Aberta a tomada de subsídios para tratar da regulamentação de serviços Camo no Brasil

As participações devem ser registradas até o dia 15 de outubro, no site da AgênciaCompartilhe:


Está aberta até o dia 15 de outubro a Tomada de Subsídios nº2/SPO/2025, que pretende receber contribuições para a regulamentação de Organizações de Gerenciamento de Aeronavegabilidade Continuada (Continuing Airworthiness Management Organisation – Camo). As participações devem ser registradas em formulário próprio, disponível no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O objetivo da tomada da subsídios é conhecer melhor a necessidade do mercado quanto à certificação de organizações voltadas ao gerenciamento de aeronavegabilidade continuada. Esse segmento já existe, de forma regulamentada, no mercado europeu, no qual as empresas que prestam esses serviços são certificadas pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação (European Union Aviation Safety Agency – Easa) para cuidar dos registros, acompanhar a vida útil dos produtos aeronáuticos e gerar responsabilidades compartilhadas sobre essas anotações e atividades.

No Brasil, o assunto está na Agenda Regulatória 2025-2026, que pretende avaliar como o Camo poderia ser regulamentado no país, levando em conta a realidade local e as práticas de gerenciamento da aeronavegabilidade das diferentes aeronaves que compõem a frota nacional.

Para isso, a Anac conta com a participação de todos os operadores de aeronaves e empresas que eventualmente tenham interesse em contratar e ofertar esse serviço, caso ele passe a ser regulamentado pela Agência, além de demais interessados e estudiosos do tema.

Outras informações e documentos sobre a tomada de subsídios podem ser acessados na página de participação social da Anac.


Assessoria de Comunicação Social da Anac

Realizados testes em voo do Sistema de Navegação Inercial do Microlançador Brasileiro

O arranjo produtivo nacional responsável pela construção do foguete Microlançador Brasileiro (MLBR) reporta que realizou, em julho, os ensaios em voo do SNI-GNSS, o Sistema de Navegação Inercial (SNI) com integração ao Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS).

Os testes foram realizados em um avião monomotor, tendo como meta principal avaliar o desempenho dos subsistemas em condições reais de voo. Também foi testada a inicialização automática do sistema e a coleta de dados de sensores inerciais em alta frequência, sincronizados ao sinal GNSS.

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O SNI-GNSS tem a função de orientar o veículo durante o lançamento e garantir que satélites sejam colocados em órbita com precisão. GNSS é o conjunto de constelações de satélites que fornecem sinais de posicionamento, navegação e tempo em qualquer parte do mundo. Durante os testes, o receptor GNSS funcionou perfeitamente, enquanto o sistema de navegação acompanhou com precisão a trajetória realizada. Também foi possível medir com sucesso parâmetros essenciais como atitude, velocidades angulares e acelerações.

“Os ensaios em aeronave são uma etapa fundamental entre os testes de laboratório e a operação em voo espacial. Eles permitem validar algoritmos de navegação, integração de subsistemas e construir um banco de dados essencial para engenharia, incluindo informações sobre temperaturas internas, sincronização de sinais e comportamento dos sensores”, explica Ralph Correa, da Cenic Engenharia, empresa líder do projeto.

O desenvolvimento do SNI-GNSS é conduzido pela HORUSEYE TECH, empresa brasileira especializada em sistemas de navegação inercial e soluções aeroespaciais, em parceria com a Concert Space e a CRON.

“O resultado mostra a maturidade técnica que estamos alcançando no Brasil. Cada etapa concluída aproxima o país da meta de ter um lançador próprio, estratégico para a soberania e para a economia espacial”, destaca o CEO da Concert Space, Rafael Mordente.

O MLBR faz parte de uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para a construção de um Veículo Lançador de Pequeno Porte (VLPP) brasileiro. O projeto é conduzido por um arranjo produtivo nacional que integra empresas brasileiras de base tecnológica, como Cenic Engenharia, ETSYS, Concert Space, Delsis e Plasmahub, além de parceiras estratégicas como Bizu Space, Fibraforte, Almeida’s e HORUSEYE TECH.

O projeto é viabilizado por um edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), e tem como foco a realização de missões científicas e o lançamento de satélites para órbita baixa. Reunindo especialistas de diversas áreas da engenharia, representa um passo estratégico em direção à soberania nacional no acesso ao espaço.

