Embraer anuncia parceria que envolve instalar uma unidade de produção de aeronaves na Índia

A Embraer e a Adani Defence & Aerospace, uma das líderes do setor aeroespacial indiano e a principal companhia do Grupo Adani, assinaram um Memorando de Entendimento (MoU, na sigla em inglês) para desenvolver na Índia um ecossistema integrado de aeronaves com foco na aviação comercial regional. As companhias planejam cooperar na fabricação de aviões, na cadeia de suprimentos, nos serviços de pós‑venda e no treinamento de pilotos.

A parceria tem como objetivo instalar uma unidade de produção de aeronaves na Índia e ampliar, de forma gradual, o conteúdo produzido localmente, apoiando o programa de Aeronaves de Transporte Regional (RTA, na sigla em inglês).

A iniciativa também se alinha aos programas Aatmanirbhar Bharat (Índia Autossuficiente), que busca fortalecer a capacidade industrial no país, e ao UDAN, política nacional dedicada à ampliação da conectividade aérea regional.

“A Índia é um mercado fundamental para a Embraer, e esta parceria reúne nossa experiência no setor aeronáutico às sólidas capacidades industriais da Adani e ao seu compromisso com o desenvolvimento da indústria local”, afirma Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial. “Juntos, avaliaremos as soluções mais viáveis, avançadas e eficientes para apoiar o desenvolvimento do programa RTA na Índia e os próximos passos para sua implementação.”

A parceria se apoiará na ampla experiência da Embraer em engenharia e fabricação de aeronaves, somada à presença da Adani em toda a cadeia de valor da aviação, incluindo infraestrutura aeroportuária, produção aeroespacial, serviços de MRO e treinamento de pilotos.

“A aviação regional é essencial para o crescimento econômico. Com a ampliação da conectividade aérea em metrópoles regionais e cidades do interior do país, a criação de uma estrutura robusta para a aviação regional tornouse ainda mais necessária na Índia”, afirma Jeet Adani, Diretor da Adani Defence & Aerospace. “Essa parceria também reforçará as relações estratégicas entre Índia e Brasil, unindo capacidades complementares dos dois países.”

O ecossistema proposto tem como objetivo atender à demanda doméstica e gerar um número significativo de empregos diretos e indiretos nas áreas de engenharia, fabricação, logística e serviços de suporte.

“Estamos contribuindo para estruturar o futuro da aviação regional na Índia, um movimento decisivo para impulsionar a capacidade industrial do país, reduzir desigualdades entre regiões, criar empregos altamente qualificados e fortalecer a posição da Índia no cenário aeroespacial global”, afirma Ashish Rajvanshi, Presidente & CEO da Adani Defence & Aerospace.

A Embraer tem uma presença consolidada e em expansão na Índia, onde quase 50 aeronaves da companhia, distribuídas em 11 modelos, operam na aviação comercial, de defesa e executiva. Na Força Aérea Indiana, destacam‑se o Legacy 600 e o ‘Netra’ AEW&C, desenvolvido a partir da plataforma ERJ145. Já a Star Air conta com uma frota de 13 aeronaves, composta pelos jatos E175 e ERJ145.

A Adani Defence & Aerospace é a maior companhia privada integrada de defesa e aeroespacial da Índia, desenvolvendo capacidades críticas nos domínios terrestre, aéreo e marítimo. A empresa também promove a fabricação local de aeronaves e Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs), em alinhamento com as prioridades de segurança da Índia e com as demandas internacionais.

Com o mais amplo ecossistema de MRO do país e uma plataforma de treinamento de pilotos em rápida expansão, a Adani Defence & Aerospace fortalece toda a cadeia de valor da aviação indiana. Seu portfólio diversificado abrange aeronaves, VANTs, aviônicos, armas e munições, além de soluções de serviços e suporte, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento de capacidades de longo prazo e a busca pela autossuficiência do país.

