A Embraer pagou uma conta de quase 100 milhões de dólares por causa das tarifas extras impostas por Donald Trump durante o tarifaço.
Apesar da isenção das tarifas extras, a tarifa base de 10% continuou prevalecendo no setor aeronáutico fora da aviação comercial, prejudicando parte das exportações da fabricante brasileira, que tem nos EUA o seu maior mercado nos segmentos de aviação comercial e executiva.
Segundo o diretor financeiro da Embraer, Antonio Carlos Garcia, informou ao jornal Estado de São Paulo, foram pagos US$ 80 milhões a mais para o Tesouro americano entre abril de 2025 e fevereiro de 2026, sendo que 85% deste valor é referente aos jatos executivos, principalmente da linha Praetor, que é fabricada no Brasil.
A série Phenom é produzida exclusivamente na Flórida e, por isso, foi menos afetada, já que a taxa extra incide sobre os componentes importados do Brasil, e não sobre o produto final. Os outros 15% se referem a produtos e serviços exportados do Brasil para os EUA pela Embraer, atendendo os clientes já existentes no maior mercado aeronáutico do mundo.
A Suprema Corte americana derrubou o tarifaço no mês passado, mas ainda existe uma incerteza se a isenção global no setor aeronáutico permanecerá de pé por muito tempo.
Fonte: Aeroin