“Com o MLBR, o Brasil tem uma possibilidade concreta de colocar, em breve, lançado a partir do território nacional, um satélite em órbita com sucesso”, frisou Ralph Correa. Mais do que um marco técnico, isso pode representar a conclusão da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), um projeto nacional criado no final dos anos 1970 com o objetivo de tornar o Brasil capaz de desenvolver, lançar a partir de nosso território e operar seus próprios satélites.

O engenheiro destaca que este avanço é fruto de décadas de investimento público, pesquisa científica e, agora, da participação ativa da iniciativa privada no fortalecimento do ecossistema espacial nacional, ao lado de instituições governamentais como o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) e o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).

Características do MLBR

Com 12 metros de altura, 1,1 metro de diâmetro e capacidade para transportar até 30 kg de carga útil em órbita baixa, o MLBR será impulsionado por três motores de propelente sólido.

Entre os diferenciais do projeto estão o uso de tecnologias avançadas de propulsão, sistemas redundantes de segurança e um planejamento rigoroso de operações, que segue padrões internacionais.

Além disso, a estrutura do veículo é feita em fibra de carbono para garantir um sistema mais leve, rápido, eficiente e com alta resistência direcional.

Fonte: Aeroin

Aviação doméstica registra 8,7 milhões de passageiros em agosto e completa 12 meses de alta

A movimentação de passageiros em voos nacionais atingiu a marca de 8,7 milhões de viajantes em agosto de 2025, representando o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica e, também, o marco de 12 meses de crescimento contínuo no setor doméstico.

O fluxo nos voos internos aumentou 8,5% na comparação com agosto de 2024. Os números fazem parte da nova atualização do relatório de demanda e oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que traz os dados do ramo desde janeiro de 2000.

Para o ministro do Turismo, Celso Sabino, os números reforçam o bom momento do setor: “Esse crescimento consecutivo demonstra a confiança dos brasileiros em viajar dentro do país, a força da nossa aviação e o impacto positivo que o turismo exerce na geração de emprego e renda em todas as regiões”, aponta Sabino.

O levantamento também aponta que São Paulo se consolida como o principal hub aéreo do país, concentrando as principais rotas nacionais. Entre janeiro e agosto de 2025, o trajeto São Paulo-Rio de Janeiro registrou 4,7 milhões de passageiros, seguido das rotas São Paulo-Paraná (4,4 milhões) e São Paulo-Santa Catarina (3,8 milhões).

APOSTA NO VERÃO – O cenário positivo do turismo brasileiro proporciona que companhias aéreas apostem na ampliação do número de voos para a alta temporada de verão no país. Pelo menos 111 mil viagens serão ofertadas pelas principais empresas do setor que operam rotas nacionais, favorecendo a movimentação de viajantes no país.

INCENTIVO – O bom momento reforça a importância de políticas públicas que incentivem viagens de brasileiros no país. O programa “Conheça o Brasil: Voando”, coordenado pelo Ministério do Turismo e executado em parceria com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), é uma das iniciativas. A proposta busca aumentar a conectividade aérea entre os destinos nacionais, especialmente os regionais; elevar a quantidade de visitantes circulando pelo país e estimular a geração de negócios no setor.

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Caças A-1 da FAB treinam na Amazônia em operação militar que testa força conjunta das Forças Armadas

A Força Aérea Brasileira (FAB) participou, nesta terça-feira (23), de mais uma fase da Operação Atlas. Idealizado pelo Ministério da Defesa, o treinamento tem como objetivo adestrar as tropas brasileiras na região amazônica, área de grande relevância geopolítica, garantindo a soberania do Brasil. Com essa iniciativa, as Forças Armadas aperfeiçoam sua capacidade de projetar e sustentar uma força conjunta em um dos ambientes mais desafiadores do país.

Para tanto, três aeronaves de caça A-1M do Primeiro Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (1º/10º GAv – Esquadrão Poker), sediado na Base Aérea de Santa Maria (BASM), deslocaram-se para Boa Vista (RR), onde realizam a instrução e certificação de integrantes das três Forças como Guias Aéreos Avançados (GAA), com a missão de controlar aeronaves em operações de apoio de fogo contra alvos de superfície.

