Robinson R66 vai treinar pilotos militares nos EUA

Presença constante nas capitais brasileiras como opção de baixo custo para transporte aéreo e para empresas de televisão, o helicóptero Robinson R66 deve ser tornar o futuro vetor do US Army para treinamento de pilotos de helicópteros. A empresa M1 Support Services poderá receber até 10 bilhões de dólares para fornecer aeronaves, manutenção, simuladores e instrução a ser realizada no Alabama.

O contrato poderá ter até 26 anos de duração, com um primeiro compromisso firmado em até quatro anos. A ideia é possibilitar o treinamento anual de algo em torno de 800 a 1.500 novos pilotos ao novo. Será a fase inicial do treinamento, momento em que os aviadores tomam o primeiro contato com helicópteros. Depois, deve ser realizado o treino nos bimotores UH-72A Lakota.

Designado TH-66 Sage, o R66 já é utilizado pelo US Army e pela US Navy em um programa de testes para formação de pilotos, seguindo o currículo civil. 

Fonte: Revista Asas

Namíbia negocia aquisição de sete aeronaves Embraer para nova companhia aérea nacional

A Namíbia está em tratativas para equipar sua nova companhia aérea nacional, a Namibia Air, com sete aeronaves da fabricante brasileira Embraer, entre compras e leasing. As conversas também envolvem acordos de suporte técnico, manutenção e treinamento, fortalecendo a presença da indústria aeronáutica do Brasil no sul da África.

A Namibia Air recebeu licenças para operações regulares e não regulares, válidas por cinco anos, e planeja iniciar voos comerciais na primeira semana de dezembro de 2026, aguardando ainda a certificação de operador aéreo (AOC).

O projeto prevê uma frota inicial de quatro ERJ-145, avaliados em cerca de US$ 3 milhões cada, e três jatos da família E170/E175, com valor estimado em US$ 8 milhões por unidade, totalizando investimento entre US$ 35 e 36 milhões.

A estratégia da frota permite flexibilidade para atender diferentes demandas, com ERJ-145 para rotas de menor tráfego e E170/E175 para ligações domésticas e regionais, incluindo transporte de carga nos porões, evitando a necessidade de aviões cargueiros dedicados.

A operação terá como base os aeroportos Hosea Kutako e Eros, em Windhoek, conectando cidades internas da Namíbia e destinos internacionais na África Austral, como Joanesburgo, Cidade do Cabo, Durban e Lusaka. O mercado potencial é estimado em cerca de 800 mil passageiros domésticos e intra-regionais, com previsão inicial de 160 voos semanais, crescendo para 210 no quarto ano.

O cronograma é apertado, com aquisição das aeronaves podendo levar de um a seis meses e a necessidade de tê-las disponíveis para a certificação.

Até agosto, o governo namibiano não havia definido a fonte definitiva de recursos para compra ou leasing, tornando a negociação com o Brasil estratégica para viabilizar uma entrada rápida no mercado.

A Namibia Air surge cinco anos após o fim da Air Namibia, com foco em sustentabilidade e operação enxuta, empregando aeronaves regionais para melhor atender a região.

Para a Embraer, o projeto representa oportunidade de ampliar vendas, serviços de manutenção, treinamento e suporte operacional, consolidando uma parceria de longo prazo no mercado africano.

Fonte: Aeroin

Assinado decreto que regulamenta o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação

Papel da Anac será o de fiscalizar o cumprimento das metas de redução de emissões no transporte aéreo doméstico

Assinado nessa quarta-feira, 12 de agosto de 2026, o Decreto nº 13.094 regulamenta o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV) e estabelece as bases para a implementação das metas de redução de emissões de gases de efeito estufa no transporte aéreo doméstico brasileiro por meio do uso de Combustível Sustentável de Aviação (em inglês, Sustainable Aviation Fuel, ou SAF). 

Previsto na Lei nº 14.993/2024, o programa define metas progressivas de redução de emissões para os operadores aéreos, com início em 2027, no percentual de 1%, e evolução gradual até 10% em 2037. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) será responsável pela regulamentação, verificação e fiscalização do cumprimento das obrigações pelos operadores aéreos. 

