Combustível de aviação despenca, mas passagens aéreas devem permanecer elevadas

As companhias aéreas podem observar uma redução substancial nos custos com combustível após a queda nos preços do petróleo, desencadeada pelo acordo de paz provisório entre os Estados Unidos e o Irã. No entanto, os passageiros não devem esperar uma queda imediata nos preços das passagens, já que a capacidade limitada pode permitir que as companhias aéreas mantenham grande parte dos aumentos tarifários recentes.

A situação é particularmente evidente nos Estados Unidos, onde os preços das passagens aéreas não acompanharam totalmente o aumento dos custos de combustível observado no início deste ano. Com o crescimento limitado da capacidade de assentos em voos domésticos, as companhias aéreas têm margem para usar a redução dos custos de combustível para fortalecer a lucratividade, em vez de reduzir as tarifas.

Preços dos combustíveis caem drasticamente

Em 17 de junho, o preço à vista do combustível de aviação nos EUA estava em US$ 2,85 por galão, uma queda significativa em relação ao pico de US$ 4,88 por galão registrado no início de abril.

Caso se mantenha, essa queda poderá reduzir a despesa anual com combustível da indústria aérea americana em mais de US$ 40 bilhões, segundo cálculos da Reuters com base em dados de consumo de combustível do setor.

Essa redução oferece às transportadoras uma oportunidade significativa de melhorar seus lucros após um período de forte aumento nos custos operacionais.

As companhias aéreas ainda não se recuperaram totalmente do aumento dos custos de combustível

Embora as companhias aéreas tenham respondido ao aumento dos preços dos combustíveis elevando as tarifas, cobrando taxas de bagagem mais altas e reduzindo os horários dos voos, essas medidas apenas compensaram parcialmente a despesa adicional.

Dados do setor mostram que os custos do combustível de aviação aumentaram mais de três vezes mais rápido do que os preços das passagens aéreas entre janeiro e maio.

Segundo o Deutsche Bank, espera-se que as companhias aéreas americanas recuperem apenas cerca de 60 centavos de dólar para cada dólar extra gasto com combustível, o que se traduz em aproximadamente US$ 14,4 bilhões em receita adicional contra US$ 24,1 bilhões em custos mais altos com combustível.

A Alaska Air (NYSE:ALK) afirmou ter recuperado aproximadamente um terço do aumento. A Delta Air Lines (NYSE:DAL) , a United Airlines (NASDAQ:UAL) e a American Airlines (NASDAQ:AAL) estimaram taxas de recuperação para o segundo trimestre entre 40% e 50%, enquanto a JetBlue Airways (NASDAQ:JBLU) e a Frontier Group (NASDAQ:ULCC) esperam recuperar menos da metade dos custos adicionais.

O diretor executivo da United Airlines, Scott Kirby, afirmou que sua empresa está reduzindo gradualmente a diferença por meio de medidas de precificação.

“Estamos no caminho certo para uma recuperação de 100% até o final do ano”, disse Kirby à Reuters.

Os níveis tarifários continuam sendo a questão principal

Dados da Raymond James mostraram que as tarifas médias de voos domésticos reservadas uma semana antes da partida eram 34,1% mais altas do que no ano anterior, em 8 de junho.

A questão crucial para o setor é se as companhias aéreas conseguirão manter essas tarifas mais altas mesmo com a queda dos custos de combustível.

“O que continua sendo crucial é a capacidade de manter os preços”, disse Conor Cunningham, analista da Melius Research, acrescentando que preços mais baixos da gasolina podem reduzir a sensibilidade do consumidor aos altos preços das passagens aéreas.

Os mercados internacionais podem apresentar resultados diferentes

Fora dos Estados Unidos, o impacto da queda dos preços dos combustíveis deverá variar conforme a região.

Dudley Shanley, chefe de pesquisa de aviação e viagens da Goodbody, afirmou que a queda nos preços do petróleo bruto leva tempo para se refletir nos mercados de combustível de aviação. A menos que os preços do combustível retornem aos níveis observados no início do ano, é provável que as companhias aéreas mantenham as tarifas estáveis ​​ou as aumentem onde a demanda permanecer forte.