O Comandante do Esquadrão Poker, Tenente-Coronel Aviador Edgar Barcellos Carneiro, destacou que a Operação Atlas é um exercício de grande importância para a defesa do país, por colocar à prova planos e a capacidade de mobilização e emprego conjunto. Segundo ele, o trabalho integrado, explorando de forma sinérgica as potencialidades de cada Força Armada, é fundamental para garantir a defesa do território nacional.

“Essa sinergia somente é possível por meio da realização de exercícios conjuntos, nos quais os militares têm a oportunidade de trocar experiências e conhecer mais a fundo as particularidades e o modo de operação dos irmãos de armas”, completou o Comandante.

Tanto as aeronaves A-1M quanto os A-29 Super Tucano, do Primeiro Esquadrão do Terceiro Grupo de Aviação (1º/3º GAv – Esquadrão Escorpião), sediado na Base Aérea de Boa Vista (BABV), cumprem missões de Apoio Aéreo Aproximado (ApAA), em coordenação com os GAA, cada qual com desempenho e características específicas.

O A-29 se destaca pela maior autonomia de voo e menor velocidade, o que facilita o contato visual e a coordenação, sendo ideal para cenários irregulares. Já o A-1M possui maior poder de fogo, desempenho superior e capacidade de empregar armamentos guiados, tornando-se mais adequado em ambientes com ameaças elevadas.

O emprego combinado das duas aeronaves busca adestrar os GAA em diferentes cenários, perfis de voo e tipos de armamento, garantindo uma formação completa e explorando todo o potencial bélico das Forças Armadas.

Operação Atlas

A Operação Atlas é um exercício conjunto, coordenado pelo Ministério da Defesa, que reúne Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira em um esforço integrado para aprimorar a atuação das Forças Armadas na Amazônia.

A partir da segunda fase, o exercício será realizado em áreas do Amazonas, de Roraima, do Pará e do Amapá, envolvendo o deslocamento estratégico de recursos humanos e materiais de diferentes regiões do país para a região amazônica, com o objetivo de fortalecer a capacidade militar em uma das áreas mais estratégicas do Brasil.

A atividade envolve o emprego de meios terrestres, aéreos e fluviais, em ações conduzidas em diferentes cenários: nos rios, em terra firme, no mar e no espaço aéreo. O foco é ampliar a interoperabilidade entre as Forças, ou seja, a capacidade de atuarem de forma coordenada e eficiente, além de testar os sistemas de Comando e Controle em um ambiente desafiador como a Amazônia.

A Operação Atlas representa um avanço em relação a exercícios anteriores e está alinhada ao calendário regular de treinamentos do Ministério da Defesa, reforçando o compromisso do Brasil com a proteção da Amazônia e a garantia da soberania nacional.

Fonte: Fab

Aviação executiva no Brasil vive crescimento recorde em 2025

Compra, consórcio e seguros de aeronaves impulsionam o setor


O mercado de aviação executiva no Brasil atinge novos patamares em 2025, com forte crescimento nas aquisições de aeronaves particulares. Este movimento reflete a busca crescente por mobilidade aérea, independência e eficiência no transporte corporativo e pessoal.

Com esse cenário favorável, aumenta também a procura por soluções que facilitam o acesso, reduzem custos e oferecem segurança ao investidor, como financiamentos, consórcios e seguros aeronáuticos especializados – que hoje são partes vitais do ecossistema da aviação.

A Comandante Paula Soffo, CEO da Consultoria FLY, ressalta a transformação no perfil do comprador brasileiro de aeronaves:

“Estamos vendo uma mudança significativa no perfil dos compradores. A aquisição da aeronave própria traz liberdade ao cliente – seja ele empresário, médico, coach ou profissional liberal. Nossa consultoria acompanha esse movimento oferecendo suporte completo na compra e venda de aeronaves, gestão ponta a ponta e conformidade regulatória com a ANAC, garantindo que cada aquisição seja feita com tranquilidade, segurança e responsabilidade.”

Segundo dados da ABAG (Associação Brasileira de Aviação Geral), a frota de aviação executiva no Brasil alcançou aproximadamente 9.824 aeronaves em 2023, somando aviões a pistão, turboélices, helicópteros a turbina e jatos executivos – consolidando o país como um dos maiores mercados do mundo.

