ANAC abre consulta pública sobre treinamento de pilotos em simuladores, para emenda aos RBACs 90 e 91

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informa hoje, 24 de março, que está recebendo, até o dia 5 de maio, as contribuições da sociedade na consulta pública sobre as propostas de emenda ao Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) nº 90, intitulado “Requisitos para Operações Especiais de Aviação Pública”, e ao RBAC nº 91, intitulado “Requisitos Gerais de Operação para Aeronaves Civis”.

O objetivo da consulta é aprimorar o processo de treinamento de pilotos em simuladores, uma vez que os operadores aéreos têm registrado dificuldades em prever quando o Programa de Treinamento Operacional (PTO) receberá a aprovação inicial da Anac, o que pode afetar os treinamentos dos tripulantes, especialmente quando ocorrem no exterior.

Assim, a proposta possibilita o início do treinamento sem a necessidade de aprovação prévia da Agência, que poderá, posteriormente, solicitar ao operador que complemente o treinamento, se necessário.

A mesma flexibilização foi implementada para os operadores aéreos sob o RBAC nº 121 e está sendo proposta aos que operadores sob o RBAC nº 135. Assim, com essa proposta, a flexibilização da regra será estendida para os operadores sob o RBAC nº 90 e 91, subparte K.

As sugestões sobre o tema devem ser registradas por escrito na plataforma Participa+Brasil, por meio de formulário eletrônico próprio. As contribuições podem incluir dados, sugestões e pontos de vista com as respectivas argumentações.

A consulta está aberta desde o dia 19 de março, quando foi feita a publicação no Diário Oficial da União.

Para acessar a consulta pública na plataforma Participa+Brasil, clique aqui.

Informações da Anac

Antigo jatinho particular de Max Verstappen está disponível para venda

O piloto de Fórmula 1 Max Verstappen decidiu atualizar seu jato particular, trocando seu Dassault Falcon 900EX por um novo Falcon 8X, que oferece maior capacidade e um alcance de voo de quase 4.000 quilômetros. Agora, o antigo jato, registrado sob a matrícula PH-DTF, está disponível para venda.

Este Falcon 900EX tem 17 anos de fabricação e apresenta um histórico de 6.103 horas de voo e 2.693 pousos. O interior da aeronave é predominantemente preto e pode acomodar até 14 passageiros, com uma configuração que inclui oito assentos confortáveis e bancos adicionais que podem ser utilizados como camas.

Além disso, a aeronave conta com dois banheiros, várias telas de TV e uma cozinha equipada, proporcionando conforto e conveniência durante os voos.

A fabricante Dassault, que originalmente produziu a aeronave, está oferecendo a jato para venda através de sua plataforma específica para aeronaves usadas, incentivando interessados a fazer suas ofertas.

Embora o preço-alvo não tenha sido divulgado, é comum que aeronaves similares, com características e idades comparáveis, sejam vendidas entre 10 e 15 milhões de dólares.

Fonte: Aeroin

Grupo de golfinhos visita espaçonave da SpaceX após retorno do espaço

Após uma longa jornada de testes que durou nove meses, a cápsula da SpaceX, transportando quatro astronautas, fez uma aterrissagem bem-sucedida no Golfo do México na terça-feira.

O pouso no mar ocorreu ao largo da costa de Tallahassee, na Flórida, com a espaçonave caindo suavemente nas águas, apenas algumas horas depois de deixar a Estação Espacial Internacional.

O que se seguiu à aterrissagem foi um espetáculo encantador: um grupo de golfinhos cercou a cápsula, brincando nas águas ao redor. Enquanto a espaçonave flutuava no oceano, nadadeiras dorsais suaves e cinzentas começaram a aparecer na superfície da água.

Durante uma transmissão ao vivo, Kate Tice, anfitriã da webcast e gerente sênior de engenharia de sistemas de qualidade da SpaceX, comentou sobre a visita inesperada: “Aqui na sua tela, podemos ver os golfinhos, na verdade, que querem vir brincar com o Dragon.”

