Primeiro voo do eVTOL marca nova era da mobilidade aérea no Brasil

Teste foi classificado pelo Ministério de Portos e Aeroportos como um marco histórico para a aviação nacional e integra a fase de ensaios e validações 

O Brasil deu um passo decisivo rumo ao futuro da mobilidade aérea com a realização do primeiro voo da aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL) desenvolvida pela Embraer. O teste foi classificado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) como um marco histórico para a aviação nacional e integra a fase de ensaios e validações técnicas que antecedem a certificação da aeronave.

A operação faz parte do processo conduzido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável por acompanhar todas as etapas de desenvolvimento do projeto, desde os testes em solo até os voos experimentais. O objetivo é garantir que a aeronave atenda aos mais rigorosos padrões internacionais de segurança e confiabilidade.

Segundo o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, o voo inaugural marca o início oficial da campanha de certificação do eVTOL, etapa aguardada por empresas do setor no Brasil e no exterior. Para ele, o avanço consolida o protagonismo brasileiro no cenário global da aviação e reforça a capacidade da indústria nacional de liderar soluções inovadoras alinhadas à transição energética e à redução das emissões de carbono.

Além do desenvolvimento da aeronave, o governo federal atua na preparação da infraestrutura necessária para viabilizar esse novo modal. Entre as ações está o planejamento e a regulamentação dos vertiportos, estruturas destinadas a pousos, decolagens e recarga das aeronaves elétricas.

Nesse contexto, a Anac instituiu um sandbox regulatório específico para vertiportos, criando um ambiente controlado que permite testar soluções inovadoras com flexibilização temporária de regras e acompanhamento técnico. As empresas Vertimob Infrastructure e PRS Aeroportos S.A. foram selecionadas para participar da iniciativa, cujos resultados devem embasar a formulação de normas definitivas para o setor.

Paralelamente, o Ministério de Portos e Aeroportos investe em pesquisa e formulação de políticas públicas. Em 2024, a Secretaria Nacional de Aviação Civil firmou um Termo de Execução Descentralizada com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), destinando R$ 24 milhões para estudos técnicos voltados à Mobilidade Aérea Urbana.

De acordo com Daniel Longo, o investimento fortalece a base técnica necessária para orientar decisões estratégicas do poder público, preparando o país para incorporar de forma segura e eficiente os novos modais aéreos. O primeiro voo do eVTOL da Embraer, portanto, representa não apenas um avanço tecnológico, mas também o início de uma nova etapa na aviação brasileira.

Fonte: Portal BE News

Petrobras aumenta preço de querosene de aviação em 3,8%, na terceira alta seguida do ano

Petrobras informou que o preço médio de venda de querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras teve um aumento de 3,8%, que começa a vigorar a partir desta segunda-feira, 1°. A medida corresponde a um aumento de R$ 0,13/litro em relação ao preço do mês anterior. Esta é a terceira alta seguida do combustível pela estatal este ano e obedece a uma fórmula fechada em contrato com as distribuidoras.

Com o aumento de dezembro, o QAV subiu 1,3% no acumulado do ano, o que corresponde a um acréscimo de R$ 0,05/litro, comparando com o preço de dezembro de 2024, segundo a estatal.

Petrobras comercializa o QAV produzido em suas refinarias ou importado apenas para as distribuidoras Foto: Pedro Kirilos/Estadão

“Cabe destacar que, no acumulado desde dezembro de 2022, a Petrobras reduziu os seus preços de QAV em 28,4%, equivalente a um decréscimo de R$ 1,45/litro. Considerando a inflação no período, esta redução é de 37,1%”, afirmou a companhia, em nota.

A Petrobras comercializa o QAV produzido em suas refinarias ou importado apenas para as distribuidoras, que por sua vez transportam e comercializam os produtos para as empresas de transporte aéreo e outros consumidores finais nos aeroportos, ou para os revendedores. Distribuidoras e revendedores são os responsáveis pelas instalações nos aeroportos e pelos serviços de abastecimento.

