Alta de processos contra aéreas leva especialistas a discutir equilíbrio entre segurança e direitos dos passageiros

No último dia 28 de julho, representantes da Comissão de Direito Aeronáutico, da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) se reuniram na sede da OAB/SC para debater o impacto do crescente número de processos judiciais contra companhias aéreas no Brasil. Embora responda por apenas uma pequena parcela do transporte aéreo mundial, o país lidera os índices globais de judicialização no setor.

Durante o encontro, os participantes discutiram os desafios de conciliar a segurança operacional da aviação com os direitos dos passageiros. Entre os temas abordados estiveram os casos em que atrasos, cancelamentos ou alterações de voos se tornam necessários para garantir a segurança das operações, mas acabam resultando em ações judiciais por danos morais.

A presidente da Comissão de Direito Aeronáutico, Fernanda Gama Ninow, destacou a importância de aproximar o conhecimento técnico da aviação da prática jurídica. “É fundamental debater os aspectos técnicos da aviação em conjunto com a advocacia e a magistratura. Esse diálogo fortalece a atuação dos profissionais e contribui para decisões cada vez mais qualificadas.

Leandro Godoy Oliveira, coordenador-adjunto das comissões da OAB/SC e representante do presidente da OAB Santa Catarina, Juliano Mandelli, ressaltou o papel da instituição na promoção do intercâmbio entre diferentes áreas. “Ao reunir especialistas, advogados e representantes de outros setores, a OAB/SC cria um ambiente de aprendizado e debate que amplia a visão dos profissionais e fortalece a nossa atuação.

Em Santa Catarina, decisões recentes do Tribunal de Justiça indicam uma análise cada vez mais individualizada desses processos. Os magistrados têm considerado fatores como a existência de prejuízo efetivo ao passageiro, a assistência prestada pela companhia aérea e as circunstâncias que motivaram alterações na operação, especialmente quando relacionadas à segurança de voo.

Fonte: Aeroin

Helicópteros colidem no ar durante operação de combate a incêndio na Grécia

Dois helicópteros utilizados no combate a incêndios florestais colidiram no ar neste domingo (2) durante uma operação na região de Psatha, a oeste de Atenas, na Grécia. O acidente ocorreu enquanto as aeronaves atuavam no combate aos grandes incêndios que atingem diversas áreas do país.

De acordo com o Corpo de Bombeiros grego, os dois helicópteros Bell 214ST, contratados para apoiar as operações de combate ao fogo, se envolveram na colisão e caíram na região de Psatha. Equipes de resgate foram mobilizadas imediatamente para o local do acidente.

A aeronave é uma versão alongada do Bell 214, versão biturbina do clássico UH-1H Huey, famoso na Guerra do Vietnã. Por ser uma versão com capacidade maior de carga útil, foi bastante utilizado no setor de óleo e gás (off-shore), e hoje sua principal função é de combate a incêndios. Relatos iniciais indicam que as duas aeronaves pertencem à McDermott Aviation da Austrália, mas isto não foi possível confirmar ainda.

As autoridades confirmaram que duas pessoas morreram na ocorrência: um operador romeno e um tradutor grego, ambos ocupantes de uma das aeronaves. Os dois tripulantes do outro helicóptero, um operador britânico e um tradutor grego, foram resgatados com vida.

Inicialmente, emissoras locais informaram que um dos ocupantes havia sido encontrado em segurança enquanto as buscas pelo segundo tripulante continuavam. Posteriormente, as autoridades divulgaram o balanço oficial com a confirmação das duas mortes e do resgate dos outros dois ocupantes.

O primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, alertou que o país enfrentará dias “extremamente difíceis” devido às condições climáticas severas. Segundo ele, a combinação de altas temperaturas, baixa umidade e ventos que podem ultrapassar 100 km/h tem favorecido a rápida propagação dos incêndios florestais, dificultando o trabalho das equipes de emergência.

