Força Aérea Brasileira lança paraquedistas do KC-390 a grande altitude pela primeira vez

O voo eleva a capacidade operacional da aeronave KC-390 Millennium e exige uso de equipamento específico para garantir segurança em altitude extrema


O Salto Livre foi a modalidade usada na quinta-feira (29/05) para realizar a demonstração operacional do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento, o Para-Sar, da Força Aérea Brasileira (FAB) e das Brigadas de Infantaria (Bda Inf) do Exército Brasileiro (EB). Em um feito inédito, os paraquedistas foram lançados das aeronaves KC-390 Millennium a partir de uma altitude de mais de 12.000 pés (aproximadamente 3.650 metros), reforçando o preparo, a tecnologia e a versatilidade operacional da FAB em cenários de alta complexidade.

O salto, coordenado por militares altamente treinados, simboliza não apenas um avanço tático, mas também a ampliação das capacidades de infiltração aérea em operações reais. Operar em altitudes elevadas exige planejamento rigoroso e protocolos específicos, entre eles, o uso obrigatório de máscara de oxigênio.

“A emoção de realizar o primeiro salto a partir da aeronave KC-390, acima de 12 mil pés, é algo único. Trata-se de um salto mais complexo, diferente do que estamos acostumados, por ser feito em grande altitude e exigir o uso de oxigênio suplementar. Esse tipo de lançamento é essencial em operações de infiltração, pois permite que a aeronave voe em níveis elevados, reduzindo a chance de ser avistada, e possibilita que as tropas cheguem ao terreno de forma discreta”, relatou um dos militares do Para-Sar.

“Em voos de grande altitude, é fundamental o uso de oxigênio suplementar por meio da máscara de oxigênio. Isso porque, quanto maior a altitude, menor a pressão atmosférica o que reduz a disponibilidade de oxigênio no ar e aumenta o risco de hipóxia, condição que pode comprometer as capacidades físicas e cognitivas dos ocupantes da aeronave”, explicou a médica do Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1º/1º GT) – Esquadrão Gordo -, Capitão Médica Aline Zandomeneghe Pereira Franco.

Em operações de lançamento de paraquedista, o papel do piloto vai além de conduzir o avião. É ele quem garante a estabilidade do voo, segue a rota traçada com precisão e monitora variáveis como altitude, velocidade e clima. Toda essa atenção aos detalhes é essencial para que os militares saltem no ponto certo, com segurança e dentro do tempo previsto.

O Piloto do Esquadrão Gordo, Capitão Aviador Arthur Corrêa Lima de Araújo, comentou sobre o uso da máscara de oxigênio para este tipo de missão. “A importância desse tipo de voo está justamente no uso do oxigênio suplementar, que permite operar em altitudes mais elevadas. Com isso, é possível realizar lançamentos de paraquedistas em níveis que, sem o auxílio do oxigênio, não seriam viáveis. Essa capacidade representa uma vantagem tática para a Aviação de Transporte, pois possibilita o lançamento de tropas em áreas hostis, reduzindo a chance de avistamento da aeronave, graças à maior altitude de voo”, finalizou.

Fonte: FAB

Dia da Aviação Inclusiva reunirá até 60 participantes em evento sobre acessibilidade e formação de pilotos com deficiência

Cinco pessoas com deficiência foram sorteadas e farão um voo de incentivo em uma aeronave adaptada para pilotos com deficiência nos membros inferiores


o próximo dia 11 de junho, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realiza seu primeiro evento voltado exclusivamente à inclusão de pessoas com deficiência na aviação, em Campinas (SP). A iniciativa faz parte do projeto Voar é para Todos, integrante do programa Asas para Todos, e tem como objetivo apresentar as possibilidades de formação de pilotos com deficiência física gerada por impedimentos nos membros inferiores, além de promover um ambiente de aprendizado, troca de experiências e vivência prática no setor aéreo. 

Entre os destaques do evento, está a oportunidade para cinco pessoas com deficiência, previamente sorteadas, realizarem um voo de incentivo, como passageiras, em uma aeronave leve esportiva adaptada, projetada para atender pilotos com mobilidade reduzida nos membros inferiores. 