Na Europa, os analistas preveem que os preços das passagens aéreas de longa distância sofrerão maior pressão de baixa, visto que as companhias aéreas têm tido mais sucesso em repassar os custos mais elevados de combustível nessas rotas. As tarifas de curta distância podem se mostrar mais resilientes caso o acordo de paz estimule a demanda e as reservas de viagens.

Analistas do HSBC observaram que as maiores companhias aéreas da China continuam enfrentando baixo poder de precificação e menores taxas de utilização de aeronaves, enquanto a Cathay Pacific pode estar em melhor posição graças à maior demanda por viagens premium e à receita de carga.

As companhias aéreas do Oriente Médio enfrentam um desafio diferente

O Oriente Médio continua sendo uma exceção, após meses de conflito que interromperam os padrões de tráfego aéreo em toda a região.

O analista de aviação John Strickland afirmou que algumas companhias aéreas podem lançar ofertas promocionais para incentivar os passageiros a retornarem, embora os custos de combustível continuem muito altos para sustentar descontos generalizados.

Ele acrescentou que as companhias aéreas nos Emirados Árabes Unidos poderão adotar estratégias de preços mais agressivas com o apoio de iniciativas governamentais.

A redução dos custos de combustível pode gerar um aumento significativo nos lucros

Os ganhos financeiros das companhias aéreas dependerão em grande parte de quanto tempo os preços baixos do combustível persistirem.

A compra de combustível geralmente é distribuída ao longo do tempo, o que significa que as companhias aéreas não se beneficiam imediatamente das oscilações do mercado à vista. Além disso, apesar das recentes quedas, os preços do querosene de aviação permanecem 54% mais altos do que há um ano, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

O diretor de operações da Southwest Airlines (NYSE:LUV), Andrew Watterson, destacou a importância dos custos de combustível ao discutir a rentabilidade.

“Quando é que o preço do combustível vai baixar?”, disse Watterson à Reuters quando questionado sobre o momento em que as margens de lucro voltarão aos níveis pré-pandemia.

A Jefferies estima que cada redução de 5% na sua projeção de preço do combustível para 2027, de aproximadamente US$ 3 por galão, aumentaria os lucros por ação entre 10% e 15% para a Delta, Southwest e United, enquanto a American Airlines poderia ver seus lucros subirem até 50%.

Restrições de capacidade reduzem o risco de uma guerra de preços

Historicamente, a queda dos preços do petróleo frequentemente desencadeava um crescimento agressivo da capacidade das companhias aéreas americanas, resultando em preços de passagens mais baixos.

Desta vez, porém, as condições parecem diferentes.

Atrasos na entrega de aeronaves, limitações na capacidade aeroportuária e um segmento de companhias aéreas de baixo custo mais fraco estão restringindo o crescimento da oferta. Dados do setor mostram que a capacidade de assentos em voos domésticos nos EUA deve aumentar apenas 0,4% em relação ao ano anterior no terceiro trimestre, uma queda acentuada em comparação com o crescimento de 4,6% projetado antes do surgimento das recentes tensões no Oriente Médio.

Analistas do JP Morgan afirmaram que a redução nas entregas de aeronaves e os cortes de custos por parte das companhias aéreas de baixo custo diminuem o risco de um “aumento significativo da capacidade” no mercado americano, conferindo às empresas aéreas uma capacidade excepcionalmente forte de manter a disciplina de preços.

Em última análise, a perspectiva para os preços das passagens aéreas pode depender menos do combustível e mais da demanda do consumidor.

“Isso depende muito da capacidade de compra do consumidor”, disse Shanley.