A presença dos golfinhos trouxe um toque de alegria ao momento, com os animais nadando ao redor da cápsula por vários minutos enquanto a equipe de recuperação da SpaceX monitorava a área em busca de vapores perigosos, preparando-se para içar a espaçonave em uma barca.

Fonte: Aeroin

Treinamento simula novas trajetórias e eficiência no tráfego aéreo de Manaus para a COP 30

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) realiza, até o dia 21 de março, treinamento de Simulação em Tempo Real (STR) para validar a nova circulação da Terminal Manaus (TMA-MN).


Segundo informou o DECEA, a iniciativa visa ter uma avaliação dos controladores de tráfego aéreo do Controle de Aproximação de Manaus (APP-MN) sobre as mudanças propostas no espaço aéreo da região, para garantir maior eficiência no gerenciamento do tráfego e aprimorar a segurança operacional.

O treinamento, que teve início no dia 10 de março, nas instalações do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo Eduardo Gomes (DTCEA-EG), conta com a participação de militares do Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea (CGNA), do Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA), do Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA IV), além de profissionais do DTCEA-EG.

Durante o treinamento, estão sendo simulados diversos cenários, incluindo a projeção de um aumento de até 120% na demanda atual e condições mais complexas de tráfego aéreo.

O objetivo das simulações é avaliar a eficiência das novas trajetórias e, se necessário, realizar ajustes que garantam a fluidez e a segurança da nova circulação da Terminal Manaus. Os testes são fundamentais para observar o comportamento da nova circulação da TMA Manaus e propor aprimoramentos para assegurar a segurança e a fluidez das operações aéreas”, explicou o Gerente de Simulação do Projeto Eco-Norte, Tenente Ricardo do Sul Milholi da Silva.

As mudanças propostas para a TMA Manaus estão alinhadas às alterações previstas na Terminal Belém (TMA-BE), considerando a realização da COP 30, em novembro de 2025. A otimização das trajetórias visa não apenas aprimorar o fluxo do tráfego aéreo, mas também reduzir a emissão de poluentes, tornando o espaço aéreo brasileiro mais sustentável.

O treinamento permite a análise de fatores, como a eficiência das trajetórias de saída e chegada, tomada de decisão e aplicação de novos procedimentos operacionais, consolidando um plano de ação para a implementação da nova estrutura operacional.

Ação conjunta

Cada organização envolvida desempenha um papel fundamental na reestruturação da TMA Manaus. O CGNA coordena a simulação e a avaliação dos impactos operacionais no fluxo de tráfego aéreo, enquanto o ICA é o responsável pela nova concepção da estrutura do espaço aéreo, além da atualização das cartas aeronáuticas, essenciais para a navegação. O CINDACTA IV e o DTCEA-EG participam ativamente das simulações, garantindo a integração dos novos conceitos aos procedimentos já existentes.

As principais mudanças incluem a reorganização das trajetórias de chegada e saída, a implementação de novos procedimentos de navegação aérea e a reorganização dos corredores visuais. Com essas medidas, espera-se uma maior capacidade de gerenciamento do tráfego aéreo, além de uma redução da carga de trabalho dos controladores.

A nova circulação da TMA Manaus proporcionará benefícios diretos, como maior eficiência no gerenciamento do tráfego, redução de atrasos, otimização do consumo de combustível e menor impacto ambiental. As companhias aéreas também serão favorecidas com trajetórias mais diretas e previsíveis, garantindo maior segurança e eficiência operacional.

A implementação das novas configurações está programada para o dia 07 de agosto de 2025, assegurando que a estrutura reformulada esteja plenamente operacional antes da COP 30.

O Gerente do Projeto de Reestruturação da TMA Manaus, Capitão Bruno da Silveira Topini, ressaltou a importância do treinamento. “A capacitação é essencial para garantir que todas as alterações no espaço aéreo sejam aplicadas de forma segura e eficiente, representando um avanço significativo para a aviação na região Norte”, pontuou.

Fonte: Aeroin

Anac divulga Boletim do Consumidor 2024

Documento traz dados de monitoramento e ações da Agência para proteção ao consumidor


Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou o Boletim Anac Consumidor 2024, que apresenta dados de monitoramento da plataforma Consumidor.gov.br e as principais ações da Agência na proteção ao consumidor de transporte aéreo.