A programação contempla palestras, relatos inspiradores e atividades práticas, como demonstrações em simuladores e apresentação de aeronave adaptada. O evento começa às 9h, com a abertura oficial conduzida pelo diretor da Anac, Luiz Ricardo Nascimento, e participação do idealizador do projeto Voar é para Todos, Fábio Castro, além dos representantes da Escola Safe, que é parceira na iniciativa, Julia Sillman, José Ramos e os comandantes Luiz Arantes e Ivan Carvalho. 

Na sequência, o tema Inclusão e Impacto Social na Aviação será abordado em uma apresentação conduzida por um representante da Azul Linhas Aéreas, companhia parceira do projeto, reforçando o compromisso do setor com a diversidade e a acessibilidade. 

Ao longo do dia, o público poderá conhecer mais sobre o funcionamento do projeto Voar é para Todos, os desafios enfrentados por pessoas com deficiência no processo de formação de pilotos e as adaptações necessárias tanto em aeronaves quanto no ambiente de ensino. 

Um dos momentos mais aguardados será a apresentação da aeronave adaptada Montaer MC-01, conduzida pelo piloto Ricardo Costa e pelo fabricante Bruno de Oliveira, que explicarão como o modelo foi desenvolvido para atender às necessidades de pilotos com mobilidade reduzida. 

O evento também contará com uma participação internacional. O piloto Paolo Pocobelli, da associação italiana Alli per Tutti, que compartilhará sua trajetória na aviação inclusiva na Europa, destacando como a inclusão é um movimento crescente e global. A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (Easa) também é uma parceira nesta iniciativa. 

Além das palestras e relatos, os participantes acompanharão, ao longo do dia, atividades práticas como voos de incentivo, briefings de voo e sessões no simulador de voo AATD, proporcionando uma experiência imersiva e enriquecedora às pessoas com deficiência selecionadas no sorteio ao vivo realizado no dia 21 de maio

O encerramento está previsto para às 17h, consolidando o compromisso da Anac em promover uma aviação mais acessível, diversa e inclusiva. 

Confira a programação completa do evento e todas as etapas da seleção.

SERVIÇO 

Evento Dia da Aviação Inclusiva  
Data: 11 de junho de 2025.  
Horário: 9h às 17h. 
Local: Hangar da Safe Escola de Aviação. 
Endereço: Rua Sylvia da Silva Braga, 415 – Hangar 39 – Jardim Santa Mônica. 
Campinas (SP). CEP: 13082-105. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Combustível verde de aviação deve ter salto em 2025, mas uso pelas aéreas ficará abaixo de 1%

Apesar do aumento previsto, Associação Internacional de Transporte Aéreo avalia que deficiências políticas colocam em risco a produção do combustível sustentável


A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) projeta produção de 2,5 bilhões de litros de combustível sustentável de aviação (SAF) em 2025. Apesar de ser o dobro do produzido ano passado, o número representa apenas 0,7% do consumo total de combustível pelas companhias aéreas. A estimativa é levemente menor do que a apresentada inicialmente pela entidade em dezembro de 2024, que era de 2,7 bilhões de litros para este ano.

“Mesmo essa quantidade relativamente pequena adicionará US$ 4,4 bilhões globalmente à conta de gastos com combustível. O ritmo do progresso no aumento da produção e no ganho de eficiência para reduzir custos deve acelerar”, afirmou o diretor-geral da Iata, Willie Walsh.

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A projeção foi apresentada pela associação durante a 81ª Assembleia Geral Anual (AGM) e da Cúpula Mundial do Transporte Aéreo realizada nos próximos dias pela Iata na Índia.


Deficiências políticas

Apesar do aumento previsto para a produção de SAF, a associação avalia que deficiências políticas colocam em risco a produção do combustível sustentável de aviação. A entidade destaca o aumento no preço do SAF diante das regulamentações e metas estipuladas, conhecidas como mandatos, principalmente na Europa.

