Escola de Aviação deve oferecer 20 vagas em curso gratuito para pilotos IFR; entenda!

Maricá avança para um novo patamar na formação profissional e no desenvolvimento econômico com a criação da Escola Municipal de Aviação. A iniciativa faz parte do Programa Voar É Para Todos, que teve seu protocolo de intenções assinado entre a Prefeitura de Maricá, a Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar) e a Secretaria de Educação.

O projeto prevê a formação gratuita de pilotos e mecânicos de aeronaves, por meio do Passaporte Universitário, abrindo caminho para a criação de uma nova cadeia de empregos no município ligada ao setor aeronáutico.

Bolsas, vagas e formação profissional

De acordo com o que foi apresentado, o primeiro edital, previsto para ser lançado em janeiro de 2026, deve ofertar:

  • 20 vagas para formação de pilotos IFR, em curso com duração de um ano;
  • 50 vagas para formação de mecânicos aeronáuticos, com curso de dois anos.

Um dos diferenciais do programa é que, ao final da formação, os alunos selecionados serão automaticamente contratados como monitores da própria escola, etapa fundamental para completar a carga de horas e a experiência exigida para a atuação profissional no setor, inclusive na operação de aeronaves comerciais.

Nova cadeia de empregos em Maricá

Durante a solenidade, o vice-prefeito destacou o caráter estratégico do programa para o futuro da cidade. “O Voar nasce para gerar uma nova cadeia de empregos a partir da profissionalização, com homens e mulheres pilotando e consertando aviões e helicópteros”, afirmou.

O presidente da Codemar, Celso Pansera, também ressaltou o impacto econômico da iniciativa. “São empregos de alto valor agregado, com bons salários”, pontuou.

Já o secretário de Educação, Rodrigo Moura, reforçou que o projeto está alinhado à política de qualificação profissional adotada pelo município. “É um processo de construção em que Maricá avança cada vez mais, e para isso precisamos capacitar a nossa população”, disse.

Regras do edital e vínculo com o Passaporte Inova

Segundo as informações preliminares, o edital deve trazer critérios específicos de participação, incluindo a exigência de que os candidatos morem em Maricá há pelo menos cinco anos. A medida está ligada ao fato de que os cursos devem integrar o Passaporte Inova, programa criado por lei e que já foi tema de reportagem aqui no Maricá Info.

Com a Escola Municipal de Aviação, Maricá aposta em um setor estratégico, investe em qualificação de alto nível e amplia as oportunidades para moradores em áreas com forte demanda e remuneração acima da média do mercado.

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Fonte: Marica Info

Alistamento Militar Feminino

Mulheres que completarem 18 anos em 2025 poderão, pela primeira vez, se alistar nas Forças Armadas. A iniciativa foi anunciada, nesta quarta-feira (28/08), pelo ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, em evento de celebração dos 25 anos do Ministério da Defesa, realizado em Brasília.  Conforme o Decreto nº 12.154, de 27 agosto de 2024, assinado pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o alistamento feminino será de caráter voluntário. 

Inicialmente, serão ofertadas 1.500 vagas, sendo que o recrutamento terá início em 2025 e a incorporação a uma das organizações militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, a partir de 2026. A iniciativa está sendo adotada de maneira inédita pelos Comandos das Forças Armadas, após período de estudos em conjunto com Ministério da Defesa. Por lei, o alistamento tem duração de 12 meses, podendo ser prorrogado a cada período de um ano até o prazo máximo de oito anos. Divulgação Exército

Critérios – De acordo com o decreto, o período de alistamento se dará entre os meses de janeiro e junho, mesmo período do alistamento masculino – devendo as voluntárias completarem sua maioridade no ano de inscrição e, ainda, residir em algum dos municípios que possuem Organização Militar e que foram contemplados com essa iniciativa pioneira. A partir do ato oficial de incorporação, o Serviço Militar será de cumprimento obrigatório, ficando a militar sujeita às obrigações e deveres previstos na Lei 4.375/64 e ao respectivo regulamento de cada Força. Divulgação Força Aérea

Mulheres nas Forças – Atualmente, as Forças Armadas possuem 37 mil mulheres, o que corresponde a cerca de 10% de todo o efetivo. Com a adoção do alistamento, o número de oportunidades deve crescer gradativamente. Hoje, as mulheres atuam nas Forças principalmente nas áreas de saúde, ensino e logística ou têm acesso à área combatente por meio de concursos públicos específicos em estabelecimentos de ensino, como o Colégio Naval (CN), da Marinha, a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) e a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), da Aeronáutica. 

