Brasil tem mulher, pela primeira vez, na liderança de jogos de guerra das Forças Armadas

Azuver. O nome, que traz referência direta a um exercício entre forças azuis e vermelhas, é do principal treinamento de futuros comandantes das Forças Armadas brasileiras, quando atuam em um conflito de grandes proporções, de maneira simulada. A edição de 2025 reúne 300 oficiais-alunos da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR), da Escola de Guerra Naval (EGN) e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). Neste ano, o destaque é o fato de que um dos lados, o Azul, estará sob o comando de uma mulher, a Tenente-Coronel Adriana Gonçalves Reis, da Força Aérea Brasileira. 

“O Exercício Azuver permite conhecer melhor as capacidades, técnicas e táticas empregadas por cada Força Singular e, para mim, na função de Comandante do Teatro de Operações, tem sido muito gratificante liderar e integrar as ações de uma gama de Oficiais-Alunos, em um cenário de diversidade de formações doutrinárias, reunindo os talentos e as capacidades individuais de cada Escola para solucionar um problema militar complexo”, destacou a Tenente-Coronel Adriana. Para comandar a força vermelha foi escolhido o Major Gustavo Castro, do Exército Brasileiro.

A militar faz parte da primeira turma de oficiais aviadoras formadas pela Força Aérea Brasileira, em 2006. Selecionada para a área de transporte, ela tem a experiência de ter voado aeronaves na região amazônica, onde atualmente é comandante do Esquadrão Cobra. No Rio de Janeiro (RJ), a Tenente-Coronel Adriana foi a primeira mulher a se tornar parte do quadro de pilotos dos Boeing 707 (KC-137) e Boeing 767 (C-767) da Força Aérea Brasileira. A militar fez parte da representação brasileira nos Estados Unidos e, além da formação na Academia da Força Aérea, também é bacharel em Relações Internacionais.

Fonte: FAB

Apresentada nova plataforma com inteligência artificial que interage com clientes de empresas aéreas em mais de 75 idiomas

Participando do evento Assembleia Geral Anual e Fórum de Líderes de Empresas Aéreas da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA AGM & Airline Leaders Forum) 2025, o encontro mais importante da aviação latino-americana, que está acontecendo em Lima, Peru, e reúne os principais executivos, autoridades e referências do setor aéreo, a KIU, companhia especializada em soluções tecnológicas integrais para companhias aéreas, apresenta sua nova plataforma de inteligência artificial.

Como parte de sua participação, Juan Felipe Restrepo, Chief Product Officer (CPO) da KIU, será um dos palestrantes na sessão “De Cliques a Viagens – Redefinindo a Experiência do Viajante”, que será realizada nessa segunda-feira, 20 de outubro, às 12:00 horas.

O painel, moderado por Nelamar Piñeiro (Venari Partners), contará também com a presença de Katrin Dalibor (SVP América Latina, Lufthansa) e Robert Buckman (SVP Solution Consulting, Americas Amadeus).

Durante a conversa, os líderes explorarão como a inteligência artificial, o NDC e as plataformas integradas estão transformando a experiência do viajante, desde a reserva até a chegada ao destino.

No âmbito do evento, será apresentada a KIUT AI, a nova plataforma de agentes de inteligência artificial baseados em linguagem natural, capazes de interagir com usuários em mais de 75 idiomas, tanto por texto quanto por voz, com capacidade multicanal para integração em diferentes pontos de contato.

Segundo a empresa, a KIUT AI é um marco na evolução tecnológica das companhias aéreas, ao tornar a tecnologia mais humana, simples e sustentável, aprimorando a experiência de viagem para torná-la ainda mais fluida, personalizada e eficiente.

“A KIUT AI representa a evolução da nossa proposta tecnológica: uma plataforma projetada para simplificar processos e fortalecer a conexão entre companhias aéreas e passageiros, alcançando assim mais receitas e menores custos”, destacou Juan Felipe Restrepo, CPO da KIU.

Informações da KIU

Embraer tem recorde sem precedentes, com mais de US$ 31 bilhões na carteira de pedidos no 3º trimestre de 2025 

A fabricante aeroespacial brasileira Embraer reporta hoje, dia 21 de outubro, que encerrou o terceiro trimestre de 2025 (3T25) com uma carteira de pedidos (backlog) em US$ 31,3 bilhões, um nível sem precedentes em sua história.