Fonte: MSN

Anac intensifica ações nos aeroportos para garantir o bom funcionamento no período de festas

Atuação buscar garantir a prestação adequada e segura do serviço de transporte aéreo aos passageiros

Tendo em vista o crescimento da aviação brasileira, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realiza, entre os dias 19 de dezembro de 2025 e 5 de janeiro de 2026, mais uma edição da Operação Fim de Ano, com ações intensificadas nos aeroportos de maior movimento do país durante o Natal e o Réveillon. O objetivo é acompanhar a movimentação nos aeroportos durante o período de maior fluxo, garantindo a prestação adequada e segura do serviço de transporte aéreo aos passageiros. 

A iniciativa é realizada em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), que pediu apoio da Aeroportos Brasil (ABR) e da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) no reforço do monitoramento do atendimento aos passageiros.

A operação contará com reforço de servidores da Anac em todas as regiões do Brasil, que atuarão, de forma descaracterizada, simultaneamente em aeroportos de 15 estados. Os passageiros devem estar atentos às regras e orientações das Resoluções nº 400/2016 e nº 280/2013 da Anac, que tratam, respectivamente, da assistência em casos de atrasos e cancelamentos de voos e da acessibilidade, as quais serão observadas em todo o país.  

A iniciativa soma-se às ações já realizadas em 2025, ano em que a Agência fiscalizou 76 bases de empresas aéreas e 30 operadores aeroportuários. “O fim de ano é um período de maior movimento nos aeroportos, o que exige atenção redobrada. A Anac está atenta para assegurar aos usuários do transporte aéreo tranquilidade e segurança nas viagens”, afirma o diretor-presidente da Agência, Tiago Faierstein. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac e do MPor 

A escolha mais estratégica da aviação está na cor que poucos questionam

Quando vemos um avião no céu, a primeira coisa que chama atenção é a cor branca, quase sempre. Você pode até se perguntar por que, se há tantas opções de cores, a escolha recai quase que sempre sobre o branco. Em 2025, a explicação vai além da estética, a cor branca oferece vantagens práticas que envolvem segurança, economia e eficiência.

O branco reflete o calor e mantém o avião mais fresco

Uma das razões mais importantes para os aviões serem pintados de branco é a forma como essa cor reage ao calor. O branco reflete a maior parte da radiação solar, o que ajuda a manter a temperatura interna da fuselagem mais controlada. Isso reduz a necessidade de sistemas de refrigeração mais caros e pesados, além de ajudar no conforto dos passageiros.

A escolha mais estratégica da aviação está na cor que poucos questionam
Uma das razões mais importantes para os aviões serem pintados de branco é a forma como essa cor reage ao calor – Créditos: depositphotos.com / jovannig

Branco facilita a manutenção e a detecção de danos

Uma outra vantagem do branco é que ele facilita a identificação de rachaduras, amassados e outros danos superficiais. Como o branco reflete bem a luz, qualquer sujeira ou imperfeição na pintura fica visível rapidamente, tornando mais fácil para as equipes de manutenção detectar problemas antes que se agravem. Isso é crucial para a segurança da aeronave.

O impacto econômico da escolha do branco

Além de ser mais barato, o processo de pintar o avião de branco também traz economia a longo prazo. A pintura branca requer menos manutenção e não desbota tão rapidamente quanto outras cores. Isso significa que o avião mantém sua aparência e proteção por mais tempo, sem a necessidade de repinturas frequentes.

A escolha mais estratégica da aviação está na cor que poucos questionam
Além de ser mais barato, o processo de pintar o avião de branco também traz economia a longo prazo – Créditos: depositphotos.com / BiancoBlue

Por que outras cores não são tão comuns?

Embora alguns aviões comerciais utilizem cores adicionais para representarem marcas ou designs personalizados, a pintura inteira de outras cores não é tão comum. Isso se deve ao custo extra, à maior necessidade de manutenção e, em alguns casos, ao risco de aumentar a temperatura interna do avião.

