Fabricante do motor revela design inspirado no futuro caça de sexta geração dos EUA, cujo projeto está em sigilo

No dia 18 de fevereiro, a Pratt & Whitney divulgou um novo vídeo sobre o desenvolvimento do motor XA103, parte do programa Next Generation Adaptive Propulsion (NGAP), que será utilizado no caça Boeing F-47, vencedor da concorrência para o Next Generation Air Dominance (NGAD) da Força Aérea dos Estados Unidos.

O destaque do material ficou para uma representação gerada por computador de uma aeronave com design inspirado no F-47, embora se trate apenas de um modelo conceitual e não do projeto real, que permanece em sigilo.

O conceito exibido mostra um caça monomotor, biplace, sem cauda, com asas trapezoidais e canards à frente. A presença dos canards está alinhada com algumas imagens oficiais, mas o design difere em aspectos como a ausência da característica curvatura para cima nas asas (diedro).

O caça apresentado no vídeo possui dois motores com vetoração de empuxo bidimensional, semelhantes aos do F-22, e entradas de ar posicionadas abaixo dos canards, detalhes que não aparecem nas renderizações oficiais até agora.

O cockpit está localizado numa posição avançada, mas o nariz apresenta formato diferente daquele mostrado anteriormente. Curiosamente, o número de série exibido na fuselagem termina em “048”, possivelmente uma referência ao F-47 ser o modelo impulsionado pelo motor NGAP.

A aeronave do vídeo também exibe detalhes típicos da Força Aérea Americana, como porta para reabastecimento aéreo e pintura camuflada inspirada no padrão Compass Ghost Gray do F-15C.

Apesar da especulação nas redes sociais sobre um possível vazamento do design real do F-47, autoridades militares e industriais norte-americanas já haviam alertado que as imagens oficiais divulgadas até o momento foram intencionalmente editadas para ocultar características reais do caça, servindo para confundir eventuais agentes de inteligência estrangeiros.

Fonte: Aeroin

Phenom 300 lidera mercado global de jatos leves pelo 14º ano consecutivo

A família Phenom 300 da Embraer, segue dominante como jato leve mais vendido do mundo pelo 14º ano consecutivo, de acordo com a General Aviation Manufacturers Association (GAMA). Os dados da instituição também confirmam o modelo como o bimotor a jato mais entregue pelo sexto ano seguido.

Em 2025, a Embraer entregou 72 aeronaves da série Phenom 300, o maior volume anual da década. Com mais de 900 jatos em operação globalmente, presentes em 70 países e somando mais de 2,9 milhões de horas de voo, a série Phenom 300 segue como padrão de referência em desempenho, tecnologia e conforto na categoria de jatos leves.

“O Phenom 300E continua a liderar entre os jatos leves porque entrega o que os clientes mais valorizam: performance incomparável, tecnologia avançada e uma experiência de cabine excepcional”, afirma Michael Amalfitano, presidente e CEO da Embraer Aviação Executiva. “Ano após ano, o Phenom 300E confirma sua posição de referência na categoria, fortalecendo sua liderança e a confiança de nossos clientes. Estamos celebrando mais um marco na trajetória de sucesso do jato leve mais desejado do mundo.”

O Phenom 300E é o jato leve mais veloz em produção, capaz de atingir Mach 0.80 e voar 2.010 milhas náuticas (3.724 km) com cinco ocupantes e reservas IFR da NBAA. Também inclui tecnologias avançadas como o sistema de alerta e prevenção de saída de pista (ROAAS) da Embraer – o primeiro sistema do tipo que foi certificado na aviação executiva –, recurso de controle de aceleração automática (autothrottle), modo de descida de emergência e, entre outros, o Synthetic Vision System, que melhora a percepção sobre terrenos e relevos, especialmente em condições de baixa visibilidade. A aeronave oferece recursos normalmente encontrados apenas em modelos de categorias superiores, como ponto único de reabastecimento, banheiro com serviço externo e escada de acesso.