A norma a ser editada pela Anac está em fase final de elaboração e deverá detalhar aspectos essenciais para a o programa, como a definição do escopo dos operadores abrangidos, os procedimentos de monitoramento, reporte e verificação (MRV) e as regras para comprovação do cumprimento das metas. As propostas normativas serão submetidas à consulta pública em breve. Também está prevista a realização de uma sequência de eventos voltados aos operadores aéreos, com o objetivo de apresentar o programa, esclarecer dúvidas e orientar o setor quanto aos procedimentos necessários. 

O decreto também cria o Certificado de Sustentabilidade do SAF (CS-SAF), instrumento que permitirá a comprovação dos benefícios ambientais associados ao combustível sustentável. O mecanismo adota o modelo conhecido internacionalmente como book and claim, que possibilita a separação entre o atributo ambiental do SAF e sua movimentação física.  

Com isso, os operadores poderão contabilizar os benefícios de sustentabilidade do SAF mesmo quando o combustível não estiver fisicamente disponível nos aeroportos em que realizam operações, ampliando as alternativas de cumprimento das metas e reduzindo restrições logísticas, além de considerar a sustentabilidade de toda a cadeia de produção e distribuição do combustível. 

O modelo de política pública adotado pelo Brasil considera a redução efetiva de emissões ao longo do ciclo de vida do combustível, e não apenas o volume físico de SAF utilizado. O país já conta com iniciativas concretas para oferta de SAF, incluindo a produção e comercialização, pela Petrobras, de SAF obtido por coprocessamento na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), com as primeiras entregas de combustível sustentável produzido integralmente no Brasil. Além disso, há potencial para desenvolvimento de projetos por diferentes rotas tecnológicas, a partir de óleos e gorduras, etanol de cana-de-açúcar e milho, além de combustíveis sintéticos. 

A construção do decreto do ProBioQAV contou com contribuições da Conexão SAF, iniciativa conjunta entre Anac e Agência Nacional de Petróleo (ANP), que reúne representantes do setor público, da indústria, da academia e de agentes da cadeia de aviação e combustíveis.  

O fórum teve papel fundamental na formulação da política pública, ao promover o diálogo técnico entre os atores envolvidos, e segue colaborando para o aperfeiçoamento das soluções regulatórias necessárias à implementação do programa. Com a publicação do decreto e o avanço das normas complementares, o Brasil dá mais um passo na agenda de transição energética da aviação civil e no desenvolvimento de um mercado nacional de SAF. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac

Pilatus inaugura sua planta mais cara para produção sustentável de compósitos na Suíça

A fabricante suíça Pilatus inaugurou seu novo centro de desenvolvimento e produção de materiais compósitos, denominado Schwarzhorn, localizado no cantão de Nidwalden.

A instalação, que reúne cerca de 300 colaboradores, unifica pela primeira vez todas as etapas de fabricação dessas estruturas sob o mesmo teto, ampliando a eficiência e a inovação no processo produtivo, como informa o Aviacionline.

Embora a aplicação de compósitos reforçados com fibra tenha mais de 40 anos na Pilatus, tradicionalmente esses materiais eram usados em áreas secundárias e sem função estrutural, como tetos e capôs.

O lançamento do jato executivo PC-24 marcou uma mudança, incorporando compósitos em estruturas primárias de controle de carga, reduzindo o peso final da aeronave e favorecendo a economia de combustível.

O complexo concentra desde o recebimento e armazenamento das matérias-primas até a montagem de subconjuntos, tratamento superficial e preparo de pedidos, que são enviados diretamente à linha final de montagem. A centralização permite maior foco em atividades de valor agregado e integra tecnologias de inspeção para a automação de etapas.

Markus Bucher, CEO da Pilatus, destacou o compromisso da empresa com a inovação, fabricação e sustentabilidade na Suíça, ressaltando que o investimento de 100 milhões de francos suíços faz deste prédio a maior aposta financeira da companhia até hoje.