Fonte: Aeroin

Ministério de Portos e Aeroportos lança edital com bolsas de formação para mecânicos aeronáuticos

Programa abre caminho para quem quer construir uma carreira no setor aéreo com qualificação técnica e gratuita


O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) divulgou, nesta terça-feira (27), o edital do programa de bolsas de estudo para a formação de Mecânicos de Manutenção Aeronáutica (MMA). Ao todo, serão ofertadas 74 vagas, totalmente gratuitas, para quem deseja iniciar ou consolidar uma carreira na aviação civil.  As aulas terão início no mês de março, na Região Administrativa de Samambaia, no Distrito Federal (DF).O edital pode ser acessado na página especial do programa de bolsas.  

A iniciativa é fruto da parceria com o programa Asas para Todos, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e conta com a colaboração do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat). As oportunidades reforçam o compromisso do Governo Federal com a qualificação profissional e a geração de oportunidades para a população, além de atender o anseio do setor aéreo por novos profissionais. 

O ministro do Portos e Aeroportos, Silvo Costa Filho, declarou que o Brasil vive um momento de expansão do transporte aéreo, com mais pessoas voando, mais rotas sendo ofertadas, sendo cada vez mais presente no cotidiano da população. “Esse crescimento traz oportunidades, mas também responsabilidades. Ao lançar este edital, o Ministério está investindo diretamente nas pessoas que fazem a aviação acontecer todos os dias. Estamos falando de abrir portas para novas carreiras, gerar emprego qualificado e preparando o Brasil”, afirmou.  

O secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo destacou a importância dos profissionais de manutenção para o setor. “Os mecânicos de manutenção aeronáutica são essenciais para a segurança e a aeronavegabilidade das operações. Com o crescimento do transporte aéreo no Brasil, ampliar a formação de mão de obra qualificada é uma necessidade estratégica.”  

Inscrições e seleção:

O edital está publicado e pode ser consultado no site do Sest/Senat, ou na página de capacitação e formação da Secretária de Aviação Civil. As inscrições serão realizadas no período de 2 a 13 de fevereiro, em formulário disponibilizado no site ou presencialmente na unidade do Senat em Samambaia/DF.

Todos os candidatos devem ter concluído o ensino médio. O processo seletivo adota critérios de preferência de vagas, priorizando:

a)      pessoas de baixa renda;

b)     beneficiários titulares e dependentes dos programas federais de transferência de renda;

c)      residentes do Distrito Federal e Entorno;

d)     pessoas que moram próximas a aeroporto;

e)      pessoas que comprovem ter vínculo familiar com quem já trabalha com aviação (até 3º grau colateral);

O Curso de Mecânico de Manutenção Aeronáutica (MMA).

O curso de MMA possui 1.200 horas de formação teórica, mais 240 de estágio obrigatório, distribuídas em cerca de 18 meses. Os alunos poderão escolher entre as especializações em Célula (CEL), Grupo Motopropulsor (GMP) e Aviônicos (AVI). As aulas serão ministradas na unidade do Senat em Samambaia (Brasília/DF) e incluem todo o material didático, sem custos para os alunos.

Em contrapartida, os estudantes precisam cumprir frequência mínima de 70% e aproveitamento de 75% para conclusão e certificação. 

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Brasil controla céus continentais e se destaca entre os maiores mundo

DECEA gerencia um dos maiores e mais eficientes espaços aéreos do mundo


O Sistema Brasileiro de Controle do Espaço Aéreo, administrado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), é responsável por uma das maiores áreas contínuas de gerenciamento aéreo do planeta. Ao todo, são aproximadamente 22 milhões de quilômetros quadrados sob controle do Brasil, somando o território continental e extensas áreas oceânicas sob responsabilidade internacional, o que coloca o país entre os protagonistas globais da aviação.

Diariamente, o sistema coordena entre 6.000 e 7.000 movimentos aéreos, englobando voos domésticos, internacionais, militares e executivos. Ao longo do ano, esse volume ultrapassa 2,5 milhões de voos, todos monitorados com rigor técnico, comunicação permanente e padrões elevados de segurança.