Na categoria supermédios, a família Praetor também teve desempenho robusto em 2025, com 69 entregas. Essa forte demanda ajudou a Embraer Executive Jets a alcançar 155 entregas no ano, estabelecendo um novo recorde para a unidade de negócios, e a superar a marca de 400 aeronaves da familia Praetor entregues globalmente.

FONTE: Embraer

Drone com turbina 100% nacional marca novo capítulo da tecnologia aeroespacial brasileira

A parceria entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e as empresas nacionais AERO CONCEPTS e Stella Tecnologia possibilitou um novo marco para a tecnologia aeroespacial brasileira: a construção do drone brasileiro Albatroz Vortex, uma aeronave tática remotamente pilotada com turbina 100% nacional. Com quatro metros de comprimento e autonomia de até 24 horas, o drone tem capacidade de operação a partir de navios aeródromos ou até mesmo pistas com menos de 150 metros de extensão. A plataforma aérea de alta versatilidade pode decolar com até 150 kg embarcados, incluindo múltiplos sensores, oferecendo inteligência, vigilância e reconhecimento em tempo real. O projeto simboliza um novo capítulo da aviação brasileira, onde inovação, autonomia tecnológica e defesa caminham juntas.

O primeiro voo do drone brasileiro Albatroz Vortex foi realizado em 17 de dezembro de 2025 em um local histórico: a Base Aérea de Santa Cruz (BASC), no Rio de Janeiro – berço do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAvCa). A decolagem foi coordenada pela FAB e todo o procedimento cumpriu as exigências técnicas necessárias.

O desenvolvimento do drone foi possível por meio de parceria entre a FAB e as empresas brasileiras AERO CONCEPTS (responsável pelo sistema propulsivo, a turbina a jato “ATJR15-5”) e Stella Tecnologia (responsável pela plataforma em si). Esse é um exemplo concreto e bem-sucedido da integração entre a Força Aérea Brasileira e o setor produtivo nacional. A iniciativa demonstra como a parceria com empresas civis brasileiras fortalece a indústria de defesa nacional, estimula a inovação tecnológica e contribui para a autonomia estratégica do país. Ao unir conhecimento operacional militar e capacidade industrial civil, a FAB impulsiona soluções de alta tecnologia voltadas às necessidades nacionais, reforçando o papel da cooperação como vetor essencial para o avanço do setor aeroespacial brasileiro.

Para a Stella Tecnologia, o projeto Albatroz Vortex demonstra a capacidade nacional de conceber, integrar e testar sistemas aéreos não tripulados de alta complexidade, com tecnologia genuinamente brasileira. “A parceria com a Força Aérea Brasileira é fundamental nesse processo, pois alia a experiência operacional da FAB à agilidade e capacidade de inovação da indústria nacional. Essa colaboração fortalece a autonomia tecnológica do país, impulsiona o desenvolvimento de competências estratégicas e abre caminho para futuras aplicações em defesa, monitoramento e outras missões de interesse nacional”, afirmou o CEO da Stella Tecnologia, Gilberto Buffara Júnior.

O diretor do grupo AERO CONCEPTS, Alexandre Roma, explicou que a meta da empresa com projetos como esse é de alcançar maior autonomia tecnológica. “Queremos viabilizar, no curto e médio prazo, o desenvolvimento de famílias completas de turbinas nacionais, tornando a AERO CONCEPTS a Empresa Brasileira de Turbinas e Sistemas Propulsivos, possuindo um parque fabril próprio para fabricações dos itens estratégicos incluindo a produção de nossas próprias superligas”, destacou Roma.