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Fonte: advfn.com.br

“Se cada cliente perder dois quilos, vamos economizar R$ 3 milhões”: CEO da Azul gera polêmica ao associar uso de medicação a redução de custos na aviação

Uma declaração do CEO da Azul, John Rodgerson, sobre os efeitos das canetas emagrecedoras ganhou repercussão na última semana. Durante um evento promovido pela rede de farmácias Pague Menos e pelo Itaú BBA, o executivo afirmou que a redução do peso dos passageiros poderia representar uma economia de R$ 3 milhões por mês para a companhia.

“Se cada cliente perder dois quilos, que é o que está acontecendo, vamos economizar R$ 3 milhões por mês”, disse.

A fala ocorre em um momento de crescente preocupação das empresas aéreas com a escalada dos custos operacionais, especialmente após a disparada do querosene de aviação (QAV). Ao comentar a popularização dos medicamentos para emagrecimento, Rodgerson relacionou a perda de peso dos passageiros aos desafios financeiros enfrentados pelo setor.

“Eu sou o maior promotor da caneta que existe, porque o custo do combustível é o mais caro do mundo aqui no Brasil e dobrou nos últimos três meses por causa da guerra”, afirmou.

O verdadeiro desafio da aviação

A declaração de Rodgerson ocorre em um momento particularmente desafiador para as companhias aéreas. Enquanto a popularização dos medicamentos para emagrecimento desperta discussões sobre seus possíveis efeitos econômicos, o setor lida com um problema muito mais imediato: a disparada dos custos com combustível.

Desde o agravamento do conflito no Oriente Médio, o preço do querosene de aviação subiu cerca de 70% no Brasil. Como consequência, o QAV passou a representar aproximadamente 45% dos custos das empresas aéreas, acima do patamar histórico de cerca de 30%, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

A pressão já tem provocado mudanças nas operações. De acordo com estimativas da entidade, Azul, Gol e Latam retiraram, juntas, cerca de 121 voos por dia de suas malhas neste mês para reduzir os impactos financeiros da alta dos combustíveis.

O aumento dos custos também já se reflete nas tarifas. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que a tarifa média dos voos domésticos aumentou mais de 25% no acumulado de março e abril, período posterior ao início da escalada das tensões no Oriente Médio.

As perspectivas para os próximos meses reforçam o cenário de cautela. A Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) revisou para baixo sua projeção de lucro para a indústria global em 2026, passando de US$ 46 bilhões para US$ 23 bilhões.

No Brasil, a Latam estima um impacto de US$ 700 milhões em seus resultados no segundo semestre em razão da alta do combustível. Já a Azul deixou de projetar crescimento para este ano diante do novo cenário de custos.

Projeto quer restringir ultraprocessados em aeronaves

Enquanto os medicamentos para emagrecimento avançam para além dos debates sobre saúde e passam a ser observados também sob a ótica econômica, outra discussão relacionada à alimentação dos brasileiros começou a ganhar espaço no Congresso Nacional.

Projeto de Lei 1094/26, apresentado pelo deputado Sidney Leite (PSD-AM), propõe proibir o fornecimento de alimentos ultraprocessados em aeronaves e em outros modais de transporte coletivo. Segundo o parlamentar, a medida busca estimular escolhas alimentares mais saudáveis e ampliar a conscientização da população sobre os efeitos do consumo excessivo desses produtos.

“A proposta busca promover ambientes alimentares mais saudáveis. Além de incentivar a substituição por alimentos in natura ou minimamente processados, a medida contribui para a conscientização alimentar da população e para a redução dos impactos negativos do consumo excessivo de ultraprocessados”, afirmou.

Caso seja aprovado pela Câmara e pelo Senado, o projeto prevê um prazo de 180 dias para adaptação das empresas. O descumprimento poderá resultar em advertências, multas administrativas e até na suspensão da autorização para fornecimento de alimentos a bordo.

*Com informações de Exame, Câmara dos Deputados e Melhores Destinos

Empresa de jatos executivos se vê em risco de levar multa de US$ 104 mil por violações em qualificação de pilotos

A Federal Aviation Administration (FAA) dos Estados Unidos anunciou a proposta de uma multa no valor de US$ 104 mil contra a empresa Private Jets, com sede em Bethany, Oklahoma, por alegadas infrações às normas de qualificação de pilotos.

