Senado avalia nesta terça-feira a criação de empresa pública para projetos aeroespaciais no Brasil

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado Federal está programada para votar, nesta terça-feira (10), o projeto de lei que autoriza a criação da Alada, uma nova empresa pública brasileira destinada a projetos aeroespaciais (PL 3.819/2024).

Esta iniciativa, proveniente do Poder Executivo e já aprovada pela Câmara dos Deputados em novembro, apresenta a Alada como a responsável por executar grandes projetos no setor, incluindo o desenvolvimento de satélites, foguetes e outras tecnologias aeroespaciais.

O projeto aguarda o parecer do relator, senador Esperidião Amin (PP-SC). A Alada será estruturada como uma subsidiária da NAV Brasil, empresa estatal voltada para serviços de navegação aérea criada em 2020, vinculada ao Ministério da Defesa. A NAV Brasil, por sua vez, foi criada para assumir funções que eram da Infraero, como operação de radares e medição meteorológica.

O governo destaca que a Alada será estratégica para o Brasil, ajudando o país a alcançar a autossuficiência em materiais aeronáuticos, espaciais e bélicos, além de tecnologias sensíveis utilizadas nas indústrias aeronáutica e de defesa. A criação da empresa também visa otimizar a atuação do Comando da Aeronáutica, especialmente no controle do espaço aéreo e navegação.

A proposta prevê a contratação de pessoal técnico e administrativo por tempo determinado, permitindo que servidores públicos e militares sejam cedidos para atuar na empresa. Além disso, a implementação dos projetos será financiada com recursos do Fundo Aeronáutico, com foco em iniciativas de interesse do Comando da Aeronáutica.

A decisão de criar a Alada reflete uma estratégia de fortalecimento da capacidade do Brasil em competir e inovar no setor aeroespacial, buscando consolidar sua presença e influência no desenvolvimento de tecnologias críticas e avançadas.

Fonte: FAB

Escola LATAM, que acaba de ser lançada, conta com seção dianteira e asa de Airbus A320; conheça mais detalhes

Como mostrado hoje pelo AEROIN, a LATAM lançou nesta terça-feira, 10 de dezembro, em suas instalações em São Carlos, no interior de São Paulo, a sua própria escola para formação de mão-de-obra para manutenção aeronáutica, a Escola LATAM.

Já tendo no local o seu grande centro de Manutenção, Reparo e Revisão (MRO), e iniciando ali, com investimento de R$ 40 milhões, a construção de um novo hangar para ampliar sua capacidade a partir de setembro de 2025, que gerará 300 novos empregos, a companhia decidiu garantir, por conta própria, que conseguirá suprir a demanda que terá por técnicos especializados em manutenção de aviões.

O AEROIN esteve presente na cerimônia, que contou com a participação dos 70 alunos da primeira turma. E após a apresentação oficial, a convite da LATAM, conhecemos as instalações onde os futuros profissionais serão formados nos cursos básico (9 meses de formação), célula, grupo moto-propulsor e aviônicos (mais 9 meses para as três formações específicas, totalizando 18 meses desde o básico até a conclusão).

A escola foi instalada em um prédio onde já existem atividades administrativas e relacionadas aos treinamentos periódicos dos mecânicos que trabalham na companhia. Assim, os alunos contarão com recursos diferenciados para sua formação.

Um exemplo disso são diversos conjuntos de partes, painéis e componentes, que saíram direto dos aviões que já foram retirados da frota da LATAM e estão disponíveis nas salas de aula para o aprendizado dos profissionais.

Uma das sala de aula, com componentes de grupo moto-propulsor (GMP)
Uma das sala de aula, com componentes de grupo moto-propulsor (GMP)
Uma das sala de aula, com componentes de grupo moto-propulsor (GMP)
Laboratório com diversos componentes, sistemas, partes, entre outros
Laboratório com diversos componentes, sistemas, partes, entre outros
Laboratório com diversos componentes, sistemas, partes, entre outros
Laboratório com diversos componentes, sistemas, partes, entre outros

E mais do que tudo isso, há ainda uma novidade: está sendo concluída, ao lado do prédio, a instalação de uma seção dianteira (cockpit + uma parte da fuselagem) e uma semi-asa (asa direita) de um Airbus A320. Com isso, os alunos ganham a oportunidade de ter uma proximidade ainda maior com as atividades práticas que desempenharão na profissão.