Atualmente a maior parte do SAF está sendo destinada à Europa, onde os mandatos da União Europeia e do Reino Unido entraram em vigor em 1º de janeiro de 2025. Enquanto isso, custo do combustível sustentável para as companhias aéreas duplicou na Europa devido às taxas de conformidade cobradas pelos produtores ou fornecedores de SAF.

Para o esperado milhão de toneladas de SAF que serão adquiridas para cumprir os mandatos europeus em 2025, o custo esperado a preços de mercado atuais é de US$ 1,2 mil bilhão. Estima-se que as taxas de conformidade adicionem US$ 1,7 bilhão aos preços de mercado — um montante que poderia ter reduzido as emissões de carbono em 3,5 milhões de toneladas.

Nesse cenário, a Iata considera que em vez de promover a utilização do SAF, os mandatos europeus para o uso do combustível o tornaram cinco vezes mais caro do que o combustível de aviação convencional.

Para o diretor-geral da associação, Willie Walsh, isso indica o problema da implementação de mandatos antes que haja condições de mercado suficientes e salvaguardas contra práticas irracionais que elevam o custo da descarbonização. “Aumentar o custo da transição energética, já estimado em impressionantes US$ 4,7 trilhões, não deve ser o objetivo nem o resultado das políticas de descarbonização. A Europa precisa perceber que sua abordagem não está funcionando e encontrar outra saída”, afirma.

Fonte: https://www.terra.com.br/economia/combustivel-verde-de-aviacao-deve-ter-salto-em-2025-mas-uso-pelas-aereas-ficara-abaixo-de-1,98eef83e9b9142f4398949d5e9407bc13g124uic.html?utm_source=clipboard

Cientistas russos desenvolvem algoritmo para combater o gelo nas asas de aeronaves

Uma equipe de cientistas da Universidade Politécnica de Tomsk (TPU) e do Instituto de Termofísica da Filial Siberiana da Academia Russa de Ciências criou um modelo físico e matemático inovador que permite calcular a distância de deslizamento de gotas de água quando elas colidem com uma superfície repelente de água inclinada.

Essa pesquisa promete contribuir para o desenvolvimento de novos compostos e revestimentos anti-gelo, com aplicações potenciais na construção de aeronaves, turbinas eólicas e trens de alta velocidade.

O serviço de imprensa da TPU destacou que o congelamento é um problema premente na indústria da aviação. A acumulação de gelo nas superfícies das asas das aeronaves e nas lâminas das turbinas eólicas reduz a eficiência aerodinâmica.

Uma das estratégias para prevenir a formação de gelo em componentes de aeronaves é a criação de superfícies superhidrofóbicas. Esse efeito repelente à água é obtido por meio de rugosidades micro e nano, além da aplicação de diversas composições químicas.

“Os cientistas desenvolveram um modelo físico e matemático que permite calcular de forma rápida e precisa o comprimento de deslizamento de uma gota de água antes de ela rebater após atingir uma superfície repelente de água inclinada. A abordagem desenvolvida é de grande importância prática para tecnologias de produção e operação de revestimentos autolimpantes, anti-gelo, antifouling e repelentes de água em diversas indústrias”, afirmou o comunicado.

Durante o estudo, os físicos propuseram uma abordagem única para modelar o diâmetro máximo da propagação das gotas de água, considerando a penetração do líquido nas inhomogeneidades micro-dimensionais das texturas superficiais.

Além disso, os cientistas demonstraram que o modelo permite utilizar os valores previstos do diâmetro máximo de propagação ao simular o deslizamento de uma gota até o momento do rebote, com uma margem de erro de 10 a 20%.

Atualmente, a equipe continua a trabalhar em um modelo físico e matemático que leve em conta ainda mais fatores que influenciam a previsão do comportamento das gotas de líquido.

Por exemplo, a velocidade de colisão das gotas de água com a superfície repelente foi aumentada para 20 m/s, utilizando um túnel aerohidrodinâmico de tipo aberto, que simula cenários reais de colisão de gotas com estruturas funcionais, como precipitações em lâminas de turbinas eólicas e componentes de aeronaves.

