Avião da LATAM é evacuado em Guarulhos após fogo em veículo de esteira de bagagens

Um Airbus A320 da LATAM Brasil precisou ser evacuado na noite desta quinta-feira (04) no Aeroporto Internacional de Guarulhos após um incêndio se iniciar em um veículo de esteira de bagagem que atendia à aeronave.

O caso aconteceu no Terminal 2 do maior aeroporto do país. O incêndio ocorreu durante o processo de dembarque de passageiros e bagagens num voo que seguiria para Porto Alegre.

Um dos passageiros gravou o momento da evacuação da aeronave, afirmando que era algo grave, mas ressaltando que todos os ocupantes conseguiram sair em segurança e que ninguém se feriu.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o fogo e grande quantidade de fumaça próximo à parte inferior da aeronave no lado direito, com alguns funcionários tentando apagar o incêndio com um extintor. Em outra filmagem, é possível ver os passageiros desembarcando pelas escorregadeiras infláveis e saindo pelo pátio. Numa terceira imagem, é possível ver os bombeiros afastando o veículo esteira de bagagem, já queimada, e algumas marcas de fuligem na fuselagem do A320.

A LATAM reportou o seguinte sobre a ocorrência:

“A LATAM Airlines Brasil informa que, durante o embarque dos passageiros do voo LA3418 (São Paulo/Guarulhos–Porto Alegre), houve um princípio de incêndio em um equipamento de solo de uma empresa terceirizada, responsável pelo carregamento de cargas do voo.

A fumaça gerada pelo equipamento acionou os protocolos de segurança. Os passageiros foram retirados da aeronave pela ponte de embarque (finger) e pela escorregadeira (escape slide), todos com auxílio dos funcionários treinados para esse tipo de situação.

Não houve feridos e a situação foi rapidamente controlada.

A LATAM está oferecendo toda a assistência necessária aos clientes impactados, que serão reacomodados em outros voos.

A companhia reforça, ainda, que a segurança está no centro de todas as suas decisões e operações.”

Athalização: “A LATAM Airlines Brasil informa que já desembarcou, às 2h54 desta sexta-feira (05/12), no aeroporto de Porto Alegre, 159 passageiros do voo LA3418 (São Paulo/Guarulhos–Porto Alegre), originalmente programado para ontem (04/12). Os 10 clientes restantes viajarão em outros voos da LATAM ou por via terrestre.

Fonte: Aeroin

Da pipa chinesa à exploração espacial; Engenheiro do ITA lança obra sobre a história da aviação

A história da aviação ganha novos contornos com o lançamento de uma obra escrita por Paulo Martins Ferreira Diniz, engenheiro formado no ITA. Dividido em três volumes, o material reúne mais de mil páginas e narra, de forma acessível e detalhada, a evolução das máquinas voadoras e os avanços que moldaram o setor.

Uma jornada de 40 anos transformada em três volumes

O autor, que dedicou 37 anos de carreira à Embraer trabalhando com aerodinâmica e desempenho de aeronaves, iniciou o projeto quando sua turma do ITA comemorava 40 anos de formatura. O que seria um simples artigo para um álbum comemorativo tornou-se um livro abrangente, resultado de uma vida imersa na engenharia aeronáutica.

Dos primeiros voos à era do jato

A coleção percorre desde as pipas chinesas, balões e dirigíveis até os primeiros planadores que abriram caminho para o voo motorizado no início do século XX. O leitor acompanha como guerras impulsionaram avanços tecnológicos e como a chegada dos jatos revolucionou a aviação militar e comercial, substituindo a era das hélices por aeronaves de fuselagem larga capazes de conectar continentes.

Aviação executiva, supersônica e novas tecnologias

Os volumes tratam ainda da aviação executiva, regional e do impacto causado pelo voo supersônico. Conceitos complexos como propulsão a jato, voo hipersônico e aerodinâmica avançada são explicados de maneira clara. Paulo Martins detalha a evolução das aeronaves de decolagem vertical — de helicópteros a tiltrotors — e o surgimento dos veículos aéreos não tripulados.

O futuro sustentável do voo

Com a ampliação das pesquisas em propulsão elétrica, combustíveis alternativos e redução de emissões, a história da aviação também projeta o que podemos esperar para as próximas décadas. A obra destaca a importância da certificação aeronáutica para garantir segurança e confiabilidade em todos os avanços.