Por fim, especificamente para a data de hoje, os 70 alunos receberam um convite durante a cerimônia de apresentação da escola. Alexandre Peronti, diretor de Manutenção da LATAM Brasil, chamou-os a sair direto da cerimônia para uma aula inaugural especial, dada pelo Professor Fernando Martini Catalano, da Engenharia Aeronáutica da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP).

Catalano foi professor do Peronti quando este iniciava sua carreira no setor, e hoje o diretor do MRO da LATAM celebrou a oportunidade de ter os primeiros alunos da Escola LATAM recebendo um pouco da experiência do professor da renomada universidade paulista.

Para esta primeira turma do programa, a LATAM decidiu fornecer bolsa de estudos para 70 funcionários que desejam atuar como mecânico de aeronaves. Desse total, 60 estão sendo concedidas para funcionários que já atuam nas funções de Auxiliar Técnico I e Auxiliar Técnico II, enquanto 10 para colaboradores que ocupam outros cargos.

Vale ressaltar que, embora essa primeira turma seja de alunos selecionados entre funcionários da própria LATAM, a companhia fará seleções externas em próximas turmas. Segundo Peronti, há o interesse em estimular na sociedade o interesse pelas carreiras na aviação. Além disso, futuramente ampliará a escola para a formação de outros profissionais, como pilotos e comissários, por exemplo.

Para conferir mais detalhes sobre a cerimônia da manhã de hoje em São Carlos, clique aqui ou no título logo abaixo.

Fonte: Aeroin

Anac começa a transformar a experiência na aviação civil com o lançamento do Super App

O aplicativo que reúne diversos serviços, que guiam a jornada de novos profissionais, já está disponível para ser baixado nas lojas virtuais

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) acaba de lançar um Super App que promete auxiliar a jornada de quem deseja ingressar ou evoluir na aviação civil, seja como piloto de avião, helicóptero ou planador. O desenvolvimento da ferramenta foi feito em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e lançado oficialmente nas lojas virtuais de aplicativos no dia 4 de dezembro, em Brasília (DF).  

Durante a cerimônia de lançamento, Tiago Sousa Pereira, diretor-presidente da Anac, destacou o compromisso da Agência em facilitar a vida dos regulados, especialmente dos pilotos nesta primeira versão do app. “O Super App reflete nosso esforço em simplificar processos e melhorar a experiência do usuário, colocando o usuário no centro das nossas ações,” afirmou. 

Para o presidente do Serpro, Alexandre Amorim, a importância da parceria na criação do Super App foi essencial para desenvolver um produto que seja um ganho para a sociedade. Ele ressaltou que o trabalho conjunto uniu a expertise tecnológica do Serpro ao conhecimento regulatório da Anac. “Este é um marco de transformação digital, com foco no usuário e na inclusão, ampliando o acesso a serviços públicos essenciais,” destacou Amorim. 

Experiência integrada e inovadora com foco no usuário 

O CEO do Gartner Brasil, Cesar Velloso, classificou o Super App como um exemplo de inovação no setor público, integrando tecnologia de forma proativa e personalizada. Segundo ele, a Anac está na vanguarda ao oferecer uma solução que vai além da digitalização, agregando valor aos serviços e utilizando tecnologias emergentes. 

Já a diretora da Anac, Mariana Altoé, enfatizou a transformação que a nova plataforma representa. “Este aplicativo não é apenas uma ferramenta; é um divisor de águas na forma como nos relacionamos com nossos usuários. Ele será referência em serviços digitais no setor público”, comemorou. 

Jornada simplificada para aspirantes a pilotos 

O Super App da Anac oferece uma experiência centralizada para aspirantes a pilotos. Entre as funcionalidades do aplicativo estão a gestão de cursos e horas de voo, emissão do Certificado de Habilitação Técnica (CHT), pagamentos de taxas e acesso a clínicas e escolas credenciadas. Além disso, a plataforma envia notificações e lembretes para auxiliar no cumprimento de prazos e obrigações, tornando o processo mais simples e rápido. 