FONTE: FAB

A Bomba Guiada Lizard 500 e a Operação Thor realizada no Brasil

Força Aérea Brasileira não opera pod Litening V, o que foi usado em Natal pertence a Suécia


A Força Aérea Brasileira e a SAAB concluíram recentemente a Operação Thor, uma campanha de disparo de armamento destinada a certificar o caça F.39E Gripen no lançamento de armas ar-solo guiadas e não guiadas contra alvos que exigiram diferentes perfis e envelopes de voo. A matéria-prima fundamental para essa missão, a bomba MK 84 (2000 libras) e o kit de guiamento Lizard 500 fornecido e suportado no Brasil pela AEL Sistemas, comprovaram mais uma vez a sua confiabilidade, atingindo seus alvos designados com a precisão requerida, e ao mesmo tempo diminuindo a exposição da aeronave lançadora às defesas antiaéreas inimigas.

O Elbit Systems Lizard é uma família de kits de orientação modulares avançados projetados para converter bombas Mk 82, Mk 83 e Mk 84 em munições guiadas de precisão (PGMs) usando tecnologias de laser, GPS/INS e infravermelho. Desenvolvido em Israel, esse kit de guiamento tornou-se um item essencial da Força Aérea Israelense (IAF) e um produto de sucesso no mercado internacional, oferecendo alta precisão com danos colaterais reduzidos a preços competitivos. 

DNA israelense

Projetado pela Elbit Systems, de Israel, o Lizard surgiu como uma opção aos sistemas Laser Guided Bomb do tipo Paveway II, de alto custo de aquisição, introduzindo um sistema com as mesmas especificações MIL Standard, conectividade e facilidade de integração arma/aeronave, e oferecido no mercado com diferentes tipos de seekers/capacidades, por um preço extremamente competitivo, especialmente quando usado em conjunto com as bombas MK.84 de 2000 libras. Esses kits de guiamento utilizam códigos de detecção/seguimento de emissores laser integrados a uma variedade enorme de aeronaves ocidentais.  As Lizard 3 e 4 podem usar laser e INS/GPS com seekers integrados a um computador de bordo que aciona atuadores a bateria capazes de mover as quatro aletas canard no nariz.  Uma conexão simples liga o nariz à cauda da arma, equipada com quatro aletas retráteis que se abrem no lançamento e fornecem a sustentação e estabilidade durante o voo.

Principais desenvolvimentos históricos

O Lizard foi desenvolvido e projetado para competir com padrões internacionais como a série Paveway, oferecendo uma solução de baixo custo e fácil de implementar.  Em 2007, a Israeli Air Force (IAF) selecionou os kits de bombas guiadas a laser da série Lizard para equipar seus esquadrões de caça de linha de frente, especificamente os Boeing F-15I e Lockheed Martin F-16.  Essa decisão foi considerada um grande avanço para a Elbit Systems, principal fornecedora das Forças Armadas de Israel.  O sistema foi testado em combate em operações de ataques ar-solo contra uma variedade de alvos em diversos conflitos, e a Elbit continua a aprimorar o sistema, produzindo atualmente as versões Lizard-3 (laser) e Lizard-4 (GPS/INS).

O Lizard-3 tem um erro circular provável (CEP) de um metro, sendo compatível tanto com bombas de uso geral ocidentais MK quanto orientais do tipo FAB e similares. O kit de guiamento utiliza sensores avançados para rastrear pontos de laser mesmo em ambientes hostis, saturados de emissões, fumaça e decoys. Suporta navegação proporcional, modelagem de trajetória e pode atingir alvos em movimento com velocidade de até 150 km/h. 

Os kits Lizard são eficazes contra bunkers, aeródromos e usinas de energia (os alvos no primeiro dia da guerra), e podem ser lançados à luz do dia, na escuridão da noite ou em quaisquer condições climáticas. Essas armas possuem logística descomplicada, as cabeças de guiamento são projetadas para instalação e setup via notebook tático realizada de forma rápida, com tempo de inatividade em solo da aeronave reduzido ao mínimo necessário. O sistema Lizard foi exportado para diversos clientes internacionais, incluindo países membros da OTAN, e também faz parte do arsenal da Suécia.

