Proposta é aprofundar cooperação com centros judiciais que têm mediadores e conciliadores capacitados para atendimento ao público
Odiretor-presidente substituto da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Roberto Honorato, e o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, reuniram-se na quinta-feira, 15 de maio, com o objetivo de aprofundar a cooperação entre as duas entidades no fomento à resolução de conflitos de consumo no setor aéreo por meio da conciliação. As autoridades reconheceram a importância da adoção de iniciativas conjuntas no âmbito do Movimento pela Conciliação, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com a participação de órgãos do Poder Judiciário e diversas entidades públicas e privadas parceiras.
Será aprofundada a cooperação entre a Anac e os aproximadamente dois mil Centros Judiciais de Solução de Conflitos (Cejusc), que já contam com mediadores e conciliadores capacitados para o atendimento ao público na resolução extrajudicial de conflitos de consumo. Além disso, foi noticiado o desenvolvimento de novas funcionalidades tecnológicas pela Anac que terão o objetivo de facilitar a resolução de conflitos de consumo diretamente entre passageiros e empresas aéreas.
O ministro Buzzi enfatizou a relevância não apenas do esforço pela redução do volume das demandas judiciais que já estão em andamento, mas também pela disponibilização de alternativas para que os passageiros resolvam seus conflitos de consumo sem a necessidade de ajuizamento de novas ações.
O diretor-presidente da Anac, Roberto Honorato, ressaltou que o estímulo à solução extrajudicial de conflitos de consumo é uma prioridade para a Agência. Nesse sentido, a Anac determinou, desde 2019, que todas as empresas brasileiras e estrangeiras de transporte aéreo público regular de passageiros estão obrigadas a estar na plataforma Consumidor.gov.br, administrada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), e a responder as reclamações dos usuários dos serviços no prazo de até dez dias. A estratégia tem mostrado resultados concretos: o índice de resolução de reclamações de passageiros na plataforma ultrapassa 80%, e o tempo médio de resposta é inferior a cinco dias.
Participaram também do encontro, por parte da Anac, o superintendente interino de Acompanhamento de Serviços Aéreos, Yuri Cherman, e a gerente de Regulação das Relações de Consumo, Patricia Semensato Cabral. Pelo STJ, esteve presente na reunião a chefe de Gabinete do ministro Buzzi, Andreia Ramos Pereira.
Versão 2.3 do app torna a jornada do aspirante à piloto mais simples e ainda inclui a emissão do CHT no próprio aplicativo
Para quem tem o sonho de se tornar piloto, o Super App da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) é o caminho para facilitar essa jornada inicial. Com funcionalidades que simplificam o processo burocrático ao público que deseja ingressar ou evoluir na aviação civil, seja como piloto de avião, helicóptero ou planador, o aplicativo é uma ferramenta que veio para facilitar a experiência dos usuários.
Em sua versão 2.3, o Super App da Anac possibilita ao usuário consultar todas as habilitações que estejam associadas a uma licença, além de poder baixar e compartilhar o Certificado de Habilitação Técnica (CHT). Essa atualização também traz uma nova tela para consulta do extrato consolidado de horas de voos por categoria, função a bordo e habilitação.
A ferramenta é a porta de entrada para a carreira de piloto na aviação civil, reunindo tudo o que o aspirante a piloto precisa para sua jornada. O app foi construído com inteligência que oferece uma experiência personalizada baseada no perfil de cada usuário. O aplicativo envia notificações dos prazos e orientações sobre os documentos necessários para cada etapa da trajetória do profissional, facilitando o processo.
A plataforma oferece todas as informações necessárias para o ingresso na profissão, acesso rápido e fácil e suporte proativo, desburocratizando o processo e de forma digital, sem precisar de papel.
Diferenciais do Super App da Anac
Emitir o Certificado de Habilitação Técnica (CHT) sem precisar de despachante;
Gerenciar os cursos realizados;
Consultar clínicas e médicos credenciados para fazer os exames médicos;
Encontrar escolas de formação credenciadas pela Anac;
Contabilizar horas de voo;
Confirmar voos pendentes;
Consultar todas as habilitações associadas a uma licença;
A reunião proporcionou troca de experiências, análise de resultados operacionais e debates entre os Comandantes das Unidades
O Comando de Preparo (COMPREP) da Força Aérea Brasileira (FAB) realizou, entre os dias 14 e 17/05, a Primeira Reunião de Aprendizado Estratégico Setorial (RAES) de 2025, no Centro Militar de Convenções e Hospedagem da Aeronáutica (CEMCOHA), em Salvador (BA). O evento contou com a presença do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, que ministrou uma palestra a Oficiais-Generais, Comandantes, Chefes e Diretores de Unidades subordinadas ao COMPREP.
