Anac aprova regras de criação de ambiente regulatório experimental para novas tecnologias na aviação

Com modelo de sandbox regulatório, empresas poderão testar inovações no setor de forma controlada e segura


A diretoria colegiada da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou nessa segunda-feira, 4 de agosto, durante a 10ª Reunião Deliberativa da Diretoria de 2025, as regras para o estabelecimento de um ambiente regulatório experimental, também conhecido como sandbox regulatório. O objetivo é autorizar que empresas testem, por período determinado e dentro de um ambiente controlado e monitorado, modelos e tecnologias inovadoras na aviação que ainda não estejam contemplados pelas normas atuais.

Com a medida, a Anac busca estimular a inovação no setor, afastando temporariamente exigências regulatórias específicas que possam representar entraves ao desenvolvimento de soluções inovadoras. A resolução com o regramento será publicada em breve.

Pela regulação aprovada, os projetos a serem desenvolvidos por meio do sandbox poderão ser iniciados de duas formas: a partir de iniciativa da própria Anac, por meio de chamamentos públicos feitos pelas ferramentas disponíveis, como editais, ou a partir de propostas específicas sugeridas por regulados. Isso significa que, além da própria Agência, ações de inovação poderão partir diretamente dos próprios envolvidos no setor.

A medida passou por ampla discussão dentro da Anac e junto à sociedade, recebendo propostas e contribuições de empresas, regulados e interessados no tema por meio de consulta pública realizada em abril de 2024. Durante o processo, a Agência recebeu 126 contribuições de interessados, que foram consideradas no processo de elaboração da regra.

A proposta levada à discussão foi baseada tanto em experiências anteriores realizadas pela própria Anac quanto por outros órgãos que se utilizam do modelo de sandbox regulatório.

Com a criação de um normativo para sua aplicação, o sandbox regulatório poderá contribuir para o aprimoramento das normas a serem adotadas de forma permanente, além de tornar mais ágil a chegada de novas soluções ao mercado.

Mais informações sobre o sandbox regulatóriona Anac estão disponíveis napágina da Agência sobre o tema.


Sandboxes
 já realizados pela Anac

A Anac utiliza o sandbox regulatório, de maneira experimental, desde 2019. A primeira experiência da Agência nesse sentido foi a implantação de um sistema de iluminação para pista e pátio de aeronaves baseado em fontes individuais de energia fotovoltaica, realizada nos aeroportos de Tabatinga e Tefé, no Amazonas.

A aplicação mais recente do sandbox regulatório foi no edital de chamamento para participação na definição da regulação de vertiportos – locais de pouso e decolagem para  eVTOLs (sigla em inglês de electrical vertical take-off & landing), veículos elétricos de decolagem e pouso vertical.


Assessoria de Comunicação da Anac

Anac lança quatro novos manuais aeronáuticos gratuitos do programa Asas para Todos

Apostilas abordam princípios de voo, aerodinâmica, controles de voo e sistemas de aeronaves


Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) lançou quatro novos manuais aeronáuticos gratuitos dentro do projeto Asas do Conhecimento, do programa Asas para Todos, com o objetivo de oferecer materiais acessíveis e de qualidade para pessoas interessadas em ingressar na aviação civil brasileira. 

Os novos manuais são: 

Os manuais são voltados para estudantes de aviação, futuros pilotos, técnicos e entusiastas do setor aeronáutico. A proposta é democratizar o conhecimento técnico com linguagem clara e didática.  

No manual aeronáutico “Princípios de voo”, alguns temas tratam sobre as leis físicas fundamentais que regem as forças que atuam em uma aeronave em voo e o efeito que essas leis e forças naturais têm sobre o desempenho da aeronave. Para controlar uma aeronave, seja ela um avião, helicóptero, planador ou balão, o piloto deve entender os princípios envolvidos e aprender a usar ou neutralizar essas forças naturais. 