Expansão contínua dos serviços 

Inicialmente, o aplicativo atende às necessidades de pilotos privados, mas a Anac planeja expandir sua aplicação para outras categorias e profissionais da aviação civil. “Começamos com pilotos privados, mas as próximas etapas incluirão pilotos comerciais, de linha aérea, comissários de bordo e mecânicos de manutenção aeronáutica. Tudo será implementado de forma modular,” explicou o superintendente da Pessoal da Aviação Civil da Anac Elder Rodrigues. 

O Super App já está disponível para download na Apple Store e no Google Play. Para mais informações, visite a página do Super App em: https://hotsites.anac.gov.br/aplicativoanac/ 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Anac começa a transformar a experiência na aviação civil com o lançamento do Super App

O aplicativo que reúne diversos serviços que guiam a jornada de novos profissionais já está disponível para ser baixado nas lojas virtuais

AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac) acaba de lançar um Super App que promete auxiliar a jornada de quem deseja ingressar ou evoluir na aviação civil, seja como piloto de avião, helicóptero ou planador. O desenvolvimento da ferramenta foi feito em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e lançado oficialmente nas lojas virtuais de aplicativos no dia 4 de dezembro, em Brasília (DF).  

Durante a cerimônia de lançamento, Tiago Sousa Pereira, diretor-presidente da Anac, destacou o compromisso da Agência em facilitar a vida dos regulados, especialmente dos pilotos nesta primeira versão do app. “O Super App reflete nosso esforço em simplificar processos e melhorar a experiência do usuário, colocando o usuário no centro das nossas ações,” afirmou. 

Para o presidente do Serpro, Alexandre Amorim, a importância da parceria na criação do Super App foi essencial para desenvolver um produto que seja um ganho para a sociedade. Ele ressaltou que o trabalho conjunto uniu a expertise tecnológica do Serpro ao conhecimento regulatório da Anac. “Este é um marco de transformação digital, com foco no usuário e na inclusão, ampliando o acesso a serviços públicos essenciais,” destacou Amorim. 

Experiência integrada e inovadora com foco no usuário 

O CEO do Gartner Brasil, Cesar Velloso, classificou o Super App como um exemplo de inovação no setor público, integrando tecnologia de forma proativa e personalizada. Segundo ele, a Anac está na vanguarda ao oferecer uma solução que vai além da digitalização, agregando valor aos serviços e utilizando tecnologias emergentes. 

Já a diretora da Anac, Mariana Altoé, enfatizou a transformação que a nova plataforma representa. “Este aplicativo não é apenas uma ferramenta; é um divisor de águas na forma como nos relacionamos com nossos usuários. Ele será referência em serviços digitais no setor público”, comemorou. 

Jornada simplificada para aspirantes a pilotos 

O Super App da Anac oferece uma experiência centralizada para aspirantes a pilotos. Entre as funcionalidades do aplicativo estão a gestão de cursos e horas de voo, emissão do Certificado de Habilitação Técnica (CHT), pagamentos de taxas e acesso a clínicas e escolas credenciadas. Além disso, a plataforma envia notificações e lembretes para auxiliar no cumprimento de prazos e obrigações, tornando o processo mais simples e rápido. 

Expansão contínua dos serviços 

Inicialmente, o aplicativo atende às necessidades de pilotos privados, mas a Anac planeja expandir sua aplicação para outras categorias e profissionais da aviação civil. “Começamos com pilotos privados, mas as próximas etapas incluirão pilotos comerciais, de linha aérea, comissários de bordo e mecânicos de manutenção aeronáutica. Tudo será implementado de forma modular,” explicou o superintendente da Pessoal da Aviação Civil da Anac Elder Rodrigues. 

O Super App já está disponível para download na Apple Store e no Google Play. Para mais informações, visite a página do Super App em: https://hotsites.anac.gov.br/aplicativoanac/ 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Com infraestrutura comprometida, aeródromo de Parintins está com restrições após inspeção da ANAC

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informa que, após inspeção aeroportuária realizada no período de 23 a 24 de outubro de 2024, foram identificadas não conformidades críticas no Aeródromo de Parintins (AM), relacionadas principalmente à manutenção da infraestrutura aeroportuária.

Entre as principais irregularidades constatadas estão defeitos graves na pista de pouso e decolagem e no pátio de estacionamento de aeronaves, como trincas, desagregação e presença de material solto na superfície.

As condições verificadas na pista de pouso e decolagem de Parintins representam riscos significativos às operações aéreas, podendo ocasionar danos aos motores, pneus e fuselagem das aeronaves, especialmente as de asa fixa com motores a reação.

