Aviação executiva compartilhada ganha espaço entre executivos

aviação executiva compartilhada vem ganhando espaço entre executivos e empresas que buscam otimizar tempo, ampliar a flexibilidade e tornar os gastos com mobilidade mais previsíveis. Embora opere sob a mesma lógica do transporte aéreo, o modelo executivo se diferencia por reduzir etapas, adaptar rotas à agenda do passageiro e oferecer acesso mais amplo a aeroportos e aeródromos.

Por que a aviação executiva compartilhada atrai mais empresas

Na aviação comercial, o passageiro se adapta aos horários das companhias, enfrenta filas e cumpre processos de embarque mais longos. Já no modelo executivo, a operação se organiza conforme a necessidade de quem viaja, o que aumenta a eficiência dos deslocamentos corporativos.

Dados recentes da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) indicam que a frota de aeronaves executivas encerrou 2025 com 11.338 aeronaves, alta de 6,6% em relação a 2024. Além disso, o perfil do usuário mudou: a busca por modelos compartilhados cresceu, impulsionada pela necessidade de reduzir custos fixos e ampliar a flexibilidade.

No modelo de propriedade compartilhada, o cliente compra uma ou mais cotas de uma aeronave e passa a ter direito a voar um número determinado de horas por ano. Segundo Rogério Andrade, fundador e CEO da Avantto, esse comportamento reflete uma nova lógica de decisão nas empresas. “O crescimento da aviação executiva no Brasil está diretamente ligado a uma pergunta que CEOs e diretores passaram a se fazer: quanto vale uma hora da minha agenda? Quando esse cálculo é feito com honestidade, a conta muda completamente”, afirma.

Quatro fatores explicam a migração dos executivos

O primeiro fator envolve horários e rotas sob medida. Enquanto a aviação comercial depende de malhas pré-definidas, a aviação executiva opera sob demanda e pode usar uma rede mais ampla de aeroportos. Isso reduz conexões, escalas e deslocamentos terrestres, além de facilitar pousos mais próximos do destino final.

O segundo ponto é o gasto previsível. Na aviação executiva compartilhada, o cliente arca com duas taxas fixas: uma mensal e outra por hora de voo. “Não há tarifas dinâmicas, não há surpresas no fechamento do mês. Para empresas que precisam orçar mobilidade com precisão, isso representa uma mudança estrutural e uma vantagem real no planejamento financeiro anual”, explica Rogério Andrade.

O terceiro fator está na redução dos custos com viagens corporativas. Além da passagem, uma viagem comercial costuma incluir hotel, alimentação, transporte terrestre e, em alguns casos, novas passagens. Já no modelo executivo, toda a equipe pode voar junta e mudanças de última hora na lista de passageiros não geram taxas. A Avantto, por exemplo, informa acesso a mais de 3.900 aeródromos e 1.500 helipontos, contra 180 aeroportos para voo comercial.

Por fim, o quarto fator é a economia de tempo. Na aviação comercial, o passageiro precisa chegar com antecedência, passar por filas, embarcar e retirar bagagem. Na aviação executiva, esses processos são simplificados e reduzem o tempo total porta a porta. Com isso, executivos conseguem concentrar mais compromissos em um mesmo dia e elevar a produtividade.

A Avantto afirma ser líder no segmento de compartilhamento de aeronaves executivas na América Latina. A empresa diz contar com mais de quinze anos de atuação, mais de 450 usuários ativos, cerca de 1.400 decolagens mensais e mais de 850 mil quilômetros voados por ano, além de certificação IS-BAO nível II.

Fonte: Mobilidade Sampa

Colocados em órbita com sucesso os 3 últimos satélites Boeing O3b mPOWER, lançados em um foguete da SpaceX

Os três últimos satélites Boeing O3b mPOWER, denominados F11, F12 e F13, foram colocados em órbita com sucesso ontem, dia 13 de setembro, e se juntaram aos 10 já em órbita após um lançamento bem-sucedido em um foguete Falcon 9 da SpaceX da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida.

