Anac ajusta canais de comunicação em respeito ao período eleitoral

De 4 de julho a 25 de outubro, redes sociais ficam temporariamente indisponíveis

Para atender à legislação eleitoral, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) fará ajustes temporários em seus canais de comunicação entre os dias 4 de julho e 25 de outubro, caso haja segundo turno na campanha nacional.  

Durante esse período, os perfis da Agência nas redes sociais ficarão inativos e as notícias publicadas anteriormente no portal serão temporariamente arquivadas. As notícias publicadas a partir do dia 4 de julho terão caráter exclusivamente informativo, com foco na prestação de serviço. 

A Anac seguirá com a divulgação, no portal oficial, de conteúdos de caráter educativo, informativo ou de orientação ao cidadão, desde que não promovam ações de governo ou autoridades.  Ficam mantidas as divulgações que tratem de obrigações de transparência: e-agendas (agenda de autoridades), painéis de dados e relatórios em tempo real. Todos esses conteúdos da Anac são técnicos e neutros.

Como ficam os canais da Anac:  

  • Portal: permanece disponível com serviços, atendimento e notícias estritamente informativas. 
  • Instagram, Facebook, LinkedIn e Flicker: ficarão temporariamente inativos. 
  • YouTube: ficarão disponíveis os vídeos das reuniões da Diretoria Colegiada e tutoriais de acesso a serviços. Demais conteúdos serão desativados. 
  • Canais de WhatsApp destinados aos regulados: não haverá publicações durante o período de restrição.  
  • Hotsites (páginas temáticas sobre programas da Anac): ficarão temporariamente inativas.

Em caso de decretação de emergência ou estado de calamidade pública durante o período de restrições, a comunicação que envolver a Anac ocorrerá normalmente, seguindo critérios de interesse público e normas de publicação.  

Assessoria de Comunicação Social da Anac  

Novo jato executivo da Embraer recebe tripla certificação

O Praetor 500E, novo jato executivo da Embraer, obteve certificação tripla da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), da FAA (sigla em inglês para Administração Federal de Aviação), nos Estados Unidos, e da EASA (sigla para Agência Europeia para a Segurança da Aviação, em inglês), na Europa. Com isso, a aeronave tem luz verde para entrar em serviço, com as entregas previstas para ocorrer a partir de 2029.

“O Praetor 500E exemplifica os diferenciais da plataforma Praetor, líder da categoria em desempenho e tecnologia, agora aprimorado com uma experiência de cabine de nova geração,” afirma Michael Amalfitano, presidente e CEO da Embraer Aviação Executiva. “Alcançar a tripla certificação antes do planejado e dentro das especificações é uma forte evidência da nossa excelência em engenharia, eficiência operacional e execução disciplinada. Com esse marco significativo, estamos bem posicionados para entregar essa aeronave em todo o mundo”, completa.

Com alcance transcontinental de 6.186 km, transportando quatro passageiros e reservas previstas de combustível, o Praetor 500E possibilita voos sem escalas por toda a América do Norte, incluindo rotas como Miami – Seattle e Los Angeles – Nova York. A aeronave conta com cabine completamente redesenhada, com assentos reprojetados pela Embraer, avançado sistema de gerenciamento de cabine (conhecido pela sigla CMS, de Cabin Management System), e inovações de última geração que aumentam o conforto, a produtividade e a conectividade.

O jato conta ainda com uma abrangente suíte de aviônicos da Embraer, incluindo o exclusivo sistema full fly-by-wire com redução ativa de turbulência, o Embraer Enhanced Vision System (E2VS) e o Sistema de Alerta e Prevenção de Saída de Pista (ROAAS). Em conjunto, esses sistemas reduzem a carga de trabalho dos pilotos, aumentam a consciência situacional e proporcionam voos mais suaves, ao mesmo tempo em que expandem a flexibilidade operacional para uma gama maior de destinos.

Fonte: Revista Asa

Operação Colibri: Anac reforça fiscalização da aviação geral

A iniciativa, que reúne órgãos nacionais e internacionais, visa ao combate a atividades ilegais no segmento


Durante a operação internacional Colibri, realizada entre 30 de maio e 14 de junho, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ampliou a fiscalização das operações aéreas no país. A iniciativa, que reúne diversos órgãos nacionais e internacionais, tem como objetivo reforçar a fiscalização da aviação geral e combater atividades ilegais, como o crime organizado, o tráfico ilícito e o transporte aéreo clandestino (Taca).  