A contribuição brasileira para o mundo

A aviação brasileira ocupa espaço central, trazendo a trajetória de Bartolomeu de Gusmão, Santos Dumont, a criação do ITA, CTA e Embraer — pilares que colocaram o país no cenário internacional. Essa perspectiva reforça a relevância nacional no desenvolvimento tecnológico global.

Da aviação à exploração espacial

A narrativa se estende à Astronáutica, explicando como a humanidade saiu do ar para alcançar o espaço. Dos primeiros experimentos com pólvora aos foguetes reutilizáveis, os volumes mostram como a busca por voar mais alto impulsionou uma nova era de descobertas.

Fonte: Life Informa

Deputados criticam preço das passagens aéreas no Brasil; empresas alegam alto custo

Segundo parlamentares, três principais empresas de aviação do País operam com preços quase iguais


Deputados da Comissão de Turismo criticaram o preço das passagens aéreas praticado no Brasil. Segundo eles, além de cobrar por trechos nacionais valores próximos dos internacionais, as três principais empresas de aviação do País operam com preços “quase iguais”.

O deputado Robinson Faria (PP-RN), que propôs o debate, apresentou exemplos dos preços e disse que os valores comprometem o potencial turístico do país. “Um voo Brasília-Manaus (2h55min) está custando mais caro do que um voo internacional direto Brasília-Lisboa (9h05min)”, disse.

Ele citou estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC) que mostra que as passagens aéreas no Brasil subiram em média 118% desde o início da pandemia, podendo chegar a 328% na região Norte.

Faria também considerou “coincidência bem estranha” o fato de as tarifas das três principais aéreas serem praticamente as mesmas. “A diferença é de centavos.” Por fim, manifestou indignação com o fato de as principais companhias – Gol, Latam e Azul – não terem enviado representantes ao debate. “O representante da Abear terá a missão quase impossível de defender três companhias aéreas”, disse.

Renato Rabelo, da Abear, atribuiu o valor das tarifas a custos elevados de operação relacionados ao combustível (querosene de aviação – QAV), processos judiciais, mudanças tributárias e regulatórias.

Ele explicou que cerca de 60% dos custos do setor aéreo dependem do dólar, especialmente o querosene, que representa mais de 30% do custo total. Segundo ele, apesar de o Brasil ser autossuficiente em QAV, as empresas pagam o preço internacional pelo produto. “A gente paga como se estivesse importando o produto. E, é claro, isso acaba gerando uma distorção no preço das passagens”, observou.

Rabelo citou ainda como justificativas para os preços o grande volume de processos judiciais movidos contra as empresas no Brasil, que podem aumentar os custos em mais de R$ 1 bilhão por ano. Por fim, destacou ainda o aumento de impostos (leasing de aeronaves e IOF), além do possível aumento da carga com a entrada em vigor da reforma tributária.

Sobre a similaridade de preços entre Gol, Azul e Latam, Rabelo explicou que as companhias possuem custos fixos muito semelhantes, como “o custo do QAV, da tripulação e com manutenção de aeronaves”.

O deputado Keniston Braga (MDB-PA), que mora na região Norte, disse que o alto custo das passagens aéreas na região é um problema “quase sem fim”. Braga lembrou que a promessa de redução de custos com a cobrança pelo despacho de bagagens de 23 kg não aconteceu. “Ninguém no Brasil sentiu a redução do custo.”

Gerente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marco Antônio Porto disse que o estudo da CNC que mostra um aumento no preço das tarifas pode ter relação com o método de pesquisa utilizado. Ele informou que a tarifa média nacional nos últimos 12 meses foi de R$ 665 por trecho. “De 2002 para 2024, no final das contas, a gente teve uma diminuição de 36%”, disse, alertando que o valor não inclui taxas de embarque e bagagem.

Ele reconheceu, no entanto, que “a tarifa média não diz tudo” e que muitos passageiros pagam, de fato, preços mais altos. Marco Antônio também comentou a esperada redução das tarifas por conta da cobrança das bagagens: “A receita é pequena, apenas 1,8%”.

DA AGÊNCIA CÂMARA.