Os helicópteros Bell 214ST desempenham papel importante nas operações aéreas de combate a incêndios, transportando grandes volumes de água para conter o avanço das chamas em áreas de difícil acesso. As causas da colisão serão investigadas pelas autoridades competentes.

Fonte: Aeroin

BR Aviation apresenta soluções personalizadas para aviação executiva na Labace 2026

A BR Aviation, unidade da Vibra dedicada a combustíveis de aviação, marca presença na 21ª edição da Latin American Business Aviation Conference & Exhibition (Labace) 2026, que acontece de 4 a 6 de agosto no Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo.

Com um portfólio focado em segurança operacional, eficiência logística e novas alternativas energéticas, a empresa reforça seu compromisso com a aviação de negócios no Brasil.

Segundo dados da Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG), o setor de aviação executiva no país cresceu 12,18% em movimentação de aeronaves nos últimos 12 meses, totalizando 94.800 pousos e decolagens até abril de 2026.

“O Brasil possui a segunda maior frota de jatos executivos do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, consolidando-se como um mercado estratégico para a indústria. Estamos presentes em mais de 90 aeroportos em todo o país, entregando pontualidade, segurança e atendimento de alto padrão”, afirma Juliano Prado, vice-presidente Executivo B2B da Vibra.

A BR Aviation abastece 6 em cada 10 voos no Brasil e investe continuamente em inovação para atender às demandas de operadores, pilotos, proprietários e usuários da aviação executiva.

Um destaque é o App Beyond EFB, desenvolvido em parceria com a Beyond Aero, que centraliza o planejamento e gestão de voos em uma única plataforma, oferecendo consulta de preços, agendamento de abastecimento, histórico de compras, pagamentos e contratação de serviços especializados.

Pioneira na oferta comercial de Combustível de Aviação Sustentável (SAF) no Brasil, a BR Aviation foi a primeira a implementar o modelo Book & Claim no país. Recentemente, iniciou a comercialização do primeiro SAF produzido a partir de soja brasileira certificada ISCC CORSIA PLUS Low-LUC Risk, com potencial para reduzir em cerca de 70% as emissões no setor aéreo em relação ao combustível tradicional. Essa iniciativa inédita é fruto da parceria entre Vibra, Bunge e Petrobras.

A certificação ISCC CORSIA PLUS, reconhecida pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), integra o programa CORSIA, que incentiva o uso de combustíveis renováveis na aviação, assegurando critérios ESG para garantir a sustentabilidade do produto.

“Unindo inovação, infraestrutura robusta, eficiência logística e rastreabilidade, fortalecemos nosso compromisso com a transição energética e um futuro sustentável para a aviação. A Labace é o momento ideal para apresentar as novidades que estamos trazendo ao setor”, destaca Prado.

Fonte: Aeroin

Aviação de Negócios cresce e impulsiona expectativas para a LABACE 2026

A Aviação de Negócios no Brasil registra um ritmo acelerado de crescimento em 2026, consolidando o país como um dos principais protagonistas do setor no mundo.

Dados organizados pela ABAG (Associação Brasileira de Aviação Geral) revelam que a movimentação de pousos e decolagens atingiu a marca de 94.800 movimentos (pousos e decolagens), um aumento de 12,18% nos últimos 12 meses.

Os dados disponíveis mais recentes são de abril deste ano, comparados aos 84.500 movimentos registrados no mesmo período de 2025.

Este crescimento na utilização das aeronaves é o combustível para a LABACE 2026, , que acontece entre os dias 4 e 6 de agosto, no Aeroporto Campo de Marte.

Com as aeronaves voando mais, toda a cadeia aeronáutica é impactada positivamente, desde o aumento no consumo de combustível e serviços aeroportuários bem como as vendas de manutenção e peças e busca por novas tecnologias e equipamentos.

Diante deste cenário de alta utilização e expansão, a LABACE 2026 projeta a expectativa de superar a marca de US$ 150 milhões em negócios gerados no ano passado.

O volume financeiro engloba a comercialização de aeronaves, peças e serviços ao longo dos três dias de evento.