A infraestrutura conta com painéis fotovoltaicos nas fachadas e telhados, aproveitamento de calor residual dos processos industriais e uso de água subterrânea para climatização, reduzindo a dependência energética externa. O projeto visa a certificação LEED Platinum, reconhecida internacionalmente pelo seu rigor na conservação de recursos e mitigação ambiental.

Fonte: Aeroin

Participe da construção da Agenda Regulatória 2027/2028

As contribuições podem ser enviadas até 24 de setembro; os temas a serem discutidos serão apresentados em um webinário no dia 19 de agosto

AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac) abriu na segunda-feira, 10 de agosto, uma Tomada de Subsídios (TS) para colher contribuições de servidores, regulados, sociedade, indústria e instituições de ensino e pesquisa sobre os temas que devem compor a Agenda Regulatória do biênio 2027/2028. As manifestações podem ser enviadas até o dia 24 de setembro.   

Instrumento de planejamento que orienta a atuação prioritária da Anac a cada dois anos, a Agenda Regulatória contribui para a transparência, a previsibilidade e a participação social. Ao submeter a lista preliminar de temas à consulta de forma participativa, a Agência busca captar as necessidades, preocupações e expectativas dos interessados. 

É possível sugerir alteração, inclusão, exclusão ou agrupamento de temas na lista preliminar da Agenda Regulatória 2027/2028. As contribuições devem ser enviadas exclusivamente por meio do questionário disponível na Plataforma Brasil Participativo, em [link direto da TS a confirmar com a Astec], não sendo aceitas contribuições enviadas por outros canais.  

Ao sugerir alteração em um tema, é importante indicar claramente qual aspecto deve ser modificado, apresentar as razões que justificam a proposta e explicar de que forma a mudança pode contribuir para que a atuação regulatória da Anac esteja mais alinhada às necessidades da sociedade e do setor de aviação civil.  

Já ao propor a inclusão de um novo tema, o participante deve descrever de forma objetiva o problema ou a oportunidade que demanda atuação da Agência, os grupos ou setores afetados, os benefícios esperados caso o tema seja tratado e os possíveis prejuízos ou riscos caso não seja priorizado.  

Sempre que possível, é recomendável apresentar dados, evidências e referências confiáveis, como publicações científicas, estudos setoriais, normas, relatórios técnicos ou experiências de órgãos e entidades nacionais e internacionais. 

Webinário 

Para apresentar a lista preliminar de temas e esclarecer dúvidas sobre o processo de elaboração da Agenda Regulatória 2027/2028, a Anac realizará um webinário no dia 19 de agosto, às 14h30. O evento será on-line, com transmissão pelo canal da Agência no YouTube, e é aberto a servidores, regulados, sociedade em geral, indústria e instituições de ensino e pesquisa. 

Participe e contribua para uma regulação mais participativa e alinhada às necessidades da aviação civil brasileira. Acesse aqui a Plataforma Brasil Participativo.  

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Pilotos continuam deixando a FAB enquanto carreira militar perde atratividade

Depois de anos de estudo na Academia da Força Aérea, centenas de horas de voo e da conquista de uma das profissões mais disputadas do Brasil, pilotos continuam deixando a FAB em uma decisão que poucos imaginariam tomar.

Mas o que leva um aviador militar, justamente depois de alcançar essa qualificação, a pedir desligamento da Força Aérea Brasileira?

A pergunta voltou ao debate após a Revista Sociedade Militar divulgar novos levantamentos sobre a saída de oficiais e sargentos das Forças Armadas. Ao mesmo tempo, um estudo baseado em dados do IBGE mostra que a carreira militar perdeu espaço entre as profissões mais bem remuneradas do país.

O cenário ajuda a entender por que pilotos experientes passam a considerar oportunidades fora da caserna.

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Carreira militar perdeu 16 posições no ranking de remuneração

O levantamento foi publicado inicialmente pela Folha de S.Paulo com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE. A análise foi realizada pelo economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4intelligence, e avaliou 425 ocupações do mercado de trabalho brasileiro.

Segundo o estudo, os oficiais das Forças Armadas caíram da 14ª para a 30ª colocação entre as profissões com maior remuneração média. A queda de 16 posições ocorreu em apenas três anos.

