NASA reporta progresso na criação de sistema avançado de gerenciamento de segurança de voo de drones e táxis voadores

De agricultura e aplicação da lei a entretenimento e resposta a desastres, as indústrias estão recorrendo cada vez mais a drones para ajudar, mas o crescente volume dessas aeronaves exigirá sistemas de gerenciamento de segurança confiáveis para manter operações seguras.

A NASA está testando um novo sistema de software para criar um sistema de alerta aprimorado – um que pode prever perigos para drones antes que ocorram.

Segundo explica a agência em um conteúdo publicado nesta semana, o Sistema de Gerenciamento de Segurança da Aviação em Tempo Real (IASMS) monitorará, avaliará e mitigará os riscos aéreos em tempo real. Mas garantir que ele possa fazer tudo isso requer experimentação extensa para ver como seus elementos funcionam juntos, incluindo simulações e testes de voo com drones.

“Se tudo está indo conforme planejado com seu voo, você não perceberá seu sistema de gerenciamento de segurança da aviação em tempo real funcionando”, disse Michael Vincent, gerente de projeto adjunto interino da NASA no projeto System-Wide Safety no Centro de Pesquisa Langley, em Hampton, Virgínia. “É antes de você encontrar uma situação incomum, como perda de navegação ou comunicações, que o IASMS fornece um alerta ao operador do drone.”

A equipe completou uma simulação no Laboratório de Trabalho em Equipe Humano-Autonomia no Centro de Pesquisa Ames da NASA no Vale do Silício, Califórnia, em 5 de março, com o objetivo de descobrir como elementos críticos do IASMS poderiam ser usados em operações de apoio e recuperação após furacões.

Durante esta simulação, 12 pilotos de drones completaram três sessões de 30 minutos onde gerenciaram até seis drones voando além da linha de visão para executar entregas de suprimentos a residentes isolados após um furacão severo. Drones adicionais voaram operações roteirizadas de busca e resgate e inspeções de diques. Os pesquisadores coletaram dados sobre desempenho dos pilotos, sucesso da missão, carga de trabalho e percepções das experiências, bem como a usabilidade do sistema.

Esta simulação é parte de uma estratégia de longo prazo da NASA para avançar esta tecnologia. As lições aprendidas deste estudo ajudarão a preparar para os testes de voo de alívio e recuperação de furacões do projeto, planejados para 2027.

Como exemplo deste trabalho, no verão de 2024, a NASA testou seu IASMS durante uma série de voos com drones em colaboração com o Departamento de Transportes de Ohio em Columbus, Ohio, e em um esforço separado, com três equipes lideradas por universidades.

Para os testes do Departamento de Transportes de Ohio, um drone voou com o software IASMS desenvolvido pela NASA a bordo, que se comunicou de volta com computadores na NASA Langley. Essas transmissões forneceram aos pesquisadores da NASA dados sobre o desempenho do sistema.

A NASA também conduziu estudos com a Universidade George Washington (GWU), a Universidade de Notre Dame e a Virginia Commonwealth University (VCU). Estes ocorreram na base do Exército dos EUA em Fort Devens, em Devens, Massachusetts, com a GWU; perto de South Bend, Indiana, com a Notre Dame; e em Richmond, Virgínia, com a VCU. Cada teste incluiu uma variedade de tipos de drones, cenários de voo e operadores.

Cada série de testes com drones envolveu uma missão diferente para o drone desempenhar e diferentes perigos para o sistema evitar. Os cenários incluíam, por exemplo, como o drone voaria durante um incêndio florestal ou como entregaria um pacote em uma cidade. Uma versão diferente do IASMS da NASA foi usada para se adequar ao cenário, dependendo da missão ou da área de voo.

Quando usado em conjunto com outros sistemas, como o Gerenciamento de Tráfego de Sistemas de Aeronaves Não Tripuladas da NASA, o IASMS pode permitir que voos de drones de rotina nos EUA se tornem realidade.

O IASMS adiciona uma camada a mais de segurança para drones, garantindo a confiabilidade e a confiança de que, se o drone estiver voando sobre uma cidade em uma base rotineira, ele permanecerá no curso enquanto evita perigos ao longo do caminho.

