Sobrinho-neto de Santos Dumont mantém viva a paixão pela aviação

Paulo Villares, engenheiro e empresário com trajetória, cresceu cercado por histórias e motores de avião


aviação não é apenas uma paixão na família Villares, é um legado. Paulo D. Villares, engenheiro e empresário com trajetória marcante na indústria brasileira, cresceu cercado por histórias e motores de avião. Não por acaso: seu avô Carlos Villares era casado com Gabriela Dumont, irmã de Santos Dumont, o pai da aviação.

Em casa, o inventor era carinhosamente chamado de “tio Alberto”, uma figura que simbolizava criatividade, coragem e amor pelo progresso, valores que atravessaram gerações.

Desde a infância, Paulo foi guiado por esse espírito. Aos 11 anos, já acompanhava o pai, Luiz Dumont Villares, em voos pelo litoral paulista, pousando na praia de Bertioga para “comer camarão e voltar antes da maré subir”.

Aos 17, tirou seu brevê antes mesmo da carteira de motorista e nunca mais deixou de voar. Tornou-se piloto de planador e, mais tarde, de avião, acumulando décadas de experiências nos ares.

Uma dessas experiências quase lhe custou a vida. Em 1962, durante um voo de planador, Paulo sofreu um grave acidente após colidir com eucaliptos ao tentar evitar outro piloto em seu primeiro voo solo. Fraturou a coluna e ficou 80 dias imobilizado. Mesmo assim, voltou a voar depois da recuperação e já pilotou todo tipo de avião.

Hoje, aos 90 anos, Paulo segue transmitindo essa paixão para os netos, que também se encantaram com o universo da aviação. Entre voos, histórias e memórias, ele mantém vivo o legado de Santos Dumont de sonhar alto.

Mais do que um hobby, a aviação representa para Paulo D. Villares a síntese do espírito inventivo brasileiro, que une técnica, coragem e curiosidade.

Em tempos de desafios industriais e tecnológicos, sua trajetória mostra como a herança de Dumont continua inspirando novas gerações a olhar para o futuro com as asas abertas.

Fonte: R7

Anac autoriza Air Transat a operar voos internacionais regulares de e para o Brasil

Companhia canadense passa a integrar o grupo de empresas estrangeiras aptas a oferecer serviços regulares no país


AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou nesta sexta-feira, 14 de novembro, a Portaria nº 18.249/2025, autorizando a empresa canadense Air Transat A.T. Inc. a operar voos regulares internacionais de carga e passageiros no Brasil. serviços de transporte aéreo internacional regular de carga e passageiros com origem e/ou destino no Brasil. 

A autorização foi concedida após a companhia cumprir todos os requisitos regulatórios previstos pela Agência, incluindo a demonstração de capacidade operacional e a conformidade com os padrões de segurança exigidos. Com isso, a Air Transat já poderá definir rotas, frequências e demais detalhes operacionais de seus voos, assim como articular a implantação das rotas com aeroportos brasileiros. 

A entrada da Air Transat no mercado brasileiro reforça o compromisso da Anac em estimular a concorrência no setor aéreo brasileiro, em ampliar a conectividade internacional e em oferecer mais opções de transporte para os passageiros que viajam entre o Brasil e o exterior. 

Fonte: Anac

Corrida espacial: Brasil já tem data marcada para seu primeiro lançamento de foguete

Lançamento de foguete no Brasil inaugura fase comercial no Centro de Lançamento de Alcântara (MA); cinco satélites e três experimentos estarão a bordo


Lançamento de foguete no Brasil já tem data marcada para ocorrer. Um lançamento de foguete no Brasil está confirmado para o dia 22 de novembro, quando o veículo sul-coreano HANBIT-Nano, da Innospace, realizará seu voo a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. A Operação Spaceward será conduzida pela FAB (Força Aérea Brasileira) em parceria com a AEB (Agência Espacial Brasileira). De acordo com a FAB, a missão representa a entrada efetiva do país no mercado global de lançamentos espaciais, com geração de novas oportunidades de investimento e ampliação da cadeia econômica do setor. A confirmação ocorreu após revisão climática, checagem de integração do veículo e das cargas úteis, análise de segurança e verificação da prontidão operacional, podendo haver ajustes de data e horário conforme variações locais, segundo a Força Aérea Brasileira.