Atualmente, a renda média da carreira é de R$ 12.779 mensais. Nesse período, várias profissões passaram à frente dos militares, entre elas a de piloto de aviação comercial.

Aviação civil amplia disputa por profissionais

O crescimento do transporte aéreo, a expansão da aviação executiva e a retomada das contratações aumentaram a procura por pilotos experientes.

Nesse cenário, profissionais formados pela FAB despertam interesse do mercado. Eles acumulam treinamento operacional, disciplina, horas de voo e experiência em diferentes missões.

Revista Sociedade Militar informou que 21 oficiais aviadores deixaram a FAB apenas no primeiro trimestre de 2026. O número reforça um movimento observado nos últimos anos.

Além dos salários oferecidos pelas empresas, algumas companhias passaram a utilizar bônus para atrair profissionais. Em dezembro de 2025, por exemplo, a LATAM ofereceu R$ 80 mil como bônus de admissão para pilotos contratados.

Diferença salarial também aparece dentro da carreira militar

A remuneração também entrou no debate sobre a retenção de profissionais na FAB. A discussão ganhou força diante da diferença entre os vencimentos dos aviadores e os valores recebidos no topo da carreira.

Em janeiro de 2026, o soldo de um primeiro-tenente da Aeronáutica passou para R$ 9.004. Já o soldo de um capitão chegou a R$ 9.976.

Esses valores servem como base para o cálculo da remuneração. Além disso, podem receber adicionais previstos na legislação.

No outro extremo, a Revista Sociedade Militar informou que o comandante da Aeronáutica passou a receber remuneração bruta mensal de R$ 65.658,12.

Segundo a publicação, o valor reúne a remuneração militar e a parcela referente ao cargo comissionado exercido no Ministério da Defesa.

Portanto, os R$ 65.658,12 não representam apenas o soldo. O valor também não pode ser atribuído aos demais integrantes do Alto Comando.

Ainda assim, a comparação mostra uma diferença expressiva. De um lado estão oficiais aviadores em postos intermediários. Do outro, aparecem os valores alcançados no topo da carreira.

Pilotos da FAB continuam dando baixa e profissão perde atratividade_Imagem Ilustrativa 1
Diário Oficial registra novas baixas na FAB

Os dados mais recentes mostram que o movimento não terminou no primeiro trimestre. Entre 1º de junho e 22 de julho de 2026, a FAB publicou no Diário Oficial da União, mais quatorze demissões de oficiais.

Todas ocorreram a pedido dos próprios militares. Entre os desligados estavam aviadores, engenheiros e profissionais de outras áreas estratégicas.

Seis pertenciam ao Quadro de Oficiais Aviadores. Deixaram a Força um tenente-coronel, três capitães e dois primeiros-tenentes.

Um dos casos envolve um tenente-coronel que comandava a unidade onde servia. Ele estava no penúltimo posto antes do generalato. O caso mostra que os desligamentos não se limitam aos oficiais recém-formados.

Dois primeiros-tenentes foram enquadrados no artigo 116, inciso II, do Estatuto dos Militares. A regra alcança oficiais com menos de três anos de oficialato e prevê indenização pelos gastos com a formação.

O levantamento também identificou a saída de quatro oficiais engenheiros. Dessa forma, a perda atinge não apenas as unidades de voo, mas também áreas ligadas à infraestrutura, pesquisa, manutenção e desenvolvimento tecnológico.

Somados aos 21 oficiais aviadores que deixaram a FAB no primeiro trimestre, ao menos 27 aviadores tiveram o desligamento noticiado nos períodos analisados pela publicação.

Formação leva anos e exige alto investimento

A formação de um piloto militar não termina na Academia da Força Aérea.

Depois da graduação, o oficial passa por adaptações operacionais, especializações e treinamentos em diferentes aeronaves. Somente depois dessas etapas ele alcança plena capacidade para cumprir missões.

Por isso, a reposição de um aviador experiente não acontece rapidamente. O processo exige novos candidatos, instrutores, combustível, manutenção e muitas horas de voo.

Decisão não envolve apenas o salário

Embora a remuneração esteja no centro do debate, a saída da carreira militar pode envolver outros fatores.