Conduzido pelo Comandante de Preparo, Tenente-Brigadeiro do Ar Raimundo Nogueira Lopes Neto, o evento reuniu lideranças da Força Aérea Brasileira para discutir os desafios e avanços no preparo e na prontidão das Unidades operacionais da FAB.
O Comandante da Aeronáutica destacou a importância estratégica da RAES como ferramenta de integração e alinhamento institucional. “Reuniões como esta são fundamentais e têm uma relação direta com outros encontros de governança importantes que realizamos no âmbito da Força. Foi essencial para trazer um panorama mais atual do COMAER [Comando da Aeronáutica], permitindo que o efetivo do Preparo e Emprego tenha uma visão mais ampla de outras atividades ligadas ao mundo político, econômico e a projetos estratégicos da FAB”, afirmou o Tenente-Brigadeiro do Ar Damasceno.
A RAES proporcionou um espaço de troca de experiências, análise de resultados operacionais e debates entre os Comandantes das Unidades subordinadas ao COMPREP, reforçando o comprometimento da Força com a excelência operacional e a sinergia entre os diversos níveis de comando.
“O COMPREP tem como missão garantir que nossas unidades estejam sempre preparadas para qualquer tipo de demanda. E esse preparo começa com o alinhamento de ideias e propósitos. A RAES não é apenas um momento de avaliação, mas também de troca intensa e de fortalecimento da nossa coesão operacional. Saí muito satisfeito, vendo que aprendemos entre nós mesmos e isso é o avanço desta atividade”, destacou o Tenente-Brigadeiro Nogueira.
A realização da I RAES de 2025 consolida o compromisso da Força Aérea Brasileira com a cultura de prontidão, da atualização doutrinária e da excelência no emprego do Poder Aeroespacial.
Começou ontem, 18 de maio, em Cancún, no México, e continuará até amanhã, 20, a Conferência ALTA CCMA & MRO 2025, reafirmando seu papel como o principal ponto de encontro para a cadeia de suprimentos de manutenção de aeronaves na América Latina e no Caribe.
Realizado anualmente pela Associação Latino Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA), o evento reúne em torno de 600 executivos do setor busca por soluções práticas e sustentáveis para os desafios da manutenção aeronáutica — um setor impactado pela maior utilização das frotas, que eleva os custos de manutenção, pelo aumento no preço de peças e serviços, pela escassez de aeronaves novas e pela falta de mão de obra qualificada.
A abertura das sessões acadêmicas foi liderada pelo CEO da ALTA, Peter Cerdá, que destacou o forte crescimento da indústria da aviação na região – com 470 milhões de passageiros transportados em 2024 e 4,4 milhões a mais apenas no primeiro trimestre de 2025.
Ele chamou a atenção para os desafios que já pressionam o setor, além das restrições tarifárias e comerciais, como escassez de aeronaves, gargalos na cadeia de suprimentos e capacidade limitada de MRO. Cerdá destacou que a chave está na colaboração entre todas as partes da cadeia – companhias aéreas, fornecedores, MROs, reguladores e governos – para transformar crescimento em desenvolvimento real e sustentável.
A agenda do primeiro dia da conferência proporcionou insights técnicos e estratégicos adaptados aos desafios atuais da indústria. À tarde, o foco mudou para o fortalecimento das relações entre companhias aéreas e fornecedores, com reuniões privadas e mais de 2.000 mini reuniões – uma dinâmica intensa de networking que impulsiona oportunidades de negócios concretas.
Imagem: Divulgação – ALTA
A conferência continua a ser uma plataforma estratégica para gerar conexões, impulsionar soluções e promover o crescimento sustentável em toda a indústria de aviação regional.
Lista com as inscrições homologadas para participar do sorteio será divulgada no dia 20/5 no portal da Anac
AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai sortear, no dia 21 de maio, às 10h, os participantes do Dia da Aviação Inclusiva. Serão sorteadas cinco pessoas para realizar voos de incentivo em um avião monomotor adaptado para pilotos com deficiência. Ao todo 60 pessoas poderão assistir às palestras do evento, que acontece em 11 de junho, em Campinas (SP).