Para Aline Nunes, consultora especialista em consórcio de aeronaves, o modelo financeiro é um dos principais impulsionadores de novos proprietários:

“Para muitos clientes, a barreira inicial é o custo alto. O consórcio permite planejar a compra sem comprometer o fluxo de caixa, enquanto o seguro aeronáutico adequado protege o investimento contra imprevistos, valorizando o ativo e trazendo tranquilidade ao proprietário.”

Na mesma linha, Daniel Fraga, diretor da Dancor Seguros, reforça a importância de entender a proteção contratada:

“O ambiente regulatório brasileiro exige apólices cada vez mais especializadas. É fundamental que quem adquira aeronaves conheça as coberturas, cláusulas operacionais e limites. Nossa missão é oferecer soluções sob medida, que assegurem a operação e protejam o patrimônio do cliente.”

Tendência: novos perfis de compradores

O consórcio e o financiamento de aeronaves aparecem como opções vantajosas para quem deseja distribuir o investimento ao longo do tempo, sem os entraves de um alto desembolso inicial. Essa modalidade vem democratizando o acesso e trazendo um novo perfil de proprietários de aeronaves no Brasil.

Paralelamente, o setor de seguros aeronáuticos cresce junto, com destaque para coberturas de casco e responsabilidade civil (RC), indispensáveis para operações em conformidade com as normas nacionais e internacionais.

O Brasil vive um momento único no mercado de aquisição de aeronaves, com diversas oportunidades para novos investidores e empresários. Porém, a escassez de alguns modelos disponíveis no país tem levado compradores a buscar soluções no mercado internacional, importando aeronaves para atender à demanda crescente.

Esse cenário reforça que, apesar dos desafios, o setor segue em plena expansão, consolidando-se como um dos mais promissores da economia nacional.

Fonte: R7

Primeiro jato Cessna Citation Ascend de série é concluído

A Textron Aviation anunciou que o programa do jato executivo Cessna Citation Ascend continua avançando com a saída da primeira unidade de produção da fábrica em Wichita, Kansas. A aeronave deve receber a certificação da Federal Aviation Administration (FAA) ainda este ano.

Funcionários da empresa realizaram uma celebração especial para marcar este importante marco do mais novo jato da lendária série 560XL, destacando o compromisso contínuo da Textron em oferecer a melhor experiência de aviação para seus clientes.

Hoje é uma grande celebração e agradecemos a todos que fizeram parte dessa conquista. É o seu talento e dedicação que tornam marcos como este possíveis”, disse Todd McKee, vice-presidente sênior de Integrated Supply Chain. “Ao incorporar novas tecnologias e recursos ao mercado, continuamos a impulsionar o futuro e a construir essas aeronaves lendárias.

A série Cessna Citation 560XL, que também inclui o Citation Excel, XLS e XLS+, já contabiliza mais de 1.000 unidades entregues nos últimos 25 anos, sendo constantemente escolhida por proprietários e operadores devido à combinação única de desempenho, conforto, facilidade de operação, alcance de missão e eficiência operacional.

O Citation Ascend foi desenvolvido com base no feedback dos clientes, oferecendo desempenho e conforto superiores. Com design moderno e elegante, a aeronave proporciona aos passageiros luxos presentes nos modelos Citation Latitude e Citation Longitude, incluindo piso plano para maior espaço e flexibilidade interna.

O jato é equipado com motores Pratt & Whitney Canada PW545D, que entregam maior eficiência de combustível e desempenho, além de aviônicos Garmin G5000 com tecnologia de autothrottle. Para conveniência de passageiros e tripulação, a aeronave possui 19 portas USB e três tomadas universais, garantindo pelo menos um ponto de recarga para todos a bordo.

Fonte: Aeroin

Anac firma compromisso para ampliar práticas sustentáveis na Agência

Adesão à Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), do Ministério do Meio Ambiente, incentiva práticas de sustentabilidade e qualidade de vida no ambiente de trabalho.


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) formalizou sua adesãoà Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), programa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) que busca incentivar práticas de sustentabilidade, eficiência no uso de recursos e qualidade de vida no ambiente de trabalho em órgãos públicos. 