Petrobras reajusta preço do querosene de aviação em 3,8% a partir de dezembro

A Petrobras anunciou um aumento de 3,8% no preço médio do querosene de aviação (QAV) comercializado para as distribuidoras a partir desta segunda-feira (1). O reajuste representa um acréscimo de R$ 0,13 por litro em comparação com o valor praticado em novembro.

Segundo a companhia, o acumulado do ano também registra alta. Entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, o preço do QAV subiu 1,3%, o equivalente a R$ 0,05 por litro nesse intervalo.

A empresa destacou que os ajustes mensais seguem o previsto em contrato, com atualizações realizadas sempre no início de cada mês. Os preços do QAV impactam diretamente os custos operacionais das companhias aéreas, influenciando despesas de manutenção de malha e estratégias tarifárias em um setor altamente sensível às variações do combustível.

Com informações de CNN

Míssil lançado pelo caça F-39E Gripen é um dos mais letais da atualidade

Primeiro lançamento ocorreu na Base Aérea de Natal na quinta passada (27). Míssil vai além do alcance visual, pode mudar rotas e se aproxima de alvo sem emitir sinais.


O míssil Meteor, lançado pela Força Aérea Brasileira (FAB) a partir de um caça F-39E Gripen na semana passada na Base Aérea de Natal (Bant), é um dos mais letais da atualidade e o mais avançado da América do Sul, segundo a própria instituição.

Outros países que já operam com o míssil são a França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia e Índia.

https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/video/fab-divulga-novas-imagens-do-primeiro-lancamento-do-missil-meteor-pelo-caca-f-39-gripen-14139039.ghtml

O primeiro lançamento do míssil foi realizado na Bant na quinta-feira passada (27), sendo considerado um “sucesso absoluto”. (Veja mais detalhes do lançamento mais abaixo).

A fabricante do míssil participou do exercício junto com o Instituto de Aplicações Operacionais (IAOp), organização da Força Aérea Brasileira.

Segundo a FAB, o Meteor é um míssil BVR, o que significa que ele vai além do alcance visual e oferece capacidade contra alvos a longa distância, como caças, Veículos Aéreos Remotamente Pilotados (drones) e mísseis de cruzeiro, em um ambiente com maciça interferência de contramedidas eletrônicas.

Diferentemente dos mísseis convencionais, o Meteor conta com um motor “ramjet”, capaz de modular a velocidade e consumo de combustível durante o voo, acelerando na parte final, quando o alvo se encontra sem a possibilidade de escapar.

A Força Aérea Brasileira informou ainda que o míssil também conta com um link de dados bidirecional, o que permite que a aeronave de caça forneça atualizações de destino do míssil no meio do curso ou um redirecionamento, se necessário, incluindo dados de outras aeronaves.

O míssil pode, inclusive, ser lançado sem emitir sinais de seu radar até chegar mais próximo do alvo, dificultando a detecção por aeronaves adversárias, segundo a FAB.

“O míssil Meteor é o resultado de um dos mais exitosos programas de cooperação industrial da Europa em termos de defesa e, o que o torna um dos mais avançados do mundo é graças à propulsão, porque ele tem um motor Ramjet de empuxo variável, ou seja, significa que ao ser lançado, ele acelera e, ao contrário dos mísseis convencionais, pode continuar acelerando ou manter a velocidade durante toda a trajetória até o impacto com o alvo”, explicou o Executivo Regional de Vendas da MBDA para o Brasil, Ricardo Mantovani.

“Essa característica do motor do Meteor faz com que seja muito difícil o alvo escapar do míssil, então, aumenta muito a sua efetividade contra os alvos”, completou.

Segund Mantovani, o míssil tem um sistema de enlace de dados bidirecional, que permite em tempo real “que o avião pode se comunicar com o míssil, corrigir a sua trajetória e, inclusive, redirecioná-lo para outro alvo”.

Primeiro lançamento

O primeiro lançamento do míssil foi realizado na Base Aérea de Natal na quinta-feira passada (27), a partir de um caça F-39E Gripen.

Os caças Gripen F-39 estão entre os mais tecnológicos do mundo, segundo a FAB, que encomendou 36 aviões desse modelo. Os primeiros chegaram em 2020 ao país. As aeronaves podem alcançar velocidade de 2,4 mil km/h.

