Programa detalha recorde na aviação, novas concessões e entregas para a COP 30

O ministro Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) será o convidado do programa Bom dia, Ministro desta terça-feira (4/11). A entrevista com rádios e portais de notícias de várias regiões do país começa às 8h. Costa Filho destacará as principais ações da pasta, como as concessões portuárias, o recorde da movimentação de passageiros na aviação e as entregas para a COP 30.

RECORDE DE PASSAGEIROS — Durante o programa, o ministro vai comentar o desempenho histórico da aviação civil brasileira, que alcançou mais um recorde de movimentação no terceiro trimestre de 2025. Entre julho e setembro, 33,6 milhões de passageiros viajaram em voos domésticos e internacionais, 2,6 milhões a mais que no mesmo período do ano passado, o que representa uma alta de 8,5%. O desempenho confirma a trajetória de expansão do setor, que já acumula 54 meses consecutivos de crescimento e mantém o ritmo acima dos níveis pré-pandemia (30,3 milhões em 2019).

INFRAESTRUTURA — Outro assunto em destaque do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) é a infraestrutura portuária brasileira, que receberá mais de R$ 1,3 bilhão em investimentos privados para modernização e ampliação da capacidade em terminais estratégicos. Em leilões recentes, a pasta concluiu concessões que vão impulsionar o escoamento da safra em Paranaguá (PR), o setor de óleo e gás no Rio de Janeiro (RJ) e o turismo de cruzeiros em Maceió (AL).

O maior aporte será destinado ao Porto de Paranaguá, o segundo maior do país. O Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD) investirá R$ 1,22 bilhão para aprofundar o canal de acesso (dragagem), aumentando de 13,5 para 15,5 metros. A obra é fundamental para permitir o acesso de navios de grande porte e ampliar a capacidade operacional e a eficiência no escoamento da produção agrícola de outros estados, além de impulsionar o comércio internacional.

No Rio de Janeiro, a Petrobras arrematou o Terminal RDJ07 e investirá R$ 99,4 milhões para fortalecer o apoio logístico às atividades de exploração e produção offshore. Já em Maceió (AL), o Consórcio Britto-Macelog II venceu o leilão do Terminal de Passageiros (TMP) e aplicará R$ 3,75 milhões para consolidar o local como um polo de cruzeiros marítimos no Nordeste, melhorando a experiência dos visitantes e aquecendo a economia local.

COP 30 — Na última sexta-feira, 31 de outubro, ao lado do presidente Lula, o ministro participou da entrega das obras de requalificação do Terminal Portuário de Outeiro e do Aeroporto Internacional de Belém, no Pará, ambas prontas para receber os participantes da COP 30.

O Porto de Outeiro recebeu R$ 260 milhões, gerou 450 empregos locais e está pronto para receber dois navios-hotéis flutuantes, que adicionarão 6 mil leitos à rede hoteleira da cidade durante a conferência. Já o Aeroporto de Belém quase dobrou sua capacidade, ampliado de 7,7 milhões para 13 milhões de passageiros anuais. A obra recebeu R$ 450 milhões em investimentos da concessionária Norte da Amazônia Airports (NOA).

LIDERANÇA NA DESCARBONIZAÇÃO — Outro tema a ser abordado pelo ministro Silvio Costa Filho é o compromisso do setor aeroportuário brasileiro com a sustentabilidade, que investiu um total de R$ 350,5 milhões em iniciativas ambientais, sociais e de governança (ESG) nos anos de 2023 e 2024. O investimento foi detalhado no “Diagnóstico de Sustentabilidade”, uma pesquisa inédita realizada pelo MPor em parceria com a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP).

Fonte: Agência GOV

AGU e FAB garantem continuidade de serviços de telecomunicações no controle do espaço aéreo

Atuação viabilizou solução para evitar risco à segurança do tráfego aéreo diante da crise da operadora Oi


A Advocacia-Geral da União (AGU) atuou de forma decisiva, em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB), para assegurar a continuidade dos serviços de telecomunicações que sustentam o controle do tráfego aéreo nacional. Na Justiça, a AGU conseguiu aprovar a transição emergencial dos serviços prestados pela Oi, que está em recuperação judicial, para a Claro.

A atuação da AGU, por meio da Consultoria Jurídica da União no Estado do Rio de Janeiro (CJU/RJ) e da Procuradoria Regional da União da 2ª Região (PRU2), evitou o risco de interrupção nas comunicações entre radares, estações e controladores de voo, essenciais à segurança e à soberania do espaço aéreo brasileiro.