No Atlântico Sul, a atuação brasileira é ainda mais estratégica. O país controla mais de 40% das rotas transoceânicas do hemisfério sul, incluindo corredores fundamentais que ligam a América do Sul à África e à Europa. Essas operações são realizadas com separações mínimas entre aeronaves, vigilância contínua e funcionamento ininterrupto, 24 horas por dia.

A estrutura do sistema é composta por cinco Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTAs), além de dezenas de torres de controle, centenas de radares, estações de comunicação e sistemas redundantes. Esse conjunto tecnológico garante uma disponibilidade operacional superior a 99,9%, índice que reflete alto grau de confiabilidade e eficiência.

Mais de 3.000 profissionais altamente especializados, entre controladores de tráfego aéreo, engenheiros e técnicos, atuam de forma integrada em um modelo singular que une o controle civil e militar no mesmo sistema. Essa integração é considerada um diferencial brasileiro, permitindo respostas rápidas, coordenação eficiente e elevado padrão de segurança.

Além da operação em larga escala, o Brasil também se consolidou como polo internacional de conhecimento na área. O DECEA já recebeu profissionais de mais de 20 países para capacitação, com destaque para o controle oceânico — uma das atividades mais complexas da aviação mundial.

Com números expressivos e reconhecimento internacional, o Sistema Brasileiro de Controle do Espaço Aéreo figura entre os mais eficientes, seguros e respeitados do mundo, sendo exemplo de engenharia operacional que funciona em escala continental, onde não há margem para erro.

Suíca Pilatus inicia construção de novas instalações para fabricação de aviões nos Estados Unidos

Desde 2022, a fabricante aeronáutica Pilatus tem planejado expandir sua presença nos Estados Unidos para complementar sua capacidade na Suíça, que agora está próxima do limite máximo.

Assim, em uma cerimônia de inauguração realizada no Aeroporto Internacional Sarasota Bradenton (KSRQ), executivos da Pilatus, bem como representantes de autoridades e organizações regionais, marcaram o início oficial da construção de uma nova instalação de vendas, serviços e produção de última geração.

Este evento marca a primeira fase do desenvolvimento de longo prazo da Pilatus em Sarasota e é um marco significativo no contínuo investimento e crescimento da empresa no aeroporto. Fases futuras se basearão nessa fundação e incluirão a montagem de aeronaves. A instalação servirá como um Centro de Vendas, Serviços e Produção de excelência, elevando a qualidade, a expertise e a experiência do cliente a um novo patamar.

Markus Bucher, CEO da Pilatus, declarou: “Este dia marca o início de um novo e empolgante capítulo para a Pilatus nos Estados Unidos. Estamos trazendo a produção de aeronaves para os Estados Unidos. Esta instalação emblemática será nossa quinta localização nos EUA e definirá novos padrões de qualidade, expertise e tecnologia no sudeste dos Estados Unidos. Na América, construiremos aviões para os americanos. Estamos estabelecendo Sarasota como um importante local de produção, atendendo nossos clientes exatamente onde eles estão.

O projeto é um reflexo da sólida parceria entre a Pilatus, a Sarasota Manatee Airport Authority, a Bradenton Area Economic Development Corporation e diversas outras organizações locais, regionais e estaduais.

A partir de 1º de janeiro de 2026, a Pilatus integrou todas as suas subsidiárias nos EUA em uma única empresa, Pilatus Aircraft USA Ltd, criando uma organização unificada com cerca de 400 funcionários e sistemas harmonizados em todas as operações nos EUA. A empresa inclui a sede em Broomfield, Colorado (KBJC), além de localizações adicionais em Westminster, Maryland (KDMW), Rock Hill, Carolina do Sul (KUZA), e Atlanta, Geórgia (KPDK).

A Pilatus já opera uma instalação de finalização das aeronaves PC-12 e PC-24 em sua sede nos EUA, em Broomfield, Colorado. Somente na Flórida, a Pilatus criará aproximadamente 200 novos empregos nos próximos cinco anos. A Pilatus também planeja expandir seus programas de aprendizado existentes nos EUA em várias localidades.

Atualmente, há uma crescente frota de mais de 2.300 aeronaves Pilatus em operação nas Américas do Norte e do Sul.

