Anac publica Agenda Regulatória para o biênio 2025-2026

Planejamento traz os temas prioritários da ação regulatória na aviação civil para os próximos dois anos

A Agenda Regulatória da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para o biênio 2025-2026 já está disponível. A portaria que institui o planejamento foi publicada na quarta-feira, 18 de dezembro, no Diário Oficial da União. 

A Agenda Regulatória da Anac estabelece, tanto internamente quanto para a sociedade em geral, os temas prioritários para a Agência em cada biênio, buscando direcionar o desenvolvimento e a atualização das normas do setor da aviação com transparência e com a participação da sociedade.  

A Agenda reforça o modelo de transparência e participação social em constante desenvolvimento na Anac, sendo um documento que, durante sua vigência, indica formalmente os temas que requerem uma atuação prioritária no processo de normatização do setor de aviação civil, considerando os impactos a serem gerados à sociedade. 

Os temas previstos para os próximos dois anos estão dispostos na tabela a seguir e incluem tratamento aplicado ao passageiro indisciplinado, modernização de medidas de segurança, acessibilidade para passageiros que precisam de atendimento especial, cobrança e arrecadação de tarifas de embarque, descarbonização do setor aéreo, entre outros.  

Tema Descrição 
Revisão do RBAC nº 107 e do RBAC nº 108 Revisão dos requisitos relacionados à segurança da aviação civil contra atos de interferência ilícita aplicáveis aos operadores de aeroportos e operadores aéreos (definidos pelos RBAC nº 107 e 108, respectivamente), mediante avaliação de risco sistemática das contramedidas previstas para os cenários de ameaça aplicáveis a suas operações, bem como regulamentação do tratamento a ser dado para acesso a áreas restritas no aeródromo, motivada pela alteração do Programa Nacional de Segurança da Aviação Civil contra Atos de Interferência Ilícita – PNAVSEC (Decreto nº 11.195, de 8 de setembro de 2022), em especial seu artigo 52. 
Regulamentação do tratamento a ser dispensado ao passageiro indisciplinado Regulamentação do tema, motivada pela alteração do Código Brasileiro de Aeronáutica – CBA (Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986), de modo a prever o tratamento a ser dispensado ao passageiro indisciplinado, conforme artigo nº 232, §1º do CBA. 
Reconciliação do passageiro e bagagem despachada Estudo quanto à regulamentação do transporte de bagagens despachadas sem o embarque do passageiro, quando houver outros controles de segurança que incluam a inspeção de segurança da bagagem e a depender de avaliação de risco, de modo a revisar dispositivos normativos previstos pelos RBAC nº 108 e IS nº 108-001. Tema motivado pela alteração do Programa Nacional de Segurança da Aviação Civil contra Atos de Interferência Ilícita – PNAVSEC (Decreto nº 11.195, de 8 de setembro de 2022), conforme parágrafo único do artigo nº 146 do PNAVSEC, que prevê o transporte de bagagens despachadas sem o embarque do passageiro conforme regulamentação da ANAC. 
Inspeção com utilização de cães farejadores de explosivos Estudo quanto à regulamentação da inspeção de segurança de carga e mala postal por meio da utilização de cães farejadores de explosivos, em especial no que se refere às formas de comprovação das capacidades dos cães em detectar explosivos, de modo a detalhar dispositivos normativos previstos, principalmente, pela IS nº 108-001 e, eventualmente, pelo RBAC/IS nº 110. Tema motivado pela identificação de lacuna regulatória relacionada ao assunto, tanto por servidores da Agência, como pelo setor, e evidenciada a partir da realização da auditoria USAP-CMA (Universal Security Audit Programme Continuous Monitoring Approach) no Brasil, entre agosto e setembro de 2024. 
Modernização de medidas de segurança e controle de acesso de pessoas e objetos O principal objetivo do tema é promover a revisão e modernização das tecnologias e procedimentos utilizados na inspeção de segurança nos aeroportos brasileiros, abrangendo pessoas, objetos e bagagens despachadas. Isso inclui a realização de estudos voltados para a melhoria na inspeção de segurança, com a avaliação da adoção de tecnologias mais avançadas, como scanners de última geração, sistemas não invasivos de detecção de ameaças, e soluções automatizadas que aumentem tanto a precisão quanto a agilidade dos processos de inspeção. Além disso, a modernização abrange a análise e o aprimoramento dos sistemas de controle de acesso às áreas restritas dos aeroportos, como zonas de embarque e áreas operacionais, garantindo maior segurança e controle. 
 O Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 107 serve como a principal norma regulatória para as operações de segurança em aeroportos no Brasil, estabelecendo os padrões mínimos e requisitos para a implementação dessas medidas. 
Atualização do RBAC nº 155 com o volume II do Anexo 14 da OACI e a compatibilização de requisitos de helipontos situados em aeródromos com o RBAC nº 154 Estudo sobre o RBAC nº 155 considerando as recentes emendas ao volume II do anexo 14 da OACI, avaliação de requisitos de operações de Helipontos, a compatibilização do RBAC nº 155 com o previsto no RBAC nº 154 e outras melhorias identificadas 
Remoção de aeronaves inoperantes e retomada das operações O principal objetivo do tema é analisar as fragilidades nos procedimentos de remoção de aeronaves inoperantes e desinterdição de pistas nos aeroportos brasileiros, oferecer orientações para melhorar a eficiência e a segurança na retomada das operações, e avaliar a necessidade de ampliar as prerrogativas dos envolvidos, assegurando a supremacia do interesse público. Com a revisão espera-se a redução do tempo de interdição de pista de pouso e decolagem por aeronaves inoperantes, minimizando transtornos aos passageiros, com cancelamentos e atrasos em voos quando da ocorrência de interdição de pista nos aeroportos. 
 O Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 153 serve como a principal norma regulatória, pois hoje o tema de remoção de aeronaves inoperantes é tratado na seção 153.325 (Plano de emergência em aeródromo (PLEM)) em especial no parágrafo 153.325(a)(8) que traz o conteúdo mínimo do Procedimentos de Remoção de Aeronaves Inoperantes e Desinterdição de Pista (PRAI), estabelecendo os padrões mínimos e requisitos para a implementação sobre o tema. Cumpre destacar ainda a exigência contida no parágrafo 121.1225(d)(1)(iii) do RBAC nº 121, o qual exige a coordenação do Plano de Resposta a Emergência (PRE) dos operadores aéreos com o PLEM dos aeródromos, o que é fundamental para que o planejamento e coordenação das ações a serem tomadas estejam devidamente acordadas e em consonância. 
Estudos de cibersegurança aplicada à aviação civil Estudos sobre cibersegurança em sistemas críticos da aviação civil, incluindo a proteção de aeronaves, infraestrutura aeroportuária e redes de comunicação. 