O Boletim traz dados também sobre as ações de fiscalização da prestação dos serviços de transporte aéreo e de incentivo à melhoria na qualidade dos serviços prestados.

Nesse sentido, destaca-se o Prêmio Acessibilidade, promovido pela Anac e pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), que reconheceu inciativas de empresas aéreas e operadores aeroportuários que se destacaram por seus esforços para melhorar o atendimento a passageiros com necessidades especiais (Pnae); e a implantação de uma série de ações para melhorar a experiência dos passageiros no transporte de bagagem de mão.

Além disso, o Boletim ainda traz informações sobre a atuação da Anac em situações-chave no ano de 2024, como na manutenção da conectividade aérea do Rio Grande do Sul, após as enchentes que atingiram a região.

Finalmente, o documento traz outros dados sobre indicadores relevantes na relação entre consumidor e empresa aérea, como índice de reclamações e tempo médio de resposta.

Orientações ao consumidor

A Anac orienta os passageiros que tiverem problemas com seu voo a entrar em contato diretamente com a empresa aérea o mais rápido possível para a resolução da situação.

Caso o problema não tenha sido resolvido com esse contato, é recomendado acessar o portal Consumidor.gov.br para registrar a reclamação. A Anac monitora as reclamações dos passageiros na plataforma para identificar as principais dificuldades dos consumidores e, assim, poder atuar de forma mais efetiva na regulação e fiscalização do setor. 

Se também não for possível solucionar sua reclamação por meio do Consumidor.gov.br, o passageiro ainda poderá recorrer aos canais tradicionais de defesa do consumidor, como Procons, Defensorias Públicas, Juizados Especiais Cíveis, entre outros órgãos do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. 

Assessoria de Comunicação da Anac

Base Aérea realiza Exercício Operacional de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento em Santa Maria

O Exercício Operacional é considerado um dos mais importantes do Comando de Preparo, pois visa capacitar e adestrar os militares nas tecnologias e estratégias mais atualizadas da FAB


A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou neste final de semana um dos maiores exercícios operacionais de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento, na Base Aérea de Santa Maria. A atividade que teve início em 10 de março e segue até o próximo dia 24, tem com o objetivo adestrar as equipagens das unidades de combate das três Forças Armadas Brasileiras em uma única tarefa. O treinamento envolve aproximadamente 350 militares, aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), Exército Brasileiro (EB) e Marinha do Brasil (MB), entre aeronaves de Defesa Antiaérea, blindados e Navio Patrulha Oceânico.

“O Exercício Operacional IVR 2025 é um dos mais importantes do Comando de Preparo, pois visa capacitar e adestrar os militares participantes nas tecnologias e estratégias mais atualizadas da FAB. Explorar os limites dos sensores das nossas aeronaves exige conhecimento, experiência e cenários desafiadores. Este exercício é a melhor oportunidade para aprimorar táticas, técnicas e procedimentos essenciais à eficiência das ações de inteligência, vigilância e reconhecimento”, explica o Comandante da Base Aérea de Santa Maria e Diretor do Exercício, Coronel Aviador Daniel Lames de Araujo.

Ao todo, 20 Unidades participam do Exercício, que envolve Esquadrões das Aviações de Caça, Reconhecimento e Patrulha, além de Esquadrões que atuam em Comunicações e Controle e Defesa Antiaérea. Conforme o Coronel Aviador, a atividade permitirá conhecer de forma mais profunda as capacidades dos sensores e analistas da FAB e, consequentemente, subsidiar a disseminação da doutrina e a programação de equipamentos de Guerra Eletrônica embarcados.

Fonte: Correio do Povo

DECEA desenvolve conceito inovador no controle de tráfego aéreo

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) segue buscando maior segurança, eficiência e fluidez do espaço aéreo, a partir de critérios rigorosos de comunicação e vigilância.


