NFL está ansiosa por voos com jatos supersônicos para viabilizar a expansão da Liga na Europa

A National Football League (NFL), principal liga esportiva dos Estados Unidos, está explorando o uso de jatos supersônicos como solução para superar o grande desafio logístico que impede a expansão permanente da liga na Europa: o tempo de viagem.

A ideia é que a redução drástica nos tempos de voo permita a criação de franquias europeias viáveis, minimizando o desgaste físico e mental dos atletas causado por longas viagens transatlânticas.

Nos últimos anos, a NFL tem ampliado sua presença internacional com partidas regulares em Londres, Frankfurt, Munique, São Paulo e, recentemente, Madrid.

Embora esses jogos pontuais tenham revelado um público entusiasmado, a operação de franquias fixas enfrenta obstáculos logísticos significativos.

Uma equipe baseada em Londres, por exemplo, teria que lidar com viagens semanais de até 7 a 8 horas para os Estados Unidos, provocando jet lag, fadiga e comprometendo o desempenho dos jogadores.

É nesse contexto que entram os jatos supersônicos, capazes de reduzir o voo entre Nova York e Londres de quase oito horas para cerca de 3,5 horas. Essa diminuição significativa do tempo de viagem contribuiria para que os atletas se recuperem mais rapidamente, mantendo seu desempenho ideal.

Além dos benefícios para os jogadores, a redução de tempo facilitaria a logística para técnicos, equipe técnica e mídia, tornando possível estabelecer calendários de jogos mais consistentes e menos extenuantes. Isso abriria caminho não só para uma franquia, mas potencialmente para uma divisão europeia completa da NFL.

O uso de aviões supersônicos enfrenta barreiras regulatórias, especialmente nos EUA, onde voos supersônicos sobre terra são proibidos devido ao impacto sonoro do estrondo sônico. Contudo, iniciativas como o programa “Quesst” da NASA, em parceria com a Lockheed Martin, buscam desenvolver aeronaves que minimizem esse ruído, com testes programados para 2026 que podem convencer a FAA a revisar as regras.

Embora ainda demore para ver times da NFL cruzando o Atlântico na velocidade do som, a convergência entre a expansão global do esporte e os avanços na aviação rápida representa uma transformação potencialmente revolucionária para a logística esportiva mundial.

Fonte: Aeroin

FAB participa de simpósio internacional sobre combate a incêndios florestais e reforça cooperação no AEROFIRE

O evento reúne especialistas, pesquisadores, gestores públicos, integrantes das Forças Armadas, Corpo de Bombeiros, organizações não governamentais e representantes da iniciativa privada, com o objetivo de promover inovação, cooperação e preparação estratégica para enfrentar os incêndios florestais. O encontro ocorre na Escola Superior de Defesa (ESD), em Brasília (DF).

Na abertura, a Comandante da ESD, Major-Brigadeiro Médica Carla Lyrio Martins, destacou que o AEROFIRE é o primeiro evento dessa magnitude a integrar organismos nacionais e internacionais, tornando-se uma iniciativa necessária diante dos desafios globais.

“Representa, sobretudo, a cooperação entre a academia e as organizações da ‘linha de frente’, que, juntas, fortalecem o diálogo sobre temas relacionados ao trinômio segurança, desenvolvimento e defesa e sua relação com as mudanças climáticas, em especial os incêndios florestais”, afirmou.

Durante o simpósio, o Coronel Aviador Bruno Pedra, do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), apresentou o exercício combinado Cooperación XI, que pela primeira vez será realizado no Brasil. A atividade ocorrerá em março de 2026, na Base Aérea de Campo Grande (BACG), reunindo Forças Aéreas e organismos de Defesa das Américas para treinar a integração de comando e controle em cenários de desastre.

“O simpósio foi uma oportunidade importante para mostrar que o cenário escolhido para o Cooperación reflete um tipo de desastre que vem aumentando na região. Incêndios florestais matam, afligem as nações, impactam o meio ambiente e a economia”, afirmou.

Capacidade do KC-390 Millennium no combate a incêndios – O Major Aviador Anderson Dias Santiago, do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT) – Esquadrão Zeus –, sediado em Anápolis (GO), apresentou o emprego do sistema de combate a incêndios em voo do KC-390 Millennium.

Ele destacou que o simpósio favoreceu a integração entre diferentes cenários de atuação no enfrentamento aos incêndios florestais e permitiu demonstrar as capacidades da aeronave, que pode lançar mais de 12 mil litros de água por surtida. “Expor essas capacidades a todos os envolvidos amplia a consciência situacional para futuras tomadas de decisão e contribui para aprimorar nossa efetividade no combate a incêndios no país e, até mesmo, em nível internacional”, explicou.

Ainda no painel sobre cooperações internacionais, o Coronel Aviador Glauco dos Santos Cândido, da Junta Interamericana de Defesa (JID), sediada nos Estados Unidos, apresentou o tema “Mecanismo de Cooperação para Desastres (MECODE)”. “As práticas discutidas podem ser incorporadas a processos futuros para aliviar o sofrimento de populações que enfrentam desastres ao redor do mundo”, observou.

O simpósio integra o projeto “Defesa e Mudanças Climáticas: Interconexões e Dinâmicas Geopolíticas no Âmbito do Entorno Estratégico Brasileiro”, vinculado ao programa Pró-Defesa V, desenvolvido em parceria entre o Ministério da Defesa e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A realização contou ainda com apoio da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade da Força Aérea (UNIFA) e de instituições nacionais e estrangeiras dedicadas ao combate a incêndios.

Fonte: Fab