Requisitos Gerais para Aeronaves Não Tripuladas de Uso Civil – RBAC-E 94 Destina-se a reestruturar o regulamento para maior foco no risco operacional intrínseco e para revisão das regras de operações em ambientes limitados. 
Ampliação das possibilidades de uso de ALE Especiais – RBAC 91 Estudo e avaliação da conveniência em revisar as regras vigentes para ampliação das possibilidades de uso de ALE Especiais, considerando uma abordagem baseada em risco. 
SGSO para organizações responsáveis por projeto ou fabricação de produto e artigo aeronáuticos Busca-se identificar solução que permita a internalização das disposições do Anexo 19 à Convenção de Chicago no contexto de projeto e fabricação de produto e artigo aeronáuticos regulamentados por meio do Regulamento Brasileiro de Aviação Civil no. 21. 
Expansão de Alternativas para Execução de Manutenção em Aeronave Leve Esportiva – ALE Especiais A manutenção para Aeronaves Leves Esportivas Especiais – ALE-E deve seguir as regras previstas no RBAC n° 43. Atualmente, a execução e aprovação da manutenção pode ser feita apenas por mecânico de manutenção aeronáutica (MMA) habilitado em Célula e Grupo Motopropulsor e organização de manutenção certificada conforme RBAC n° 145. A manutenção preventiva, que inclui serviço de baixa complexidade, pode ser feita também por MMA ou por piloto. 
 O uso das ALE tem se expandido, devido ao menor custo em relação a aeronaves certificadas. O conceito de ALE também foi recentemente modificado, exigindo que se reavalie as possibilidades de manutenção para essas aeronaves, com vistas a expandir as opções disponíveis aos operadores, dentro de um nível de segurança aceitável. Uma parcela do setor regulado tem apresentado o tema como uma de suas prioridades, solicitando à ANAC explorar opções regulatórias como a possibilidade de fabricantes realizarem manutenção bem como a possibilidade de emissão de uma licença de “Repairman” específica para atendimento aos ALE-E, que seria de mais simples obtenção do que a licença tradicional do MMA 
Requisitos de rastreamento e Localização de Aeronaves Os requisitos de rastreamento e localização das aeronaves no Anexo 6 Parte I foram atualizados nos últimos anos em razão de acidentes aeronáuticos de grande repercussão mundial, abordando requisitos de ELT, dispositivo de localização subaquática (ULD), localização de aeronaves em situação de emergência e procedimentos de rastreamento de aeronaves. O tema visa avaliar a pertinência de harmonização da regulamentação nacional (RBAC nº 121) com o Anexo 6 Parte I. 
Requisitos de Exames de Proficiência de Pilotos Os requisitos de periodicidade dos exames de proficiência dos pilotos a cada 6 meses, conforme Anexo 6 Parte I, não são atendidos pelo RBAC nº 121, que requer esses exames a cada 12 meses. O tema visa avaliar a pertinência de harmonização da regulamentação nacional com o Anexo 6 Parte I. 
Cálculo de distância de pouso em voo (inflight landing distance – IFLD) Os requisitos de cálculo de distância de pouso em voo (infligh landing distance – IFLD) foram incluídos no Anexo 6 Parte I, mas somente foram incorporados pela ANAC pontualmente, como na IS nº 121-020, para operações em Congonhas e Santos Dumont. O tema visa avaliar a pertinência de harmonização da regulamentação nacional com o Anexo 6 Parte I, podendo a aplicação se estender para qualquer operação sob o RBAC nº 121. 
Programa de Acompanhamento e Análise de Dados de Voo (PAADV) Os requisitos de programa de acompanhamento e análise de dados de voo (PAADV) constam de forma genérica no RBAC nº 121, sendo detalhados na IS nº 119-008. A aplicabilidade do PAADV no Anexo 6 Parte I da OACI foi alterada recentemente, e a nova aplicabilidade não foi reproduzida na regulamentação nacional. O tema visa avaliar a pertinência de harmonização da regulamentação nacional com o Anexo 6 Parte I. 
Operação de Balões: requisitos da aviação geral e para operações comerciais Desde a mudança na Lei nº 11.182, alterando os valores cobrados para certificação de balões, houve solicitações de certificação de balões junto à SAR. Ocorre que não há regras claras para operações comerciais de balões, e o próprio RBAC nº 91, embora se aplique a balões, não tem requisitos adequados para a operação de balões. O tema propõe o adequado tratamento da operação de balões tanto na aviação geral (RBAC nº 91) quanto nas operações comerciais, abrangendo aspectos da operação propriamente dita e de aeronavegabilidade continuada. Excluem-se do escopo as operações de balão de caráter desportivo, no âmbito do RBAC nº 103. 
Entidades de gerenciamento da aeronavegabilidade continuada de aeronaves Atualmente o gerenciamento da aeronavegabilidade de aeronaves é atribuição intrínseca ao operador aéreo, seja ele da aviação geral (RBAC nº 91) ou de serviços aéreos (como sob os RBAC nº 121 ou 135). Em razão da especificidade técnica requerida, muitas vezes, os operadores de aviação geral recorrem a organizações de manutenção aeronáutica para, informalmente, realizarem o gerenciamento da aeroanvegabilidade continuada de suas aeronaves. O tema se propõe a regulamentar esse tipo de serviço de gerenciamento. 
Avaliação dos requisitos para instrutor e examinador credenciado para operações sob os RBAC nº 121 e 135 Atualmente os requisitos para instrutores e examinadores para operações de transporte aéreo constam nas seções de 121.411 a 121.414 do RBAC nº 121 e 135.337 a 135.340 do RBAC nº 135. Esses requisitos se baseiam nos regulamentos do FAA (14 CFR Part 121 e 135), em que são aplicáveis somente para tripulantes de voo; embora aqui sejam aplicáveis também a comissários e despachantes operacionais de voo (DOV), gerando algumas dificuldades de cumprimento. Ainda, há outros requisitos em que constam as atribuições dos instrutores e examinadores credenciados, referentes ao cumprimento de requisitos de treinamentos e exames dos regulamentos. Deve ser avaliar a atribuição requerida (instrutor ou comissário) para realizar cada atividade. 
Situações de Emergências (ambientais, de saúde, sociais) e Voos Humanitários Alguns eventos a princípio alheios à aviação, como a Pandemia de Covid-19 (caracterizada pela declaração de “Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) em decorrência da Infecção Humana pelo novo Coronavírus (2019-nCov)’); as secas na região Norte entre 2023 e 2024; e o estado de calamidade pública no território do estado do Rio Grande do Sul afetados pelos eventos climáticos de chuvas intensas, em maio de 2024, costumam demandar ações da Anac, seja para tratar dos impactos na aviação, seja para verificar como a aviação pode ser utilizada para apoiar o enfrentamento às consequências desses eventos. Este tema busca tornar a regulamentação de padrões operacionais da Anac mais preparada para lidar com tais situações, facilitando a atuação da Anac, bem como permitindo que a aviação apoie mais efetivamente a sociedade nessas situações. 