Apesar das ações corretivas apresentadas pelo operador do aeródromo, como a previsão de recapeamento da pista até 2 de outubro de 2025, as medidas propostas não foram consideradas suficientes para mitigar os riscos no curto prazo.

Diante do cenário apresentado e com base nos regulamentos vigentes (Regulamentos Brasileiros de Aviação Civil nº 153 e nº 139), a ANAC decidiu pela aplicação de restrição operacional ao Aeródromo de Parintins, visando garantir a segurança das operações aéreas. A medida poderá ser reavaliada conforme a evolução das ações corretivas implementadas pelo operador aeroportuário.

Além das condições da pista, outros problemas identificados incluem falhas na manutenção dos auxílios visuais, no sistema de drenagem e nas áreas verdes, bem como riscos associados à presença de resíduos sólidos próximos ao aeródromo, que aumentam a possibilidade de incidentes aeronáuticos envolvendo aves.

A ANAC segue acompanhando a situação do Aeródromo de Parintins e reforça seu compromisso com a segurança operacional em todos os aeródromos do país.

Fonte: Aeroin

Falta de planejamento levou à colisão entre caça e bombardeiro da Segunda Guerra

A colisão no ar de duas aeronaves da Segunda Guerra Mundial durante um show aéreo no Texas foi causada por briefing inadequado, falta de supervisão apropriada e controle de riscos administrativos, informou o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB, na sigla em inglês) nesta segunda-feira.

Em 12 de novembro de 2022, um bombardeiro Boeing B-17G Flying Fortress e um caça Bell P-63F Kingcobra colidiram em voo durante uma apresentação no show aéreo Wings Over Dallas, organizado pela Commemorative Air Force. Ambas as aeronaves caíram, causando a morte de todas as cinco pessoas a bordo do B-17G e do único ocupante do Bell P-63F. Nenhum dos ocupantes das outras seis aeronaves envolvidas na apresentação ou pessoas em solo sofreu ferimentos.

O acidente ocorreu enquanto os oito aviões participantes realizavam uma manobra de reposicionamento que envolvia uma curva de 90 graus à direita seguida de uma curva de 270 graus à esquerda. O P-63F estava em uma curva descendente inclinada à esquerda quando atingiu a asa esquerda do B-17G por trás.

Os investigadores do NTSB conduziram um estudo de simulação de visibilidade que modelou as trajetórias de voo, altitudes e ângulos de inclinação das aeronaves envolvidas no acidente. A análise determinou que os pilotos das aeronaves tinham capacidade limitada de ver e evitar um ao outro devido à geometria das trajetórias de voo e à obstrução da visão pelas estruturas das aeronaves.

O NTSB concluiu que a falta de um plano pré-definido de separação entre aeronaves e outros controles administrativos para mitigar riscos previsíveis contribuíram para o acidente.

O responsável pela coordenação do show aéreo, chamado de air boss, utilizava binóculos e um rádio bidirecional para dirigir as manobras aéreas e os movimentos no solo a partir de uma estrutura elevada no campo de aviação. Os investigadores descobriram que, embora o air boss tenha realizado o briefing exigido pela Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) antes do show, nenhum plano para evitar conflitos verticais ou laterais entre as aeronaves foi discutido, tampouco havia regulamentos que exigissem isso.

Em entrevistas com membros das outras tripulações participantes, alguns pilotos relataram confusão devido à longa sequência de instruções do air boss. O NTSB concluiu que a indústria de shows aéreos carece de termos padronizados para transmitir diretrizes aos pilotos. Além disso, os investigadores apontaram que a estratégia de evitar conflitos do air boss foi ineficaz, pois as trajetórias de voo do B-17G e do P-63F convergiram enquanto cada piloto manobrava em direção às linhas designadas para suas apresentações.

O NTSB também constatou que a FAA e o Conselho Internacional de Shows Aéreos não consideraram adequadamente a necessidade de mitigar melhor os riscos de colisão associados a apresentações envolvendo múltiplas aeronaves de tipos diferentes.

A investigação revelou ainda outros problemas de segurança, incluindo a falta de um plano de avaliação de riscos, comunicação pouco clara, ausência de exigências para avaliações regulares dos air bosses, avaliação de segurança inadequada em shows aéreos, falhas de relatório dentro da Commemorative Air Force e supervisão regulatória insuficiente.