O novo estudo também considera regimes de temperatura naturais, com os pesquisadores começando a resfriar a superfície de impacto e a dosar a água a temperaturas baixas, como ocorre na natureza.

A pesquisa foi apoiada por uma bolsa da Fundação Russa de Ciência e contou com a participação de colaboradores e estudantes do Centro Científico e Educacional I. N. Butakov, da Escola de Engenharia de Energia da TPU, do Instituto Kutateladze de Termofísica da Filial Siberiana da Academia Russa de Ciências e da Universidade Estadual de Novosibirsk. Os resultados do estudo foram publicados no International Journal of Multiphase Flow, um periódico de alto impacto.

Fonte: Aeroin

CNT participa do prêmio Aviação + Brasil, que homenageia destaques da aviação nacional

Premiação destaca inovação, acessibilidade e pontualidade em aeroportos e companhias aéreas, além da resiliência do transporte aéreo nacional


Autoridades e representantes do setor de transporte se reuniram em Brasília, nessa terça-feira (27), para a décima edição do prêmio Aviação + Brasil. Promovida pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, a Anac e o grupo Brasil Export, a premiação reconheceu os aeroportos e as companhias aéreas que mais se destacaram na prestação de serviços em 2024.

Além dos reconhecimentos tradicionais, a edição deste ano homenageou iniciativas voltadas à inovação, acessibilidade e superação de desafios, com a criação do inédito Prêmio Resiliência.

O presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, esteve presente no evento e ressaltou a importância de investir continuamente em qualidade e inovação no setor aéreo. “O evento é, acima de tudo, uma celebração do progresso, da inovação e do compromisso com a excelência que move companhias aéreas, aeroportos e todos os profissionais que fazem parte dessa cadeia tão essencial. O segmento aéreo tem papel estratégico na mobilidade e na competitividade do nosso país. Por isso, é fundamental que continuemos investindo em qualidade, segurança e eficiência, sem deixarmos de lado o cuidado com os passageiros e com a sustentabilidade”, afirmou Vander Costa. A cerimônia também contou com a participação do diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza.

Confira os premiados da décima edição do prêmio Aviação + Brasil:

  • Prêmio Resiliência – Aeroporto Salgado Filho (Porto Alegre)
  • Prêmio Inovação e Sustentabilidade (Empresa Aérea) – implantação da rampa de acesso à aeronave Gol Linhas Aéreas
  • Prêmio Inovação e Sustentabilidade (Operador Portuário) – planejamento e uso de dados para melhorar a eficiência do atendimento da empresa Aena
  • Prêmio Voa Brasil – Gol Linhas Aéreas
  • Melhor Aeroporto Regional do Sudeste – Aeroporto de Uberlândia (MG)
  • Melhor Aeroporto Regional do Sul – Aeroporto de Cascavel (PR)
  • Melhor Aeroporto Regional do Centro-Oeste/Norte – Aeroporto de Sinop (MT)
  • Melhor Aeroporto Regional do Nordeste – Aeroporto de Campina Grande (PB)
  • Aeroporto Regional Mais Brasil – Aeroporto de Cascavel (PR)
  • Aeroporto Mais Pontual com até 5 milhões de passageiros – Aeroporto de Maceió (AL)
  • Aeroporto Mais Pontual entre 5 milhões e 10 milhões de passageiros – Aeroporto do Recife (PE)
  • Aeroporto Mais Pontual com mais de 10 milhões de passageiros – Aeroporto de Brasília (DF)
  • Empresa Aérea Mais Pontual – Latam Airlines Brasil
  • Melhor Aeroporto com até 5 milhões de passageiros – Aeroporto de Florianópolis (SC)
  • Melhor Aeroporto entre 5 milhões e 10 milhões de passageiros – Aeroporto de Curitiba (PR)
  • Melhor Aeroporto com mais de 10 milhões de passageiros – Aeroporto de Campinas (SP)
  • Empresa Aérea Mais Brasil – Azul Linhas Aéreas
  • Aeroporto Mais Brasil – Aeroporto de Florianópolis (SC)

Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos

Célula de combustível de sódio pode viabilizar aviões elétricos

É ainda apenas uma versão de pequena escala funcionando no laboratório, mas esta pequena célula de combustível já mostrou potencial para viabilizar a eletrificação da aviação, fazendo decolar os aviões elétricos de grande porte.