O lançamento completa a constelação de 13 satélites O3b mPOWER, que é projetada para impulsionar a conectividade global para usuários móveis, governos e outros clientes em todo o mundo.

O marco permite que a empresa parceira SES expanda significativamente a conectividade de alta velocidade e melhore os serviços digitais para atender à crescente demanda por largura de banda. Os clientes ativos que usam os recursos de rede do O3b mPOWER incluem linhas de cruzeiro, organizações governamentais, entidades civis, operadores móveis e companhias aéreas comerciais.

“Este lançamento é um marco definidor para a SES enquanto completamos a constelação O3b mPOWER e fortalecemos ainda mais nossas capacidades MEO (Medium Earth Orbit, ou Órbita Terrestre Média),” disse Adel Al-Saleh, CEO da SES. “Mais importante, reforça nossa capacidade de entregar conectividade resiliente, segura e escalável para clientes em todo o mundo, ajudando governos, empresas, provedores de nuvem e clientes de mobilidade a atender suas necessidades mais críticas. Conforme as demandas dos clientes continuam a evoluir, a SES está focada em construir soluções mais inteligentes e integradas que reúnam os pontos fortes de múltiplas tecnologias e órbitas para entregar conectividade perfeita em todo o mundo.”

A tecnologia de payload (carga útil) definida por software da Boeing permite que os satélites roteiem dinamicamente a largura de banda, focalizem a potência do feixe e ajustem a capacidade em tempo real para corresponder às necessidades de conectividade em evolução.

O sistema é projetado para apoiar áreas onde a banda larga é limitada, incluindo ajudar estudantes em comunidades remotas a se conectarem online para trabalhos escolares e apoiar médicos em pequenas aldeias com serviços de telemedicina melhorados.

“A tecnologia é melhor quando tem uma linha de visão direta para o impacto humano,” disse Ryan Reid, presidente da Boeing Satellite Systems International. “Seja ajudando um estudante em uma comunidade remota a acessar aprendizado digital, apoiando saúde local com telemedicina ou mantendo nossas equipes militares conectadas com segurança, esta constelação prova o que nossa força de trabalho pode realizar quando se concentra na prioridade do cliente e excelência na execução.”

O O3b mPOWER também serve como linha de base técnica para sistemas de defesa que as equipes de satélites da Boeing continuam desenvolvendo para clientes de segurança nacional. A Boeing está usando uma versão dessa arquitetura de payload definida por software comprovada no espaço para os sistemas WGS (Wideband Global SATCOM, ou SATCOM Global de Banda Larga) e ESS (Evolved Strategic SATCOM, ou SATCOM Estratégico Evoluído) da Força Espacial dos EUA.

Ao combinar o payload de alto desempenho do O3b mPOWER com sua plataforma 702X padronizada e escalável, a Boeing criou uma arquitetura de satélite de duplo uso que pode ser construída e integrada de forma rápida e consistente para diferentes órbitas.

“Com a frota inicial do O3b mPOWER com sucesso no espaço, nossa tecnologia 702X padronizada estabeleceu oficialmente sua linha de base de desempenho em órbita,” disse Reid. “Este marco oferece aos nossos clientes a credibilidade de cronograma e confiabilidade de uma linha de produção ativa, minimizando risco enquanto escalamos rapidamente capacidades cruciais para a força conjunta.”

Os satélites O3b mPOWER F11, F12 e F13 devem entrar em serviço em meados de 2027 após completar atividades de elevação de órbita e inicialização.

Informações da Boeing

Asas da Diversidade: Embraer promove evento para pessoas com deficiência

São José dos Campos (SP), 14 de setembro de 2026 – Comprometida em ampliar a diversidade e a inclusão na aviação, a Embraer promove nesta quarta-feira (16) o evento Asas da Diversidade, dedicado a pessoas com deficiência (PCDs). Gratuito, o encontro será realizado em São José dos Campos, das 14h30 às 20h, no hotel Novotel (Av. Dr. Nélson d’Ávila, 2.200).

