Drone com turbina 100% nacional marca novo capítulo da tecnologia aeroespacial brasileira

A parceria entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e as empresas nacionais AERO CONCEPTS e Stella Tecnologia possibilitou um novo marco para a tecnologia aeroespacial brasileira: a construção do drone brasileiro Albatroz Vortex, uma aeronave tática remotamente pilotada com turbina 100% nacional. Com quatro metros de comprimento e autonomia de até 24 horas, o drone tem capacidade de operação a partir de navios aeródromos ou até mesmo pistas com menos de 150 metros de extensão. A plataforma aérea de alta versatilidade pode decolar com até 150 kg embarcados, incluindo múltiplos sensores, oferecendo inteligência, vigilância e reconhecimento em tempo real. O projeto simboliza um novo capítulo da aviação brasileira, onde inovação, autonomia tecnológica e defesa caminham juntas.

O primeiro voo do drone brasileiro Albatroz Vortex foi realizado em 17 de dezembro de 2025 em um local histórico: a Base Aérea de Santa Cruz (BASC), no Rio de Janeiro – berço do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAvCa). A decolagem foi coordenada pela FAB e todo o procedimento cumpriu as exigências técnicas necessárias.

O desenvolvimento do drone foi possível por meio de parceria entre a FAB e as empresas brasileiras AERO CONCEPTS (responsável pelo sistema propulsivo, a turbina a jato “ATJR15-5”) e Stella Tecnologia (responsável pela plataforma em si). Esse é um exemplo concreto e bem-sucedido da integração entre a Força Aérea Brasileira e o setor produtivo nacional. A iniciativa demonstra como a parceria com empresas civis brasileiras fortalece a indústria de defesa nacional, estimula a inovação tecnológica e contribui para a autonomia estratégica do país. Ao unir conhecimento operacional militar e capacidade industrial civil, a FAB impulsiona soluções de alta tecnologia voltadas às necessidades nacionais, reforçando o papel da cooperação como vetor essencial para o avanço do setor aeroespacial brasileiro.

Para a Stella Tecnologia, o projeto Albatroz Vortex demonstra a capacidade nacional de conceber, integrar e testar sistemas aéreos não tripulados de alta complexidade, com tecnologia genuinamente brasileira. “A parceria com a Força Aérea Brasileira é fundamental nesse processo, pois alia a experiência operacional da FAB à agilidade e capacidade de inovação da indústria nacional. Essa colaboração fortalece a autonomia tecnológica do país, impulsiona o desenvolvimento de competências estratégicas e abre caminho para futuras aplicações em defesa, monitoramento e outras missões de interesse nacional”, afirmou o CEO da Stella Tecnologia, Gilberto Buffara Júnior.

O diretor do grupo AERO CONCEPTS, Alexandre Roma, explicou que a meta da empresa com projetos como esse é de alcançar maior autonomia tecnológica. “Queremos viabilizar, no curto e médio prazo, o desenvolvimento de famílias completas de turbinas nacionais, tornando a AERO CONCEPTS a Empresa Brasileira de Turbinas e Sistemas Propulsivos, possuindo um parque fabril próprio para fabricações dos itens estratégicos incluindo a produção de nossas próprias superligas”, destacou Roma.

FONTE: FAB

A Bomba Guiada Lizard 500 e a Operação Thor realizada no Brasil

Força Aérea Brasileira não opera pod Litening V, o que foi usado em Natal pertence a Suécia


A Força Aérea Brasileira e a SAAB concluíram recentemente a Operação Thor, uma campanha de disparo de armamento destinada a certificar o caça F.39E Gripen no lançamento de armas ar-solo guiadas e não guiadas contra alvos que exigiram diferentes perfis e envelopes de voo. A matéria-prima fundamental para essa missão, a bomba MK 84 (2000 libras) e o kit de guiamento Lizard 500 fornecido e suportado no Brasil pela AEL Sistemas, comprovaram mais uma vez a sua confiabilidade, atingindo seus alvos designados com a precisão requerida, e ao mesmo tempo diminuindo a exposição da aeronave lançadora às defesas antiaéreas inimigas.

O Elbit Systems Lizard é uma família de kits de orientação modulares avançados projetados para converter bombas Mk 82, Mk 83 e Mk 84 em munições guiadas de precisão (PGMs) usando tecnologias de laser, GPS/INS e infravermelho. Desenvolvido em Israel, esse kit de guiamento tornou-se um item essencial da Força Aérea Israelense (IAF) e um produto de sucesso no mercado internacional, oferecendo alta precisão com danos colaterais reduzidos a preços competitivos. 

DNA israelense

Projetado pela Elbit Systems, de Israel, o Lizard surgiu como uma opção aos sistemas Laser Guided Bomb do tipo Paveway II, de alto custo de aquisição, introduzindo um sistema com as mesmas especificações MIL Standard, conectividade e facilidade de integração arma/aeronave, e oferecido no mercado com diferentes tipos de seekers/capacidades, por um preço extremamente competitivo, especialmente quando usado em conjunto com as bombas MK.84 de 2000 libras. Esses kits de guiamento utilizam códigos de detecção/seguimento de emissores laser integrados a uma variedade enorme de aeronaves ocidentais.  As Lizard 3 e 4 podem usar laser e INS/GPS com seekers integrados a um computador de bordo que aciona atuadores a bateria capazes de mover as quatro aletas canard no nariz.  Uma conexão simples liga o nariz à cauda da arma, equipada com quatro aletas retráteis que se abrem no lançamento e fornecem a sustentação e estabilidade durante o voo.

