Movimentação aérea no Centro-Oeste supera 9 milhões de passageiros no 1° quadrimestre de 2025

O setor aéreo na região Centro-Oeste do Brasil segue em expansão, impulsionado pelo desenvolvimento econômico e pela ampliação da conectividade regional. Mais de 9 milhões de passageiros passaram pelos quatro terminais no primeiro quadrimestre do ano.

Em 2025, o Aeroporto de Brasília (BSB) manteve-se como o principal polo aéreo da região, registrando aproximadamente 7,5 milhões de passageiros apenas no primeiro quadrimestre do ano, desempenho superior ao observado no mesmo período de 2024, quando foram registrados 5,645 milhões de embarques e desembarques, um crescimento de 32,8%.

Outros aeroportos também apresentaram evolução relevante. Goiânia (GYN) ultrapassou 760 mil passageiros até abril de 2025, em comparação com os 627 mil registrados em 2024, resultando em um crescimento de 21,2%. O Aeroporto de Cuiabá (CGB) movimentou cerca de 555 mil passageiros nos primeiros quatro meses do ano, frente aos 492 mil do ano anterior, um crescimento de 12,8%. Campo Grande (CGR) também mostrou evolução, passando de 355 mil passageiros em 2024 para 407 mil em 2025, o que representa 14,6% a mais de usuários.

O crescimento econômico observado neste início de ano na região é refletido também na movimentação aérea. Mais uma prova de que o Brasil está crescendo e a aviação civil vem contribuindo com esse desenvolvimento”, afirmou a secretária nacional de Aviação Civil substituta, Thairyne Oliveira.

No segmento de carga aérea, os aeroportos de Cuiabá e Campo Grande continuam na liderança em 2025. Até abril, Cuiabá movimentou mais de 7 mil toneladas de carga, e Campo Grande, cerca de 5 mil toneladas, reforçando a importância logística da aviação para o escoamento da produção do agronegócio e da indústria regional.

A região Centro-Oeste representa aproximadamente 15% da carga aérea transportada no país e segue consolidando sua importância estratégica no setor. O desempenho de 2025 reforça a liderança dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com Cuiabá e Campo Grande como os principais hubs logísticos para cargas, especialmente de origem agroindustrial.

Oferta de voos

A oferta de voos domésticos também se manteve robusta. Em 2025, Brasília já contabilizava mais de 51 mil operações no primeiro quadrimestre, indicando uma possível superação das 150 mil operações registradas em 2024. Goiânia, Cuiabá e Campo Grande somaram, juntas, mais de 33 mil voos até abril, com destaque para a expansão gradual da malha aérea regional.

A taxa média de ocupação dos voos (load factor) segue estável, variando entre 78% e 82%, refletindo o bom aproveitamento da capacidade ofertada pelas companhias aéreas.

Infraestrutura estratégica

Com cerca de 12% do total de passageiros e 15% da carga aérea movimentada no Brasil, a região Centro-Oeste reforça seu papel estratégico na aviação nacional. O agronegócio continua sendo o principal motor dessa dinâmica, com a produção de soja, milho, carne bovina e outras commodities exigindo uma logística ágil e eficiente. Cuiabá e Campo Grande, com seus volumes crescentes de carga transportada, são essenciais nesse processo.

Além do agronegócio, a agroindústria regional tem ganhado destaque, promovendo o aumento do tráfego de cargas e passageiros. A presença de indústrias locais, o fortalecimento do setor de serviços e o crescimento do turismo regional, tanto de lazer quanto corporativo, contribuem para a abertura de novas rotas e o fortalecimento da conectividade da região.

Brasília, por sua vez, mantém sua relevância como centro administrativo e político do país, atraindo grande volume de passageiros a negócios e compromissos oficiais, ao mesmo tempo em que se beneficia do crescimento da malha aérea nacional.

Fonte: Aeroin

Alterações no espaço aéreo brasileiro são divulgadas pelo DECEA para a Cúpula do BRICS

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) divulgou, na sexta-feira (06/06), as alterações temporárias no espaço aéreo brasileiro que serão realizadas no período de 4 a 7 de julho, durante a realização da Reunião de Cúpula do BRICS. Todas as mudanças constam na Circular de Informação Aeronáutica (AIC) nº 24/25.

Elaborado pelo DECEA, o documento ainda divulga os procedimentos gerais e específicos a serem seguidos pelos pilotos em comando e pelos órgãos de controle de tráfego aéreo do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) no decorrer do evento.

Segundo a AIC nº 24/25, foram criadas áreas de exclusão em determinadas porções do espaço aéreo brasileiro, com tamanhos e níveis de acesso diferentes, tendo em vista a segurança e o impacto operacional. Essas áreas estão localizadas no espaço aéreo inferior da Região de Informação de Voo (FIR) Curitiba e nas proximidades da Área de Controle Terminal (TMA) do Rio de Janeiro.

O documento destaca também como funcionará a ativação das áreas de exclusão, classificadas como reservada, restrita e proibida, e os períodos de vigência dessas restrições. Durante o período de ativação das áreas, as aeronaves que desrespeitarem as restrições e proibições estarão sujeitas à intervenção, persuasão e detenção previstas nas Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo.

Para garantir a segurança e a fluidez do tráfego aéreo, será ativada a Sala Master de Comando e Controle, no Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea, unidade subordinada ao DECEA. No local, estarão reunidos militares da Força Aérea Brasileira (FAB), representantes de órgãos governamentais e entidades do setor de aviação para coordenar as ações relativas ao espaço aéreo durante o evento.

Com o crescimento dos movimentos aéreos esperado nesse período, é fundamental que haja pronto atendimento e eficiência na prestação dos Serviços de Tráfego Aéreo (ATS) e no Gerenciamento de Fluxo de Tráfego Aéreo (ATFM).

O planejamento específico para a Reunião de Cúpula do BRICS visa garantir a segurança, a fluidez e a eficiência das operações aéreas, minimizando as possibilidades de impactos decorrentes do previsível aumento do tráfego aéreo no período do evento”, pontuou o Chefe do Subdepartamento de Operações do DECEA, Brigadeiro do Ar André Gustavo Fernandes Peçanha.

Fonte: Aeroin