A AGU atuou no caso após ser acionada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da FAB, para conduzir a resposta jurídica e institucional diante do iminente colapso financeiro e operacional da operadora Oi.

Após detalhada análise, a Advocacia-Geral da União ingressou no processo de recuperação judicial da Oi, perante o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), como interessada institucional, apresentando a proposta de transição dos serviços da Oi para a Claro, a ser celebrado pela administração pública federal,  por meio de uma contratação emergencial, com fundamento na Lei nº 14.133/2021.

Na quinta-feira (30/10), a 7ª Vara Empresarial do TJRJ reconheceu a relevância pública da medida e homologou a decisão, autorizando o uso da infraestrutura da Oi — como prédios, equipamentos e subcontratações — pela Claro, durante o período de transição.

Articulação

Diante do impasse e da informação técnica do Decea, a CJU/RJ orientou a transição dos serviços e a celebração de um contrato emergencial com a Claro, por ser a única operadora com capacidade e capilaridade para assumir de imediato os contratos. A PRU2 atuou no diálogo judicial, em audiência e nas manifestações processuais, para assegurar que a solução jurídica construída fosse reconhecida e acolhida pelo juízo da recuperação judicial.

No dia 21 de outubro, os advogados públicos participaram de uma audiência decisiva no TJRJ, com todas as partes envolvidas, permitindo a viabilização da construção jurídica.  Representaram a União na audiência, o procurador regional da União na 2ª Região, Glaucio de Lima e Castro, a coordenadora regional de serviço público da PRU2, Andréa de Moura Soares, a consultora jurídica da União no estado do Rio de Janeiro, e o consultor Paulo Kusano Bucalen Ferrari.

A consultora jurídica da União no estado do Rio de Janeiro, Mariana Moreira e Silva, ressaltou a importância da atuação. “Foi um trabalho de articulação intensa e técnica, que uniu o conhecimento jurídico da AGU e a necessidade urgente da FAB de uma solução para garantir a segurança de milhões de brasileiros”.

O procurador regional da União Glaucio de Lima e Castro ressaltou que “a atuação coordenada da AGU reafirmou o papel da União na proteção de serviços públicos essenciais, demonstrando a importância da advocacia pública como Advocacia de Estado”.

A decisão judicial reconheceu a colaboração institucional entre a AGU, a Aeronáutica e os gestores judiciais, e garantiu a manutenção dos serviços até a implantação definitiva das novas redes de telecomunicações aeronáuticas previstas pelo Decea.

Fonte: FAB

Aviação de negócios chega na COP30 com foco em combustíveis sustentáveis

A aviação de negócios se posiciona como protagonista na redução de emissões de carbono com o uso de combustíveis de aviação sustentável (SAF, na sigla em inglês) conforme as discussões preparatórias para a conferência COP30, programada para ocorrer em Belém, entre os dias 10 e 21 de novembro.

O setor afirma ter alcançado acesso “sem precedentes” ao SAF, com mais de cem FBO (Fixed Base Operators) em todo o mundo oferecendo reabastecimento direto, enquanto sistemas de certificação “book-and-claim” permitem que operadores reivindiquem os benefícios ambientais do combustível mesmo quando o abastecimento físico não acontece no local.

Na prática, essas iniciativas são promovidas por parcerias como a Business Aviation Coalition for Sustainable Aviation Fuel, que reúne mais de vinte empresas e associações da aviação de negócios.

Com a proximidade do encontro em Belém, o grupo orienta operadores de aeronaves a contatar fornecedores de combustível, FBO e consultores de sustentabilidade para identificar opções de SAF — com atenção especial para voos destinados à COP30, e demais missões futuras.

A crescente urgência em descarbonizar o transporte aéreo reforça o papel do SAF como principal alternativa para reduzir as emissões de CO₂ no setor. A NBAA, entidade que representa a aviação de negócios nos Estados Unidos, afirma que o uso de SAF pode reduzir em até 80% as emissões de gases de efeito estufa, incluindo CO₂ (dióxido de carbono), CH₄ (metano) e N₂O (óxido nitroso), em todo o ciclo de vida do combustível, em comparação ao querosene de aviação convencional.

A associação dos fabricantes da aviação geral (GAMA) destaca que, no segmento de aviação geral e de negócios, o uso ampliado de SAF e melhorias de eficiência serão componentes essenciais para atingir a meta de emissões líquidas-zero em 2050

Os estudos estão alinhados com os trabalhos realizados pela aviação comercial. A IATA estima que o SAF poderiam responder por cerca de 65 % da redução necessária para alcançar a meta de emissão líquida-zero em 2050.

O uso desse tipo de combustível baseia-se em matérias-primas renováveis ou resíduos orgânicos, possibilitando uma redução do ciclo de vida de emissões de até 80 %. 

Entretanto, a adoção em larga escala enfrenta obstáculos significativos. A produção global de SAF continua muito abaixo da demanda, chegando a apenas frações mínimas do consumo total de querosene no setor.

O custo permanece elevado e a infraestrutura de abastecimento e certificação ainda requer investimentos robustos para atingir escala competitiva. Segundo o setor aéreo, para que o avanço seja viável, serão necessárias políticas públicas que estimulem a cadeia produtiva, mandatos de incorporação, incentivos financeiros e colaboração internacional.

No contexto da COP30 o setor da aviação encontra uma oportunidade estratégica para evidenciar seu compromisso com a sustentabilidade e alinhar-se ao debate global sobre o clima. O desenvolvimento de plataformas de certificação, compra de créditos de SAF e a mobilização de operadores, fornecedores e reguladores podem converter compromissos em ações concretas.

Fonte: Aero Magazine

Base Aérea amplia pátio para receber aeronaves oficiais durante a COP 30

Mais de 140 delegações devem chegar à capital; Força Aérea Brasileira terá caças em alerta e sistema antidrone


A Base Aérea de Belém ampliou sua estrutura e reforçou o controle do espaço aéreo para receber aeronaves oficiais durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que começa nesta quinta-feira (6) e deve reunir mais de 140 delegações internacionais na capital paraense. As medidas integram o plano nacional de operações aéreas coordenado pelo Governo Federal, por meio da Secretaria Extraordinária para a COP 30 (Secop), em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).

Controle do espaço aéreo será feito com tecnologia usada em grandes aeroportos

Segundo informações enviadas pela Comunicação Integrada das Forças Armadas na COP 30, o Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Belém (DTCEA-BE) ficará responsável pelas operações de pouso e decolagem das aeronaves que transportam autoridades. Apenas aviões com exceções específicas terão autorização para pernoitar em Belém, decisão que será coordenada diretamente pelo Itamaraty, devido à alta demanda esperada durante o evento.

Para garantir segurança e fluidez no tráfego aéreo, o número de controladores de voo será ampliado tanto na Torre de Controle quanto no Controle de Aproximação. Além disso, será implementado o Point Merge System, o mesmo sistema usado no Terminal de Guarulhos (SP), que direciona aeronaves para um ponto de convergência comum, reduzindo atrasos, ruídos e a carga de trabalho dos controladores.

Caças e sistema antidrone reforçam segurança durante a cúpula de líderes

O Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) será responsável pela coordenação da Defesa Aeroespacial durante o evento. Nos dias 6 e 7 de novembro, quando ocorrerá a Cúpula de Líderes da COP 30, a Força Aérea Brasileira (FAB) manterá caças em alerta permanente, em voo e no solo.

O espaço aéreo da região será monitorado de forma rigorosa, com uso de sistemas antidrone para garantir a segurança das delegações internacionais e Chefes de Estado que participarão das discussões climáticas em Belém.

Base Aérea vai receber 74 aeronaves oficiais e amplia infraestrutura

A Base Aérea de Belém deve receber 74 aeronaves oficiais durante o evento. Para isso, a Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (Comara) executou obras de ampliação do pátio operacional e reforma das pistas de táxi, totalizando 38,6 mil m² de área reformada e ampliada e o uso de cerca de 6,3 mil toneladas de asfalto.

As intervenções permitem a operação de aeronaves de grande porte e atendem às exigências logísticas de um evento internacional do porte da COP 30.

Aeroporto Internacional de Belém também receberá aeronaves civis

De acordo com as Forças Armadas, 149 delegações internacionais confirmaram presença na COP 30. As aeronaves civis utilizadas por parte dessas delegações ficarão sob responsabilidade do Aeroporto Internacional de Belém, administrado pela Norte da Amazônia Airports (NOA), que também adotou um plano especial de operação durante o evento.

Fonte: FAB

Força Aérea Brasileira se destaca em evento internacional em Brasília sobre prevenção de colisões com fauna

A Força Aérea Brasileira (FAB) teve destaque no 23º Comité CAR/SAM para la Prevención de Peligros Aviarios y de Fauna (CARSAMPAF) e no 5º AEROFAUNA, os maiores eventos da América Latina voltados à prevenção de colisões entre aeronaves e animais. Os encontros reuniram representantes de 21 países e foram realizados entre os dias 7 e 10 de outubro, em Brasília.