Requisitos para Operação Aerodesportiva em Aeronaves sem Certificado de Aeronavegabilidade e de credenciamento de associações aerodesportivas Avaliação dos eventuais problemas associados ao marco regulatório para operações de aerodesporto no Brasil e identificação das possíveis melhorias para incentivo da prática desportiva no sistema de aviação civil brasileiro. 
Estudos sobre VTOL Estudos sobre VTOL: requisitos de certificação de aeronaves, de infraestrutura de vertiportos, de pilotos, e operacionais e de segurança. 
Revisão do RBAC n° 67 – Requisitos para Concessão de Certificados Médicos Aeronáuticos, para o cadastro e Estudo acerca de melhorias ao RBAC n° 67 como um todo. 
credenciamento de médicos, credenciamento de clínicas e para o convênio com entidades públicas  
Atualização dos requisitos de licença, habilitações e regras gerais para mecânico de manutenção aeronáutica Diante da falta de profissionais no mercado, pretende-se estudar melhorias para o processo de formação descritos no RBAC nº 65, levando em conta a experiência exigida, contagem do tempo e o conteúdo e duração dos cursos obrigatórios. 
Regras de cobrança e arrecadação das tarifas aeroportuárias de embarque, conexão, pouso e permanência Revisão da Resolução nº 432/2017, que dispõe sobre as regras de cobrança e arrecadação das tarifas aeroportuárias de embarque, conexão, pouso e permanência, e de outras normas que tangenciam o objeto. 
Acessibilidade de passageiros com necessidade de assistência especial (PNAE) ao transporte aéreo – Resolução nº 280 de 2013 O principal objetivo do tema é a efetiva implementação das atuais políticas públicas para acessibilidade no contexto do setor de transporte aéreo. Muito embora a Agência tenha regulamentação específica sobre a matéria, a Resolução nº 280/2013, que dispõe sobre procedimentos relativos à acessibilidade de passageiros com necessidade de assistência especial, é anterior à Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, que institui o Estatuto da Pessoa com Deficiência). Tal contexto é um indicativo para potencial revisão do normativo da Agência. 
Prestação da assistência às vítimas de acidentes aeronáuticos e seus familiares – Planejamento, organização e execução das ações requeridas do transportador aéreo e do operador de aeródromo – IAC 200-1001 A ocorrência de um acidente aeronáutico provoca uma tragédia de grandes proporções, ainda que haja apenas uma vítimas, mas é especialmente traumático quando envolve aeronaves engajadas nas operações que ocorrem sob o RBAC nº 121 – Operações de transporte aéreo público com aviões com configuração máxima certificada de assentos para passageiros de mais de 19 assentos ou capacidade máxima de carga paga acima de 3.400 kg -, sendo reconhecida a necessidade urgente de que seja prestada assistência às vítimas bem como apoio a seus familiares. 
 Deste modo, faz-se necessário que haja uma norma atualizada que estabeleça as ações sob a responsabilidade dos transportadores aéreos, nacionais e estrangeiros, que ofertem os serviços de transporte aéreo de passageiros no Brasil, bem como aos operadores de aeródromo para prover a devida assistência e gerenciar os serviços que devem ser tornados imediatamente disponíveis às vítimas, bem como as medidas de apoio aos seus familiares. Diante do acidente aeronáutico, cabe aos transportadores aéreos e operadores de aeródromo as importantes tarefas de informar sobre os passageiros e os tripulantes a bordo, responder aos questionamentos dos seus familiares, atender às suas necessidades imediatas e posteriores, bem como tomar as devidas providências para preservar a privacidade e identidade dos envolvidos no acidente. 
Avalição do Resultado Regulatório – ARR – Revisão das obrigações de divulgação de percentuais de atrasos e A Resolução ANAC nº 218/2012 tem como objetivo fornecer aos passageiros informações prévias sobre os percentuais de atrasos e cancelamentos de voos durante o processo de comercialização do transporte aéreo. Após mais de doze anos desde a publicação dessa norma, torna-se oportuno reavaliá-la no contexto da gestão de estoque regulatório. 
cancelamentos no transporte aéreo público de passageiros durante o processo de comercialização  
Avalição do Resultado Regulatório – ARR da Resolução 400/16 que dispõe sobre as condições gerais de transporte aéreo O tema proposto refere-se à realização de uma Avaliação de Resultado Regulatório (ARR) da Resolução ANAC nº 400, de 13 de dezembro de 2016, que estabelece as condições gerais aplicáveis ao transporte aéreo de passageiros. A ARR buscará analisar a efetividade, eficiência e coerência da norma frente aos objetivos originalmente estabelecidos, avaliando se os direitos e deveres dos passageiros e transportadores foram adequadamente garantidos, além de identificar possíveis impactos regulatórios inesperados. A proposta também prevê identificar oportunidades de melhoria regulatória e alinhamento às melhores práticas internacionais, reforçando a competitividade do setor aéreo. 
Avaliação do modelo de regulação adotado pela Agência, de modo a possibilitar o aprimoramento da efetividade da fiscalização e da adoção de providências administrativas decorrentes da fiscalização Na busca por maior eficiência na promoção dos fins almejados pela regulação, autoridades de referência e estudiosos do tema têm customizado o modelo regulatório com maior atenção ao perfil de comportamento do agente regulado. Erros cometidos por agentes que apresentem aspectos característicos da cooperação devem ser prioritariamente prevenidos por meio da utilização de ferramentas de conscientização e do fomento à imediata regularização. Por outro lado, casos graves, descumprimentos reiterados e falhas que revelem postura desvirtuada e lesiva ao sistema devem ser respondidos com medidas punitivas mais rigorosas. Desde modo, o tema se destina a estudar possíveis alterações à Resolução ANAC nº 472/2018 e a outros normativos afetos ao tema, com o objetivo de adotar providências administrativas adequadas e proporcionais à gravidade e ao histórico dos regulados, bem como promover o retorno célere e definitivo do regulado à conformidade. 
Regulamentação do monitoramento e reporte de emissões de CO 2 das operações domésticas pelo uso de SAF, conforme termos da Lei Combustíveis do Futuro, assim como a fiscalização associada ao seu cumprimento O marco legal do combustível do futuro, estabelecido pela Lei n. 14.993/2024 tem como objetivos principais o incentivo à pesquisa, à produção, à comercialização e ao uso de SAF no Brasil, e institui um mandato para que operadores aéreos reduzam gradualmente suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) em suas operações domésticas, a partir de 2027, por meio da utilização de SAF. À ANAC caberá definir as metodologias de cálculo de verificação da redução de emissões associadas ao uso de SAF e de outros meios alternativos, bem como fiscalizar o cumprimento do mandato. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Aviação em crescimento: Brasil bate recorde de viajantes em voos para o exterior