A adesão, ocorrida no dia 22 de agosto, reforça o compromisso da Anac com a gestão responsável e a melhoria contínua dos serviços, com foco na sustentabilidade de processos internos, compras e contratações, no uso de recursos naturais, na gestão de resíduos, na promoção de compras sustentáveis e na qualidade de vida no ambiente de trabalho. 

Além disso, a participação trará ações de sensibilização e capacitação, implementação de boas práticas e acompanhamento dos resultados, sempre com transparência e foco em melhorias. 

Nas próximas etapas, a Agência divulgará internamente orientações e materiais de apoio para engajar todos os servidores e consolidar uma cultura institucional mais alinhada aos objetivos da A3P. 

Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) 

A A3P é um programa federal que apoia instituições públicas na adoção de práticas sustentáveis, com foco em: 

  • uso racional de recursos naturais e bens públicos (água, energia, papel, materiais de expediente); 
  • gestão adequada de resíduos (como coleta seletiva e destinação correta); 
  • promoção da qualidade de vida no ambiente de trabalho; 
  • sensibilização e capacitação de colaboradores; 
  • licitações e contratações sustentáveis. 

A adesão ocorre por meio de termo de compromisso com o MMA e orienta a execução de ações e metas de sustentabilidade, geralmente consolidadas no Plano de Logística Sustentável (PLS). 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Vivenciando a aviação: projeto Criando Asas leva 40 crianças de escola pública do DF para visita ao Aeroporto de Brasília

Iniciativa desperta o interesse dos estudantes para as carreiras da aviação e amplia as oportunidades de grupos minoritários


brilho no olhar das crianças diante da grandeza da aviação foi a marca da visita do projeto Criando Asas, do programa Asas para Todos, realizada nessa quarta-feira, 10 de setembro, em Brasília (DF). Ao todo, 40 alunos do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 28 de Ceilândia (DF) conheceram o Centro de Treinamento (CT) da Anac e o Aeroporto Internacional de Brasília, explorando os bastidores de tudo o que garante a segurança e a eficiência nas viagens de milhares de pessoas todos os dias. 

A aluna do 9º ano, Helena Paz Mendes, compartilhou seu sonho: ser pilota e cursar Astronomia, Engenharia Aeroespacial e Física. “Quero entrar para a aeronáutica, completar 40 mil horas de voo e depois, quem sabe, trabalhar em uma empresa aérea no Brasil. Achei o projeto da Anac muito interessante e uma oportunidade para abrir portas para mim”, contou. 

Na abertura do evento, no CT da Anac, o diretor Luiz Ricardo Nascimento se emocionou ao relembrar sua trajetória: “Nunca estudei em escola particular, e ainda assim cheguei a ser piloto da Aeronáutica e hoje sou diretor da Anac. O que faz a diferença é a vontade de estar em algum lugar. Para quem sonha com a aviação, vá atrás: toque, veja, entre em um avião, voe. Um dia vocês também estarão aqui”. 

É esse o propósito do projeto Criando Asas: aproximar as novas gerações do universo da aviação civil, com foco em despertar o interesse por diferentes carreiras do setor e ampliar oportunidades para jovens de grupos minoritários, como estudantes de baixa renda, meninas, mulheres e pessoas negras. 

O estudante Kauã Alves, também do 9º ano, destacou que o projeto deu a ele uma oportunidade única: “Estou amando essa experiência. O projeto dá oportunidade para muitas pessoas conhecerem sobre os aviões e um monte de coisas. Dá uma experiência para vários alunos que não têm condições de estarem aqui para ver, como eu”. 

Os alunos puderam vivenciar o dia a dia no aeroporto, e passaram pelo check-in, pela inspeção de passageiros, conheceram as salas de embarque, o pátio de aeronaves, o abastecimento e a manutenção em solo. Também assistiram a uma simulação de combate a incêndio realizada pelo Corpo de Bombeiros de Aeródromo, uma das grandes atrações do dia. 

A vivência prática mostrou que a aviação é feita de múltiplas profissões e caminhos possíveis, incentivando os estudantes a enxergarem novas perspectivas de futuro. Ao abrir portas para esses jovens, o projeto contribui para uma aviação mais diversa e para o aproveitamento do potencial da sociedade brasileira, fortalecendo também o crescimento do setor e da economia do país. 