Entre eles estão qualidade de vida, transferências frequentes, perspectivas profissionais e aprovação em outros concursos públicos. Além disso, a aviação civil oferece novas possibilidades para pilotos com experiência operacional.

A FAB continua realizando concursos para formar oficiais e sargentos. Entretanto, a entrada de novos militares não resolve imediatamente a perda de profissionais qualificados.

Enquanto a Força Aérea investe na preparação de novos aviadores, o mercado civil amplia a disputa por pilotos e sargentos e suboficiais especialistas. Por isso, a retenção desses profissionais permanece como um desafio estratégico para a aviação militar brasileira.

Fonte: Aerojota

Ciclo de crescimento chama atenção e Embraer pode mudar de patamar, avalia The Economist

A Embraer vive um ciclo impressionante de expansão e consolidação internacional e se prepara para um novo salto de patamar dentro da indústria aeroespacial. Quem diz é a The Economist.

A publicação britânica apelidou a família de jatos comerciais E-Jets E2 da fabricante brasileira como “caçadora de lucros”.

Os números da companhia embasam os argumentos da The Economist. Em 2021, a Embraer entregou 141 aeronaves. Para este ano, a estimativa é atingir a marca de 255 jatos entregues. Além disso, a carteira de pedidos firmes (backlog) da companhia alcançou o recorde histórico de US$ 34,5 bilhões.

O otimismo do CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, que projeta um “crescimento substancial” pela frente, é amplamente compartilhado pelo mercado financeiro.

Desde o início de 2021, as ações da fabricante brasileira subiram cerca de dez vezes, um desempenho muito superior ao de suas principais rivais globais, a americana Boeing e a europeia Airbus.

Os ventos a favor da fabricante brasileira

A publicação britânica aponta que o momento favorável da Embraer é impulsionado por uma combinação de fatores estratégicos e de mercado:

Gargalos nas gigantes e entregas mais rápidas. A Airbus e a Boeing acumulam juntas uma fila de espera de 16 mil aeronaves de grande porte. Devido a atrasos na cadeia de suprimentos e à alta demanda pós-pandemia, um cliente pode esperar entre 8 e 10 anos para receber um avião de corredor único (narrowbody), a especialidade da marca brasileira. Em contrapartida, a Embraer consegue entregar o E2 em menos de dois anos.

Rotas regionais e voos diretos. com o aumento de voos entre aeroportos secundários (sem passar pelos grandes hubs), a demanda por aviões regionais cresceu. Ron Baur, da empresa de leasing Azorra (que tem mais de 50 jatos E2 encomendados), explica que a aviação regional está em forte expansão. Nesse nicho, o único concorrente direto do E2 é o A220 da Airbus — em um mercado que a Embraer projeta em 8,5 mil aeronaves nas próximas duas décadas.

Domínio nos EUA e aviação executiva. Nos Estados Unidos, o modelo E-175 da Embraer é a única opção em produção que cumpre os acordos trabalhistas dos sindicatos de pilotos regionais, que impõem limites de peso e assentos às aeronaves. Além disso, o Phenom 300 lidera o segmento de jatos executivos leves pelo 14º ano consecutivo.

Defesa e mobilidade do futuro. Os gastos globais com defesa alavancaram as vendas do cargueiro militar KC-390 Millennium. Além disso, a participação majoritária da Embraer na Eve (empresa de carros voadores/eVTOLs) posiciona a companhia na vanguarda do setor.

O próximo passo: desafiar o duopólio Boeing-Airbus?

A grande questão levantada pela The Economist é qual será o próximo salto da Embraer. A empresa estuda desenvolver um jato executivo de grande porte ou, em um movimento bem mais ousado, projetar uma aeronave comercial maior para competir diretamente com as linhas de entrada da Airbus e da Boeing no final da década de 2030.

Segundo a revista, o mercado para essa categoria pode chegar a 36 mil aviões nos próximos 20 anos. Ron Epstein, analista do Bank of America, avalia que entrar nesse segmento elevaria a Embraer a um “novo patamar”.