Além disso, pintar um avião de cor escura aumenta o risco de deterioração da pintura com o tempo devido ao maior acúmulo de calor. Por essas razões, o branco segue sendo a escolha predominante, com exceções sendo feitas apenas por motivos específicos, como branding e marketing.

Fonte: Correio Braziliense

Civil Air Patrol amplia sua frota com 15 novos aviões Cessna para apoiar missões de resgate e comunitárias

Textron Aviation Inc., uma empresa da Textron Inc. (NYSE: TXT), anunciou hoje que a Civil Air Patrol (CAP), maior operadora de aeronaves Cessna do mundo, está reforçando sua capacidade operacional nacional com a encomenda de mais 15 aviões de motor a pistão, incluindo sete Cessna Skyhawk 172 e oito Cessna Skylane 182 com entrega prevista ao longo de 2026. O pedido vem após a entrega recente de mais dois Cessna Skylane e um Cessna Turbo Stationair HD, expandindo a frota da CAP para mais de 500 aeronaves Cessna em todo o país.

Este comunicado de imprensa inclui multimédia. Veja o comunicado completo aqui: https://www.businesswire.com/news/home/20251215240214/pt/

Delivery of an additional two Cessna Skylane and one Cessna Turbo Stationair HD aircraft joins CAP’s fleet of more than 500 Cessna aircraft nationwide.

As aeronaves Cessna são projetadas e produzidas pela Textron Aviation.

“As missões da Civil Air Patrol exigem aeronaves confiáveis, versáteis e preparadas para agir em momentos decisivos”, afirmou Bob Gibbs, vice-presidente de vendas para missões especiais. “É uma honra ver a CAP seguindo com a Cessna para apoiar operações de salvamento em todo o país”.

Como organização sem fins lucrativos e braço auxiliar da Força Aérea dos Estados Unidos, a CAP atua como um multiplicador de capacidades, oferecendo apoio às forças militares e outros serviços essenciais para agências federais, estaduais e locais. A entidade está presente nos 50 estados do país, em Porto Rico (incluindo as Ilhas Virgens Americanas), no Distrito de Columbia e em mais de 1.400 comunidades.

Somente em 2025, a CAP:

  • voou mais de 100.000 horas;
  • realizou mais de 400 missões de busca e salvamento;
  • registrou mais de 200 ocorrências encontradas;
  • salvou pelo menos trinta pessoas;
  • somou 82% das horas de voo em missões atribuídas pela Força Aérea.

“Essas novas aeronaves reforçam nossa capacidade de responder com agilidade, treinar de forma eficiente e apoiar comunidades em todo o país”, afirmou a Major-General Regena Aye, comandante nacional e CEO da CAP. “A Textron Aviation tem sido uma parceira constante na nossa missão de servir e proteger”.

Possibilidades infinitas para missões especiais

Quando governos, forças militares e clientes do setor comercial precisam de soluções aéreas para missões críticas, eles recorremàTextron Aviation. As soluções de aviação da empresa oferecem o desempenho e as características de voo necessários para enfrentar os desafios específicos das operações de missões especiais. Com qualidade incomparável, versatilidade e baixo custo operacional, os produtos da Textron Aviation são escolhidos para ambulância aérea, inteligência, vigilância e reconhecimento, transporte utilitário, pesquisa aérea, inspeção de voo, treinamento e diversas outras operações especiais.

Sobre a Textron Aviation

Nós inspiramos a jornada de voar. Há mais de 95 anos, a Textron Aviation Inc., uma empresa do grupo Textron Inc., tem unido talentos nas marcas Beechcraft, Cessna e Hawker para projetar e oferecer experiências de aviação excepcionais aos nossos clientes. Com uma linha de produtos que vai de jatos executivos, turboélices e motores a pistão de alto desempenho a soluções para missões especiais, treinamento militar e defesa, a Textron Aviation possui o portfólio de aviação mais versátil e abrangente do mundo, apoiado por uma força de trabalho responsável por mais da metade de todas as aeronaves de aviação geral já produzidas globalmente. Clientes em mais de 170 países confiam em nosso desempenho lendário, confiabilidade e flexibilidade, além de nossa sólida rede global de atendimento, para voos acessíveis e adaptáveis. Para mais informações, visite www.txtav.com.

