A Importância do inglês na aviação

Em um mundo globalizado, onde aeronaves cruzam fronteiras em questão de horas, a língua inglesa se consolidou como o idioma oficial da aviação. Mais do que uma exigência burocrática, o domínio do inglês é uma ferramenta vital para a segurança, eficiência e comunicação universal no setor aéreo.

A Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), determinou o inglês como língua padrão nas comunicações aeronáuticas internacionais. Isso significa que pilotos e controladores de voo, independentemente de suas nacionalidades, devem se comunicar em inglês em rotas internacionais. O objetivo é claro: evitar mal-entendidos que possam comprometer a segurança de voo.

Comunicação clara é sinônimo de segurança

Incidentes e até acidentes já foram registrados por falhas de comunicação entre pilotos e controladores de diferentes países. Um exemplo marcante foi o desastre de Tenerife, em 1977, onde problemas de comunicação contribuíram para a colisão de dois aviões 747, sendo um da KLM e outro da Pan Am. Desde então, reforçou-se mundialmente a importância de uma comunicação padronizada, e o inglês está no centro disso.

O inglês técnico da aviação

Engana-se quem pensa que o inglês da aviação se resume ao “standard phraseology” (fraseologia padrão). O vocabulário técnico abrange também:

-Leitura e interpretação de manuais de operação;

-Checklists de emergência;

-Relatórios meteorológicos;

-Briefings internacionais;

-Aulas e simuladores, especialmente em centros de treinamento nos EUA e Europa.

O teste de proficiência

Desde 2011, a ICAO exige que pilotos que voam internacionalmente tenham nível mínimo 4 de proficiência em inglês aeronáutico, em uma escala que vai de 1 (pré-elementar) a 6 (especialista). O exame avalia não apenas vocabulário, mas fluência, pronúncia, compreensão e interação em situações reais.

Um diferencial competitivo

No Brasil, muitos pilotos limitam suas carreiras a voos domésticos por não dominarem o inglês. Por outro lado, quem investe no idioma amplia horizontes, tendo assim:

-Acesso a seleções em companhias estrangeiras;

-Maior chance de progressão na carreira;

-Participação em cursos e treinamentos internacionais;

-Possibilidade de atuar como comandante em rotas globais.

Portanto, dominar o inglês na aviação, não é apenas uma exigência, é uma questão de profissionalismo! É muito mais do que “falar inglês”. É saber ouvir, interpretar, reagir e se antecipar em um ambiente onde decisões precisam ser rápidas e precisas. É uma demonstração de respeito à vida dos passageiros, à segurança operacional e à própria carreira.

Fonte: Jornal CA

Anac AVSEC & Cyber Week: eventos reforçam compromisso da Agência com a segurança da aviação

XIII Jornada AVSEC e Cybersecurity Expo reuniram especialistas e promoveram debates estratégicos sobre proteção do setor aéreo


Realizados de 10 a 12 de junho, em Brasília, os eventos XIII Jornada AVSEC e Cybersecurity Expo uniram as agendas temáticas em uma única semana. A proposta, além de otimizar recursos da Agência, ampliou o alcance de público e promoveu sinergia entre temas complementares: segurança contra atos de interferência ilícita e proteção cibernética na aviação civil. Os encontros aconteceram no auditório da sede da Anac, em Brasília (DF). 

13ª Jornada AVSEC 

Entre os dias 10 e 11 de junho, a 13ª edição da Jornada AVSEC reuniu profissionais do setor para troca de experiências, apresentação de tecnologias e debates sobre boas práticas na gestão da segurança de aeródromos e de operadores aéreos. 

A abertura contou com uma mesa-redonda com representantes do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Polícia Federal e da Anac, que discutiram o Plano Nacional de Contingência AVSEC, dando início a uma programação intensa e colaborativa. 

Um dos destaques foi a apresentação dos seis subgrupos do Brazilian Aviation Security Team (BASeT), com iniciativas desenvolvidas entre 2024 e 2025. Os projetos abordaram: 

  • Aplicações de novas tecnologias em vistorias e rondas; 
  • Modernização dos exercícios AVSEC; 
  • Análises sobre a remoção ou não de bagagens em casos de no-show (quando o passageiro não se apresenta para o embarque); 
  • estratégias para detectar e neutralizar drones no ambiente aeroportuário; 
  • Controle tecnológico de ferramentas em áreas restritas; 
  • Uso de inteligência artificial na análise de documentos para credenciar pessoas. 

A programação também incluiu a apresentação do projeto prioritário “Aeroportos + Seguros”, com foco nos resultados alcançados e nos próximos passos.  

Como destaque desta edição, houve o reconhecimento oficial da Anac ao Aeroporto Internacional dos Guararapes, emRecife (PE), o primeiro do país a implementar o Sistema de Gerenciamento de Segurança da Aviação Civil contra Atos de Interferência Ilícita (SGSE).  

O evento contou ainda com a participação do Oficial AVSEC/FAL da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci) para a região SAM (América do Sul), que compartilhou a atuação da instituição e os desafios da segurança na região, além de apresentar o Plano Global de Segurança da Aviação Civil (GASeP). 

Por fim, representantes da indústria apresentaram soluções para aumentar a eficiência operacional nos aeroportos, com foco na redução de custos, otimização de processos e capacitação de Agentes de Proteção da Aviação Civil (APACs) para identificação de ameaças. 

Cybersecurity Expo 2025 

Encerrando a semana temática, a Cybersecurity Expo 2025 foi realizada no dia 12 de junho, reunindo especialistas dos setores público e privado para debater os principais desafios e estratégias em cibersegurança aplicada à aviação civil. 

A abertura foi conduzida pelo diretor da Anac, Luiz Ricardo Nascimento, que destacou a relevância da segurança digital para a integridade das operações aéreas e a proteção dos passageiros. 

Durante o evento, o público acompanhou palestras sobre temas como a atuação dos Centros de Compartilhamento e Análise de Informações (ISACs); segurança de sistemas de Tecnologia Operacional (OT) e Internet das Coisas (IoT); estratégias de resposta a incidentes cibernéticos; cultura organizacional voltada à segurança da informação e perspectivas internacionais sobre proteção de infraestruturas críticas. 

Entre os destaques, estiveram as apresentações de representantes do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Universidade de Brasília, Claroty, Castle Security Services, GOL Linhas Aéreas, SITA e da própria Anac, que compartilhou sua estratégia institucional de cibersegurança. 

Além dos debates técnicos, a Cybersecurity promoveu momentos de interação entre os participantes, com espaço para perguntas e troca de experiências, reforçando o papel do evento como plataforma de construção conjunta de soluções para os desafios digitais do setor aéreo.  

Fonte: Anac