A lista oficial com o resultado do sorteio para os voos e para as palestras será divulgada no dia 22 de maio no portal da Agência. Em seguida, será aberto prazo para apresentação dos recursos, de 23 a 26 de maio.
As inscrições foram encerradas no dia 19 de maio, e foram oferecidas 60 vagas no total para participação no evento:
5 vagas, preferencialmente para pessoas com deficiência realizarem um voo de incentivo e participarem de uma sessão em simuladores de voo;
Até 60 vagas disponíveis para participação nas palestras do evento.
Os candidatos foram distribuídos em três grupos para o sorteio:
Grupo A – Pessoas com deficiência física gerada por impedimentos nos membros inferiores;
Grupo B – Pessoas com deficiência de outras naturezas não compreendidas no Grupo A;
Grupo C – Pessoas sem deficiência declarada.
Terão prioridade para o sorteio dos voos, as pessoas do Grupo A, em seguida as dos grupos B e C, que poderão ser contemplados caso as cinco vagas não sejam preenchidas por pessoas com deficiência do Grupo A.
Evento
O Dia da Aviação Inclusiva é um evento realizado pela Anac em parceria com a Safe Escola de Aviação, sediada em Campinas (SP). Acontecerá no dia 11 de junho de 2025, das 9h às 17h, no Hangar da Safe Escola de Aviação. Endereço: Rua Sylvia da Silva Braga, 415 – Hangar 39 – Jardim Santa Mônica. Campinas (SP). CEP: 13082-105.
Os custos com alimentação, hospedagem e transporte (aéreo ou terrestre) serão por conta dos participantes.
A Azul Linhas Aéreas, parceira do programa Asas para Todos, vai oferecer passagens de ida e volta para os cinco sorteados e um acompanhante para cada um, se for necessário. Os aeroportos de embarque e desembarque estão detalhados no Edital nº 14/Anac/2025, onde estão todas as informações para a participação no evento.
Voar é para todos
Este é um projeto do programa Asas para Todos da Anac, que promove a inclusão de pessoas com deficiência na aviação civil, especialmente na aviação leve esportiva.
O evento Dia da Aviação Inclusiva faz parte do projeto e é realizado pela Anac com apoio de parceiros como a Safe Escola de Aviação, Agência Europeia para a Segurança da Aviação (Easa), Alli Per Tutti (Itália) e Azul Linhas Aéreas.
O objetivo é incentivar a diversidade, inclusão e formação de pessoas no setor da aviação.
Nesta terça-feira (13), a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informou que realizará, no próximo dia 2 de junho de 2025, em São José dos Campos (SP), um encontro entre a comunidade da aviação civil brasileira e a ASTM International (American Society for Testing and Materials), órgão norte-americano de normalização com atuação internacional.
O objetivo do evento é esclarecer o processo de desenvolvimento de normas voluntárias consensuais e destacar a importância da participação ativa da indústria brasileira nesse cenário global.
A ASTM International é amplamente reconhecida por desenvolver normas técnicas que envolvem especialistas, representantes da indústria, agências governamentais, universidades e outras instituições. Na área da aviação civil, a organização mantém comitês técnicos especializados, como o F37 (Aeronaves Leves Esportivas – ALE/LSA), o F38 (Sistemas de Aeronaves Não Tripuladas – UAS/Drones) e o F44 (Aeronaves da Aviação Geral).
Atualmente, a representação brasileira nesses comitês é considerada baixa, o que limita a influência do país na definição de padrões que impactam diretamente o setor. O evento busca, portanto, sensibilizar profissionais, empresas e instituições brasileiras sobre a relevância do engajamento nesse processo normativo, promovendo maior representatividade e voz nos fóruns internacionais.
O evento começará às 14h no Auditório 3 do Parque de Inovação Tecnológica (PIT). A participação é gratuita, mediante inscrição prévia por meio de formulário, que pode ser acessado clicando aqui.
Programação do Encontro:
14h: Abertura
14h05 – 15h30: Apresentação da ASTM e Sessão de Perguntas e Respostas – Joe Koury (ASTM International) – Palestra em inglês
15h30 – 15h45: Coffee Break
15h45 – 17h: Destaques dos tópicos em discussão nos comitês da ASTM International:
Piloto e youtuber é o convidado desta semana do No Lucro, da CNN
O piloto e youtuber Lito Sousa descreveu, em entrevista ao No Lucro, da CNN, como tornou o seu canal Aviões e Músicas e sua presença na internet uma fonte de renda e defendeu a importância de investir no próprio produto.
