Embraer conclui testes do KC-390 Millennium em clima extremo

Embraer conclui campanha do KC-390 Millennium em clima extremo na Suécia, destacando operações no Ártico


A Embraer anunciou nesta terça-feira (31), a conclusão de uma campanha de demonstração do KC-390 Millennium em condições de frio extremo no campo de testes de Vidsel, na Suécia.

A operação avaliou o desempenho da aeronave de transporte militar em cenários reais de clima ártico, com foco em missões de Emprego de Combate Ágil (ACE).

Realizados em ambiente de baixa temperatura e infraestrutura austera, os testes incluíram acionamento rápido de motores e sistemas, seguido por decolagens e pousos curtos. A aeronave também executou operações logísticas com carga e descarga ágil de veículos militares pesados, como o SISU GTT, mantendo simultaneamente capacidade para transporte de tropas e equipamentos.

Compatibilidade

A campanha teve como um dos eixos principais a validação da compatibilidade da aeronave com o conceito de emprego de combate ágil, que exige dispersão, rapidez de resposta e operação a partir de bases com infraestrutura limitada.

Plataforma multimissão

O KC-390 Millennium é um jato de transporte militar de médio porte com capacidade multimissão, projetado para operar em ambientes complexos e sob ameaças contemporâneas. Entre suas principais capacidades estão o reabastecimento em voo, transporte logístico, evacuação aeromédica e apoio a operações militares em cenários diversos.

Fonte: Aero Magazine

Embraer deve ser beneficiada após Turquia aprovar acordo de cooperação na indústria de defesa

A Comissão de Relações Exteriores da Assembleia Nacional da Turquia aprovou um acordo de cooperação com o Brasil, que destaca a participação da Embraer no setor de defesa.

O pacto prevê produção conjunta, transferência de tecnologia, fornecimento mútuo de produtos e comercialização para terceiros países, visando ampliar o acesso dos produtos turcos aos mercados internacionais e abrir novas oportunidades.

O acordo inclui o atendimento das necessidades da indústria de defesa brasileira pela Turquia, com foco no benefício mútuo e em projetos conjuntos de desenvolvimento tecnológico. Em 2025, a Turquia exportou seu primeiro motor a jato para o Brasil, fortalecendo ainda mais os laços bilaterais.

Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores turco, Mehmet Kemal Bozay, o Brasil possui um gasto em defesa de cerca de 25 bilhões de dólares na América Latina e Caribe. Ele ressaltou que a cooperação ultrapassa a compra e venda de armamentos, englobando pesquisa e desenvolvimento (P&D) conjunta.

Empresas turcas como TAI, ROKETSAN e Baykar mantêm negociações ativas com o Brasil. Em especial, a TAI firmou memorando de entendimento com a Akaer Engenharia e a Embraer, visando criar uma plataforma conjunta de produção aeronáutica, além de negociações para coprodução dos drones das séries AKSUNGUR e ANKA conforme as necessidades brasileiras.

A cooperação entre a TAI e a Embraer teve início em 2025, durante a feira de defesa LAAD no Brasil, com foco em atividades conjuntas de P&D e produção em plataformas civis e militares. O ministro da Indústria e Tecnologia da Turquia, Mehmet Fatih Kacır, afirmou que a visita realizada ao Brasil em setembro de 2025 consolidou essa parceria.

A TAI destacou que o acordo fortalecerá a colaboração entre as empresas, abrindo novas oportunidades para P&D, engenharia e produção conjunta, buscando expandir a presença da aviação turca no mercado global.

Fonte: Aeroin

Anac atua na COP 15 para garantir segurança operacional na aviação

O evento ocorreu em Campo Grande (MS) e debate a conservação ambiental aeroportuária em escala internacional


AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac) atuou na realização da 15ª Conferência da Convenção sobre a Conservação de espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP 15), que aconteceu entre os dias 23 e 29 de março, em Campo Grande (MS).  

O evento reuniu líderes globais e delegações internacionais para debater a conservação da vida selvagem e a proteção de habitats, com foco na conectividade ecológica e no enfrentamento à extinção de espécies migratórias. 

Com o aumento do fluxo de passageiros e a expectativa de receber autoridades internacionais, a Anac estruturou uma operação especial para assegurar que as operações aéreas e aeroportuárias fossem realizadas de forma ordenada, segura e eficiente. 

No período de 21 de março a 1º de abril, a Anac participou do Comitê Executivo de Segurança Integrada Regional (Cesir), instância de coordenação interinstitucional responsável por integrar, planejar, articular e acompanhar as ações de segurança pública e defesa durante grandes eventos.  

Ações no aeroporto de Campo Grande 

Com equipes escaladas para atuação no Aeroporto Internacional de Campo Grande durante todo o evento, os servidores da Agência acompanharam as operações no Centro de Controle de Operações (CCO) e também por monitoramento no local, circulando pelas instalações aeroportuárias. 

A fiscalização abrangeu os serviços prestados pelo aeroporto e pelas companhias aéreas, além do acompanhamento da recepção de aeronaves de dignitários, dentro das competências legais da Agência. 

O objetivo da fiscalização foi assegurar que as operações aéreas e aeroportuárias ocorram com tranquilidade, minimizando impactos do aumento temporário de tráfego e garantindo uma experiência segura e eficiente para todos os usuários. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Europa enfrenta risco de falta de combustível de aviação

Racionamento de querosene de aviação em aeroportos do norte da Itália ocorre em meio a pico de demanda e risco de interrupções no fornecimento global

A distribuição de combustível de aviação começou a ser racionada nos últimos dias, em aeroportos do norte da Itália, em meio a preocupações crescentes sobre possíveis restrições de oferta em toda a Europa.

A medida foi adotada pela empresa Air bp nos aeroportos de Milão (LIN), Bolonha, Treviso e Veneza, em meio ao bloqueio iraniano ao Estreito de Ormuz, local onde passa boa parte do petróleo produzido no mundo, por meio de navios.

De acordo com o plano emergencial, voos médicos, operações governamentais e voos comerciais com duração superior a três horas estão recebendo prioridade na alocação de querosene de aviação (QAV). A decisão ocorre diante de estoques limitados em hubs regionais relevantes para a malha aérea europeia.

A medida afeta tanto a aviação comercial quanto segmentos da aviação de negócios, especialmente operações com jatos executivos e aeronaves regionais que dependem de abastecimento rápido em aeroportos secundários.

Pico de demanda

Segundo a ENAC, a situação está diretamente relacionada à dificuldade de resposta ao aumento sazonal da demanda durante o período de Páscoa. “O sistema enfrenta desafios para acompanhar o pico de demanda registrado durante o feriado”, disse um diretor da autoridade à agência ANSA.

Risco sistêmico

No entanto, agentes da indústria avaliam que o problema pode se ampliar. A normalização do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz é apontada como fator crítico para estabilizar a cadeia de suprimentos de combustíveis aeronáuticos.

Além da volatilidade nos preços do petróleo — considerada uma ameaça estrutural para operadores aéreos — há risco concreto de escassez física de combustível em determinados mercados europeus.

Reino Unido vulnerável

Segundo a imprensa europeia, o Reino Unido está entre os países mais expostos. Michael O’Leary, CEO da Ryanair, alertou para a dependência significativa do país em relação ao fornecimento proveniente do Golfo. Os estoques britânicos de QAV poderiam sustentar operações por cerca de cinco a seis semanas em caso de interrupção no abastecimento.

Medidas de contingência

Diante da incerteza sobre disponibilidade e preços do combustível de aviação, diversas companhias já iniciaram ajustes operacionais. Entre as medidas adotadas estão a redução de frequências e o redimensionamento de malhas aéreas.

A Air New Zealand, Vietnam Airlines, Scandinavian Airlines e United Airlines reduziram seus programas de voos em resposta à incerteza no fornecimento de querosene de aviação e à alta de custos operacionais.

Outras operadoras avaliam medidas semelhantes. A Ryanair sinalizou possíveis cortes em sua programação de verão, enquanto a Lufthansa considera a retirada temporária de até vinte aeronaves de sua frota.

Impactos potenciais

Embora não haja, até o momento, registros de interrupções operacionais relevantes, o cenário aponta para riscos crescentes de restrições na oferta de combustível de aviação na Europa.

Fonte: Aero Magazine

ANAC aprova consulta para mudar regra sobre bagagens de quem não embarcar

A diretoria da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovou a abertura de Consulta Pública para mudar as normas da agência que determinam que as empresas aéreas devem retirar as bagagens dos passageiros que não embarcam no voo. A proposta ficará aberta a contribuições por 45 dias, a partir da data da publicação.

A aprovação ocorreu na reunião de diretoria da última quinta-feira (2). De acordo com a relatora, a diretora Mariana Altoé, a retirada obrigatória de bagagem de passageiros que não embarcam eleva custos de empresas aéreas e operadores aeroportuários. 

A intenção da mudança proposta no RBAC (Regulamento Brasileiro de Aviação Civil) 108 é deixar como opção a retirada, mas permitir que o avião possa seguir, contanto que a bagagem passe por inspeções específicas. Também foi aprovada a proposta de instauração de consulta pública por 45 dias sobre proposta de emenda ao RBAC (Regulamento Brasileiro da Aviação Civil) 43, que trata de manutenção de aeronaves leves esportivas.

da Agência iNFRA

Novas regras para power banks em voos: órgão da ONU define limite de 2 unidades

A Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) – órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) – acaba de definir uma nova norma para o uso de power banks em voos: o limite tornou-se de apenas duas unidades por passageiro desde a sexta-feira (27/03).

Segundo a agência, os passageiros também não poderão recarregar seus dispositivos durante o voo.

Com sede em Montreal, a ICAO costuma estabelecer padrões globais para a aviação, definindo regras para os 193 países-membros. Para os carregadores portáteis, a aplicação da norma é imediata.

Apesar do caráter de novidade, restrições a esses equipamentos não são exatamente algo novo. Limitações a power banks já vinham sendo adotadas por companhias aéreas como a Lufthansa e por países como a Coreia do Sul. As medidas são fruto de incidentes recentes, entre eles o incêndio de um avião da Air Busan em 2025.

Casos semelhantes já aconteceram no Brasil. Ainda no início deste ano, um avião da Latam precisou desviar a rota após uma bateria portátil explodir a bordo. Em agosto de 2025, um carregador pegou fogo em um avião que fazia o trajeto entre São Paulo e Amsterdã.

E para quem está se perguntando sobre as baterias presentes em celulares, tablets e computadores, especialistas afirmam que incidentes com esses componentes até podem acontecer, mas são raros. A própria Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) possui regras específicas para o transporte desses equipamentos.

Fonte: Tudo Celular

Helicóptero faz pouso forçado no mar no Rio de Janeiro

Helicóptero Robinson R44 decolou do aeroporto de Jacarepaguá para voo turístico; três ocupantes foram resgatados sem lesões


Um helicóptero modelo Robinson R44 realizou um pouso forçado no mar na manhã de sexta-feira (3), nas proximidades do Posto 4 da praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

A aeronave transportava três pessoas — um piloto e dois passageiros — que foram resgatadas sem ferimentos.

O R44 havia decolado do aeroporto de Jacarepaguá para a realização de um voo turístico. A bordo estavam dois passageiros de nacionalidade canadense.

Após o pouso forçado no mar, equipes de resgate atuaram no local e retiraram os ocupantes da aeronave. Todos foram avaliados e liberados, sem registro de lesões.

Sequência de eventos

A ocorrência desta sexta-feira é a segunda envolvendo helicópteros na região da Barra da Tijuca em um intervalo de poucos dias. Na última terça-feira (31), um helicóptero Sikorsky S-92, operado pela Líder Aviação, apresentou perda de potência logo após decolar do aeroporto de Jacarepaguá.

Na ocasião, a aeronave, com capacidade para até dezenove passageiros, iniciou uma descida acentuada enquanto sobrevoava a orla da Barra da Tijuca, retornando posteriormente ao aeroporto de origem.

Fonte: Aero Magazine

Governo estuda zerar impostos sobre querosene de aviação para baratear passagens aéreas

Ministério dos Portos e Aeroportos apresentou pacote de medidas para tentar frear aumento de preços nas passagens. Entre as propostas está reduzir impostos federais sobre o combustível.

O novo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o governo estuda zerar os impostos federais (PIS/Cofins) sobre o querosene de aviação, como parte de um pacote de medidas para conter o avanço no preço das passagens aéreas.

Como informou o g1, os preços das passagens podem subir até 20% com a alta do querosene de aviação (QAV), segundo especialistas.

Na última semana, o Ministério de Portos e Aeroportos apresentou ao Ministério da Fazenda um pacote de medidas para tentar evitar essa alta de preços. As propostas incluem ações emergenciais voltadas ao setor de aviação.

Veja reportagem: https://g1.globo.com/bom-dia-brasil/video/o-preco-das-passagens-aereas-sobe-e-pode-aumentar-mais-com-a-guerra-no-oriente-medio-14456089.ghtml

Entre as medidas estão:

➡️A criação de linhas de crédito para as empresas aéreas com recursos aportados pelo Tesouro.

A proposta seria a partir de uma linha operada pelo Banco do Brasil, em que as companhias poderão acessar até R$ 400 milhões, com prazo de pagamento até o final do ano.

➡️Outra proposta prevê zerar a cobrança de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, um dos principais custos das companhias.

➡️O pacote também inclui a postergação do pagamento das tarifas de navegação aérea à Força Aérea Brasileira (FAB). Essa medida está sendo tratada diretamente entre a FAB e o Ministério da Fazenda.

🔎A tarifa de navegação aérea paga à FAB é uma espécie de taxa cobrada pelo uso de serviços, auxílios e comunicações do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB).

A previsão é que representantes dos ministérios se reúnam na terça-feira (7) para definir as medidas que devem ser adotadas.

Guerra no Oriente Médio

A Petrobras anunciou na quarta-feira (1º) um aumento de mais de 50% no preço médio do combustível vendido às distribuidoras a partir deste mês, o que impacta diretamente os custos de operação das companhias aéreas.

A medida reflete o avanço do petróleo no mercado internacional, impulsionado pela guerra no Oriente Médio, que envolve Estados Unidos e Israel contra o Irã.

🔎 Para suavizar os efeitos do aumento e, possivelmente, conter os preços ao consumidor, a Petrobras anunciou um mecanismo de parcelamento dos pagamentos das distribuidoras. Além disso, o governo avalia outras medidas para reduzir os impactos.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou nesta quarta-feira que o reajuste no preço do querosene de aviação pode gerar “consequências severas” para o setor — sem mencionar eventual aumento nos preços das passagens.

Fonte: G1

IATA Wings of Change Americas reúne líderes da aviação em Santiago com foco em sustentabilidade e infraestrutura

Nos dias 8 e 9 de abril de 2026, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) promove a 16ª edição do fórum Wings of Change Americas (WOCA), que será sediado pelo LATAM Airlines Group no hotel Mandarin Oriental, em Santiago.

O evento reunirá executivos de destaque da indústria aérea e autoridades governamentais para discutir a transformação econômica impulsionada pela aviação.

A programação focará em temas centrais como competitividade regional, sustentabilidade e infraestrutura aeroportuária. Entre os participantes confirmados estão Roberto Alvo, CEO do LATAM Airlines Group; Adrián Neuhauser, CEO do Abra Group; Estuardo Ortiz, CEO da JetSMART; além de representantes de Sky Airline e Avianca, como Daniel Belaunde e Gabriel Oliva, respectivamente. Também estarão presentes líderes do segmento de logística, incluindo Andrés Bianchi (LATAM Cargo) e Diogo Elias (Avianca Cargo).

O fórum abordará a implementação de tecnologias para alcançar emissões líquidas zero e o desenvolvimento da mobilidade aérea avançada. Serão realizadas mesas-redondas ministeriais para analisar o impacto da conectividade aérea no Produto Interno Bruto (PIB) dos países latino-americanos, além de sessões específicas sobre regulamentação e proteção ao consumidor.

Peter Cerdá, vice-presidente regional da IATA para as Américas, conduzirá uma coletiva de imprensa em 8 de abril, detalhando prioridades operacionais e desafios de custos enfrentados pelo setor no Cone Sul. Na véspera, 7 de abril, ocorrerá uma conferência técnica para a imprensa, que analisará as tendências de capacidade e tráfego de passageiros previstas para o ano.

Representantes da Organização Mundial do Turismo (OMT) e diretores da Delta Air Lines também participarão, buscando alinhar agendas entre os setores público e privado em temas como taxas aeroportuárias e processos migratórios eficientes.

O Aviacionline, parceiro do AEROIN, estará presente em Santiago para cobrir o Wings of Change e a feira FIDAE, com conteúdos especiais.

Fonte: Aeroin

Petrobras eleva preços do querosene de aviação em 55%, diz agência

Reajuste ocorre em meio à alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã.


A Petrobras elevou o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) em cerca de 55% para as distribuidoras em abril, segundo informações da agência Reuters.

Os ajustes do QAV da Petrobras ocorrem todo começo de mês, conforme previsto em contratos. O g1 procurou a Petrobras para confirmar o reajuste e também solicitou posicionamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Até a última atualização desta reportagem, porém, não havia recebido resposta.

Nesta semana, o Grupo Abra, holding que controla a companhia aérea Gol, também informou que a Petrobras elevaria os preços do querosene de aviação em 55% a partir desta quarta-feira (1º).

Segundo a empresa, o reajuste ocorre em meio à alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Em março, o reajuste havia sido de 9,4%, também em decorrência dos preços do barril do petróleo no mercado internacional neste ano.

Se confirmado, o aumento pode ampliar a pressão sobre o setor aéreo brasileiro, em um momento em que duas das maiores companhias do país, Gol e Azul, ainda se recuperam de processos recentes de reestruturação de dívidas.

  • 🔎 O querosene de aviação é um dos principais custos das companhias aéreas. No Brasil, ele representa mais de 30% das despesas operacionais do setor. A Petrobras, maior produtora de petróleo do país, responde pela maior parte do refino e pela oferta desse combustível no mercado nacional.

Nesta quarta-feira, o preço do barril de petróleo tipo Brent caía 1,80%, a US$ 102,10, por volta das 10h13. Ontem, o combustível fechou em US$ 103,97.

Desde o início da guerra, o preço do barril de petróleo saltou de cerca de US$ 60 para mais de US$ 115. Com isso, o produto caminha para encerrar março com a maior alta desde 1990.

Tarifas mais altas

A alta do combustível, associada à tensão no Oriente Médio, tem afetado companhias aéreas em diferentes países. Com custos maiores, empresas do setor tendem a repassar parte desse impacto para as passagens ou revisar suas projeções financeiras.

O diretor financeiro da Abra, Manuel Irarrazaval, afirmou que o aumento anunciado pela Petrobras para abril será “moderado” quando comparado à alta observada no mercado internacional.

Segundo ele, a política de reajustes mensais ajuda as companhias aéreas a lidar com variações nos custos ao longo do tempo.

Ainda assim, o executivo disse, em conferência com analistas, que a empresa pode precisar elevar os preços das passagens sempre que o combustível ficar mais caro. De acordo com ele, um aumento de US$ 1 por galão no preço do querosene de aviação pode exigir uma alta de cerca de 10% nas tarifas.

O grupo Abra também controla a companhia aérea colombiana Avianca.

A Azul informou na semana passada que já aumentou o preço médio das passagens em mais de 20% ao longo de três semanas. A empresa também anunciou que pretende limitar o crescimento de sua operação para lidar com o aumento do combustível.

Entre as medidas previstas está a redução de 1% na oferta de voos domésticos no segundo trimestre.

Fonte: G1