Corrida espacial: Brasil já tem data marcada para seu primeiro lançamento de foguete

Lançamento de foguete no Brasil inaugura fase comercial no Centro de Lançamento de Alcântara (MA); cinco satélites e três experimentos estarão a bordo


Lançamento de foguete no Brasil já tem data marcada para ocorrer. Um lançamento de foguete no Brasil está confirmado para o dia 22 de novembro, quando o veículo sul-coreano HANBIT-Nano, da Innospace, realizará seu voo a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. A Operação Spaceward será conduzida pela FAB (Força Aérea Brasileira) em parceria com a AEB (Agência Espacial Brasileira). De acordo com a FAB, a missão representa a entrada efetiva do país no mercado global de lançamentos espaciais, com geração de novas oportunidades de investimento e ampliação da cadeia econômica do setor. A confirmação ocorreu após revisão climática, checagem de integração do veículo e das cargas úteis, análise de segurança e verificação da prontidão operacional, podendo haver ajustes de data e horário conforme variações locais, segundo a Força Aérea Brasileira.

Lançamento de foguete no Brasil marca o primeiro voo comercial nacional

O lançamento de foguete no Brasil marca o primeiro voo comercial realizado a partir do território nacional, consolidando a Operação Spaceward como um divisor de águas para o programa espacial brasileiro. A iniciativa deriva de um edital de chamamento público aberto pela AEB em 2020 para empresas interessadas em utilizar o CLA. A Innospace foi selecionada e assinou contrato com o Comando da Aeronáutica (COMAER) em 2022. O HANBIT-Nano carregará cinco satélites e três experimentos desenvolvidos por entidades brasileiras e indianas, inaugurando um fluxo internacional de cargas úteis no MA.

Satélites brasileiros serão embarcados no foguete

Logo após o anúncio do lançamento de foguete no Brasil, a UFSC confirmou que os satélites FloripaSat-2A e FloripaSat-2B, ambos do SpaceLab, estarão a bordo para validar tecnologias projetadas integralmente no laboratório. O FloripaSat-2B é 100% nacional, com antenas criadas pela equipe, estrutura fabricada no país e painéis solares produzidos em parceria com empresas brasileiras. É o primeiro voo da nova geração de plataformas acadêmicas desenvolvidas pelo laboratório. “Participar dessa missão representa um marco histórico e simbólico para a nossa equipe e para a UFSC. Do ponto de vista tecnológico, demonstra a capacidade do país de desenvolver e testar soluções inovadoras no espaço. Do ponto de vista institucional e educacional, é um orgulho ver o trabalho de estudantes integrando uma missão pioneira que reforça o protagonismo do Brasil no cenário espacial”, afirmou o coordenador do SpaceLab/UFSC, Eduardo Bezerra. Além da UFSC, o foguete sul-coreano levará satélites projetados pelas universidades federais do Maranhão e do Amazonas, segundo a Força Aérea Brasileira. Os equipamentos foram projetados e integrados por estudantes de graduação, pós-graduação e pesquisadores, com apoio da AEB e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Cargas úteis confirmadas para o voo

  • Satélites FloripaSat-2A e FloripaSat-2B (UFSC)
  • Satélite Jussara-K (UFAM)
  • Satélite PION-BR2 (UFMA)
  • Módulo internacional Solaras-S2 (Grahaa Space, Índia)

O Solaras-S2 é dedicado à observação da atividade solar, com foco em fenômenos que interferem em comunicações, navegação e sistemas tecnológicos.

Fonte: Fab

Novo caça Gripen chega em SC e vira atração no litoral

Durante o deslocamento, muitas pessoas acompanharam a passagem do novo equipamento de defesa aérea. O Aeroporto Internacional de Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, voltou a ser protagonista em uma operação estratégica da Força Aérea Brasileira (FAB). Nesta sexta-feira (14), o mais novo caça Gripen, de matrícula FAB 4111, chegou ao Brasil após uma jornada de mais de 10 mil quilômetros entre a Suécia e o território nacional. Fabricado em Linköping, no sul da Suécia, o jato supersônico é enviado por via marítima a partir do porto de Norrköping. A travessia até o Brasil leva cerca de 20 dias, e o porto de Navegantes tem se consolidado como ponto-chave para o recebimento dessas aeronaves de última geração.

Operação delicada no porto de Navegantes

A etapa mais sensível de toda a missão ocorre no porto, onde é realizado o transbordo do caça do navio para o solo brasileiro — uma operação que exige precisão, segurança e condições climáticas favoráveis. Após o desembarque, o FAB 4111 percorreu aproximadamente três quilômetros pelas ruas de Navegantes até o aeroporto. O trajeto, que atraiu a atenção de moradores, contou com planejamento logístico detalhado e esquema especial de segurança. Durante o deslocamento, muitas pessoas acompanharam a passagem do novo equipamento de defesa aérea, transformando o momento em uma atração inesperada no Litoral Norte.

Próximas etapas até o voo inaugural

Nos próximos dias, técnicos da Saab — empresa sueca responsável pela fabricação do caça — realizarão no aeroporto as últimas etapas de preparação da aeronave. Entre os procedimentos previstos estão a instalação de sistemas de segurança, abastecimento e testes de acionamento. Concluída essa fase, o FAB 4111 seguirá para a Base Aérea de Anápolis, em Goiás, onde será incorporado ao Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), o Esquadrão Jaguar. Com mais essa operação bem-sucedida, Navegantes reforça sua importância como ponto estratégico para projetos de alta complexidade, contribuindo diretamente para o fortalecimento da defesa nacional.

Fonte: Fab

Piloto canadense faz voo de duas horas para desenhar homenagem à soldados mortos nas guerras mundiais

Um piloto canadense fez um incomum voo na semana passada para homenagear os heróis de guerra que lutaram pelo país contra regimes autoritários na Europa.

O chamado Remembrance Day é quando países da Commonwealth celebram a memória dos soldados que morreram na Primeira e na Segunda Guerra Mundial. A data é celebrada hoje, 11 de novembro, dia em que o Armistício da Primeira Guerra Mundial foi assinado, em 1918.

Nos EUA, a data é chamada de Veterans Day e também engloba os soldados perdidos em guerras antes e depois dos dois conflitos mundiais. Em todos os países colonizados pelos britânicos, são comuns homenagens àqueles que fizeram o sacrifício final em nome da liberdade e, por a aviação ter um grande papel nas guerras, a homenagem também vem de cima.

Um piloto de monomotor Cirrus SR22 fez um voo de duas horas e meia para desenhar um soldado segurando seu fuzil e próximo a uma cruz, em uma imagem que remete à memória dos soldados perdidos em combate. Para isso, o aviador inseriu vários pontos customizados em seu GPS e ligou o transmissor ADS-B do transponder, para que o desenho ficasse visível para todos em plataformas de rastreamento de voo, como o FlightRadar24.

Fonte: Aeroin

Jatos Privados Estão Proibidos em 12 Aeroportos dos EUA Devido Ao Shutdown

Especialistas em aviação disseram à Forbes que os cortes nos aeroportos não aliviarão de forma significativa a pressão sobre controladores de tráfego aéreo

A Administração Federal de Aviação (FAA), dos Estados Unidos, está restringindo jatos privados em uma dúzia de grandes aeroportos desde a segunda-feira, 10. Apesar disso, centenas de milionários americanos e alguns controladores de tráfego aéreo dizem que isso não vai “mover a agulha” durante a paralisação do governo.

Desde a segunda-feira, a FAA “proibiu efetivamente a aviação de negócios” em 12 grandes aeroportos dos EUA durante o shutdown, disse a National Business Aviation Association (NBAA), uma entidade do setor, em um comunicado divulgado à meia-noite de segunda.

Embora a decisão da FAA na semana passada tenha se concentrado em cortar 10% dos voos comerciais em 40 grandes aeroportos, esta nova iniciativa “impacta de forma desproporcional” a aviação geral (que inclui voos recreativos e fretamentos privados) — que “gera US$ 340 bilhões em impacto econômico”, afirmou o chefe da NBAA, Ed Bolen.

Mas especialistas em aviação disseram à Forbes que os cortes nos aeroportos designados não aliviarão de forma significativa a pressão sobre controladores de tráfego aéreo exaustos porque a maioria dos jatos privados usa aeroportos menores.

Os EUA deveriam “groundear todos os jatos privados da América antes de groundear um único voo comercial”, sustenta o Patriotic Millionaires, um grupo ativista de esquerda com mais de 225 indivíduos de alta renda, incluindo Abigail Disney; Morris Pearl, ex-diretor-gerente da BlackRock; e John Driscoll, presidente da Magnit Global, uma plataforma de gestão de força de trabalho.

Pessoas ricas “são constantemente blindadas das realidades desagradáveis” do público que viaja, disse à Forbes Stephen Prince, membro do Patriotic Millionaires que fez fortuna fabricando cartões de presente plásticos, acrescentando: “E isso simplesmente não é justo com o resto da nossa sociedade.”

À medida que o shutdown se prolonga, têm havido “rumores” entre os controladores para “tornar mais difícil para jatos privados”, de modo que “a elite possa sentir a mesma dor” durante a paralisação, disse à Forbes um especialista em aviação que trabalha em uma instalação de treinamento da FAA.

Lista de aeroporto afetados
A lista de uma dúzia de aeroportos inclui sete dos 10 mais movimentados do país, segundo dados da OAG.

  • Atlanta’s Hartsfield-Jackson (No. 1)
  • Chicago O’Hare (No. 2)
  • Dallas/Fort Worth (No. 3)
  • Denver (No. 4)
  • Los Angeles International (No. 5)
  • New York’s John F. Kennedy (No. 6)
  • Seattle-Tacoma (No. 10)
  • Newark Liberty
  • Boston Logan
  • Houston’s George Bush Intercontinental (IAH)
  • Phoenix Sky Harbor (PHX)
  • Washington’s Reagan National (DCA)

Os cortes terão impacto?
Se a FAA realmente quisesse “mover a agulha”, teria selecionado outro grupo de aeroportos, disse à Forbes Melanie Dickman, professora no Center for Aviation Studies da Ohio State University que forma futuros controladores de tráfego aéreo. “Temo que isso não fará diferença nos níveis de tráfego. Aeronaves pequenas da aviação geral geralmente não voam para esses aeroportos para começar, já que jatos privados normalmente usam aeroportos menores e mais convenientes nas proximidades.”

Cortar voos privados em 12 grandes aeroportos foi “uma ótima ideia” que não foi longe o suficiente, segundo Prince, pois a maioria dos viajantes abastados não usa os hubs mais movimentados. “Digamos que eles fechem LaGuardia, Kennedy e Newark para viagens de aviação geral. Bem, a maioria das pessoas que voa para Nova York de forma privada está entrando e saindo de Teterboro, o aeroporto de aviação geral mais movimentado da Costa Leste.”

Grandes números
16,7%. Essa é a fatia de voos da aviação privada do total de voos gerenciados pela FAA nos EUA, segundo um relatório de 2023 do Institute for Policy Studies, que apontou que a aviação privada contribui com aproximadamente apenas 2% dos impostos que alimentam o fundo fiduciário da FAA.

“Não é justo, não é correto”, disse Prince à Forbes sobre a defasagem no fundo fiduciário da FAA. “Deveríamos estar contribuindo com mais da receita porque podemos pagar. Quando você pode pagar US$ 50 milhões a cada três anos por um [Gulfstream] G650 novo, você pode pagar mais taxas para ter acesso a esse luxo.”

Leia mais em: https://forbes.com.br/forbeslife/2025/11/jatos-privados-estao-proibidos-em-12-aeroportos-dos-eua-devido-ao-shutdown/

Jato executivo Dassault Falcon 8X pousa pela primeira vez na Antártida em operação histórica da ACASS

A aviação executiva alcançou um novo marco no extremo sul do planeta. A empresa canadense ACASS realizou, no final de outubro de 2025, a primeira aterrissagem de um jato executivo Dassault Falcon 8X na Antártida, pousando com sucesso na pista de gelo Wolf’s Fang, localizada na região de Queen Maud Land — território reivindicado pela Noruega.

O voo, que partiu da Cidade do Cabo, na África do Sul, transportou oito membros da equipe da operadora turística de luxo White Desert Antarctica e um inspetor da Autoridade de Aviação Civil de San Marino, país no qual a aeronave está registrada.

O Dassault Falcon 8X, conhecido por seu alcance intercontinental de até 6.450 milhas náuticas e capacidade de operar em pistas curtas e de difícil acesso, mostrou toda sua versatilidade ao completar a missão com segurança em condições extremas. Segundo a ACASS, essa foi a primeira de uma série de voos planejados para a temporada 2025/2026, que deve incluir até dez operações entre a África e a Antártida. O projeto envolveu meses de planejamento e coordenação entre a ACASS, as autoridades aeronáuticas de San Marino e da África do Sul, além da equipe técnica da White Desert, especializada em logística polar.

A Wolf’s Fang Runway é uma pista de gelo azul com cerca de 3.000 metros de comprimento, cuidadosamente preparada a cada temporada para garantir o nível adequado de aderência, temperatura e atrito necessários às operações aéreas. Construída sobre uma base sólida de gelo glacial, a pista exige cálculos de performance precisos, técnicas de frenagem adaptadas e monitoramento constante das condições meteorológicas. A manutenção envolve nivelamento do gelo, remoção de neve e transporte de combustível por longas distâncias, em um ambiente onde qualquer erro pode ser crítico.

Nos últimos anos, a pista da Wolf’s Fang se tornou um símbolo do avanço da aviação em ambientes extremos. Em temporadas anteriores, aeronaves como o Airbus A340-300 da companhia portuguesa Hi Fly já haviam pousado no local, demonstrando a crescente capacidade logística para conectar o continente gelado com a África. Agora, o feito da ACASS com o Falcon 8X reforça o potencial da aviação executiva para operações de alto padrão em destinos remotos, unindo tecnologia, precisão operacional e turismo de luxo.

De acordo com o vice-presidente de operações da ACASS, Derek Holter, a missão representou “um desafio extraordinário que exigiu uma coordenação complexa, devido às condições ambientais extremas e à necessidade de garantir segurança total em todas as etapas”. A Dassault Aviation também destacou o feito como uma demonstração das capacidades do Falcon 8X em condições climáticas severas, reforçando o histórico da marca em engenharia de alto desempenho.

O sucesso da operação da ACASS marca um passo importante para o futuro da aviação executiva polar e reforça o papel do Falcon 8X como uma das aeronaves mais avançadas de sua categoria. Além do prestígio técnico, o voo também coloca em evidência a crescente demanda por turismo de luxo e expedições exclusivas à Antártida — um dos destinos mais remotos e fascinantes do planeta.

Fonte: Cavok

A demanda por jatos particulares está aumentando em meio à paralisação do governo, diz o CEO da Flexjet

A demanda por voos em jatos particulares aumentou durante a paralisação do governo dos EUA, à medida que as dores de cabeça nas viagens aéreas comerciais pioraram, disse à CNBC o CEO da empresa de fretamento de jatos particulares e propriedade fracionada Flexjet.

Mais de 17.000 voos comerciais dos EUA sofreram atrasos no fim de semana, em parte devido à grande escassez de pessoal nas instalações de controle de tráfego aéreo de costa a costa, de acordo com a FlightAware. Isto soma-se a várias centenas de cancelamentos pré-planeados depois de a administração Trump ter ordenado, na semana passada, que as companhias aéreas comerciais dos EUA reduzissem os seus horários em 40 grandes aeroportos dos EUA num valor inicial de 4%, com potencial para aumentar até 10% até ao last da semana, culpando as tensões nos controladores de tráfego aéreo.

O Senado fez progressos em direção a um acordo potencial para encerrar a paralisação durante o fim de semana e até segunda-feira, mas um acordo ainda precisaria da aprovação do Congresso.

Os controladores de tráfego aéreo são obrigados a trabalhar durante uma paralisação, mas, como outros funcionários essenciais, têm trabalhado sem seus contracheques regulares desde o início, em 1º de outubro.

As interrupções fizeram com que viajantes de todo o país procurassem alternativas. Empresa de aluguel de carros hertz relataram um aumento nos aluguéis só de ida no last da semana passada.

A demanda por jatos particulares já aumentou em relação ao ano passado, mas as reservas dispararam nas últimas semanas, segundo a Flexjet.

Nos primeiros sete dias de novembro, o negócio de propriedade fracionada e leasing de jatos da Flexjet registrou um aumento de 42% na receita de horas em relação ao mesmo período do ano passado, em comparação com um aumento de cerca de 20% até agora neste ano, disse a empresa.

“Isso significa que nossos proprietários e arrendatários de aeronaves estão usando mais suas aeronaves. Ele disparou em outubro e continua aumentando”, disse o CEO world da Flexjet, Andrew Collins, em entrevista no sábado. As horas de voo no mês passado aumentaram 23% em relação ao ano passado, disse a empresa.

Outros grandes fornecedores de jatos particulares não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

O negócio de fretamento da Flexjet, FXAIR, teve um salto de 56% na receita de horas no mês passado em comparação com outubro de 2024, enquanto no acumulado do ano aumentou 17% em relação ao ano passado.

A unidade Sentient Jet da Flexjet, que vende cartões a partir de US$ 174.375 por 25 horas em jatos executivos leves, tem 24% mais horas de receita reservadas para o resto de novembro em comparação com o mesmo ponto do ano passado.

Collins alertou que é muito cedo para tirar uma conclusão sobre o aumento causado pela paralisação, mas disse que viu os arrendatários fracionários de aeronaves da empresa reservando mais de última hora, em janelas de 10 horas.

A Administração Federal de Aviação planeja na segunda-feira reduzir o tráfego de jatos particulares em 12 principais aeroportos dos EUA, disse a Nationwide Enterprise Aviation Affiliation na noite de domingo.

O authentic da FAA ordem a semana passada não exigiu que o setor da aviação privada cortasse especificamente os voos da forma como as companhias aéreas comerciais foram ordenadas.

A NBAA observou que os jatos executivos costumam usar aeroportos diferentes dos mais movimentados do país.

“Como as rotas da aviação executiva não são fixas, é possível utilizar aeroportos de alívio para não sobrecarregar os principais centros comerciais e levar as pessoas aonde desejam, a partir de pontos ainda próximos de seus pontos de origem e destino”, disse a Flexjet em um comunicado.

Fonte: Sports Dende

Mercado brasileiro de aviação só perde para o dos EUA

Em entrevista à CNN, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, falou sobre o crescimento expressivo no número de passageiros e sobre a modernização das frotas


Em entrevista à CNN, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), falou sobre o setor de aviação brasileiro ser o segundo maior mercado mundial, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O crescimento significativo nos últimos anos tem sido impulsionado principalmente pela expansão da frota de jatos executivos e aeronaves de pequeno porte.

O volume de passageiros demonstra essa expansão expressiva. Segundo o ministro, o país registrou, em 2022, 98 milhões de passageiros e o setor deve alcançar, em 2025, mais de 128 milhões de passageiros, representando um aumento de 30 milhões de brasileiros utilizando o transporte aéreo em menos de três anos.

O setor turístico brasileiro apresenta crescimento médio superior a 10%, com o turismo internacional registrando aumento de mais de 12% nos últimos dois anos e meio.

“Para fomentar ainda mais o desenvolvimento, foi estabelecido um programa de financiamento que disponibilizará R$ 4 bilhões em crédito para as companhias aéreas adquirirem novas aeronaves e modernizarem suas frotas”, afirma Silvio Costa Filho.

O cenário atual mostra sinais positivos de recuperação das principais empresas aéreas do país. A Latam, por exemplo, anunciou a aquisição de cerca de 70 aeronaves da Embraer, demonstrando a retomada dos investimentos no setor.

“Além disso, houve uma redução de aproximadamente 22% no custo do combustível de aviação nos últimos três anos”, pontua o ministro.

Silvio Costa Filho destaca que o planejamento estratégico para os próximos 5 a 10 anos inclui não apenas a expansão da frota, mas também o aumento de voos internacionais conectando o Brasil aos Estados Unidos, Europa e Arábia Saudita.

Fonte: CNN

Rolls-Royce lidera projeto para reduzir as trilhas de condensação com o combustível sustentável de aviação

A britânica Rolls-Royce está liderando um novo projeto para encontrar maneiras mais inteligentes de utilizar o combustível sustentável de aviação (SAF) para aumentar sua eficácia e seu papel na redução de emissões não relacionadas ao CO2, especificamente aquelas associadas à formação de trilhas de condensação (contrails).

Co-financiado pelo Programa Non-CO2, que faz parte do Programa ATI, o projeto Quantifying Reduction in Thermal Contrails by Optimising SAF (QRITOS) reúne a Rolls-Royce, a British Airways, o Imperial College London e Aeroporto de Heathrow.

Os benefícios do SAF na redução das emissões de CO2 em toda a cadeia de uso do combustível são bem compreendidos, e espera-se que o SAF desempenhe um papel fundamental na jornada de descarbonização da aviação. No entanto, medições em voo realizadas atrás das aeronaves também mostraram o potencial do SAF para reduzir o número de cristais de gelo nas trilhas de condensação e, consequentemente, o impacto climático potencial dessas finas nuvens de partículas de gelo que podem se formar atrás das aeronaves.

A quantidade de SAF atualmente disponível é apenas uma pequena parcela das necessidades de combustível da aviação como um todo. Ele é tipicamente misturado com combustíveis fósseis convencionais, resultando em uma implantação em larga escala com proporções muito baixas de mistura de SAF. No entanto, espera-se que o uso de SAF aumente no Reino Unido com a introdução do mandato para SAF, que entrou em vigor no início do ano e prevê 10% de SAF no combustível usado no Reino Unido em 2030 e 22% em 2040.

As condições meteorológicas em constante mudança fazem com que diferentes voos causem trilhas de condensação em momentos e locais distintos, embora a maior parte do impacto climático potencial venha de apenas uma pequena proporção dos voos. Isso cria uma oportunidade para o uso inteligente do SAF, direcionando-o para os voos que provavelmente formarão trilhas de condensação persistentes.

O projeto QRITOS pretende demonstrar a viabilidade dessa abordagem em um dos aeroportos mais movimentados do mundo. Para isso, combinará dados de voos de teste da British Airways, modelagem avançada e observações por satélite para monitorar a formação de trilhas de condensação a partir do uso direcionado de SAF.

O objetivo do projeto é mostrar que é possível priorizar voos específicos para o uso de SAF, concentrando-se onde ele pode oferecer o maior benefício ambiental e maximizar a eficácia dos níveis atuais de fornecimento.

O Programa Non-CO2 foca em abordar os desafios relacionados à redução de emissões não relacionadas ao CO2 por parte das aeronaves, conforme descrito no Mapa do Caminho para Tecnologias Não-CO2 do ATI. O financiamento do programa é realizado pelo Aerospace Technology Institute, pelo Departamento de Negócios e Comércio (DBT) e pela Innovate UK, em parceria com o Departamento de Transportes (DfT) e o Conselho de Pesquisa do Meio Ambiente Natural (NERC).

O Ministro da Indústria do Reino Unido, Chris McDonald, afirmou:

“Este é um exemplo do governo e do setor empresarial trabalhando juntos no seu melhor, e estou ansioso para ver como este projeto da Rolls-Royce pode ajudar o Reino Unido a se manter na vanguarda da corrida pela aviação sustentável.

Estamos fortalecendo nosso apoio à indústria aeroespacial por meio de nossa moderna Estratégia Industrial, oferecendo à indústria a confiança necessária para investir na manufatura avançada do Reino Unido e promovendo o crescimento como parte de nosso Plano de Mudança.”

Com conclusão prevista para abril de 2027, o projeto de dois anos também aprimorará os métodos de previsão, avançará a compreensão e modelagem da formação de trilhas de condensação e desenvolverá métodos de verificação baseados em dados de satélite.

Informações da Rolls-Royce

Desafios da aviação regional expõem entraves para chegada à COP 30, em Belém

Anac informou que as companhias aéreas aumentaram em 30% a oferta de voos para Belém, onde acontece a COP 30. Mesmo assim, passageiros se defrontam com alta de preços e mais conexões para chegar ao destino.


Chegar à 30ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 30), em Belém (PA), pode exigir longas horas de viagem e algumas escalas. Isso porque nem sempre há voos diretos para a capital paraense — nem na ida, nem na volta.

Os obstáculos com infraestrutura, conectividade e oferta de voos evidenciam os gargalos do setor, especialmente em regiões mais afastadas dos grandes centros, onde manter a operação aérea exige planejamento e esforço conjunto entre governo, companhias e agências reguladoras.

As dificuldades enfrentadas pelos passageiros refletem problemas da aviação regional no Brasil, como margens de lucro reduzidas, custos maiores com combustíveis e manutenção das aeronaves, além de altos índices de judicialização.

Por conta da alta demanda e da oferta limitada de voos, o internacionalista Natan Schumann, por exemplo, precisará encarar uma verdadeira maratona aérea para ir e voltar do evento até seu estado natal, o Rio Grande do Sul (veja o trajeto no mapa abaixo).

“Eu vou sair de Porto Alegre no dia 7, às 7h, viajo até Congonhas e, de lá, sigo para Belém. Chego por volta das 13h40. Até que a ida está tranquila”, explica.

Mas a volta será bem diferente:

“Meu voo começa às 1h50 de sábado. Vou sair de Belém até o Galeão, no Rio de Janeiro, depois para Curitiba e, finalmente, para Porto Alegre, chegando quase às 13h. É uma jornada de pelo menos 12 horas, contando que preciso chegar mais cedo no aeroporto”, relata.

Para Eloize Inês, do Mato Grosso do Sul, o deslocamento total também chegará há quase 12 horas, entre conexões e esperas. 

O trajeto começa com uma viagem de seis horas de ônibus entre Corumbá e Campo Grande, de onde ela embarca no primeiro voo. Depois, fará conexões em Brasília e Macapá até finalmente chegar a Belém.

  • Corumbá (MS) → Campo Grande (MS): saída em 10/11 16h, chegada às 22h (6h de ônibus);
  • Campo Grande (MS) → Brasília (DF): saída em 11/11 às 16h50, chegada às 19h30 (1h40 de voo);
  • Brasília (DF) → Macapá (AP): saída em 11/11 às 23h45, chegada em 12/11 às 2h25 (2h40 de voo);
  • Macapá (AP) → Belém (PA): saída em 12/11 às 2h55, chegada às 3h55 (1h de voo).

Segundo o diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein, a demora na compra do bilhete é um fator que pode ter dificultado a obtenção de melhores voos.

“O problema é que, como a velha lei da oferta e da procura fala, as pessoas que deixaram para comprar de última hora talvez não aproveitaram dos melhores trechos e agora tem que sofrer um pouco mais com as conexões e com os preços mais altos também”, explicou o diretor da Anac.

Desafios

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o combustível é um dos principais entraves do setor. O desafio é duplo: além da logística complexa para transportar o insumo até áreas mais remotas, é necessário garantir que ele esteja disponível a um preço competitivo.

“Quando você tem um avião pequeno, o custo do assento fica muito alto, exatamente porque nós temos um custo de combustível muito alto”, explica Ronei Glanzmann, CEO da MoveInfra. 

Glanzmann ressaltou que, no caso de aviões de maior porte, o combustível pode representar mais de 50% do custo total de um voo. Já em aeronaves menores, o percentual pode chegar a 70%.

O especialista defende soluções mais economicamente viáveis para a aviação regional, como o uso de aeronaves híbridas — capazes de transportar tanto passageiros quanto cargas. “A carga ajuda a remunerar o voo”, apontou.

Outra opção, segundo ele, seria a ampliação dos pontos de distribuição, já que o querosene de aviação não está disponível em todas as refinarias, o que limita o acesso ao insumo e encarece sua distribuição, especialmente em regiões mais afastadas.

“A disponibilidade de entrega desse produto hoje, no Brasil, que é o querosene de aviação, não é entregue em todas as refinarias. Hoje esse mercado é um mercado muito concentrado”, acrescentou. 

Iniciativas federais 

De acordo com a secretária nacional substituta de Aviação Civil, Clarissa Barros, um dos principais avanços foi tornar a aviação regional um tema de relevância para os três poderes da República: Executivo, Legislativo e Judiciário.

Do ponto de vista do Ministério de Portos e Aeroportos, Clarissa destacou o programa AmpliAr — uma iniciativa voltada à ampliação da conectividade aérea em áreas remotas, integrando essas regiões à malha nacional e impulsionando o desenvolvimento socioeconômico local. 

O programa busca modernizar e expandir a infraestrutura dos aeroportos regionais, com foco especial nas regiões que enfrentam maior déficit, como a Amazônia Legal e o Nordeste.

“Tem um olhar muito grande para a gente assegurar que a infraestrutura pode estar disponível em melhores condições para que os aeroportos, que as empresas aéreas não precisem retirar voos desses aeroportos muitas”, destaca ela, que diz que atualmente há duas frentes sendo trabalhadas: infraestrutura e transporte. 

Há também uma linha de crédito do Fundo Nacional da Aviação Civil (FNAC) para estímulo a compra de aeronaves.

“Hoje o que a gente tenta fazer é dar esse espaço para elas de uma respirada financeira, dados os altos custos, mas já endereçando a aviação regional que é uma preocupação muito forte”, complementou. 

Pontos de atenção

Uma questão decisiva para uma empresa da aviação regional, segundo Clarissa Barros, é a liberdade de entrar e de sair de um mercado. 

“Porque às vezes a gente acha que não tem demanda no lugar, você estabelece o voo e o voo acontece. Agora ela só vai testar se ela souber que ela tem chance de sair, porque se ela achar que ela não tem chance de sair depois ela não entra”, explicou a secretária. 

O diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein, destaca a alta judicialização do setor. Só o Brasil responde por 90% da judicialização do mundo. 

“Como é que você quer atrair novas companhias aéreas para o Brasil, se eu tenho uma judicialização, eu assusto qualquer empresa”, questionou o diretor da Anac.

Recentemente, a agência e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) firmaram um acordo para tentar reduzir a quantidade de ações no setor aéreo.

COP 30

Para aumentar a oferta de voos para Belém (PA), onde acontecerá a Conferência do Clima, a COP 30, entre os dias 10 e 21 de novembro, a Anac está mantendo um contato direto com a concessionária do aeroporto da cidade.

Segundo Tiago Faierstein, as companhias aéreas aumentaram em 30% a oferta de voos, e uma equipe da agência permanecerá no local 24 horas por dia para garantir que os serviços atendam aos padrões exigidos.

Ele informou que também há um monitoramento constante, em parceria com as companhias aéreas, sobre a oferta de voos e assentos disponíveis.

O Ministério de Portos e Aeroportos informou “em todos os grandes eventos, o Governo Federal coloca à postos um planejamento colaborativo juntamente com as empresas aéreas, operadores de aeroportos, empresas de serviços auxiliares, Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Departamento de Polícia Federal, Receita Federal, dentre outros atores”.

De acordo com a pasta, entre os dias 1º e 23 de novembro, a expectativa é de que cerca de 508 mil passageiros sejam atendidos entre embarques, desembarques e conexões nos mais de 3.100 voos comerciais previstos pelas companhias aéreas até o momento. O fluxo representa quase o dobro da movimentação registrada no mesmo período do ano passado, enquanto a oferta de voos é 57% maior.

Fonte: G1

Veja qual é o voo comercial mais curto do Brasil: apenas 24 minutos

Os voos comerciais entre Salvador, capital baiana, e Morro de São Paulo, situado na Ilha de Tinharé no município de Cairu, revelam uma peculiaridade interessante dentro da aviação brasileira. Essa rota destaca-se não só pela curta distância, aproximadamente 83 quilômetros, mas também pela brevidade do tempo de voo. Nos céus do Brasil, trata-se do trecho mais rápido na aviação comercial brasileira, realizando o percurso em cerca de 24 minutos e conectando regiões turísticas de grande apelo.

Operado atualmente pela empresa Abaeté, esse trajeto tem sido amplamente procurado por turistas e viajantes que desejam economizar tempo e evitar trajetos rodoviários e marítimos extensos. O serviço responde à crescente demanda por deslocamentos mais ágeis entre Salvador e as paradisíacas praias do arquipélago de Tinharé, principalmente durante feriados e alta temporada.
O que torna esse voo comercial Salvador – Morro de São Paulo tão especial?
A rota entre Salvador e Morro de São Paulo é considerada um dos principais exemplos de voos regionais curtos no Brasil. Muitos passageiros se surpreendem com a rapidez da viagem, já que rotas comerciais geralmente apresentam percursos mais longos. Esse voo surgiu como alternativa aos tradicionais transportes terrestres e marítimos, que podem levar horas para chegar ao destino final.

Além da praticidade, esse voo proporciona uma vista panorâmica do litoral baiano e das águas cristalinas ao redor das ilhas do arquipélago de Tinharé. O serviço beneficia especialmente visitantes com itinerários apertados, permitindo aproveitar ao máximo as belezas naturais da região sem perder tempo em deslocamentos demorados.


Como funciona o trajeto e quem realiza a operação?

A operação do voo Salvador – Morro de São Paulo ocorre por meio de aeronaves de pequeno porte, frequentemente adequadas para pistas curtas e pousos em ambientes restritos. A Abaeté, companhia aérea responsável, realiza esses voos regulares e está habilitada para operar em aeródromos com infraestrutura mais enxuta.

  • Partida: O embarque se dá no Aeroporto Internacional de Salvador.
  • Chegada: O pouso ocorre no aeródromo da Terceira Praia, próximo ao centro de Morro de São Paulo.
  • Duração média: Cerca de 24 minutos de voo.
  • Distância aérea: Aproximadamente 83 km cruzando parte do litoral da Bahia.

Os horários são ajustados conforme a demanda, contribuindo para facilitar o acesso tanto para turistas quanto para moradores da região. Em períodos de maior movimento, a frequência de voos pode aumentar para atender ao fluxo elevado de passageiros.

Quais vantagens tem o voo mais curto do Brasil para passageiros?

Ao optar pelo transporte aéreo, o viajante evita transbordos entre ônibus, lanchas e balsas – comuns em outros roteiros rumo a Morro de São Paulo. O tempo de viagem é poderoso aliado para quem chega à cidade de Salvador em conexões ou precisa retornar rapidamente ao continente.

  1. Rapidez: Elimina horas de percurso em transporte rodoviário e aquaviário.
  2. Conforto: Reduz o cansaço causado por viagens longas e embarques múltiplos.
  3. Acessibilidade: Facilita o acesso ao arquipélago, principalmente para idosos, famílias com crianças ou pessoas com mobilidade reduzida.
  4. Praticidade: Ideal para quem busca otimizar o tempo de estadia em locais turísticos.

Morro de São Paulo é reconhecido internacionalmente como destino de lazer, e o voo tornou-se parte fundamental da infraestrutura turística local. A chegada rápida permite que turistas explorem as praias, trilhas e bares em menos tempo, estimulando a economia local e fortalecendo a cadeia do turismo na região.


Quais desafios e curiosidades envolvem esse trecho aéreo?

Esse tipo de operação aérea regional enfrenta desafios técnicos e logísticos. Aeronaves precisam ser preparadas para pousos em pistas curtas, às vezes de terra batida. Além disso, condições climáticas adversas podem interferir na regularidade dos voos.

Entre as curiosidades, destaca-se o fato de que, apesar da curta distância, o voo transporta passageiros interessados tanto pela experiência quanto pela praticidade. O trecho já foi eleito diversas vezes como um exemplo da agilidade do transporte aéreo local. O serviço é também uma alternativa para moradores das duas regiões, criando uma conexão rápida e eficiente entre Salvador e as ilhas turísticas do município de Cairu.

No contexto da aviação brasileira, o trecho Salvador – Morro de São Paulo operado pela Abaeté se consolidou como símbolo de eficiência em distâncias curtas, otimizando o tempo do passageiro e garantindo acesso facilitado a um dos destinos mais procurados do Nordeste. A demanda pelo serviço mostra a importância de rotas regionais para o turismo e para a integração entre diferentes áreas do estado da Bahia.

Fonte: Terra Turismo