“Existem múltiplas entidades que contribuem para a garantia de segurança ao voar um drone”, disse Vincent. “Há a pessoa que está pilotando o drone, a empresa que projeta e fabrica o drone, a empresa que opera o drone e a Administração Federal de Aviação, que tem supervisão sobre todo o Sistema Nacional do Espaço Aéreo. Ser capaz de monitorar, avaliar e mitigar riscos em tempo real tornaria os riscos nessas situações muito mais seguros.”

Todo este trabalho é liderado pelo projeto de Segurança de Larga Escala da NASA sob o programa de Operações e Segurança do Espaço Aéreo em apoio à missão de Mobilidade Aérea Avançada da agência, que busca fornecer dados para guiar o desenvolvimento da indústria de táxis aéreos elétricos e drones.

Informações da NASA

Câmara analisa projeto que propõe taxação de emissões de carbono no transporte aéreo e no terrestre

A Câmara dos Deputados está analisando o Projeto de Lei 4748/24, que prevê a taxação das emissões de carbono no transporte aéreo e terrestre, incluindo o transporte coletivo interestadual e internacional. Os recursos arrecadados serão destinados a projetos ambientais, conforme noticiou a Agência Câmara de Notícias.

De acordo com a proposta, a Taxa de Compensação de Emissões de Gases de Efeito Estufa (TCE-GEE) será cobrada dos usuários desses meios de transporte, com base na estimativa de emissões de GEE por passageiro.

O valor da taxa será definido em regulamento próprio, considerando:

– a distância percorrida;

– o modal de transporte (terrestre ou aéreo);

– as emissões estimadas de GEE por quilômetro percorrido.

Estarão isentos da taxação os usuários de transportes utilizados exclusivamente para fins de assistência humanitária ou emergencial.

Fundo

Os recursos arrecadados pela taxa serão depositados no Fundo Nacional de Compensação de Emissões de Gases de Efeito Estufa (FNC-GEE), gerido pelos ministérios dos Transportes e da Agricultura. Os recursos poderão financiar projetos com os seguintes objetivos:

– estimular o plantio de florestas de reflorestamento e sistemas agroflorestais em unidades de produção agropecuária;

– promover a recuperação da vegetação nativa e a recomposição florestal em unidades de produção agropecuária;

– desenvolver e propor planos de produção florestal em áreas destinadas à produção de celulose, madeira, energia e outros fins;

– prestar apoio técnico à implementação de programas de fomento às florestas plantadas em unidades de produção agropecuária;

– desenvolver e propor planos de produção sustentável;

– apoiar o Ministério da Agricultura e Pecuária na elaboração do Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas (Decreto 8.375/14);

– implementar programas de educação ambiental, incentivando práticas sustentáveis e a conscientização sobre mudanças climáticas;

– apoiar pesquisas e o desenvolvimento de tecnologias para transporte de baixo carbono, incluindo eletrificação de veículos e combustíveis renováveis.

O deputado Fausto Pinato (PP-SP), autor da proposta, afirma que o Brasil precisa se alinhar às estratégias globais de mitigação da crise climática. Segundo ele, o projeto de taxação das emissões foi baseado em práticas internacionais.

A TCE-GEE não apenas incentiva a redução de emissões no setor de transporte, mas também impulsiona a modernização e a sustentabilidade econômica do País”, afirma Pinato.

Próximos passos

O projeto será analisado em caráter conclusivo por cinco comissões:

– Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural;

– Viação e Transportes;

– Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável;

– Finanças e Tributação;

– Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Fonte: Aeroin

Anac e Receita Federal firmam parceria para aprimorar processos de exportação de carga aérea

Medida pretende aperfeiçoar a segurança das operações, facilitar o transporte aéreo e aumentar a eficiência no fluxo de mercadorias para o exterior


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Receita Federal do Brasil assinaram uma portaria conjunta que estabelece o Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado Integrado Anac (OEA-Integrado Anac). A medida institui as regras de certificação para as empresas exportadoras de cargas que utilizem o modal aéreo, aprimorando a segurança em todas as etapas de tratamento da carga a ser exportada, além de facilitar o transporte aéreo e aumentar a eficiência no fluxo de mercadorias em operações de comércio exterior.

A certificação deverá ser solicitada à Receita Federal, por meio de formulário do Sistema OEA, disponível no Portal Único do Comércio Exterior. As empresas que cumprirem as regras terão acesso a benefícios como agendamento prioritário para descarregar cargas nos terminais; e fluxo segregado e prioritário como carga conhecida por parte dos aeroportos e empresas aéreas, sem a necessidade de inspeção primária dos volumes de carga.