Na cartilha “Aerodinâmica do voo”, são explorados temas como sustentação, arrasto, ângulo de ataque e as forças que tornam o voo possível. Esses conceitos são fundamentais para quem quer entender como um avião se mantém no ar. 

Já o manual “Controles de voo” foca nos sistemas de controle de voo que um piloto utiliza para controlar as forças, a direção e atitude da aeronave, que podem ser muito variáveis, e por isso, é essencial que um piloto se familiarize com os sistemas de controle de voo primários e secundários da aeronave em operação. Os interessados irão aprender sobre os comandos primários usados na cabine (ailerons, profundores, leme, manche e pedais) além de entender como funcionam sistemas mecânicos e hidráulicos.  

Já na apostila “Sistemas de aeronaves”, o objetivo é apresentar os principais sistemas que mantêm uma aeronave em funcionamento: sistemas de propulsão, elétrico, hidráulico, navegação e comunicação.  

Todas as cartilhas estão disponíveis para download gratuito no portal oficial da Anac

Além dessas novas cartilhas, o projeto Asas do Conhecimento já disponibilizava outros três materiais: “Introdução à aviação”, “Construção de aeronaves” e “Tomada de decisão”. Com linguagem acessível e foco na formação de novos profissionais, a coletânea busca democratizar o conhecimento técnico e contribuir para o desenvolvimento da aviação civil no Brasil. 

Asas para Todos 

Criado pela Anac, o programa “Asas para Todos” é uma iniciativa estratégica que integra o pilar social da Política de Sustentabilidade da Agência. O objetivo é fortalecer o ensino aeronáutico, garantir mão de obra qualificada e democratizar a formação de profissionais do setor. O subprograma Formação e Capacitação inclui parcerias e ações educativas para ampliar o acesso à formação profissional no transporte aéreo e preservar a memória histórica do setor. 

Para mais informações, confira o hotsite sobre o programa Asas para Todos

Assessoria de Comunicação Social da Anac

Anac publica alerta sobre interferências e falsificações nos sinais do Sistema Global de Navegação por Satélite

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou, em 5 de agosto, o Alerta de Segurança Operacional (ASO) 0002-0/2025 para informar a comunidade de aviação civil sobre interferências e falsificações no sinal do Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS).

O alerta foi motivado pelo aumento no número de casos de interferências e falsificações (jamming e spoofing) em várias partes do mundo.

O documento, de caráter orientativo, ressalta que o GNSS é um dos principais facilitadores da Navegação Baseada em Desempenho (PBN) e viabiliza sistemas críticos para a segurança do voo. As recomendações contidas nele tiveram origem em simpósio da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci) realizado em fevereiro de 2024.

O ASO detalha recomendações da Anac aos operadores de aeronaves. Entre elas, está o desenvolvimento de procedimentos para que as tripulações notifiquem o controle de tráfego aéreo e os fabricantes de aeronaves (OEMs) ao tomarem ciência de eventos de interferência.

Recomenda-se também notificar a Anac, via Portal Único de Notificações, informando dados como data, modelo da aeronave, fase de voo e local da anomalia. Adicionalmente, o documento orienta que os operadores deem ênfase para que as tripulações monitorem os equipamentos e estejam preparadas para operar sem os sistemas de navegação GNSS.

As diretrizes se estendem aos fabricantes, encorajando-os a melhorar seus equipamentos e a fornecer orientação sobre os efeitos e a mitigação de anomalias no GNSS. Os fabricantes também devem garantir que seus equipamentos se recuperem rapidamente e retomem a navegação por GNSS assim que a interferência for cessada.

Por fim, o ASO recomenda a leitura atenta de documentos como o Boletim Especial de Aeronavegabilidade 2024-02 da Anac, o FAA Safety Alert for Operators Nº 24002 e o EASA Safety Information Bulletin Nº 2022-02R3.