Segundo a FAA, um funcionário da Private Jets teria operado vários voos em abril de 2025 sem ter realizado ou aprovado os testes exigidos nos 12 meses anteriores para atuar como piloto em comando, copiloto ou na tipologia da aeronave utilizada.

A Private Jets tem o prazo de 30 dias, após o recebimento da notificação da FAA, para apresentar sua resposta à agência reguladora.

Em comunicado, a companhia afirmou estar tomando medidas imediatas para tratar das constatações da FAA. “Nossa equipe está confiante de que nossos procedimentos internos de verificação garantem total conformidade com todas as normas federais de aviação. Esperamos um desfecho positivo em breve e mantemos nosso compromisso com os mais altos padrões de segurança e conformidade regulatória, como demonstra nosso histórico de segurança de mais de 30 anos.”

A FAA disse que segue avaliando o caso e aguarda a manifestação da empresa dentro do prazo estipulado.

Fonte: Aeroin

West Star amplia atendimento AOG após aquisição da DC Jet

Reforço em técnicos e ferramental elevou a capacidade de resposta, com recorde de solicitações e taxa de aceitação de 84% em maio.


A West Star Aviation ampliou sua capacidade de resposta a aeronaves fora de operação após a aquisição da DC Jet, concluída em março. O reforço ocorre às vésperas do período de maior movimento do verão no Hemisfério Norte, quando a demanda por manutenção emergencial tende a crescer no mercado de aviação executiva.

Segundo a empresa, o volume de chamadas para seu centro dedicado de controle AOG já vem aumentando. A incorporação da DC Jet acrescentou técnicos e recursos de ferramental à estrutura da West Star, permitindo maior flexibilidade para atender mais aeronaves em diferentes pontos da rede.

A operação AOG da companhia é coordenada por um centro de controle com doze profissionais, disponível 24 horas por dia, todos os dias do ano. A função da equipe é receber as solicitações, organizar a resposta técnica e despachar profissionais quando há necessidade de manutenção imediata para liberar uma aeronave parada.

Em maio, a West Star registrou o maior volume mensal de pedidos AOG de sua história. No mesmo período, alcançou taxa de aceitação de 84%, também recorde, indicando maior capacidade de absorver demanda sem recusar parte significativa dos chamados.

A estrutura móvel inclui vans equipadas com ferramentas para execução dos serviços em campo. Além disso, os técnicos podem acessar ferramental e equipamentos de apoio em solo distribuídos nos Estados Unidos, o que reduz a dependência de recursos locais em cada atendimento.

Outro ponto citado pela empresa é o programa interno de treinamento, usado para formar técnicos com menor dependência de fornecedores externos. Para a West Star, essa estrutura ajuda a ajustar a força de trabalho ao aumento de demanda.

Gary Lee, vice-presidente de AOG da West Star, afirmou que os recursos incorporados ampliaram a disponibilidade operacional em um período crítico. “Com a demanda em alta, agora contamos com mais de 250 técnicos, um fator essencial para responder às necessidades dos clientes quando ninguém planeja ter uma aeronave parada”, disse.

Fonte: AeroMagazine

Primeiras turmas de manutenção aeronáutica se formam no programa Asas para Todos

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) participou, no dia 10 de junho, da solenidade de formatura das duas primeiras turmas dos cursos técnicos em Manutenção Aeronáutica nas habilitações de Grupo Motopropulsor (GMP) e Célula.

A cerimônia foi realizada na unidade operacional do Serviço Social do Transporte (Sest) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), em Samambaia, região administrativa do Distrito Federal (DF). O evento marcou a conclusão do ciclo de formação iniciado em 2024 pelo programa Asas para Todos.

Desenvolvida em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e o Sest Senat, a iniciativa busca ampliar o acesso às carreiras da aviação civil e contribuir para a formação de profissionais em uma área estratégica para o setor. Os cursos foram ofertados gratuitamente e contaram com apoio financeiro aos participantes durante o período de formação.