As validações no processo de certificação ou as inspeções locais, caso necessárias, podem ser realizadas pela Anac, que utilizará critérios do Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 109 e da Instrução Suplementar 109.001, além de ferramentas de gestão de risco. Essa etapa de verificação também poderá contar com a participação da Receita Federal.

Histórico
O RBAC 109, publicado em fevereiro deste ano, é resultado de um longo trabalho da área técnica da Agência para trazer o conceito de cadeia segura de carga para a aviação civil. O trabalho teve um programa piloto, desenvolvido em 2021, com a colaboração de nove empresas exportadoras (Embraer, Latam, Azul Linhas Aéreas, GE Aviation, Siemens Healthcare, Stihl, Flex, Volkswagen e General Motors).


Assessoria de Comunicação Social da Anac

Raytheon lança de um helicóptero a nova variante do sistema aéreo Coyote

A Raytheon, uma empresa da RTX, informou na última semana que disparou uma nova versão da família de produtos Coyote, comprovada em combate, de um helicóptero durante um teste recente no Nine Mile Training Center, dando às forças militares uma nova capacidade de detectar, identificar, localizar e derrotar ameaças no campo de batalha.

A nova variante, Coyote LE SR, faz parte de uma linha de sistemas aéreos não tripulados chamados efeitos lançados, que são disparados do ar, do solo ou do mar e podem executar uma variedade de missões. Variantes anteriores foram usadas com sucesso significativo em combate como um sistema antidrone – o Coyote interceptou com sucesso centenas de drones.

Esta nova variante pode executar reconhecimento, vigilância e aquisição de alvos; guerra eletrônica; ataque de precisão; e comunicações.

Com base nas capacidades comprovadas em combate do Coyote, esta nova variante fornecerá uma vantagem significativa no campo de batalha“, disse Tom Laliberty, presidente de Sistemas de Defesa Terrestre e Aérea da Raytheon. “O Coyote LE SR é um sistema flexível e de baixo custo que equipa as tropas com uma nova ferramenta para superar ameaças em constante evolução.

O Coyote LE SR usa autonomia colaborativa, permitindo que ele se conecte com outros sensores e sistemas próximos para ajustar suas táticas e atingir objetivos de missão de forma mais eficiente e eficaz com base em insights do campo de batalha em tempo real.

Este teste marcou o primeiro lançamento do Coyote de um helicóptero e é uma das muitas demonstrações das capacidades do Coyote, expandindo testes anteriores bem-sucedidos. Testes adicionais serão realizados ao longo de 2025.

Informações da Raytheon

Força Aérea Brasileira participa da LAAD 2025 no Rio de Janeiro

A Força Aérea Brasileira (FAB) está presente na LAAD 2025, a maior e mais importante feira de Defesa e Segurança da América Latina, que ocorrerá de 1 a 4 de abril no Riocentro, no Rio de Janeiro (RJ). Este evento representa uma oportunidade significativa para a FAB demonstrar suas capacidades e inovações no campo da defesa e segurança.

Durante a exposição, serão apresentadas maquetes das aeronaves da FAB, incluindo o F-39 Gripen, um caça de combate avançado, e o KC-390 Millennium, um moderno avião de transporte militar.

Além disso, o estande contará com o modelo do foguete espacial brasileiro VSB-30, que foi lançado em 2022 a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).

A exibição deste foguete simboliza a recente aprovação e criação da Agência Espacial Brasileira (ALADA), uma estatal cujo objetivo é fortalecer o desenvolvimento tecnológico, a autonomia estratégica e a competitividade do Brasil no mercado aeroespacial global.

O estande da FAB também incluirá uma mesa interativa, onde os visitantes podem acessar informações sobre os diversos projetos em desenvolvimento pela Instituição. Isso proporciona uma experiência envolvente e educativa para os participantes da feira.

Fonte: Aeroin

Abertas inscrições para treinamento inicial para Profissionais Credenciados de Projeto (PCP) e Fabricação (PCF)

As capacitações serão online, prazo termina em 2/5


Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) abriu as inscrições para o treinamento inicial destinado aos profissionais que queiram se credenciar junto à Anac como Profissionais Credenciados em Projeto (PCP) e Profissionais Credenciados em Fabricação (PCF). As inscrições devem ser feitas pelo Portal de Capacitação da Anac  até o dia 2 de maio de 2025. 