No entanto, o desafio é financeiro e estratégico. Analistas do UBS estimam que seriam necessários pelo menos US$ 10 bilhões (R$ 50 bilhões) para desenvolver um novo avião desse porte, o que exigiria parcerias com fabricantes de motores, fornecedores e investidores externos.

Embora a ideia divida opiniões internas, a publicação pondera que a Embraer raramente esteve em uma posição tão favorável quanto agora, ostentando um histórico invejável de ter certificado quase 20 novas aeronaves nos últimos 20 anos.

Fonte: InvestNews

Em recorde histórico, 153.359 voos comerciais foram registrados em um dia por plataforma de rastreamento

No dia 23 de julho de 2026, a plataforma Flightradar24 registrou um total de 153.359 voos comerciais ao redor do mundo, o maior número já monitorado em um único dia desde o início das operações do sistema.

Segundo a Flightradar24, a última semana de julho costuma concentrar o maior volume de tráfego aéreo durante o ano, e 2026 não foi exceção. O número registrado superou em 16.134 voos o recorde anterior, que havia sido estabelecido em julho de 2023, com 137.225 voos comerciais contabilizados.

É importante salientar que a contagem refere-se aos voos comerciais rastreados pelo sistema da plataforma, não abrangendo necessariamente o total absoluto de voos realizados mundialmente. Mesmo assim, o dia 23 de julho figura como o mais movimentado da história do monitoramento.

Ao incluir voos de carga, aeronaves privadas e operações militares, o total de movimentos aéreos naquele dia alcançou impressionantes 287.364 voos, posicionando a data entre as mais ativas já observadas nos céus.

Esse recorde ocorre em um momento de desafios para a aviação, que enfrenta tensões geopolíticas, desvios de rotas e altos custos de combustível, fatores que impactam diretamente as operações das companhias aéreas.

Apesar disso, a demanda por viagens aéreas permanece elevada, mesmo diante da inflação e dos conflitos internacionais, como a guerra no Oriente Médio.

Além do aspecto operacional, o recorde também destaca a questão ambiental associada ao aumento do tráfego aéreo. Com o crescimento do número de voos, aumentam também as emissões de CO2 relacionadas à aviação, mesmo com esforços das companhias para melhorar a eficiência do combustível e adotar combustíveis menos poluentes. Esse cenário coloca o setor diante do desafio de equilibrar a expansão do tráfego com a redução de sua pegada ambiental.

Plataformas de rastreamento em tempo real, como Flightradar24 e FlightAware, operam através da combinação de dados ADS-B, redes de receptores terrestres, satélites e informações transmitidas diretamente pelas aeronaves.

Aviões equipados com transponders enviam continuamente sua posição, altitude, velocidade e identificação, o que permite que sejam exibidos quase instantaneamente em mapas interativos. Esses dados são cruzados com informações operacionais para oferecer acompanhamento ao vivo do tráfego aéreo, estatísticas de voos e registros diários.

Fonte: Aeroin

Anac e FAA publicam em conjunto os objetivos de segurança para aeronaves eVTOL

Parceria com a agência estadunidense representa um forte alinhamento na busca de harmonização internacional para o tema. Documento é necessário para diferenciar características de operação de aeronaves convencionai


AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac) publica, nesta sexta-feira, 31 de julho, os objetivos de segurança a serem demonstrados pelas aeronaves com capacidade de decolagem e pouso vertical (em inglês Vertical-Takeoff-and-Landing Capable Aircraft – VCA), também conhecidas como eVTOL. O documento é necessário devido ao projeto inovador e às características operacionais das VCA, que diferem das aeronaves convencionais e dos objetivos de segurança aplicáveis existentes. 

A publicação da política é um passo importante para o desenvolvimento do marco regulatório para a certificação das aeronaves VCA. Considerando esse aspecto inovador, a Anac realizou estudos específicos e apresentou uma proposta inicial para consulta setorial em 2025. A consulta teve como objetivo coletar contribuições e comentários da comunidade internacional de aviação civil, incluindo fabricantes de aeronaves VCA e outras autoridades de aviação civil, o que contribuiu para o desenvolvimento do documento final. 