Representando o Brasil, a Superintendência de Inteligência e Ação Fiscal (SFI) da Anac coordenou as operações em parceria com a Receita Federal, Polícia Federal e Força Aérea Brasileira. As equipes realizaram inspeções em 26 cidades estrategicamente distribuídas pelo território nacional.  

A operação teve um resultado expressivo: 178 aeronaves foram inspecionadas e 250 tripulantes tiveram seus documentos verificados. A operação de fiscalização identificou 8 casos suspeitos de Taca, além de oito outras irregularidades.  

Para viabilizar a ação, mais de 62 servidores foram mobilizados, reforçando o compromisso da Agência com a segurança operacional. “A fiscalização constante e a cooperação entre as instituições são fundamentais para garantir que a aviação civil seja utilizada de forma segura e regulada”, destacou Edvaldo Oliveira, Superintendente de Inteligência e Ação Fiscal da Anac.  

Sobre a operação Colibri  

A operação Colibri faz parte de um esforço global liderado pela Organização Mundial das Aduanas (OMA) e reafirma o papel do Brasil como protagonista na luta contra o uso ilegal da aviação para práticas criminosas. Com ações rigorosas de fiscalização, as autoridades atuam para coibir infrações e garantir um transporte aéreo mais seguro para todos.  

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Curso gratuito da Anac sobre aviação civil para jovens conhecerem carreiras no setor aéreo começará hoje no Recife

Recife será palco, entre os dias 29 de junho e 2 de julho, do programa Asas para Todos, iniciativa da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em parceria com a UniNassau – Campus Boa Viagem. O evento oferece gratuitamente o Curso de Introdução à Aviação Civil e Carreiras Aeronáuticas, com atividades presenciais das 14h às 18h.

Voltado para estudantes do 3º ano do Ensino Médio, o curso apresenta uma visão geral da aviação civil brasileira e suas oportunidades de carreira. Entre os temas abordados estão manutenção aeronáutica, operações aeroportuárias, investigação de acidentes, futuro da aviação com drones e eVTOLs, além de biocombustíveis para aviação.

Dentro das atividades do programa Asas para Todos, haverá uma visita técnica ao Aeroporto Internacional do Recife, onde os alunos conhecerão de perto as operações em um ambiente aeroportuário.

O ponto alto será o voo da descoberta, oportunidade em que alunos sorteados participarão de um passeio aéreo com rota local. A atividade contará com apoio da Azul Linhas Aéreas e do Aeroclube de Pernambuco.

A chegada do programa a Recife ocorre em um momento de expansão do mercado aéreo no Nordeste, impulsionado pelo turismo e pela maior conectividade regional. Esse cenário amplia a demanda por profissionais qualificados e reforça a importância da iniciativa para jovens da região.

O programa Asas para Todos tem como foco a inclusão e a diversidade, incentivando a participação de jovens de baixa renda, mulheres e pessoas negras. Já beneficiou mais de 1.000 estudantes em cidades como Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), e agora amplia sua atuação para o Nordeste.

O encerramento, com a entrega dos certificados aos participantes, contará com a presença do diretor da Anac, Antônio Mathias Moreira, além de autoridades locais e nacionais.

Curso de Introdução à Aviação Civil e Carreiras Aeronáuticas – Programa Asas para Todos da Anac

Datas e locais:

29 e 30/6 – Auditório da UniNassau Boa Viagem (Rua Jonathas de Vasconcelos, 316 – Boa Viagem, Recife).

1º/7 – Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre (Av. Marechal Mascarenhas de Moraes, 1501 – Imbiribeira).

2/7 – Encerramento com entrega de certificados.
Horário: 14h às 18h.
Formato: Presencial e gratuito.

Informações da Anac

Bird strike: entenda risco de aviões baterem em urubus em Goiânia

Ação civil pública aponta que urubus atraídos pelo Aterro Sanitário de Goiânia causam riscos à aviação e podem causar acidentes. Segundo o documento, aterro está localizado dentro da Área de Segurança Aeroportuária (ASA).

Justiça determina que prefeitura apresente plano para afastar urubus do aeroporto

Na aviação, a colisão de aeronaves com pássaros durante a decolagem, pouso ou durante o voo é chamada de bird strike. Em Goiânia, os urubus que sobrevoam o Aterro Sanitário causam riscos para as aeronaves no Aeroporto Internacional Santa Genoveva e no Aeródromo Nacional de Aviação, segundo a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), que move uma ação contra o município (veja o vídeo acima).

g1 entrou em contato com a Prefeitura de Goiânia para um posicionamento e aguarda retorno.