“Nossa expectativa é promover uma das edições mais relevantes dos últimos anos, reunindo os principais players do setor para fortalecer relacionamentos, gerar negócios e apresentar as inovações que estão moldando o futuro da indústria”, destaca Flávio Pires, CEO da ABAG.

A 21ª edição da LABACE reunirá os principais players globais, incluindo fabricantes, revendedores, oficinas de manutenção, tradings, fornecedores de peças e equipamentos, operadores aéreos e administradoras de infraestrutura aeroportuária.

Em 2025, o evento recebeu mais de 14 mil visitantes e expôs 54 aeronaves, consolidando-se como a plataforma preferencial de networking e fechamento de negócios na América Latina.

SERVIÇO:

Data: 4 a 6 de agosto de 2026

Horários: 4 e 5, 12h às 20h. Dia 6, 12h às 19h.

Local: Aeroporto Campo de Marte

Endereço: São Paulo (SP) Av. Santos Dumont, 2241 – Santana

Site: https://labace.com.br

Brasil aposta em combustíveis renováveis para aviação e transporte marítimo

Importância do agronegócio na produção de biocombustíveis e na geração de empregos e renda foi ressaltada

O Brasil está ampliando seu papel na produção de combustíveis renováveis, focando na aviação e no transporte marítimo.

Durante o evento Agroenergia – Transição Energética Sustentável, realizado em Brasília, especialistas e representantes do setor produtivo discutiram o potencial do SAF (Combustível Sustentável de Aviação) e do Biobunker (alternativa renovável para transporte marítimo).

Veja aqui: https://noticias.r7.com/player/ae3400fa-b3ef-4e6c-964d-f651e6758527

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil destacou a necessidade de superar desafios regulatórios e de segurança jurídica para fortalecer a transição energética.

Além disso, a importância do agronegócio na produção de biocombustíveis e na geração de empregos e renda foi ressaltada.

A demanda crescente por esses combustíveis representa uma oportunidade para o agronegócio, mas requer investimentos e ganho de escala para diminuir custos e competir com combustíveis fósseis.

Fonte: R7

Avião montado no ES aposta em eficiência para negócios

Fabricada em Jaguaré, aeronave esportiva da Sling Aircraft combina baixo consumo, tecnologia embarcada e foco no mercado da aviação executiva

Em um mercado em que o tempo se tornou um dos ativos mais valiosos para empresários, uma aeronave montada no Espírito Santo busca conquistar espaço ao oferecer autonomia, baixo consumo de combustível e tecnologia embarcada. Produzido em Jaguaré pela Sling Aircraft Brasil, o modelo Sling TSi é resultado de uma cadeia internacional de fornecedores, mas tem no Estado a etapa de montagem, inspeção e entrega aos clientes brasileiros e de parte da América do Sul.

O modelo, de origem sul-africana, reúne componentes fabricados em diferentes países. As estruturas são fornecidas pela Sling Aircraft, da África do Sul, enquanto o motor Rotax é produzido na Áustria, a aviônica é da norte-americana Garmin e a hélice tem fabricação franco-americana. Todo esse conjunto é integrado na unidade capixaba, que segue processos produtivos aprovados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para a categoria de aeronaves leves esportivas.

Tocador de vídeo

Além do processo industrial, a empresa destaca a eficiência operacional como um dos principais diferenciais da aeronave. Durante o voo entre Vila Velha e Jaguaré, realizado em cerca de 50 minutos, o consumo foi de aproximadamente 25 litros de combustível por hora em velocidade de cruzeiro econômico. Segundo a fabricante, o desempenho, aliado ao conforto para quatro ocupantes e ao piloto automático disponível em algumas configurações, tem atraído principalmente empresários que utilizam o avião para reduzir o tempo de deslocamento entre cidades.