Com 2,1 milhões de passageiros transportados em novembro, país registra crescimento de 14% na comparação com o ano passado

A aviação civil brasileira alcançou um novo marco em novembro, com um recorde de mais de 2,1 milhões de passageiros em voos internacionais. Esse número representa um aumento de 14% em relação ao mesmo período de 2023, quando 1,8 milhão de pessoas viajaram para o exterior. O crescimento do setor reflete a recuperação do mercado aéreo e o fortalecimento do Brasil como um hub de turismo, conectando cada vez mais pessoas ao mundo.
Pela primeira vez na história, o país movimentou mais de 2 milhões de viajantes no mercado internacional no mês de novembro. O indicador segue em alta pelo 44º mês consecutivo. Esse dado reforça o compromisso do Governo Federal, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em expandir a conectividade aérea com os demais continentes.

O ministro da pasta, Silvio Costa Filho, ressaltou as várias ações adotadas pelos setores público e privado com o objetivo de fortalecer o modal aéreo e alcançar o crescimento da aviação. “Estamos tendo um ano de muito sucesso na nossa aviação internacional, com previsão de ser o melhor da história. O bom resultado alcançado até aqui é fruto de grandes parcerias realizadas com o Ministério do Turismo, Embratur, empresas aéreas e toda a cadeia produtiva. Entre as ações realizadas pelo Governo Federal está o lançamento do Programa de Aceleração do Turismo Internacional (PATI), com investimentos para promover o turismo internacional”, avaliou.