O programa Asas para Todos incentiva o aumento da participação de grupos historicamente sub-representados na aviação, priorizando estudantes da rede pública e pessoas em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica. Entre os formandos desta turma, cerca de 60% são mulheres, ampliando, assim, a entrada de mais mulheres nas carreiras da aviação.

Durante a cerimônia, a superintendente de Pessoal da Aviação Civil da Anac, Mariana Altoé, destacou que o processo seletivo contou com quase 900 inscritos para 64 vagas e que cerca de 30% dos formandos já estão inseridos no mercado de trabalho. Ela reforçou que o programa busca ampliar oportunidades de formação e contribuir para a transformação da realidade profissional dos participantes.

Com carga horária de 1.440 horas, incluindo estágio supervisionado, os cursos capacitam profissionais para atuar na manutenção aeronáutica. A habilitação em Grupo Motopropulsor prepara os alunos para atividades relacionadas aos motores das aeronaves e seus sistemas. Já a formação em Célula contempla conhecimentos voltados às estruturas das aeronaves e sistemas como hidráulico, pneumático, combustível e trem de pouso.

Durante o evento, o diretor da Anac Antônio Mathias ressaltou a importância de ampliar a diversidade na aviação civil e reforçou o compromisso da Agência com iniciativas voltadas à formação de profissionais para o setor. “A gente busca trazer a aviação civil para mais próximo da sociedade, para ela ser mais inclusiva, mais diversa”, destacou.

A conclusão das primeiras turmas representa a inserção de novos profissionais qualificados no mercado de trabalho para exercerem uma atividade essencial à segurança operacional da aviação. Além de contribuir para atender à crescente demanda por mão de obra especializada no setor.

Informações da Anac

Agentes de segurança impedem passageiro de embarcar com réplica de bomba caseira em bagagem de mão

A Administração de Segurança dos Transportes dos Estados Unidos (TSA) impediu um passageiro de levar uma réplica realista de bomba caseira a bordo de um avião durante uma escala no Aeroporto Internacional Rickenbacker, em Columbus, no dia 8 de junho. O objeto estava na bagagem de mão do viajante e levantou suspeitas ao passar pelo aparelho de raio-X.

Diante da apreensão, um especialista em explosivos da TSA foi acionado para examinar cuidadosamente o dispositivo. Felizmente, foi rapidamente confirmado que se tratava de uma réplica e não representava perigo real.

O passageiro informou que o objeto é um material de treinamento. Mesmo assim, ele precisou abrir mão do item para poder embarcar no voo.

Réplica de explosivos é proibida em bagagens de mão e despachadas. Embora a TSA não tenha aplicado acusações criminais nesses casos, transportar réplicas realistas de explosivos pode acarretar multas que vão de US$ 850 a US$ 4.250, além de possíveis encaminhamentos para processos criminais.

Fonte: Aeroin

Retomados os exames teóricos para profissionais da aviação

Inscrições e agendamentos de provas podem ser solicitados no site da FGV a partir de 12/6


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) retoma, a partir desta sexta-feira, 12 de junho, a aplicação de exames teóricos exigidos aos profissionais da aviação civil para obtenção de licenças e habilitações de pilotos, mecânicos de manutenção aeronáutica, despachantes operacionais de voo e instrutores de AVSEC (sigla em inglês para segurança da aviação civil contra atos de interferência ilícita). Os procedimentos de inscrição e agendamento devem ser feitos no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV).  

O serviço estava suspenso desde o dia 2 de junho, em razão do bloqueio orçamentário estabelecido pelo Decreto nº 12.990, de 29 de maio de 2026. O retorno foi possível após o repasse de recursos feito pelos ministérios de Portos e Aeroportos (MPor) e do Planejamento e Orçamento (MPO), o que permitiu a continuidade do contrato com a FGV, além do restabelecimento de todas as atividades de fiscalização e certificação da Agência que estavam suspensas.  