De acordo com a TV Anhanguera, os pássaros sobrevoam o céu constantemente perto do aeroporto e do aeroclube. Segundo o piloto Luíz Antônio Vieira, às vezes os animais formam “nuvens” tamanha a quantidade de aves.

“Os urubus ficam de 6 a 7 mil pés para baixo. Exatamente no momento de aproximação final para o pouso ou logo após a decolagem”, explicou.

Entenda o que é bird strike e os riscos em Goiânia, Goiás — Foto: José Cruz/Agência Brasil

Entenda o que é bird strike e os riscos em Goiânia, Goiás — Foto: José Cruz/Agência Brasil

O risco de acidentes aéreos é um dos tópicos da ação civil pública movida pela Abrema, que também destaca os impactos ambientais no solo, na água e no ar decorrentes da operação do aterro.

Segundo o documento, o aterro está localizado a cerca de 2 km do aeródromo, ou seja, dentro da Área de Segurança Aeroportuária (ASA). Incidentes aéreos envolvendo quase-colisões entre aves e aeronaves em aproximação ocorrem diariamente, segundo a Abrema.

Riscos

Aterro Sanitário de Goiânia — Foto: Wildes Barbosa/O Popular

Aterro Sanitário de Goiânia — Foto: Wildes Barbosa/O Popular

De acordo com André Galvão, superintendente executivo da Abrema, a maior parte dos incidentes é de avistamento ou aproximação de aves. No caso de colisões, ele afirma que os problemas vão de pousos forçados até acidentes aéreos.

“Pousos forçados, estragos na fuselagem, atraso de voos e, claro, pode acontecer um acidente maior se os animais se aproximarem dos motores, o que pode gerar mortes em decorrência disso”, explicou.

Uma decisão judicial determinou a elaboração e execução imediata de um Plano de Gerenciamento de Risco Aviário (PGRA), com monitoramento sistemático e espantamento das aves.

De acordo com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas, medidas de mitigação incluem:

  • Monitoramento da fauna para evitar aproximação;
  • Gestão ambiental com modificação de habitats nos arredores para torná-los menos atrativos para as aves;
  • Tecnologias de detecção com uso de radares e outros dispositivos para evitar colisões;
  • Uso de aves de rapina, gaviões treinados para afastar pássaros grandes, como urubus e carcarás.

Para a Abrema, a solução definitiva é o fechamento do aterro e a abertura de um outro local onde o cobrimento dos resíduos terá uma frequência que impede a chegada das aves. “Ali não é possível licenciar, segundo a Secretaria de Meio Ambiente de Goiás”, explicou.

Fonte: G1

IATA amplia Aliança de Apoio para expansão da oferta de créditos de carbono do CORSIA com adesão de governos e parceiros

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) anunciou que o número de participantes na Aliança de Apoio à Oferta de Unidades de Emissões Elegíveis (EEU) do CORSIA chegou a 50 entidades, destacando a adesão dos governos da Guiana, Madagascar, Reino Unido, Zâmbia e Zimbábue. Outros países, como o Peru, também manifestaram interesse em integrar a iniciativa.

Além dos governos, a aliança passou a contar com o apoio técnico e financeiro da Associação Internacional de Comércio de Emissões (IETA), do Verified Carbon Market Collaborative, da empresa de análise de dados Sylvera e da Airbus.

O objetivo da Aliança é ampliar a conscientização sobre a necessidade de ações de mercado e acelerar a oferta de créditos de carbono de alta qualidade para o Esquema de Compensação e Redução de Carbono para Aviação Internacional (CORSIA). A meta é atender à demanda estimada de 225 a 250 milhões de EEUs até a primavera de 2027, por meio de:

– Pooling de recursos e expertise para fornecer suporte prático e acelerar a oferta de EEUs.

– Facilitar a gestão da interface entre as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) dos países no âmbito da UNFCCC e os processos necessários para disponibilizar créditos de carbono no CORSIA.

– Melhorar o acesso dos países aos mercados de carbono e instrumentos financeiros relacionados.

A Aliança continuará engajada, compartilhando informações e buscando ampliar a participação nesse esforço colaborativo.