A visita também contou com a participação da superintendente de Pessoal da Aviação Civil, Mariana Altoé; da secretária-geral da Anac, Ana Motta; do especialista em Regulação da Aviação Civil, Adair Santos; e da assessora de Comunicação da Inframerica, Júlia Coêlho. 

Criando Asas 

Projeto da Anac que incentiva crianças e jovens de baixa renda e de grupos minoritários a conhecerem de perto as carreiras da aviação civil por meio de visitas a aeroportos. A iniciativa já beneficiou mais de 220 estudantes em experiências nos aeroportos de Brasília (DF), Congonhas (SP) e Galeão (RJ). 

Além das visitas, o projeto realiza atividades em escolas do Rio de Janeiro e de Brasília, levando histórias e curiosidades sobre a aviação de forma lúdica para crianças do Ensino Fundamental. 

Integrado ao programa estratégico Asas para Todos, o Criando Asas fortalece os pilares de diversidade, inclusão, capacitação e formação na aviação civil brasileira. O programa reúne iniciativas distribuídas em três subprogramas: Diversidade e Inclusão, Mulheres na Aviação e Formação e Capacitação. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Aeronave roubada no Pará é encontrada pela FAB na fronteira do Brasil com a Bolívia

Avião de pequeno porte foi roubado do aeroporto municipal de Novo Progresso, no sudoeste do estado. De acordo com a polícia, o piloto foi preso e há suspeita de que a aeronave seria usada para o transporte de drogas.


A Força Aérea Brasileira (FAB) localizou no sábado (13), uma aeronave que havia sido roubada em Novo Progresso, no sudoeste do Pará. O avião foi encontrado por agentes da Defesa Aeroespacial e da Força Aérea Boliviana em uma área de mata na fronteira entre o estado do Mato Grosso e Bolívia.

De acordo com a polícia, na quarta-feira (10), três homens armados invadiram o hangar do aeroporto municipal e renderam o segurança. Em seguida, desligaram as câmeras de monitoramento e decolaram com a aeronave por volta das 4h41 da quinta-feira (11).

O Comando de Operações Aeroespaciais, órgão da FAB responsável pela defesa aérea nacional, foi notificado do crime e iniciou as buscas, utilizando inclusive um caça A-29 Super Tucano para monitorar o espaço aéreo.

Segundo a polícia, um homem, que seria o piloto da aeronave, foi preso durante a operação. O nome dele não foi divulgado, mas a polícia informou que ele é natural do estado do Mato Grosso.

Segundo as investigações, há indícios de que o avião poderia ser usado para o transporte internacional de drogas. Uma pessoa já foi identificada em Novo Progresso em conexão com o caso, mas também não teve a identidade divulgada.

O caso

O crime ocorreu na noite da quarta-feira (10), quando três criminosos armados invadiram o hangar do aeroporto e, por volta das 4h41 da quinta-feira (11), decolaram com o avião.

Após ser notificado do roubo, o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), órgão da FAB responsável pela defesa aérea nacional, acionou um caça A-29 Super Tucano para monitorar o espaço aéreo e iniciou a investigação da ocorrência.

Paralelamente, foram ativados protocolos de defesa aeroespacial em cooperação com a Força Aérea Boliviana. Segundo a FAB, a atuação do Adido Aeronáutico brasileiro na Bolívia agilizou a comunicação entre autoridades militares e policiais dos dois países, além de facilitar a interlocução com a empresa proprietária da aeronave.

O monitoramento constante do espaço aéreo pelo COMAE garantiu que a aeronave roubada fosse localizada antes de ser utilizada em atividades ilícitas, como o tráfico internacional de drogas.

A FAB reafirma seu compromisso com a soberania do espaço aéreo nacional, o combate a crimes transnacionais e o fortalecimento da cooperação com forças aéreas parceiras, incluindo a Bolívia.

Fonte: Fab

Vai parar tudo? Veja o que você precisa saber sobre a greve da NAV Brasil

Paralisações parciais estão previstas para os dias 24, 26 e 30 de setembro e 2 de outubro; impacto no turismo pode ser minimizado com planejamento


Os trabalhadores da NAV Brasil, estatal responsável pelos serviços civis de navegação aérea no país, aprovaram a deflagração de greve com paralisações parciais programadas para os dias 24, 26 e 30 de setembro e 2 de outubro. Os atos ocorrerão em dois turnos de uma hora cada, sendo o primeiro das 11h às 12h e o segundo entre as 15h e 16h.

