Os primeiros passos de uma carreira na aviação

Dedicação, estudo e amor pela profissão. Estes têm sido os principais ingredientes para Érica Radtke, que está começando sua carreira como piloto de avião e já começa a trilhar os seus primeiros passos na profissão.

Segundo a jovem moradora de Pomerode, de 19 anos, o desejo de ser piloto surgiu aos poucos em sua vida. Havia, na realidade, uma fascinação, que mesmo ela não entendia bem o que era, mas que depois se revelou o seu desejo para sua vida profissional.

“Eu me lembro que, desde pequena, quando estávamos na piscina de casa, havia uma rota de aviões que passava aqui por cima. Então eu ficava olhando e admirando. Mas foi em um evento em 2022, do Aeroclube, que descobri o que realmente queria. Era o Fly-in, que possui exposição de aeronaves, show de acrobacias e eu fiz uma sessão no simulador. Ali me dei conta do que queria. Então comecei a falar sobre o meu desejo para minha mãe e meu pai”, relembra Érica.

A partir de então começou o caminho em busca do sonho de ser uma piloto. O primeiro passo era o curso teórico para ser um piloto privado, ou seja, a habilitação para voar como passatempo, sem trabalhar profissionalmente com isso. Este curso Érica fez ainda durante o Ensino Médio, no início de 2023.

“Para voar, eu esperei até completar 18 anos, já que para fazer o primeiro voo solo é preciso atingir a maioridade. Então, no ano passado, no dia 18 de outubro, eu tirei a minha carteira como piloto. É estudo dia a dia, toda hora, toda semana, sempre tem coisas a mais para aprender. Para um voo, não é só chegar lá, entrar no avião e sair voando. Tem todo um estudo por trás, desde o começo, como um piloto privado, toda a teoria de voo, a parte meteorológica, a rota, as pessoas com quem conversa durante o voo, a coordenação por voz. O voo tem que estar totalmente pronto e planejado antes da decolagem”, explica a piloto.

Segundo Érica, o seu primeiro voo foi em um simulador, mas na primeira vez em que realizou um voo real foi definida como uma sensação única. “São muitos detalhes, até acontece de ficarmos um pouco perdidos, mas depois esquece tudo e foca no voo. É somente você e o avião. E, nossa, é muito bom, eu adoro voar”, declara.

No momento, Érica está buscando a sua segunda habilitação, a que permite que ela se torne uma piloto comercial. Além disso, ela tem o objetivo de fazer o curso de instrutora de voo, para dar aulas também.

Ainda, Érica pilota atualmente aviões de pequeno porte, monomotores e fará a inclusão na formação para pilotar aviões com dois ou mais motores. Há algumas semanas, a piloto realizou o voo mais desafiador em sua trajetória até o momento, para o Rio de Janeiro.

“Foi necessário planejar tudo para este voo, cada detalhe. Ao todo, o planejamento teve cerca de 15 páginas, além do que já precisava saber de forma geral. Foi preciso muito tempo de planejamento, preparação, vendo e revendo cada detalhe, totalizando cerca de duas semanas apenas de planejamento. A navegação foi bem longa, também, pois foi necessário ir para São Paulo primeiro, onde o avião foi abastecido, e só então fomos para o Rio de Janeiro, pousando no Aeroporto Santos Dumont. Foi muito lindo. Depois voltamos pelo litoral, parando em Itanhaém para abastecer de novo, e depois encerrando o voo. No total foram cerca de 13 horas de voo, feitas em partes”, revela Érica.

A jovem revela que tem em mente dois possíveis caminhos profissionais para o futuro. Primeiramente, Érica deseja fazer o curso de instrutora de voo e, para depois, ainda está decidindo se vai seguir para a área executiva, de voos particulares, como táxi aéreo, ou para a linha aérea mesmo, com companhias como Gol e Latam.

“A parte mais desafiadora em ser uma piloto é se manter firme na caminhada até chegar a este ponto, continuar estudando e ter essa vontade, porque não se pode parar de estudar. Não há como chegar a um ponto em que saiba de tudo. É algo contínuo, sempre é necessário mais planejamento, aprofundar-se mais no conhecimento, pois sempre surgem novos desafios pela frente”, ressalta.