Marie Owens Thomsen, vice-presidente sênior de Sustentabilidade e economista-chefe da IATA, destacou a importância do compromisso conjunto entre governos e parceiros para vincular a demanda do mercado às estruturas políticas que são essenciais para liberar todo o potencial dos EEUs no CORSIA.

Alexia Kelly, diretora da The Carbon Policy and Markets Initiative da High Tide Foundation, ressaltou que com a entrada em vigor do CORSIA, a comunidade global tem uma oportunidade sem precedentes de direcionar capital para ações climáticas impactantes, e que a aliança oferece suporte coordenado e oportuno para facilitar a autorização e o acesso a mercados de carbono.

Dirk Forrister, presidente e CEO da IETA, afirmou que o sucesso do CORSIA depende da colaboração em toda a cadeia de valor, e que a IETA apoia a aliança e o Aviation Market Compact para unir companhias aéreas, governos e líderes do mercado de carbono em prol da descarbonização da aviação global.

Fonte: Aeroin

Com pintura patriótica concluída, avião que dará volta ao mundo faz um lindo voo junto a um clássico “T-meia”

Como informado pelo AEROIN na última semana, enquanto o piloto e empresário cearense Alexandre Frota, o Alex Bacana, estava na Austrália, tendo completado metade de sua volta ao mundo sozinho no avião experimental monomotor RV-10 de matrícula PT-ZRQ, outro brasileiro se prepara para partir em uma aventura semelhante ainda neste ano de 2026.

Aproximadamente na mesma época em que Alex deverá estar chegando de volta ao Brasil, após a Copa do Mundo, por volta de agosto a setembro, o piloto Mário Jorge, muito conhecido nas redes sociais por seu perfil “O Comandante”, estará partindo para uma volta ao mundo com o avião Beechcraft Bonanza F33A de matrícula PS-BZR.

Mário trouxe esta aeronave dos Estados Unidos ao Brasil há poucos meses, com uma pintura branca com faixa azul. E, após ter sido submetida a uma atualização de interior para modernização de equipamentos, ela passou por um processo de pintura que a deixou com as cores da bandeira do Brasil. Com isso, o piloto batizou o Bonanza de “Brasileirinho”, para a missão que levará a bandeira do Brasil a diversos países e continentes.

A identidade visual exclusiva inspirada nas cores nacionais foi desenvolvida pela MV Layouts, empresa brasileira especializada em design de pintura para aeronaves, e a aeronave foi pintada no Samuka Aero em Goiânia, ficando pronta neste último final de semana.

Com isso, o PS-BZR, um monomotor fabricado em 1933, com capacidade para três pessoas além do piloto, teve sua nova pintura oficialmente apresentada em grande estilo, ao realizar um voo em formação com o clássico avião North American T-6 da empresa Hangar 33.

Imagem: Juliano “Jaka” Damasio / Divulgação: Mario Jorge | O Comandante

Vale lembrar que o AEROIN já publicou algumas matérias sobre o trabalho de Mário Jorge, que é um piloto especializado em buscar aeronaves privadas nos mais diversos países para trazer ao Brasil. Em um dos trabalhos, ele trouxe um monomotor Cirrus SR-22 desde a Austrália.

Fonte: Aeroin

Anac divulga destaques de demanda e oferta de maio de 2026

Indicadores domésticos e internacionais de passageiros apontam resultados positivos e maiores níveis da série histórica para o mês


AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou os dados consolidados do transporte aéreo referentes a maio de 2026. Os números mostram que os indicadores de demanda, oferta e passageiros transportados alcançaram os maiores patamares da série histórica para o mês no mercado doméstico e internacional 

No segmento doméstico, foram transportados 8,3 milhões de passageiros em maio, crescimento de 1,9% em relação ao mesmo período de 2025. O volume de cargas movimentadas somou 40,7 mil toneladas, alta de 0,6% na comparação anual. 

O mercado internacional também registrou resultados recordes para o mês de maio. Foram transportados 2,2 milhões de passageiros, aumento de 4,8% em relação a maio do ano passado. A movimentação de cargas internacionais alcançou 82,4 mil toneladas, crescimento de 6,3%. 

Os dados reforçam a trajetória de crescimento do setor aéreo brasileiro, com expansão tanto da demanda por transporte de passageiros quanto da movimentação de cargas em voos domésticos e internacionais. 

Participação do mercado doméstico

Considerando o indicador de passageiros-quilômetros transportados (RPK), a participação das empresas aéreas no mercado doméstico em maio de 2026 foi liderada pela Latam, com 41,32%; seguida pela Gol, com 31,02%;  e pela Azul, com 27,63%%. 