O disparo foi realizado contra o alvo aéreo Mirach 100/5, que simulou perfis de voo de caças, manobrando em alta velocidade e altitude, permitindo mensurar o nível de precisão alcançado pelo míssil.

Segundo a FAB, a operação ocorreu em cenário bastante desafiador, tanto para o míssil quanto para a aeronave.

“Os perfis adotados para o emprego do armamento Meteor foram selecionados por uma equipe de pilotos e técnicos extremamente treinados e especializados, para que fosse extraído o máximo desse Exercício Técnico, além de permitir uma consolidação da doutrina desenvolvida para o emprego de armamento de longo alcance pela FAB e, principalmente, pelo F-39E Gripen”, afirmou o Major Aviador Gregor Gaspar, do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) – Jaguar.

Segundo a FAB, a integração de armamentos de última geração no F-39E Gripen fortalece a capacidade de defesa aérea e de manter a soberania do espaço aéreo brasileiro em padrões mundiais.

“O lançamento foi o cenário perfeito para realizar essa transferência de tecnologia, de nós, como Força Aérea, aprender, verificar e testar como o binômio F-39 Gripen e Meteor são eficientes na guerra aérea moderna e contra qualquer tipo de vetor”, pontuou o Comandante da Bant, Brigadeiro do Ar Breno Diogenes Gonçalves.

Fonte: G1/ Fab

22 metros e 20 toneladas: conheça o foguete que o Brasil vai lançar em dezembro

O Brasil está a um passo de ingressar de vez no mercado global de lançamentos espaciais. E, como costuma acontecer em projetos desse porte, a estreia chega cercada de expectativa, avanços tecnológicos — e novos adiamentos. A Força Aérea Brasileira (FAB) e a sul-coreana Innospace remarcaram para 17 de dezembro a tentativa de lançamento do HANBIT-Nano, foguete que deve entrar para a história como o primeiro veículo espacial comercial lançado a partir de território nacional.

A chamada Operação Spaceward, agora estendida até 22 de dezembro, representa um marco para o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e, segundo integrantes do governo, um passo estratégico para transformar a base em um espaçoporto competitivo no cenário internacional.

Mas, afinal, que foguete é esse? O que ele leva? E por que essa missão importa? O Money Times destrincha os detalhes.

Um lançamento que muda o jogo para o Brasil

O HANBIT-Nano inaugura a primeira operação comercial coordenada pela FAB em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB). Pela primeira vez, satélites brasileiros e estrangeiros serão inseridos em órbita a partir de solo nacional em uma missão comercial.

O novo adiamento — o segundo desde novembro — foi motivado por ajustes técnicos, incluindo:

  • análise do processamento de sinais coletados pelo veículo;
  • testes adicionais no sistema de aviônica;
  • avaliações de desempenho do motor e dos sistemas de controle.

Segundo a FAB, esse tipo de revisão é comum em lançamentos inaugurais, nos quais cada componente precisa atingir confiabilidade máxima antes do voo.

O foguete do Brasil

O HANBIT-Nano LiMER é um lançador de dois estágios voltado ao envio de nanossatélites para órbitas baixas.

Embora compacto, o veículo integra uma categoria de lançadores que cresce rapidamente: foguetes menores, de menor custo e focados no mercado de satélites leves, um dos segmentos que mais avançam na indústria espacial global.

O que vai a bordo: ciência brasileira e cooperação internacional

A missão levará cinco satélites e três experimentos tecnológicos, desenvolvidos por instituições e empresas do Brasil e da Índia.

Jussara-K — Maranhão no espaço

Criado pela UFMA em parceria com startups e instituições locais, o satélite reúne:

  • sensores ambientais voltados a áreas remotas;
  • comunicação com plataformas de coleta de dados instaladas em Alcântara.

O nome é inspirado no fruto juçara, típico do Maranhão.

FloripaSat-2A e 2B — tecnologia nacional em órbita

Desenvolvidos pelo SpaceLab da UFSC, os satélites vão testar:

  • uma nova plataforma modular brasileira de nanossatélites;
  • sistemas de comunicação baseados em LoRa, tecnologia de baixo consumo amplamente usada em IoT.