Fonte: Ministério da Defesa

Aumento de 10% no movimento de passageiros é a previsão para essa temporada no Aeroporto de Brasília

O mês de dezembro marca tradicionalmente o início do primeiro grande pico da temporada de verão. Com a aproximação das festividades de fim de ano e das férias escolares, o Aeroporto Internacional de Brasília se prepara para receber um fluxo expressivo de passageiros, reforçando sua posição como um dos principais hubs aéreos do país.

A Inframerica, administradora do terminal, projeta a movimentação de 970 mil passageiros entre os dias 15 de dezembro e 5 de janeiro de 2026, um aumento estimado de 10% em relação ao mesmo período de 2024. Estão previstos 6.500 voos, incluindo 233 operações extras adicionadas pelas companhias aéreas para atender à demanda típica da época.

Os dias de maior fluxo também já estão mapeados. A expectativa é de movimento intenso em 19 e 30 de dezembro e em 5 de janeiro, datas que antecedem o Natal e o Ano Novo e marcam o retorno das comemorações. Em cada um desses dias, o aeroporto deve receber cerca de 49 mil passageiros.

Os destinos mais procurados no período incluem São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Salvador. Também apresentam forte busca cidades como Foz do Iguaçu, Manaus e Curitiba.

No segmento internacional, a expectativa é igualmente positiva. O aeroporto prevê 381 voos internacionais, sendo 81 deles extras, e a circulação de aproximadamente 60 mil passageiros entre embarques e desembarques. Brasília oferece voos diretos para nove destinos fora do país: Miami, Orlando, Lisboa, Cancún, Bogotá, Cidade do Panamá, Buenos Aires, Lima e Santiago, reforçando seu papel como porta de entrada e saída do Brasil fora do eixo Rio–São Paulo.

O Aeroporto de Brasília tem voos diretos para todas as capitais brasileiras e se destaca como um dos principais pontos de conexão do território nacional. Cerca de 40% das operações são de passageiros em trânsito. Esse cenário torna Brasília um local ideal para aproveitar as opções de stopover oferecidas pelas companhias aéreas, permitindo ao viajante conhecer duas cidades pelo preço de uma. O passageiro pode permanecer até três dias no Distrito Federal, na ida ou na volta, sem custo adicional no bilhete.

Dicas importantes da Inframerica para a alta temporada:

– Chegue ao aeroporto com antecedência mínima de 2 horas para voos domésticos e 2h30 para voos internacionais;

– Para agilizar a inspeção no raio-x, retire objetos metálicos como cintos, relógios, chaves, moedas e celulares. Notebooks devem ser retirados da bagagem e colocados nas caixas para verificação. Lembre-se de que itens cortantes ou perfurantes são proibidos na bagagem de mão. Despache-os para evitar o descarte no canal de inspeção;

– Vai viajar para o exterior? Verifique a validade do passaporte, vistos exigidos para o destino e vacinas obrigatórias;

– Para voos domésticos, é necessário apresentar documento oficial com foto: passaporte, RG, CNH, carteiras profissionais ou carteira de trabalho. Versões digitais também são aceitas. Atenção redobrada à documentação necessária para menores de 16 anos;

– Mantenha malas e bagagens de mão sempre sob sua supervisão. Por segurança, nunca deixe seus pertences desacompanhados. O conteúdo das malas é de responsabilidade do passageiro, pois transportar objetos de terceiros pode representar riscos.