O novo local na Flórida não afetará os empregos existentes na sede da empresa na Suíça. Em vez disso, apoiará o crescimento geral e garantirá uma resposta ágil à forte demanda global pelo PC-12 e PC-24.

Fonte: Aeroin

Anac informa que novos profissionais estão prestes a fortalecer a atuação técnica da Agência

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informa que terminou no domingo, dia 25 de janeiro, com aplicação da prova final, a segunda turma do Curso de Formação de Especialistas em Regulação.

Essa turma, com 41 alunos, sendo 35 homens e 5 mulheres, é oriunda do concurso de 2023 da Agência e as atividades foram conduzidas por instrutores da casa.

Após a divulgação do resultado, prevista para o dia 13 de fevereiro, novas etapas, como a nomeação e a posse, ocorrerão até final de março.

De acordo com o diretor-presidente da Agência, Tiago Faierstein, a chegada desses profissionais representa um marco importante para o fortalecimento da atuação técnica da Anac.

“Essa recomposição é uma vitória para a Agência e um avanço significativo. Após quase dez anos sem concursos, conseguiremos incorporar novos especialistas, reforçando de forma histórica o nosso quadro técnico e ampliando ainda mais a capacidade institucional da Anac”, frisou Faierstein.

Fonte: Aeroin

DECEA ativa espaço aéreo restrito no Rio para demonstração da esquadrilha de helicópteros da Espanha

Neste ano, será comemorado o centenário do voo Plus Ultra – o primeiro a cruzar o Atlântico Sul a partir da Península Ibérica, ligando a Espanha ao Brasil, Uruguai e Argentina, utilizando uma única aeronave. Para marcar esta data, a Patrulha Aspa realizará, nesta quarta-feira (28), uma demonstração aérea com 15 manobras feitas por cinco helicópteros, na praia de Ipanema, às 10h15.

Formada por cinco helicópteros Airbus H120 Colibri, a Patrulla Aspa é um dos poucos times de demonstração no mundo que utilizam mais de duas aeronaves de asas rotativas para realizar apresentações aéreas. Em complemento à Patrulla Águila, que utiliza aviões CASA C-101 Aviojet, a Aspa é parte do componente de demonstração aérea do Ejército del Aire, a Força Aérea da Espanha.

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), empenhado em garantir a segurança e a fluidez da navegação aérea, vai ativar um Espaço Aéreo Condicionado Restrito na área de Ipanema, Leblon e Copacabana. O NOTAM foi divulgado no último dia 19 de janeiro e informa a ativação para os dias 27 e 28 de janeiro, das 9h45 às 12h.

Nesta porção do espaço aéreo, não será totalmente proibido voar, entretanto, somente aeronaves autorizadas poderão ingressar.

O objetivo das coordenações feitas e da criação de um espaço aéreo condicionado temporário é permitir que o deslocamento das aeronaves e a demonstração aérea ocorra com a segurança adequada à Esquadrilha de Helicópteros, sem impactar a fluidez e a segurança da navegação aérea para o fluxo normal das aeronaves voando na área da Terminal Rio de Janeiro, principalmente nos aeroportos Santos Dumont e Antônio Carlos Jobim, o Galeão”, explicou o Chefe do Subdepartamento de Operações (SDOP), Brigadeiro do Ar James Souza Short.

Na segunda-feira (26), militares do SDOP, do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo do Galeão (DTCEA-GL) e da Base Aérea do Galeão (BAGL) realizaram um briefing para os 12 pilotos da Patrulha Aspa. O encontro debateu as particularidades da Terminal Rio de Janeiro, apresentou as rotas de saída e regresso à Base Aérea do Galeão, forneceu informações meteorológicas para os dois dias, além de definir procedimentos de contingência.

Imagem: DECEA

Voo Plus Ultra

A magnitude da empreitada enfrentada pelos aviadores na época, devido à limitada precisão dos equipamentos de navegação, pode ser considerada análoga ao desafio que a humanidade enfrenta na exploração espacial, que se torna cada vez mais iminente e essencial.