Sobre a Textron

A Textron Inc. é uma empresa que opera em diversos setores e utiliza sua rede global nas áreas de aviação, defesa, indústria e finanças para oferecer soluções e serviços inovadores aos clientes. A Textron é reconhecida mundialmente por marcas fortes como Bell, Cessna, Beechcraft, Pipistrel, Jacobsen, Kautex, Lycoming, E-Z-GO e Textron Systems. Para mais informações, acesse: www.textron.com.

Certas declarações neste comunicadoàimprensa podem projetar receitas ou descrever estratégias, metas, perspectivas ou outros assuntos não históricos. Essas declarações prospectivas refletem apenas a data em que foram feitas e não assumimos nenhuma obrigação de atualizá-las. Estas declarações estão sujeitas a riscos, incertezas e fatores conhecidos e desconhecidos que podem fazer com que nossos resultados reais diferenciem de forma significativa daqueles expressos ou sugeridos, incluindo, entre outros, alterações nos cronogramas de entrega de aeronaves ou cancelamentos e adiamentos de pedidos.

Sobre a Civil Air Patrol

A Civil Air Patrol é o braço auxiliar civil da Força Aérea dos Estados Unidos, reconhecida pelo Congresso, e uma organização nacional de voluntários dedicada a servir comunidades americanas, salvar vidas e transformar futuros. Com milhares de tripulantes e voluntários treinados atuando nos 50 estados, territórios norte-americanos e mais de 1.400 comunidades ao redor do mundo, a CAP utiliza uma frota versátil de aeronaves, equipes terrestres e programas de cadetes para oferecer serviços de emergência, educação aeroespacial e formação de jovens líderes. Por meio de sua rede nacional, a CAP responde com rapidez para apoiar equipes de resgate em crises que vão de buscas e salvamentos e ajuda em desastres a apoio humanitário e missões designadas pela Força Aérea, além de incentivar o interesse pela aviação e o desenvolvimento de liderança entre jovens. Para mais informações, acesse www.gocivilairpatrol.com.

Sobre a Civil Air Patrol Mission Support

A Civil Air Patrol atua como uma força de confiança para ampliar a capacidade de agências militares, civis e governamentais, oferecendo apoio a missões de forma confiável e acessível em todo o país. A CAP trabalha junto com as forças militares em treinamentos conjuntos, como suporte ao JSTARS, voos de aeronaves remotamente pilotadas substitutas, pesquisas de rotas de baixa altitude e missões para a Task Force North. Sua rede de busca e salvamento reúne equipes aéreas e terrestres especializadas e unidades nacionais como o National Cell Phone Forensics Team, o National Radar Analysis Team e sistemas de aeronaves não tripuladas de pequeno porte, permitindo localizar pessoas e aeronaves desaparecidas com rapidez e eficiência. A CAP também leva tecnologia avançada às operações de emergência e desastres, oferecendo imagens em alta definição, varredura 3D com LIDAR, produtos geoespaciais e perícia em celulares para apoiar decisões em campo. Além disso, serviços como registro fotográfico de danos naturais por ar e terra, suporte aéreo de alerta de tsunami e retransmissão aérea de comunicações garantem que as agências tenham a informação e a conectividade necessárias quando os sistemas tradicionais falham. Para mais informações, acesse www.gocivilairpatrol.com.

O texto no idioma original deste anúncio é a versão oficial autorizada. As traduções são fornecidas apenas como uma facilidade e devem se referir ao texto no idioma original, que é a única versão do texto que tem efeito legal.

Fonte: Portal Comunique-se

Escola de Aviação deve oferecer 20 vagas em curso gratuito para pilotos IFR; entenda!

Maricá avança para um novo patamar na formação profissional e no desenvolvimento econômico com a criação da Escola Municipal de Aviação. A iniciativa faz parte do Programa Voar É Para Todos, que teve seu protocolo de intenções assinado entre a Prefeitura de Maricá, a Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar) e a Secretaria de Educação.

O projeto prevê a formação gratuita de pilotos e mecânicos de aeronaves, por meio do Passaporte Universitário, abrindo caminho para a criação de uma nova cadeia de empregos no município ligada ao setor aeronáutico.

Bolsas, vagas e formação profissional

De acordo com o que foi apresentado, o primeiro edital, previsto para ser lançado em janeiro de 2026, deve ofertar:

  • 20 vagas para formação de pilotos IFR, em curso com duração de um ano;
  • 50 vagas para formação de mecânicos aeronáuticos, com curso de dois anos.

Um dos diferenciais do programa é que, ao final da formação, os alunos selecionados serão automaticamente contratados como monitores da própria escola, etapa fundamental para completar a carga de horas e a experiência exigida para a atuação profissional no setor, inclusive na operação de aeronaves comerciais.

Nova cadeia de empregos em Maricá

Durante a solenidade, o vice-prefeito destacou o caráter estratégico do programa para o futuro da cidade. “O Voar nasce para gerar uma nova cadeia de empregos a partir da profissionalização, com homens e mulheres pilotando e consertando aviões e helicópteros”, afirmou.

O presidente da Codemar, Celso Pansera, também ressaltou o impacto econômico da iniciativa. “São empregos de alto valor agregado, com bons salários”, pontuou.

Já o secretário de Educação, Rodrigo Moura, reforçou que o projeto está alinhado à política de qualificação profissional adotada pelo município. “É um processo de construção em que Maricá avança cada vez mais, e para isso precisamos capacitar a nossa população”, disse.

Regras do edital e vínculo com o Passaporte Inova

Segundo as informações preliminares, o edital deve trazer critérios específicos de participação, incluindo a exigência de que os candidatos morem em Maricá há pelo menos cinco anos. A medida está ligada ao fato de que os cursos devem integrar o Passaporte Inova, programa criado por lei e que já foi tema de reportagem aqui no Maricá Info.

Com a Escola Municipal de Aviação, Maricá aposta em um setor estratégico, investe em qualificação de alto nível e amplia as oportunidades para moradores em áreas com forte demanda e remuneração acima da média do mercado.

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Fonte: Marica Info

Alistamento Militar Feminino

Mulheres que completarem 18 anos em 2025 poderão, pela primeira vez, se alistar nas Forças Armadas. A iniciativa foi anunciada, nesta quarta-feira (28/08), pelo ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, em evento de celebração dos 25 anos do Ministério da Defesa, realizado em Brasília.  Conforme o Decreto nº 12.154, de 27 agosto de 2024, assinado pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o alistamento feminino será de caráter voluntário. 

Inicialmente, serão ofertadas 1.500 vagas, sendo que o recrutamento terá início em 2025 e a incorporação a uma das organizações militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, a partir de 2026. A iniciativa está sendo adotada de maneira inédita pelos Comandos das Forças Armadas, após período de estudos em conjunto com Ministério da Defesa. Por lei, o alistamento tem duração de 12 meses, podendo ser prorrogado a cada período de um ano até o prazo máximo de oito anos. Divulgação Exército

Critérios – De acordo com o decreto, o período de alistamento se dará entre os meses de janeiro e junho, mesmo período do alistamento masculino – devendo as voluntárias completarem sua maioridade no ano de inscrição e, ainda, residir em algum dos municípios que possuem Organização Militar e que foram contemplados com essa iniciativa pioneira. A partir do ato oficial de incorporação, o Serviço Militar será de cumprimento obrigatório, ficando a militar sujeita às obrigações e deveres previstos na Lei 4.375/64 e ao respectivo regulamento de cada Força. Divulgação Força Aérea

Mulheres nas Forças – Atualmente, as Forças Armadas possuem 37 mil mulheres, o que corresponde a cerca de 10% de todo o efetivo. Com a adoção do alistamento, o número de oportunidades deve crescer gradativamente. Hoje, as mulheres atuam nas Forças principalmente nas áreas de saúde, ensino e logística ou têm acesso à área combatente por meio de concursos públicos específicos em estabelecimentos de ensino, como o Colégio Naval (CN), da Marinha, a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) e a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), da Aeronáutica. 