Será a primeira vez que uma plataforma completa projetada inteiramente pelo laboratório é testada em voo.

Sistema Nacional de Navegação Inercial (SNI)

Um dos equipamentos-chave da missão, o SNI foi desenvolvido por empresas brasileiras (Concert Space, Cron e HORUSEYE Tech), em parceria com a AEB.

Ele será levado como carga útil para:

  • validar seu comportamento em voo real;
  • permitir certificação futura para uso em lançadores nacionais.

Essa qualificação é considerada essencial para ampliar a autonomia tecnológica do país.

Por que Alcântara importa tanto

O CLA é reconhecido como um dos melhores pontos do mundo para lançamentos orbitais, graças à proximidade da linha do Equador — o que reduz gasto de combustível e aumenta eficiência.

Até poucos anos atrás, entretanto, o Brasil não podia realizar lançamentos comerciais com tecnologia estrangeira. Isso mudou em 2019, com a assinatura do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) com os Estados Unidos.

O acordo:

  • protege tecnologias norte-americanas e brasileiras;
  • autoriza operação de empresas privadas na base;
  • mantém Alcântara sob jurisdicação exclusiva do Brasil.

Com o cenário regulatório destravado, a AEB abriu em 2020 um edital para selecionar operadores comerciais — e a Innospace foi uma das habilitadas.

O que esperar agora

Se o lançamento finalmente ocorrer em 17 de dezembro — e, até o momento, tudo indica que o calendário está mantido — o Brasil dará seu passo mais concreto rumo ao mercado espacial comercial, abrindo espaço para novas parcerias, investimentos e oportunidades tecnológicas.

Fonte: Fab

Anac realiza webinário sobre nova IS de autorização de drones

Servidores da Agência apresentarão os principais pontos da IS E94-004 e responderão dúvidas sobre a norma


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realizará, no dia 1º de dezembro, webinário sobre a Instrução Suplementar (IS) nº 94-004. O evento começará às 14h e será transmitido pelo canal da Anac no YouTube. 

Ao longo do webinário, servidores da Agência explicarão o conteúdo da nova norma e os seus diferenciais em relação ao procedimento antigo. Ao final, haverá um momento de perguntas e respostas. 

A IS nº E94-004 estabelece uma alternativa opcional à IS nº E94-001 para a condução de processos de autorização de projeto de drones aplicáveis às operações SAIL I ou II, segundo a metodologia de avaliação de risco operacional específico (SORA, na sigla em inglês). Na prática, o projeto se tornará declaratório e mais ágil. 

SERVIÇO 
Webinário sobre a IS E94-004 
Quando: 1º de dezembro de 2025, às 14h 
Onde: Canal da Anac no YouTube 

Assessoria de Comunicação Anac 

Aviação mira voos mais limpos em meio à pressão climática

Nas próximas décadas, o setor deve se remodelar com aeronaves de baixa ou zero emissão de CO₂


Foi durante suas regatas pela bacia de La Rochelle, uma das cidades portuárias da Nova Aquitânia, a cerca de 470 quilômetros de Paris, na França, que o então velejador Arthur Léopold-Léger teve uma ideia que, de tão boa, parecia já existir — produzir aviões com os mesmos materiais usados para construir barcos. 

Na época, Léopold-Léger preparava-se para cruzar o Atlântico, competindo na famosa corrida Mini Transat — que sai da costa francesa em direção ao Caribe —, com um pequeno veleiro construído por ele mesmo a partir de lâminas inteiriças de carbono. Como são mais leves e não dependem da junção de muitas peças, tornam o barco mais suscetível aos ventos, mas sem perder a segurança e a resistência. “É quase como se voasse sobre a água”, afirma o velejador. 

Engenheiro aeroespacial, Léopold-Léger contou a ideia para um colega de formação, na Kingston University, em Londres, Inglaterra, Cyril Champenois. Então, com a ajuda de outro engenheiro, Nicolas Mahuet, eles juntaram aproximadamente 50 mil euros (cerca de R$ 320 mil) e enfurnaram-se na garagem da casa de Léger para materializar o projeto. Eram meados de 2015. 