Érica e seus pais. (Foto: Anna Letícia Schulze / JP)

Para os pais de Érica, Sandra Belz Radtke e Nilson Radtke, a escolha de trajetória profissional da filha foi uma surpresa. “Mas ao mesmo tempo ficamos muito felizes por ela ter optado por uma carreira profissional como esta e até agora está dando muito certo. Claro, no início nos preocupamos, quando ela fez o primeiro voo solo ficamos muito apreensivos e o coração quase foi junto no voo. Mas deu tudo certo e seguimos firmes, a apoiando nesta caminhada”, afirmam.

Por fim, Érica aconselha a quem desejar seguir a mesma caminhada a se tornar um piloto. “Minha dica é realmente ir atrás, seguir firme e fazer o que for preciso, porque vale muito a pena. E isso vale não só para a aviação, mas para qualquer área na vida. Vá atrás dos sonhos e aproveite cada segundo”, declara.

Fonte: jornaldepomerode.com.br

Super App da Anac conquista 1º lugar na Premiação Agilidade Brasil

Aplicativo da Agência voltado a aspirantes a pilotos civis recebeu o reconhecimento nacional na categoria Órgãos Federais durante o Agile Trends Gov 2025


O Super App da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), desenvolvido em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), foi o vencedor da Premiação Agilidade Brasil 2025, na categoria Órgãos Federais, que contempla ministérios, agências reguladoras, autarquias e outros órgãos da administração pública federal. A premiação aconteceu no dia 26 de agosto, em Brasília (DF), durante o Agile Trends Gov 2025, evento sobre agilidade e metodologias de gestão. 

Para o superintendente de Transformação Digital da Anac, Fernando Coelho, o prêmio dá o devido destaque para o movimento estratégico da Agência de transformar a experiência do usuário com foco no aumento da competitividade do setor aéreo. “O Super App começa facilitando a formação de novos pilotos e seguirá avançando para novas jornadas. Ao integrar processos que antes eram descentralizados, a plataforma promove agilidade, transparência e redução de custos na trajetória dos futuros pilotos. O prêmio nos energiza para seguirmos em frente”, celebra. 

O superintendente de Negócios do Serpro, Brenno Sampaio, explica que o aplicativo da Anac foi elaborado em total alinhamento às diretrizes da Estratégia de Governo Digital e que coloca a centralidade no usuário como um dos pilares da oferta de serviços digitais. “Em menos de um ano de seu lançamento já está com nota máxima nas lojas de aplicativos e acaba de ganhar seu primeiro prêmio”, comemora. 

Super App 

Lançado em dezembro de 2024, o Super App da Anac veio para transformar a jornada dos profissionais da aviação civil. O aplicativo centraliza em uma única plataforma todos os serviços necessários para quem deseja se tornar piloto no Brasil, desde a busca por escolas de formação credenciadas e a realização de exames médicos até a emissão de certificados, registro de horas de voo e habilitação técnica. 

Prêmio 

A Premiação Agilidade Brasil é o principal reconhecimento às instituições públicas que praticam agilidade e boas práticas de gestão. Os indicados são avaliados por especialistas e gestores de todo o país, com base em critérios como resultados e impactos, grau de desafio, inovação em práticas de agilidade e gestão, e aprendizado gerado. Além do troféu, o Super App da Anac passa a integrar o ranking dos Cases mais Ágeis do Brasil e recebe o selo digital que identifica os projetos de maior destaque na administração pública.   

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Desenvolvedora da aeronave xVTOL TriFan 600 escolhe o sistema de aviônicos Garmin G700 TXi

A XTI Aerospace, empresa que desenvolve aeronaves de decolagem e pouso na vertical de alto desempenho (xVTOL), anunciou a seleção do sistema aviônico Garmin G700 TXi para seu principal modelo, o TriFan 600, voltado para viagens regionais rápidas e confortáveis.

A escolha marca um passo significativo para o programa TriFan 600, proporcionando à plataforma de aeronaves da XTI consciência situacional incomparável, maior segurança de voo e tecnologia de cockpit pronta para o futuro, afirma a fabricante da aeronave.