Em 22 de janeiro de 1926, o hidroavião Dornier Wal, batizado de “Plus Ultra”, decolou de Palos de la Frontera. O voo aconteceu em várias etapas e percorreu 10.270 km em 59 horas e 40 minutos a uma velocidade média de 172 km/h.

O Plus Ultra chegou em solo brasileiro no dia 30 de janeiro, na ilha de Fernando de Noronha, vindo de Porto Praia (Cabo Verde), encerrando inesperadamente a etapa mais exigente da jornada, que tinha Pernambuco como destino previsto. No dia seguinte, chegaram a Recife após sofrerem uma quebra na hélice traseira. Em Recife, a tripulação descansou para realizar os reparos e, finalmente, em 4 de fevereiro, o Plus Ultra chegou ao Rio de Janeiro. No dia 6 de fevereiro, após um voo de teste, partiram para Petrópolis, onde iriam se encontrar com o presidente do Brasil, Artur Bernardes.

Atualmente, a Patrulha Aspa é liderada pelo Comandante Hector Gallego de Céspedes, que tem uma equipe de 27 profissionais, incluindo pilotos, mecânicos e pessoal de apoio.

Fonte: Aeroin

ANAC muda regras internas que definem como normas da aviação são criadas e publicadas

Entrará em vigor, no dia 2 de fevereiro, a Resolução Interna nº 1, de 20 de janeiro de 2026, que implementará, no âmbito da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a nova regra de atos normativos prevista no Decreto nº 12.002/2024. A atualização modernizará a estruturação e a publicação dos atos normativos e reforçará a padronização, a transparência e a qualidade regulatória.

Na data de entrada em vigor, também será revogada a Instrução Normativa nº 23/2009, que contém a atual classificação dos atos utilizados pela Anac. A mudança consolidará e sistematizará os principais atos normativos passíveis de publicação, alinhando-os ao modelo estabelecido pelo decreto federal.

Para os regulados, a principal novidade será a subtipificação das portarias conforme a finalidade, com destaque para a portaria regulatória.

Esse ato é destinado à edição de normas de efeito geral e abstrato (válidas para todos, e não para um regulado específico) que impactam agentes externos, com o objetivo de detalhar e orientar a aplicação de requisitos previstos em resoluções e nos Regulamentos Brasileiros de Aviação Civil (RBACs). A nova classificação confere mais clareza sobre o alcance dos atos regulatórios e os torna mais previsíveis.

No âmbito interno, a alteração mais relevante será o fim do uso de instruções normativas (INs) para matérias internas. De acordo com o Decreto nº 12.002/2024, as INs só podem ser utilizadas em atos de caráter singular. Na Agência, temas antes tratados por INs serão consolidados em resoluções internas, voltadas exclusivamente à organização interna, aos procedimentos e aos processos administrativos.

Regulados, servidores e a sociedade passarão a contar com um ambiente normativo mais claro, responsivo e alinhado às melhores práticas de administração pública. Haverá redução de assimetrias informacionais e de insegurança jurídica, além de maior facilidade de pesquisa e acesso aos atos, bem como o fortalecimento da governança regulatória e da transparência institucional.

Fonte: Aeroin

Anac abrirá consulta pública para atualizar regras sobre direitos e deveres dos passageiros

Proposta traz maior clareza sobre as informações prestadas ao passageiro e reorganiza a assistência em caso de atrasos de voos


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) abrirá para discussão pública proposta de atualização das regras do transporte aéreo de passageiros, dispostas na Resolução nº 400, de 13 de dezembro de 2016. A iniciativa foi aprovada nesta terça-feira, 20 de janeiro, na 1ª Reunião Deliberativa da Diretoria Colegiada da Anac. A consulta será aberta à sociedade após a publicação da decisão no Diário Oficial da União.

O objetivo é tornar mais claras e acessíveis as informações prestadas aos usuários, reduzir dúvidas sobre direitos e deveres e alinhar a assistência prestada pelas empresas aéreas nos casos de atrasos de voos à evolução do setor e à legislação vigente, conforme o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBAer).

O diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein, destacou a relevância da medida para reduzir o volume de ações judiciais contra empresas aéreas no Brasil. “A modernização das regras é uma das medidas adotadas pela Anac para reduzir a judicialização no setor aéreo. Nunca vamos retirar direitos do passageiro. Queremos estar junto da sociedade brasileira e do ecossistema de aviação civil para que possamos ter passagens mais baratas e mais pessoas voando pelo Brasil”, afirmou.

A proposta de atualização está estruturada em cinco eixos principais:

1. Mais clareza sobre direitos e responsabilidades

A revisão deixa claras as responsabilidades das empresas aéreas em situações de atraso e interrupção de voo, com o objetivo de reduzir dúvidas de interpretação e trazer maior segurança jurídica.

2. Reforço da transparência sobre os motivos do atraso

O passageiro passa a ter acesso a informações claras e atualizadas sobre os motivos do atraso, o novo horário estimado da viagem, as opções disponíveis de reacomodação e as orientações necessárias para obtenção de assistência material. A atualização da norma prevê que a comunicação será concentrada em canais acessíveis, incluídos os canais digitais de amplo acesso, em linha com a evolução tecnológica do setor.

3. Assistência material mais simples e alinhada à legislação

A proposta reorganiza as regras de assistência material. As medidas de assistência se concentram nos elementos essenciais em atrasos significativos: alimentação e hospedagem com traslado, quando houver a necessidade de pernoite e a espera for superior a 4 horas.

A proposta revê a previsão específica de assistência relativa a “facilidades de comunicação”, à luz da evolução tecnológica e da disponibilidade de meios de comunicação atualmente existentes.

4. Informação clara sobre fatores operacionais que afetam a pontualidade

A operação do transporte aéreo depende de diversos fatores, como condições meteorológicas, infraestrutura aeroportuária e decisões operacionais necessárias à manutenção da segurança e da regularidade dos voos, que podem afetar a pontualidade das operações.

A proposta inclui dispositivo explicativo sobre esses fatores, com o objetivo de aumentar a transparência das informações ao passageiro e apoiar o planejamento da viagem.

5. Melhora da qualidade da informação prestada ao passageiro

As novas disposições reforçam o dever das companhias aéreas de informar, com linguagem simples e acessível, as informações necessárias, buscando facilitar a compreensão das regras aplicáveis e apoiar a tomada de decisões pelo passageiro.

Objetivos da nova regulamentação

  • Adequar as regras ao cenário atual da aviação civil.
  • Aprimorar a qualidade das informações prestadas ao passageiro.
  • Simplificar regras para maior clareza e previsibilidade das obrigações regulatórias.
  • Reduzir interpretações divergentes sobre direitos e responsabilidades.
  • Reforçar a coerência entre legislação, regulação e prática operacional.

Em seu voto, o diretor Rui Mesquita, relator da proposta, destacou que as alterações estão alinhadas a acordos internacionais ratificados no Brasil e à experiência das principais autoridades de aviação civil do mundo. O relator salientou: “A atualização normativa e as iniciativas de orientação da Agência têm a finalidade última de garantir a estabilidade da regulação aplicável à aviação civil e com isso fomentar um ambiente de atratividade e competitividade de provedores do transporte aéreo”.

Como a sociedade pode contribuir

A Agência convida passageiros, empresas aéreas, especialistas e demais interessados a participarem da consulta pública, contribuindo para o aprimoramento das regras do transporte aéreo de passageiros no Brasil.

A sociedade poderá enviar sugestões durante o período de consulta pública por meio do portal Brasil Participativo.

A Anac reafirma seu compromisso com a melhoria contínua da regulação, com foco na transparência, na segurança jurídica e no equilíbrio das relações no transporte aéreo de passageiros.

Assessoria de Comunicação Social da Anac

Embraer exibirá jatos comerciais na Wings India 2026 na semana que vem

A Embraer reporta hoje que exibirá as aeronaves comerciais E195-E2 e E175 na Wings India 2026, em Hyderabad, a partir de 28 de janeiro. A participação da Embraer no evento reforça o compromisso da companhia de oferecer soluções sob medida para atender às necessidades da aviação do país, contribuindo para a conectividade regional e para a aviação sustentável no mercado local.