A programação conta com palestras, roda de conversa, análise de currículos, entrevistas com recrutadores da Embraer e sorteios, tanto de brindes como de vagas para uma visita à sede da empresa. Os interessados podem acompanhar todo o evento ou parte dele, de acordo com sua disponibilidade.

Um dos destaques da agenda é a participação do criador de conteúdo e ator Rafael Muller. PCD há mais de 20 anos, Muller encontrou na própria história a oportunidade de ressignificar desafios e viver uma trajetória marcada por autonomia, representatividade e propósito.

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As atrações incluem ainda um simulador que reproduz a experiência dos pilotos em um dos aviões comerciais da Embraer e óculos de realidade virtual para um voo simulado no eVTOL que está sendo desenvolvido pela Eve. As pessoas com deficiência interessadas em participar podem se inscrever pelo link.

Programação Asas da Diversidade

  • 14:30 – Credenciamento
  • 15:00 – Boas-vindas e Sorteio
  • 15:15 – Apresentação institucional
  • 15:45 – Pessoas, trabalho e matriz Embraer
  • 16:00 – Roda de conversa: Inclusão PCD na Embraer
  • 16:30 – Conversas com Talentos PCD
  • 19:30 – Apresentação do criador de conteúdo e ator Rafael Muller
  • 19:50 – Encerramento

Sobre a Embraer

A Embraer é uma empresa aeroespacial global com sede no Brasil. Fabrica aeronaves para a aviação comercial e executiva, defesa e segurança e clientes agrícolas. A empresa também fornece serviços e suporte pós-venda por meio de uma rede mundial de entidades próprias e agentes autorizados.

Desde a sua fundação em 1969, a Embraer já entregou mais de 9.000 aeronaves. Em média, a cada 10 segundos, um avião fabricado pela Embraer decola de algum lugar no mundo, transportando mais de 150 milhões de passageiros por ano.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e é a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviços e de distribuição de peças nas Américas, África, Ásia e Europa.

Fonte: Poder Aéreo

Jatinho Cessna Citation sai da pista e pega fogo na Líbia

Um jatinho executivo Cessna Citation Latitude saiu da pista durante o pouso no Aeroporto Internacional de Misrata, na Líbia, nesta segunda-feira (14). Apesar dos danos sofridos pela aeronave, não houve registro de vítimas.

O avião envolvido no incidente tem matrícula TC-AKF e é operado pela Bikini Charter. Segundo informações divulgadas após a ocorrência, o jato pertence ao empresário turco Hamdi Akin, presidente do conselho de administração da Akfen Holding. A aeronave realizava um voo de traslado e havia partido do Aeroporto Atatürk, na Turquia, com destino a Misrata.

Informações divulgadas pela Aviation Safety Network (ASN) apontam que o Citation Latitude pousava pela pista 15 quando desviou para a esquerda e deixou a superfície pavimentada aproximadamente 4.600 pés, cerca de 1.400 metros, após a cabeceira.

O jato conseguiu retornar à pista, mas, cerca de 1.600 pés, aproximadamente 490 metros, mais adiante, voltou a atravessar a lateral da área pavimentada. Imagens divulgadas após o incidente mostram a aeronave ainda na pista e destruída, restando apenas parte da fuselagem dianteira.

Fonte: Aeroin

Abear comenta resolução da Anac que regulamenta casos de indisciplina em aeroportos e aviões no Brasil

Entrou em vigor no dia 14 de setembro de 2026 a Resolução 800 da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que estabelece regras para lidar com episódios de indisciplina ocorridos em aeroportos e a bordo de aeronaves, com o objetivo de reduzir tais ocorrências e fortalecer a segurança do transporte aéreo brasileiro.

De acordo com dados da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), foram registrados 1.764 episódios envolvendo passageiros indisciplinados em 2025, uma média de quase cinco casos diários, representando aumento de 66% em relação a 2024, quando houve 1.061 episódios.

No primeiro semestre de 2026, foram contabilizados 881 casos, dos quais 154 considerados graves — aumento de 22% em relação ao mesmo período no ano anterior.