Garmin G700 TXi – Imagem: Divulgação – XTI Aerospace

O sistema Garmin G700 TXi, projetado para a aviação executiva de ponta, apresenta:

– Displays grandes em formato dual (PFDs e MFDs) com interfaces touchscreen e controle intuitivo para os pilotos;

– Synthetic Vision Technology (SVT) para maior consciência de terreno e obstáculos;

– Capacidades avançadas de gerenciamento de voo;

– Mapas e gráficos dinâmicos;

– Dados meteorológicos via satélite;

– Integração com piloto automático inteligente, incluindo proteção de envelope de voo e modo de descida de emergência;

– Interface fluida com radar meteorológico Garmin, links de dados, ADS-B e outros equipamentos e serviços opcionais;

– Arquitetura aberta para integração com os FADECs dos dois motores turboeixo.

“Essa suíte aviônica é uma combinação fantástica para o TriFan 600”, disse Don Purdy, Vice-Presidente Sênior e Presidente Interino da XTI Aircraft. “O G700 TXi da Garmin oferece a confiabilidade, inovação e recursos para pilotos operarem de maneira eficiente e segura a aeronave transformadora xVTOL – decolando e pousando em pistas tradicionais, pistas curtas, heliportos e outras áreas de pouso aprovadas.”

O TriFan 600 é uma aeronave de asa fixa com capacidade de decolagem vertical, projetada para combinar a velocidade, alcance e conforto de um jato executivo com a flexibilidade de um helicóptero. Movida por dois motores turboeixos, a aeronave decola e pousa verticalmente utilizando três ventiladores canalizados e, em seguida, transiciona para o voo horizontal usando os grandes ventiladores frontais.

Com a inclusão do sistema de cabine de voo Garmin G700 XTi, a aeronave oferecerá aos pilotos navegação, comunicação, vigilância, consciência situacional e monitoramento excepcionais da aeronave em todas as fases do voo.

Segundo a XTI, esse anúncio reforça ainda mais o progresso robusto em direção à certificação pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), com testes de voo de desenvolvimento programados para 2027. O programa TriFan 600 continua a atrair interesse significativo nos setores de aviação executiva, transporte médico de emergência e mobilidade aérea regional, afirma a fabricante.

A escolha da Garmin pela XTI também reafirma um compromisso compartilhado com a segurança de voo, escalabilidade e tecnologia transformadora.

Enquanto dezenas de empresas estão desenvolvendo eVTOLs de curto alcance totalmente elétricos, a XTI espera que sua aeronave xVTOL vá mais longe e mais rápido do que qualquer outra aeronave civil de decolagem e pouso vertical, resultando em maior versatilidade e usabilidade do que seus concorrentes.

Informações da XTI Aerospace

MUNDO GEO – DECEA realiza visita técnica ao Instituto de Cartografia Aeronáutica

O ICA tem por missão planejar, gerenciar, controlar e executar as atividades relacionadas com a cartografia aeronáutica, informações aeronáuticas, elaboração de procedimentos de navegação aérea e concepção de espaço aéreo


Em cumprimento ao calendário de Visitas Técnicas, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) visitou, na última quinta-feira (21/8), o Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA).

“Esta é uma oportunidade que a gestão tem de prestar contas à governança”, declarou o Diretor do ICA, Coronel Aviador Devilan Dutra Paulon Júnior. 

O oficial ressaltou ainda a importância da unidade, cujos “produtos e serviços estão com o piloto em todas as fases do voo”.

Subordinado ao DECEA, o ICA tem por missão planejar, gerenciar, controlar e executar as atividades relacionadas com a cartografia aeronáutica, informações aeronáuticas, elaboração de procedimentos de navegação aérea e concepção de espaço aéreo. A comitiva do DECEA visitou as instalações da Organização, como áreas administrativa, técnica e operacional.

“O ICA está muito bem preparado para o futuro e eu espero que os nossos Subdepartamentos de Operações e Técnico saibam explorar bem e conduzir os trabalhos em prol de fazer crescer ainda mais esta unidade”, disse o Vice-Diretor do DECEA, Major-Brigadeiro Engenheiro Alexandre Arthur Massena Javoski.