Informações da Anac

Homem desestabiliza grande aeroporto ao sobrevoar a área com avião sequestrado de escola de aviação

Um canadense foi acusado de sequestrar uma pequena aeronave e sobrevoar um dos aeroportos mais movimentados do Canadá, gerando temores de que ele pudesse colidir com alguma estrutura e resultando em atrasos ou cancelamentos de voos.

O incidente ocorreu na segunda quinzena de julho e envolveu uma escola de aviação no Aeroporto Internacional de Victoria, cerca de 60 quilômetros ao sul de Vancouver, quando Shaheer Cassim, de 39 anos, “ameaçou um instrutor de voo” e assumiu o controle de uma aeronave Cessna 172, de acordo com um comunicado da Real Polícia Montada do Canadá.

Cassim se apresentou na escola de aviação dizendo que queria fazer um voo instrução. Embora detalhes não tenham sido compartilhados de como tudo aconteceu a bordo, após supostamente assumir a aeronave, ele voou em direção ao Aeroporto Internacional de Vancouver, onde circulou pelas pistas, forçando nove outras aeronaves a desviar e levando os controladores a alertar os aviões sobre sua presença.

Um controlador informou a um piloto da WestJet: “Encore 3584, o Internacional foi fechado devido a atividade terrorista. Qual é o seu alternativo?” Outro controlador comunicou a várias aeronaves: “Há algum tipo de protesto acontecendo acima do aeroporto com uma Cessna. Caso algo comece a se aproximar de você, você tem a autorização de se mover a seu critério.”

De acordo com o porta-voz da polícia, Sgt. Tammy Lobb, Cassim agiu com “um motivo ideológico para desestabilizar o espaço aéreo”. A polícia não revelou qual era o motivo do protesto.

O Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD) despachou caças, mas a Cessna pousou em segurança antes que eles chegassem, e Cassim foi preso. Ele compareceu ao tribunal para enfrentar uma acusação de sequestro de aeronave. O juiz determinou que ele permanecesse em custódia até o julgamento.

Sob a legislação canadense, o crime de sequestro inclui o uso de força ou ameaças de força para forçar uma aeronave a mudar seu plano de voo e pode resultar em prisão por vários anos e multa.

Fonte: Aeroin

Ministro fala da importância da aviação civil para o desenvolvimento do País

Titular de Portos e Aeroportos participou nesta terça-feira de evento no Tribunal de Contas da União para debater as conquistas e desafios do setor aeroviário


Oministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou, nesta terça-feira (5), em evento no Tribunal de Contas da União (TCU), a importância da aviação civil para o turismo e o desenvolvimento do País. Costa Filho participou da abertura do seminário “Aviação Civil: Conquistas e Desafios”, em que discutiu as realizações implementadas no transporte aéreo, a conectividade e a concorrência no mercado e os custos setoriais e sustentabilidade financeira no setor aeroviário.

“Temos uma ampla agenda para fortalecer o turismo no país. Não podemos falar em fortalecimento da aviação se nós não falarmos da importância da aviação no turismo brasileiro, já que a cada quatro turistas que chegam à cidade, ao município, é uma oportunidade de trabalho que é gerada para a população”, afirmou o ministro.

Ele lembrou que as concessões ao setor privado no setor de aviação começaram no primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, e que hoje, praticamente em todas as capitais, os aeroportos são concedidos à iniciativa privada. “O Brasil hoje é um grande player internacional na agenda das concessões, que gera emprego e movimenta a economia do país. É por isso que, através do Tribunal de Contas, nós criamos o programa AmpliAR”, afirmou o ministro, referindo-se ao Programa de Investimentos Privados em Aeroportos Regionais.

Na primeira etapa do programa, serão ofertados 19 aeroportos localizados em 11 estados das regiões da Amazônia Legal e do Nordeste. Os investimentos iniciais nesses terminais somam R$ 1,35 bilhão. O objetivo é promover a inclusão de localidades distantes e ampliar a acessibilidade da população ao transporte aéreo.