Em coletiva na sede da Anac, o presidente da Abear, Juliano Noman, ressaltou que a medida visa promover eficiência operacional e cuidado com passageiros e trabalhadores da aviação, preservando a segurança de aproximadamente 130 milhões de usuários anuais. Para o diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein, a resolução apenas regulamenta o artigo 232 do Código Brasileiro de Aeronáutica, alinhando-se às boas práticas internacionais e diretrizes da OACI (Organização Internacional de Aviação Civil).

Já o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou que o propósito da norma é aumentar os níveis de segurança, evitando que a conduta inadequada de um passageiro comprometa toda a operação e os demais viajantes.

A Resolução 800 prevê desde orientações para casos leves até multas de até R$ 17,5 mil para infrações graves, além da suspensão do direito de voar por seis meses a um ano em casos considerados gravíssimos. A aplicação das penalidades abrange atos de indisciplina nas áreas dos aeroportos, incluindo embarques e desembarques internacionais, mas dentro dos voos, aplica-se apenas a voos domésticos. Para voos internacionais, prevalecem as regras das convenções internacionais, que fundamentam a resolução.

O processo para aplicação de sanções assegura o direito à defesa do passageiro, que deverá ser informado sobre a acusação, as penalidades previstas, valores ou prazos de suspensão, bem como os mecanismos e prazos para recurso. Os operadores aéreos são obrigados a manter registros das ocorrências pelo período mínimo de cinco anos.

Fonte: Aeroin

Veja em que casos o passageiro pode ser banido de voar no Brasil e ser multado em até R$ 17 mil

A partir de 14 de setembro de 2026, começam a valer no Brasil as novas regras para punir passageiros indisciplinados que usam o transporte aéreo regular brasileiro.

A grande novidade, aplicada através da Resolução 800 da ANAC, é o banimento, conhecido como no-fly list ou lista negra, por um período de 6 ou 12 meses, sendo a sanção válida para todas as companhias aéreas, independentemente de onde ocorreu o ato de indisciplina.

Durante a coletiva de imprensa em Brasília realizada pela ANAC, foram destacados os exemplos práticos que constam na normativa e que podem levar a esse banimento do transporte aéreo.

Caso o passageiro fume a bordo, cometa violência física contra funcionários de companhia aérea ou do aeródromo no exercício de suas funções, ataque outro passageiro a bordo da aeronave, cause danos ou destrua bens a bordo de uma aeronave, agrida verbalmente (incluindo ameaça e intimidação) tripulantes ou realize falsa ameaça de bomba ou de terror, ele terá seu contrato de transporte aéreo encerrado, sendo desembarcado imediatamente e impedido de seguir no voo, não sendo a companhia aérea mais responsável pelo trajeto do viajante.

Os casos considerados graves, que levam ao banimento de seis meses, são cometer violência física contra membro da tripulação, quando o ato não impedir ou dificultar a execução normal do serviço, atos contra a dignidade sexual de terceiros e danificar equipamentos dentro da aeronave que comprometam a segurança aérea, como tentativa de abertura de janela de emergência ou danificar a porta do avião.

Já os casos gravíssimos serão passíveis de multa de R$ 17.500, além do banimento por 12 meses de qualquer voo de uma companhia aérea regular, incluindo a Azul, GOL e LATAM. Dentre os exemplos estão adulterar, danificar ou destruir qualquer dispositivo relacionado à segurança a bordo da aeronave, quando o ato impedir ou dificultar a execução normal do serviço, assim como cometer violência quando o ato impedir ou dificultar a execução normal do serviço.

Outros exemplos são conduzir ou manusear no interior da aeronave explosivos e armas, acessar ou tentar acessar a cabine de comando, quando não autorizado para tal, e qualquer tentativa ilegal de tomar o controle da aeronave.

Caso a companhia aérea não informe imediatamente à ANAC a violação do passageiro no caso de banimento dentro dos termos de condutas graves e gravíssimas, ela estará sujeita a multa de R$ 70 mil. Este banimento será feito pelo CPF, compartilhado entre as empresas aéreas, e impedirá novas reservas, realização de check-in e acesso à área de segurança (raio-x) na entrada do embarque.