O diretor executivo da Sling Aircraft Brasil, José Braz Nali, afirma que a maior parte dos clientes utiliza a aeronave como ferramenta de trabalho. Segundo ele, o perfil predominante é de empresários que buscam mais agilidade em viagens profissionais. Atualmente, a fábrica atende todo o mercado brasileiro e expandiu sua atuação para países da América Latina, com exceção de Argentina e Paraguai. A produção também acompanha o crescimento da demanda: todas as aeronaves previstas para este ano já foram comercializadas, e o prazo médio de entrega caiu para cerca de nove meses.

Os modelos são comercializados com preços entre US$ 380 mil e US$ 460 mil, conforme a configuração escolhida pelo cliente. Entre os opcionais disponíveis estão aviônicos para voo por instrumentos (IFR), paraquedas balístico integrado ao projeto original da aeronave e equipamentos voltados para operações noturnas. A empresa avalia que a combinação entre tecnologia, eficiência e custos operacionais competitivos tem ampliado o interesse pela aviação executiva de pequeno porte no Brasil.

Fonte: ESBRASIL

Com voos de negócios, Aeroporto Bacacheri aparece entre os 10 mais movimentados do País

Terminal de Curitiba registrou 33.848 movimentos entre pousos e decolagens ao longo de 2025

Exclusivo para aviação geral e executiva, o Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, registrou 33.848 movimentos entre pousos e decolagens ao longo de 2025. A alta é de aproximadamente 47% em relação a 2022, quando a Motiva assumiu a administração do aeródromo e foram contabilizadas 23.021 operações.

O desempenho colocou o terminal curitibano entre os dez aeroportos mais movimentados do país na aviação geral, segundo dados do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

O dado acompanha a evolução da aviação executiva no Brasil. O País consolidou a sua posição como a segunda maior frota de aviação executiva do mundo, alcançando a marca de 11.239 aeronaves registradas, segundo dados da Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG).

O forte avanço do setor gera impactos diretos na movimentação de aeroportos estratégicos do país.

“O Aeroporto do Bacacheri acompanha diretamente o crescimento da aviação de negócios no Brasil. Curitiba possui localização estratégica e uma economia fortemente conectada aos setores industrial, logístico e corporativo, o que amplia a demanda por operações executivas, manutenção aeronáutica e serviços especializados”, afirma Eduardo Schein, gerente do Aeroporto do Bacacheri.

No Aeroporto do Bacacheri, estão instaladas dezenas de empresas ligadas à aviação executiva, manutenção aeronáutica e operações de fretamento, incluindo operadores reconhecidos nacionalmente, como a Helisul, Hércules Táxi Aéreo e SyncJet.

Impulsionado pelo crescimento do agronegócio, da logística, da mobilidade corporativa e das operações sob demanda, o setor vive um dos períodos de maior expansão da última década.

Dados da ABAG mostram que a frota brasileira de aviação executiva alcançou 11.239 aeronaves, refletindo um crescimento de 6,5% em relação ao período anterior. O grande destaque foi o segmento de jatos executivos, cuja frota avançou 17%.

Táxi aéreo

Além da expansão da aviação executiva como um todo, o mercado de táxi aéreo também segue em crescimento acelerado. Levantamento da ABAG aponta que as 145 empresas brasileiras do segmento operavam 686 aeronaves no segundo semestre de 2025, uma alta de 6,26% em curto período.

Segundo a entidade, a frota do táxi aéreo brasileiro já supera, em número de aeronaves, a das companhias aéreas comerciais regulares do país. Em janeiro de 2022, a frota nacional de táxi aéreo era de cerca de 600 aeronaves — pouco mais de dois anos depois, o segmento acumulou crescimento superior a 14%, refletindo a ampliação da demanda por deslocamentos corporativos, fretamentos e operações regionais.

Conectividade

O crescimento também reforça o papel da aviação geral na conectividade regional brasileira. Enquanto a aviação comercial regular atende cerca de 176 localidades, a aviação geral opera em mais de 3.700 aeroportos e aproximadamente 1.365 helipontos em todo o país, segundo a ABAG.

Antes associado majoritariamente ao mercado de luxo, o segmento passou a integrar a infraestrutura essencial de mobilidade do país, atendendo demandas corporativas, operações aeromédicas, agronegócio e logística.