Fonte: Ministério da Defesa

Aumento de 10% no movimento de passageiros é a previsão para essa temporada no Aeroporto de Brasília

O mês de dezembro marca tradicionalmente o início do primeiro grande pico da temporada de verão. Com a aproximação das festividades de fim de ano e das férias escolares, o Aeroporto Internacional de Brasília se prepara para receber um fluxo expressivo de passageiros, reforçando sua posição como um dos principais hubs aéreos do país.

A Inframerica, administradora do terminal, projeta a movimentação de 970 mil passageiros entre os dias 15 de dezembro e 5 de janeiro de 2026, um aumento estimado de 10% em relação ao mesmo período de 2024. Estão previstos 6.500 voos, incluindo 233 operações extras adicionadas pelas companhias aéreas para atender à demanda típica da época.

Os dias de maior fluxo também já estão mapeados. A expectativa é de movimento intenso em 19 e 30 de dezembro e em 5 de janeiro, datas que antecedem o Natal e o Ano Novo e marcam o retorno das comemorações. Em cada um desses dias, o aeroporto deve receber cerca de 49 mil passageiros.

Os destinos mais procurados no período incluem São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Salvador. Também apresentam forte busca cidades como Foz do Iguaçu, Manaus e Curitiba.

No segmento internacional, a expectativa é igualmente positiva. O aeroporto prevê 381 voos internacionais, sendo 81 deles extras, e a circulação de aproximadamente 60 mil passageiros entre embarques e desembarques. Brasília oferece voos diretos para nove destinos fora do país: Miami, Orlando, Lisboa, Cancún, Bogotá, Cidade do Panamá, Buenos Aires, Lima e Santiago, reforçando seu papel como porta de entrada e saída do Brasil fora do eixo Rio–São Paulo.

O Aeroporto de Brasília tem voos diretos para todas as capitais brasileiras e se destaca como um dos principais pontos de conexão do território nacional. Cerca de 40% das operações são de passageiros em trânsito. Esse cenário torna Brasília um local ideal para aproveitar as opções de stopover oferecidas pelas companhias aéreas, permitindo ao viajante conhecer duas cidades pelo preço de uma. O passageiro pode permanecer até três dias no Distrito Federal, na ida ou na volta, sem custo adicional no bilhete.

Dicas importantes da Inframerica para a alta temporada:

– Chegue ao aeroporto com antecedência mínima de 2 horas para voos domésticos e 2h30 para voos internacionais;

– Para agilizar a inspeção no raio-x, retire objetos metálicos como cintos, relógios, chaves, moedas e celulares. Notebooks devem ser retirados da bagagem e colocados nas caixas para verificação. Lembre-se de que itens cortantes ou perfurantes são proibidos na bagagem de mão. Despache-os para evitar o descarte no canal de inspeção;

– Vai viajar para o exterior? Verifique a validade do passaporte, vistos exigidos para o destino e vacinas obrigatórias;

– Para voos domésticos, é necessário apresentar documento oficial com foto: passaporte, RG, CNH, carteiras profissionais ou carteira de trabalho. Versões digitais também são aceitas. Atenção redobrada à documentação necessária para menores de 16 anos;

– Mantenha malas e bagagens de mão sempre sob sua supervisão. Por segurança, nunca deixe seus pertences desacompanhados. O conteúdo das malas é de responsabilidade do passageiro, pois transportar objetos de terceiros pode representar riscos.