O Pod Designador Litening 5

A Administração Sueca de Material de Defesa (FMV) selecionou especificamente o Litening 5 para o Gripen E, e ele também está sendo integrado aos modelos Gripen C/D mais antigos para aprimorar suas capacidades. Esse pod entrega imagens coloridas de alta resolução, sensores infravermelhos de ondas médias e curtas (FLIR) e um radar de abertura sintética (SAR) que permite a detecção, identificação e rastreamento de alvos em quaisquer condições climáticas, de dia ou de noite. A tecnologia embarcada do Litening 5 permite que o Gripen E, sueco ou brasileiro, utilize munições avançadas de precisão guiadas (a laser, GPS e infravermelho). 

Para se ter uma medida da importância estratégica desse equipamento, em 2024, a Suécia fez uma encomenda significativa (aproximadamente 390 milhões de coroas suecas) de unidades adicionais do Litening 5, incluindo suporte para manutenção no país, com entregas programadas para continuar até o final de 2026. Além do Gripen, o Litening 5 também é usado em outras plataformas, incluindo o Eurofighter Typhoon. O equipamento Litening 5, que foi usado no Brasil, é de procedência sueca e retornou com as equipes da SAAB para Linkoping após cumprir com sucesso uma extensa campanha de ensaios e gerar dados preciosos para o desenvolvimento da aeronave. Os kits de guiamento Lizard 500 também fazem parte do inventário sueco. 

De fato, o Brasil participou da Operação Thor com o Gripen E FAB 4100 (aeronave de desenvolvimento), pilotos de ensaio altamente capacitados e corpos inertes (cor azul) de bombas MK84 de arsenal. A Força Aérea Brasileira já é operadora dos pods Rafael Litening III, mais antigos, e precisa buscar um upgrade de capacidades para o padrão Litening 5 usado pelos suecos em seus caças Gripen E e frota C/D remanescente.  Para que os caças Gripen E brasileiros possam apresentar a mesma performance mostrada na Operação Thor pelo FAB 4100 de desenvolvimento, é vital e urgente a compra de pods Rafael Defence Litening 5 e novos kits Lizard 3 e 4 (laser e INS/GPS).

Fonte: Fab

O mistério do último voo de Amelia

Desaparecimento da piloto americana em 1937 segue mobilizando pesquisadores e novas expedições prometem respostas sobre um dos casos mais intrigantes da aviação mundial


O desaparecimento da piloto Amelia Earhart durante voo sobre o Pacífico é um dos casos mais intrigantes da história da aviação | Fotos: reprodução

22 de fevereiro de 2026 — O desaparecimento da piloto americana Amelia Earhart, em julho de 1937, durante uma tentativa histórica de dar a volta ao mundo de avião, permanece como um dos maiores enigmas da aviação. Décadas após o último contato por rádio, o caso segue despertando interesse científico e midiático, impulsionado por novas tecnologias e investigações recentes.

Nascida em Atchison, em 24 de julho de 1897, Amelia teve uma infância marcada por constantes mudanças de cidade, o que contribuiu para o espírito aventureiro que definiria sua trajetória. Ainda jovem, passou a se interessar pela aviação, paixão que ganharia forma definitiva nos anos seguintes.

Nos ares desde jovem

Durante a Primeira Guerra Mundial, Amelia atuou como voluntária em Toronto, no Canadá, cuidando de pilotos feridos. A convivência com aviadores reforçou sua decisão de seguir carreira nos céus. Aos 20 anos, iniciou o treinamento de voo e, em 1923, obteve sua licença de piloto, tornando-se uma das mulheres pioneiras na aviação civil.

A consagração veio em 1928, quando participou da travessia do Atlântico como copilota. Quatro anos depois, entrou definitivamente para a história ao se tornar a primeira mulher a cruzar o oceano sozinha como piloto principal, consolidando-se como referência mundial.