Após a visita às instalações, foi constatado que o ICA não possui nenhuma ação pendente ou em não conformidade com os padrões requisitados pelos inspetores do DECEA. Além disso, foram apresentados alguns números relacionados à unidade, como por exemplo, o número de cartas de rota e aéreas produzidas por ano. Em 2025, a produção já ultrapassou o ano de 2024.

Fonte: Fab

BAIST publica três novos guias para aprimorar a segurança operacional em aeródromos

O Grupo Brasileiro de Segurança Operacional de Infraestrutura Aeroportuária (BAIST) publicou, no portal da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), três novos trabalhos técnicos voltados ao fortalecimento da Segurança Operacional no setor aeroportuário, abrangendo temas de relevância para a aviação civil brasileira. 

Os novos trabalhos são: 

  • Boas Práticas para Aeródromos voltados para Aviação Geral – o objetivo deste guia é orientar os operadores de aeródromos voltados para a aviação geral (Classe I e II) sobre ações não obrigatórias previstas no Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 153 que podem ser adotadas visando à melhoria contínua da Segurança Operacional; 

Grupo Brasileiro de Segurança Operacional de Infraestrutura Aeroportuária (BAIST) 

O BAIST é um comitê composto por representantes dos provedores de serviço de aviação civil (PSAC) e outros órgãos que possuam a capacidade de propor e promover melhorias na segurança operacional dos aeroportos brasileiros, com profissionais dedicados à melhoria da segurança operacional da aviação civil no país. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Confira as orientações da Anac sobre o transporte de líquidos em voos internacionais

Exigência de embalagem específica para acondicionar itens na bagagem de mão vale desde 2019, com o objetivo de garantir a segurança de passageiros


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) esclarece que as regras para o transporte de líquidos em bagagem de mão nos voos internacionais estão vigentes desde 2019, por meio da Resolução nº 515, e não houve mudança normativa em relação aos procedimentos de inspeção de embarque desses itens levados por passageiros. 

A exigência de embalagens específicas para o transporte de líquidos em voos internacionais é um padrão mundialmente existente, adotado pelo Brasil e demais países signatários da Convenção de Chicago, com processos auditados internacionalmente pela Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci). 

No Brasil, esse padrão é definido pela Resolução Anac 515/2019, que traz as seguintes orientações:  

  • todos os líquidos devem ser conduzidos em frascos com capacidade de até 100 ml; 
  • líquidos conduzidos em frascos com volume acima de 100 ml não podem ser transportados, mesmo se o frasco estiver parcialmente cheio; 
  • todos os frascos devem ser colocados em uma embalagem plástica transparente, que possa ser fechada, contendo capacidade máxima de 1 litro, e devem estar dispostos com folga dentro da embalagem fechada;  
  • a embalagem plástica deverá ser apresentada para inspeção visual no ponto de inspeção de embarque de passageiros, sendo permitida somente uma embalagem plástica por passageiro. 

A embalagem tipo zip lock é uma boa prática aceita pelos aeroportos, mas não é obrigatória, considerando que a norma exige somente que a embalagem plástica possa ser fechada. O passageiro que apresentar produtos líquidos em desacordo com a regra de segurança estabelecida poderá procurar a companhia aérea e despachar esses itens, caso não possa regularizar o acondicionamento dos produtos no momento da inspeção. 

O objetivo dessas regras e do procedimento de inspeção é prevenir atos de interferência ilícita na aviação civil e garantir a segurança de todas as pessoas nos aeroportos e nas aeronaves, evitando que armas, explosivos, artefatos ou agentes químicos, biológicos, radioativos e nucleares, ou substâncias e materiais proibidos, entrem nas áreas restritas de segurança ou a bordo dos aviões. 

Modernização de equipamentos de segurança em Guarulhos (SP) 

A inspeção de segurança realizada nos voos internacionais do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) agora conta com equipamentos de última geração. Os aparelhos estão sendo instalados no terminal 3 e foram doados pelo governo dos Estados Unidos, por meio da agência de segurança de transportes daquele país, a Transportation Security Administration (TSA), após um memorando de entendimentos firmado em 2023 entre a TSA e a GRU Airport, sob supervisão e apoio da Anac e da Secretaria de Aviação Civil (SAC) do Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor). 