O valor representa aumento de 38% sobre o do mesmo período de 2024, quando a carteira de pedidos era de US$ 22,7 bilhões.

A empresa entregou 62 aeronaves no 3T25 em todas as unidades de negócios. O resultado reflete um aumento de 5% em relação às 59 entregas do mesmo período do ano anterior (3T24) e ligeiramente acima do segundo trimestre de 2025, quando foram entregues 61 jatos.

No acumulado do ano, as entregas da Aviação Comercial e da Aviação Executiva somaram 148 aeronaves, 16% acima dos 128 jatos registrados na comparação anual.

AVIAÇÃO COMERCIAL

A Aviação Comercial registrou uma carteira de pedidos de US$ 15,2 bilhões no 3T25, estabelecendo um novo recorde em 9 anos. O resultado aumentou 37% versus o 3T24 e 16% em relação ao 2T25, com book-to-bill de 2,7x nos últimos 12 meses.

Durante o trimestre, a Embraer anunciou que o E195-E2 passará a fazer parte das frotas da Avelo Airlines e do Grupo LATAM.

A Avelo fez um pedido firme de 50 jatos, com opção de compra de mais 50, apoiando a estratégia da companhia aérea de oferecer viagens acessíveis e convenientes nos Estados Unidos.

Alguns dias depois, o Grupo LATAM assinou um pedido firme para 24 aeronaves, com 50 opções adicionais de compra, o que deve ajudar a companhia aérea a expandir a conectividade pela América do Sul.

Houve 1 cancelamento líquido no programa E175 durante o trimestre. Por outro lado, o acordo assinado recentemente com a TrueNoord, para 20 jatos E195-E2, com direitos de compra para mais 20 unidades, e 10 jatos E175-E1, deverá ser incluído na carteira de pedidos no quarto trimestre de 2025.

No 3T25, a unidade de negócios entregou 20 novas aeronaves, 4 a mais que as 16 entregues no 3T24. No acumulado de janeiro a setembro (9M25), as entregas totalizaram 46 aeronaves, ou 57% do ponto médio da estimativa anual (entre 77 e 85 em 2025), 2 pontos percentuais acima da média de 55% registrada nos últimos cinco anos para o período. Resultados ainda mais tangíveis do plano da companhia para o nivelamento da produção são esperados para 2026.

Os modelos entregues no período foram: E175 para a American Airlines (4) e Republic Airlines (3); E190-E2 para Azorra (2); e E195-E2 para Porter (4), Azorra (3), Aircastle (2) e Mexicana (2).

AVIAÇÃO EXECUTIVA

A Aviação Executiva registrou carteira de pedidos de US$ 7,3 bilhões no 3T25, um aumento de 65% na comparação ano a ano, com leve queda de 2% entre trimestres consecutivos. A unidade de negócios contabilizou 41 entregas no período, em linha com o número de jatos entregues no 3T24.

Durante os 9M25, foram entregues 102 aeronaves no segmento. Isso representa 68% do ponto médio da estimativa anual (entre 145 e 155 aeronaves em 2025), superando em 11 pontos percentuais a média histórica de 57% registrada nos últimos cinco anos para o período. Resultados ainda mais tangíveis do plano da companhia para o nivelamento da produção são esperados para 2026.

Em agosto, a Embraer alcançou a marca de 2.000 entregas de jatos executivos, um momento emblemático na trajetória da companhia. A aeronave foi um Praetor 500, entregue ao departamento de aviação de uma grande empresa (cliente não revelado).

DEFESA & SEGURANÇA

Em Defesa & Segurança, a carteira de pedidos fechou em US$ 3,9 bilhões no 3T25, com alta de 8% na comparação anual. No período, a Embraer entregou o terceiro KC-390 Millennium à Força Aérea Portuguesa.

Outro destaque do segmento foi o contrato firmado com o Panamá para a aquisição de 4 aeronaves A-29 Super Tucano. A frota será operada pelo Serviço Nacional Aeronaval (SENAN) do Panamá como nova plataforma de vigilância e proteção.

Também foi anunciada a venda de 1 unidade do A-29 Super Tucano para a SNC, nos Estados Unidos. A venda antecede uma potencial encomenda que será feita por meio do programa do governo norte-americano Foreign Military Sales (Vendas Militares Estrangeiras).