Lançamento de foguete no Brasil marca o primeiro voo comercial nacional

O lançamento de foguete no Brasil marca o primeiro voo comercial realizado a partir do território nacional, consolidando a Operação Spaceward como um divisor de águas para o programa espacial brasileiro. A iniciativa deriva de um edital de chamamento público aberto pela AEB em 2020 para empresas interessadas em utilizar o CLA. A Innospace foi selecionada e assinou contrato com o Comando da Aeronáutica (COMAER) em 2022. O HANBIT-Nano carregará cinco satélites e três experimentos desenvolvidos por entidades brasileiras e indianas, inaugurando um fluxo internacional de cargas úteis no MA.

Satélites brasileiros serão embarcados no foguete

Logo após o anúncio do lançamento de foguete no Brasil, a UFSC confirmou que os satélites FloripaSat-2A e FloripaSat-2B, ambos do SpaceLab, estarão a bordo para validar tecnologias projetadas integralmente no laboratório. O FloripaSat-2B é 100% nacional, com antenas criadas pela equipe, estrutura fabricada no país e painéis solares produzidos em parceria com empresas brasileiras. É o primeiro voo da nova geração de plataformas acadêmicas desenvolvidas pelo laboratório. “Participar dessa missão representa um marco histórico e simbólico para a nossa equipe e para a UFSC. Do ponto de vista tecnológico, demonstra a capacidade do país de desenvolver e testar soluções inovadoras no espaço. Do ponto de vista institucional e educacional, é um orgulho ver o trabalho de estudantes integrando uma missão pioneira que reforça o protagonismo do Brasil no cenário espacial”, afirmou o coordenador do SpaceLab/UFSC, Eduardo Bezerra. Além da UFSC, o foguete sul-coreano levará satélites projetados pelas universidades federais do Maranhão e do Amazonas, segundo a Força Aérea Brasileira. Os equipamentos foram projetados e integrados por estudantes de graduação, pós-graduação e pesquisadores, com apoio da AEB e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Cargas úteis confirmadas para o voo

  • Satélites FloripaSat-2A e FloripaSat-2B (UFSC)
  • Satélite Jussara-K (UFAM)
  • Satélite PION-BR2 (UFMA)
  • Módulo internacional Solaras-S2 (Grahaa Space, Índia)

O Solaras-S2 é dedicado à observação da atividade solar, com foco em fenômenos que interferem em comunicações, navegação e sistemas tecnológicos.

Fonte: Fab

Novo caça Gripen chega em SC e vira atração no litoral

Durante o deslocamento, muitas pessoas acompanharam a passagem do novo equipamento de defesa aérea. O Aeroporto Internacional de Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, voltou a ser protagonista em uma operação estratégica da Força Aérea Brasileira (FAB). Nesta sexta-feira (14), o mais novo caça Gripen, de matrícula FAB 4111, chegou ao Brasil após uma jornada de mais de 10 mil quilômetros entre a Suécia e o território nacional. Fabricado em Linköping, no sul da Suécia, o jato supersônico é enviado por via marítima a partir do porto de Norrköping. A travessia até o Brasil leva cerca de 20 dias, e o porto de Navegantes tem se consolidado como ponto-chave para o recebimento dessas aeronaves de última geração.

Operação delicada no porto de Navegantes

A etapa mais sensível de toda a missão ocorre no porto, onde é realizado o transbordo do caça do navio para o solo brasileiro — uma operação que exige precisão, segurança e condições climáticas favoráveis. Após o desembarque, o FAB 4111 percorreu aproximadamente três quilômetros pelas ruas de Navegantes até o aeroporto. O trajeto, que atraiu a atenção de moradores, contou com planejamento logístico detalhado e esquema especial de segurança. Durante o deslocamento, muitas pessoas acompanharam a passagem do novo equipamento de defesa aérea, transformando o momento em uma atração inesperada no Litoral Norte.