As equipes de segurança do aeroporto estão passando por treinamentos específicos, com acompanhamento presencial de profissionais da TSA e da Anac. A operação dos aparelhos, que ocorre de forma gradual, deve elevar os padrões de triagem e o nível de segurança no aeroporto. 

Fonte: Anac

Brasil e Nigéria fortalecem parceria com foco em aviação, agronegócio e saúde

Em um evento de alto nível no Sebrae, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, celebrou o aprofundamento das relações entre Brasil e Nigéria, destacando a diversidade de possibilidades para investimentos e comércio bilateral. O encontro ocorreu durante a visita do presidente da Nigéria, Bola Tinubu, ao Brasil.

A visita retribui a missão brasileira a Abuja em junho, liderada por Alckmin a pedido do presidente Lula. O vice-presidente ressaltou o sucesso das conversas entre os dois governos, que culminaram na assinatura de importantes acordos e na abertura de novas frentes de cooperação.

De acordo com Alckmin, a visita resultou em “boas notícias por terra, mar e ar”, ao citar as parcerias em agropecuária, aviação, transição energética e saúde.

“Temos aí uma avenida de possibilidades de trabalho, investimentos e comércio exterior”, afirmou Alckmin. “São dois países irmãos. A Nigéria, uma das maiores economias do continente africano, e o Brasil, a maior da América Latina. Vamos superar o Oceano Atlântico e trabalhar muito juntos em benefício das nossas populações, pois o desenvolvimento é o novo nome da paz”.

Alckmin também comemorou o crescimento de 20% no comércio exterior entre Brasil e Nigéria no último ano, ressaltando que a tendência é de uma aceleração ainda mais forte. O evento contou com a presença de autoridades como o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o presidente do Sebrae, Décio Lima, o secretário executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, e uma delegação de ministros e empresários nigerianos.

De manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o presidente nigeriano. Durante o encontro, foram anunciados novos acordos em áreas estratégicas e reafirmada a disposição dos dois países em ampliar o intercâmbio econômico, político, cultural e tecnológico.

De acordo com Lula, a visita de Tinubu simboliza um marco para a retomada da cooperação entre os dois países. “Na última década, o intercâmbio entre Brasil e Nigéria diminuiu drasticamente. De 10 bilhões de dólares em 2014, passamos a 2 bilhões de dólares em 2024. Não foi por acaso. Nos últimos governos, o Brasil se distanciou da África. Duas das maiores economias da América Latina e da África deveriam ter um intercâmbio muito maior”, afirmou

Fonte: Gov.br

Oportunidade Sustentável: o Potencial do Brasil na Produção de Combustíveis Sustentáveis Para a Aviação

A transição para uma aviação mais sustentável é um dos maiores desafios enfrentados pela indústria aérea global. Com a meta de zerar as emissões líquidas de carbono até 2050, as empresas aéreas precisam adotar soluções inovadoras e diversificadas para reduzir suas pegadas de carbono, garantir competitividade e cumprir seus compromissos ambientais. Nesse contexto, o combustível de aviação sustentável (Sustainable Aviation Fuel – SAF) surge como uma alternativa promissora para substituir os combustíveis fósseis e reduzir as emissões de CO2 em até 80% ao longo do ciclo de vida do combustível. O Brasil, com sua vasta disponibilidade de biomassa e experiência consolidada em biocombustíveis, tem o potencial para se tornar um dos principais fornecedores globais de SAF, liderando a transição energética na aviação.

A adoção do SAF enfrenta uma série de desafios técnicos, econômicos e regulatórios. Produzir SAF em escala comercial requer investimentos substanciais em infraestrutura e inovação tecnológica. Do ponto de vista econômico, o custo do SAF é atualmente de 2 a 5 vezes superior ao do combustível fóssil convencional, sem contar custos decorrentes dos desafios logísticos de produção e distribuição. Além disso, a produção de SAF depende de matérias-primas sustentáveis, como resíduos agrícolas e industriais, óleos residuais e culturas energéticas não concorrentes com a produção de alimentos, o que exige uma cadeia de suprimentos bem estruturada e logística eficiente.

