com o CORSIA, esquema global de compensação de carbono na aviação

A Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) celebrou, neste mês, o décimo aniversário do CORSIA, o Esquema de Compensação e Redução de Carbono para a Aviação Internacional, renovando o apelo para que todos os Estados-membros intensifiquem seus compromissos em torno da redução das emissões de carbono no setor aéreo global.

Adotado em 6 de outubro de 2016, o CORSIA tornou-se o primeiro mecanismo global do mundo, em qualquer indústria, dedicado a travar e compensar as emissões de carbono geradas pela aviação internacional. O acordo histórico, apoiado por 192 países na última assembleia da ICAO, busca garantir o crescimento neutro em carbono da aviação desde 2020, além de orientar o setor rumo à neutralidade total das emissões líquidas até 2050.

Construído sobre pilares como integridade ambiental, previsibilidade regulatória e equidade entre os Estados, o CORSIA não só impulsiona a neutralidade do crescimento no setor, mas também fomenta o desenvolvimento e uso de combustíveis sustentáveis (SAF) e de baixo carbono (LCAF).

O esquema já contribui para o aumento de investimentos em combustíveis renováveis pela aviação, além de incentivar inovações tecnológicas, melhorias operacionais e a adoção de práticas mais limpas.

Nos últimos anos, apesar dos desafios impostos pela pandemia de COVID-19, a ICAO aumentou o número de programas de crédito de carbono elegíveis ao CORSIA e viu o volume de combustíveis certificados usados pela aviação mais que dobrar. Tais avanços consolidam a resiliência e a liderança da aviação internacional em sustentabilidade ambiental diante de emergências climáticas.

Toshiyuki Onuma, presidente do Conselho da ICAO, ressaltou que o consenso entre os países demonstra o papel central do CORSIA como solução integrada e harmonizada para as emissões globais do setor, evitando a adoção de medidas fragmentadas ou sobrepostas.

Já o secretário-geral Juan Carlos Salazar destacou que o êxito do programa depende de cooperação contínua, avanço técnico, implementação rigorosa e atualização constante dos créditos de carbono e tipos de combustíveis aceitos.

A ICAO reforça que o sucesso futuro do CORSIA depende do engajamento global, da ampliação do uso de combustíveis sustentáveis, de treinamentos técnicos e da participação ativa de todos os Estados e partes interessados. O órgão conclama governos e indústria a fortalecerem o compromisso com a iniciativa e a acelerarem a transição para uma aviação verdadeiramente sustentável.

“A próxima década será decisiva para consolidar a aviação neutra em carbono e criar um futuro sustentável para o transporte aéreo internacional e para as próximas gerações”, afirmou Salazar.

Fonte: Aeroin

Super App da Anac ganha nova jornada para mecânicos de manutenção aeronáutica

Profissionais acompanham etapas de formação e consultam licenças no aplicativo da Agência, premiado entre os serviços de órgãos federais e no CIONET Awards Brasil

O Super App da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) foi atualizado para a versão 3.0, que traz a jornada de formação e obtenção de licença para mecânica e manutenção de aeronaves (MMA).    

Com a novidade, esse segmento profissional da aviação civil passa a contar com um aplicativo de interface intuitiva e clara, que moderniza fluxos, amplia a integração com sistemas externos e oferece mais autonomia ao regulado durante as diferentes etapas do processo.

A evolução do Super App ocorre em um momento de reconhecimento da estratégia de transformação digital da Agência. A Anac conquistou o CIONET Awards Brasil 2026, na categoria Customer Experience & Digital Channels, com o projeto do Super App. O resultado foi anunciado em 1º de outubro, em São Paulo (SP), e reconhece iniciativas que se destacam pela inovação, pelo alcance e pelo impacto gerado por meio da tecnologia.

A premiação reforça a estratégia da Anac de colocar a experiência do usuário no centro da transformação digital. Ao integrar serviços, simplificar jornadas e ampliar a autonomia de quem utiliza os serviços da Agência, o Super App consolida uma nova forma de prestação de serviços públicos digitais, mais simples, integrada e orientada às necessidades dos usuários. A chegada da versão 3.0 amplia essa proposta ao incorporar novas funcionalidades voltadas aos profissionais de manutenção aeronáutica.