Próximas etapas até o voo inaugural

Nos próximos dias, técnicos da Saab — empresa sueca responsável pela fabricação do caça — realizarão no aeroporto as últimas etapas de preparação da aeronave. Entre os procedimentos previstos estão a instalação de sistemas de segurança, abastecimento e testes de acionamento. Concluída essa fase, o FAB 4111 seguirá para a Base Aérea de Anápolis, em Goiás, onde será incorporado ao Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), o Esquadrão Jaguar. Com mais essa operação bem-sucedida, Navegantes reforça sua importância como ponto estratégico para projetos de alta complexidade, contribuindo diretamente para o fortalecimento da defesa nacional.

Fonte: Fab

Piloto canadense faz voo de duas horas para desenhar homenagem à soldados mortos nas guerras mundiais

Um piloto canadense fez um incomum voo na semana passada para homenagear os heróis de guerra que lutaram pelo país contra regimes autoritários na Europa.

O chamado Remembrance Day é quando países da Commonwealth celebram a memória dos soldados que morreram na Primeira e na Segunda Guerra Mundial. A data é celebrada hoje, 11 de novembro, dia em que o Armistício da Primeira Guerra Mundial foi assinado, em 1918.

Nos EUA, a data é chamada de Veterans Day e também engloba os soldados perdidos em guerras antes e depois dos dois conflitos mundiais. Em todos os países colonizados pelos britânicos, são comuns homenagens àqueles que fizeram o sacrifício final em nome da liberdade e, por a aviação ter um grande papel nas guerras, a homenagem também vem de cima.

Um piloto de monomotor Cirrus SR22 fez um voo de duas horas e meia para desenhar um soldado segurando seu fuzil e próximo a uma cruz, em uma imagem que remete à memória dos soldados perdidos em combate. Para isso, o aviador inseriu vários pontos customizados em seu GPS e ligou o transmissor ADS-B do transponder, para que o desenho ficasse visível para todos em plataformas de rastreamento de voo, como o FlightRadar24.

Fonte: Aeroin

Jatos Privados Estão Proibidos em 12 Aeroportos dos EUA Devido Ao Shutdown

Especialistas em aviação disseram à Forbes que os cortes nos aeroportos não aliviarão de forma significativa a pressão sobre controladores de tráfego aéreo

A Administração Federal de Aviação (FAA), dos Estados Unidos, está restringindo jatos privados em uma dúzia de grandes aeroportos desde a segunda-feira, 10. Apesar disso, centenas de milionários americanos e alguns controladores de tráfego aéreo dizem que isso não vai “mover a agulha” durante a paralisação do governo.

Desde a segunda-feira, a FAA “proibiu efetivamente a aviação de negócios” em 12 grandes aeroportos dos EUA durante o shutdown, disse a National Business Aviation Association (NBAA), uma entidade do setor, em um comunicado divulgado à meia-noite de segunda.

Embora a decisão da FAA na semana passada tenha se concentrado em cortar 10% dos voos comerciais em 40 grandes aeroportos, esta nova iniciativa “impacta de forma desproporcional” a aviação geral (que inclui voos recreativos e fretamentos privados) — que “gera US$ 340 bilhões em impacto econômico”, afirmou o chefe da NBAA, Ed Bolen.

Mas especialistas em aviação disseram à Forbes que os cortes nos aeroportos designados não aliviarão de forma significativa a pressão sobre controladores de tráfego aéreo exaustos porque a maioria dos jatos privados usa aeroportos menores.

Os EUA deveriam “groundear todos os jatos privados da América antes de groundear um único voo comercial”, sustenta o Patriotic Millionaires, um grupo ativista de esquerda com mais de 225 indivíduos de alta renda, incluindo Abigail Disney; Morris Pearl, ex-diretor-gerente da BlackRock; e John Driscoll, presidente da Magnit Global, uma plataforma de gestão de força de trabalho.

Pessoas ricas “são constantemente blindadas das realidades desagradáveis” do público que viaja, disse à Forbes Stephen Prince, membro do Patriotic Millionaires que fez fortuna fabricando cartões de presente plásticos, acrescentando: “E isso simplesmente não é justo com o resto da nossa sociedade.”

À medida que o shutdown se prolonga, têm havido “rumores” entre os controladores para “tornar mais difícil para jatos privados”, de modo que “a elite possa sentir a mesma dor” durante a paralisação, disse à Forbes um especialista em aviação que trabalha em uma instalação de treinamento da FAA.

Lista de aeroporto afetados
A lista de uma dúzia de aeroportos inclui sete dos 10 mais movimentados do país, segundo dados da OAG.

  • Atlanta’s Hartsfield-Jackson (No. 1)
  • Chicago O’Hare (No. 2)
  • Dallas/Fort Worth (No. 3)
  • Denver (No. 4)
  • Los Angeles International (No. 5)
  • New York’s John F. Kennedy (No. 6)
  • Seattle-Tacoma (No. 10)
  • Newark Liberty
  • Boston Logan
  • Houston’s George Bush Intercontinental (IAH)
  • Phoenix Sky Harbor (PHX)
  • Washington’s Reagan National (DCA)

Os cortes terão impacto?
Se a FAA realmente quisesse “mover a agulha”, teria selecionado outro grupo de aeroportos, disse à Forbes Melanie Dickman, professora no Center for Aviation Studies da Ohio State University que forma futuros controladores de tráfego aéreo. “Temo que isso não fará diferença nos níveis de tráfego. Aeronaves pequenas da aviação geral geralmente não voam para esses aeroportos para começar, já que jatos privados normalmente usam aeroportos menores e mais convenientes nas proximidades.”

Cortar voos privados em 12 grandes aeroportos foi “uma ótima ideia” que não foi longe o suficiente, segundo Prince, pois a maioria dos viajantes abastados não usa os hubs mais movimentados. “Digamos que eles fechem LaGuardia, Kennedy e Newark para viagens de aviação geral. Bem, a maioria das pessoas que voa para Nova York de forma privada está entrando e saindo de Teterboro, o aeroporto de aviação geral mais movimentado da Costa Leste.”

Grandes números
16,7%. Essa é a fatia de voos da aviação privada do total de voos gerenciados pela FAA nos EUA, segundo um relatório de 2023 do Institute for Policy Studies, que apontou que a aviação privada contribui com aproximadamente apenas 2% dos impostos que alimentam o fundo fiduciário da FAA.

“Não é justo, não é correto”, disse Prince à Forbes sobre a defasagem no fundo fiduciário da FAA. “Deveríamos estar contribuindo com mais da receita porque podemos pagar. Quando você pode pagar US$ 50 milhões a cada três anos por um [Gulfstream] G650 novo, você pode pagar mais taxas para ter acesso a esse luxo.”

Leia mais em: https://forbes.com.br/forbeslife/2025/11/jatos-privados-estao-proibidos-em-12-aeroportos-dos-eua-devido-ao-shutdown/

Jato executivo Dassault Falcon 8X pousa pela primeira vez na Antártida em operação histórica da ACASS

A aviação executiva alcançou um novo marco no extremo sul do planeta. A empresa canadense ACASS realizou, no final de outubro de 2025, a primeira aterrissagem de um jato executivo Dassault Falcon 8X na Antártida, pousando com sucesso na pista de gelo Wolf’s Fang, localizada na região de Queen Maud Land — território reivindicado pela Noruega.

O voo, que partiu da Cidade do Cabo, na África do Sul, transportou oito membros da equipe da operadora turística de luxo White Desert Antarctica e um inspetor da Autoridade de Aviação Civil de San Marino, país no qual a aeronave está registrada.