Inspiração para mulheres aviadoras

Além dos recordes, Amelia escreveu livros sobre suas experiências e foi uma das fundadoras da associação The Ninety-Nines, voltada ao apoio e incentivo de mulheres pilotos. Sua atuação foi decisiva para ampliar a presença feminina na aviação comercial.

O dia trágico do desaparecimento

Em 2 de julho de 1937, Amelia partiu de Lae rumo à Ilha Howland, acompanhada do navegador Fred Noonan. A etapa seria decisiva para concluir a volta ao mundo, mas o avião jamais chegou ao destino.

Pouco antes do desaparecimento, Amelia manteve contato por rádio com o navio da guarda costeira americana Itasca, relatando dificuldades de localização e combustível reduzido. A última transmissão foi registrada às 8h43, sem coordenadas precisas.

Após o sumiço, o então presidente Franklin D. Roosevelt autorizou uma das maiores operações de busca da época, envolvendo dezenas de aviões e navios. Apesar do investimento milionário, nenhum vestígio conclusivo foi encontrado.

Nova pista reacende esperanças

Em 2025, a empresa Nauticos anunciou avanços significativos na investigação. Utilizando equipamentos de rádio idênticos aos usados em 1937, pesquisadores afirmam ter reduzido consideravelmente a área provável da queda da aeronave.

Segundo os cientistas, a análise das comunicações indica com maior precisão onde Amelia e Noonan estariam no momento final do voo. Uma nova expedição está prevista para aprofundar as buscas e, possivelmente, encerrar um mistério que atravessa gerações.

Fonte: Portal Terra Da Luz

CIAAN realiza aula inaugural para Oficiais-Alunos do CAAVO 2026

O Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval Almirante José Maria do Amaral Oliveira (CIAAN) realizou a tradicional Aula Inaugural do Curso de Aperfeiçoamento de Aviação para Oficiais (CAAVO T-1/2026), no dia 11 de fevereiro, marcando o início das atividades curriculares para os dez Oficiais-Alunos matriculados.

Na oportunidade, o Comandante da Força Aeronaval, Contra-Almirante Alexandre Veras Vasconcelos, proferiu palestra na qual apresentou um panorama sobre a trajetória histórica e do pioneirismo da Aviação Naval, a evolução dos meios operativos e as perspectivas futuras para a Força, além de discorrer sobre as conquistas na carreira de um Aviador Naval.

A palestra evidenciou a relevância estratégica da Aviação Naval para o cumprimento das missões da Marinha do Brasil, bem como os desafios operacionais inerentes à atividade aérea no ambiente marítimo.

O evento contou com a presença do Vice-Almirante Paulo Renato Rohwer, dos Titulares das Organizações Militares subordinadas, além de Oficiais Aviadores Navais, Médicos, Psicólogos e Oficiais de Apoio à Aviação do Complexo Aeronaval de São Pedro da Aldeia.

FONTE: ComForAerNav/MB

FAB celebra 67 anos da primeira Inspeção em Voo no Brasil

FAB celebra 67 anos da primeira Inspeção em Voo no Brasil. Há 67 anos, a Força Aérea Brasileira (FAB) realizava a primeira inspeção em voo conduzida por tripulação brasileira. O marco consolidou uma capacidade técnica que, desde então, sustenta a segurança da navegação aérea no país. A atividade é executada pelo Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV), organização do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), responsável por aferir, calibrar e homologar auxílios e procedimentos de navegação aérea em todo o território nacional.

A inspeção em voo consiste na verificação, por meio de aeronaves-laboratório, do desempenho de equipamentos como VOR, DME, ILS e procedimentos aéreos baseados em navegação por satélite. O trabalho assegura que os sinais transmitidos estejam dentro dos padrões técnicos exigidos. Essa validação garante precisão para pousos por instrumentos, decolagens e rotas em condições meteorológicas adversas.