“O que a aviação me ensinou é isso: você vai gastar muito pra manter a qualidade do seu serviço. Só que você vai chegar onde chegou. Quer dizer, você vai chegar muito mais longe”, disse Lito.
“Nós sempre tivemos a noção de que 80% do nosso faturamento é reinvestido na empresa. Os outros 20% é o que a gente usa”, acrescentou o especialista em aviação.
Segundo o youtuber, a popularidade de seu canal se deve ao fato de que ele conseguiu democratizar as informações sobre aviação.
“Quando eu comecei o canal e o blog, eu fazia um conteúdo mais técnico, mais voltado para o nicho dos profissionais de aviação. Mas eu pensei que isso seria um limitante se eu não atingisse o grande público. E eu comecei uma estratégia mesmo de falar mais simples, conteúdos mais populares para todo mundo entender”, disse.
Lito destacou que não era piloto na época em que começou a falar de aviação nas redes, mas decidiu ir atrás da formação como piloto para ganhar mais autoridade.
“Pelo fato de eu não ser piloto, existia uma reação feroz, e de baixo nível, contra a minha pessoa, querendo me desqualificar”, lembrou. “Então, eu falei o seguinte: ‘Eu não sou piloto, então, eu vou ser piloto. E mais do que isso, eu vou mostrar pras pessoas que todo mundo pode ser piloto’.”
O 56º aniversário do 6º Sexto Esquadrão de Transporte Aéreo (ETA) é comemorado como exemplo da aviação que salva vida, com o transporte de 739 órgãos para para transplantes. Em cerimônia militar realizada nesta segunda-feira (12), o 6° ETA – Esquadrão Guará, localizado na Base Aérea de Brasília (BABR), celebrou 56 anos de criação. A solenidade presidida pelo Comandante Interino da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Pedro Luis Farcic, Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), contou com a presença do Comandante de Preparo, Tenente-Brigadeiro do Ar Raimundo Nogueira Lopes Neto, do Secretário de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar, Ary Soares Mesquita, além de outros Oficiais-Generais e ex-integrantes do Esquadrão Guará. “O 6º ETA é um Esquadrão diferenciado desde a sua criação, pois é responsável por nossa missão de ‘Integrar’. Com isso, cumprem-se missões, tem-se uma doutrina muito bem firmada, com pilotos e tripulantes dedicados a essa missão e disponíveis para decolar a qualquer tempo, a qualquer hora e para qualquer lugar. É um Esquadrão que dá orgulho para a Força Aérea Brasileira”, afirmou o Tenente-Brigadeiro do Ar Farcic.
Ao longo dos 56 anos, o Esquadrão já voou quase 370 mil horas, com pilotos que operaram 12 tipos diferentes de aeronaves. Entre as principais missões, o Tenente-Brigadeiro do Ar Ary, ex-comandante do 6º ETA, destaca o transporte de órgãos. “Essa missão é fundamental, não apenas para o Esquadrão, mas para a Força Aérea inteira. Milhares de famílias foram brindadas com essa opção que o 6º ETA oferece, que é levar órgãos para entes queridos, levando uma nova chance de vida. É uma missão maravilhosa e o ETA realiza com primazia na FAB”, garante. Desde 2017 – quando iniciou a contabilização dos transportes de órgãos -, 739 órgãos e tecidos para transplantes foram transportados, o que representa 35% do que a Força Aérea já transportou até o momento. “Temos muito orgulho de celebrar esta data, pois é um momento em que conseguimos verificar tudo o que fizemos e as conquistas que estamos trabalhando para alcançar”, diz o Comandante do 6° ETA, Tenente-Coronel Aviador Daniel Rodrigues Oliveira. Em 2023, por exemplo, foram transportados 100 órgãos. A cerimônia foi marcada ainda pela entrega do distintivo do Esquadrão aos Oficiais Aviadores, mecânicos e comissários recém transferidos. “Era um Esquadrão que eu já sonhava fazer parte desde que entrei na Aeronáutica. Para mim, é um grande orgulho, pois representa dedicação e profissionalismo gigantes”, comenta o Tenente Aviador Pedro Batista Nogueira Teles da Silva. O desfile militar contou também com a presença de ex-integrantes do Guará.