Informações da Inframerica

Aberta consulta pública sobre melhorias nas descrições de infração às regras da Anac

Contribuições devem ser enviadas até o dia 22/1 pela plataforma Brasil Participativo


AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac) abriu a Consulta Pública nº 13/2025 para que regulados e sociedade contribuam com a proposta de revisão parcial da Resolução nº 762, de 18 de dezembro de 2024, que traz os valores de multas e as infrações à regulamentação da aviação civil. Também está aberta para sugestões a emenda ao Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) nº 153, intitulado Aeródromos – operação, manutenção e resposta à emergência. As contribuições devem ser enviadas até o dia 22 de janeiro de 2026, pela plataforma Brasil Participativo

O objetivo da consulta, lançada no dia 8 de dezembro, é dar maior clareza a descrições de infrações administrativas previstas na RES nº 762/2024, especificar novas condutas infracionais também com o intuito de tornar mais clara sua incidência, superar potenciais redundâncias com infrações já previstas no RBAC nº 153, bem como atualizar o formato de definição dos valores de multa previstos no regulamento.   

Regulação Responsiva: novas regras valem a partir de 1º de janeiro
A partir de 1º de janeiro de 2026, a Anac começa aplicar as novas regras relacionadas ao modelo de regulação responsiva na aviação civil. A atuação será orientada pelas Resoluções nº 761 e 762, de 18 de dezembro de 2024, trazendo novas disposições que modernizam o processo sancionador e ampliam as estratégias de fiscalização e de promoção da conformidade regulatória no setor.  

O objetivo da Agência é privilegiar o diálogo, o monitoramento contínuo, a atuação preventiva e educativa, a colaboração entre regulador e regulados, além da adoção de mecanismos de incentivo à conformidade regulatória e às boas práticas, reforçando os mecanismos de mitigação a riscos e viabilizando a adoção de sistemas mais dinâmicos de análise e decisão. 

Principais mudanças trazidas pelas novas regras  

  • Atualização da sistemática de avaliação de não conformidades e lavratura de autos de infração, adotando-se modelo de decisão com maior capacidade de ponderação sobre o histórico de conformidade e cooperação dos agentes regulados; 
  • Incentivos à cooperação entre os profissionais, operadores e organizações do setor e a Anac, incluindo reforço à proteção das informações voluntariamente compartilhadas com a Agência na busca por melhoria contínua da qualidade e da segurança das operações;  
  • Ampliação do leque de providências administrativas, com a inclusão de sanções como advertência, obrigação de fazer e obrigação de não fazer, inspiradas em experiências bem-sucedidas de outros órgãos reguladores;  
  • Revisão dos valores das sanções pecuniárias, incluindo fator de proporcionalidade ao porte das operações e ampliação do rol de circunstâncias atenuantes e agravantes a serem aferidas em cada caso;  
  • Incentivos à consensualidade, com aplicação de descontos para reconhecimento da infração e renúncia ao recurso administrativo, fixando novas balizas para a pactuação de soluções alternativas à sanção;   
  • Revisão do rito do processo administrativo sancionador, incluindo a ampliação de competências da segunda instância administrativa, a adoção da contagem de prazos em dias úteis, a otimização das regras relativas a diligências, além da atualização das disposições sobre comunicação e interação processual.  

Ao longo de 2025, a Anac ajustou fluxogramas de atividades e especificações de sistemas informatizados internos, além de ter feito a integração das informações e disseminação das novas estratégias entre as áreas técnicas relacionadas. As novas disposições buscam tornar mais ágil e assertivo o ciclo de fiscalização e aplicação de providências e incentivos administrativos, aperfeiçoando a capacidade de atuação sistêmica e de indução do setor. 

Esse novo perfil de atuação contará também com a participação ativa dos regulados, cujos comportamentos e o históricos de desempenho serão considerados de forma mais ampla, e orientarão a intervenção para os casos de erros e falhas pontuais, desde que não envolvam maiores fragilidades, bem como a atuação mais rigorosa diante de condutas graves ou reiteradas, exigindo respostas punitivas proporcionalmente maiores. 

Os detalhes sobre as novas resoluções que entrarão em vigor e as portarias que direcionam a atuação das áreas técnicas da Anac estão na página da Regulação Responsiva. Para os regulados, há ainda os canais Fale com a Anac para atendimento e esclarecimento de dúvidas. 