Em agosto de 2025, alinhado ao objetivo estratégico da Embraer de aumentar a disponibilidade de aeronaves no curto prazo para clientes internacionais, a empresa e a Força Aérea Brasileira firmaram um acordo mútuo para reduzir de 19 para 18 o número total de aeronaves KC-390 a serem entregues sob o contrato vigente.

A compra do KC-390 Millennium pela Suécia (4), a seleção pela Eslováquia (3) e Lituânia (3), o pedido adicional de Portugal (1) e os A-29 Super Tucano do Panamá (4) não foram incluídos ainda na carteira de pedidos, pois os contratos não estão em vigor ou ainda estão em discussão.

SERVIÇOS & SUPORTE

Serviços & Suporte atingiu uma carteira de pedidos de US$ 4,9 bilhões no final do trimestre, com expressiva alta de 40% na comparação anual, impulsionada por diversos contratos assinados ao longo do último ano.

Assim, a unidade de negócios manteve sua posição como um dos principais motores de crescimento da Embraer, combinando excelência operacional, experiência diferenciada para o cliente e soluções inovadoras.

Informações da Embraer

Tecnologia e Segurança: o futuro dos aeroportos brasileiros em debate

Evento reuniu representantes dos setores público e privado para debater melhorias tecnológicas na segurança aeroportuária


Amodernização de mecanismos e tecnologias de segurança nos aeroportos brasileiros foi objeto de discussão durante o evento Tecnologia e Segurança – O Futuro dos Aeroportos no Brasil. A iniciativa foi da associação Aeroportos do Brasil (ABR), em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor), em Guarulhos (SP), na última quinta-feira, 16 de outubro. 

A iniciativa compõe o projeto Aeroportos+Seguros, liderado pela Agência, com o objetivo apoiar os aeroportos brasileiros na modernização de seus equipamentos e procedimentos de segurança. A ação já resultou na instalação de equipamentos de inspeção mais modernos nos aeroportos paulistas de Guarulhos e  Viracopos. Os equipamentos foram doados pela Transportation Security Administratation (TSA), dos Estados Unidos. Em Brasília (DF), há provas de conceito em andamento com o scanner corporal para o passageiro e equipamentos de raio-x dual view para bagagem de mão.  

Logo na abertura, o assessor da diretoria da Anac Luiz Pimenta destacou que os aeroportos brasileiros já são extremamente seguros; o debate é aprimorar ainda mais a segurança desses espaços. “Não estamos inseguros, mas podemos avançar” resumiu. 

No curso das discussões, o assessor da superintendência de Regulação Econômica de Aeroportos da Anac Bruno Falcão enfatizou que os aeroportos brasileiros já são seguros, e que o objetivo é deixá-los ainda melhores. “Às vezes a pessoa pode pensar que os equipamentos estão ultrapassados e entender que são inseguros, mas esse não é o caso. Os aeroportos brasileiros já são muito seguros, o nosso esforço é para elevar ainda mais o padrão”, declarou.  

A questão da infraestrutura dos terminais foi outro destaque apontado pelas concessionárias Inframerica (Brasília), GRU Airport (Guarulhos) e Aeroportos Brasil Viracopos (Campinas). Os representantes apontam que equipamentos mais modernos demandam ajustes com relação ao número de agentes de proteção e ocupam mais espaço em comparação aos tradicionais. “Os equipamentos geraram ganho de eficiência, mas também é importante adaptar a infraestrutura dos aeroportos para receber as novas tecnologias”, acrescentou o gerente de operações do Aeroporto de Viracopos, Wesley Correa, sobre a experiência do terminal. 

Para Luiza Deusdará, diretora de investimentos da Secretaria Nacional de Aviação Civil do Mpor, o evento é uma importante oportunidade para os setores público e privado aperfeiçoarem práticas. “É um desafio unir as experiências dos setores público e privado para conseguir avanços. Mas, ao mesmo tempo, temos casos de sucessos espalhados pelo mundo: a tecnologia está disseminada, e sabemos que ela funciona”, declarou.  

A capacitação do pessoal que opera os equipamentos de segurança também foi objeto de debate. Para os participantes, a valorização dos Agentes de Proteção da Aviação Civil (Apacs) é fundamental, e vai além do salário: é preciso pensar em possibilidades de evolução na carreira, melhores benefícios e redução da rotatividade. “Toda a organização deve ter uma cultura organizacional voltada à segurança, o que é construído pelo exemplo. A aviação é feita por pessoas, e promover a cultura de segurança é responsabilidade de todos nós que estamos no setor”, declarou a superintendente de Pessoal da Aviação Civil da Anac, Mariana Altoé. 