De janeiro a novembro deste ano, mais de 22,6 milhões de turistas passaram pelos aeroportos brasileiros em voos para o exterior. Esse indicador acumula uma alta de 17% em relação aos dados apurados no mesmo período do ano passado. Chile, Portugal, Argentina e Estados Unidos são os destinos com maior fluxo de turistas, tendo o Brasil como origem e/ou destino. O número de voos no mercado internacional também apresentou variação positiva. No mês de novembro, foram cerca de 12 mil operações para o exterior. No acumulado do ano, o indicador cresceu 15,6%.

Crescimento interno

Se no mercado internacional os números são positivos, no mercado doméstico não é diferente. O número de viajantes dentro do país alcançou 8 milhões no último mês, o que representa um crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2023. Esse é o melhor valor para o período desde 2019. Os números reforçam a ascensão do turismo nacional ao longo deste ano. A oferta de voos também cresceu no período (6,5%), com destaque para as regiões Sudeste e Nordeste.

Considerando a movimentação total de viajantes na aviação civil brasileira, de janeiro a novembro foram mais de 107 milhões de pessoas transportadas pelo modal aéreo. A movimentação geral e no mercado internacional são as melhores para o mês de novembro desde o início da série histórica, iniciada em 2000. Os dados aqui apresentados fazem parte do painel de Demanda e Oferta, disponibilizado pela Agência Nacional de Aviação Civil.

Recentemente, de acordo com dados divulgados pela Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), o Brasil se tornou o quarto maior mercado no ranking mundial de voos domésticos, representando 1,2% do total mundial. Em operações nacionais, o país teve um crescimento de 6,6%, média acima do mercado global (5,6%). O resultado indica uma franca recuperação do país no número de passageiros em voos domésticos, atrás apenas de Estados Unidos, China e Japão.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Avião da Embraer que caiu no Cazaquistão pode ter sido atingido por míssil

De acordo com informações da imprensa local, sobreviventes teriam ouvido uma explosão ao se aproximarem de Grozny, na Chechênia

A queda de um avião da Embraer que matou ao menos 38 pessoas em Aktau, no Cazaquistão, nesta quarta-feira (25), pode ter sido causada por um míssil, segundo relatos da imprensa.

De acordo com a agência Euronews, fontes oficiais ligadas à investigação do desastre disseram que alguns dos passageiros que sobreviveram ao acidente com o E190 da Azerbaijan Airlines teriam ouvido uma explosão ao se aproximarem de Grozny, na região russa da Chechênia, o destino do voo que saiu da capital do Azerbaijão, Baku.

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Issa Tazhenbayev / AFP

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Kamilla Jumayeva / AFP

Mais cedo, o canal de notícias Anewz, do Azerbaijão havia citado em reportagem as declarações de um blogueiro militar russo relacionando os danos à aeronave a um sistema de mísseis de defesa aérea.

A tese de que o sistema de defesa aérea russo pode ter abatido o avião é corroborada por relatos de ataques de drones ucranianos na Chechênia na manhã de quarta-feira (25).

Fonte: GHZ

Anac realiza workshop internacional para planejar o crescimento sustentável do tráfego aéreo até 2050

Especialistas discutiram metodologias avançadas de projeção e estratégias para o futuro da aviação, com foco em infraestrutura e sustentabilidade no setor aéreo global

AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac) promoveu, entre os dias 16 e 18 de dezembro, o Workshop sobre Previsões de Tráfego Aéreo de Longo Prazo (Long-Term Forecast Workshop). Realizado em parceria com a Organização Internacional de Aviação Civil (Oaci), o evento reuniu especialistas nacionais e internacionais na sede da Anac, em Brasília (DF), para discutir metodologias avançadas de projeção e planejamento no setor de aviação civil. 

A programação incluiu apresentações detalhadas sobre o uso de modelos baseados em demanda de passageiros e fatores econômicos, como renda per capita e preços de combustíveis. Behzad Taghipour, especialista em Aviação Associado da Oaci, destacou o papel dessas projeções na identificação de necessidades de infraestrutura e no planejamento estratégico, essencial para evitar que limitações logísticas impeçam o crescimento do transporte aéreo. 

Com base em cenários prospectivos – otimista, moderado e pessimista – foram realizados estudos que projetam o crescimento do transporte aéreo de passageiros e cargas até 2050. Essas projeções consideram fatores como a realização de grandes eventos esportivos e a recuperação global após crises de saúde, como endemias e pandemias. 

No contexto brasileiro, Antônio Marcos Oliveira, coordenador-geral de Planejamento, Estudos e Treinamento em Aviação Civil, do Ministério de Portos e Aeroportos, apresentou o Plano Aeroviário Nacional – PAN 24. Essa ferramenta estratégica de planejamento atende às recomendações da Oaci e projeta o desenvolvimento do setor no Brasil para os próximos 30 anos, a partir de 2022, oferecendo uma percepção profunda sobre o crescimento da demanda nacional. 

A indústria aeronáutica também esteve representada por Juan Saeta Farinha, líder das iniciativas de previsão de mercado da Embraer, que ressaltou o papel da infraestrutura na viabilização do crescimento sustentável do transporte aéreo e do desenvolvimento nacional. 