Assessoria de Comunicação Social da Anac

Vasp mantém posse de prédio em frente ao aeroporto de Congonhas

O imóvel que abrigava a sede da Vasp, em frente ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, nunca foi usado para serviços essenciais do aeroporto e, portanto, não é propriedade da União.

Esse é o entendimento da 1ª Câmara de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo, que negou provimento a um recurso da União e da Aena (atual concessionária do aeroporto) contra a companhia aérea falida.

A União e a concessionária ajuizaram uma ação contra a Vasp reivindicando a posse da área do imóvel. A União alegou que o terreno pertence a ela, citando um contrato firmado entre a companhia e o estado de São Paulo que previa a devolução do prédio depois do fim do acordo.

Dessa forma, pediu o reconhecimento de sua propriedade do imóvel, a anulação do registro imobiliário que colocou o prédio em nome da Vasp e a entrega à atual concessionária do aeroporto. Em primeiro grau, todos os pedidos foram rejeitados.

As autoras recorreram com os mesmos argumentos. A União, dessa vez, também alegou que a Justiça estadual não tem competência para julgar o caso e pediu o envio dos autos à Justiça Federal.

Primeiramente, a preliminar de incompetência foi rejeitada. O relator, desembargador Rui Cascaldi, explicou que a questão já foi levada ao Superior Tribunal de Justiça, que fixou a competência do juízo de falência para o caso, ainda que a União figure como parte.

De quem é o imóvel?

A controvérsia, então, é se a titularidade do imóvel deveria ser passada à União ao fim do contrato de concessão celebrado entre a Vasp e o estado de SP em 1946. Dentro desse contexto, conforme os autos, o estado doou o imóvel à Vasp em 1986. A validade dessa doação, portanto, também foi discutida na ação.

O principal argumento das apelantes é que o imóvel, por ter sido desapropriado pelo estado para ampliação do aeroporto e por abrigar atividades acessórias (essenciais ao aeroporto), integra o acervo da concessão e, portanto, deveria ter sido passado à União automaticamente ao término do contrato.

A Vasp, contudo, já ocupava o prédio antes da celebração do acordo de concessão de 1946. Isso contrariou a alegação da União de que o imóvel foi cedido depois da assinatura do acordo.

Os documentos do processo também indicaram que o imóvel nunca foi tratado como parte do patrimônio do aeroporto.

“O Termo de Incorporação Administrativa lavrado em 30/11/1978, que formalizou a entrega dos bens do aeroporto à União, representada pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), não incluiu o imóvel em questão — exclusão essa, realizada com a participação de representantes da União (Ministério da Aeronáutica e Infraero), que é um forte indicativo de que, já naquela época, o bem não era considerado parte do acervo reversível”, escreveu Cascaldi.

A União também não conseguiu comprovar que o prédio abrigava serviços essenciais do aeroporto, o que comprometeu sua argumentação. Uma inspeção judicial atestou que o imóvel era usado para atividades de natureza corporativa e privada, como administração da empresa.

O relator disse que o imóvel está inutilizado desde a falência da Vasp, em 2008, sem qualquer impacto nas operações do Aeroporto de Congonhas, “o que seria impensável se fosse um bem essencial”. Ao fim da análise, o desembargador entendeu que o prédio não é um bem reversível.

“A apelante insiste na tese da reversão automática e incondicionada, citando o artigo 35 do Decreto 20.914/1932 e jurisprudência (REsp 1.059.137). Contudo, a aplicação desse instituto pressupõe que o bem em questão seja, de fato, um ‘bem reversível’; ou seja, integrante do acervo da concessão e afetado ao serviço público. Como demonstrado, não é o caso do imóvel em apreço”, escreveu Cascaldi. Ele negou provimento ao recurso e foi acompanhado de forma unânime pelo colegiado, que manteve a sentença de primeiro grau e o imóvel em posse da Vasp.

Clique aqui para ler o acórdãoProcesso 0004506-88.2015.8.26.0100

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