“É por isso que a agenda das concessões foram fundamentais e agora a gente precisa avançar muito na agenda do desenvolvimento da aviação regional. Porque, hoje, nós temos o crescimento do agronegócio, o crescimento do turismo, a necessidade da requalificação dos aeroportos regionais”, reforçou o ministro, lembrando ainda do papel estratégico dos aeroportos para a inclusão social.

Silvio Costa Filho citou ainda o programa Investe + Aeroportos, para estimular o desenvolvimento dos terminais aeroportuários do Brasil e gerar receitas comerciais aos aeroportos concedidos. “Isso significa, nesses próximos cinco anos, mais de R$ 10 bilhões de investimentos nos aeroportos do Brasil, em escolas, lojas, estacionamentos, hotéis, terminais de cargas, por exemplo”, explicou o ministro. “Agora é a hora de potencializar o que a gente tem. Então esses aeroportos, eles vão ser hubs de desenvolvimentos nas cidades do Brasil, gerando oportunidades para o povo brasileiro”, acrescentou.

O ministro ponderou também sobre os desafios que a aviação civil enfrenta, não só no Brasil, especialmente após a pandemia. Segundo, as empresas enfrentam três problemas cruciais: a falta de crédito para financiar as companhias, a judicialização e o preço do querosene de aviação.

“Primeiro, nunca houve crédito para as companhias aéreas no Brasil. Então, nós estruturamos o FNAC, que vai ofertar R$ 4 bilhões por ano às companhias aéreas, com capital de giro para que as aéreas possam comprar novas aeronaves no Brasil” afirmou. “O segundo ponto: desde o primeiro momento a gente tem discutido a necessidade do QAV, que é o combustível da aviação brasileira, e, em dois anos e meio, houve uma redução do QAV em mais de 20%. E o terceiro ponto, que é uma preocupação, é a judicialização”, acrescentou.

Costa Filho encerrou seu discurso, abordando a necessidade de se discutir, também com o TCU a ampliação das operações de baixo custo (low cost) e a cabotagem aérea no Brasil. “Esse debate precisa ser mais bem discutido com as aéreas e com o setor, e nós deixarmos nesses próximos anos um legado geracional. Eu acho que esse é um grande desafio do Tribunal de Contas e do Ministério, sabermos onde nós estávamos, onde nós estamos hoje e aonde nós precisamos chegar.”

Fonte: Anac

Preço do combustível de aviação no Brasil é altamente dependente do dólar, aponta CNT

O querosene de aviação (QAV), combustível responsável por 99% do consumo da aviação comercial brasileira, representa hoje cerca de 36% dos custos operacionais das companhias aéreas — valor acima da média global, que gira em torno de 31%. A informação consta de um estudo inédito divulgado nesta quinta-feira (31) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), que detalha os principais fatores que influenciam o preço do combustível no Brasil.

De acordo com o levantamento Caracterização da Cadeia de Produção e Comercialização de Querosene de Aviação no Brasil, o preço do QAV é fortemente impactado pelo valor do petróleo, pela cotação do dólar, pela concentração da produção e distribuição e por gargalos logísticos estruturais.

Dependência externa e estrutura concentrada elevam custos

Apesar da produção nacional ter atingido 5,86 bilhões de litros em 2024 — recuperando o volume após a pandemia — o Brasil ainda depende da importação de QAV para suprir a demanda. Entre 2000 e 2024, em média, 17,4% da oferta total (consumo aparente) foi atendida por combustível refinado no exterior.

Essa dependência é agravada pela infraestrutura logística limitada. Apenas dois aeroportos no país, Guarulhos (SP) e Galeão (RJ), contam com dutos ligados diretamente a refinarias. Em todos os demais, o abastecimento é feito por caminhões-tanque, o que aumenta o custo e o risco de falhas operacionais.

Além disso, a concentração do setor é alta: apenas duas refinarias foram responsáveis por 96,6% da produção de QAV no Brasil em 2024, enquanto duas distribuidoras dominaram 80,8% do mercado. A Petrobras segue como principal refinadora, e as empresas Vibra Energia, Raízen e Air BP Brasil detêm juntas 98% da distribuição.

Demanda tem pouco efeito sobre o preço

Segundo o estudo, o preço do QAV não está diretamente ligado à demanda — como número de voos ou volume de vendas —, mas sim a fatores estruturais e externos. Um dos destaques é o míssil da concorrência com o óleo diesel dentro das refinarias, pois ambos derivam das mesmas frações do petróleo e competem por capacidade de produção.

Outro fator histórico foi a política de Preço de Paridade de Importação (PPI), em vigor de 2016 a 2023, que atrelava os preços internos aos valores internacionais. Embora o fim do PPI tenha dado maior flexibilidade ao mercado, gargalos logísticos e alta carga tributária ainda impedem uma redução expressiva nos custos.

CNT propõe caminhos para tornar o mercado de QAV mais eficiente

A pesquisa também apresenta uma série de propostas para melhorar o ambiente regulatório e logístico do setor. Entre as medidas sugeridas pela CNT estão:

  1. Redução da carga tributária sobre o QAV, como forma de baratear o transporte aéreo e estimular a conectividade nacional.
  2. Fortalecimento da regulação com maior transparência na formação de preços e ampliação da concorrência na cadeia de refino e distribuição.
  3. Investimentos em infraestrutura logística, como ampliação de tancagens, dutos e terminais portuários para armazenar e transportar o combustível de forma mais eficiente.
  4. Gestão de custos pelas companhias aéreas, por meio de estratégias internas como otimização de rotas e aumento da eficiência operacional.

Transição para combustíveis sustentáveis ainda enfrenta desafios

O futuro da aviação, segundo o relatório, passa pela adoção dos Combustíveis Sustentáveis de Aviação (SAF), que podem reduzir em até 80% as emissões de gases de efeito estufa. No entanto, o alto custo — até quatro vezes maior que o do QAV convencional — ainda é um grande obstáculo para sua implementação em larga escala.

Para Fernanda Rezende, diretora executiva interina da CNT, o estudo é um marco para o setor. “Além de ampliar a transparência sobre o principal insumo do transporte aéreo, o estudo oferece subsídios para políticas públicas, decisões empresariais e investimentos. Entender o preço do QAV é compreender os rumos da aviação brasileira”, afirma.

Fonte: Aeroin

Anac lança manual inédito sobre prevenção e combate ao tráfico de pessoas na aviação

Publicação marca o Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e se integra à nova campanha do projeto Liberdade no Ar, coordenado pela Asbrad e MPT


No dia 30 de julho, Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apresentou, durante o evento Campanha Coração Azul, em Campinas (SP), uma importante ferramenta na luta contra esse crime: o Manual de Prevenção e Combate ao Tráfico de Pessoas na Aviação, uma iniciativa inédita coordenada pela Anac em parceria com o Grupo Regional sobre Segurança da Aviação e Facilitação da América do Norte, Caribe e América do Sul (NAM/CAR e SAM), com a Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci) e com a Comissão Latino-Americana de Aviação Civil (Clac). O objetivo do manual é promover a segurança e a facilitação da aviação civil na região. 

A publicação foi elaborada por um grupo de trabalho composto por representantes técnicos das autoridades de aviação civil de oito países das Américas: Belize, Bolívia, Estados Unidos, Panamá, Paraguai, Uruguai e Venezuela, sob a coordenação do Brasil, além de instituições internacionais como a Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata), os escritórios regionais da Oaci, Clac e da Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude (Asbrad).  

“A aviação é um dos principais meios utilizados por organizações criminosas para transportar vítimas. Por isso, é essencial preparar os profissionais do setor para identificar situações suspeitas e agir com responsabilidade”, adverte Werllen Andrade, gerente de Segurança Cibernética e Facilitação da Anac.   