O evento reforçou o compromisso da Anac de apoiar a Oaci na promoção do desenvolvimento integrado da aviação civil, com base em projeções sólidas que impulsionem tanto o crescimento econômico quanto a sustentabilidade do setor aéreo global. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

EMAER aprova o projeto de implementação do primeiro Laboratório de Inteligência Artificial da Força Aérea Brasileira

Reconhecendo os benefícios da Inteligência Artificial (IA), o Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER) aprovou o projeto de implementação do primeiro Laboratório de Inteligência Artificial da Força Aérea Brasileira (FAB). Aprovado em novembro de 2024, o projeto proposto pelo Centro de Computação da Aeronáutica de São José dos Campos (CCA-SJ) será financiado pelo Plano de Investimentos de Royalties do Comando da Aeronáutica (COMAER), com foco em Modelos de Linguagem de Grande Escala (Large Language Models – LLM). O objetivo é transformar operações e aprimorar a eficiência em áreas essenciais, como a tomada de decisões, manutenção de aeronaves, simulação de cenários e otimização logística.

Localizado em São José dos Campos (SP), o CCA-SJ beneficia-se de sua proximidade com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), fomentando parcerias estratégicas. A colaboração com o Instituto de Logística da Aeronáutica (ILA) também será crucial para o avanço do uso de IA no setor logístico.

O projeto de inovação, pioneiro no âmbito do Comando-Geral de Apoio (COMGAP), envolve a colaboração com o Centro de Computação da Aeronáutica do Rio de Janeiro (CCA-RJ), no uso do Sistema Integrado de Logística de Material e de Serviços (SILOMS). Os resultados também serão compartilhados com o Computação da Aeronáutica de Brasília (CCA-BR) e o Centro de Defesa Cibernética da Aeronáutica (CDCAER), promovendo a integração de capacidades em cyberdefesa.

Para o Chefe do CCA-SJ, Coronel Aviador Josemir Ribeiro Lima, a aprovação do projeto marca um momento relevante para a modernização tecnológica no COMAER. “O foco inicial será a otimização de sistemas como o SILOMS e o SIGADAER, essenciais para a gestão logística e administrativa da FAB. Entretanto, o alcance do projeto vai muito além: ele pavimenta o caminho para a aplicação de Inteligência Artificial em diversas outras áreas. Além da infraestrutura computacional a ser adquirida, esta iniciativa será fundamental para o desenvolvimento de expertise interna, para a formação de especialistas e para o fortalecimento de parcerias estratégicas, promovendo eficiência e inovação contínuas”, destacou.

Investimento de R$ 6,5 Milhões para Potencializar a IA nas Operações da FAB

A Diretoria de Tecnologia da Informação da Aeronáutica (DTI), comprometida com a adoção de tecnologias de ponta, inicia um novo ciclo de inovação ao implementar Inteligência Artificial (IA) em sistemas administrativos e operacionais, por meio do CCA-SJ.

Com um aporte de R$ 6.594.771,20, o projeto visa, principalmente, a aquisição de infraestrutura computacional, executando modelos de alta performance localmente, nas dependências da própria Força Aérea, em seu Núcleo Corporativo de TI, no DCTA. A utilização desses aceleradores permitirá à FAB explorar todo o potencial da IA garantindo agilidade e precisão nas operações. Com isso, a Força Aérea Brasileira se posiciona na vanguarda da tecnologia militar, com autonomia e soberania sobre seus dados, promovendo inovação e segurança em suas missões.

Potencialidades Futuras do Uso de Inteligência Artificial no COMAER

Com o desenvolvimento de IA, a FAB será capaz de tomar decisões mais rápidas e precisas ao processar grandes volumes de dados em tempo real. Isso proporcionará uma resposta mais ágil a situações complexas, como o gerenciamento de missões e operações de combate. A IA também será aplicada para monitorar e prever falhas nas aeronaves, melhorando a disponibilidade e reduzindo custos de manutenção.

Simulações de combate poderão ser viabilizadas, permitindo o treinamento de pilotos e equipes em cenários seguros e econômicos, sem o uso de combustível ou emissão de carbono, até mesmo durante sua formação. Além disso, a automação de tarefas repetitivas, como a análise de imagens, otimizará os recursos humanos da FAB, permitindo que os operadores se concentrem em atividades mais estratégicas. Em termos de segurança, a IA auxiliará na detecção de ameaças, garantindo maior precisão na proteção de aeronaves e bases aéreas. No campo da logística, os algoritmos de IA otimizarão o planejamento de rotas, alocação de recursos e gestão de suprimentos, aumentando a eficiência no apoio às missões da FAB.

Fonte: Fab

Com R$ 1,1 bi, BNDES apoia exportação de oito aviões da Embraer para a Azorra

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,1 bilhão para a exportação de oito jatos comerciais E190-E2 e/ou E195-E2 da Embraer para a Azorra, companhia americana especializada em aquisição e arrendamento de aeronaves para a operação de companhias aéreas comerciais.

As aeronaves já estão incluídas na carteira de encomendas da Embraer e serão entregues entre dezembro de 2024 e 2025 a operadores. Esse é o terceiro financiamento do BNDES à exportação de aeronaves da família E2 para a Azorra, atualmente a quarta maior empresa de arrendamento mercantil de aeronaves regionais, com carteira atual de contratos de arrendamento com 31 clientes em 26 países.

O financiamento cobrirá uma parcela do investimento total da Azorra na compra dos aviões, e se dará por meio do BNDES Exim Pós-embarque, com desembolsos realizados em reais no Brasil em favor da Embraer. A Azorra (importadora) assumirá o compromisso de pagamento em dólares ao BNDES, gerando divisas nessa moeda para o Brasil. Além da geração de divisas, a operação também contribui para geração e manutenção de empregos de alta qualificação no Brasil, fortalecendo a posição de mercado da Embraer junto às empresas de arrendamento de aeronaves e no mercado asiático.