Nos últimos anos, antes da pandemia do COVID-19, constatou-se um crescimento contínuo significativo no número de movimentos aéreos no Atlântico Sul (SAT), especialmente nas rotas que ligam a América do Sul à Europa (EUR/SAM). Este cenário levou ao estabelecimento do Grupo de Gerenciamento de Implementação de Melhorias do Atlântico Sul (SAT-IMG), durante a 24ª Reunião para Melhorias dos Serviços de Tráfego Aéreo sobre o Atlântico Sul (SAT/24) da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), realizada em junho de 2019. Neste evento foi decidida a implementação do PBCS (Performance-Based Communication and Surveillance) na área do Atlântico Sul, com o Brasil tendo firmado compromisso pela sua concretização.

O PBCS é um conceito aplicado no controle de tráfego aéreo que se baseia na utilização criteriosa de tecnologias de comunicação e vigilância por enlace de dados, e possibilita menores separações entre as aeronaves em espaços aéreos remotos. O projeto para operacionalização do PBCS na Região de Informação de Voo (FIR) Atlântico, integrante do Programa SIRIUS Brasil, será implementado até 2026.

A FIR Atlântico cobre uma vasta área sobre o Oceano Atlântico, incluindo o corredor EUR/SAM e a Área de Rotas Aleatórias RNAV do Oceano Atlântico (AORRA), duas regiões cruciais para o tráfego aéreo entre Europa e América do Sul.

“Nesse contexto, o PBCS surge como solução inovadora para superar as limitações de cobertura radar e VHF em espaço aéreo remoto e, assim, aumentar sua capacidade baseando-se nas performances data link da CPDLC e do ADS-C, já implementados pelo DECEA na FIR Atlântico. A implementação desse conceito exige a manutenção da qualidade do data link, esforços de desenvolvimento e atualização tecnológica para o sistema ATC (SAGITARIO), de capacitação de recursos humanos, atualizações doutrinárias operacionais, assim como do estabelecimento de paradigmas totalmente novos no SISCEAB relacionados à aquisição, avaliação e compartilhamento nacional e global de informações entre provedores de serviços de navegação aérea (ANSPs), reguladores e companhias aéreas.”, avaliou o Chefe da Subdivisão de Planejamento de Comunicações, Navegação e Vigilância e Inspeção em Voo do DECEA, e também gerente do projeto, Major Marcelo Mello Fagundes.

A implementação do PBCS oferecerá uma série de benefícios significativos para os operadores aéreos, dentre eles, a economia de combustível e redução das emissões de gases poluentes.

Para ser elegível aos benefícios advindos do gerenciamento do tráfego aéreo sob o conceito PBCS, as aeronaves precisarão estar equipadas com as tecnologias embarcadas de comunicações e vigilância data link devidamente certificadas para o atendimento dos respectivos parâmetros de performance específicos requeridos, RCP e RSP.

Considerando-se a significativa redução dos mínimos de separações horizontais e a necessidade de uma transição gradual para o novo cenário de separações reduzidas, a implementação do conceito PBCS na FIR Atlântico ocorrerá em duas fases. Na primeira, a separação longitudinal por tempo será de 5 minutos, mantendo-se a lateral em 50 NM (milhas náuticas). Na segunda fase, será implementada a separação longitudinal de 30 NM e a lateral de 23 NM entre os pares de aeronaves elegíveis.

“O PBCS, além de trazer benefícios imediatos para o tráfego aéreo, garantindo que a FIR Atlântico continue, com segurança, desempenhando um papel estratégico no transporte aéreo global, também é componente-chave na visão de futuro do DECEA.”, complementou o gerente.

O PRENOR da Norma do Conceito de Operações do PBCS na FIR-AO está disponível, até o próximo dia 11 de abril, através deste link. O sistema tem o objetivo de coletar sugestões da comunidade aeronáutica, antecipadas à publicação de novas normas do DECEA, as quais se encontram em fase final de elaboração, conforme a CIRCEA 63-12.