O Aeroporto do Bacacheri celebra 46 anos no dia 31 de março como principal hub de Aviação Geral do Sul do Brasil. O terminal curitibano ultrapassa 30 mil movimentos anuais e segue entre os aeroportos de Aviação Geral mais movimentados do país.

Quanto custa um voo de táxi aéreo?

Os custos para contratar um voo de táxi aéreo variam conforme fatores como distância percorrida, modelo da aeronave, tempo de utilização e disponibilidade operacional. No mercado brasileiro, voos de helicóptero entre Curitiba e o litoral do Paraná costumam variar entre R$ 5 mil e R$ 15 mil.

Já fretamentos em jatos executivos leves, como o Embraer Phenom 100, para destinos como São Paulo ou Florianópolis, podem custar entre R$ 8 mil e R$ 20 mil. Os valores são estimativas de mercado e variam conforme o operador e as características de cada voo.

Como contratar um táxi aéreo?

A contratação de voos executivos e serviços de táxi aéreo deve ser feita diretamente com empresas homologadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Antes de fechar um contrato, especialistas recomendam verificar se a operadora possui certificação válida da agência, além de confirmar a regularidade da aeronave, da tripulação e das condições de segurança operacional nos sistemas oficiais da ANAC (como o aplicativo Voe Seguro).

Hangares

Atualmente, o sítio aeroportuário do Bacacheri ocupa 1.602.910 m² e abriga 45 hangares, operados por empresas que oferecem serviços especializados como manutenção aeronáutica, táxi-aéreo, treinamento de pilotos e suporte técnico a todo o ecossistema da Aviação Geral.

O aeroporto também serve de base para importantes operações institucionais e de segurança pública, incluindo o Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) da Polícia Militar do Paraná, o Grupamento de Operações Aéreas (GOA) da Polícia Civil do Paraná, a Divisão de Operações Aéreas da Receita Federal e a Casa Militar do Governo do Paraná.

Fonte: Bem Pará

Embraer quer avançar na aviação agrícola da América Latina

A Embraer participará, pela primeira vez, da 138ª Exposición Rural, um dos mais tradicionais e relevantes eventos do agronegócio da América Latina, realizado de 16 a 26 de julho, em Buenos Aires, Argentina. A iniciativa integra a estratégia da companhia de expandir a presença internacional do Ipanema 203, aeronave agrícola líder de mercado no Brasil e única no mundo com motor movido a etanol.

Com mais de 1.700 aeronaves entregues, o Ipanema combina baixo custo operacional a um desempenho equivalente ao de quatro grandes pulverizadores terrestres operando simultaneamente, podendo pulverizar mais de 200 hectares por hora. Além disso, a Embraer assegura que a aeronave elimina problemas como o amassamento da lavoura e a disseminação de pragas pelo contato com o solo, entre tantas outras vantagens. Como resultado, pode proporcionar ganhos de produtividade de até 15 sacas por hectare, conforme a cultura e as condições de operação.

A Embraer avançou recentemente sua estratégia de expansão na Argentina ao assinar um Memorando de Entendimento (MoU) com a Essential Energy Holding, líder em soluções de eficiência energética, e a Bioenergías Agropecuaria, produtora de biocombustíveis do grupo. O acordo prevê a realização de estudos de viabilidade para a produção e distribuição de etanol voltados a futuros operadores do Ipanema. Regionalmente, a Embraer também anunciou a certificação do Ipanema 203 no Paraguai, um marco que abre caminho para a operação da aeronave em larga escala no país.

Durante o evento na Argentina, a Embraer vai participar de um painel que reunirá líderes do setor para discutirem o futuro da pulverização inteligente, novas tecnologias e iniciativas inovadoras voltadas ao aumento da produtividade agrícola. “Estamos honrados em participar, pela primeira vez, de um dos principais eventos do agronegócio da América Latina. A feira representa uma excelente oportunidade para apresentar o Ipanema 203 aos operadores, empresas aeroagrícolas e produtores rurais argentinos e reforçar nossa estratégia de expansão em mercados estratégicos para o desenvolvimento da aviação agrícola regional”, afirma Sany Onofre, líder da Aviação Agrícola na Embraer.