O passageiro que cometer estes crimes terá seu contrato de transporte aéreo encerrado imediatamente após o fato, com a companhia aérea não sendo obrigada a cumprir o restante do termo contratado, seja levar até o destino final ou regressar à origem, também sendo isenta de fornecer hospedagem ou alimentação.

O viajante sancionado terá seu amplo direito à defesa, mas a sanção de banimento de voos é imediata. A medida não vale para voos internacionais, mas o diretor-presidente da ANAC, Tiago Chagas Faierstein, destacou que cada autoridade aeronáutica é soberana e que as sanções de outros países não anulam ou atenuam a brasileira, sendo necessário observar os acordos e tratados internacionais em vigor.

Um caso citado por Tiago é de um passageiro que saia de Brasília para Dubai com conexão em Guarulhos. Caso a ocorrência de indisciplina a bordo seja no primeiro voo, e este seja desviado para Uberlândia, o passageiro deverá ser desembarcado, porém poderá seguir por meios próprios (fora de voos regulares) até Guarulhos, “como tomar um Uber“, e caso chegue a tempo do voo para Dubai, poderá embarcar no mesmo. No voo de volta “ele não embarcará, já que é um voo doméstico, independente se vem de voo internacional“.

Fonte: Aeroin

Única réplica voadora do 14-Bis de Santos Dumont chega a SP em exposição gratuita

O Shopping Interlagos, em São Paulo (SP), prepara uma viagem pela história da aviação para celebrar um dos momentos mais importantes da trajetória da humanidade. Entre os dias 28 de agosto e 28 de setembro, o empreendimento recebe a Exposição Santos Dumont – 120 Anos do Voo do 14-Bis, uma experiência gratuita que permitirá ao público conhecer de perto a única réplica voadora da icônica aeronave criada pelo inventor brasileiro Alberto Santos Dumont.

Instalada na Praça de Eventos, a exposição integra a programação especial do Shopping Interlagos e convida crianças, jovens e adultos a mergulharem na história de um dos maiores inventores brasileiros. O grande destaque da mostra é uma réplica em tamanho real do 14-Bis, reconhecida internacionalmente por sua fidelidade de 99% ao projeto original.

Em 1906, Santos Dumont entrou para a história ao realizar, no Campo de Bagatelle, em Paris, o primeiro voo homologado da história. Agora, 120 anos depois desse marco, o Shopping Interlagos aproxima o público desse importante capítulo da aviação mundial por meio de uma experiência que combina história, tecnologia e conhecimento.

A réplica apresentada na exposição foi desenvolvida a partir de um minucioso processo de engenharia reversa e utiliza os mesmos materiais da época, como bambu cana-da-índia, seda japonesa, cordas de piano, madeira freijó e linhas enceradas com cera de abelha aos empregados na construção original. Ao longo de sua trajetória, o projeto de reconstrução contou com parceiros como Embraer, Força Aérea Brasileira e Museu Aeroespacial.

Além do 14-Bis, os visitantes também poderão conhecer uma réplica do Demoiselle, uma das aeronaves mais populares e bem-sucedidas projetadas por Santos Dumont. A programação inclui ainda painéis informativos sobre a trajetória do inventor e vídeos que registram voos realizados com a réplica do 14-Bis.

“Receber uma mostra que celebra os 120 anos de um dos maiores marcos da história da aviação é uma oportunidade de aproximar o público de um importante capítulo da história brasileira, de forma acessível e educativa para toda a família”, afirma Carla Giovanna Bordon Gomes, Superintendente do Shopping Interlagos.

O projeto que dá vida a essa homenagem é assinado pelo inventor, empresário e pesquisador goiano Alan Calassa, presidente do Instituto de Desenvolvimento Aeronáutico de Caldas Novas (IDAC). Apaixonado por aviação desde a infância e movido pelo sonho de preservar o legado do inventor brasileiro, Calassa dedicou décadas de pesquisa para construir quatro réplicas exatas do 14-Bis. Além do modelo que estará no Shopping Interlagos, suas outras obras compõem acervos de prestígio global: uma foi doada pelo Governo Brasileiro ao Musée de l’Air et de l’Espace (França), outra ao Museu do Ar (Portugal) e a terceira tem como destino o Smithsonian Institution (EUA). Seu rigor técnico o levou a ser reconhecido pela própria família de Santos Dumont e a se tornar o único piloto do 14-Bis em atividade no mundo.