Durante os eventos, dois oficiais da FAB apresentaram estudos de caso que evidenciam o avanço da instituição na gestão do risco de fauna e na promoção da segurança operacional.

O Chefe da Assessoria de Segurança de Voo da Diretoria de Ensino (DIRENS), Major Aviador Fernando Lopes da Silva, apresentou o trabalho intitulado “Reporte na aviação militar: evidências para o fortalecimento da cultura de segurança”, desenvolvido em parceria com a Academia da Força Aérea (AFA). O estudo destacou a importância do reporte de fauna como ferramenta essencial para o aprimoramento das práticas de prevenção e para o fortalecimento da cultura de segurança de voo.

Já o Chefe da Seção de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Base Aérea de Porto Velho, Capitão Aviador Daniel Bunchaft, apresentou o estudo de caso “O uso do georreferenciamento no gerenciamento do risco de fauna”, demonstrando como o emprego de tecnologias de mapeamento tem contribuído para identificar áreas críticas e otimizar medidas mitigadoras.

Segundo o Major Aviador Silva, o tema tem ganhado relevância no Brasil e no mundo. “É muito importante perceber que a Força Aérea Brasileira está caminhando junto com a evolução do setor. A nossa participação reforça o compromisso da FAB com a inovação, a pesquisa aplicada e a segurança das operações aéreas, em consonância com as melhores práticas internacionais”, finalizou.

Fonte: AEROIN

Black November da SAFE Escola de Aviação Impulsiona o sonho de se tornar piloto

Em um cenário de franca expansão e otimismo para a aviação civil brasileira, a SAFE Escola de Aviação anuncia sua imperdível campanha de Black November, oferecendo condições excepcionais para quem deseja alçar voo em uma das carreiras mais promissoras da atualidade. Com descontos significativos nas horas de voo e no cobiçado Tecnam P-Mentor, a iniciativa surge como um convite irrecusável para investir no futuro.

SAFE Escola de Aviação curso de piloto
Frota dos aviões de treinamento da SAFE. Foto: SAFE

A aviação brasileira vive um de seus melhores momentos. Dados recentes apontam para um crescimento constante no fluxo de passageiros e cargas, com companhias aéreas expandindo suas frotas e rotas. Este aquecimento do mercado gera uma demanda crescente por profissionais qualificados em todas as frentes, desde pilotos e copilotos a mecânicos e controladores de tráfego aéreo. É um horizonte promissor, onde a formação de excelência é a chave para o sucesso.

“Estamos testemunhando um período de renascimento e consolidação para a aviação em nosso país”, afirma um porta-voz da SAFE Escola de Aviação. “A necessidade de novos talentos é palpável, e nunca houve um momento tão propício para iniciar ou aprimorar uma carreira nesta área. Nossa Black November foi pensada exatamente para democratizar o acesso a uma formação de alto nível, preparando a próxima geração de aviadores para um futuro brilhante.”

Oportunidades que Deixam os Preços nas Nuvens, mas os Custos no Chão

A SAFE Escola de Aviação, reconhecida pela sua infraestrutura moderna e corpo docente experiente, preparou ofertas que certamente farão os olhos dos futuros pilotos brilharem:

Horas de Voo com Desconto Exclusivo: As horas de voo, essenciais para a formação prática de qualquer aviador, que antes custavam R$ 859, agora podem ser adquiridas por apenas R$ 730 no pagamento à vista. Uma economia substancial para quem busca acumular experiência e proficiência.

SAFE Escola de Aviação curso de piloto
Tecnam P-Mentor

Tecnam P-Mentor ao Alcance: Para os aspirantes a pilotos que sonham em voar em equipamentos de ponta, o treinamento no moderno Tecnam P-Mentor, aeronave que une tecnologia e segurança, teve seu valor reduzido de R$ 1.180 para incríveis R$ 999 no pagamento à vista.

Com a economia gerada, os alunos podem investir em outras etapas de sua formação, em materiais de estudo ou mesmo em horas adicionais para refinar suas habilidades.

Flexibilidade para Realizar o Sonho

Compreendendo que nem todos podem realizar o pagamento integral à vista, a SAFE Escola de Aviação oferece uma condição especial de parcelamento. Para aqueles que optarem por esta modalidade, será possível parcelar o valor total em até 12 vezes sem juros no cartão de crédito. Importante ressaltar que, nesta opção, os valores correspondem aos preços normais dos cursos e horas de voo, sem os descontos da Black November, mas a facilidade do parcelamento sem juros mantém o sonho acessível.