Dois anos depois, o avião dos três — batizado de Elixir, com espaço para duas pessoas — voou sobre La Rochelle em um teste privado. Dali em diante, as coisas decolaram na mesma velocidade — a certificação da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (Easa, na sigla em inglês) saiu em 2020, abrindo caminho para as primeiras encomendas, que hoje já chegam a centenas, quase todas da França, mas também da Inglaterra, de Portugal e dos Estados Unidos. A empresa, também chamada Elixir, tem uma lista de pedidos até 2029, engrossada pela recém-certificação para operar no país norte-americano, principal mercado de aviação comercial do mundo. 

O segredo do carbono 

O sucesso é explicado, sobretudo, pelo método de produção da fuselagem com carbono. “É intrigante ver como aviões não têm tantas inovações se comparados com outras tecnologias, como o telefone”, observa Nicolas de Lassus, head de negócios da Elixir. A reportagem da Revista Problemas Brasileiros (PB) visitou a fábrica da empresa, em La Rochelle, a convite do banco BNP Paribas, um dos financiadores do projeto — e da própria Elixir. “As aeronaves de uso comercial ainda são feitas de metal, como eram produzidas há 30 anos. Embora seja o material que pavimentou a aviação, ainda é um dilema do ponto de vista da sustentabilidade”, completa Lassus. 

É insustentável, uma vez que um modelo tradicional de aeronave de dois lugares, como da marca estadunidense Cessna, por exemplo, pesa em torno de 800 quilos. É um dado definitivo, porque quanto mais pesado, mais caro é voar. Nesse caso, a média de consumo de um Cessna — ou de outros modelos semelhantes — é de 40 litros de combustível aeronáutico a cada hora, o equivalente a um gasto de US$ 170 (R$ 935) por hora de voo. Entram nessa conta fatores que vão desde a aerodinâmica até a potência das turbinas. 

Como o Elixir é produzido com material mais leve que o metal, uma peça grande de carbono, Léopold-Léger e seus colegas conseguiram diminuir à metade o peso da aeronave e, assim, baratear as horas de voo — diminuindo também as emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) do avião em uma única tacada. A empresa diz que seus aviões consomem 12 litros de gasolina comum por hora de voo, ou US$ 60 (R$ 322) por hora. É por isso, inclusive, que a maioria dos clientes é formada por escolas de formação de pilotos. “Custo operacional e segurança são duas demandas dessas instituições, e nós conseguimos resolver ambas, de alguma forma”, ressalta Lassus. 

Do ponto de vista ambiental, significa reduzir em, pelo menos, 70% o volume de emissões de dióxido de carbono (CO2) da aeronave, o maior responsável pelo aquecimento global. Um Cessna semelhante emite 88 quilos de CO2 por hora. 

Foi essa possibilidade que despertou o interesse do governo francês, que, em 2021, lançou uma grande agenda voltada para a descarbonização da economia do país por meio de investimentos em empresas e setores com iniciativas em curso. A ideia era colocar dinheiro em projetos que fornecessem caminhos verdes, sobretudo para a Indústria. A France 2030, como foi batizada, inspirou outras agendas ao redor do mundo, como a Agenda Verde da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), por exemplo. 

No caso da aviação, a meta da agenda é conseguir, até 2030, construir um avião de baixa ou nenhuma emissão de CO2, o que deve ser atingido pela Elixir. Há ambições para produzir reatores modulares, veículos elétricos e biomedicamentos “made in France”. Tudo em linha com a meta europeia, ainda pendente de revisão, de reduzir as emissões de GEE em 40% até 2030, em comparação com o ano de 1990 — o número deveria ser atualizado antes da 30ª Conferência sobre Mudanças Climáticas (COP30) da Organização das Nações Unidas (ONU), mas discordâncias entre os países-membros impediram esse ajuste. 

A Embraer, empresa brasileira que já forneceu cerca de 9 mil aviões desde que foi fundada, planeja ter modelos carbono zero até 2050, seguindo as metas das agências do setor. A francesa Airbus, por exemplo, segue o mesmo objetivo. 