Com entrada gratuita e classificação livre, a exposição amplia as opções de lazer e cultura do Shopping Interlagos e reforça o empreendimento como um espaço de convivência e experiências para toda a família na zona sul de São Paulo.

Fonte: Revista Asas

Novo guia do BGAST reúne checklists e ferramentas de decisão para pilotos da aviação geral

Publicação organiza o planejamento, a condução e o encerramento do voo em três ferramentas e quatro modelos prontos para uso

Oguia de Rotinas Operacionais publicado pelo Grupo Brasileiro de Segurança Operacional da Aviação Geral (BGAST) reúne checklists e ferramentas de apoio à Tomada de Decisão Aeronáutica para uso do piloto antes, durante e depois do voo. O documento está disponível na página do grupo no portal da Anac. 

Elaborado pelo grupo de trabalho de Rotina Operacional do BGAST, o guia é assinado por dez autores, entre pilotos da aviação geral, um tripulante técnico de linha aérea, um consultor aeronáutico e um servidor da Anac. A proposta é educacional, com o objetivo de dar suporte ao processo de decisão do piloto solo, sem criar exigência documental.  

Rotina como barreira contra o erro 

A primeira parte do material trata a rotina como pilar da segurança operacional. O texto associa a aplicação sistemática de Procedimentos Operacionais Padrão (SOPs) à liberação de recursos mentais para a consciência situacional e recorre ao Gerenciamento de Ameaças e Erros (TEM) para explicar por que checklists e briefings funcionam como camadas de defesa. A não conformidade intencional com procedimentos triplica a taxa de má gestão de ameaças e erros. 

O documento também apresenta os fundamentos da metodologia de ADM da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (Federal Aviation Administration – FAA), incluindo atitudes perigosas e seus antídotos, como: antiautoridade, impulsividade, invulnerabilidade e resignação.  

Pesquisas dos anos 1980 citados indicam que pilotos treinados nesses conceitos cometeram entre 10% e 50% menos erros de julgamento, além de um operador com 400 mil horas anuais de voo que registrou queda de 54% na taxa de acidentes depois de incluir o conteúdo em treinamentos periódicos. 

Segundo o guia, o julgamento de pilotagem e processo decisório aparecem entre os principais fatores que contribuem para as ocorrências da aviação geral brasileira, conforme o painel do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer).  

No material, é possível encontrar ainda os modelos estruturados de decisão: o ciclo 3P (Perceber, Processar e Executar), apoiado nos checklists PAVE, CARE e TEAM; o modelo DECIDE, para decisões analíticas em seis etapas; e o checklist 5P, do Gerenciamento de Recursos de Piloto Solo (Single-Pilot Resource Management – SRM), previsto na IS 00-010B da Anac. 

Ferramentas 

A parte prática reúne três instrumentos (Checklists de planejamento, Quick Airmanship Handbook – QAH e Tabela FRAT narrativa) cada um com instruções de elaboração e modelo anexo. Todos são pensados para consulta em Electronic Flight Bag (EFB), com tipografia entre 14 e 20 pontos e cada uma das ferramentas está em uma única página ou tela. 

Os anexos trazem os quatro modelos prontos para reprodução: checklist doméstico, checklist internacional, QAH e tabela FRAT narrativa. 

O BGAST 

Grupo Brasileiro de Segurança Operacional da Aviação Geral é voluntário e composto por representantes de operadores, pilotos e profissionais da aviação civil, que atuam em parceria com a Anac para propor e promover ações que fortaleçam a cultura de segurança operacional na aviação geral. 

Saiba mais sobre o BGAST no portal da Anac.

