Petrobras lança combustível sustentável de aviação produzido no Brasil

A Petrobras realizou as primeiras entregas de SAF (combustível sustentável de aviação) totalmente produzido no país, em volume suficiente para abastecer um dia de operação nos aeroportos do estado do Rio de Janeiro. O combustível, certificado de acordo com padrões internacionais da ICAO (International Civil Aviation Organization), foi fornecido a distribuidoras que operam no Aeroporto do Galeão.

O SAF pode substituir o querosene de aviação convencional sem alterações nas aeronaves ou na infraestrutura de abastecimento. A produção ocorre por coprocessamento em refinarias da Petrobras, utilizando matérias-primas de origem vegetal, como óleo técnico de milho ou óleo de soja, permitindo redução de até 87% das emissões líquidas de CO2 na parcela renovável do combustível.

A legislação brasileira prevê que, a partir de 2027, companhias aéreas com voos internacionais deverão começar a usar SAF, enquanto voos domésticos estarão sujeitos à Lei do Combustível do Futuro. A produção nacional antecipada posiciona o Brasil para atender essas exigências futuras e fortalece a presença do país no mercado global de combustíveis sustentáveis para aviação.

As primeiras unidades de SAF foram produzidas na Reduc (Refinaria Duque de Caxias), no Rio de Janeiro, que possui autorização da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para incorporar até 1,2% de matéria-prima renovável na produção por essa rota. O combustível mantém propriedades químicas idênticas ao querosene mineral, garantindo compatibilidade com a aviação comercial.

da Agência iNFRA

Sobrinho-neto de Santos Dumont revisita história e legado familiar na aviação em novo livro

Para o engenheiro e empresário Paulo D. Villares, é praticamente impossível falar de sua vida sem abordar a aviação. E isso não é à toa: seu avô, Carlos Vilares, era casado com Gabriela Dumont, irmã de Alberto Santos Dumont — fazendo dele sobrinho-neto do renomado “pai da aviação”.

Tendo crescido cercado por histórias e motores de avião, agora, com quase 90 anos, Paulo Villares lança sua autobiografia ‘Perseguindo Utopias – Pense grande! Pense num Brasil competitivo‘, em que revisita a história e o legado de sua família, além dos valores que atravessaram gerações a partir de seu “tio Alberto”.

Com apenas 11 anos, Paulo já acompanhava o pai, Luiz Dumont Villares, em voos pelo litoral paulista. Aos 17, tirou seu brevê — documento de certificação de piloto — antes mesmo da carteira de motorista, e desde então nunca mais deixou de voar. Se tornou piloto de planador, posteriormente de avião, e já acumulou décadas de experiência pelos ares.

Essa trajetória também foi marcada por momentos decisivos e certamente assustadores. Em 1962, ele sofreu um acidente grave durante um voo de planador, que fraturou sua coluna; mas, ainda assim, voltou a voar logo que se recuperou, e continua mantendo vivo o legado de Santos Dumont de sonhar alto.

Fonte: Portal 14b