Integração inteligente com serviços governamentais 

Entre as novidades, o Super App passa a recuperar automaticamente dados do sistema Gov.Br essenciais para a validação da jornada:  

– Recuperação da situação militar via Conecta Gov.br : funcionalidade garante mais precisão e reduz a necessidade de envio manual de documentos.  

– Envio de comprovação de quitação eleitoral diretamente pelo Super App : melhoria simplifica o atendimento às exigências legais para o processo de obtenção de licenças.  

Consultas aprimoradas e validação mais precisa  

O Super App da Anac amplia a capacidade de consulta e permite verificações automáticas mais completas:  

– Lista de cursos certificados pela Anac; 

– Informações sobre exames teóricos da Agência; 

– Orientações sobre experiência prática em manutenção aeronáutica; 

– Solicitação do exame prático (Cheque de MMA); 

– Consulta de licença e habilitação de MMA. 

Para usar o Super App da Anac, basta ter uma conta no portal Gov.Br, baixar o aplicativo nas lojas virtuais da Apple Store ou Google Play e seguir as instruções no próprio app.  

Baixe agora ou atualize seu aplicativo para a nova versão! É gratuito!  

Fonte: ANAC

Brasil apresenta avanços na identificação biométrica de passageiros em evento da OACI

A identificação biométrica de passageiros e os mecanismos de prevenção a fraudes de identidade estiveram entre os temas discutidos no 21º Simpósio e Exposição do Programa de Identificação de Viajantes da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), realizado entre os dias 22 e 24 de setembro, em Montreal, no Canadá.

Representando o Brasil, a coordenadora-geral de Gestão da Aviação Civil da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), Karla Santos apresentou iniciativas brasileiras voltadas ao aprimoramento da identificação de viajantes e à prevenção de fraudes de identidade.

Durante a sessão “Biometrics & Identity Integrity”, dedicada ao uso da biometria para assegurar a integridade da identidade do passageiro ao longo da viagem, Karla apresentou a experiência brasileira e destacou o Sistema Brasileiro de Informações Antecipadas de Passageiro (Sisbraip) no contexto das medidas adotadas no país para prevenir fraudes e aprimorar os mecanismos de identificação.

“A biometria representa uma oportunidade para tornar a jornada do passageiro mais segura e eficiente. O desafio é avançar na integração dos sistemas, na prevenção às fraudes e, ao mesmo tempo, garantir segurança, proteção de dados e inclusão. É esse equilíbrio que orienta o trabalho do Brasil nessa agenda.”

A participação brasileira ocorreu em um momento de avanço da identificação biométrica no país. Em agosto deste ano, o MPor instituiu a Política Nacional Setorial de Identificação Biométrica, que estabelece diretrizes para o uso da tecnologia nos setores de portos, aeroportos e hidrovias. Entre os princípios previstos estão a integração entre sistemas, a segurança das informações, a interoperabilidade e o cumprimento das normas de proteção de dados.

Segurança e agilidade – A biometria permite confirmar a identidade do viajante a partir de características individuais, como o rosto e as impressões digitais. No transporte aéreo, a tecnologia pode reduzir a necessidade de apresentação repetida de documentos e agilizar diferentes etapas da viagem.

A adoção desses sistemas, porém, também envolve desafios relacionados à segurança. Durante o simpósio, especialistas discutiram mecanismos para prevenir fraudes, aprimorar a qualidade dos dados e permitir a integração entre diferentes sistemas de identificação.

Entre os assuntos abordados esteve o morphing, técnica que combina características faciais de diferentes pessoas em uma única imagem com o objetivo de enganar sistemas de reconhecimento facial. Também foram discutidos os chamados ataques de apresentação, que utilizam estratégias para induzir um sistema biométrico a identificar incorretamente uma pessoa.

Experiência brasileira – A apresentação de Karla Santos levou ao debate internacional a experiência brasileira na integração das agendas de segurança e facilitação do transporte aéreo desenvolvidas pelo MPor.