A capacitação será realizada na modalidade online entre os dias 10 e 13 de junho de 2025. Ao se inscreverem, os candidatos devem enviar toda a documentação exigida para o credenciamento e atender aos requisitos previstos na Instrução Suplementar 183-002H. Para ter sua inscrição aceita, é necessário que o candidato receba parecer favorável da Anac.  

Acesse abaixo o link de inscrição para cada área:   

A realização dos cursos é condição obrigatória para a emissão do credenciamento pela Anac. As aulas abordam temas como as práticas e os métodos da Agência, responsabilidades dos profissionais, atividades permitidas, entre outros.   

Quem são os profissionais credenciados? 

Os profissionais credenciados são pessoas de notória especialização autorizadas pela Anac para a expedição de laudos, pareceres e relatórios que demonstrem o cumprimento dos requisitos necessários à emissão de certificados ou atestados relativos às atividades de desenvolvimento, modificação e certificação de projetos aeronáuticos. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Com diversas cidades no interior paulista, Esquadrilha da Fumaça inicia divulgação da agenda de abril

Após concluir a agenda de março, com demonstrações em oito municípios de três estados brasileiros, a Esquadrilha da Fumaça iniciou a divulgação de suas próximas apresentações agendadas para o mês de abril.

Desta vez, o Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) da Força Aérea Brasileira (FAB) realizará uma série de apresentações no interior de São Paulo, começando no dia 4 em Marília, na região Centro-Oeste Paulista.

Após alguns anos sem apresentações, sendo a última realizada em abril de 2019, os A-29 Super Tucano retornam à cidade para uma exibição especial em comemoração ao aniversário de 96 anos do município. O evento ocorrerá na Av. Brigadeiro Eduardo Gomes, s/n, pontualmente às 16h35.

No dia seguinte, 5 de abril, as aeronaves farão uma demonstração no município de Torrinha, também no interior paulista. A última vez que a Esquadrilha se apresentou na cidade foi em 1994, quando ainda utilizava os antigos aviões T-27 Tucano.

Após 31 anos, os moradores terão a oportunidade de assistir a uma exibição com aeronaves mais modernas e equipadas com tecnologia avançada, que permite a realização de acrobacias diferenciadas. A apresentação ocorrerá às 16h00 na Av. Jacob Della Coletta, na Praça do Coleta (Praça Claudines Gorgonha Soares).

Dando continuidade à programação, no domingo, 6 de abril, o Esquadrão realizará suas manobras nos céus de Amparo. A demonstração ocorrerá às 16h00 na Arena Vinicius Domingos (Bolão), localizada na Rua França, 74 – Jardim Camandocaia, em comemoração aos 196 anos do município. A cidade não recebe a Esquadrilha desde 1991.

Além das cidades mencionadas acima, Pirassununga (SP), onde está localizada a Academia da Força Aérea (AFA), casa da Esquadrilha da Fumaça, também entrou na agenda de abril e receberá uma apresentação, em 19 de abril.

A demonstração ocorrerá no Aeroclube de Pirassununga, durante a primeira edição do Fly-In. O evento abrirá os portões às 10h00, com exposições, voos panorâmicos e praça de alimentação. A entrada será mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível. A apresentação da Esquadrilha está programada para as 16h00.

Novas cidades podem ser confirmadas na agenda oficial da Esquadrilha da Fumaça, e o leitor do AEROIN será informado sobre todas quaisquer atualizações.

Agenda

04/04 – Marília–SP
Horário: 16h35
Localização: Av. Brigadeiro Eduardo Gomes, s/n

05/04 – Torrinha–SP
Horário: 16h00
Localização: Av. Jacob Della Coletta – Praça do Coleta 

06/04 – Amparo–SP
Horário: 16h00
Localização: Arena Vinicius Domingos (Bolão), R. França, 74 – Jardim Camandocaia

19/04 – Pirassununga–SP
Horário: 16h00
Localização: Aeroclube de Pirassununga, R. Siqueira Campos, 4609

Fonte: Fab

Anac e Receita Federal firmam parceria para aprimorar processos de exportação de carga aérea

Medida pretende aperfeiçoar a segurança das operações, facilitar o transporte aéreo e aumentar a eficiência no fluxo de mercadorias para o exterior


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Receita Federal do Brasil assinaram uma portaria conjunta que estabelece o Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado Integrado Anac (OEA-Integrado Anac). A medida institui as regras de certificação para as empresas exportadoras de cargas que utilizem o modal aéreo, aprimorando a segurança em todas as etapas de tratamento da carga a ser exportada, além de facilitar o transporte aéreo e aumentar a eficiência no fluxo de mercadorias em operações de comércio exterior.