Quem deve fazer nova inscrição no exame 
Novos interessados e candidatos que não haviam confirmado seus agendamentos em razão do não pagamento da taxa de inscrição (TFAC). 

Quem não precisa solicitar nova inscrição no exame 
Candidatos que já haviam recebido da FGV a confirmação do agendamento e aqueles que pagaram a taxa de inscrição (TFAC) mas aguardavam o agendamento da data de aplicação do exame (neste caso, basta aguardar retorno da FGV). 

Dúvidas e informações 
A Agência lamenta os transtornos gerados e segue disponível para esclarecer as dúvidas dos profissionais da aviação e de toda a sociedade por meio dos canais de atendimento disponíveis na página Fale com a Anac ou no site da FGV sobre os exames.  

Exames de proficiência estão normalizados 
Os exames de proficiência, tanto de pilotos quanto de mecânicos de manutenção aeronáutica, foram normalizados após a recomposição orçamentária, não sendo mais necessário procurar somente as localidades com disponibilidade de servidores da Anac ou examinadores credenciados autônomos.  


Assessoria de Comunicação Social da Anac

Jornada AVSEC reúne mais de 230 participantes e reforça integração entre setor público e privado

Evento promoveu atualização técnica e debate sobre temas estratégicos para a segurança da aviação civil

AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac) sediou, na quarta-feira (10), em Brasília, a XIV Jornada AVSEC e Cybersecurity Expo. O evento reuniu mais de 230 participantes e consolidou-se como um importante fórum de diálogo, integração e atualização técnica no âmbito da segurança da aviação civil.  

A programação abordou temas atuais e estratégicos para o setor. Entre os destaques estiveram: a mesa redonda sobre o tratamento a ser dispensado ao passageiro indisciplinado, regulamentação que entrará em vigor em setembro de 2026, o projeto normativo referente à não reconciliação da bagagem despachada em caso de passageiro faltante. As rodas de conversa também trataram da Regulação Responsiva, novo modelo de atuação fiscalizatória, e as recentes emendas aos Regulamentos Brasileiros da Aviação Civil (RBAC) nº 107 e 108.  

Outro ponto de destaque foi a apresentação dos produtos desenvolvidos pelos grupos que compõem o Brazilian Aviation Security Team (BASeT), reconhecidos como ferramentas relevantes para a indústria por refletirem uma iniciativa liderada pelo próprio setor. 

O fórum contou com a participação de representantes de diversas instituições e entidades do setor, entre elas a Polícia Federal, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a Associação Brasileira de Aeroportos (ABR), a Secretaria de Aviação Civil (SAC), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), operadores aéreos e aeroportuários, além de centros de instrução AVSEC e outros atores envolvidos com a segurança da aviação civil. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Seleção do Uruguai troca de avião às pressas antes de estreia na Copa do Mundo

Seleção de futebol do Uruguai precisou substituir às pressas a aeronave fretada para os Estados Unidos após problemas regulatórios


A seleção masculina do Uruguai enfrentou um contratempo às vésperas de sua estreia na Copa do Mundo, ontem (14), após a aeronave fretada para transportar a delegação do México para os Estados Unidos ser impedida de ingressar no espaço aéreo norte-americano por questões regulatórias.

A solução encontrada foi a contratação emergencial de um Boeing 737 MAX 9 da Aeroméxico, que levou a equipe até a Flórida poucas horas antes do compromisso diante da Arábia Saudita, que acontecerá nesta segunda-feira (15), às 19h (Brasília).

Segundo informações divulgadas pela Associação Uruguaia de Futebol (AUF), a aeronave originalmente contratada não possuía a documentação exigida pelas autoridades dos Estados Unidos para operar no país.

https://www.instagram.com/p/DZlOuD2Dr8n/embed/?cr=1&v=14&wp=540&rd=https%3A%2F%2Faeromagazine.uol.com.br&rp=%2Fartigo%2Furuguai-troca-aeronave-barrada-eua-copa-do-mundo-2026.html#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A412.30000001192093%2C%22ls%22%3A48.5%2C%22le%22%3A405.30000001192093%7D

A delegação uruguaia estava hospedada no Complexo Mayakoba, no leste do México, escolhido como centro de treinamento para o torneio. A localização foi considerada estratégica por estar entre Miami, sede dos dois primeiros jogos da equipe, e Guadalajara, cidade que receberá o terceiro compromisso da fase de grupos.