As baterias estão próximas do limite teórico de energia que conseguem armazenar para um determinado peso, um obstáculo sério para a inovação energética e a busca por novas maneiras de alimentar aviões, trens e navios.

Em vez de uma bateria, o novo conceito envolve um tipo de célula de combustível, que é semelhante a uma bateria, mas que pode ser reabastecida rapidamente, em vez de recarregada. Você pode compará-la a uma “bateria de encher o tanque”, mas neste caso o combustível é sódio metálico em solução, um produto barato e amplamente disponível.

Além disso, com o sódio de um lado, o outro lado da célula é apenas o ar atmosférico, que funciona como fonte de átomos de oxigênio. Entre eles, uma camada de uma cerâmica sólida serve como eletrólito, permitindo a passagem dos íons de sódio, enquanto um eletrodo poroso voltado para o ar ajuda o sódio a reagir quimicamente com o oxigênio e produzir eletricidade.

Em uma série de experimentos com dois protótipos do dispositivo, os pesquisadores demonstraram que esta célula pode transportar mais de três vezes mais energia por unidade de peso do que as baterias de íons de lítio usadas em praticamente todos os veículos elétricos atualmente.

“Esperamos que as pessoas achem que esta é uma ideia totalmente maluca,” disse o professor Yet-Ming Chiang, do MIT, nos EUA. “Se não achassem, eu ficaria um pouco decepcionado, porque se as pessoas não acharem algo totalmente maluco logo de cara, provavelmente não será tão revolucionário.”

Célula de combustível de sódio pode viabilizar aviação elétrica

Princípio de funcionamento da célula a combustível de sódio.
[Imagem: Karen Sugano et al. – 10.1016/j.joule.2025.101962]

Eletrificação da aviação

Usando o mesmo conceito eletroquímico básico de uma bateria, apenas empregando-o em uma célula de combustível, a equipe conseguiu obter as vantagens da alta densidade energética de forma prática. Ao contrário de uma bateria, cujos materiais são montados uma única vez e selados em um recipiente, com uma célula de combustível os materiais transportadores de energia entram e saem.

A equipe construiu duas versões da célula de combustível, ambas protótipos em escala de laboratório. Em uma delas, chamada célula H, dois tubos de vidro verticais são conectados por um tubo central contendo um eletrólito cerâmico sólido e um eletrodo de ar poroso. O sódio metálico preenche o tubo de um lado e o ar flui pelo outro, fornecendo o oxigênio para a reação eletroquímica no centro, que acaba consumindo gradualmente o sódio combustível.

O outro protótipo utiliza um design horizontal, com uma bandeja de eletrólito contendo o sódio combustível. O eletrodo de ar poroso, que facilita a reação, é fixado na parte inferior da bandeja.

Testes usando um fluxo de ar com um nível de umidade cuidadosamente controlado produziram um nível de quase 1.700 watts-hora por quilograma no nível de uma “pilha” individual, o que se traduziria em mais de 1.000 watts-hora no nível do sistema completo, disse Chiang.

“O limite realmente necessário para uma aviação elétrica realista é de cerca de 1.000 watts-hora por quilograma,” comparou o pesquisador. As baterias de íons de lítio dos veículos elétricos atuais chegam a cerca de 300 watts-hora por quilograma, ainda longe do necessário para os aviões. Mesmo com 1.000 watts-hora por quilograma, disse Chiang, as baterias não seriam suficientes para permitir voos transcontinentais ou transatlânticos.

A tecnologia também pode ser um facilitador para outros setores, incluindo o transporte marítimo e ferroviário. “Todos eles exigem altíssima densidade energética e baixo custo. E foi isso que nos atraiu para o sódio metálico,” disse Chiang.