Outro desafio é a criação de um marco regulatório claro e consistente, que ofereça segurança jurídica e incentivos fiscais para atrair investidores e acelerar a adoção do SAF. No caso do Brasil, apesar do grande potencial para a produção de SAF, a ausência de políticas públicas robustas e a complexidade dos processos de certificação podem limitar o crescimento deste mercado.

Apesar dos desafios, o Brasil possui vantagens competitivas significativas para se destacar na produção de SAF. O país é líder global na produção de biocombustíveis e possui vasta experiência na cadeia produtiva do etanol e do biodiesel. Estudos indicam que o Brasil pode responder por até 60% do total de SAF produzido na América Latina, graças à abundância de biomassa disponível e ao uso eficiente de terras agrícolas. Para transformar esse potencial em realidade, será necessário desenvolver políticas públicas que promovam a inovação tecnológica, reduzam os custos de produção e garantam a competitividade do SAF no mercado global. Investimentos em infraestrutura de produção, armazenamento e distribuição de SAF, além de incentivos à pesquisa e desenvolvimento de novas matérias-primas, são fundamentais para consolidar o Brasil como líder global neste mercado emergente.

A transição para uma aviação mais sustentável não é apenas uma questão ambiental, mas também uma oportunidade econômica para o Brasil. Ao investir na produção de SAF, o país pode se posicionar como líder global em energia limpa, gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento econômico, ao mesmo tempo em que contribui para a redução das emissões globais de carbono. Para isso, é essencial que governo, indústria e sociedade trabalhem juntos para superar os desafios técnicos e regulatórios, criando um ambiente favorável para a inovação e o crescimento sustentável.

Fonte: Estadão

Inovação e crescimento da aviação agrícola brasileira foram destaques no Congresso AvAg 202

Edição realizada em Mato Grosso teve leilão inédito, foco em sustentabilidade e avanços tecnológicos como IA, drones e nanotecnologia


Com o tema “Um olhar para o futuro”, a edição 2025 do Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (AvAg) reforçou o protagonismo do setor no agronegócio nacional. Promovido pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), o evento foi realizado de 19 a 21 de agosto no aeroporto executivo de Santo Antônio de Leverger, em Mato Grosso, e reuniu produtores, pilotos, pesquisadores, autoridades e empresas em torno de debates sobre inovação, sustentabilidade e segurança operacional. 

A cerimônia de abertura oficial contou com a presença do diretor da Anac, Luiz Ricardo Nascimento, que destacou a relevância da aviação agrícola para o país. Em sua fala, o diretor indicou que o Brasil tem a segunda maior frota do mundo e ressaltou o papel estratégico de milhares de profissionais e centenas de empresas que geram riqueza, garantem segurança alimentar e movimentam a economia. 

A presença da Agência também se estendeu à programação técnica do congresso. O especialista em Regulação da Aviação Civil, Flávio Oliveira, participou do painel realizado em parceria com a fabricante Air Tractor. Nele foram esclarecidos ao público os métodos de cumprimento das Diretrizes de Aeronavegabilidade, que exigem a realização de inspeções periódicas e outras intervenções nas longarinas das aeronaves modelos Air Tractor que operam no Brasil. Oliveira ressaltou que esses procedimentos visam identificar trincas e outros danos, que podem comprometer a resistência das longarinas. “Caso esses procedimentos não sejam cumpridos, a propagação das trincas pode levar à falha estrutural das longarinas, resultando no desprendimento das asas e perda de controle da aeronave”, alertou.  

Além disso, servidores da Agência acompanharam o lançamento da Associação das Mulheres da Aviação Agrícola (Amag), que reuniu profissionais em dois painéis e momento de confraternização. A especialista em Regulação de Aviação Civil, Melina Zaban, integrou a roda de conversa “Mulheres que Voam Alto – Liderança, Inovação e Protagonismo na Aviação Agrícola”, contribuindo para as reflexões sobre conscientização e promoção da participação feminina no setor.   

