Aviação de Patrulha participa da Operação Atlas com o P-95 Bandeirulha

Aviação de Patrulha participa da Operação Atlas com o P-95 Bandeirulha. A Força Aérea Brasileira (FAB) vai empregar nos próximos dias mais uma de suas aeronaves na Operação Atlas, coordenada pelo Ministério da Defesa (MD) em função da proteção da Amazônia. Desta vez, o P-95 Bandeirulha, do Terceiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (3º/7º GAV) – Esquadrão Netuno – sediado na Base Aérea de Belém (BABE) atuará na Patrulha Marítima em conjunto com o Navio Atlântico da Marinha do Brasil, na Foz do Amazonas, na região do Estado do Pará.

A Patrulha Marítima realiza diversas atividades que requerem tratamento, como um todo integrado e sincronizado, com as forças navais amigas, além de incluir a atividade de apoio ao policiamento das águas jurisdicionais brasileiras, realizado pela Marinha do Brasil (MB). O Esquadrão Netuno participará da Operação Atlas realizando Patrulhas Marítimas, a fim de aumentar a consciência situacional e precisão dos vetores navais, garantindo, assim, a soberania das águas e costas, de forma que as demais Forças operem com maior segurança.

“A atuação das aeronaves P-95 Bandeirulha, no Exercício Atlas, reforça o conceito de interoperabilidade entre as Forças Armadas. A aeronave amplia o alcance do monitoramento, oferecendo informações essenciais que apoiam a tomada de decisões em tempo real. Esse emprego não apenas aumenta a eficiência e a segurança de toda a Operação, como também evidencia a importância da integração dos meios aéreos nas operações conjuntas”, afirmou o Chefe da Seção de Operações do 3º/7º GAV, Major Aviador Bernardo Maia.

Operação Atlas

Operação Atlas A Operação Atlas é um exercício conjunto, coordenado pelo Ministério da Defesa, que reúne Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira em um esforço integrado para aprimorar a atuação das Forças Armadas no território amazônico. O exercício, que a partir da sua segunda fase ocorrerá no Amazonas, em Roraima, no Pará e no Amapá, envolve o deslocamento estratégico de recursos humanos e materiais de diferentes regiões do País para a Amazônia, com o objetivo de fortalecer a capacidade militar de atuação em uma das áreas mais estratégicas do Brasil.

O foco é ampliar a interoperabilidade entre as Forças, ou seja, a capacidade de atuarem de forma coordenada e eficiente, além de testar os sistemas de Comando e Controle em um ambiente desafiador como a região amazônica. A Operação Atlas representa uma otimização em relação a operações semelhantes anteriores. Está alinhada ao calendário regular de treinamentos do Ministério da Defesa e ao compromisso do Brasil com a proteção da Amazônia e a promoção da soberania nacional.

Fonte: Fab

Com sua 1ª mulher piloto de helicóptero, Corpo de Bombeiros do Paraná celebra marco histórico para a instituição

O Governo do Estado do Paraná informa que a chegada, neste mês, do Arcanjo 01, primeiro helicóptero exclusivo do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), traz também um marco histórico para a corporação: a atuação da capitã Keyla Karas, primeira mulher piloto de helicóptero da instituição. Ela passou a integrar, em 2025, a equipe da recém-criada Unidade Aérea dos Bombeiros, composta atualmente por três pilotos e um operador aerotático.

Ingressa na corporação em 2008 e formada em 2010, Keyla construiu sua trajetória atuando em algumas cidades do interior do Paraná e na capital até decidir, em 2024, buscar a aviação. “É um privilégio, com certeza é uma satisfação muito grande, porque é uma profissão muito desafiadora. Ser bombeiro já é uma profissão desafiadora, e evoluir para a aviação tem um significado muito importante. É uma conquista que exige estudo, dedicação e coragem”, afirma.

A motivação para chegar até o comando de uma aeronave está ligada diretamente à missão da corporação. “Sempre me emocionava ao ver as ocorrências sendo concluídas com o apoio do helicóptero, porque percebia que o atendimento era completo e no menor tempo possível, dando chance real de sobrevivência às vítimas. Hoje, poder estar nessa posição e ajudar diretamente as pessoas é o que me motiva todos os dias”, explica a capitã.

Com o Arcanjo 01, a bombeira está podendo cumprir seu propósito profissional. A aeronave já demonstrou seu potencial em operações complexas, como no combate a incêndios florestais, quando realizou mais de 50 lançamentos de água em um único dia. Isto deixa claro que ela amplia a capacidade de resposta do CBMPR em situações de emergência, desastres e salvamentos, tornando o atendimento mais rápido e eficiente.

Para a capitã Keyla, sua conquista representa também inspiração para outras mulheres. “Quando uma mulher ocupa este espaço, sinaliza para as outras que elas também podem. É uma caminhada que exige preparo físico e intelectual, mas cada passo dado demonstra que estamos aptas e capacitadas para atuar em qualquer função dentro da corporação”, ressalta.

Outras mulheres integrantes das forças da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP) também são pioneiras na aviação de suas corporações. A primeira delas foi a capitã Maitê Baldan, da Polícia Militar do Paraná (PMPR), que atuou como piloto de helicóptero do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) de 2016 a 2022.

Já Daiane Zanon, da Polícia Civil do Paraná (PCPR), é piloto de avião na corporação desde 2019, atuando ao lado de outros 19 colegas homens na mesma função. Depois dela, em 2024, a policial militar capitã Jenifer Formanquevski, tornou-se a primeira copiloto mulher da Casa Militar do Paraná e também a primeira a possuir brevê para aviões e helicópteros.

Informações do Governo do Estado do Paraná