Por lei, a categoria deve avisar com pelo menos 72 horas de antecedência em caso de suspensão dos serviços, o que permite tempo de reorganização das operações.

O movimento é resultado de reivindicações trabalhistas, que incluem a implementação do novo Plano de Cargos e Salários (PCS), melhorias no benefício de assistência à saúde, correção da defasagem salarial pós-pandemia e a realização de concursos públicos, ausentes há 14 anos.

Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Proteção ao Voo (SNTPV) também aponta sobrecarga de escalas e excesso de horas extras como fatores que pressionam a categoria e podem comprometer a segurança operacional.

O papel da NAV Brasil

A NAV Brasil é peça-chave na infraestrutura da aviação nacional. Seus profissionais compõem o segmento civil do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB), atuando em funções essenciais como:

  • Controle de Aproximação (APP) e Controle de Aeródromo (TWR), que orientam pousos, decolagens e movimentação no espaço aéreo próximo aos aeroportos.
  • Meteorologia Aeronáutica, com previsões, informes e vigilância meteorológica usados por pilotos e autoridades aeronáuticas.
  • Serviço de Informação Aeronáutica (AIS), responsável por coletar e divulgar dados críticos para a navegação aérea.
  • Telecomunicações Aeronáuticas, que garantem comunicação segura e eficaz entre aeronaves e unidades em solo.

Esses serviços estão distribuídos em dezenas de Dependências da NAV Brasil (DNB), presentes em aeroportos estratégicos de todo o país, como Guarulhos (SP), Viracopos (SP), Galeão (RJ), Santos Dumont (RJ) e tantos outros.

O que dizem a NAV Brasil e Abear?

Procurada pelo Brasilturis, a NAV Brasil respondeu, em nota, que mantém diálogo com o sindicato e que a proposta de PCS já foi encaminhada à Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST). A estatal também informou que, desde março, foram realizadas 17 reuniões para tratar do novo Acordo Coletivo de Trabalho, incluindo a busca de soluções para o auxílio saúde. A empresa reforça que seguirá empenhada em garantir a continuidade e a segurança dos serviços, mesmo durante o período de paralisação.

A esquipe de reportagem também buscou a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), para checar se alguma estratégia está sendo preparada para mitigar atrasos e cancelamentos de voos durante as paralisações, assim como recomendações para o público final e trade turístico. A Abear informou apenas que “está em constante diálogo com a NAV Brasil e articula com as empresas aéreas medidas para minimizar eventuais impactos causados pela paralisação dos controladores de voo”.

Veja o que fazer

Passageiros que têm voos marcados nos dias de paralisação devem acompanhar comunicados oficiais das companhias aéreas e checar eventuais alterações na malha por meio de canais oficiais como site, aplicativo e central de atendimento.

Caso tenha sido contratado um seguro-viagem, é indicado averiguar se ele cobre atrasos e cancelamentos de voos. Uma terceira forma, e a mais indicada, de minimizar possíveis prejuízos é optar por horários fora dos turnos previstos de paralisação.

Já os profissionais do trade turístico podem atuar de forma preventiva ao monitorar escalas e evitar conexões próximas aos horários de greve; orientar clientes sobre reacomodação e reembolso, conforme regras da Anac; e oferecer alternativas de voos e aeroportos sempre que possível.

Políticas de remarcação: Latam, Gol e Azul

Para que passageiros saibam seus direitos caso a paralisação ou qualquer outro evento afete seus voos, seguem alguns destaques das políticas de remarcação das principais companhias:

  • Latam: permite alterar voo, destino ou data por meio do aplicativo, site e central de ajuda. As condições variam segundo tarifa; é necessário verificar custos e possíveis diferencias tarifários.
  • Gol: também é possível alterar o voo via site, app e central de atendimento. Voos nacionais e internacionais têm regras específicas conforme a categoria do bilhete comprado. Em algumas tarifas, remarcação ou cancelamento têm taxas fixas, ou valor não reembolsável.
  • Azul: permite cancelamento ou alteração até um ano após emissão do bilhete, dependendo da tarifa. No entanto, a tarifa também altera os prazos, taxas e condições da remarcação.

Fonte: Brasilturis