Os dados completos estão disponíveis no Painel de Demanda e Oferta da Anac

Assessoria de Comunicação Social da Anac  

Aviação agrícola movimenta mais de R$ 8 bilhões por ano no Brasil

A aviação agrícola movimenta mais de R$ 8 bilhões por ano no Brasil. O dado foi apresentado durante o lançamento oficial do Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (Congresso AvAg 2026), realizado no dia 16 de junho, em Goiânia (GO), pelo diretor da Anac, Cláudio Ianelli.

“Além do apoio ao reflorestamento e o combate aos incêndios florestais, a aviação agrícola contribui diretamente para o aumento da produtividade e da competitividade das lavouras brasileiras. Em um país de dimensões continentais como o nosso, a rapidez e a eficiência das operações aeroagrícolas são fundamentais para garantir a proteção das culturas em momentos críticos do ciclo produtivo”, destacou.  

Ianelli também apresentou o que a Anac tem feito para endereçar os desafios do setor aeroagrícola. Dados de 2025 indicam que o tempo de emissão da autorização para o operador caiu de cerca de 190 dias, no modelo anterior de certificação por meio do Certificado de Operador Aéreo (COA), para menos de 30 dias, com a adoção do Cadastro de Operador Aeroagrícola (CDAG).  

Ipanema domina o mercado da aviação agrícola no Brasil. Foto: Embraer

No encontro, o diretor anunciou ainda a criação da Superintendência de Aviação Geral (SAG), prevista para entrar em funcionamento a partir de agosto de 2026, como uma demonstração do reconhecimento da importância estratégica do setor pela atual Diretoria da Anac. A nova estrutura permitirá uma maior aproximação da Agência com os regulados da aviação geral, fortalecendo o diálogo direto e contribuindo para a identificação de avanços regulatórios necessários, além do contínuo aprimoramento da segurança operacional do setor.

Além disso, outras simplificações diminuíram custos para os operadores, como a redução de exigências documentais e a retirada da necessidade de implementação de um Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO) completo.

Ianelli também falou da aprovação do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) nº 100. “No contexto da aplicação agrícola, o RBAC 100 consolida uma visão de que essa é uma operação com risco limitado, e passa a ser um cenário padrão. Isso possibilita que o setor continue atuando e inovando. . Lembrando que hoje são mais de 14.000 drones sendo usados em pulverização, então é muito relevante que o RBAC 100 não seja uma barreira para a expansão do uso da tecnologia nesse setor”, completou.  

Congresso AvAg 2026

Goianápolis (GO), município a cerca de 40 quilômetros de Goiânia, será palco do fórum principal, em agosto. “Goiás tem ganhado destaque nacional e internacional quando o assunto é aviação. O Estado ocupa a sexta posição em número de aeronaves registradas”, destacou o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Ramos Longo, ao enaltecer a importância da escolha do estado sede.  

A cerimônia de lançamento do Congresso AvAg 2026 foi realizada no hangar da Global Parts, no Aeródromo Nacional de Aviação, às margens da GO-070. O evento também contou com a presença de empresários e representantes do setor.

Fonte: Revista Asas

Duas novas companhias aéreas estrangeiras são autorizadas pela Anac a operar no Brasil

A espanhola Wamos Air S.A. e a nigeriana Air Peace Ltd. ganharam aval depois de cumprirem requisitos exigidos no Código Brasileiro de Aeronáutica


Reforçando o foco na ampliação da conectividade aérea internacional e na promoção de um ambiente regulatório que favoreça a concorrência, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou, em 17 de abril, duas companhias aéreas estrangeiras a operar serviços de transporte aéreo internacional regular de passageiros e carga com origem e/ou destino no Brasil.

Por meio das Portaria nº 19.439 e Portaria nº 19.449, de 15 de junho de 2026, a Agência autorizou as empresas da Espanha Wamos Air S.A. a realizar operações regulares internacionais no país e a nigeriana Air Peace Ltd. para operar serviços regulares de transporte aéreo internacional de passageiros e carga com origem e/ou destino no Brasil.

As autorizações foram concedidas com base no Código Brasileiro de Aeronáutica e seguem os procedimentos previstos pela regulamentação da Anac para empresas estrangeiras interessadas em atuar no mercado brasileiro.

Assessoria de Comunicação Social da Anac