Assessoria de Comunicação Social da Anac

Anac e Comaer publicam Plano Nacional de Segurança Operacional 2026–2028

Documento produzido junto ao Comando da Aeronáutica busca aprimorar os sistemas de gerenciamento do setor aéreo

AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Comando da Aeronáutica (Comaer) publicaram a terceira edição do Plano Nacional de Segurança Operacional para a Aviação Civil (PNSO), referente ao período de 2026 a 2028. O documento estabelece a direção estratégica do Estado brasileiro para o gerenciamento da segurança operacional da aviação civil em nível nacional. 

O PNSO é um instrumento de governança que orienta as ações voltadas à redução contínua dos riscos no setor. O Plano identifica as questões prioritárias de segurança operacional, define objetivos e metas nacionais, estabelece indicadores de desempenho e apresenta as Iniciativas de Melhoria de Segurança Operacional (SEI) previstas para o alcance dessas metas. 

A nova edição foi elaborada pelo Comitê de Segurança Operacional da Aviação Civil Brasileira (CSO) e está alinhada às diretrizes e às melhores práticas da Organização de Aviação Civil Internacional (Oaci), incluindo o Plano Global de Segurança Operacional (GASP) e o South America Safety Plan para o ciclo 2026–2028. 

Ao longo dos três anos de vigência, o PNSO poderá ser revisado sempre que necessário. O acompanhamento de sua implementação será contínuo, com apoio de painéis públicos de informações atualizados trimestralmente, ampliando a transparência e permitindo que a comunidade aeronáutica acompanhe a evolução dos objetivos, metas e indicadores de segurança operacional. 

Acesse o documento aqui.  

Assessoria de Comunicação Social da Anac  

AEROPORTO: Projeto fecha ‘ponto cego’ e barra contrabando

O Aeroporto Estadual Comandante Rolim Adolfo Amaro, em Jundiaí, tornou-se um dos principais alvos de um projeto de lei que promete alterar drasticamente a rotina da aviação executiva no Brasil. O PL 4989/2026 apresentado pelo deputado federal Bibo Nunes (PL-RS) e atualmente sob análise na Câmara dos Deputados, visa combater brechas na fiscalização aduaneira de aeronaves privadas em voos internacionais.

Segundo a justificativa do texto, terminais focados em viagens corporativas e particulares operam hoje em um verdadeiro “ponto cego” do fisco. Enquanto aeroportos internacionais comerciais contam com rotinas rígidas de inspeção e raio-X, pistas como a de Jundiaí, além do Aeroporto do Campo de Marte e de Congonhas (em São Paulo), além do Aeroporto de Jacarepaguá (no Rio de Janeiro), operam sem estrutura alfandegária equivalente para voos não regulares. A falta de aparato permanente nesses locais abre margem, segundo o parlamentar, para o trânsito ilícito de armas, moedas não declaradas, drogas e bens de alto valor trazidos do exterior.

Para fechar o cerco nesses aeródromos, o projeto estabelece a obrigatoriedade da Declaração Eletrônica Prévia de Bagagem (DEPB). O documento deverá ser enviado à Receita Federal com antecedência mínima de 60 minutos da decolagem, detalhando a identificação do prefixo da aeronave, lista completa de passageiros e tripulantes, além do inventário minucioso de tudo o que é transportado. Sem o comprovante eletrônico de validação emitido pelo fisco, órgãos de controle do espaço aéreo, Anac e administrações aeroportuárias ficam proibidos de liberar o pouso ou a decolagem.

O projeto concede prazo de até dois anos para que aeródromos voltados ao segmento executivo — como o aeroporto de Jundiaí — instalem infraestrutura física definitiva para inspeção presencial. Durante a transição, a fiscalização nesses pontos será feita por meio de unidades volantes e cruzamento de dados digitais. As sanções para descumprimento envolvem multas graves de até R$ 300 mil para operadores, retenção da aeronave e perda dos bens não declarados, prevendo ainda que 25% do valor arrecadado com as penalidades seja destinado aos municípios onde os aeroportos estão localizados.

Fonte: site Jundiaí Agora