O Dassault Falcon 8X, conhecido por seu alcance intercontinental de até 6.450 milhas náuticas e capacidade de operar em pistas curtas e de difícil acesso, mostrou toda sua versatilidade ao completar a missão com segurança em condições extremas. Segundo a ACASS, essa foi a primeira de uma série de voos planejados para a temporada 2025/2026, que deve incluir até dez operações entre a África e a Antártida. O projeto envolveu meses de planejamento e coordenação entre a ACASS, as autoridades aeronáuticas de San Marino e da África do Sul, além da equipe técnica da White Desert, especializada em logística polar.

A Wolf’s Fang Runway é uma pista de gelo azul com cerca de 3.000 metros de comprimento, cuidadosamente preparada a cada temporada para garantir o nível adequado de aderência, temperatura e atrito necessários às operações aéreas. Construída sobre uma base sólida de gelo glacial, a pista exige cálculos de performance precisos, técnicas de frenagem adaptadas e monitoramento constante das condições meteorológicas. A manutenção envolve nivelamento do gelo, remoção de neve e transporte de combustível por longas distâncias, em um ambiente onde qualquer erro pode ser crítico.

Nos últimos anos, a pista da Wolf’s Fang se tornou um símbolo do avanço da aviação em ambientes extremos. Em temporadas anteriores, aeronaves como o Airbus A340-300 da companhia portuguesa Hi Fly já haviam pousado no local, demonstrando a crescente capacidade logística para conectar o continente gelado com a África. Agora, o feito da ACASS com o Falcon 8X reforça o potencial da aviação executiva para operações de alto padrão em destinos remotos, unindo tecnologia, precisão operacional e turismo de luxo.

De acordo com o vice-presidente de operações da ACASS, Derek Holter, a missão representou “um desafio extraordinário que exigiu uma coordenação complexa, devido às condições ambientais extremas e à necessidade de garantir segurança total em todas as etapas”. A Dassault Aviation também destacou o feito como uma demonstração das capacidades do Falcon 8X em condições climáticas severas, reforçando o histórico da marca em engenharia de alto desempenho.

O sucesso da operação da ACASS marca um passo importante para o futuro da aviação executiva polar e reforça o papel do Falcon 8X como uma das aeronaves mais avançadas de sua categoria. Além do prestígio técnico, o voo também coloca em evidência a crescente demanda por turismo de luxo e expedições exclusivas à Antártida — um dos destinos mais remotos e fascinantes do planeta.

Fonte: Cavok

A demanda por jatos particulares está aumentando em meio à paralisação do governo, diz o CEO da Flexjet

A demanda por voos em jatos particulares aumentou durante a paralisação do governo dos EUA, à medida que as dores de cabeça nas viagens aéreas comerciais pioraram, disse à CNBC o CEO da empresa de fretamento de jatos particulares e propriedade fracionada Flexjet.

Mais de 17.000 voos comerciais dos EUA sofreram atrasos no fim de semana, em parte devido à grande escassez de pessoal nas instalações de controle de tráfego aéreo de costa a costa, de acordo com a FlightAware. Isto soma-se a várias centenas de cancelamentos pré-planeados depois de a administração Trump ter ordenado, na semana passada, que as companhias aéreas comerciais dos EUA reduzissem os seus horários em 40 grandes aeroportos dos EUA num valor inicial de 4%, com potencial para aumentar até 10% até ao last da semana, culpando as tensões nos controladores de tráfego aéreo.

O Senado fez progressos em direção a um acordo potencial para encerrar a paralisação durante o fim de semana e até segunda-feira, mas um acordo ainda precisaria da aprovação do Congresso.

Os controladores de tráfego aéreo são obrigados a trabalhar durante uma paralisação, mas, como outros funcionários essenciais, têm trabalhado sem seus contracheques regulares desde o início, em 1º de outubro.

As interrupções fizeram com que viajantes de todo o país procurassem alternativas. Empresa de aluguel de carros hertz relataram um aumento nos aluguéis só de ida no last da semana passada.

A demanda por jatos particulares já aumentou em relação ao ano passado, mas as reservas dispararam nas últimas semanas, segundo a Flexjet.

Nos primeiros sete dias de novembro, o negócio de propriedade fracionada e leasing de jatos da Flexjet registrou um aumento de 42% na receita de horas em relação ao mesmo período do ano passado, em comparação com um aumento de cerca de 20% até agora neste ano, disse a empresa.

“Isso significa que nossos proprietários e arrendatários de aeronaves estão usando mais suas aeronaves. Ele disparou em outubro e continua aumentando”, disse o CEO world da Flexjet, Andrew Collins, em entrevista no sábado. As horas de voo no mês passado aumentaram 23% em relação ao ano passado, disse a empresa.

Outros grandes fornecedores de jatos particulares não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

O negócio de fretamento da Flexjet, FXAIR, teve um salto de 56% na receita de horas no mês passado em comparação com outubro de 2024, enquanto no acumulado do ano aumentou 17% em relação ao ano passado.

A unidade Sentient Jet da Flexjet, que vende cartões a partir de US$ 174.375 por 25 horas em jatos executivos leves, tem 24% mais horas de receita reservadas para o resto de novembro em comparação com o mesmo ponto do ano passado.

Collins alertou que é muito cedo para tirar uma conclusão sobre o aumento causado pela paralisação, mas disse que viu os arrendatários fracionários de aeronaves da empresa reservando mais de última hora, em janelas de 10 horas.

A Administração Federal de Aviação planeja na segunda-feira reduzir o tráfego de jatos particulares em 12 principais aeroportos dos EUA, disse a Nationwide Enterprise Aviation Affiliation na noite de domingo.

O authentic da FAA ordem a semana passada não exigiu que o setor da aviação privada cortasse especificamente os voos da forma como as companhias aéreas comerciais foram ordenadas.

A NBAA observou que os jatos executivos costumam usar aeroportos diferentes dos mais movimentados do país.

“Como as rotas da aviação executiva não são fixas, é possível utilizar aeroportos de alívio para não sobrecarregar os principais centros comerciais e levar as pessoas aonde desejam, a partir de pontos ainda próximos de seus pontos de origem e destino”, disse a Flexjet em um comunicado.

Fonte: Sports Dende

Mercado brasileiro de aviação só perde para o dos EUA

Em entrevista à CNN, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, falou sobre o crescimento expressivo no número de passageiros e sobre a modernização das frotas


Em entrevista à CNN, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), falou sobre o setor de aviação brasileiro ser o segundo maior mercado mundial, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O crescimento significativo nos últimos anos tem sido impulsionado principalmente pela expansão da frota de jatos executivos e aeronaves de pequeno porte.

O volume de passageiros demonstra essa expansão expressiva. Segundo o ministro, o país registrou, em 2022, 98 milhões de passageiros e o setor deve alcançar, em 2025, mais de 128 milhões de passageiros, representando um aumento de 30 milhões de brasileiros utilizando o transporte aéreo em menos de três anos.

O setor turístico brasileiro apresenta crescimento médio superior a 10%, com o turismo internacional registrando aumento de mais de 12% nos últimos dois anos e meio.

“Para fomentar ainda mais o desenvolvimento, foi estabelecido um programa de financiamento que disponibilizará R$ 4 bilhões em crédito para as companhias aéreas adquirirem novas aeronaves e modernizarem suas frotas”, afirma Silvio Costa Filho.

O cenário atual mostra sinais positivos de recuperação das principais empresas aéreas do país. A Latam, por exemplo, anunciou a aquisição de cerca de 70 aeronaves da Embraer, demonstrando a retomada dos investimentos no setor.

“Além disso, houve uma redução de aproximadamente 22% no custo do combustível de aviação nos últimos três anos”, pontua o ministro.

Silvio Costa Filho destaca que o planejamento estratégico para os próximos 5 a 10 anos inclui não apenas a expansão da frota, mas também o aumento de voos internacionais conectando o Brasil aos Estados Unidos, Europa e Arábia Saudita.

Fonte: CNN

Rolls-Royce lidera projeto para reduzir as trilhas de condensação com o combustível sustentável de aviação

A britânica Rolls-Royce está liderando um novo projeto para encontrar maneiras mais inteligentes de utilizar o combustível sustentável de aviação (SAF) para aumentar sua eficácia e seu papel na redução de emissões não relacionadas ao CO2, especificamente aquelas associadas à formação de trilhas de condensação (contrails).

Co-financiado pelo Programa Non-CO2, que faz parte do Programa ATI, o projeto Quantifying Reduction in Thermal Contrails by Optimising SAF (QRITOS) reúne a Rolls-Royce, a British Airways, o Imperial College London e Aeroporto de Heathrow.

Os benefícios do SAF na redução das emissões de CO2 em toda a cadeia de uso do combustível são bem compreendidos, e espera-se que o SAF desempenhe um papel fundamental na jornada de descarbonização da aviação. No entanto, medições em voo realizadas atrás das aeronaves também mostraram o potencial do SAF para reduzir o número de cristais de gelo nas trilhas de condensação e, consequentemente, o impacto climático potencial dessas finas nuvens de partículas de gelo que podem se formar atrás das aeronaves.

A quantidade de SAF atualmente disponível é apenas uma pequena parcela das necessidades de combustível da aviação como um todo. Ele é tipicamente misturado com combustíveis fósseis convencionais, resultando em uma implantação em larga escala com proporções muito baixas de mistura de SAF. No entanto, espera-se que o uso de SAF aumente no Reino Unido com a introdução do mandato para SAF, que entrou em vigor no início do ano e prevê 10% de SAF no combustível usado no Reino Unido em 2030 e 22% em 2040.

As condições meteorológicas em constante mudança fazem com que diferentes voos causem trilhas de condensação em momentos e locais distintos, embora a maior parte do impacto climático potencial venha de apenas uma pequena proporção dos voos. Isso cria uma oportunidade para o uso inteligente do SAF, direcionando-o para os voos que provavelmente formarão trilhas de condensação persistentes.

O projeto QRITOS pretende demonstrar a viabilidade dessa abordagem em um dos aeroportos mais movimentados do mundo. Para isso, combinará dados de voos de teste da British Airways, modelagem avançada e observações por satélite para monitorar a formação de trilhas de condensação a partir do uso direcionado de SAF.

O objetivo do projeto é mostrar que é possível priorizar voos específicos para o uso de SAF, concentrando-se onde ele pode oferecer o maior benefício ambiental e maximizar a eficácia dos níveis atuais de fornecimento.

O Programa Non-CO2 foca em abordar os desafios relacionados à redução de emissões não relacionadas ao CO2 por parte das aeronaves, conforme descrito no Mapa do Caminho para Tecnologias Não-CO2 do ATI. O financiamento do programa é realizado pelo Aerospace Technology Institute, pelo Departamento de Negócios e Comércio (DBT) e pela Innovate UK, em parceria com o Departamento de Transportes (DfT) e o Conselho de Pesquisa do Meio Ambiente Natural (NERC).

O Ministro da Indústria do Reino Unido, Chris McDonald, afirmou:

“Este é um exemplo do governo e do setor empresarial trabalhando juntos no seu melhor, e estou ansioso para ver como este projeto da Rolls-Royce pode ajudar o Reino Unido a se manter na vanguarda da corrida pela aviação sustentável.

Estamos fortalecendo nosso apoio à indústria aeroespacial por meio de nossa moderna Estratégia Industrial, oferecendo à indústria a confiança necessária para investir na manufatura avançada do Reino Unido e promovendo o crescimento como parte de nosso Plano de Mudança.”

Com conclusão prevista para abril de 2027, o projeto de dois anos também aprimorará os métodos de previsão, avançará a compreensão e modelagem da formação de trilhas de condensação e desenvolverá métodos de verificação baseados em dados de satélite.

Informações da Rolls-Royce