Copa do Mundo 2026 deve impulsionar aviação de negócios

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A Copa do Mundo FIFA 2026 deve ampliar a demanda da aviação de negócios na América do Norte, com aumento nas reservas de jatos


A realização da Copa do Mundo FIFA 2026, entre 11 de junho e 19 de julho, deve impulsionar a atividade da aviação de negócios nos aeroportos próximos às dezesseis cidades-sede do torneio, nos Estados Unidos, Canadá e México.

Operadores de FBO, empresas de fretamento e provedores de cartões de jatos executivos relatam aumento gradual nas reservas, embora ainda exista incerteza sobre o volume definitivo de operações diante de fatores como tensões geopolíticas e alta no preço do combustível.

Durante webinar promovido pela WingX Advance, Richard Koe, diretor-geral da empresa e moderador do painel, adisse que a dimensão multinacional do torneio cria desafios logísticos relevantes para operadores de aeroportos e serviços de apoio à aviação de negócios.

Aeroportos nas regiões afetadas tendem a registrar não apenas crescimento no número de pousos e decolagens de aeronaves privadas, mas também aumento no porte médio das aeronaves utilizadas. O ritmo operacional costuma se intensificar nas fases eliminatórias, principalmente nas partidas decisivas.

Dados apresentados pela WingX indicam que partidas finais de torneios anteriores provocaram picos de movimentação equivalentes a até 23 vezes os níveis normais observados nos aeroportos anfitriões. A consultoria estima que o impacto econômico adicional para a indústria de aviação de negócios possa alcançar US$ 250 milhões.

Procura por flexibilidade

A Sentient Jet, empresa do segmento de jet cards, disse que monitora crescimento gradual na procura por voos relacionados ao evento. Alan Walsh, presidente da companhia, disse que a empresa atende cerca de 6.500 clientes e dispõe de opções operacionais em aproximadamente 88 FBO localizados próximos às cidades-sede.

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Segundo o executivo, as reservas começaram em ritmo moderado, mas a empresa observou crescimento de 20% nas últimas semanas.

Walsh também destacou que a companhia vem orientando clientes sobre flexibilidade operacional, devido à possibilidade de congestionamentos em aeroportos próximos aos jogos. O executivo acrescentou que documentação adequada e identificação dos passageiros estão entre os principais pontos de atenção operacional.

Aumento na demanda por operadores de FBO

A Atlantic Aviation, que possui FBO em dez das onze cidades-sede dos Estados Unidos e opera 109 unidades no país, relatou crescimento de 5% nas chegadas de aeronaves.

John Redcay, diretor comercial da empresa, disse que a demanda da aviação executiva segue resiliente apesar da volatilidade geopolítica e dos custos operacionais elevados.

O executivo observou, porém, que ainda existe variabilidade nas reservas relacionadas à Copa do Mundo. Segundo ele, algumas cidades consideradas tradicionalmente mais fortes para a aviação de negócios apresentam procura acima da média.

Aeroportos alternativos

O aeroporto municipal Morristown, localizado a menos de cinquenta quilômetros do MetLife Stadium — palco da final do torneio — prepara estrutura para receber grande fluxo de aeronaves executivas.

O aeroporto oferece serviços de alfândega e imigração dos Estados Unidos e busca se posicionar como alternativa menos congestionada ao aeroporto de Teterboro, um dos principais hubs da aviação de negócios na região de Nova York.

Corey Hanlon, gerente de comunicação e relações governamentais da operadora DM Airports, disse que a localização operacional do aeroporto representa vantagem logística para tripulações e operadores.

Segundo ele, o aeroporto possui capacidade para acomodar entre 130 e 140 aeronaves simultaneamente entre seus dois FBO. Em caso de necessidade, uma pista secundária poderá ser utilizada como área adicional de estacionamento de aeronaves.

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Infraestrutura aeroportuária

A expectativa do setor é que aeroportos secundários, FBO e operadores de solo desempenhem papel central durante a Copa do Mundo de 2026, especialmente nas fases finais do torneio.

A combinação entre aumento no fluxo de jatos de negócios, limitações de pátio e concentração de partidas em grandes centros urbanos deve exigir coordenação operacional ampliada entre operadores aeroportuários, empresas de handling e prestadores de serviços de aviação de negócios.

Fonte: Aero Magazine