Jatos comerciais da Embraer serão destaque na Wings India 2026

Hyderabad, 21 de janeiro de 2026 – A Embraer (NYSE: EMBJ / B3: EMBJ3) exibirá as aeronaves comerciais E195-E2 e E175 na Wings India 2026, em Hyderabad, a partir de 28 de janeiro. A participação da Embraer no evento reforça o compromisso da companhia de oferecer soluções sob medida para atender às necessidades da aviação do país, contribuindo para a conectividade regional e para a aviação sustentável no mercado local. Ambas as aeronaves oferecem às companhias aéreas capacidade de abrir novas rotas, conectando metrópoles regionais a cidades do interior.

O E195-E2, em exibição estática, é um dos jatos mais eficientes do mundo, com consumo de combustível até 29% menor que a geração anterior. Com capacidade de 132 a 146 passageiros em corredor único, oferece capacidade adequada para o segmento de até 150 assentos. A família de jatos E2 oferece alta rentabilidade por assento e é certificada para operar com blends de até 50% de combustível de aviação sustentável (SAF), além de já ter comprovado a capacidade de operar com 100% de SAF.

O E175 é reconhecido por seu desempenho e já integra uma parte significativa da frota da Star Air na Índia. Nos Estados Unidos, o modelo lidera o mercado regional, com 80% de participação. Melhorias recentes em aviônica, cabine e serviços a bordo elevaram a experiência do passageiro, alinhando o E175 aos padrões da família E2.

“O programa E‑Jet da Embraer é um dos mais bem‑sucedidos da indústria”, afirma Adity Shekhar, vice‑presidente regional de Vendas da Embraer. “A família de E‑Jets pode ampliar e fortalecer a conectividade entre metrópoles e cidades do interior da Índia, atendendo a mercados ainda pouco explorados.”

A Embraer é a principal fabricante de jatos comerciais com até 150 assentos. Os E‑Jets e E‑Jets E2 são operados por mais de 80 companhias aéreas em 50 países, com mais de 1.900 unidades entregues. Hoje, cerca de 50 aeronaves da Embraer, de 11 modelos, operam na Índia, atendendo à Força Aérea Indiana, órgãos governamentais, operadores de aviação executiva e a Star Air. A companhia também propõe o C‑390 Millennium para o programa de Aeronaves de Transporte Médio (MTA) da Força Aérea Indiana, em parceria com um conglomerado local no modelo “Made in India”.

Como “Parceira de Inovação em Aviação” da Wings India 2026, a Embraer oferece soluções que impulsionam o crescimento sustentável e a conectividade do país. A família E2, com eficiência e conforto elevados, é adequada para abrir novas rotas e otimizar operações. Clientes e visitantes poderão conhecer o portfólio da Embraer no Estande 9B, Hall B.

Sobre a Embraer

Empresa aeroespacial global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A Companhia projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer serviços e suporte aos clientes no pós-venda.

Desde sua fundação, em 1969, a Embraer já entregou mais de 9 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos, uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 150 milhões de passageiros.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.■

Fonte: aereo.jor.br

Como reconhecer as condições climáticas que podem impactar os voos a ponto de atrasá-los ou cancelá-los?

Na aviação, a inteligência meteorológica é fundamental para garantir a segurança e eficiência dos voos. Pilotos e passageiros frequentemente se preocupam com o clima, afinal, fenômenos como tempestades, nevoeiros, ventos fortes, neve e gelo podem tornar uma viagem desafiadora.

No entanto, existem diversos padrões e limites definidos para manter uma operação segura. Então, quais condições são realmente “ruins demais” para voar? Quando um voo deve ser cancelado em vez de apenas atrasado? E quais situações o piloto deve evitar durante o voo?

A ideia desta publicação não é entrar em aspectos técnicos, mas apenas relatar condições que o passageiro comum pode reconhecer em um aeroporto.

ENTENDENDO DOS LIMITES – Ao contrário do que muitos imaginam, aviões comerciais modernos são projetados para voar em praticamente todas as condições meteorológicas e raramente são afetados por mau tempo severo.