Fonte: Revista Asas

Vítimas fatais de acidentes com aviões de negócios se mantêm estável

Levantamento aponta estabilidade no número global de vítimas fatais em acidentes com aeronaves a jato de negócios no primeiro semestre de 2026


O número de mortes decorrentes de acidentes com aeronaves da aviação de negócios equipadas com motores a turbina permaneceu em 81 no primeiro semestre de 2026, repetindo o resultado registrado no mesmo período do ano anterior.

Apesar da estabilidade no total de vítimas fatais, a distribuição entre os diferentes segmentos da frota mudou, com redução dos acidentes fatais envolvendo jatos de negócios registrados fora dos Estados Unidos e aumento das fatalidades em turboélices do segmento registrados no país, segundo levantamento realizado pelo site AIN Online.

O levantamento indica que os acidentes com jatos de negócios registrados nos Estados Unidos resultaram em nove mortes, distribuídas em três acidentes fatais entre janeiro e junho. No mesmo período, os jatos registrados fora dos Estados Unidos estiveram envolvidos em dois acidentes fatais, que deixaram sete vítimas.

Entre os turboélices da aviação de negócios registrados nos Estados Unidos, cinco acidentes provocaram 26 mortes, acima das dezoito registradas em cinco ocorrências no primeiro semestre de 2025. Já os turboélices registrados fora dos Estados Unidos somaram cinco acidentes fatais e 39 vítimas, ligeiramente abaixo das quarenta mortes registradas em seis acidentes no mesmo período do ano anterior.

Acidente com Citation Latitude

Um dos acidentes envolvendo jatos executivos registrados nos Estados Unidos ocorreu em 16 de junho, quando um Cessna Citation Latitude operado pela NetJets e pertencente a um programa de propriedade fracionada realizou um pouso de emergência em uma rodovia nas proximidades do aeroporto internacional de Laredo, no Texas, antes de ser consumido por um incêndio. Um passageiro morreu.

Segundo a AIN, trata-se da primeira fatalidade registrada em uma operação de propriedade fracionada conduzida sob as regras da Parte 91K da regulamentação norte-americana.

Challenger 650

Outro acidente ocorreu em 25 de janeiro, envolvendo um Bombardier Challenger 650 durante a decolagem em Bangor, no estado do Maine. Seis pessoas morreram: dois pilotos e quatro passageiros.

O relatório preliminar do National Transportation Safety Board (NTSB) aponta que a investigação considera a possibilidade de a aeronave ter iniciado a aceleração para decolagem após exceder o tempo máximo de proteção proporcionado pelo procedimento de degelo (deicing holdover time). O voo era uma operação executiva conduzida sob a Parte 91, em condições meteorológicas por instrumentos (IMC), com neve e temperaturas de -16°C.

Acidente na República Dominicana

Em 7 de junho, um Gulfstream G200 registrado nos Estados Unidos saiu da pista durante uma tentativa de pouso de emergência no aeroporto internacional de La Romana, na República Dominicana. Os dois pilotos morreram.

A tripulação havia comunicado uma emergência em voo e a intenção de retornar ao aeroporto. A aeronave realizava um voo de traslado (ferry flight) com destino a Austin, no Texas. As autoridades dominicanas investigam as causas do acidente.

Acidentes fora dos EUA

Entre os jatos de negócios registrados fora dos Estados Unidos, um Learjet 45XR registrado na Índia caiu em 28 de janeiro durante uma segunda tentativa de aproximação ao aeroporto de Baramati, no estado de Maharashtra. As cinco pessoas a bordo morreram. A aeronave realizava um voo charter procedente de Mumbai.