Célula de combustível de sódio pode viabilizar aviação elétrica

A equipe defende um ecossistema de células de combustível de sódio-ar para a eletrificação da aviação, ferrovias e transporte marítimo
[Imagem: Karen Sugano et al. – 10.1016/j.joule.2025.101962]

Vantagens

A nova célula de combustível é inerentemente mais segura do que as baterias que usam a mesma química – as baterias de sódio – porque o sódio metálico é extremamente reativo e deve ser bem protegido – assim como nas baterias de lítio, o sódio pode inflamar-se espontaneamente se exposto à umidade.

Mas nesta célula de combustível, um lado é apenas ar, “que é diluído e limitado. Então, não há dois reagentes concentrados um ao lado do outro. Se você está buscando uma densidade de energia realmente alta, é melhor ter uma célula de combustível do que uma bateria, por questões de segurança,” disse Chiang.

Como benefício adicional, o rejeito da célula a combustível é o bicarbonato de sódio, que pode até mesmo ser jogado no oceano, para ajudar a desacidificar a água, neutralizando outro dos efeitos nocivos dos gases de efeito estufa.

Embora o dispositivo até o momento exista apenas na forma de pequenos protótipos de uma única célula, Chiang afirma que o sistema deve ser bastante simples de ser ampliado para tamanhos práticos para comercialização. O entusiasmo é tamanho que a equipe já formou uma empresa, a Propel Aero, para desenvolver a tecnologia.

Bibliografia:

Artigo: Sodium-Air Fuel Cell for High Energy Density and Low-Cost Electric Power
Autores: Karen Sugano, Sunil Mair, Saahir Ganti-Agrawal, Alden S. Friesen, Kailash Raman, William H. Woodford, Shashank Sripad, Venkatasubramanian Viswanathan, Yet-Ming Chiang
Revista: Joule
DOI: 10.1016/j.joule.2025.101962

Fonte: Redação do Site Inovação Tecnológica

Prêmio Aviação + Brasil chega à 10ª edição e celebra avanços no setor aeroviário

Aeroportos e empresas aéreas que mais se destacaram em 2024 serão homenageados em seis categorias e três prêmios especiais


Ministério de Portos e Aeroportos realiza, nesta terça-feira (27), a 10ª edição do prêmio Aviação + Brasil, em Brasília. A premiação é em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e o grupo Brasil Export e visa reconhecer iniciativas, nível de pontualidade e satisfação geral dos passageiros em relação a aeroportos e companhias aéreas que atuam no país.

A cerimônia contará com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, do secretário nacional de Aviação Civil, Tomé Franca, do diretor-presidente substituto da ANAC, Roberto Honorato, além de outras autoridades e representantes do setor.

Ao todo, serão 14 premiações distribuídas em seis categorias principais e três prêmios especiais, que contemplam o desempenho operacional, a pontualidade e a satisfação dos passageiros em relação aos serviços prestados no transporte aéreo.

As categorias incluem:

  • Melhores Aeroportos Regionais (Sudeste, Sul, Nordeste, Norte/Centro-Oeste e o melhor do Brasil);
  • Melhores Aeroportos Nacionais, classificados por faixa de movimentação de passageiros (até 5 milhões; entre 5 e 10 milhões; e acima de 10 milhões);
  • Aeroportos Mais Pontuais, com a mesma divisão por porte;
  • Melhor Aeroporto do Brasil;
  • Empresa Aérea Mais Pontual;
  • Melhor Empresa Aérea do País;

Além das categorias principais, serão entregues três prêmios especiais:

  • Prêmio Inovação e Acessibilidade;
  • Prêmio Voa Brasil;
  • Prêmio Resiliência, que reconhece iniciativas de superação de desafios no setor.

Serviço

Evento: 10ª edição do Prêmio Aviação Mais Brasil
Data: Terça-feira, 27 de maio
Horário: 18h30
Local: Villa Rizza – SCES Trecho 2, Asa Sul, Brasília-DF

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

“Assédio Não Decola”: Anac e Mpor lançam guia para combater assédio e importunação sexual na aviação civil

Iniciativa tem o objetivo de orientar e combater ações de assédio nos aeroportos e aeronaves


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) realizaram nesta quarta-feira, 21 de maio, o evento “Assédio Não Decola”, com o lançamento do Guia de Combate ao Assédio e à Importunação Sexual na Aviação Civil. A iniciativa tem por objetivo principal conscientizar, prevenir e orientar companhias aéreas, trabalhadores do setor e passageiros sobre como agir diante de situações de assédio e violência sexual. 