Incentivo estatal 

Há dois anos, responsáveis pela France 2030 procuraram a Elixir, interessados em injetar dinheiro no negócio. “Eles já conheciam o mercado”, justifica Champenois, ao ser questionado a respeito do motivo de o governo escolher a empresa em um mercado relativamente dinâmico. Cerca de 13 milhões de euros (R$ 82 milhões) foram despendidos até agora pela França para a companhia construir outras plantas em La Rochelle e nos Estados Unidos, com mais 13 milhões de euros reunidos a partir de uma rodada privada de negócios. “Há muita expectativa no que está sendo feito aqui”, observa Lassus. “Imagina que, com 12 litros de gasolina por hora de voo, esse avião gasta menos do que um carro para fazer uma viagem de média distância, e emitindo menos gases ainda”, continua. 

Lassus chegou a trabalhar no Brasil durante o processo de compra de 36 caças militares pelo governo brasileiro para a Força Aérea, em 2009. À época, ele esforçava-se para convencer o País a escolher a opção da francesa Dassault, mas, em 2013, a decisão foi pelo modelo Gripen da sueca Saab. 

A tecnologia das peças de carbono é tratada como segredo industrial. Há uma fábrica própria apenas para produzi-las, ao lado do galpão da Elixir, no aeroporto de La Rochelle, onde apenas o pessoal autorizado pode entrar. Recentemente, quando a empresa instalou-se nos Estados Unidos, houve uma discussão sobre se as peças poderiam ser fabricadas lá — e a decisão, em razão do segredo, foi manter a produção apenas na França. 

Escalar para decolar

Mas, apesar das promessas do projeto, um dos poucos da France 2030 que já estão no mercado, há limites nesse processo. Um deles está em escalar a produção, a partir do carbono, para aviões maiores, utilizados pelas companhias aéreas comerciais. Outra questão importante é a de emissões — em 2023, para se ter uma ideia, a aviação respondeu por significativos 2,5% do total de emissões globais de CO2, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). “Esse é um aspecto para o qual o setor aéreo como um todo ainda não encontrou uma solução”, pontua Richard Roas, que trabalhou por quase sete décadas nos projetos de outra gigante aeroespacial francesa, a Safran, sediada em Paris. 

Também engenheiro de formação, Roas entende que, por um lado, as empresas do setor estão investindo mais recursos em métodos para diminuir as emissões. Mas, por outro, o mercado ainda gira muito em torno da aviação tradicional, “porque, nele, a segurança ocupa um lugar muito diferente de outras indústrias”, aponta, explicando que baixar o peso de um avião pode significar melhores métricas de sustentabilidade, porém afeta algumas outras funcionalidades. “É uma equação complexa”, completa. “Enquanto isso, podemos formar pilotos com uma pegada mais baixa de carbono”, reforça Champenois. 

Outro dilema é a viabilidade do mercado. “Tem sido comum ouvir, na Europa, sobre projetos em diferentes setores que buscam criar métodos de produção de caráter ‘verde’. Na aviação, ainda mais. Há empresas alemãs, holandesas, há um monte de companhias francesas, todas com ideias muito interessantes. Mas elas não necessariamente chegam ao mercado — ou, quando chegam, nem sempre têm sucesso”, explica Roas. 

Ele cita o exemplo da alemã Lilium, fundada em 2015 com planos de construir aviões elétricos. Na época, o frisson com o projeto fez a empresa chegar a juntar 1,5 bilhão de euros (R$ 6 bilhões) em investimentos. Dez anos depois, e somando um histórico de resgate de outros milhões de euros, está falida. 

Na contramão, Lassus aposta tanto em mercados já estabelecidos quanto em emergentes, como o Brasil. Há alguns meses, durante uma feira do setor nos Estados Unidos, ele ouviu de um brasileiro que o modelo da Elixir “transformaria o Agronegócio” do País. “Se a demanda for por aviões pequenos, de baixo custo e seguros, então, ele está certo. E, desde então, estamos avaliando vender no Brasil”, revela. E conclui: “Afinal, é o Brasil que pode liderar essa agenda”.