Criação
O 6° ETA foi criado em 12 de maio de 1969 por meio da Portaria Reservada n° 12/GM3 com o objetivo de descentra- lizar as operações de transporte aéreo e realizar as missões de transporte aeroterrestre, logístico, lançamento de cargas, eva- cuação aeromédica, humanitárias e de socorro a vítimas em casos de desastres naturais. O Esquadrão é subordinado à Base Aérea de Brasília (BABR), realizando missões em todas as regiões do Brasil. O primeiro comandante foi o Major Aviador Célio Seda, até hoje referenciado pelo Esquadrão.
Inauguração de novo centro de pesquisa no Norte de Minas, para viabilizar esse uso da planta, foi destacada nesta segunda (12), em audiência da Comissão de Minas e Energia da ALMG.
De um lado, a dificuldade de se eletrificar aviões comerciais em função, por exemplo, do peso das baterias. Do outro, a macaúba, uma árvore típica do semiárido e do Cerrado que produz de sete a dez vezes mais óleo para biocombustível por hectare do que a soja e pode ser usado largamente na aviação.
A exploração em grande escala dessa planta promete unir as duas pontas desse mercado por meio de um centro de tecnologia e inovação do agronegócio que deve ser inaugurado no próximo mês na região de Montes Claros (Norte).
Esse avanço foi destacado em audiência pública da Comissão de Minas e Energia realizada na tarde desta segunda-feira (12/5/25), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A reunião atendeu requerimento do presidente da comissão, deputado Gil Pereira (PSD).
Além do potencial energético, Gil Pereira lembrou que a macaúba é uma cultura perene e que não compete com a produção de alimentos, já que pode ser usada para recuperar terras degradadas. Por esse motivo, segundo ele, a empresa de energia Acelen se programa para, por meio da melhoria genética e de cultivo, estabelecer em Minas Gerais uma cadeia de produção de biocombustíveis a partir dessa planta.
Graças ao investimento de R$ 314 milhões, o Centro de Tecnologia e Inovação do Agronegócio, o Acelen Agripark, foi construído em uma área de 138 hectares. Ele terá no futuro capacidade para produção de 1,7 milhão de sementes por mês e 10,5 milhões de mudas por ano, conforme lembrou o presidente da Comissão de Minas e Energia.
O investimento inicial da Acelen no Brasil é de US$ 3 bilhões, com potencial é de gerar até 85 mil postos de trabalho diretos e indiretos, sobretudo voltados para a agricultura familiar, e movimentar até 2035 um total R$ 40 bilhões na economia nacional.
Tudo isso graças a palmeira bem conhecida pela população norte-mineira que alcança até 25 metros de altura, frutos marrom-amarelados, espinhos e, o melhor, boa tolerância a ambientes secos, ao estresse hídrico e a variações climáticas. Uma biorrefinaria baiana será o destino do óleo produzido em solo mineiro.
A deputada Carol Caram (Avante), que também integra a Comissão de Minas e Energia, reforçou o otimismo do colega com esse novo empreendimento. “Precisamos explorar novas fronteiras na produção de energia. Temos o exemplo da Cemig que não consegue mais dar conta das demandas de infraestrutura em nosso Estado. E nada melhor do que achar novos caminhos de desenvolvimento de forma sustentável”, completou.
A macaúba recupera terras degradadas e do seu fruto é extraído óleo que pode tornar a aviação mundial mais sustentável Álbum de fotosFoto: Elizabete Guimarães
Solução de problema global pode passar pelo Norte de Minas
É pela possibilidade de uso na produção de biocombustível para aviação comercial que a macaúba parece mais promissora. É o que explicou, em sua apresentação na audiência, o vice-presidente Operacional da Acelen Renováveis, Marcelo Cordaro.
Segundo ele, atualmente, 23% da emissão de gases de efeito estufa é feita em função da mobilidade, e a aviação em geral é responsável por 3% disso. Embora possa parecer pouco, trata-se de um custo alto, com poucas alternativas. É aí que entra a macaúba como matéria-prima do combustível sustentável de aviação, ou SAF, sigla em inglês que representa esse filão de mercado.
Essa opção pelo Norte de Minas, segundo ele, pareceu a mais lógica e rápida após cerca de dois anos e meio de prospecção da empresa, tanto que o Acelen Agripark a ser inaugurado no próximo mês levou apenas dez meses para ser erguido.
“Nosso ponto de partida foi o contexto das mudanças climáticas e a necessidade de novos combustíveis renováveis como solução em termos de mobilidade para reduzir o aquecimento global”, justificou.
Produção do óleo de macaúba gera novos investimentos no Norte de MinasTV Assembleia
“Não podemos desmatar ou substituir a produção de alimentos. O fato de a macaúba ser nativa traz vantagens até pelo conhecimento acumulado de forma popular e pelas universidades para explorar essa cultura de forma vertical e em grande escala, mas também sustentável”, avalia Marcelo Cordaro.
O biocombustível emite até 80% menos emissão do combustível fóssíl e a expectativa da empresa é de que a macaúba se torne a biomassa mais competitiva do mundo tanto em termos de SAF quanto para motores movidos a biodiesel (HVO), no caso de veículos terrestres e navios.
Além da aptidão regional para o cultivo e do clima favorável, a empresa levou em conta a disponibilidade de terras para plantio e, futuramente, instalação dos hubs de extração de óleo. “E as biorrefinarias do futuro também serão instaladas nas áreas de produção de óleo”, antecipa, o que pode trazer mais investimentos para o Norte de Minas.
“O Brasil tem duas Alemanhas de terras degradadas. Se explorarmos apenas 1% disso chegaremos perto de produzir todo SAF que o mundo precisa”, comparou Marcelo Cordaro.
“Esse é um problema global que precisa de uma solução em rede. A Acelen é uma startup colaborativa que prevê a colaboração global. Nosso desafio é produzir SAF de forma competitiva e a macaúba foi a melhor solução que nós encontramos. Será uma contribuição importante num mercado global em termos de reduzir o efeito estufa”.
Projeto tem ligação com Montes Claros e Salvador
Também participaram da audiência diversas lideranças políticas do Norte de Minas, unânimes em elogiar o projeto. Entre eles o prefeito de Montes Claros, Guilherme Augusto Guimarães de Oliveira, que venceu a concorrência de Salvador, onde já funciona uma refinaria de biodiesel da mesma empresa.
“O poder hoje no mundo está na produção de energia e Montes Claros, que já é um importante polo farmacêutico da América Latina, quer ser a Arábia Saudita da energia sustentável”, definiu.
A audiência da Comissão de Minas e Energia contou ainda com representantes de instituições superiores de ensino e pesquisa, de entidades de produtores e trabalhadores rurais e órgãos de fomento financeiro e atração de investimentos, como a Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (InvestMinas).
O diretor de Atração de Investimentos da Invest Minas, Ronaldo Alexandre Barquette, também destacou a importância do empreendimento, tanto na perspectiva de desenvolvimento estratégico da região quanto no contexto social, já que serão gerados empregos de todos os níveis de conhecimento, agregando valor em todo o processo.
O Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA), organização militar subordinada ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), completou 42 anos de existência no último sábado (10). Desde sua criação, a Unidade vem evoluindo e contribuindo para a segurança da navegação aérea no Brasil, com foco na gestão da geoinformação aeronáutica.
Com a missão de gerenciar a informação aeronáutica, por meio da elaboração de procedimentos de navegação aérea, da cartografia aeronáutica e da concepção do espaço aéreo brasileiro, o ICA conta com mais de 200 profissionais, entre militares e civis, que prestam à sociedade um serviço de extrema qualidade e relevância para o país.
“Realizamos atividades multidisciplinares que envolvem a confecção de cartas de navegação aérea para voos visuais e por instrumentos; a coleta e apresentação de dados cartográficos; a validação de Planos Básicos de Zona de Proteção de Aeródromos, Helipontos e Auxílios à Navegação Aérea em todo o território nacional; além da confecção e divulgação de NOTAMs, que são mensagens aos aeronavegantes com informações sobre alterações e/ou restrições temporárias que possam impactar as operações aéreas”, explicou o Diretor da Unidade, Coronel Aviador Devilan Dutra Paulon Júnior.
Inovação e comprometimento marcam a qualidade dos serviços prestados pelo ICA. Seja na confecção de cartas aeronáuticas com modernos softwares, na redução da emissão de carbono e na atenuação de ruídos, ou mesmo na implantação de um sistema de gerenciamento de aeródromos (SYSAGA), a Unidade segue acompanhando as evoluções tecnológicas, ciente de sua importância para o cenário da aviação mundial.
“Este ano de 2025 marca a visão de futuro do ICA no que diz respeito a se tornar uma referência global no gerenciamento dos serviços de geoinformação aeronáutica, reconhecida pela inovação, sustentabilidade e excelência na produção de cartas, procedimentos de navegação aérea e concepção do espaço aéreo brasileiro”, finalizou o Diretor-Geral do DECEA, Tenente-Brigadeiro do Ar Maurício Augusto Silveira de Medeiros.