Como resultado da investigação, o NTSB fez recomendações à FAA, ao Conselho Internacional de Shows Aéreos e à Commemorative Air Force.

O resumo da investigação, incluindo as conclusões, causas prováveis e recomendações de segurança, está disponível na página da investigação do acidente. O relatório final será publicado na quinta-feira, também acessível no mesmo site.

Fonte: Aeroin

Empresa aérea processa fabricante de carros por usar o seu código IATA no novo veículo

A IndiGo, maior companhia aérea da Índia, entrou com uma ação judicial contra a Mahindra Electric Automobile Limited, um dos principais fabricantes de veículos do país, por conta do uso de “6E” no nome de seu novo modelo de carro elétrico, o BE 6e.

De acordo com o Hindustan Times, a aérea argumenta que “6E” não é apenas seu designador oficial, mas também um elemento central de sua marca e serviços.

A IndiGo utiliza “6E” para identificar diversos serviços associados à companhia, como o 6E Prime, que inclui seleção de assentos, check-in prioritário e lanches gratuitos, e o 6E Flex, que oferece maior flexibilidade na remarcação e cancelamento de voos.

Este código foi dado à empresa pela IATA, a Associação Internacional do Transportes Aéreos, que usa o código para padronização e identificação em dezenas de sistemas no mundo. No Brasil por exemplo a Azul tem o código “AD”, a GOL o código “G3” e a LATAM o código “LA”.

Além disso, a aérea disponibiliza o 6E add-ons, uma série de complementos que permitem aos passageiros personalizar sua experiência, incluindo bagagem adicional, refeições pré-selecionadas e acesso a lounges VIP, como informa o portal parceiro Aviacionline.

Aspectos legais e registros de marca

A ação foi protocolada na terça-feira, 4 de dezembro, e será analisada em uma audiência marcada para o dia 9 de dezembro.

No entanto, o juiz Amit Bansal se declarou impedido de julgar o caso, conforme reportado pela mídia local. Enquanto isso, a Mahindra teria entrado em contato com a IndiGo para discutir a disputa, segundo afirmou Sandeep Sethi, principal advogado da aérea, ao Hindustan Times.

A IndiGo registrou a marca “6E Link” em 2015 nas classes 9, 35, 39 e 16, que abrangem uso em publicidade e serviços de transporte. Já a Mahindra registrou “BE 6e” em 25 de novembro deste ano sob a classe 12, que autoriza seu uso em diversos tipos de veículos, com exceção de motocicletas e ciclomotores.

Lançamento do BE 6e

O Mahindra BE 6e, projetado como um SUV compacto com perfil esportivo tipo coupé, tem lançamento previsto para fevereiro de 2025. Conforme o Hindustan Times, o modelo terá preço inicial de 18,90 lakh (cerca de 22.800 dólares ao câmbio atual) e competirá com veículos como o Tata Curvv EV, o MG ZS EV e o futuro Hyundai Creta EV.

Fonte: Aeroin

Estudantes vivenciam experiência no Aeroporto de Congonhas (SP)

Jovens conheceram profissões do setor aéreo e viram de perto as operações do aeroporto

Na última semana de novembro, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Aena Brasil, concessionária do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP), receberam no terminal dois grupos de estudantes do ensino médio, para apresentar a eles sobre as profissões do setor aéreo e sobre o funcionamento de um aeroporto. A iniciativa integra o projeto Asas da História, ação de inclusão do programa Asas para Todos, que busca promover interações educativas com jovens de diferentes comunidades e despertar o interesse para as carreiras da aviação. 

No aeroporto, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer, de forma introdutória, as profissões do setor aéreo e os caminhos profissionais que podem ser trilhados. A concessionária Aena Brasil, apresentou as atividades relacionadas à administração e à operação aeroportuária, abrangendo os profissionais de inspeção de segurança, o gerenciamento de segurança operacional (Safety) até o controle e a prevenção de riscos, como a gestão de fauna. Os alunos puderam ainda conhecer algumas das funções ligadas diretamente às aeronaves como os serviços de catering (alimentação a bordo), abastecimento e transporte de carga.  

De acordo com a assessora da Coordenação da Juventude, da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, os jovens que fazem parte do programa Bolsa Trabalho e Juventude, estavam ansiosos pela visita.  “Eles estão com uma alta expectativa e curiosos sobre as atividades profissionais do setor”, contou. 

Após as explicações teóricas, os estudantes participaram de uma visita guiada pelos espaços do aeroporto. A experiência começou nos portões de inspeção, onde puderam entender de perto a importância dos procedimentos para garantir a segurança de passageiros e operações. Em seguida, eles embarcaram no ônibus e puderam conhecer um pouco mais da operação.  

O ponto alto do dia foi a visita à Seção de Combate a Incêndios, do Corpo de Bombeiros civil de aeródromo.  Lá os alunos puderam conhecer e entrar nos caminhões de combate à incêndios, foram apresentados aos equipamentos e procedimentos, como o tempo de reposta a incidentes. Alguns deles ainda puderam vestir os uniformes, com direito a capacete e tudo.  O chefe de equipe dos bombeiros, Cap. Cunimbaba, destacou a importância de ações como essa.  “É interessante saber qual o trabalho do bombeiro, o que essa profissão agrega, os riscos que corremos para salvar vidas. Essa ação é legal porque estimula os jovens também nessa carreira”, ressaltou. Ao final, os alunos receberam o tradicional batismo aéreo, com jatos d’água disparados dos caminhões. 

A ação reforça o compromisso da Anac em aproximar os jovens do universo da aviação, despertando o interesse por carreiras e promovendo a inclusão por meio da educação. Ao todo foram realizadas três visitas a aeroportos, sendo uma em Brasília, com o Centro Educacional São Francisco (CED), de São Sebastião (DF), e duas em São Paulo com alunos indicados pela Coordenação de Políticas para Juventude, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo.   

Assessoria de Comunicação Social da Anac  

CEO da Delta é a favor de novo avião da Embraer, mas alerta sobre possíveis riscos

A chegada de um novo avião no maior mercado da aviação comercial é algo animador para a Delta, mas ela vê que isto terá um alto custo.

Hoje, o mercado de aeronaves que transportam entre 170 e 180 passageiros é dominado pela Airbus e pela Boeing, respectivamente com o A320neo e o 737 MAX, e sem sinal que os concorrentes chineses e russos possam se quer ameaçar uma das duas fabricantes.

No mercado logo abaixo, até 140 assentos, está a Embraer, também líder absoluta, mas que cogita dar passos maiores. Este desejo é antigo tanto da própria diretoria da fabricante brasileira como de acionistas, mercado e até do setor aeroespacial como um todo, mas existe um consenso geral: o risco envolvido.

Conseguir financiamento para uma nova aeronave, maior e feita do zero, não será fácil, e para que ela persevere não será necessário apenas ter performance e preço parecidos com os jatos atuais, mas algo melhor, disruptivo. E é neste ponto que a Embraer está fazendo sua análise, como afirmou o CEO da Delta Air Lines, Ed Bastian.

“É difícil criar um novo lugar na indústria aeronáutica. Apesar de termos apenas duas opções atualmente, entre a Airbus e a Boeing, o custo de entrar com um terceiro competidor é enorme. E por caso, o custo por trás da companhia aérea em termos de adicionar um novo tipo de avião, amplia as complexidades, seja tanto por treinamento para os pilotos, por ter um novo motor, ou o que seja, vai criar uma nova complexidade que não tenho certeza se as companhias aéreas irão querer ter“, diz o CEO ao portal The Air Current durante um evento para investidores nesta semana.

Muita das vezes o ganho operacional que se pode ter com uma nova aeronave não vale o “trabalho” de mudar de fornecedor, e por isso muitas empresas tentam manter a frota mais homogênea possível, exatamente para evitar as “dores de cabeça” de ter algo mais diverso.

Por outro lado, Bastian confirmou que a Embraer entrou em contato com a Delta para entender melhor o que a companhia aérea espera de um avião futuro que substitua seus jatos Airbus A320 e Boeing 737. “Eles estão apenas tentando sentir o mercado, mas uma oferta mesmo seria mais para o final da década, de maneira prática, não algo que possamos tomar decisões”.