Em casos de previsões de tempo extremo, aeroportos e companhias aéreas podem optar por cancelar voos previamente, minimizando atrasos e transtornos posteriores e garantindo que a maioria dos passageiros chegue ao destino com a maior rapidez possível.

Voando em nuvens baixas – Nuvens baixas geralmente não representam risco para o voo, pois o problema real está na visibilidade reduzida que elas podem causar. Nuvens que tocam o solo caracterizam o nevoeiro, que será abordado a seguir.

Voando em nevoeiro – O nevoeiro costuma ser localizado e irregular, afetando alguns aeroportos enquanto outros próximos permanecem com boa visibilidade.

A visibilidade reduzida impacta diretamente as operações, causando atrasos, especialmente durante pouso e decolagem, fases que demandam mais controle manual. Muitos aviões modernos contam com sistemas de pouso automático que permitem aterrissagens mesmo em zero visibilidade, mas o táxi no solo ainda depende da visão do piloto, limitando a movimentação.

Quando a visibilidade cai abaixo dos limites estabelecidos, o aeroporto ativa os Procedimentos de Baixa Visibilidade (LVP), que restringem o número de aeronaves em movimento para evitar acidentes. Em muitos casos, o próprio aeroporto pode fechar devido ao nevoeiro.

Voando sob forte chuva – A chuva geralmente não dificulta o voo, mas combinada a ventos fortes pode exigir mudanças na rota ou atrasos. A visibilidade é o fator crítico, especialmente em velocidades lentas no pouso ou táxi. Em cruzeiro, o fluxo de ar limpa eficazmente os para-brisas. Mesmo assim, aviões voam majoritariamente por instrumentos, minimizando os impactos da chuva.

Imagem: DECEA

Voando com ventos normais – O vento influencia diretamente o tempo de voo. Ventos de cauda aceleram a aeronave, encurtando a viagem, enquanto ventos contrários retardam o percurso.

Durante decolagem e pouso, é comum que o avião enfrente ventos de frente para reduzir a velocidade relativa ao solo. Ventos cruzados podem complicar essas operações, e aeroportos geralmente possuem pistas orientadas em diferentes direções para mitigar esse problema.

Voando com ventos fortes – Aeronaves modernas suportam ventos fortes, embora eles possam causar turbulência desconfortável para passageiros e tripulação. Ainda que turbulências sejam desagradáveis, raramente representam risco.

Voando em neve ou gelo – Os aviões são projetados para operar em condições de frio intenso e neve durante o voo, contando com sistemas de degelo para evitar acúmulo perigoso em asas e superfícies.

A maior preocupação é com as condições das pistas e taxiways, além do processo de degelo antes da decolagem. Chuvas congelantes são especialmente perigosas por acumularem gelo rapidamente, e nestes casos é preferível manter a aeronave no solo.

Voando em tempestades – Tempestades apresentam os maiores riscos, com turbulências severas que podem causar danos estruturais. Felizmente, tempestades costumam ser localizadas, sendo possível identificar e desviar delas. Apesar do medo comum, raios raramente causam danos significativos, pois os aviões são projetados para suportá-los.

Voando sob sol e calor intenso – Aviões operam normalmente em altas temperaturas, mas o ar quente é menos denso, o que afeta o desempenho dos motores e a aerodinâmica, aumentando a distância necessária para decolagem e reduzindo capacidade de carga. Tudo isso é levado em conta no planejamento dos voos.

Importância do monitoramento meteorológico – Acompanhar as condições climáticas em tempo real é vital para garantir voos seguros e eficientes. Diferentes fenômenos impactam de formas variadas, e o gerenciamento contínuo dessas informações permite ajustes na rota e decisões acertadas.

Ferramentas avançadas fornecem previsões meteorológicas altamente precisas, auxiliando companhias aéreas a escolher rotas mais rápidas e seguras, melhorando a experiência dos passageiros e reduzindo custos com desvios e cancelamentos.

Fonte: Aeroin