Ambas aeronaves oferecem às companhias aéreas capacidade de abrir novas rotas, conectando metrópoles regionais a cidades do interior.

O E195-E2, em exibição estática, é um dos jatos mais eficientes do mundo, com consumo de combustível até 29% menor que a geração anterior. Com capacidade para 132 a 146 passageiros em corredor único, oferece capacidade adequada para o segmento de até 150 assentos.

A família de jatos E2 oferece alta rentabilidade por assento e é certificada para operar com misturas de até 50% de combustível sustentável de aviação (SAF), além de já ter comprovado a capacidade de operar com 100% de SAF.

O E175 é reconhecido por seu desempenho e já compõe parte significativa da frota da Star Air na Índia. Nos Estados Unidos, o modelo lidera o mercado regional, com 80% de participação. Melhorias recentes em aviônica, cabine e serviços a bordo elevaram a experiência do passageiro, alinhando o E175 aos padrões da família E2.

O programa E‑Jet da Embraer é um dos mais bem‑sucedidos da indústria”, afirma Adity Shekhar, vice‑presidente regional de Vendas da Embraer. “A família de E‑Jets pode ampliar e fortalecer a conectividade entre metrópoles e cidades do interior da Índia, atendendo mercados ainda pouco explorados.”

A Embraer é a principal fabricante de jatos comerciais com até 150 assentos. Os E‑Jets e E‑Jets E2 são operados por mais de 80 companhias aéreas em 50 países, com mais de 1.900 unidades entregues. Hoje, cerca de 50 aeronaves da Embraer, de 11 modelos, operam na Índia, atendendo à Força Aérea Indiana, órgãos governamentais, operadores de aviação executiva e a Star Air.

A companhia também propõe o C‑390 Millennium para o programa de Aeronaves de Transporte Médio (MTA) da Força Aérea Indiana, em parceria com um conglomerado local no modelo “Made in India”.

Como “Parceira de Inovação em Aviação” da Wings India 2026, a Embraer oferece soluções que impulsionam o crescimento sustentável e a conectividade do país. A família E2, com eficiência e conforto elevados, é adequada para abrir novas rotas e otimizar operações. Clientes e visitantes poderão conhecer o portfólio da Embraer no Estande 9B, Hall B.

Fonte: Aeroin

Recordes, capacitação e segurança: Anac anuncia novidades para a aviação em 2026

Com reforço de R$ 40 milhões no orçamento, Anac incrementará ações de fiscalização e ampliação do corpo técnico


Esq. p/ direita: Fábio Rogério (ABR), Tomé Franca ( Sec.exec. Mpor), Silvio Costa Filho (Ministro Mpor), Tiago Faiertein (Dir.Pre.Anac), Daniel Longo (Sec. SAC/Anac).

O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, e o ministro de Portos e Aeroportos (MPor), Silvio Costa Filho, apresentaram nesta segunda-feira, 19 de janeiro, os resultados mais expressivos da aviação civil em 2025 e as principais iniciativas previstas para 2026. 

Os números confirmam a consolidação do setor aéreo como um dos que mais crescem no país, com destaque para a redução das tarifas e o fortalecimento da segurança e da qualificação profissional. 

As autoridades destacaram que os avanços registrados em 2025 reforçam o compromisso da aviação civil com a segurança, a eficiência e a melhoria contínua da experiência dos usuários. Também foram apresentadas as prioridades para 2026, com foco em inovação regulatória, expansão da infraestrutura e fortalecimento da proteção aos passageiros. 

Recordes no mercado de transporte aéreo 

Em 2025, a aviação civil brasileira registrou números inéditos. Ao todo, 129,6 milhões de passageiros foram transportados, resultado que supera em 9,2% o recorde anterior, alcançado em 2019 (118,7 milhões). 

Desse total, 101,2 milhões viajaram em voos domésticos, marca histórica que pela primeira vez ultrapassa a barreira dos 100 milhões de passageiros. Já os voos internacionais somaram 28,4 milhões de viajantes, também em patamar recorde. 