A certificação deverá ser solicitada à Receita Federal, por meio de formulário do Sistema OEA, disponível no Portal Único do Comércio Exterior. As empresas que cumprirem as regras terão acesso a benefícios como agendamento prioritário para descarregar cargas nos terminais; e fluxo segregado e prioritário como carga conhecida por parte dos aeroportos e empresas aéreas, sem a necessidade de inspeção primária dos volumes de carga.

As validações no processo de certificação ou as inspeções locais, caso necessárias, podem ser realizadas pela Anac, que utilizará critérios do Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 109 e da Instrução Suplementar 109.001, além de ferramentas de gestão de risco. Essa etapa de verificação também poderá contar com a participação da Receita Federal.

Histórico
O RBAC 109, publicado em fevereiro deste ano, é resultado de um longo trabalho da área técnica da Agência para trazer o conceito de cadeia segura de carga para a aviação civil. O trabalho teve um programa piloto, desenvolvido em 2021, com a colaboração de nove empresas exportadoras (Embraer, Latam, Azul Linhas Aéreas, GE Aviation, Siemens Healthcare, Stihl, Flex, Volkswagen e General Motors).


Assessoria de Comunicação Social da Anac

Meteorologia aeronáutica e a importância da previsão do tempo para a segurança dos voos

No próximo dia 23, celebra-se o Dia Mundial da Meteorologia, data que marca a criação da Organização Meteorológica Mundial (OMM) em 1950. No contexto da aviação, a meteorologia é parte integrante da tomada de decisões para garantir a fluidez das operações aéreas e a segurança das aeronaves.

No Brasil, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) é responsável pela previsão e vigilância meteorológica por meio do Centro Integrado de Meteorologia Aeronáutica (CIMAER).

As condições climáticas podem variar abruptamente, afetando o desempenho das aeronaves, a visibilidade e até a capacidade de manobra. Por esse motivo, a interação entre os órgãos de controle de tráfego aéreo e de previsão meteorológica é essencial para garantir a segurança operacional e otimizar o uso do espaço aéreo.

O CIMAER tem um papel fundamental na integração dos dados meteorológicos, utilizando informações provenientes de diversas fontes, como radares meteorológicos, Estações Meteorológicas de Superfície, Estações Meteorológicas de Altitude, entre outras. A unidade é a mais nova do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB), com cinco anos de existência.

Com o avanço das tecnologias, os sistemas meteorológicos utilizados para apoiar as operações de controle do espaço aéreo tornaram-se mais sofisticados. As previsões hoje permitem antecipar fenômenos meteorológicos e adaptar as rotas dos voos para evitar áreas de risco. O uso de modelos de previsão numérica e o monitoramento constante do clima ajudam a fornecer dados mais detalhados e em tempo real.

A Meteorologia Aeronáutica é uma atividade estratégica para o SISCEAB. A sinergia entre a meteorologia aeronáutica e o controle de tráfego aéreo é um pilar da aviação moderna e essencial para garantir o bom andamento da navegação aérea no Brasil.

Informações do DECEA

Controladores de Tráfego Aéreo brasileiros admitem usar FlightRadar24; isso é um problema?

O uso de ferramentas alternativas para rastreamento e controle de voos por controladores brasileiros foi divulgado ao público e levantou um debate.

Atualmente, no Brasil, o controle de tráfego aéreo é realizado por meio de dois tipos de radares: o primário e o secundário. No primeiro, é emitido um sinal que reflete na aeronave e retorna, fornecendo dados como posição, altitude e outros (semelhante ao que se vê em filmes de temática militar). Já no segundo, uma antena receptora capta sinais emitidos pelo avião.

Ambos os equipamentos têm custo de aquisição e manutenção relativamente alto. Hoje, no Brasil, apenas 26 das 40 terminais de controle aéreo, as chamadas TMAs – áreas de controle em torno de aeroportos movimentados, dentro ou fora das capitais – possuem radares primários e secundários.

Nas outras 14 TMAs, a maioria localizada nas regiões Norte, Nordeste e no interior do Sudeste, esse tipo de radar não está disponível, seguindo as regras do DECEA, que exige um fluxo mínimo de aeronaves na região para justificar a instalação do equipamento.

Uma reportagem do portal g1, publicada neste sábado, 22 de março, mostra que controladores brasileiros estão utilizando ativamente a plataforma FlightRadar24 para monitorar voos em aeroportos que não contam com radares.

Essa plataforma online e gratuita funciona com a tecnologia ADS-B, desenvolvida no início do século nos EUA para substituir os radares secundários. Nela, a aeronave transmite automaticamente sinais em todas as direções com informações sobre altitude, modelo do avião, velocidade e rumo, baseando-se em dados do GPS e de outros sistemas de bordo.

O custo de operação do ADS-B é muito inferior ao de outros tipos de radares, além de permitir a transmissão simultânea de um volume maior de informações. Isso possibilita, inclusive, a troca de dados entre aeronaves durante o voo, como alertas sobre formações meteorológicas adversas.

Como parte do programa NextGen da FAA, o uso do ADS-B é obrigatório nos EUA, onde radares secundários estão sendo desativados e suas informações integradas às telas dos controladores. No Brasil a presença do ADS-B em aeronaves será obrigatória a partir de 2030.

Plataformas como FlightRadar24, AirnavRadar, ADS-B Exchange e FlightAware utilizam receptores instalados por entusiastas da aviação que, a baixo custo, captam os sinais ADS-B emitidos pelos aviões e processam esses dados, disponibilizando-os em seus sites de maneira acessível. Essas informações são consideradas confiáveis e são utilizadas, inclusive, em investigações de acidentes aeronáuticos.

Nesse contexto, os controladores brasileiros têm recorrido à plataforma para aumentar a segurança, alegando se sentirem menos seguros em TMAs sem radares primários ou secundários, onde ficam “às escuras”, conforme relataram ao portal g1.

Tenho que desenhar a trajetória de voo às cegas, construindo um cenário 3D na minha cabeça, sem saber efetivamente onde as aeronaves estão“, afirmou um controlador ao portal de notícias.

O problema em si não é a tecnologia ADS-B, mas o fato de ela não ter sido adotada oficialmente pela ANAC e pelo DECEA. Dessa forma, os controladores não têm acesso às ferramentas disponíveis na tela “comum” de radar, como a possibilidade de traçar trajetórias de voo com um clique do mouse a partir da posição da aeronave, facilitando a organização e o espaçamento entre os voos.

Por esse motivo, além de limitar o trabalho dos controladores, o uso da plataforma configura uma violação das normas internas, já que se trata de uma ferramenta não homologada – ainda que sua utilização represente um aumento da consciência situacional.

Em nota, o DECEA afirmou desconhecer essa prática por parte dos controladores militares e destacou que a comunicação é a peça fundamental no controle de voo, ressaltando que os pilotos também fazem parte do sistema e são responsáveis pela própria segurança.

“Os controladores são capacitados em ambientes simulados de última geração, treinados para lidar com cenários de tráfego aéreo tanto com radar quanto sem radar, desenvolvendo assim as habilidades necessárias para exercer suas funções técnico-operacionais nos órgãos de controle de tráfego aéreo, independentemente da presença do Sistema de Vigilância dos serviços de tráfego aéreo.

Já a NAV Brasil, estatal criada para absorver a parte de controle de voo que antes era integrada à Infraero, afirmou seguir todas as regras de controle aéreo estabelecidas pelo DECEA e estar trabalhando na instalação de repetidores de sinais de radar em algumas terminais. Atualmente, as TMAs de Ilhéus, Teresina e Palmas já contam com essa tecnologia.

O repetidor de sinal exibe a imagem de um radar localizado em uma área próxima, permitindo que os controladores das TMAs sem radares tenham uma visão antecipada do tráfego que será inserido em sua área de responsabilidade.

Em nenhum dos posicionamentos foi mencionada uma data para integrar os dados do ADS-B aos sistemas de controle de voo – uma medida que poderia aumentar a segurança operacional a um custo reduzido, em conformidade com os padrões americanos e europeus.

Fonte: Aeroin