Além de reunir fundamentos legais internacionais e diretrizes da Oaci, o manual apresenta protocolos de observação e procedimentos a serem seguidos para identificar situações de tráfico de pessoas e exemplos práticos de atuação nos aeroportos. O material técnico é direcionado aos profissionais da aviação civil e o acesso será divulgado diretamente às empresas do setor como material complementar ao curso de Prevenção ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo, fornecido de forma gratuita e online pela Anac

Simultaneamente, também foi lançada a nova campanha do projeto Liberdade no Ar, uma iniciativa do Ministério Público do Trabalho (MPT), realizada este ano em parceria com a Anac e a Asbrad. Trata-se de um projeto que reúne, desde 2019, instituições do setor aéreo, governo, organizações da sociedade civil, universidades e agências das Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de sensibilizar e informar a população sobre os riscos e as armadilhas do tráfico de pessoas. 

Neste ano, a campanha está focada especialmente na sensibilização de possíveis vítimas ao se reconhecerem na multiplicidade de perfis que podem ser abordados por aliciadores. A ideia é que cada pessoa possa se reconhecer nos alertas e buscar ajuda. As peças da campanha estão em exibição nos aeroportos do país e nas redes sociais da Anac, MPT e Asbrad.  

Baixe o material da campanha.

Parceria com a Asbrad 

A Anac e a Asbrad realizaram juntas, em junho deste ano, o primeiro workshop sobre Prevenção e Combate ao Tráfico de Pessoas na Aviação Civil, no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). A atividade integrou o Projeto “Liberdade no Ar” e capacitou profissionais do setor aéreo sobre reconhecimento de sinais e procedimentos de resposta a casos suspeitos, em alinhamento com o Protocolo de Palermo e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. O treinamento, oferecido em dois turnos, preparou agentes de proteção da aviação civil para identificar possíveis vítimas e prevenir ocorrências nos aeroportos. Um curso semelhante está disponível no Portal de Capacitação da Anac.   

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Campo de Marte recebe maior feira da aviação de negócios da América Latina

Com jatos executivos campeões de venda, helicópteros de alta performance e novíssimos veículos voadores elétricos, Labace 2025 espera superar os 18 mil visitantes e os US$ 300 milhões gerados na edição anterior


Desta terça-feira (5) até quinta (7), São Paulo será a capital global de tudo que voa pilotado pelo ser humano. A 20ª edição da Latin American Business Aviation Conference & Exhibition (Labace) ocorre no Aeroporto Campo de Marte. Com uma área de exposição ampliada para mais de 110 mil metros quadrados, o evento reúne gigantes do setor, apresentando inovações em aeronaves, tecnologias avançadas e serviços que mostram o Brasil como o segundo maior mercado de aeronaves executivas do mundo.

A mudança para o Campo de Marte marca uma nova etapa para a Labace, com um espaço quase três vezes maior que nas edições anteriores. Com a pista ao lado, serão permitidas demonstrações de voo e até a chegada de visitantes em suas próprias aeronaves. Organizada pela Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), a feira espera superar os 18 mil visitantes da última edição e os US$ 300 milhões em negócios gerados.

Quase todos os fabricantes de modelos executivos e de aviação geral estarão presentes com seus representantes locais e equipes de vendas, além de fornecedores de serviços e soluções tecnológicas.

Labace – Latin American Business Aviation Conference & Exhibition: 5 a 7 de agosto de 2025
Onde: aeroporto Campo de Marte | Av. Santos Dumont, 2241 – Santana, São Paulo/SP
Para mais informações acesse o site oficial: https://labace.com.br/

Fonte: Money Report

IATA divulga relatório com dados completos do transporte aéreo mundial em 2024

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) publicou nesta segunda-feira (4), em Genebra, a nova edição das Estatísticas Mundiais de Transporte Aéreo (WATS), revelando os números globais da aviação comercial em 2024. Com informações coletadas de mais de 240 companhias aéreas, o levantamento oferece uma visão abrangente do setor.

DA REDAÇÃO com agências internacionais

O documento detalha indicadores como demanda e capacidade de passageiros e cargas, análise da frota global, desempenho financeiro, uso de aeronaves e rotas mais movimentadas no planeta. O destaque vai para o crescimento das classes premium, que superaram a classe econômica em diversas regiões.

Crescimento das classes premium reforça tendência de luxo no transporte aéreo

As viagens internacionais em executiva e primeira classe aumentaram 11,8% em 2024, somando 116,9 milhões de passageiros – o equivalente a 6% do total. Enquanto isso, as viagens econômicas cresceram 11,5%, mostrando que o segmento de alto padrão segue em expansão.

A Ásia-Pacífico liderou em crescimento de passageiros premium, com 22,8%, seguida por Europa, América Latina, Oriente Médio e América do Norte. O Oriente Médio registrou a maior proporção de passageiros premium: 14,7%.

Rotas e aeronaves mais utilizadas no transporte aéreo mundial em 2024

A rota Jeju-Seul (CJU-GMP), na Coreia do Sul, liderou o ranking com 13,2 milhões de passageiros. Já na América Latina, o trajeto Bogotá-Medellín (BOG-MDE) foi o mais movimentado, enquanto JFK-LAX liderou na América do Norte.

Entre as aeronaves, o Boeing 737 foi a mais usada globalmente, com 10 milhões de voos e 2,4 trilhões de assentos-quilômetros disponíveis (ASKs). Airbus A320 e A321 completaram o pódio, com crescimento significativo nos últimos 12 meses.

Acesse o relatório AQUI

Fonte: Diário do Turismo

FAA alerta sobre uso de titânio não aprovado em “pequenas turbinas eólicas” do Boeing 787

A Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos tomou medidas após descobrir que alguns encaixes das “Ram Air Turbines” (RAT) do Boeing 787 foram fabricados com titânio inferior, que pode estar sujeito a falhas.

A agência emitiu um aviso de proposta de norma que, se aprovada, exigiria que as companhias aéreas inspecionassem os encaixes. Apenas nove aeronaves 787, incluindo os modelos 787-9 e 787-10, seriam afetadas pela medida.

A RAT é uma pequena turbina eólica que se aciona automaticamente em emergências para gerar energia elétrica e hidráulica usando o ar que entra em alta velocidade durante o voo, garantindo funcionamento de sistemas essenciais caso haja perda total de energia.

No ano passado, surgiram relatos de que algumas aeronaves da Boeing e da Airbus continham titânio não aprovado, proveniente da China e fornecido pela Spirit AeroSystems, que fabrica fuselagens e componentes relacionados para ambos os fabricantes. A Boeing monta os 787 em sua instalação em North Charleston, Carolina do Sul.

Esses relatos vieram à tona em um contexto onde a indústria aeroespacial e outras empresas estavam correndo para encontrar novas fontes de titânio, devido a escassez resultante de sanções ocidentais contra a Rússia, que historicamente tem sido um dos principais fornecedores desse metal.

O novo regulamento proposto pela FAA foi motivado por relatórios que indicam que as notificações de vários fornecedores alertaram sobre a possibilidade de que os revestimentos frontais das turbinas foram fabricados com uma liga de titânio incorreta.

O documento, publicado em 28 de julho afirma que o material de titânio possivelmente utilizado é uma liga de grau 1 ou 2, que é um titânio comercialmente puro e não ligado, apresentando propriedades de resistência, fadiga e tolerância a danos significativamente reduzidas em comparação com a liga de grau 5 Ti-6Al-4V que deveria ter sido utilizada.

A FAA não especifica como o metal não aprovado acabou nos jatos nem nomeia o fornecedor. A FAA alerta que os revestimentos produzidos com o titânio não aprovado “podem falhar quando a RAT for acionada“, deixando as aeronaves sem energia de reserva. Além disso, as turbinas poderiam se desprender e cair da aeronave.

Fonte: Aeroin