A Anac reconhece a importância da harmonização internacional do tema e, como parte do processo, colaborou mutuamente com a Administração Federal de Aviação (FAA) no desenvolvimento das políticas, resultando em documentos estreitamente alinhados. A política da FAA também foi publicada hoje (31/7). 

Acesse o documento na íntegra. 

A Agência agradece a todos os participantes da consulta setorial por suas valiosas contribuições. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Novo FBO ampliará capacidade da aviação de negócios no Caribe

Empresa inicia a construção de um novo FBO para aviões de negócios de US$ 54 milhões no aeroporto internacional de San Juan, em Porto Rico


A empresa BlueSky San Juan FBO anunciou no domingo (2), o início da construção de um novo operador de base fixa (FBO) de serviço completo no aeroporto internacional de San Juan, em Porto Rico, no Caribe.

O empreendimento receberá investimento privado de US$ 54 milhões e representa a maior aplicação privada em infraestrutura para aviação de negócios no território porto-riquenho em mais de dez anos. A conclusão das obras está prevista para o início do segundo semestre de 2028, com início das operações até o fim do mesmo ano.

O projeto é desenvolvido por um grupo de investidores porto-riquenhos com experiência nos setores de aviação, construção e infraestrutura. 

Infraestrutura

Um dos principais diferenciais do novo FBO será a instalação de um centro integrado de inspeção da U.S. Customs and Border Protection (CBP), agência de alfândega e proteção de fronteiras dos Estados Unidos.

A estrutura permitirá que aeronaves internacionais aptas concluam os procedimentos aduaneiros diretamente nas instalações do FBO antes de prosseguirem para outros destinos nos Estados Unidos como voos domésticos. Segundo a empresa, o processo reduzirá o tempo de solo e aumentará a eficiência operacional para aeronaves provenientes do Caribe, América do Sul, Europa e África.

Localização estratégica

O novo complexo será implantado na plataforma 12, ao lado da pista 10, na porção sul do aeroporto.

Segundo a empresa, a localização permitirá que as aeronaves realizem o táxi entre a pista e o FBO em poucos segundos, reduzindo deslocamentos em solo e agilizando o embarque e desembarque de passageiros e tripulações.

As instalações estarão situadas a aproximadamente cinco minutos dos terminais comerciais do aeroporto e a menos de quinze minutos das principais áreas hoteleiras, financeiras e turísticas de San Juan.

Infraestrutura

O projeto contempla uma infraestrutura voltada à aviação de negócios, composta por:

  • Terminal executivo com aproximadamente 740 metros quadrados;
  • Mais de 60.000 pés quadrados de hangares, distribuídos em três módulos de 1.850 metros quadrados;
  • Pátio para aeronaves com cerca de 25.000 metros quadrados.

A infraestrutura foi projetada para atender diferentes categorias de aeronaves, incluindo jatos executivos leves, aeronaves executivas de ultra longo alcance, turboélices, aeronaves militares e aviões de fuselagem larga, incluindo o Boeing 747.

O terminal oferecerá salas VIP, áreas exclusivas para pilotos, salas de conferências, espaços para planejamento de voo, transporte terrestre e processamento aduaneiro nas próprias instalações.

Serviços

Além da infraestrutura física, o FBO disponibilizará serviços de abastecimento de combustível, atendimento em pátio (line services), movimentação de aeronaves e cargas, locação de hangares, reboque e guiamento de aeronaves, equipamentos de apoio em solo, catering de bordo, coordenação de processos aduaneiros, transporte executivo e suporte para operações domésticas e internacionais.

A empresa destaca ainda que operadores baseados em Porto Rico terão acesso direto ao pátio de aeronaves e rápida conexão com a principal malha rodoviária da ilha.

Recuperação da capacidade

De acordo com a BlueSky, a construção dos novos hangares contribuirá para recompor parte da capacidade perdida após a passagem dos furacões Irma e Maria, além de atender à demanda crescente por espaço para aeronaves executivas de maior porte e maior autonomia.

Segundo a empresa, o projeto já recebeu aprovações de reguladores dos Estados Unidos, de órgãos ambientais, da U.S. Customs and Border Protection (CBP) e de outros órgãos.

Fonte: Aeromagazine