Em 2025, foram realizadas 3.850 horas de voo e a inspeção de mais de 1.100 auxílios e procedimentos de navegação aérea. Além disso, a atuação do GEIV alcançou outros países, como Paraguai, Uruguai e Argentina. Para o Diretor-Geral do DECEA, Tenente-Brigadeiro do Ar Maurício Augusto Silveira de Medeiros, os números refletem a prontidão da unidade. “A capacidade operacional dos 196 homens e mulheres do efetivo do GEIV, aliada à alta tecnologia, garante a segurança da navegação aérea em todo o território nacional e em países vizinhos”, afirmou. A inspeção em voo é requisito previsto nos anexos da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), que estabelece padrões globais de segurança e regularidade do transporte aéreo.

Além do desempenho operacional, o Diretor destacou o papel estratégico da atividade para o cumprimento das normas internacionais. “Neste dia especial, parabenizo todos os pilotos inspetores, operadores de sistema de inspeção em voo e de posicionamento de aeronave, operadores de equipamentos de radiomonitoragem e mecânicos, por participarem, de forma exemplar, dessa atividade essencial para a garantia da segurança operacional no Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro”, concluiu o Tenente-Brigadeiro.

Histórico

Criado em 1972, o GEIV herdou e ampliou a expertise adquirida pelo Brasil na década de 1950. Na ocasião, o então Ministério da Aeronáutica negociou com os Estados Unidos a transferência de conhecimento e tecnologia para a implantação de equipamentos de auxílio à navegação aérea e execução da atividade de inspeção em voo. Em julho de 1955, o governo brasileiro assinou o acordo que daria origem ao Projeto CONTRAF (Controle de Tráfego Aéreo). Já em 1958, formou-se a primeira tripulação operacional de inspeção em voo no país, quando foi adquirido o primeiro avião-laboratório.

A primeira inspeção em voo em território nacional, com aeronave e tripulação da FAB, foi realizada em 21 de fevereiro de 1959, com o intuito de verificar a adequação do sítio de Itaipuaçu, no Rio de Janeiro (RJ), para instalação de um VOR. Atualmente, a unidade opera aeronaves equipadas com sistemas embarcados de alta precisão, capazes de analisar parâmetros em tempo real. Passadas quase sete décadas da primeira missão, a inspeção em voo segue como uma atividade essencial para a operacionalidade de todo o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro.

Fonte: Fab

Avião especial com a Taça da Copa do Mundo aterrissa hoje no Brasil e passa por 4 cidades; veja horários atualizados

A contagem regressiva para a Copa do Mundo FIFA 2026 ganha um novo capítulo a partir de amanhã, 23 de fevereiro, com a chegada ao Brasil do tour oficial da Taça da FIFA World Cup™ suportado por uma aeronave personalizada.

O troféu, símbolo máximo do futebol mundial, poderá ser visto de perto pelos fãs brasileiros em eventos especiais nas principais cidades do país e também nos aeroportos por conta da presença do Airbus A320 de matrícula G-POWK, da Titan Airways.

A rota no Brasil prevê paradas em quatro aeroportos, com horários específicos de pouso e decolagem, coordenados para permitir exposições e eventos em solo.

Cronograma das etapas no Brasil (horário local):

23 de fevereiro – Chegada ao Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos às 10h00 para início das atividades na cidade. Decola às 12h00 para Campinas, onde pousa às 13h10 e onde passará a noite.

24 de fevereiro – Decola no dia seguinte, às 4h15 para Guarulhos, onde recolherá a taça. Mais tarde, às 8h15, parte para o Rio de Janeiro, onde pousa às 9h10.

25 de fevereiro – Decola do Rio às 12h10 e pousa em Brasília às 14h00.

27 de fevereiro – Parte de Brasília às 01h50 com destino à Costa Rica.

As cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília receberão eventos abertos ao público, mediante inscrição prévia, que incluem exposições interativas, experiências temáticas e celebrações especiais em locais icônicos, como o Forte de Copacabana.

Essa iniciativa, realizada pela FIFA em parceria com a Coca-Cola, tem como objetivo conectar torcedores ao clima de festa e emoção que antecede o mundial, que será disputado entre Estados Unidos, México e Canadá a partir de 11 de junho de 2026.

Fonte: Aeroin

ANAC simplifica processo de autorização de projeto para drones a depender do risco

De acordo com a Lei de Criação da Anac (Lei 11.182/2005), cabe à Agência implementar medidas necessárias para o atendimento do interesse público e para o desenvolvimento e fomento da aviação civil, devendo regular e fiscalizar os produtos e processos aeronáuticos, dentre outros.

Em novembro do ano passado foi publicada a Instrução Suplementar nº 94-004 – Revisão A (IS E94-004A), que tem como objetivo estabelecer uma forma alternativa  para a autorização de projetos de Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (RPAS), popularmente conhecidos como drones.

Após a publicação do RBAC-E nº 94, em 2017, que fixa os requisitos gerais para aeronaves não tripuladas de uso civil, foram publicadas diversas Instruções Suplementares para complementar o regulamento.

Entre elas, a IS E94-001 – Revisão B, que determina os procedimentos gerais da autorização de projeto de RPAS; a IS E94-002 – Revisão A, que especifica os requisitos técnicos para autorização de projetos de RPAS; e a IS E94.5-001, que versa sobre a autorização de projeto de RPAS destinado à aplicação de agrotóxicos e afins – adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes.

Com esse conjunto de regramentos, a Agência estipulou que a operação de drones civis em território nacional exige autorização de projeto, a depender da classe da aeronave e do tipo de operação (VLOS/EVLOS ou BVLOS)

Claro, salvo exceções, como em caso de drones Classe 3 – que operam VLOS/EVLOS e em uma altura máxima de 400 pés – se o drone possuir Certificado de Tipo, ou se possuir Certificado de Autorização de Voo Experimental – CAVE ou Autorização Especial de Voo – AEV, a categoria abarca a maioria dos drones de prateleira.

Ficam sujeitos aos procedimentos de autorização de projeto da ANAC, drones de Classe 3 – que pesam entre 250g e 24,9 kg e voam BVLOS e/ou acima de 400 pés; drones de Classe 2 – que pesam entre 25kg e 149,9 kg e voam VLOS/EVLOS/BVLOS e/ou acima de 400 pés. Os drones de Classe 1, que pesam 150 kg ou mais, necessitam de Certificação de Tipo.

Atualmente, o Brasil conta com diversos modelos aprovados, permitindo a operação de centenas de drones. Contudo, com a instituição da IS E94-004A, que simplifica uma série de etapas para a autorização de projetos, a expectativa é que fabricantes possam aumentar a quantidade de drones autorizados pela ANAC, apresentando maiores opções para o mercado e viabilizando a escala das operações em território nacional. 

Sendo assim, desde a publicação da nova instrução suplementar, em 2025, fabricantes contam com uma forma alternativa e optativa à IS E94-001 para a condução de processos de autorização de projetos de drones, aplicável às operações de baixo risco, SAIL I (muito baixo) ou II (baixo), de acordo com a metodologia de avaliação de risco operacional específico SORA 2.5, bastante aplicada internacionalmente.

O processo descrito pela IS E94-004A é declaratório, exigindo a apresentação de documentação descrita para aceite e emissão da aprovação, em um novo e simplificado fluxo, muito mais célere.

Importante ressaltar que a autorização de projeto de RPAS declaratória destinada a operações de baixo risco não é aplicável a drones Classe 3, que mantém a obrigatoriedade de distância de terceiros não anuentes e da Análise de Risco Operacional como responsabilidade do operador, com cadastro no Sistema de Aeronaves Não Tripuladas da ANAC (SISANT).

Aos drones de Classe 2 ou Classe 3 que voam em BVLOS e/ou acima de 400 pés, cabe aos fabricantes avaliar o risco para aplicar, de acordo com a compatibilidade, a nova instrução suplementar. Se o drone apresenta baixo risco – voando, por exemplo, em áreas remotas ou escassamente povoadas, sem infraestrutura crítica ou probabilidade de colidir com aeronaves tripuladas no espaço aéreo, pode-se usar a IS E94-004A.

A publicação desta IS representa um movimento relevante de amadurecimento regulatório da aviação civil brasileira no campo das aeronaves não tripuladas.

Ao introduzir um procedimento declaratório e proporcional ao nível de risco da operação, a ANAC sinaliza uma mudança de paradigma: do modelo excessivamente uniforme para um modelo orientado por risco, mais alinhado às melhores práticas internacionais.

Essa simplificação não implica a flexibilização indevida de normas, mas a racionalização de etapas, preservando os requisitos essenciais de segurança enquanto reduz barreiras burocráticas.

Na prática, o novo fluxo tende a gerar impactos positivos diretos para fabricantes e desenvolvedores, que passam a contar com maior previsibilidade, menor custo regulatório e prazos mais curtos para validação da ANAC.

Como consequência, o mercado brasileiro ganha em dinamismo, competitividade e capacidade de inovação, ampliando a oferta de modelos autorizados e estimulando o surgimento de soluções tecnológicas locais.

A IS E94-004A, portanto, consolida-se como instrumento de fomento ao desenvolvimento do setor de drones no país, equilibrando segurança operacional e incentivo à evolução tecnológica, dois pilares indispensáveis para a expansão sustentável desse ecossistema.

Fonte: Aeroin

Aberta consulta pública sobre requisitos para pilotos de aeronaves de decolagem e pouso vertical

Proposta da Anac é criar nova categoria de pilotos, com a possibilidade de profissionais já licenciados em helicóptero ou avião realizarem treinamento de transição


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) recebe até o dia 16 de março contribuições para a consulta pública sobre a proposta de emenda ao Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) nº 61, que estabelece os requisitos para licenças, habilitações e certificados de profissionais da aviação civil.  

A iniciativa busca preparar, de forma gradual e segura, o sistema brasileiro de licenças para a chegada de novos conceitos de aeronaves, popularmente conhecidos como “carros voadores”. Trata-se de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (electric vertical takeoff and landing – eVTOL) que compõem a chamada mobilidade aérea avançada. 

O modelo sugerido contempla um treinamento específico para habilitação em aeronaves com capacidade de decolagem e pouso verticais (VTOL Capable Aircraft – VCA, na sigla em inglês). A denominação VCA visa à harmonização com o que já é adotado na União Europeia. 

Transição
Na fase inicial, a proposta da Anac prevê um modelo de transição destinado a pilotos já licenciados para operar aviões ou helicópteros. O objetivo é acumular experiência operacional e evidências regulatórias, permitindo a evolução futura para requisitos completos de formação de novos pilotos de VCA, sem necessidade de experiência prévia em outras categorias. 

A partir daí, a habilitação de pilotos seria específica e complementada por experiência supervisionada em operações típicas, sendo finalizada com um exame prático de verificação de perícia.  

Para melhor definição dessa estratégia, a Agência convida pilotos, organizações de treinamento, fabricantes, operadores, especialistas e demais interessados a participar da consulta pública. As contribuições devem ser enviadas pelo portal Brasil Participativo, onde estão disponíveis todos os documentos.

A iniciativa reforça o compromisso da Anac com a melhoria contínua da regulação, promovendo inovação responsável e previsibilidade das normas, sempre com foco em segurança operacional. 


Assessoria de Comunicação Social da Anac