A presidente do Sindag, Hoana Almeida, ressaltou a importância da participação da Agência em eventos como o AvAg: “Esse diálogo próximo permite construir juntos o que é melhor para o desenvolvimento do setor e para que nossa legislação esteja cada vez mais alinhada com a realidade. O resultado é um operador mais consciente da importância da segurança e da responsabilidade civil e ambiental que a aviação agrícola carrega”. 

Segundo Bruna Zanoni, da Zanoni Equipamentos, a aproximação com a Anac foi determinante para o avanço de processos de certificação. “Quando conhecemos de perto os servidores, entendemos que a Anac não está ali para dificultar, mas para apoiar e orientar. Percebemos que muito do que buscávamos em consultorias estava disponível no próprio site da Agência e, a partir dessa troca, conseguimos conduzir sozinhos nossos processos até a certificação final.” Para ela, a experiência mostra que a busca pelo contato direto com a Anac é o caminho para que empresas do setor compreendam melhor os requisitos regulatórios e alcancem resultados com mais eficiência. 

A programação do congresso foi marcada pela troca de conhecimento, com painéis técnicos, minicursos, feira de negócios, congresso científico e demonstrações de aeronaves. Além disso, foi realizado o primeiro leilão oficial da aviação agrícola no Brasil, que destinou recursos ao Fundo de Defesa da Aviação Agrícola. Também ganharam destaque as discussões sobre novas tecnologias, como o uso de inteligência artificial, drones e nanotecnologia na agricultura, além da premiação dos melhores trabalhos acadêmicos voltados ao setor. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Antigo aeroporto de Natal será transformado em um Parque Tecnológico com parceria público-privada

A Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) e a Prefeitura de Parnamirim firmaram uma parceria para a criação do Parque Tecnológico Parnamirim Aeroporto Digital. Na quinta-feira, 14 de agosto, o presidente da FIERN, Roberto Serquiz, recebeu a prefeita Nilda Cruz e secretários municipais na Casa da Indústria para discutir o projeto, que visa transformar o antigo Aeroporto Internacional Augusto Severo em um polo de inovação.

Roberto Serquiz destacou que o Sistema FIERN possui muito a contribuir com a iniciativa. “Temos diversos projetos e atividades com ligação direta ao mundo digital, especialmente em um momento de transição da indústria 4.0 para a 5.0, incorporando inteligência artificial e aproveitando o potencial dessas tecnologias no projeto,” afirmou.

O presidente da FIERN ressaltou o trabalho do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias para a indústria, assim como as iniciativas do SESI-RN em robótica educacional.

“A proposta do parque tecnológico está dentro do nosso escopo de missão; portanto, aceitamos o convite e vamos participar deste trabalho preliminar de planejamento, sempre visando o que realmente beneficie e promova nossa indústria,” completou.

A prefeita Nilda Cruz enfatizou a importância da parceria com a FIERN para o sucesso do projeto. “Foi uma reunião muito importante, um pontapé inicial para fortalecer a colaboração com a Federação das Indústrias, aliando tecnologia a ideias inovadoras e empreendimentos que impulsionem a geração de emprego e renda na nossa cidade,” disse.

Kelps Lima, secretário de Planejamento de Parnamirim, explicou que o projeto ainda está em fase de planejamento e que a expectativa da prefeitura é reunir diversos parceiros para enriquecer o desenvolvimento das iniciativas. “Nosso objetivo é formatar o projeto, criar um grupo de trabalho para conhecer outros parques semelhantes e consolidar um plano de negócios,” afirmou.

Em maio, a Prefeitura de Parnamirim e a Aeronáutica assinaram uma parceria para a criação do parque tecnológico, com o intuito de reunir startups, centros de pesquisa, empresas de tecnologia e instituições de ensino, com ênfase em soluções ligadas à área aeronáutica, aproveitando a vocação histórica do município.

O encontro contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o diretor 1º tesoureiro da FIERN, Djalma Júnior; o diretor 2º tesoureiro, Airton Torres; o diretor 2º secretário, Etelvino Patrício; a coordenadora de Relações Institucionais da FIERN, Ana Adalgisa Dias; a superintendente do SESI-RN, Danielle Mafra; a secretária de Educação de Parnamirim, Eliza Brito; e o ex-presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Moura.

Fonte: Aeroin