“Os números de 2025 comprovam a consolidação da retomada do setor aéreo. Estamos diante de um crescimento sustentável, que reflete não apenas a recuperação pós-pandemia, mas também a confiança dos passageiros e o fortalecimento das companhias aéreas brasileiras”, disse Faierstein. 

A Anac também alcançou patamar histórico ao dobrar em 100% o número de fabricantes nacionais aprovados, passando de quatro para oito. Em entregas de aeronaves, a Embraer registrou alta de 18%, com destaque para 155 jatos executivos. 

Formação e capacitação profissional 

O ministro de Portos e Aeroportos elogiou o papel da Anac na ampliação e na capacitação de profissionais para atender à crescente demanda na aviação civil. “A Anac tem se mostrado um verdadeiro motor de capacitação para a aviação brasileira. Os números recordes de novas licenças comprovam que o órgão não apenas regula, mas também impulsiona o desenvolvimento de mão de obra qualificada, essencial para sustentar o crescimento do setor”, ressaltou Costa Filho.  

No caso dos pilotos, foi alcançado o maior número absoluto de licenças totais desde 2016, incluindo um recorde histórico para mulheres, com 259 licenças concedidas (7%), além do maior volume já registrado para pilotos de helicóptero, com 242 licenças contra 144 em 2024.  

Entre os comissários de bordo, foram emitidas 1.183 novas licenças, o maior número desde 2012, com divisão de gênero equilibrada: 58% das licenças concedidas a mulheres, que representam 66% dos 11,6 mil profissionais ativos.  

Já na área de mecânicos de manutenção aeronáutica, houve a concessão de 1.319 novas licenças, também o maior número desde 2012, com participação feminina de 7%. O total de profissionais ativos chegou a 15,3 mil, sendo 3% mulheres. 

Tarifas mais acessíveis 

Outro ponto a ser comemorado foi a redução das tarifas aéreas para os passageiros que ampliou o acesso ao transporte. A tarifa média anual fechou em R$ 647,67, resultado de uma queda acumulada de 10,9% nos últimos três anos, desde a retomada em 2022.  

Para Faierstein, esse movimento representa um ganho direto para os passageiros. “Mais da metade das passagens vendidas em 2025 custaram menos de R$ 500, o que mostra que voar no Brasil está cada vez mais acessível e democrático, especialmente quando o viajante se planeja para comprar com antecedência”, disse.  

O diretor-presidente também frisou a questão da pontualidade dos voos. Segundo ele, em 2025, a aviação brasileira registrou um desempenho que chamou atenção no cenário internacional. Entre janeiro e novembro, os voos domésticos alcançaram uma regularidade de 98,31%, superando os 96,93% do ano anterior. No quesito pontualidade, os números também avançaram: 93,58% em 2025 contra 92,3% em 2024. 

“Os índices colocam o Brasil como um ponto fora da curva, consolidando sua aviação entre as mais pontuais do mundo e reforçando a imagem de eficiência do setor aéreo nacional”, ressaltou.  

Perspectivas para 2026 

Entre os destaques para este ano na Anac, está a previsão de certificação do primeiro sistema de decolagem automática do mundo, nos jatos Embraer E2, ampliando alcance e segurança operacional. 

Também avançam o RBAC 100 para drones, a regulamentação para pilotos de eVTOL, novas regras de acessibilidade e a política de tolerância zero a passageiros indisciplinados, com definição de sanções claras para proteger tripulação e reduzir custos operacionais.  

Já o orçamento terá um incremento de R$ 40 milhões. “Vamos fortalecer o setor e incrementar as ações de fiscalização, trazendo novos servidores e recontratando terceirizados. Em 2026, não haverá interrupção de provas para piloto e comissários. Vamos investir mais na capacitação de mecânicos, novos pilotos e comissário”, destacou. 

Confira o balanço 2025 e as perspectivas 2026 da Anac   

Confira as fotos do encontro com jornalistas 

Assessoria de Comunicação Social da Anac