Outro acidente ocorreu em 13 de abril, envolvendo um Cessna Citation II registrado na Bolívia e operado de forma privada. A aeronave perdeu contato com o controle de tráfego aéreo cerca de 30 minutos após decolar de La Paz. Dados de rastreamento indicam que iniciou uma rápida razão de descida a partir do nível de voo FL390 antes da perda do contato radar. Os dois pilotos morreram.

Turboélices

Os turboélices responderam pela maior parcela das mortes registradas no semestre. Nos Estados Unidos, um único acidente representou quase metade das vítimas do segmento. Em 14 de junho, um Pacific Aerospace 750XL caiu, provocando a morte do piloto e de onze paraquedistas, totalizando doze vítimas fatais.

Fora dos Estados Unidos, duas ocorrências concentraram grande parte das fatalidades. Em 27 de abril, um Cessna Caravan empregado em um voo charter caiu no Sudão do Sul, causando a morte das quatorze pessoas a bordo. Em 28 de junho, um Pilatus Turbo Porter caiu na França, matando o piloto e dez paraquedistas.

Distribuição

No primeiro semestre de 2026, os acidentes fatais com aeronaves da aviação de negócios foram distribuidos da seguinte forma:

  • Jatos registrados nos Estados Unidos: três acidentes e nove mortes;
  • Jatos registrados fora dos Estados Unidos: dois acidentes e sete mortes;
  • Turboélices registrados nos Estados Unidos: cinco acidentes e 26 mortes;
  • Turboélices registrados fora dos Estados Unidos: cinco acidentes e 39 mortes.

Fonte: Aero Magazine

Brasil ativa Comando de Atividades Espaciais

O Brasil ativou, em Brasília (DF), o Comando de Atividades Espaciais (COES), unidade que será responsável por desenvolver e consolidar a doutrina espacial de defesa, coordenar o ciclo de vida das capacidades espaciais, atuar na implantação da chamada Consciência Situacional Espacial, exercer as atribuições de Autoridade Espacial de Defesa e planejar, coordenar, controlar, integrar e empregar as capacidades espaciais de interesse do Ministério da Defesa. A ativação aconteceu, oficialmente, em 7 de julho de 2026.

A ser chefiado por um Brigadeiro ou por Coronel da Força Aérea Brasileira, o COES está subordinado diretamente ao Comandante da Aeronáutica. Já sua sede fica na área militar localizada do lado norte da pista compartilhada entre o Aeroporto Internacional de Brasília e a Base Aérea de Brasília, na região conhecida como Lago Sul. Há a expectativa de o COES passar a reunir, em uma mesma estrutura administrativa e hierárquica, os Centros de Operações Espaciais Primário e Secundário (COPE-P e COPE-S), localizados em Brasília e no Rio de Janeiro, respectivamente.

Imprensa e militares acompanham o lançamento do satélite SGDC a partir do Comando de Operações Aérea (COMAE), em 2017
Foto: André Feitosa / Força Aérea Brasileira

A criação do COES está alinhada com a Lei 14.946, sancionada em 31 de julho de 2024 pela presidência da República, que instituiu normas às atividades espaciais brasileiras. A legislação cria uma definição clara, por exemplo, para o conceito de consciência situacional espacial, além de tratar de temas como exploração de corpos celestes, exploração de recursos espaciais, turismo espacial, remoção de detritos e decolagem de veículos lançadores a partir do território nacional, dentre outros. Também foram definidos conceitos de atividades espaciais civis e as relativas à defesa nacional.

Com a criação do COES, o Comando da Aeronáutica segue a tendência de outros países de ampliar a importância organizacional das atividades espaciais. Em 2020 e 2021, respectivamente, a Itália criou o Comando Operazioni Spaziali e o Reino Unido lançou o Space Command, subordinados às suas forças aéreas. Já Espanha e França alteraram o próprio nome de suas forças aéreas, em 2022 e 2020, passando-se a chamar de Ejército del Aire y del Espacio e Armée de l’Air et de l’Espace. Já nos Estados Unidos, em 2019, houve a criação de uma força armada específica: a United States Space Force.

Fonte: Revista Asas