Acompanhamento da FIFA

De acordo com relatos da imprensa mexicana, a AUF atribuiu a falha operacional à organização do torneio. Em resposta, a FIFA afirmou ter atuado para reduzir os impactos da ocorrência.

O atraso ocorreu em um momento sensível para a programação da seleção. A delegação precisava ingressar em território norte-americano ainda na noite anterior à partida, enquanto o técnico Marcelo Bielsa tinha participação prevista em entrevista coletiva no Hard Rock Stadium, em Miami.

Boeing 737 MAX 9 da Aeromexico

A aeronave mobilizada para substituir o voo original foi um Boeing 737 MAX 9 (XA-MJJ) operado pela Aeromexico. Ele pode transportar até 181 passageiros, sendo dezesseis na classe executiva e 165 na classe econômica.

O avião decolou de Cancún por volta das 16h45, pousando pouco das 19h30 em Fort Lauderdale, nos arredores de Miami, nos respectivos horários locais. A chegada ocorreu pouco antes do prazo considerado crítico para o cumprimento da agenda da seleção uruguaia.

Antes da missão para transportar a delegação uruguaia, o 737 MAX havia realizado um voo doméstico regular entre Cidade do México e Cancún. 

Até o momento, a identidade da aeronave inicialmente contratada para transportar a seleção uruguaia não foi divulgada oficialmente. Também não foram detalhados os documentos que impediram sua entrada no espaço aéreo dos Estados Unidos.

Fonte: AeroMagazine

Cessna Citation CJ4 alcança 500 aviões produzidos

A Textron Aviation anunciou a produção da 500ª aeronave da família Cessna Citation CJ4


A Textron Aviation anunciou na última segunda-feira (1), a conclusão da produção da 500ª aeronave da família Cessna Citation CJ4.

O marco foi alcançado com a saída da linha de montagem de um Citation CJ4 Gen2, reforçando a trajetória do programa de jatos leves de negócios lançado em 2010 e antecipando a chegada da nova geração da aeronave, o Citation CJ4 Gen3, cuja certificação nos EUA é esperada ainda para este ano.

A aeronave número quinhentos da série Citation CJ4 foi apresentada nas instalações da fabricante em Wichita, no estado do Kansas, durante uma cerimônia que reuniu funcionários envolvidos na produção do modelo.

Segundo a empresa, o marco reflete mais de uma década de demanda pelo jato de negócios, utilizado por operadores proprietários e frotistas em diferentes mercados ao redor do mundo.

Histórico do Citation CJ4

Introduzida em 2010, a família Citation CJ4 consolidou presença no segmento de jatos leves certificados para operação por piloto único. A aeronave é utilizada em missões corporativas, transporte executivo e operações especiais.

Ao longo dos últimos anos, o modelo ganhou espaço entre operadores de aviação de negócios devido à combinação de alcance, desempenho operacional e capacidade de ser operado por um único piloto, características que ampliaram sua adoção em diferentes regiões.

Chegada do Citation CJ4 Gen3

O próximo passo da plataforma será a entrada em serviço do Citation CJ4 Gen3. A nova versão deverá incorporar atualizações tecnológicas voltadas à cabine de comando e aos sistemas de segurança.

Entre os principais recursos anunciados estão a suíte aviônica Garmin G3000 Prime e o sistema Garmin Emergency Autoland, tecnologia capaz de realizar um pouso automatizado em situações de emergência.

Segundo a Textron Aviation, o desenvolvimento da nova geração incorporou experiências operacionais obtidas ao longo da produção da família CJ4 e considerou sugestões apresentadas por operadores e clientes.

Fonte: Aero Magazine