Informações da Inframerica

Aberta consulta pública sobre melhorias nas descrições de infração às regras da Anac

Contribuições devem ser enviadas até o dia 22/1 pela plataforma Brasil Participativo


AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac) abriu a Consulta Pública nº 13/2025 para que regulados e sociedade contribuam com a proposta de revisão parcial da Resolução nº 762, de 18 de dezembro de 2024, que traz os valores de multas e as infrações à regulamentação da aviação civil. Também está aberta para sugestões a emenda ao Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) nº 153, intitulado Aeródromos – operação, manutenção e resposta à emergência. As contribuições devem ser enviadas até o dia 22 de janeiro de 2026, pela plataforma Brasil Participativo

O objetivo da consulta, lançada no dia 8 de dezembro, é dar maior clareza a descrições de infrações administrativas previstas na RES nº 762/2024, especificar novas condutas infracionais também com o intuito de tornar mais clara sua incidência, superar potenciais redundâncias com infrações já previstas no RBAC nº 153, bem como atualizar o formato de definição dos valores de multa previstos no regulamento.   

Regulação Responsiva: novas regras valem a partir de 1º de janeiro
A partir de 1º de janeiro de 2026, a Anac começa aplicar as novas regras relacionadas ao modelo de regulação responsiva na aviação civil. A atuação será orientada pelas Resoluções nº 761 e 762, de 18 de dezembro de 2024, trazendo novas disposições que modernizam o processo sancionador e ampliam as estratégias de fiscalização e de promoção da conformidade regulatória no setor.  

O objetivo da Agência é privilegiar o diálogo, o monitoramento contínuo, a atuação preventiva e educativa, a colaboração entre regulador e regulados, além da adoção de mecanismos de incentivo à conformidade regulatória e às boas práticas, reforçando os mecanismos de mitigação a riscos e viabilizando a adoção de sistemas mais dinâmicos de análise e decisão. 

Principais mudanças trazidas pelas novas regras  

  • Atualização da sistemática de avaliação de não conformidades e lavratura de autos de infração, adotando-se modelo de decisão com maior capacidade de ponderação sobre o histórico de conformidade e cooperação dos agentes regulados; 
  • Incentivos à cooperação entre os profissionais, operadores e organizações do setor e a Anac, incluindo reforço à proteção das informações voluntariamente compartilhadas com a Agência na busca por melhoria contínua da qualidade e da segurança das operações;  
  • Ampliação do leque de providências administrativas, com a inclusão de sanções como advertência, obrigação de fazer e obrigação de não fazer, inspiradas em experiências bem-sucedidas de outros órgãos reguladores;  
  • Revisão dos valores das sanções pecuniárias, incluindo fator de proporcionalidade ao porte das operações e ampliação do rol de circunstâncias atenuantes e agravantes a serem aferidas em cada caso;  
  • Incentivos à consensualidade, com aplicação de descontos para reconhecimento da infração e renúncia ao recurso administrativo, fixando novas balizas para a pactuação de soluções alternativas à sanção;   
  • Revisão do rito do processo administrativo sancionador, incluindo a ampliação de competências da segunda instância administrativa, a adoção da contagem de prazos em dias úteis, a otimização das regras relativas a diligências, além da atualização das disposições sobre comunicação e interação processual.  

Ao longo de 2025, a Anac ajustou fluxogramas de atividades e especificações de sistemas informatizados internos, além de ter feito a integração das informações e disseminação das novas estratégias entre as áreas técnicas relacionadas. As novas disposições buscam tornar mais ágil e assertivo o ciclo de fiscalização e aplicação de providências e incentivos administrativos, aperfeiçoando a capacidade de atuação sistêmica e de indução do setor. 

Esse novo perfil de atuação contará também com a participação ativa dos regulados, cujos comportamentos e o históricos de desempenho serão considerados de forma mais ampla, e orientarão a intervenção para os casos de erros e falhas pontuais, desde que não envolvam maiores fragilidades, bem como a atuação mais rigorosa diante de condutas graves ou reiteradas, exigindo respostas punitivas proporcionalmente maiores. 

Os detalhes sobre as novas resoluções que entrarão em vigor e as portarias que direcionam a atuação das áreas técnicas da Anac estão na página da Regulação Responsiva. Para os regulados, há ainda os canais Fale com a Anac para atendimento e esclarecimento de dúvidas. 


Assessoria de Comunicação Social da Anac

Vasp mantém posse de prédio em frente ao aeroporto de Congonhas

O imóvel que abrigava a sede da Vasp, em frente ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, nunca foi usado para serviços essenciais do aeroporto e, portanto, não é propriedade da União.

Esse é o entendimento da 1ª Câmara de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo, que negou provimento a um recurso da União e da Aena (atual concessionária do aeroporto) contra a companhia aérea falida.

A União e a concessionária ajuizaram uma ação contra a Vasp reivindicando a posse da área do imóvel. A União alegou que o terreno pertence a ela, citando um contrato firmado entre a companhia e o estado de São Paulo que previa a devolução do prédio depois do fim do acordo.

Dessa forma, pediu o reconhecimento de sua propriedade do imóvel, a anulação do registro imobiliário que colocou o prédio em nome da Vasp e a entrega à atual concessionária do aeroporto. Em primeiro grau, todos os pedidos foram rejeitados.

As autoras recorreram com os mesmos argumentos. A União, dessa vez, também alegou que a Justiça estadual não tem competência para julgar o caso e pediu o envio dos autos à Justiça Federal.

Primeiramente, a preliminar de incompetência foi rejeitada. O relator, desembargador Rui Cascaldi, explicou que a questão já foi levada ao Superior Tribunal de Justiça, que fixou a competência do juízo de falência para o caso, ainda que a União figure como parte.

De quem é o imóvel?

A controvérsia, então, é se a titularidade do imóvel deveria ser passada à União ao fim do contrato de concessão celebrado entre a Vasp e o estado de SP em 1946. Dentro desse contexto, conforme os autos, o estado doou o imóvel à Vasp em 1986. A validade dessa doação, portanto, também foi discutida na ação.

O principal argumento das apelantes é que o imóvel, por ter sido desapropriado pelo estado para ampliação do aeroporto e por abrigar atividades acessórias (essenciais ao aeroporto), integra o acervo da concessão e, portanto, deveria ter sido passado à União automaticamente ao término do contrato.

A Vasp, contudo, já ocupava o prédio antes da celebração do acordo de concessão de 1946. Isso contrariou a alegação da União de que o imóvel foi cedido depois da assinatura do acordo.

Os documentos do processo também indicaram que o imóvel nunca foi tratado como parte do patrimônio do aeroporto.

“O Termo de Incorporação Administrativa lavrado em 30/11/1978, que formalizou a entrega dos bens do aeroporto à União, representada pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), não incluiu o imóvel em questão — exclusão essa, realizada com a participação de representantes da União (Ministério da Aeronáutica e Infraero), que é um forte indicativo de que, já naquela época, o bem não era considerado parte do acervo reversível”, escreveu Cascaldi.

A União também não conseguiu comprovar que o prédio abrigava serviços essenciais do aeroporto, o que comprometeu sua argumentação. Uma inspeção judicial atestou que o imóvel era usado para atividades de natureza corporativa e privada, como administração da empresa.

O relator disse que o imóvel está inutilizado desde a falência da Vasp, em 2008, sem qualquer impacto nas operações do Aeroporto de Congonhas, “o que seria impensável se fosse um bem essencial”. Ao fim da análise, o desembargador entendeu que o prédio não é um bem reversível.

“A apelante insiste na tese da reversão automática e incondicionada, citando o artigo 35 do Decreto 20.914/1932 e jurisprudência (REsp 1.059.137). Contudo, a aplicação desse instituto pressupõe que o bem em questão seja, de fato, um ‘bem reversível’; ou seja, integrante do acervo da concessão e afetado ao serviço público. Como demonstrado, não é o caso do imóvel em apreço”, escreveu Cascaldi. Ele negou provimento ao recurso e foi acompanhado de forma unânime pelo colegiado, que manteve a sentença de primeiro grau e o imóvel em posse da Vasp.

Clique aqui para ler o acórdãoProcesso 0004506-88.2015.8.26.0100

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FAB realiza 3ª edição do APRIMORAR e reforça os eixos de sua governança organizacional

Com o intuito de fomentar debates sobre o aperfeiçoamento dos eixos da governança organizacional da Força Aérea Brasileira (FAB) e discutir o avanço de projetos estratégicos do Comando da Aeronáutica (COMAER), está sendo realizada, entre os dias 08 e 09/12, na Escola Superior de Defesa (ESD), em Brasília (DF), a terceira edição da Avaliação Periódica Institucional e de Monitoramento da Aeronáutica (APRIMORAR).

A abertura do evento foi presidida pelo Ministro de Estado da Defesa, José Mucio Monteiro Filho, sendo recebido pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, com a presença dos Oficiais-Generais do Alto-Comando da Aeronáutica e demais Oficiais-Generais da FAB. “A essência da governança está aqui, todos estão aqui e, principalmente a totalidade das ações de gestão, que também afeta os nossos Oficiais-Generais”, destacou o Comandante da Aeronáutica.

Sob a orientação do Alto-Comando da Aeronáutica, a FAB tem implementado modernas práticas de liderança, estratégia e controle, assegurando que suas entregas à sociedade brasileira sejam constantemente avaliadas, monitoradas e direcionadas.

Nesse contexto, o APRIMORAR tem como foco o fortalecimento da gestão organizacional, monitorar todos os seus setores, identificar pontos críticos e alinhar as ações com as diretrizes do COMAER, garantindo o cumprimento eficiente da missão institucional e a prontidão operacional, especialmente em cenários críticos como as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024. O evento é uma oportunidade de discutir e implementar melhorias contínuas em áreas como ensino, infraestrutura e gestão de riscos, com intuito de inovar e otimizar os processos da FAB.

Ao longo dos dois dias, diversas Organizações Militares da FAB tiveram a oportunidade de avaliar e monitorar as ações estratégias delineadas pelas diretrizes do Comandante da Aeronáutica referente ao ciclo de 2024-2025, com vistas ao planejamento de 2026. Na oportunidade, também se procedeu à discussão de aprimoramentos contínuos em áreas como ensino, infraestrutura e gestão de riscos, visando à inovação e à otimização dos processos no âmbito da FAB.

Entre as Unidades presentes na reunião, destaca-se o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), Secretaria de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica (SEFA), Comando de Preparo (COMPREP), Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), Comando-Geral de Apoio (COMGAP), Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), Comando-Geral do Pessoal (COMGEP) e Centro de Controle Interno da Aeronáutica (CENCIAR).

Alto-Comando

O Alto-Comando da Aeronáutica é o órgão encarregado de assessorar o Comandante nas suas atribuições de direção e gestão da Força, cabendo, também, apreciar os assuntos de interesse da FAB, elaborar as listas de escolhas para promoção aos postos de Oficiais-Generais e assessorar o Comandante nos assuntos relativos à Política Militar Aeronáutica.

Fonte: Fab

Motor que impulsionará o avião supersônico Overture agora também vai alimentar a inteligência artificial

A Boom Supersonic, empresa que está construindo o avião comercial mais rápido do mundo, chamado até mesmo de “o novo Concorde”, anunciou hoje, dia 9 de dezembro, uma carteira de pedidos de mais de US$ 1,25 bilhão para sua turbina Superpower e revelou seu cliente de lançamento, a Crusoe.

A Superpower é uma turbina de gás natural de 42 megawatts que fornecerá energia a data centers (centros de dados) de inteligência artificial (IA). Ele é derivada do motor Symphony que permitirá o retorno do voo supersônico de transporte de passageiros.

A mesma tecnologia supersônica impulsiona tanto a turbina Superpower quanto o motor a jato Symphony: um núcleo de motor totalmente novo projetado para oferecer saída de alta potência sustentada e eficiente, mesmo em condições térmicas desafiadoras.

A empresa também concluiu uma rodada de financiamento de US$ 300 milhões liderada pela Darsana Capital Partners, com participação da Altimeter Capital, ARK Invest, Bessemer Venture Partners, Robinhood Ventures e Y Combinator.

“A tecnologia supersônica é um acelerador para voos mais rápidos, mas agora também para inteligência artificial”, disse Blake Scholl, fundador e CEO da Boom Supersonic. “Com este financiamento e nosso primeiro pedido para a Superpower, a Boom está financiada para entregar tanto nosso motor quanto nosso avião.”

Ao contrário das turbinas de energia tradicionais, que perdem capacidade de geração quando está quente do lado de fora, a Superpower utiliza tecnologia de resistência a temperaturas extremas para manter sua capacidade total, mesmo em locais desafiadores. A Superpower não requer água, uma vantagem substancial para data centers de IA, onde a água muitas vezes é um recurso limitado. A Crusoe, líder em infraestrutura de IA orientada pela energia, encomendou 29 turbinas Superpower.

“A abordagem inovadora da Boom para a tecnologia de turbinas de energia se baseia nos impressionantes avanços da empresa em voos supersônicos. Na Crusoe, estamos continuamente em busca de novas abordagens para aumentar o desempenho no mundo real e acelerar o tempo de geração de energia em nosso portfólio de ativos e operações energéticas”, disse Chase Lochmiller, cofundador e CEO da Crusoe. “Estamos orgulhosos de fazer uma parceria próxima com a Boom como cliente de lançamento da Superpower, uma iniciativa que se alinha perfeitamente com a abordagem orientada pela energia da Crusoe para construir a infraestrutura de IA do futuro.”

A produção total de turbinas da Boom está planejada para ser ampliada para mais de quatro gigawatts anuais até 2030. Aproveitando sua capacidade supersônica e materiais avançados, a Superpower alcança um desempenho significativamente melhor em relação ao custo quando comparada a outros motores derivados da aviação:

– 42 MW de potência nominal ISO em um pacote do tamanho de um contêiner de transporte;
– Capacidade total de saída em temperaturas ambientes superiores a 43°C (110°F);
– Operação sem uso de água, permitindo a instalação em ambientes quentes e áridos;
– Funciona com gás natural limpo e tem capacidade de backup a diesel.

A rodada de financiamento Série B, liderada pela Darsana Capital, financia totalmente o desenvolvimento do motor Symphony, e as receitas contínuas do negócio Superpower financiarão a certificação e entrega do avião Overture.

A Darsana é uma empresa de investimentos baseada em Nova York, com um portfólio concentrado de investimentos de longo prazo em ações públicas e privadas, com exposição e expertise nos setores aeroespacial, defesa, espaço, IA e tecnologias emergentes.

“A Darsana espera colaborar com a Boom para ajudar a desenvolver geração de energia de última geração que impulsione a revolução da IA nos Estados Unidos, tudo em velocidades supersônicas”, disse Steve Friedman, sócio da Darsana Capital. “A Boom montou uma equipe incrível e executou com impressionante disciplina. Seu foco em primeiro entregar tecnologia supersônica para criar um negócio de turbinas de energia de alto desempenho reflete um caminho inteligente e eficiente em capital para construir a próxima grande empresa industrial americana.”

A Superpower será construída nos Estados Unidos, apoiando a reindustrialização americana. Hoje, 95% das peças que compõem o protótipo do núcleo do motor Symphony da Boom estão em fabricação, e os testes estão programados para começar em 2026 na instalação de testes da Boom no Colorado.

O livro de pedidos do avião Overture da Boom contém 130 aeronaves, incluindo pedidos e pré-pedidos da United Airlines, American Airlines e Japan Airlines.

Informações da Boom Supersonic

Anac flexibiliza critérios de troca de materiais de aeronaves certificadas segundo CAR 3

Agora, quaisquer revestimentos podem ser enquadrados como pequenas alterações; ensaios de inflamabilidade seguem mantidosCompartilhe:


Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) atualizou nesta semana a Portaria n° 15.087/SAR, de 22 de julho de 2024. A norma contém orientações específicas para a instalação de revestimentos em aeronaves certificadas segundo a Civil Air Regulation (CAR) 3, vigentes antes da criação da Federal Aviation Regulation (FAR) 23 nos Estados Unidos. 

Alterações enquadradas no escopo dessa portaria podem ser classificadas como pequenas, e não demandam aprovação de dados técnicos e nem envolvimento da Anac.  

Antes da atualização, somente a substituição de tecidos estava coberta pela portaria, o que limitava a sua aplicação. Após nova interpretação dos normativos da Federal Aviation Administration (FAA) que motivaram a portaria, a aplicabilidade foi estendida a quaisquer revestimentos. Mais de 2 mil aeronaves registradas no Brasil poderão ser beneficiadas pela flexibilização. 

 A Anac recomenda que os materiais sejam ensaiados quanto à sua inflamabilidade seguindo os requisitos mais atuais por laboratórios reconhecidos pela Agência, diminuindo a exposição aos severos riscos relacionados a um possível foco de incêndio na cabine.  

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Petrobras lança combustível sustentável de aviação produzido no Brasil

A Petrobras realizou as primeiras entregas de SAF (combustível sustentável de aviação) totalmente produzido no país, em volume suficiente para abastecer um dia de operação nos aeroportos do estado do Rio de Janeiro. O combustível, certificado de acordo com padrões internacionais da ICAO (International Civil Aviation Organization), foi fornecido a distribuidoras que operam no Aeroporto do Galeão.

O SAF pode substituir o querosene de aviação convencional sem alterações nas aeronaves ou na infraestrutura de abastecimento. A produção ocorre por coprocessamento em refinarias da Petrobras, utilizando matérias-primas de origem vegetal, como óleo técnico de milho ou óleo de soja, permitindo redução de até 87% das emissões líquidas de CO2 na parcela renovável do combustível.

A legislação brasileira prevê que, a partir de 2027, companhias aéreas com voos internacionais deverão começar a usar SAF, enquanto voos domésticos estarão sujeitos à Lei do Combustível do Futuro. A produção nacional antecipada posiciona o Brasil para atender essas exigências futuras e fortalece a presença do país no mercado global de combustíveis sustentáveis para aviação.

As primeiras unidades de SAF foram produzidas na Reduc (Refinaria Duque de Caxias), no Rio de Janeiro, que possui autorização da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para incorporar até 1,2% de matéria-prima renovável na produção por essa rota. O combustível mantém propriedades químicas idênticas ao querosene mineral, garantindo compatibilidade com a aviação comercial.

da Agência iNFRA

Sobrinho-neto de Santos Dumont revisita história e legado familiar na aviação em novo livro

Para o engenheiro e empresário Paulo D. Villares, é praticamente impossível falar de sua vida sem abordar a aviação. E isso não é à toa: seu avô, Carlos Vilares, era casado com Gabriela Dumont, irmã de Alberto Santos Dumont — fazendo dele sobrinho-neto do renomado “pai da aviação”.

Tendo crescido cercado por histórias e motores de avião, agora, com quase 90 anos, Paulo Villares lança sua autobiografia ‘Perseguindo Utopias – Pense grande! Pense num Brasil competitivo‘, em que revisita a história e o legado de sua família, além dos valores que atravessaram gerações a partir de seu “tio Alberto”.

Com apenas 11 anos, Paulo já acompanhava o pai, Luiz Dumont Villares, em voos pelo litoral paulista. Aos 17, tirou seu brevê — documento de certificação de piloto — antes mesmo da carteira de motorista, e desde então nunca mais deixou de voar. Se tornou piloto de planador, posteriormente de avião, e já acumulou décadas de experiência pelos ares.

Essa trajetória também foi marcada por momentos decisivos e certamente assustadores. Em 1962, ele sofreu um acidente grave durante um voo de planador, que fraturou sua coluna; mas, ainda assim, voltou a voar logo que se recuperou, e continua mantendo vivo o legado de Santos Dumont de sonhar alto.

Fonte: Portal 14b