“Somente neste ano, o BNDES aprovou o financiamento para a exportação de 56 aeronaves da Embraer para diferentes mercados, nas Américas, Europa e Ásia. Fechamos novos contratos para aviões comerciais e militares. Também está apoiando a produção do carro-voador da empresa, com fábrica no Brasil e elevada produção tecnológica. São financiamentos que comprovam a eficácia da atuação autônoma, célere e transparente do Banco. Na história, o BNDES já apoiou a produção de mais de 1.300 aviões da empresa”, afirma o presidente da instituição, Aloizio Mercadante.

“A Embraer tem um portifólio moderno e competitivo e está ampliando a presença dos jatos comerciais da família E2, conquistando novos clientes em mercados internacionais. O apoio de instituições de crédito como o BNDES é essencial para tal avanço. Nesse sentido, temos buscado soluções inovadoras de financiamento de modo a oferecer alternativas mais interessantes para os nossos clientes, fortalecendo assim a nossa posição no cenário global”, afirma o vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Embraer, Antonio Carlos Garcia.

A operação será a primeira do BNDES a contar com garantia do Seguro de Crédito Privado da ITASCA, oferecido pela Agente de Seguros Itasca MGA Limited. Trata-se de um seguro de crédito do tipo ANPI (Aircraft Non-Payment Insurance), que oferece cobertura integral do crédito pelo prazo total da operação.

“O setor aeronáutico é estratégico devido ao seu alto valor agregado em conteúdo tecnológico, inovação e capacitação de mão de obra. Em média, 30% do que a Embraer exporta conta com financiamento do BNDES, instrumento imprescindível para que a empresa ganhe mais mercados e sobre o qual não se pode criar nenhum entrave. O apoio do BNDES garante condições de competitividade similares às concorrentes internacionais, que também contam com financiamentos dos bancos de desenvolvimento e agências de crédito à exportação dos seus respectivos países”, afirma o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luís Gordon.Link: https://agenciadenoticias.bndes.gov.br/detalhe/noticia/Com-R$-11-bi-BNDES-apoia-exportacao-de-oito-avioes-da-Embraer-para-a-Azorra/

Fonte: Agência Gov

Anac lança Asas do Conhecimento e disponibiliza manuais aeronáuticos gratuitos

Iniciativa faz parte do programa Asas para Todos e busca tornar o conhecimento acessível

AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac) lançou nesta terça-feira, 17 de dezembro, a série “Asas do Conhecimento”, uma iniciativa que disponibiliza manuais de conhecimento aeronáutico para quem deseja ingressar nas profissões da aviação civil ou para profissionais que buscam aprimorar conhecimentos. Este projeto faz parte do programa estratégico “Asas para Todos”, que visa fomentar a diversidade, inclusão, capacitação e formação na aviação civil brasileira, tornando o conhecimento acessível a todas as pessoas. 

Ao todo, serão publicadas 17 apostilas. Neste momento, estão disponíveis três manuais no portal da Anac. Confira: 

  • Introdução à Aviação: a apostila contém a história da aviação, da história da aviação civil brasileira, da criação da Anac como órgão de fiscalização e regulação. Além de trazer conhecimentos básicos para o piloto aluno bem como para pilotos já certificados que buscam certificação mais avançada e específica, como licenças e habilitações. 
  • Construção de Aeronaves: neste material, é feita uma introdução sobre a estrutura das aeronaves. 
  • Tomada de Decisão: a Tomada de Decisão Aeronáutica (TDA) é uma abordagem sistemática do raciocínio usado pelos pilotos para determinar de forma consistente o melhor curso de ação em resposta a um determinado conjunto de circunstâncias. 

Asas para Todos 

Criado pela Anac, o programa “Asas para Todos” é uma iniciativa estratégica que integra o pilar social da Política de Sustentabilidade da Agência. O objetivo é ampliar a participação de todas as camadas da população no setor da aviação civil, com atividades direcionadas a estudantes de baixa renda, mulheres, profissionais da área, passageiros e servidores da Anac. O programa é um grande pacto pela diversidade e inclusão social na aviação civil brasileira, realizado em parceria com o governo, setor aéreo, universidades e sociedade. 

O Asas para Todos visa fortalecer o ensino aeronáutico, garantir mão de obra qualificada e democratizar a formação de pilotos. O subprograma inclui parcerias e ações educativas para ampliar o acesso à formação profissional no transporte aéreo e preservar a memória histórica do setor. 

Para mais informações, confira o hotsite sobre o programa Asas para Todos

Fonte: Anac

Brasil participa da Semana da Segurança da Oaci em Mascate, Omã

Evento abordou oportunidades e desafios em segurança e cibersegurança na aviação civilCompartilhe:

OBrasil esteve presente na Semana da Segurança da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci) 2024, realizada em Mascate, capital do Omã, entre os dias 9 e 11 de dezembro. O evento reuniu autoridades, especialistas e representantes de diversos países para discutir os principais desafios e oportunidades no campo da segurança e cibersegurança da aviação civil. 

A delegação brasileira, composta por representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Comando da Aeronáutica (Comaer) e Ministério das Relações Exteriores (MRE), participou ativamente das discussões e debates, contribuindo com a experiência brasileira e apresentando as iniciativas nacionais para fortalecer a segurança da aviação. 