O guia integra as ações do programa Asas para Todos, sendo um dos principais objetivos reforçar e promover a inclusão da presença feminina no setor aéreo brasileiro. O Asas Para Todos é voltado à promoção da diversidade, equidade e inclusão no setor aéreo.  

Por meio do programa, a Agência busca criar um ambiente mais seguro, acessível e respeitoso para todos os passageiros e profissionais da aviação civil, reforçando o compromisso institucional com a defesa dos direitos humanos e o enfrentamento de todas as formas de discriminação e violência. 

O evento de lançamento do guia reuniu autoridades do setor aéreo e do Governo Federal, representantes de aeroportos, companhias aéreas, associações e profissionais do setor para debater boas práticas e estratégias de enfrentamento. O guia traz orientações para atuar diante de situações de assédio e importunação sexual no ambiente da aviação civil brasileira. 

Entre os principais pontos abordados no guia estão: a definição dos conceitos de assédio e importunação sexual no contexto da aviação; orientações sobre como proceder em casos de denúncia; boas práticas para prevenção e acolhimento das vítimas; além de recomendações específicas para empresas aéreas, funcionários de aeroportos e agentes públicos.   

A campanha “Assédio Não Decola” terá continuidade com ações educativas em aeroportos de todo o país. Estão previstas a distribuição de materiais informativos, treinamentos com equipes de solo e tripulação, além da divulgação de canais seguros para denúncia.  

O guia completo está disponível gratuitamente.

Asas Para Todos 

O programa Asas para Todos busca fomentar a diversidade, a inclusão, a capacitação e a formação na aviação civil brasileira. A iniciativa busca garantir que o ambiente aeroportuário e aeronáutico seja acessível, seguro e acolhedor para todas as pessoas, independentemente de gênero, raça, orientação sexual, idade ou condição física. Entre suas frentes de atuação, estão a implementação de políticas inclusivas, a capacitação de profissionais do setor e a promoção de campanhas educativas que reforcem o respeito aos direitos humanos no transporte aéreo. 

Conheça mais sobre o Programa Asas Para Todos.  
 
Assinatura do Manifesto HeForShe 
 
O movimento HeForShe, criado pela ONU Mulheres, é uma campanha global que convida homens e meninos a se tornarem aliados na promoção da igualdade de gênero e no combate à discriminação contra mulheres e meninas. No evento realizado hoje, foi promovida a assinatura do manifesto HeForShe, reforçando o compromisso das instituições com a construção de um ambiente mais justo, equitativo e inclusivo no setor aeroportuário e portuário.

Assessoria de Comunicação Social da Anac

Anac certifica novo modelo Gulfstream G700

Brasil é o primeiro país da América Latina a autorizar a operação da aeronave


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) emitiu o Certificado de Tipo para o jato executivo GVIII-G700, da fabricante estadunidense Gulfstream. O modelo é uma versão derivada do GVI, homologado pela Agência em agosto de 2015. O processo de validação durou cerca de 15 meses, reforçando a maturidade técnica da Anac na certificação de aeronaves de última geração. Com essa aprovação, o Brasil se torna o primeiro país da América Latina a permitir a operação do G700. 

O Gulfstream G700 pertence à categoria de transporte e é equipado com dois motores posicionados na parte traseira da fuselagem. A aeronave pode acomodar até 19 passageiros e, segundo o fabricante, oferece a maior cabine e a menor altitude de cabine entre os modelos da Gulfstream. Com alcance máximo de 14.353 quilômetros e velocidade de cruzeiro de até Mach 0.935, o G700 supera seu antecessor, o GVI, em desempenho e autonomia. Outro diferencial técnico é o uso de comandos do tipo sidestick, que é um controle de voo que substitui o manche tradicional. O novo comando substitui o tradicional sistema column/wheel presente no GVI. 

