Documento é fundamental para a avaliação da eficiência e da segurança do gerenciamento de tráfego aéreo no Brasil
O Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA) recebeu, entre 3 e 7 de fevereiro, especialistas do DECEA, do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) e de organizações regionais do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) para a elaboração do Relatório de Performance ATM 2024.
O documento é fundamental para a avaliação da eficiência e da segurança do gerenciamento de tráfego aéreo no Brasil, consolidando dados operacionais e estatísticos sobre o desempenho do setor aéreo.
A iniciativa segue as diretrizes da Organização da Aviação Civil Internacional e busca aprimorar o tráfego aéreo por meio da gestão por performance através da análise de indicadores-chave.
Durante o encontro, os especialistas discutiram métricas relacionadas à pontualidade dos voos, capacidade do espaço aéreo, custo-benefício e eficiência operacional.
A compilação desses dados viabiliza a implementação de melhorias contínuas, alinhadas aos objetivos estratégicos do DECEA para a modernização da aviação civil e militar.
Segundo o Major Jean Pierre de Castro Benevides, “o relatório desempenha um papel essencial no monitoramento da performance do espaço aéreo brasileiro, possibilitando a tomada de decisões baseadas em dados concretos e alinhadas às melhores práticas internacionais”, disse.
O oficial também destacou o comprometimento dos membros da equipe multidisciplinar em reunir as informações necessárias para a confecção do relatório.
A previsão é que o Relatório de Performance ATM 2024 seja publicado no dia 19 de fevereiro de 2025, contribuindo para a transparência e evolução do gerenciamento do espaço aéreo no Brasil.
Militares do Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV) atuam em prol da segurança dos voos no espaço aéreo brasileiro
Garantir a segurança das aeronaves em todas as fases de voo. É a partir desta premissa que os mais de 200 homens e mulheres do Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV), a unidade aérea do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), atuam diariamente ao aferir todos os sistemas de auxílio à navegação aérea, bem como os procedimentos de navegação aérea em uso no espaço aéreo brasileiro.
O dia 21 de fevereiro marca, desde 1959, a primeira inspeção em voo realizada no Brasil, com tripulação e aeronave nacionais. São 66 anos deste feito histórico e, ano após ano, acompanhando os avanços tecnológicos, o GEIV conduz com profissionalismo e alta qualidade as diversas missões nacionais e internacionais.
Somente em 2024, o Grupo realizou cerca de 1.400 horas de voos de inspeção e foi responsável pela aferição de 970 auxílios à navegação aérea. “Somos reconhecidos por executar uma das melhores e mais criteriosas inspeções em voo, sempre atendendo aos padrões estabelecidos pela Organização da Aviação Civil Internacional, o que credencia o Brasil em uma posição de destaque mundial no cenário da navegação aérea”, destacou o Diretor-Geral do DECEA, Tenente-Brigadeiro do Ar Maurício Augusto Silveira de Medeiros.
Esta atividade essencial para a segurança dos aeroportos do Brasil é desempenhada pela equipe de inspeção do GEIV, composta por seis militares altamente treinados: um piloto-inspetor (PI), um piloto operacional de inspeção em voo (1P), um operador de sistema de inspeção em voo (OSIV), dois operadores de sistema de posicionamento de aeronave (OSPA) e um mecânico de voo (MEC). Juntos, eles inspecionam a execução de perfis de voo e a qualidade dos sinais de equipamentos de solo, além de verificarem os procedimentos em voo, fazendo análises, medições e, quando necessário, correções para que estes atendam aos parâmetros previstos.
Atualmente, a frota do GEIV é composta por oito aeronaves, sendo quatro do modelo Hawker 800 XP e quatro Legacy 500, denominadas na Força Aérea Brasileira (FAB) como IU-93-M e IU-50, respectivamente. As aeronaves-laboratório são equipadas com o sistema de inspeção em voo embarcado UNIFIS 3000, que avalia os sinais eletrônicos dos auxílios à navegação aérea. Os consoles instalados nesses aviões são frequentemente calibrados para que possam avaliar, com alto grau de precisão, os sinais emitidos pelos instrumentos de solo.
“Os voos de inspeção possuem algumas características específicas e demandam intenso treinamento e alta habilidade da tripulação envolvida. São realizados longos sobrevoos na mesma localidade, assim como a execução de manobras e passagens baixas sobre as pistas dos aeródromos. É através deste trabalho incansável que garantimos a precisão, a confiabilidade e a segurança para que todos possam voar”, explicou o Comandante do GEIV, Major Aviador Rodrigo Pereira Drumond.
História
A atividade de inspeção em voo no Brasil teve seu início em 1956, após a assinatura do projeto de Controle de Tráfego Aéreo (CONTRAF). Já no ano de 1958, formou-se a primeira tripulação operacional de inspeção em voo no País, quando foi adquirido o primeiro avião-laboratório. A primeira inspeção em voo em território nacional, com aeronave e tripulação da FAB, foi realizada em 21 de fevereiro de 1959, com o objetivo de verificar a adequação do sítio de Itaipuaçu, no Rio de Janeiro (RJ), para a instalação para instalação de um VOR, equipamento eletrônico usado na navegação aérea.