Durante os três dias de evento, foram discutidos pontos como a implementação de um plano global para a segurança da aviação civil (Global Aviation Security Plan, ou GASeP); novas ameaças à aviação civil, como uso indevido de drones e ataques cibernéticos; coordenação civil-militar; cibersegurança; tecnologia e inovação; e a busca de equidade de oportunidades para todos os gêneros na aviação civil. 

A participação do Brasil na Semana da Segurança da Oaci reforça o compromisso do país com a segurança da aviação civil e contribui para a promoção de um ambiente aéreo seguro e eficiente. 

Adoção da Declaração de Mascate 

O evento também resultou na adoção da Declaração de Mascate, um marco significativo para a segurança e cibersegurança da aviação global. A declaração destaca o papel crucial da aviação na conexão do mundo e no impulsionamento do crescimento econômico. Reconhecendo a evolução do cenário de ameaças, incluindo ciberataques e riscos internos, a declaração destaca a necessidade de maior cooperação e coordenação entre Estados, indústria e demais partes interessadas. 

Em seu pronunciamento, Brasil destacou o compromisso da aviação brasileira com a segurança e a facilitação do transporte aéreo, a importância da cooperação entre os países para atingir as metas do GASeP e a necessidade de buscar soluções regulatórias baseadas em risco para mitigar novas ameaças. 

A Declaração de Mascate pode ser acessada em inglês e espanhol no portal da Oaci.

Assessoria de Comunicação Social da Anac

Vídeo mostra o momento em que um Airbus A320 pousou sob declaração de “PAN PAN” no Aeroporto de Guarulhos

Uma gravação publicada pelo canal “SBGR Live” no YouTube mostra o momento em que um avião Airbus A320 pousou no Aeroporto Internacional de São Paulo – Governador André Franco Montoro, em Guarulhos (SP), sob declaração de “PAN PAN”.

O sinal radiotelefônico de urgência PAN PAN é usado por alguém a bordo de um barco, navio, aeronave ou outro veículo para declarar que precisa de atenção ou ajuda devido a uma situação urgente, mas que, até o momento, não representa um perigo imediato para a vida de ninguém ou para o próprio veículo.

No vídeo a seguir, captado pela câmera ao vivo do SBGR Live na terça-feira, 10 de dezembro, é possível ouvir a piloto do Airbus A320 falando PAN PAN no momento em que identificou o seu voo para a controladora de tráfego aéreo da Torre Guarulhos:

Como ouvido na gravação acima, a piloto faz a identificação como “Torre, boa tarde. É o TAM 3546 PAN PAN, estabilizado no ILS Whiskey da 28 esquerda”. Nesse momento, os bombeiros do Aeroporto de Guarulhos já estavam com seus veículos posicionados nas proximidades da pista 28L, em prontidão para qualquer auxílio que pudesse ser necessário durante o pouso.

O voo em questão, 3546 da LATAM Brasil, era realizado com o Airbus A320 de matrícula PR-MYW, que partiu de Goiânia às 14h45 e chegou a Guarulhos às 16h02. Apesar de algo ter resultado na necessidade de declaração de urgência, o pouso foi completado em segurança.

Como visto, após o pouso, a piloto reportou que não seria necessário nenhum auxílio, sendo possível taxiar por meios próprios para fora da pista, o que parece indicar que o PAN PAN foi motivado por algum problema técnico com o avião.

Os bombeiros seguiram o jato pela pista e depois pelas taxiways até o pátio, sendo esta uma medida padrão de segurança para situações de declaração de urgência ou emergência (MAYDAY).

O PR-MYW voltou a decolar apenas na madrugada da quinta-feira, 12 de dezembro, o que reforça a indicação de que deve ter havido algum problema técnico, necessitando de intervenção de manutenção.

Fonte: Aeroin

Anac aplica restrição operacional ao Aeródromo de Parintins, no Amazonas

Condições verificadas na pista de pouco e decolagem representam riscos significativos às operações aéreas

AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac) informa que, após inspeção aeroportuária realizada no período de 23 a 24 de outubro de 2024, foram identificadas não conformidades críticas no Aeródromo de Parintins (AM) relacionadas principalmente à manutenção da infraestrutura aeroportuária. Entre as principais irregularidades constatadas estão defeitos graves na pista de pouso e decolagem e no pátio de estacionamento de aeronaves, como trincas, desagregação e presença de material solto na superfície.

As condições verificadas na pista de pouco e decolagem de Parintins representam riscos significativos às operações aéreas, podendo ocasionar danos aos motores, pneus e fuselagem das aeronaves, especialmente as de asa fixa com motores a reação.

Apesar das ações corretivas apresentadas pelo operador do aeródromo, como a previsão de recapeamento da pista até 2 de outubro de 2025, as medidas propostas não foram consideradas suficientes para mitigar os riscos no curto prazo.

Diante do cenário apresentado, e com base nos regulamentos vigentes (Regulamentos Brasileiros de Aviação Civil nº 153 e nº 139), a Anac decidiu pela aplicação de restrição operacional ao Aeródromo de Parintins, visando garantir a segurança das operações aéreas. A medida poderá ser reavaliada conforme a evolução das ações corretivas implementadas pelo operador aeroportuário.

Além das condições da pista, outros problemas identificados incluem falhas na manutenção dos auxílios visuais, sistema de drenagem e áreas verdes, bem como riscos associados à presença de resíduos sólidos próximos ao aeródromo, que aumentam a possibilidade de riscos de incidentes aeronáuticos envolvendo aves.

A Anac segue acompanhando o situação do Aeródromo de Parintins e reforça seu compromisso com a segurança operacional em todos os aeródromos do país.

Assessoria de Comunicação Social da Anac