Fonte: Aeroin

Preço do bilhete aéreo recua em 22 estados e no DF

Na média geral, todas as regiões brasileiras tiveram recuo na tarifa em outubro

A tarifa aérea doméstica teve redução pelo terceiro mês consecutivo. Em outubro deste ano, o preço médio do bilhete foi de R$ 685,05, valor 11,8% menor do que o observado no mesmo período de 2023. Nos 10 primeiros meses de 2024, o indicador acumula queda de aproximadamente 5%. Um dos principais fatores que têm contribuído para a diminuição da tarifa é o querosene de aviação (QAV), que caiu quase 25% no décimo mês do ano e 11% no acumulado de 2024 em relação aos valores praticados no ano passado.

Silvio Costa Filho, Ministro de Portos e Aeroportos, elenca outros indicadores que podem ter ajudado na redução da tarifa média. “A economia brasileira segue em franca expansão, assim como a renda média do trabalhador, que acumulou alta de 3,9% no terceiro trimestre deste ano. Com maior poder de compra, temos crescimento na demanda por voos e mais brasileiros voando pelo nosso país. Quando a economia cresce, a aviação decola”, acrescenta.

Tarifa por estado

O levantamento disponível no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aponta que os preços ficaram mais baratos em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal. Os dados mostram também que os bilhetes tiveram redução em todas as regiões. Roraima, Rondônia e Amazonas, com 41%, 36,6% e 33,6%, respectivamente, foram as localidades com maior percentual de queda. Com 21,17%, o Norte do país é a região com maior variação de baixa no preço, seguida pelo Centro-Oeste (19,30%), Sudeste (14,33%), Sul (4,86%) e Nordeste (4,12%).

Na comparação por região, os preços praticados no Sudeste foram os mais baratos em outubro deste ano, em relação ao mesmo mês de 2023, com valor médio de R$ 629,01. Por lá, todas as cidades apresentaram queda no indicador, com o maior percentual de redução observado no Rio de Janeiro (17,80%), seguido por Minas Gerais (16,90%), São Paulo (12,70%) e Espírito Santo (10,50%).

Mato Grosso do Sul foi o estado com a menor tarifa praticada em outubro, com média de R$ 600,71, queda de 25,50% na comparação com valores observados há um ano. No Distrito Federal, as tarifas tiveram redução de 22,10%, passando de R$ 815,16 no décimo mês do ano passado para R$ 634,81 em 2024. Em Mato Grosso e Goiás, os bilhetes também recuaram, com quedas de 24% e 2,80%, respectivamente.

Mesmo impactado pelo fechamento do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, entre maio e outubro deste ano, o Rio Grande do Sul foi o estado que apresentou a maior queda percentual no indicador (11,30%), com o preço médio passando de R$ 785,68 há um ano para R$ 696,85. A redução também foi observada no Paraná (1,70%), com tarifa de R$ 646,97 frente aos R$ 658,14 praticados em outubro de 2023. Em Santa Catarina, por sua vez, o preço oscilou 0,40% para cima, saindo de R$ 656,34 para R$ 659,24.

Apesar de ter registrado a maior média de tarifa doméstica em outubro, o Nordeste teve sete estados com redução no valor do bilhete aéreo, com destaque para Alagoas, que apresentou queda de 18% no indicador, passando de R$ 1.051 para R$ 861,39. O menor preço praticado na região foi no estado da Bahia, com tarifa de R$ 712,08, resultado 4,30% inferior ao observado há um ano, seguido por Maranhão (R$ 732,25, queda de 8,50%) e Sergipe (R$ 770, decréscimo de 7,50%). No Ceará, o preço do bilhete se manteve estável na comparação entre os períodos, sendo comercializado por R$ 905,96.

Mais voos e menor preço

A oferta de assentos em voos nacionais cresceu mais de 11% em outubro. No mesmo período, a taxa de ocupação das aeronaves ficou em 84%, maior desde o início da série histórica. O número de voos realizados saltou 3,2% no mês na comparação com o ano anterior, totalizando quase 67 mil decolagens no período. A quantidade de viajantes também se destacou no décimo mês deste ano, com mais de 8,2 milhões de turistas utilizando o modal aéreo como meio de transporte.

O percentual de tarifas comercializadas até R$ 500 também cresceu, saltando de 37,7% em outubro do ano passado para 45,2% em 2024. A quantidade de bilhetes vendidos por valor inferior a R$ 300 foi superior a 20% no décimo mês do ano, contra 17,4% do total observado no mesmo período de 2023.

Fonte: Agência GOV