Fonte: Defesa Net

CPG – ITA e FAB usam Inteligência Artificial para revolucionar busca de Destroços de Aeronaves

Pesquisa do ITA e FAB usa inteligência artificial para otimizar operações de detecção de destroços de aeronaves no Brasil


Uma pesquisa revolucionária desenvolvida pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) está trazendo uma inovação significativa para as operações de busca e resgate aéreo no Brasil.

A pesquisa, que combina a experiência acadêmica e os conhecimentos operacionais, resultou em um modelo de Inteligência Artificial (IA) capaz de detectar destroços de aeronaves em missões de resgate, melhorando a eficiência das operações realizadas pela Força Aérea Brasileira (FAB).

ITA: inovação no uso da inteligência artificial em operações de resgate

O estudo, intitulado “Detecção de destroços de aeronaves com base em modelos de visão computacional”, foi conduzido pelo Major Aviador André Villela Gaspar, aluno do Programa de Pós-Graduação em Aplicações Operacionais (PPGAO) do ITA.

Sob a orientação do Professor Doutor Angelo Passaro, do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) e do Professor Doutor José Alberto Silva de Sá, da Universidade do Estado do Pará (UEPA), o estudo propõe uma aplicação inovadora da IA no cenário das buscas aéreas.

Como a IA pode ajudar em buscas aéreas

A pesquisa teve como base imagens reais capturadas durante missões do Esquadrão Pelicano, unidade especializada da FAB em busca e salvamento.

Utilizando drones e materiais de descarte, os pesquisadores criaram um banco de dados rico em imagens de destroços simulados, aprimorando o desempenho do modelo de IA.

A adaptação dessa tecnologia ao contexto específico dos biomas brasileiros, com seus desafios geográficos e ambientais, é uma das principais inovações trazidas pela pesquisa.

Desafios no processo de busca e salvamento

Embora o uso de IA para localizar pessoas desaparecidas seja comum, o foco na identificação de destroços de aeronaves é um campo pouco explorado.

O Major Villela explica que as dificuldades logísticas e a escassez de registros em regiões remotas tornam este tipo de busca ainda mais desafiador. A pesquisa visa não apenas salvar vidas, mas também otimizar o uso de recursos nas operações da FAB, garantindo mais precisão e rapidez na localização dos destroços.

Integração entre academia e operações da FAB

O Tenente-Coronel Aviador Daniel Alberto Pamplona, coordenador adjunto do PPGAO, destacou a importância da pesquisa ao integrar conhecimentos acadêmicos e operacionais, alinhando-se à Concepção Estratégica da Força Aérea Brasileira, que visa incorporar novas tecnologias e conceitos operacionais para aprimorar as missões de defesa e resgate.

Impacto da pesquisa nas operações de busca e salvamento

Com esse avanço, o Brasil dá um passo importante para tornar suas operações de busca e salvamento ainda mais eficientes, utilizando a tecnologia de ponta da Inteligência Artificial para garantir a segurança de vidas no ar. A pesquisa realizada pelo ITA e FAB representa um marco no uso de tecnologias avançadas para a melhoria das operações de resgate aéreo.

Ao aplicar a inteligência artificial na detecção de destroços de aeronaves, o Brasil está não apenas aprimorando a eficácia das suas missões de busca e salvamento, mas também posicionando-se na vanguarda das inovações tecnológicas aplicadas à segurança aérea.

Fonte: Fab

Anac ouve sociedade em audiência sobre acessibilidade no transporte aéreo

Novas regras, focadas na autonomia do passageiro com necessidade de assistência especial, recebem contribuições até 27/3


Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) avança no debate sobre a revisão das regras que garantem a acessibilidade no transporte aéreo. No dia 13 de março, mais de mil pessoas assistiram, pelo YouTube, a transmissão da audiência pública que abordou a temática. A sessão ocorreu no auditório da Anac, em Brasília (DF), e recebeu 32 contribuições de pessoas que participaram de forma presencial e remota. 

A audiência faz parte da Consulta Pública nº 02/2025, aberta desde o dia 24 de janeiro para ouvir a sociedade sobre a atualização dos procedimentos relativos à acessibilidade de passageiros com necessidade de assistência especial (Pnae), previstos na Resolução nº 280, de 11 de julho de 2013. Qualquer pessoa interessada pode enviar contribuições por escrito até o dia 27 de março pelo site Participa + Brasil, onde estão disponíveis todas as informações para a participação. 

Fundamentada em princípios como autonomia, acessibilidade, não discriminação, informação adequada e segurança operacional, a proposta que está em consulta pública reafirma o compromisso da Anac com a inclusão e a equidade de acesso no transporte aéreo. O objetivo é assegurar que todos os passageiros tenham condições de viajar com independência, segurança e dignidade, reduzindo barreiras e fortalecendo soluções que promovam a autonomia dos usuários do transporte aéreo. 

Para a elaboração das novas regras, a Agência recebeu a colaboração de diversos entes, como órgãos envolvidos na promoção dos direitos das pessoas com deficiência, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). A ideia agora é que a sociedade como um todo participe com críticas, sugestões e contribuições para deixar a proposta cada vez melhor. 

Principais avanços da proposta 

  • Ampliação do conceito de Pnae, que passa a incluir qualquer pessoa que, por alguma condição específica, tenha limitação na sua autonomia ou mobilidade como passageiro e que requeira assistência especial. 
  • Reforço de que o passageiro deve avisar a empresa aérea, com antecedência, sobre a necessidade de assistência especial, suas condições específicas e se viajará acompanhado ou desacompanhado. 
  • Autonomia do Pnae para decidir se precisa de um acompanhante, salvo em casos que possam estar ligados à sua própria segurança e à segurança da operação. 
  • Passagem gratuita (exceto tarifa de embarque) para o acompanhante nos casos em que o Pnae tenha limitação severa e a presença do acompanhante seja indispensável. 
  • Assento adicional sem custos, em determinadas condições, que sejam necessárias para acomodação do Pnae. 
  • Transporte gratuito de até três ajudas técnicas (cadeiras de rodas, muletas, entre outros equipamentos). 
  • Acesso pleno e igualitário ao transporte aéreo, em condição de prioridade de acesso. 
  • Simplificação do processo de notificação de informações à empresa aérea, incluindo a padronização de formulários. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

A aviação chinesa acaba de dar um importante salto para o futuro: seu primeiro avião elétrico foi certificado

Funciona com uma bateria de 70 kWh e é capaz de atingir uma velocidade de 260 km/h e pode voar por cerca de uma hora e meia ou percorrer 300 km.


A Administração de Aviação Civil da China (CAAC) certificou o primeiro avião leve totalmente elétrico. Trata-se do RX4E, um veículo de hélice com capacidade para quatro pessoas, desenvolvido de forma independente pelo Instituto de Pesquisa de Aviação Geral de Liaoning da Universidade de Aeronáutica e Astronáutica de Shenyang.

Este é um avanço que pode ser considerado um passo muito importante para o futuro da mobilidade aérea no país asiático.

Em diversas regiões do mundo, já se trabalha em aviões elétricos, como o Alia da Beta Technologies e o E9X da Elysian Aircraft, embora esses projetos ainda tenham um longo caminho pela frente (o segundo mais do que o primeiro).

O promissor avião elétrico chinês

A notícia foi divulgada esta semana pelo Governo Municipal de Shenyang, que celebrou o marco do avião fabricado localmente. Assim, o RX4E agora conta com um certificado de aeronavegabilidade, o que permitirá ao fabricante abrir caminho para a produção em série e posterior comercialização dentro do gigante asiático.

Original

Como podemos ver, estamos diante de uma proposta projetada para voos curtos, mas que abre a porta para uma ampla gama de usos potenciais. Por exemplo, pode ser utilizado para formação de pilotos, voos de treinamento, turismo, agricultura ou emergências. O RX4E promete ser capaz de pousar em locais com infraestrutura limitada.

A característica mais notável desse avião de quatro passageiros é que ele dispensa completamente os combustíveis fósseis, o que permite evitar as emissões associadas a esses combustíveis. Além disso, explicam seus fabricantes, ele se destaca por um baixo nível de ruído, baixo custo operacional e altos padrões de segurança e confiabilidade.

Fonte: Xataka Brasil