No Brasil, o embarque biométrico vem sendo implementado de forma gradual, com foco na integração entre sistemas e instituições. A utilização da tecnologia passa a abranger não apenas a facilitação do embarque, mas também mecanismos de apoio à segurança da aviação civil.

A integração dos sistemas permite que a identidade do passageiro seja verificada de forma segura ao longo das diferentes etapas da viagem. Para isso, aeroportos, companhias aéreas e autoridades precisam adotar padrões comuns e estabelecer mecanismos seguros e interoperáveis para o compartilhamento de informações.

Padrões internacionais – A integração dos sistemas está entre os desafios tratados pelo Programa de Identificação de Viajantes (Trip), da OACI, que reúne diretrizes e boas práticas relacionadas à comprovação de identidade, aos documentos de viagem, à emissão e ao controle documental e aos sistemas de inspeção.

O simpósio reuniu representantes de governos, organismos internacionais, autoridades de fronteira, órgãos responsáveis pela emissão de documentos e especialistas para discutir a implementação de soluções voltadas à identificação de viajantes.

A delegação brasileira contou ainda com Mariana Altoé Caixeta, representante da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) junto à OACI, e com a Polícia Federal, por meio da Adidância da Polícia Federal no Canadá (ADIPF/YOW).

O encontro promoveu o intercâmbio de experiências sobre biometria, prevenção de fraudes documentais e de identidade, novas tecnologias e modernização dos controles de fronteira. As discussões também trataram da integração entre segurança, agilidade e proteção de dados na identificação de passageiros, considerando a evolução tecnológica do transporte aéreo e os direitos dos viajantes.

Fonte: Aeroin

Aviação civil brasileira movimentou 11,5 milhões de passageiros em agosto

Setor registrou crescimento de 2,5% em relação a agosto de 2025

AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac) atualizou o relatório de demanda e oferta com os dados da movimentação do setor no mês de agosto. No período, foram movimentados 11,5 milhões de passageiros, 2,5% acima do registrado em agosto de 2025.  

Deste total, foram 8,9 milhões de passageiros (crescimento de 2,3%) no segmento doméstico e 2,5 milhões no mercado internacionais (aumento de 3,4%). 

A demanda, indicador calculado através da multiplicação do número de passageiros pelo número de quilômetros voados, teve aumento de 3,3% no setor doméstico e 4% no setor internacional em relação a agosto de 2025. Já a oferta, medida pela multiplicação de assentos ofertados por quilômetros voados, cresceu 6,8% no segmento doméstico e 4,3% no internacional.  

Setor de cargas 

Na carga, foram movimentadas no total 121,5 mil toneladas em agosto de 2026, 8,6% acima do total processado em agosto de 2025. No setor doméstico, foram processadas 39,5 mil toneladas (crescimento de 4%), enquanto, no segmento internacional, o total foi de 82 mil toneladas (aumento de 10,9%). 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Anac compartilha conhecimento técnico sobre aviação civil com membros do Poder Judiciário

Treinamento realizado em Fortaleza (CE) envolveu membros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE)

AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac), em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE), realizou, nos dias 9 e 10 de setembro, em Fortaleza (CE), um projeto-piloto de capacitação de magistrados e assessores sobre transporte aéreo. 

A iniciativa busca ampliar o conhecimento técnico sobre o funcionamento do setor aéreo e contribuir para a análise de demandas judiciais relacionadas ao transporte de passageiros.  

Durante a capacitação, magistrados e assessores tiveram contato com temas relacionados à operação aérea, meteorologia, gerenciamento de malha e situações de contingência. A programação também abordou relações de consumo e direitos dos passageiros, conectando aspectos técnicos da operação às questões que podem chegar ao Poder Judiciário. 

Outro destaque foi a apresentação do Infovoo, ferramenta utilizada como apoio à compreensão de casos concretos relacionados ao transporte aéreo. A solução, de uso exclusivo por parte de integrantes da magistratura e servidores autorizados dos tribunais, permite o acesso a informações que podem contribuir para a análise das circunstâncias envolvendo voos e operações aéreas. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac