Anac firma compromisso para ampliar práticas sustentáveis na Agência

Adesão à Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), do Ministério do Meio Ambiente, incentiva práticas de sustentabilidade e qualidade de vida no ambiente de trabalho.


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) formalizou sua adesãoà Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), programa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) que busca incentivar práticas de sustentabilidade, eficiência no uso de recursos e qualidade de vida no ambiente de trabalho em órgãos públicos. 

A adesão, ocorrida no dia 22 de agosto, reforça o compromisso da Anac com a gestão responsável e a melhoria contínua dos serviços, com foco na sustentabilidade de processos internos, compras e contratações, no uso de recursos naturais, na gestão de resíduos, na promoção de compras sustentáveis e na qualidade de vida no ambiente de trabalho. 

Além disso, a participação trará ações de sensibilização e capacitação, implementação de boas práticas e acompanhamento dos resultados, sempre com transparência e foco em melhorias. 

Nas próximas etapas, a Agência divulgará internamente orientações e materiais de apoio para engajar todos os servidores e consolidar uma cultura institucional mais alinhada aos objetivos da A3P. 

Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) 

A A3P é um programa federal que apoia instituições públicas na adoção de práticas sustentáveis, com foco em: 

  • uso racional de recursos naturais e bens públicos (água, energia, papel, materiais de expediente); 
  • gestão adequada de resíduos (como coleta seletiva e destinação correta); 
  • promoção da qualidade de vida no ambiente de trabalho; 
  • sensibilização e capacitação de colaboradores; 
  • licitações e contratações sustentáveis. 

A adesão ocorre por meio de termo de compromisso com o MMA e orienta a execução de ações e metas de sustentabilidade, geralmente consolidadas no Plano de Logística Sustentável (PLS). 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Vivenciando a aviação: projeto Criando Asas leva 40 crianças de escola pública do DF para visita ao Aeroporto de Brasília

Iniciativa desperta o interesse dos estudantes para as carreiras da aviação e amplia as oportunidades de grupos minoritários


brilho no olhar das crianças diante da grandeza da aviação foi a marca da visita do projeto Criando Asas, do programa Asas para Todos, realizada nessa quarta-feira, 10 de setembro, em Brasília (DF). Ao todo, 40 alunos do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 28 de Ceilândia (DF) conheceram o Centro de Treinamento (CT) da Anac e o Aeroporto Internacional de Brasília, explorando os bastidores de tudo o que garante a segurança e a eficiência nas viagens de milhares de pessoas todos os dias. 

A aluna do 9º ano, Helena Paz Mendes, compartilhou seu sonho: ser pilota e cursar Astronomia, Engenharia Aeroespacial e Física. “Quero entrar para a aeronáutica, completar 40 mil horas de voo e depois, quem sabe, trabalhar em uma empresa aérea no Brasil. Achei o projeto da Anac muito interessante e uma oportunidade para abrir portas para mim”, contou. 

Na abertura do evento, no CT da Anac, o diretor Luiz Ricardo Nascimento se emocionou ao relembrar sua trajetória: “Nunca estudei em escola particular, e ainda assim cheguei a ser piloto da Aeronáutica e hoje sou diretor da Anac. O que faz a diferença é a vontade de estar em algum lugar. Para quem sonha com a aviação, vá atrás: toque, veja, entre em um avião, voe. Um dia vocês também estarão aqui”. 

É esse o propósito do projeto Criando Asas: aproximar as novas gerações do universo da aviação civil, com foco em despertar o interesse por diferentes carreiras do setor e ampliar oportunidades para jovens de grupos minoritários, como estudantes de baixa renda, meninas, mulheres e pessoas negras. 

O estudante Kauã Alves, também do 9º ano, destacou que o projeto deu a ele uma oportunidade única: “Estou amando essa experiência. O projeto dá oportunidade para muitas pessoas conhecerem sobre os aviões e um monte de coisas. Dá uma experiência para vários alunos que não têm condições de estarem aqui para ver, como eu”. 

Os alunos puderam vivenciar o dia a dia no aeroporto, e passaram pelo check-in, pela inspeção de passageiros, conheceram as salas de embarque, o pátio de aeronaves, o abastecimento e a manutenção em solo. Também assistiram a uma simulação de combate a incêndio realizada pelo Corpo de Bombeiros de Aeródromo, uma das grandes atrações do dia. 

A vivência prática mostrou que a aviação é feita de múltiplas profissões e caminhos possíveis, incentivando os estudantes a enxergarem novas perspectivas de futuro. Ao abrir portas para esses jovens, o projeto contribui para uma aviação mais diversa e para o aproveitamento do potencial da sociedade brasileira, fortalecendo também o crescimento do setor e da economia do país. 

A visita também contou com a participação da superintendente de Pessoal da Aviação Civil, Mariana Altoé; da secretária-geral da Anac, Ana Motta; do especialista em Regulação da Aviação Civil, Adair Santos; e da assessora de Comunicação da Inframerica, Júlia Coêlho. 

Criando Asas 

Projeto da Anac que incentiva crianças e jovens de baixa renda e de grupos minoritários a conhecerem de perto as carreiras da aviação civil por meio de visitas a aeroportos. A iniciativa já beneficiou mais de 220 estudantes em experiências nos aeroportos de Brasília (DF), Congonhas (SP) e Galeão (RJ). 

Além das visitas, o projeto realiza atividades em escolas do Rio de Janeiro e de Brasília, levando histórias e curiosidades sobre a aviação de forma lúdica para crianças do Ensino Fundamental. 

Integrado ao programa estratégico Asas para Todos, o Criando Asas fortalece os pilares de diversidade, inclusão, capacitação e formação na aviação civil brasileira. O programa reúne iniciativas distribuídas em três subprogramas: Diversidade e Inclusão, Mulheres na Aviação e Formação e Capacitação. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Aeronave roubada no Pará é encontrada pela FAB na fronteira do Brasil com a Bolívia

Avião de pequeno porte foi roubado do aeroporto municipal de Novo Progresso, no sudoeste do estado. De acordo com a polícia, o piloto foi preso e há suspeita de que a aeronave seria usada para o transporte de drogas.


A Força Aérea Brasileira (FAB) localizou no sábado (13), uma aeronave que havia sido roubada em Novo Progresso, no sudoeste do Pará. O avião foi encontrado por agentes da Defesa Aeroespacial e da Força Aérea Boliviana em uma área de mata na fronteira entre o estado do Mato Grosso e Bolívia.

De acordo com a polícia, na quarta-feira (10), três homens armados invadiram o hangar do aeroporto municipal e renderam o segurança. Em seguida, desligaram as câmeras de monitoramento e decolaram com a aeronave por volta das 4h41 da quinta-feira (11).

O Comando de Operações Aeroespaciais, órgão da FAB responsável pela defesa aérea nacional, foi notificado do crime e iniciou as buscas, utilizando inclusive um caça A-29 Super Tucano para monitorar o espaço aéreo.

Segundo a polícia, um homem, que seria o piloto da aeronave, foi preso durante a operação. O nome dele não foi divulgado, mas a polícia informou que ele é natural do estado do Mato Grosso.

Segundo as investigações, há indícios de que o avião poderia ser usado para o transporte internacional de drogas. Uma pessoa já foi identificada em Novo Progresso em conexão com o caso, mas também não teve a identidade divulgada.

O caso

O crime ocorreu na noite da quarta-feira (10), quando três criminosos armados invadiram o hangar do aeroporto e, por volta das 4h41 da quinta-feira (11), decolaram com o avião.

Após ser notificado do roubo, o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), órgão da FAB responsável pela defesa aérea nacional, acionou um caça A-29 Super Tucano para monitorar o espaço aéreo e iniciou a investigação da ocorrência.

Paralelamente, foram ativados protocolos de defesa aeroespacial em cooperação com a Força Aérea Boliviana. Segundo a FAB, a atuação do Adido Aeronáutico brasileiro na Bolívia agilizou a comunicação entre autoridades militares e policiais dos dois países, além de facilitar a interlocução com a empresa proprietária da aeronave.

O monitoramento constante do espaço aéreo pelo COMAE garantiu que a aeronave roubada fosse localizada antes de ser utilizada em atividades ilícitas, como o tráfico internacional de drogas.

A FAB reafirma seu compromisso com a soberania do espaço aéreo nacional, o combate a crimes transnacionais e o fortalecimento da cooperação com forças aéreas parceiras, incluindo a Bolívia.

Fonte: Fab

Vai parar tudo? Veja o que você precisa saber sobre a greve da NAV Brasil

Paralisações parciais estão previstas para os dias 24, 26 e 30 de setembro e 2 de outubro; impacto no turismo pode ser minimizado com planejamento


Os trabalhadores da NAV Brasil, estatal responsável pelos serviços civis de navegação aérea no país, aprovaram a deflagração de greve com paralisações parciais programadas para os dias 24, 26 e 30 de setembro e 2 de outubro. Os atos ocorrerão em dois turnos de uma hora cada, sendo o primeiro das 11h às 12h e o segundo entre as 15h e 16h.

Por lei, a categoria deve avisar com pelo menos 72 horas de antecedência em caso de suspensão dos serviços, o que permite tempo de reorganização das operações.

O movimento é resultado de reivindicações trabalhistas, que incluem a implementação do novo Plano de Cargos e Salários (PCS), melhorias no benefício de assistência à saúde, correção da defasagem salarial pós-pandemia e a realização de concursos públicos, ausentes há 14 anos.

Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Proteção ao Voo (SNTPV) também aponta sobrecarga de escalas e excesso de horas extras como fatores que pressionam a categoria e podem comprometer a segurança operacional.

O papel da NAV Brasil

A NAV Brasil é peça-chave na infraestrutura da aviação nacional. Seus profissionais compõem o segmento civil do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB), atuando em funções essenciais como:

  • Controle de Aproximação (APP) e Controle de Aeródromo (TWR), que orientam pousos, decolagens e movimentação no espaço aéreo próximo aos aeroportos.
  • Meteorologia Aeronáutica, com previsões, informes e vigilância meteorológica usados por pilotos e autoridades aeronáuticas.
  • Serviço de Informação Aeronáutica (AIS), responsável por coletar e divulgar dados críticos para a navegação aérea.
  • Telecomunicações Aeronáuticas, que garantem comunicação segura e eficaz entre aeronaves e unidades em solo.

Esses serviços estão distribuídos em dezenas de Dependências da NAV Brasil (DNB), presentes em aeroportos estratégicos de todo o país, como Guarulhos (SP), Viracopos (SP), Galeão (RJ), Santos Dumont (RJ) e tantos outros.

O que dizem a NAV Brasil e Abear?

Procurada pelo Brasilturis, a NAV Brasil respondeu, em nota, que mantém diálogo com o sindicato e que a proposta de PCS já foi encaminhada à Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST). A estatal também informou que, desde março, foram realizadas 17 reuniões para tratar do novo Acordo Coletivo de Trabalho, incluindo a busca de soluções para o auxílio saúde. A empresa reforça que seguirá empenhada em garantir a continuidade e a segurança dos serviços, mesmo durante o período de paralisação.

A esquipe de reportagem também buscou a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), para checar se alguma estratégia está sendo preparada para mitigar atrasos e cancelamentos de voos durante as paralisações, assim como recomendações para o público final e trade turístico. A Abear informou apenas que “está em constante diálogo com a NAV Brasil e articula com as empresas aéreas medidas para minimizar eventuais impactos causados pela paralisação dos controladores de voo”.

Veja o que fazer

Passageiros que têm voos marcados nos dias de paralisação devem acompanhar comunicados oficiais das companhias aéreas e checar eventuais alterações na malha por meio de canais oficiais como site, aplicativo e central de atendimento.

Caso tenha sido contratado um seguro-viagem, é indicado averiguar se ele cobre atrasos e cancelamentos de voos. Uma terceira forma, e a mais indicada, de minimizar possíveis prejuízos é optar por horários fora dos turnos previstos de paralisação.

Já os profissionais do trade turístico podem atuar de forma preventiva ao monitorar escalas e evitar conexões próximas aos horários de greve; orientar clientes sobre reacomodação e reembolso, conforme regras da Anac; e oferecer alternativas de voos e aeroportos sempre que possível.

Políticas de remarcação: Latam, Gol e Azul

Para que passageiros saibam seus direitos caso a paralisação ou qualquer outro evento afete seus voos, seguem alguns destaques das políticas de remarcação das principais companhias:

  • Latam: permite alterar voo, destino ou data por meio do aplicativo, site e central de ajuda. As condições variam segundo tarifa; é necessário verificar custos e possíveis diferencias tarifários.
  • Gol: também é possível alterar o voo via site, app e central de atendimento. Voos nacionais e internacionais têm regras específicas conforme a categoria do bilhete comprado. Em algumas tarifas, remarcação ou cancelamento têm taxas fixas, ou valor não reembolsável.
  • Azul: permite cancelamento ou alteração até um ano após emissão do bilhete, dependendo da tarifa. No entanto, a tarifa também altera os prazos, taxas e condições da remarcação.

Fonte: Brasilturis

FAB reporta que quase 100 mil pessoas compareceram ao Portões Abertos da Base Aérea de Brasília

A Base Aérea de Brasília (BABR) realizou, no domingo (14/09), o tradicional evento Portões Abertos 2025, que recebeu aproximadamente 100 mil visitantes em um dia repleto de atrações aéreas, culturais e atividades para toda a família.

O evento contou com a passagem do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), popularmente conhecido como Esquadrilha da Fumaça, com apenas quatro A-29 Super Tucano realizando sobrevoos em dois momentos distintos da programação. As passagens não incluíram manobras.

Apesar de informações precipitadas divulgadas por parte da mídia e amplamente compartilhadas em grupos e redes sociais, dando a entender que haveria uma apresentação completa do EDA, que tradicionalmente inclui diversas manobras e acrobacias com as sete aeronaves, neste ano não foi realizada a demonstração integral, devido a um momento de transição, envolvendo ajustes operacionais e a formação de novos pilotos.

A programação disponível no site oficial do evento também não mencionava que apenas quatro aeronaves fariam os sobrevoos, o que levou grande parte do público a criar expectativas diferentes do que realmente ocorreu.

Além das passagens da Fumaça, durante todo o dia, os visitantes acompanharam voos de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), como o moderno F-39 Gripen, além das aeronaves de instrução T-25 e T-27. Também fizeram parte da programação apresentações de acrobacias aéreas com a Esquadrilha Fox, demonstrando a habilidade e o preparo dos pilotos.

O Comandante da Base Aérea de Brasília, Coronel Aviador Nicolas Silva Mendes, ressaltou a importância da iniciativa. “O objetivo principal dos nossos portões abertos é realmente abrir nossas portas para que a população de Brasília e região possa vir conhecer a Força Aérea, conhecer os nossos aviões, conhecer os nossos militares, mostrar o que a gente faz e também despertar o sonho nas crianças de vir para as Forças Armadas”, afirmou. 

No solo, o público ainda pôde assistir apresentações da Banda de Música da PMDF, da Banda Marista, do grupo Clave de FAB, da Orquestra Sinfônica da Força Aérea Brasileira (OSFAB) e da banda “BSBeat”, além de atividades no Hangar do Sexto Esquadrão de Transporte Aéreo (6º ETA), Esquadrão Guará.

A programação contou com a demonstração do Pelotão de Cães de Guerra do Grupo de Segurança e Defesa de Brasília (GSD-BR), rapel realizado pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) e uma apresentação de capoeira com o Grupo Ginga Brasileira.

A participação da comunidade reforçou o caráter educativo e cultural do evento. O motorista Wanderson Santiago destacou o clima acolhedor do evento e a emoção de vivenciar o momento ao lado do filho. “A turma é bem acolhedora, todos muito prestativos. Estou com meu filho Nathan, de quatro anos de idade. A expectativa é ver a felicidade e a alegria dele ao conhecer os equipamentos da Força Aérea“, contou. 

Congestionamento

O evento aéreo provocou congestionamentos nas imediações do Aeroporto Internacional de Brasília, impactando passageiros que relatam ter perdido voos devido aos atrasos no trânsito, informou o g1.

Segundo a Inframerica, empresa responsável pela administração do aeroporto, um acidente envolvendo veículos contribuiu para a lentidão na região. Já a FAB ressaltou que o evento contou com planejamento minucioso em parceria com órgãos de trânsito. “No entanto, o interesse do público vem superando as expectativas e, dessa forma, desencadeando lentidão“, disse a Força Aérea.

Com informações da Força Aérea Brasileira

Câmara aprova projeto que atualiza Código Penal para punir crimes com uso de drones

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que atualiza o Código Penal para incluir crimes cometidos com o uso de veículos remotamente controlados (drones e similares). As penas serão elevadas quando houver emprego de armas de fogo ou explosivos.

O texto aprovado é a versão (substitutivo) do relator, deputado Sargento Portugal (Pode-RJ) para o Projeto de Lei 2826/24, dos deputados Alberto Fraga (PL-DF) e Capitão Alden (PL-BA). O relator decidiu aumentar penas sugeridas no texto original.

A aprovação desta proposta é indispensável para que o sistema penal brasileiro evolua de acordo com as demandas atuais, assegurando a proteção da sociedade”, comentou Sargento Portugal em seu parecer.

Principais pontos

Atualmente, o Código Penal já prevê o crime de atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo – expor a perigo embarcação ou aeronave, ou praticar ato prejudicial ao setor. A pena prevista é de reclusão, de 2 a 5 anos.

O substitutivo insere nesse crime o uso de veículos remotamente controlados. A pena de reclusão será aumentada para 4 a 6 anos, e quem usar esses veículos para emprego de arma de fogo ou explosivo estará sujeito à mesma sanção. Se o crime for cometido com intuito de lucro ou prática de violência haverá multa.

Além disso, a proposta inova ao definir como crime a direção de aeronaves ou drones sem licenciamento e a operação delas sem a devida autorização. Nesses casos, a pena prevista será de detenção, de seis meses a um ano, mais multa.

Por fim, o texto revoga trechos da Lei das Contravenções Penais que tratam de infrações relacionadas à aviação. Isso porque, com as mudanças sugeridas na proposta, esses dispositivos serão substituídos por tipos penais mais rigorosos.

Crime organizado

É preciso adaptar o Código Penal às novas realidades criminais, especialmente decorrentes de tecnologias acessíveis ao crime organizado”, argumentaram, ao apresentar a versão original, os deputados Alberto Fraga e Capitão Alden.

Os dois parlamentares lembraram, na justificativa que acompanha o texto, um caso ocorrido no Rio de Janeiro em julho de 2024, quando um drone foi usado para lançamento de granadas durante conflito entre traficantes rivais em uma favela.

O projeto ainda será analisado pelo Plenário. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Informações da Agência Câmara de Notícias

Com mais de 1,5 milhão de passageiros, aeroporto de Brasília tem julho de movimento intenso

O Aeroporto de Brasília alcançou em julho o maior volume de passageiros do ano, tendo o mês como o mais movimentado de 2025 até o momento. O crescimento foi impulsionado tanto pelo aumento nas viagens nacionais quanto por um expressivo crescimento no tráfego internacional.

Durante julho, quase 1,5 milhão de pessoas passaram pelo terminal brasiliense. A média mensal ao longo do ano tem girado em torno de 1,2 milhão, destacando um avanço significativo em julho. Esse aumento foi motivado, principalmente, pelas férias escolares, pela alta temporada de inverno e pela ampliação da oferta de voos, especialmente para destinos internacionais.

Embora o desempenho seja positivo, o movimento ainda está abaixo dos recordes históricos do aeroporto. Em julho de 2015, por exemplo, o terminal registrou cerca de 1,9 milhão de passageiros, seguido por julho de 2018, com 1,7 milhão. Isso indica que, apesar do crescimento consistente, ainda há espaço para recuperação.

No cenário pós-pandemia, a movimentação tem demonstrado uma evolução gradual. Comparado a julho de 2024, o fluxo cresceu 5,9%, evidenciando uma retomada positiva. Contudo, em relação a julho de 2019, o volume permanece 3,8% inferior, reforçando a ideia de que o setor ainda está em processo de recuperação.

O segmento internacional também teve destaque em julho, com mais de 85 mil passageiros embarcando e desembarcando em voos de e para o exterior. Esse resultado se deve ao fortalecimento da malha aérea e à escolha de Brasília como um dos principais hubs internacionais fora do eixo Rio-São Paulo.

“O crescimento da movimentação em julho reflete não apenas a preferência dos passageiros, mas também o esforço conjunto com as companhias aéreas para ampliar a conectividade e oferecer mais opções de destinos,” destacou Rogério Coimbra, diretor comercial e de assuntos corporativos da Inframerica.

Com essas informações, o Aeroporto de Brasília mantém sua trajetória positiva em 2025, reforçando sua relevância no setor aéreo nacional e sua importância para o turismo e a economia do Distrito Federal.

Para o segundo semestre, a Latam ampliará sua atuação na capital federal com novos voos para Campinas e Foz do Iguaçu, além do aumento das frequências em rotas já consolidadas. A GOL, por sua vez, reafirma sua presença internacional com voos diretos para Miami, Orlando, Bogotá, Cancun e Buenos Aires.

Fonte: Aeroin

Seguindo sonho de infância, Major de Bauru será comandante da Esquadrilha da Fumaça na FAB

As voltas do destino levaram um bauruense que se apaixonou pela Aeronáutica ainda criança, durante uma apresentação da Esquadrilha da Fumaça, a estar próximo de assumir o comando do grupo de exibição da Força Aérea Brasileira (FAB).

Em 2026, o major Nilson Rafael Oliveira Gasparelo se tornará o primeiro bauruense a ocupar o posto de comandante e piloto líder, posição 1.

Gasparelo já fez história em 2014, quando se tornou o primeiro piloto de Bauru (SP) a integrar a Esquadrilha da Fumaça, onde permaneceu por seis anos nas posições 5 e 7. Em entrevista ao g1, agora prestes a retornar como líder, ele celebra a conquista.

“Todo piloto sonha em comandar um esquadrão. E, tendo feito parte da Esquadrilha da Fumaça, era uma grande aspiração minha voltar como comandante. De todos os cargos que assumi, este é o mais alto. Ser comandante de esquadrão é uma honra”, disse.

A Esquadrilha da Fumaça tem sede em Pirassununga (SP) e é considerada uma vitrine do trabalho da FAB. Os pilotos utilizam aeronaves Super Tucano Embraer EMB-314, fabricadas no Brasil.

“Nossa missão é realizar demonstrações aéreas para difundir a imagem institucional da Força Aérea. Somos os representantes da FAB por meio de um show aéreo”, explicou Gasparelo.

Ainda não há data exata para a posse, mas o bauruense comandará a equipe na temporada 2026-2027. Até lá, atua como piloto “zero dois”, à espera da substituição do atual comandante, tenente-coronel Juliano Nunes.

Inspirações nos céus de Bauru

Nascido e criado em Bauru, o futuro comandante traçou seu destino em meados dos anos 1990, quando, aos 10 anos, assistiu a uma apresentação da Esquadrilha no Aeroclube da cidade. A experiência marcou sua memória e foi decisiva para seguir carreira na Aeronáutica.

“Resolvi entrar para a Força Aérea justamente pela lembrança de uma demonstração da Esquadrilha. Hoje estou aqui porque um dia vi aquela apresentação no Aeroclube de Bauru”, contou.

Gasparelo ingressou na Escola Preparatória de Cadetes do Ar, em Barbacena (MG), e depois seguiu para a Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP), onde se formou aviador. Mais tarde, se especializou como piloto de caça e atuou no Esquadrão Flecha, em Campo Grande (MS).

Em 2014, realizou o sonho de integrar a Esquadrilha da Fumaça. “Permaneci na Esquadrilha durante seis anos, de 2014 a 2019. Depois trabalhei no gabinete do comandante da Aeronáutica e servi na Junta Interamericana de Defesa, nos Estados Unidos.”

A Esquadrilha participa anualmente do Arraiá Aéreo, realizado no Aeroclube de Bauru. O major já se apresentou em sua cidade natal em outras edições e agora aguarda com ansiedade para voltar como piloto líder.

“Fui inspirado por sete pilotos na década de 90 e espero retribuir inspirando novas gerações. Talvez, daqui a 20 ou 30 anos, outro comandante conte uma história parecida com a minha.”

Preparação militar

Ao g1, Gasparelo destacou a exigência técnica de um voo de demonstração. “O voo é puramente visual, não por instrumentos. A separação entre as aeronaves é feita visualmente. Não há tempo para olhar para dentro do avião; é preciso focar nas outras aeronaves e no ambiente externo”, explica.

Segundo ele, a segurança é prioridade. “É necessário muito treinamento. Para que tudo saia perfeito, treinamos diariamente, tanto pela qualidade da apresentação ao público quanto pela segurança. Um voo de demonstração dura de 40 a 45 minutos de pura concentração”, concluiu.

Fonte: Fab / G1

Anac é líder digital na qualidade de serviços no Governo Federal

Agência conquistou o 1º lugar no ranking da avaliação de satisfação dos usuários


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) alcançou a liderança na qualidade dos serviços digitais prestados pela Agência, conforme o ranking de Avaliação de Satisfação de Usuários do Governo Federal. Ao todo, foram avaliados os serviços de 128 órgãos da Administração Pública brasileira. 

O resultado foi publicado na segunda-feira, 1º de setembro, colocando a Anac no topo do ranking pela prestação de serviços como o Super App, o RAB Digital, a nova versão do Sisant, e agora mais recentemente o Anac Pay,  que representa um novo passo da Agência na modernização e digitalização dos serviços públicos, facilitando o acesso às informações financeiras de forma segura, eficaz e transparente.   

O avanço no ranking, passando da 9ª posição no mês de agosto para o 1º lugar em setembro, demonstra o empenho da Agência em oferecer serviços digitais de excelência e em criar soluções úteis para o cidadão. O resultado é fruto da execução da Estratégia Digital 2024-2026, publicada em fevereiro de 2024, que trouxe a meta de alcançar essa liderança por meio de ações que ampliam a qualidade dos serviços disponibilizados à sociedade. 

Sobre o ranking 

O ranking de Avaliação de Satisfação de Usuários do Governo Federal avalia a qualidade dos serviços a partir de dois critérios: o nível de satisfação dos usuários e o grau de utilização da ferramenta de avaliação pelo órgão. 

Esse índice é composto por dois indicadores principais: 

  • Nota de satisfação: reflete a percepção dos usuários sobre os serviços oferecidos; 
  • Nota de adesão: mede o engajamento do órgão na Avaliação de Satisfação. Quanto mais serviços estiverem integrados à ferramenta, maior será a pontuação. 

Serviços 

Baixe o Super App da Anac. 

Cadastre seu drone no Sisant. 

Acesse o RAB Digital. 

Pague com o Anac Pay. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Governo quer facilitar a entrada de novas empresas aéreas na aviação civil e abre consulta pública

O Governo Federal abriu, por meio da plataforma Participa + Brasil, uma consulta pública sobre os desafios e barreiras que dificultam a entrada de novas empresas na aviação civil brasileira. A Tomada de Subsídios nº 01/2025, conduzida pela Secretaria de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda (SRE/MF), ficará aberta até 23 de outubro de 2025.

Teremos este ano um recorde no número de passageiros transportados nos voos domésticos e estamos melhorando a infraestrutura de aeroportos em todo o país. Ou seja, há espaço para novas companhias aéreas, especialmente as de baixo custo”, avalia Sílvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos, lembrando que atualmente três empresas respondem por 98% dos passageiros. “Esta consulta pública é fundamental para identificar as barreiras e coletar sugestões que podem inspirar mudanças regulatórias e ajustes nas políticas públicas.

Apesar das reformas de liberalização implementadas nas últimas décadas, como a eliminação do controle tarifário, a abertura ao capital estrangeiro, a criação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e a modernização regulatória, o mercado aéreo brasileiro permanece concentrado em três grandes companhias. A última entrada relevante foi a da Azul, em 2009.

Segundo a SRE, fatores como a variação do câmbio, os altos custos para manter as operações, a dificuldade de conseguir financiamento, as restrições para redistribuir horários de pouso e decolagem (slots), a excessiva judicialização e a carência de infraestrutura regional ainda reduzem o dinamismo do setor aéreo.

A iniciativa busca compreender por que as reformas anteriores não tiveram o efeito esperado e reunir contribuições que permitam propor medidas para estimular a eficiência, a inovação e a competitividade. Entre os objetivos estão a diversificação de modelos de negócio, a atração de novos operadores e a ampliação da conectividade em regiões com déficit de atendimento.

A consulta foi estruturada em nove blocos temáticos, que tratam de aspectos regulatórios, custos de entrada, ambiente econômico e cambial, infraestrutura, dinâmica concorrencial, riscos percebidos por investidores, inovação, benchmarking internacional e outros fatores relevantes.

A ampliação da concorrência pode contribuir para aumentar a conectividade em cidades médias e pequenas, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde o governo federal vem trabalhando para expandir a malha aérea e reduzir desigualdades de acesso ao transporte aéreo.

As contribuições poderão ser enviadas em português ou inglês até 23 de outubro de 2025, diretamente pela plataforma Participa + Brasil.

Fonte: Aeroin