Participantes apontaram que os aeroportos brasileiros precisam avançar na eficiência operacional, aprimorar a gestão de riscos e ter mais rapidez no processamento de passageiros. Equipamentos como o scanner corporal, o raio-x dual view e os equipamentos de tomografia (CTs) permitem esse processamento mais rápido, além de serem menos invasivos, o que aprimora a experiência do viajante e reduz atritos durante a inspeção dos passageiros.  

Sobre a experiência do passageiro, a Anac lançou recentemente a campanha Embarque Numa Boa: Segurança e Respeito em cada inspeção, para auxiliar os viajantes a entender a importância dos processos de segurança nos terminais.  

Assessoria de Comunicação Social da Anac  

Brasil e Chile avançam em cooperação para combustíveis sustentáveis de aviação

O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou na quarta-feira, 16, uma reunião do Grupo de Trabalho Brasil-Chile sobre combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), que reuniu autoridades, representantes do setor aéreo e especialistas em biocombustíveis.

O encontro contou com a presença do embaixador do Chile no Brasil, Sebastian Cabrera, e de representantes do Ministério de Energia do Chile. Segundo o MME, em nota, isso reforçou “o compromisso dos dois países com a descarbonização do transporte aéreo e com a integração regional em políticas energéticas”.

Durante a abertura, o diretor do Departamento de Biocombustíveis do MME, Marlon Arraes, destacou o papel estratégico da cooperação bilateral para o avanço do mercado de SAF na América do Sul.

“O Brasil e o Chile compartilham o desafio de tornar o combustível sustentável de aviação uma alternativa competitiva e acessível. O grupo de trabalho é fundamental para unir esforços, trocar conhecimento e identificar oportunidades conjuntas para o desenvolvimento desse mercado”, afirmou Arraes.

O diretor ressaltou que a aviação é um dos setores mais difíceis de descarbonizar e que o mandato de SAF estabelecido pelo programa Combustível do Futuro seria um passo decisivo para promover a transição energética no transporte aéreo brasileiro.

A lei prevê metas graduais de redução de emissões, começando com 1% em 2027 e alcançando 10% em 2037. O decreto que regulamenta o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação está em fase de elaboração.

O encontro também abordou temas como certificação de sustentabilidade, infraestrutura de distribuição, mecanismos de financiamento e capacitação técnica. A comitiva chilena fará uma visita técnica ao Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas (CPT) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), responsável por análises e ensaios de qualidade em combustíveis e biocombustíveis.

Conforme o MME, a parceria com o Chile ganha relevância no contexto da COP30, que será realizada no Brasil neste ano. “A cooperação regional é essencial para que a América do Sul fortaleça sua posição global na produção e uso de combustíveis sustentáveis, e o Chile tem avançado com políticas inspiradas na experiência brasileira, como a introdução de 10% de etanol na gasolina, o que demonstra a convergência de estratégias entre os dois países”, disse a pasta.

A próxima reunião do grupo está prevista para janeiro de 2026, quando será iniciado o debate sobre o plano de trabalho conjunto e as metas prioritárias de implementação.

Diálogo público-privado

A segunda sessão do encontro promoveu um diálogo entre governo e setor produtivo sobre a implementação do mandato de SAF previsto na lei do Combustível do Futuro, “reforçando o compromisso conjunto com uma transição energética sustentável e colaborativa na aviação”, segundo o MME.

O debate contou com representantes do MME, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Ministério de Energía do Chile, e as companhias aéreas Gol, Latam e Azul, além de entidades do setor como a Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata) e a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Com 8,5 milhões de passageiros transportados, aviação doméstica chega ao 13º mês consecutivo de alta

Mercado internacional também mantém trajetória de crescimento, com 2,3 milhões de passageiros movimentados

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Seguindo a trajetória de alta iniciada em setembro de 2024, o mês de setembro de 2025 registrou 8,5 milhões de passageiros transportados no segmento doméstico, melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, em janeiro de 2000. O setor internacional também obteve recorde para o mês, com 2,3 milhões de passageiros movimentados, mantendo a tendência de alta iniciada em abril de 2021.Os dados estão no relatório de demanda e oferta da Anac, agora atualizado até setembro de 2025. 

No total, foram 10,8 milhões de viajantes, 8,4% acima dos números totais registrados para setembro de 2024 e a melhor movimentação para setembro desde janeiro de 2000 (mesmo caso). O crescimento do setor doméstico em relação a setembro de 2024 foi de 7,7%, enquanto a alta do setor internacional foi de 11,2%. 

A demanda (RPK) e oferta (ASK), dados aferidos respectivamente pela multiplicação de passageiros pagantes por quilômetros percorridos e pela multiplicação de assentos disponíveis por quilômetros voados, também registraram crescimentos recordes. Demanda e oferta doméstica cresceram, respectivamente, 10% e 7,9% em relação a setembro de 2024. No segmento internacional, o crescimento de demanda e oferta foi de 10,2% e 10,5%, respectivamente. Finalmente, demanda e oferta totais tiveram alta de 10,1% e 9,5%. 

O setor de cargas doméstico movimentou 38,1 mil toneladas, redução de 3,6% em relação a setembro de 2024. Já no setor internacional, foram movimentadas 71 mil toneladas, redução de 6,3% em relação a setembro de 2024. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Gravação e fotos mostram como ficou o avião Jumbo Jet que caiu no mar no acidente de ontem em Hong Kong

Imagem: Reprodução – Redes sociais

Como amplamente repercutido, um grande avião Boeing 747-400 cargueiro da empresa aérea turca AirACT terminou fora da pista, parcialmente submerso no mar, após pousar no Aeroporto de Hong Kong, na China. O acidente ocorreu durante a madrugada dessa segunda-feira, dia 20 de outubro, no horário local, ainda tarde de domingo, dia 19 de outubro, no horário de Brasília.

E agora, diversas fotos e vídeos vão sendo compartilhadas nas redes sociais, mostrando como ficou o Jumbo Jet após o acidente. Os vídeos a seguir, bem como as fotos que ilustram essa matéria, têm cenas das horas seguintes à ocorrência, ainda durante a madrugada, e depois já com a luz do dia:

Steven Yiu, diretor executivo de operações aeroportuárias da Autoridade Aeroportuária de Hong Kong, confirmou que o Boeing 747 saiu da pista durante o pouso e atingiu um veículo de serviços de patrulha, que estava trafegando por uma via do outro lado da cerca, segundo a Reuters.

O veículo foi arremessado na água e o Jumbo parou com o nariz sobre a barreira de contenção do mar no perímetro do aeroporto. Os quatro tripulantes a bordo escaparam ilesos, mas os dois funcionários que estavam no veículo foram encontrados sem respiração. Um deles teve o óbito confirmado no local e o outro ainda chegou a ser levado a um hospital, mas não sobreviveu.

Ainda segundo a Reuters, Man Ka-chai, investigador-chefe de acidentes e segurança da Autoridade de Investigação de Acidentes Aéreos de Hong Kong, disse que os pilotos do avião não reportaram nenhum problema técnico ao controle de tráfego aéreo até a chegada à pista.

Como visto, o acidente ocorreu por volta das 3h53 da madrugada, quando o voo EK9788 da Emirates SkyCargo, operado pela AirACT com o Boeing 747 da matrícula TC-ACF, pousou na pista 07L, após quase 7 horas desde a decolagem do Aeroporto Internacional Al Maktoum (DWC), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Dados das plataformas de rastreamento online de voos mostram a posição aproximada em que o Jumbo saiu da pista:

Imagem: FlightRadar24

A AirACT (ACT Airlines) é uma companhia aérea turca que fornece capacidade de carga extra para grandes companhias aéreas. A empresa afirmou em um comunicado que ainda não está claro o motivo do desvio do avião da pista e que uma investigação está sendo conduzida pelas autoridades competentes.

Fonte: Aeroin

Bombardier anuncia a Comlux como cliente do grande jato executivo Global 8000

A fabricante canadense Bombardier anuncia que a Comlux, uma empresa especializada em aviação executiva e fretamentos de luxo, receberá a grande aeronave Global 8000 em 2026.

Reconhecida por sua experiência em operações de longo alcance com aeronaves como as dos modelos Global 6000 e Global 6500, a Comlux está estrategicamente aprimorando sua oferta de fretamento com o novo jato principal da Bombardier.

Com capacidades líderes de mercado em alcance ultralongo e velocidade máxima, a aeronave Global 8000 é o complemento ideal para a frota da Comlux Aviation, entregando desempenho, conforto e eficiência excepcionais para viagens globais premium, afirma a Bombardier.

Imagem: Divulgação – Bombardier
Imagem: Divulgação – Bombardier

“A aeronave Bombardier Global 8000 se integra perfeitamente à nossa frota de longo alcance, posicionando-se entre nossa frota de fuselagem larga e a frota Global 6500,” disse Andrea Zanetto, CEO da Comlux Aviation.

Ele continuou: “Na Comlux, oferecemos conforto na propriedade e luxo no voo! Construímos nossa reputação oferecendo soluções de viagens globais de alto padrão, e esta aeronave nos permite oferecer alcance ultralongo. A Comlux eleva continuamente sua frota para oferecer aos clientes uma experiência de fretamento incomparável em todo o mundo com uma frota diversificada. A entrega do Global 8000 marcará o início de um novo e empolgante capítulo, à medida que continuamos a atrair mais clientes para gerenciar a operação do Global 7500 e do Global 8000.”

Éric Martel, Presidente e CEO da Bombardier, disse:

“O jato Bombardier Global 8000 oferece o equilíbrio perfeito entre desempenho de alcance ultralongo e uma experiência refinada para os passageiros, o que significa um ajuste ideal para a exigente clientela da Comlux. À medida que nosso valioso relacionamento comercial continua a crescer, a aeronave Global 8000 oferecerá seu desempenho excepcional e voo suave característico aos clientes da Comlux em todo o mundo.”

Segundo a fabricante, o Global 8000, o jato executivo mais rápido já construído, representa uma nova era de desempenho, conforto e inovação. Com sua velocidade incomparável e alcance de 8.000 milhas náuticas (14.800 km), a aeronave foi projetada para atender às necessidades dos viajantes mais exigentes, conectando cidades globais com uma experiência de luxo excepcional a bordo.

A entrega da Comlux representa um marco significativo na contínua adoção do jato Bombardier Global 8000 pelos principais operadores em todo o mundo. A tecnologia avançada e a experiência refinada de cabine da aeronave fazem dela uma escolha destacada para aqueles que buscam o auge da aviação privada.

Informações da Bombardier

Iata define prioridades para segurança e operações na aviação

Entidade destaca padrões, liderança e uso de dados como pilares para fortalecer as operações da aviação


Iata (Associação de Transporte Aéreo Internacional) apresentou três prioridades para fortalecer a segurança e a eficiência das operações aéreas durante a WSOC (Conferência Mundial de Segurança e Operações). São elas:

  1. Defesa e desenvolvimento de padrões globais;
  2. Promoção de uma cultura sólida de segurança;
  3. Uso de dados para aprimorar o desempenho operacional.

Segundo o diretor global de segurança da Iata, Mark Searle, conflitos geopolíticos e diferenças regulatórias têm aumentado os riscos, com impactos como fechamento de espaços aéreos, interferências de drones e falhas no sistema global de navegação por satélite (GNSS). Ele reforçou que o cumprimento de normas internacionais e o uso de dados são fundamentais para manter a aviação como o meio de transporte mais seguro.

Padrões globais

A Iata destacou três pontos prioritários:

  • Interferência no GNSS: os casos cresceram mais de 200% entre 2021 e 2024. O Plano de Resiliência do GNSS, desenvolvido com a EASA, prevê ações em monitoramento, prevenção, infraestrutura de backup e coordenação civil-militar.
  • Proteção do espectro de radiofrequências: a expansão do 5G e, futuramente, do 6G pressiona as faixas usadas pela aviação. A Iata defende maior coordenação com reguladores e o desenvolvimento de sistemas mais resistentes.
  • Relatórios de investigações de acidentes: apenas 58% dos acidentes entre 2019 e 2023 resultaram em relatórios finais. A entidade cobra mais agilidade dos governos e elogia avanços em países como Índia, Coreia do Sul e Estados Unidos.

Uso de dados

O programa GADM (Global Aviation Data Management) integra bancos de dados de voo, incidentes e manutenção, permitindo decisões baseadas em evidências. Entre as iniciativas:

  • Turbulence Aware: compartilha dados em tempo real sobre turbulência. A plataforma conta com 3,2 mil aeronaves participantes, incluindo companhias como Air France, Etihad e SAS.
  • SafetyIS: usa dados de 217 companhias aéreas para análises preditivas, permitindo ações preventivas em aeroportos com aumento de alertas.
  • Auditoria IOSA baseada em risco: mais de 8 mil ações corretivas foram implementadas com base nesse modelo, que adapta auditorias ao perfil de cada empresa.

Cultura de segurança

A Iata reforçou o papel da liderança para criar ambientes de trabalho que estimulem o reporte e a resolução de problemas. Duas iniciativas foram destacadas:

  • Código de Conduta para a Liderança em Segurança: reúne princípios adotados por companhias que representam 90% do tráfego aéreo global.
  • Iata Connect: plataforma que integra mais de 5,6 mil usuários de 600 organizações e será ampliada para incluir novos grupos da rede da associação.

A Iata concluiu que a cooperação entre indústria e governos é essencial para garantir padrões consistentes e enfrentar os desafios operacionais atuais e futuros.

Fonte: Panrotas.com.br

MPor amplia ações de inclusão, acessibilidade e combate ao assédio no transporte aéreo

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), por meio da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), tem conduzido uma série de iniciativas que consolidam uma nova fase para uma aviação civil brasileira mais inclusiva, acessível e socialmente responsável. Parte das ações, realizadas em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), universidades, concessionárias de aeroportos e companhias aéreas, integram o programa Asas para Todos, uma estratégia de governo que une diversidade, capacitação e sustentabilidade no setor aéreo.

Entre os principais projetos em andamento está o Programa de Acolhimento ao Passageiro com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que prevê a instalação de salas multissensoriais em aeroportos brasileiros. As primeiras unidades já funcionam em Florianópolis (SC), Vitória (ES), Congonhas (SP), Santos Dumont e Galeão (RJ), além de Recife (PE), Brasília (DF) e Maceió (AL). Outras sete novas serão entregues ainda neste ano, em capitais como Belém (PA), Fortaleza (CE) e Porto Alegre (RS).

Esses espaços oferecem estímulos visuais, táteis e auditivos que favorecem o relaxamento e o bem-estar de passageiros neurodivergentes, além de ambientes tranquilos para momentos de crise. O projeto é fruto de uma parceria entre o MPor e a Casa Civil, no âmbito do programa Novo Viver sem Limites, do Governo Federal.

“A aviação é um símbolo de conexão entre pessoas, regiões e oportunidades. Queremos que todos se sintam parte desse universo, com igualdade de acesso, respeito e acolhimento em cada aeroporto e voo do país”, afirma o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltando ainda a importância da integração entre os órgãos governamentais e outros setores para alcançar esses objetivos.

Em outra frente, o MPor coordena o programa Aviação Acessível, desenvolvido com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que busca identificar barreiras enfrentadas por passageiros com deficiência ou mobilidade reduzida. O projeto resultou na criação do Manual de Acessibilidade da Aviação Civil Brasileira e do Observatório da Acessibilidade, disponíveis na plataforma aviacaoacessivel.com. A iniciativa também originou o Prêmio de Acessibilidade e Inovação, que reconhece empresas e aeroportos com boas práticas no atendimento a passageiros com deficiência.

Combate ao assédio

A campanha Assédio Não Decola é outro destaque das ações sociais do MPor. Lançada em parceria com companhias aéreas e concessionárias, a iniciativa tem como foco o combate ao assédio e à importunação sexual no transporte aéreo, por meio da conscientização, prevenção e orientação de profissionais e passageiros. Em 2025, o ministério lançou o Guia Assédio Não Decola, que orienta sobre como agir diante de situações de violência e promove a cultura do respeito nos aeroportos e aviões.

Além disso, o programa Mulheres na Aviação busca ampliar a presença feminina em carreiras técnicas e de liderança no setor. Atualmente, apenas 3% dos pilotos e 2,4% dos profissionais de manutenção aeronáutica no Brasil são mulheres. O MPor e a Anac têm firmado acordos de cooperação e parcerias com universidades, empresas e entidades internacionais para reduzir essas desigualdades e fortalecer a participação feminina na aviação civil.

Novas gerações

O Asas para Todos também promove ações de formação e capacitação, voltadas à democratização do acesso à educação aeronáutica e à inserção de jovens no mercado de trabalho. Em parceria com os ministérios do Turismo, das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos e da Cidadania, o programa oferece oportunidades para quem sonha em ingressar no setor, além de fortalecer a mão de obra técnica já existente.

Com apoio da Anac, o programa vem construindo um pacto entre governo, setor privado e sociedade para garantir que a aviação civil brasileira seja mais diversa, representativa e comprometida com os valores de inclusão e respeito.

Fonte: Agência Gov