Fonte: Fecomercio

Ibama promove o 1º Encontro Brasileiro de Aviação Pública Não Tripulada

Evento reúne, em Brasília (DF), mais de 100 instituições para discutir o uso de aeronaves remotamente pilotadas no setor públicoCompartilhe:


Começou, na terça-feira (25), o 1º Encontro Brasileiro de Aviação Pública Não Tripulada, na Academia Nacional de Polícia, da Polícia Federal, em Brasília (DF). Promovido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em parceria com a Polícia Federal, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás, a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o evento marca a primeira iniciativa para reunir instituições públicas que utilizam Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARPs) no país.O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, fala na abertura do evento

Com programação até 28 de novembro, o encontro reúne representantes de 113 instituições e conta com fóruns, mesas-redondas, palestras técnicas e oficinas. A iniciativa visa promover trocas de experiências, identificar desafios comuns, atualizar conhecimentos sobre avanços tecnológicos e debater o futuro da aviação não tripulada no setor público, tendo como princípios norteadores a eficiência e a segurança operacional.

Participaram da abertura diversas autoridades, dentre elas o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho; o diretor de Ensino da Academia Nacional de Polícia Substituto, Gustavo Alexandre Alencar Barros; o chefe da Terceira Seção da 3ª Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica, Coronel Aviador Alexandre de Carvalho Ribeiro; o superintendente de Padrões Operacionais da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Bruno Diniz Del Bel; o subcomandante regional do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, Major Maurílio Correia Cesar; o chefe do Serviço de Ensino Operacional da Academia Nacional de Polícia, Jairo Costa de Oliveira; e o professor da UFSCar Paulo Guilherme Molin, que é um dos membros da comissão organizadora.

A programação do primeiro dia trouxe temas como inovações na regulamentação do acesso ao espaço aéreo, metodologia SORA, aerofotogrametria com drones, planejamento e controle de voo, uso de inteligência artificial na análise de dados geoespaciais e demonstrações práticas, incluindo apresentação de sistema portátil de detecção de drones e atividade de busca e salvamento com câmera termográfica.

Ao final do encontro, pretende-se criar Câmaras Técnicas para dar continuidade aos encaminhamentos discutidos nos debates e na plenária de encerramento, consolidando um ambiente colaborativo para o avanço das operações com aeronaves remotamente pilotadas no âmbito governamental.

Fonte: Anac

Outubro bate novos recordes no transporte aéreo de passageiros

Viagens nacionais registraram mais de 9 milhões de passageiros, marca superada em apenas três outros meses desde 2000


A aviação civil brasileira continua quebrando recordes. Em outubro de 2025, as viagens aéreas nacionais atingiram não só a maior movimentação em um mês de outubro desde janeiro de 2000, quando iniciou a série histórica, mas o quarto maior volume mensal já registrado: mais de 9 milhões de passageiros domésticos transportados.  

Esse total só foi superado em janeiro de 2015 e 2020, ambos com 9,3 milhões de passageiros movimentados, e em julho de 2025, que também ultrapassou a marca de 9 milhões de viajantes. O resultado ficou 9,1% acima do registrado em outubro de 2024. 

Além disso, o setor internacional também teve seu recorde de movimentação para o mês, com 2,3 milhões de passageiros voando para o exterior. O crescimento é de 9,3% em relação a outubro do ano passado.  

No total, passaram pelos aeroportos brasileiros 11,3 milhões de viajantes, um aumento de 9,1% em relação a outubro de 2024. Os dados estão disponíveis na nova atualização do relatório de demanda e oferta da Anac, que agora dispõe dos números do setor até o mês de outubro de 2025. 

Os resultados positivos ainda se refletem nos dados de demanda (medida pela multiplicação de passageiros pagantes por quilômetros percorridos) e oferta (mensurada pela multiplicação de assentos disponíveis por quilômetros voados). 

A demanda doméstica cresceu 9,7% comparada à registrada em outubro do ano passado, enquanto o aumento auferido na oferta doméstica foi de 8,4%. Já a demanda internacional cresceu 10% em relação ao mês de outubro de 2024, enquanto a oferta internacional registrou aumento de 8,8%. O crescimento total dos dois indicadores em outubro foi de 9,9% na demanda e 8,6% na oferta. 

O transporte de cargas, por outro lado, apresentou redução. Foram transportadas 41,1 mil toneladas de carga doméstica (-7,4% em relação a outubro de 2024) e 78,1 mil toneladas de carga internacional (-7,8%). No total, foram 119,2 mil toneladas, queda de 7,7% comparado a outubro de 2024. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac