Programa TransplantAR atinge 100 voos e viabiliza 99 transplantes com uso de aeronaves privadas

O programa TransplantAR realizou, na manhã da última sexta-feira (24), o 100º voo de transporte de órgãos. A iniciativa pioneira do Governo de São Paulo é fruto de parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) e o Instituto Brasileiro de Aviação (IBA), lançada em setembro de 2024.

O Hospital de Base de São José do Rio Preto realizou, também na mesma manhã, a captação de múltiplos órgãos. Foram captados coração, pulmões, pâncreas, fígado, rins e córneas.

Os 100 voos registrados resultaram em 99 transplantes realizados em todo o país, sendo 64 corações, 18 fígados, 2 pâncreas e 15 pulmões.

O programa TransplantAR agiliza a logística de captação e transporte de órgãos no estado com o uso de aeronaves privadas. O 100º voo representa um marco histórico da iniciativa.

É um marco muito importante para o Governo de São Paulo e para o TransplantAR, que é um programa criado exclusivamente para otimizar a captação e o transporte de órgãos destinados a transplantes”, destacou Eudes Quintino de Oliveira Junior, chefe de gabinete da SES-SP, um dos idealizadores do projeto, em parceria com o médico Ronaldo Honorato e o comandante Francisco Lyra.

A operação contou com uma aeronave que partiu de Estrela d’Oeste e chegou ao aeroporto de São José do Rio Preto pela manhã, sendo responsável pelo transporte de coração, fígado e pulmões. Os órgãos foram encaminhados à capital paulista e chegaram ao Aeroporto de Congonhas no período da tarde, de onde seguirão para diferentes unidades de saúde, incluindo o Incor-HCFMUSP, onde serão realizados os transplantes.

Programa TransplantAR – Lançado em setembro de 2024, o programa reúne esforços para acelerar o resgate e o transporte de órgãos em todo o país. Pela iniciativa, proprietários de aeronaves privadas podem doar horas de voo para apoiar a captação e o deslocamento de equipes médicas e órgãos destinados a transplantes, ampliando as chances de sucesso na realização dos procedimentos cirúrgicos.

O programa não acarreta custos aos cofres públicos e utiliza aeronaves privadas, que frequentemente permanecem paradas em hangares, para realizar os deslocamentos. O IBA é responsável por selecionar os proprietários das aeronaves que estejam dispostos a doar horas de voo para o programa.

Helicópteros, turboélices e jatos particulares autorizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) são utilizados de forma voluntária pelo programa. Essas aeronaves são mais ágeis que os voos comerciais, o que é crucial para o transporte de órgãos como o coração e o pulmão, que precisam ser transplantados em até quatro horas, e o fígado, em até 12 horas após a captação.

No ano passado, o programa recebeu reconhecimento nacional ao vencer a categoria Justiça e Cidadania da 22ª edição do Prêmio Innovare, que destaca iniciativas voltadas ao fortalecimento da cidadania e à inovação em políticas públicas.

Fonte: Aeroin