“Queremos garantir que o sonho de voar seja uma realidade para o maior número de pessoas possível”, complementa o porta-voz. “Acreditamos que a flexibilidade de pagamento é tão importante quanto a qualidade do ensino, especialmente em um investimento tão significativo quanto a formação aeronáutica.”

Prepare-se para Decolar em 2026

A Black November da SAFE Escola de Aviação representa mais do que uma série de descontos; é uma porta de entrada estratégica para um setor em plena ascensão. Com o Brasil se firmando como um polo de crescimento na aviação global, profissionais bem preparados terão vastas oportunidades de carreira, seja em linhas aéreas comerciais, aviação executiva, transporte de cargas ou outras áreas especializadas.

Autor: Aeroflap

Nova era na aviação: Primeiro voo do avião supersônico “silencioso” X-59 (vídeo)

O que faz o X-59 ser tão especial? Um detalhe no design pode mudar o som que ouvimos ao quebrar a barreira do som


O avanço tecnológico na aviação tem impulsionado novas possibilidades, destacando-se o X-59 como um projeto inovador resultado da colaboração entre a Lockheed Martin e a NASA. Este avião experimental deverá revolucionar o transporte aéreo ao combinar velocidade supersônica e um design que reduz significativamente o ruído da quebra da barreira do som, conhecido como “bang supersônico”.

O que o X-59 pretende alcançar na aviação supersônica?

O X-59 foi projetado para explorar a viabilidade de viagens supersônicas seguras e silenciosas. Um dos principais objetivos é demonstrar que é possível voar acima da velocidade do som sobre áreas habitadas sem causar o incômodo ruído tradicional.

Atualmente, os voos comerciais supersônicos enfrentam restrições rigorosas em diversos países devido ao impacto sonoro. O X-59 quer redefinir essas normas e abrir caminho para ampliação desses voos.

Nova era na aviação: Primeiro voo do avião supersônico "silencioso" X-59 (vídeo)
O X-59 foi projetado para explorar a viabilidade de viagens supersônicas seguras e silenciosas – Créditos: (depositphotos.com / aapsky)

Como funciona o sistema de redução de ruído do X-59?

O design do X-59 emprega formas aerodinâmicas específicas para distribuir as ondas de choque, suavizando o som da passagem pelo muro do som. Esse sistema transforma o estrondo em um ruído bem mais brando, semelhante ao som de uma porta de carro fechando à distância.

Para evidenciar as características técnicas dessa tecnologia de redução de ruído, destacam-se os pontos a seguir:

  • Estrutura da fuselagem alongada e afilada para dispersar ondas de choque.
  • Posicionamento estratégico do cockpit para ajudar no perfil acústico.
  • Materiais especiais que absorvem parte da energia sonora.

Quais são as características técnicas do X-59?

O X-59 mede 30 metros de comprimento e, em seu voo inaugural em 2025, atingiu velocidade sub-sônica de 370 km/h e altitude de 3.660 metros. O objetivo futuro é alcançar Mach 1,4, equivalente a 1.490 km/h.

Esses avanços permitirão que a aeronave voe consideravelmente mais alto e muito mais rápido em relação aos aviões comerciais atuais.

  • Comprimento: 30 metros
  • Velocidade de cruzeiro: 1.490 km/h
  • Altitude operacional: bem acima dos aviões convencionais

O X-59 pode mudar o futuro da aviação comercial?

Uma aeronave capaz de reduzir drasticamente o ruído do voo supersônico pode retomar as discussões sobre operações comerciais nessas velocidades, suspensas desde o fim do Concorde em 2003. O Concorde, embora inovador, enfrentou limitações devido ao alto custo e impacto sonoro.

A iniciativa da NASA e Lockheed Martin com o X-59 busca superar esses entraves por avanços em aerodinâmica e acústica, favorecendo a aceitação pública e a viabilidade econômica dos voos supersônicos.

O sucesso do X-59 pode posicionar os Estados Unidos como líderes na aviação supersônica silenciosa e transformar a experiência de viagens aéreas, tornando os voos intercontinentais mais rápidos, eficientes e silenciosos. O avanço dessa tecnologia pode em breve tornar um sonho antigo não só viável, mas acessível a passageiros ao redor do mundo.

Fonte: O Antagonista