No Brasil, o jato está apto a operar tanto na aviação geral quanto em táxi-aéreo, conforme os Regulamentos Brasileiros de Aviação Civil (RBAC) nº 91 e nº 135, respectivamente. 

A certificação do G700 envolveu diversas áreas técnicas da Anac, incluindo Certificação de Programas, Certificação Suplementar de Tipo para aprovação do interior da cabine, Engenharia de Produto, Engenharia de Voo e avaliação operacional. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac  

Avião da Electra surpreende ao gerar 7 vezes mais sustentação do que aeronaves convencionais

A fabricante estadunidense Electra informa que concluiu com sucesso os testes motorizados de túnel de vento para sua aeronave híbrida-elétrica EL9 Ultra Short de nove passageiros, confirmando que o design de asa soprada (a própria propulsão gerando fluxo de ar na asa) oferece a alta sustentação necessária para decolagens e pousos em distância de apenas 150 pés (46 metros). Isso é 10% da distância normalmente exigida por aeronaves convencionais do mesmo tamanho.

Utilizando um modelo em escala de 20% da asa do EL9, os testes demonstraram coeficientes de sustentação superiores a 20, o que significa sete vezes maiores que a faixa típica de 2,5 a 3 de asas não sopradas. Os resultados validam o potencial da sustentação elétrica soprada para aumentar a capacidade de levantamento da asa em baixas velocidades, permitindo operações de decolagem e pouso seguras em espaços do tamanho de campos de futebol.

Os testes também confirmam que o perfil de aproximação e pouso do EL9 atende a todos os requisitos de segurança da Parte 23 dos regulamentos da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) e margens de estol (perda de sustentação), garantindo manuseio seguro e previsível em velocidades baixas.

A fabricante explica que este design inovador abre portas para uma gama de novas capacidades para operadores comerciais e de defesa, incluindo permitir que operadores aéreos conectem comunidades que não possuem infraestrutura de aviação, voem em aeroportos com restrições rígidas de ruído, criem novas oportunidades e modelos de negócios para serviços de carga, e economizem tempo e complicações significativas para os viajantes.

Também introduz capacidades logísticas totalmente novas para militares, incluindo a capacidade de pousar em superfícies não preparadas, melhorar a segurança e reduzir custos, alimentar operações em solo e realizar transporte logístico crítico, reporta a Electra.

“Este é um marco importante na demonstração da capacidade do EL9 de decolar e pousar em espaços nunca antes possíveis para aeronaves de asa fixa”, disse Chris Courtin, Diretor de Desenvolvimento Tecnológico da Electra. “A verificação da eficácia da asa otimizada do EL9 mostra que ele é tanto transformador quanto prático. Esses resultados nos dão alta confiança em nossa capacidade de prever com precisão os impactos da sustentação elétrica soprada na aeronave, aproximando-nos de tornar realidade nossa visão de Aviação Direta.”

O Exército dos EUA colaborou com financiamento para os testes através de um contrato de Pesquisa de Inovação em Pequenas Empresas (SBIR), à medida que explora o potencial da tecnologia de asa soprada da Electra e de aeronaves híbridas-elétricas de uso dual (militar e civil) para expandir suas capacidades militares.

A empresa está refinando ainda mais o design de sua aeronave de produção EL9 com base nesses resultados e nos testes de voo e demonstrações contínuas da aeronave demonstradora EL2, avançando no desenvolvimento de um futuro mais silencioso, eficiente e sustentável para a mobilidade aérea regional.

A Electra tem mais de 2.200 pedidos prévios para o EL9 de mais de 50 operadores em todo o mundo, avaliados em mais de 10 bilhões de dólares — um dos maiores pipelines de pedidos no setor de Mobilidade Aérea Avançada. Os primeiros voos de teste estão planejados para 2027, com certificação e entrada em serviço comercial previstas para 2029, de acordo com as regulamentações da FAA Parte 23.

Informações da Electra