Principais desenvolvimentos históricos

O Lizard foi desenvolvido e projetado para competir com padrões internacionais como a série Paveway, oferecendo uma solução de baixo custo e fácil de implementar.  Em 2007, a Israeli Air Force (IAF) selecionou os kits de bombas guiadas a laser da série Lizard para equipar seus esquadrões de caça de linha de frente, especificamente os Boeing F-15I e Lockheed Martin F-16.  Essa decisão foi considerada um grande avanço para a Elbit Systems, principal fornecedora das Forças Armadas de Israel.  O sistema foi testado em combate em operações de ataques ar-solo contra uma variedade de alvos em diversos conflitos, e a Elbit continua a aprimorar o sistema, produzindo atualmente as versões Lizard-3 (laser) e Lizard-4 (GPS/INS).

O Lizard-3 tem um erro circular provável (CEP) de um metro, sendo compatível tanto com bombas de uso geral ocidentais MK quanto orientais do tipo FAB e similares. O kit de guiamento utiliza sensores avançados para rastrear pontos de laser mesmo em ambientes hostis, saturados de emissões, fumaça e decoys. Suporta navegação proporcional, modelagem de trajetória e pode atingir alvos em movimento com velocidade de até 150 km/h. 

Os kits Lizard são eficazes contra bunkers, aeródromos e usinas de energia (os alvos no primeiro dia da guerra), e podem ser lançados à luz do dia, na escuridão da noite ou em quaisquer condições climáticas. Essas armas possuem logística descomplicada, as cabeças de guiamento são projetadas para instalação e setup via notebook tático realizada de forma rápida, com tempo de inatividade em solo da aeronave reduzido ao mínimo necessário. O sistema Lizard foi exportado para diversos clientes internacionais, incluindo países membros da OTAN, e também faz parte do arsenal da Suécia.

O Pod Designador Litening 5

A Administração Sueca de Material de Defesa (FMV) selecionou especificamente o Litening 5 para o Gripen E, e ele também está sendo integrado aos modelos Gripen C/D mais antigos para aprimorar suas capacidades. Esse pod entrega imagens coloridas de alta resolução, sensores infravermelhos de ondas médias e curtas (FLIR) e um radar de abertura sintética (SAR) que permite a detecção, identificação e rastreamento de alvos em quaisquer condições climáticas, de dia ou de noite. A tecnologia embarcada do Litening 5 permite que o Gripen E, sueco ou brasileiro, utilize munições avançadas de precisão guiadas (a laser, GPS e infravermelho). 

Para se ter uma medida da importância estratégica desse equipamento, em 2024, a Suécia fez uma encomenda significativa (aproximadamente 390 milhões de coroas suecas) de unidades adicionais do Litening 5, incluindo suporte para manutenção no país, com entregas programadas para continuar até o final de 2026. Além do Gripen, o Litening 5 também é usado em outras plataformas, incluindo o Eurofighter Typhoon. O equipamento Litening 5, que foi usado no Brasil, é de procedência sueca e retornou com as equipes da SAAB para Linkoping após cumprir com sucesso uma extensa campanha de ensaios e gerar dados preciosos para o desenvolvimento da aeronave. Os kits de guiamento Lizard 500 também fazem parte do inventário sueco. 

De fato, o Brasil participou da Operação Thor com o Gripen E FAB 4100 (aeronave de desenvolvimento), pilotos de ensaio altamente capacitados e corpos inertes (cor azul) de bombas MK84 de arsenal. A Força Aérea Brasileira já é operadora dos pods Rafael Litening III, mais antigos, e precisa buscar um upgrade de capacidades para o padrão Litening 5 usado pelos suecos em seus caças Gripen E e frota C/D remanescente.  Para que os caças Gripen E brasileiros possam apresentar a mesma performance mostrada na Operação Thor pelo FAB 4100 de desenvolvimento, é vital e urgente a compra de pods Rafael Defence Litening 5 e novos kits Lizard 3 e 4 (laser e INS/GPS).

Fonte: Fab

O mistério do último voo de Amelia

Desaparecimento da piloto americana em 1937 segue mobilizando pesquisadores e novas expedições prometem respostas sobre um dos casos mais intrigantes da aviação mundial


O desaparecimento da piloto Amelia Earhart durante voo sobre o Pacífico é um dos casos mais intrigantes da história da aviação | Fotos: reprodução

22 de fevereiro de 2026 — O desaparecimento da piloto americana Amelia Earhart, em julho de 1937, durante uma tentativa histórica de dar a volta ao mundo de avião, permanece como um dos maiores enigmas da aviação. Décadas após o último contato por rádio, o caso segue despertando interesse científico e midiático, impulsionado por novas tecnologias e investigações recentes.

Nascida em Atchison, em 24 de julho de 1897, Amelia teve uma infância marcada por constantes mudanças de cidade, o que contribuiu para o espírito aventureiro que definiria sua trajetória. Ainda jovem, passou a se interessar pela aviação, paixão que ganharia forma definitiva nos anos seguintes.

Nos ares desde jovem

Durante a Primeira Guerra Mundial, Amelia atuou como voluntária em Toronto, no Canadá, cuidando de pilotos feridos. A convivência com aviadores reforçou sua decisão de seguir carreira nos céus. Aos 20 anos, iniciou o treinamento de voo e, em 1923, obteve sua licença de piloto, tornando-se uma das mulheres pioneiras na aviação civil.

A consagração veio em 1928, quando participou da travessia do Atlântico como copilota. Quatro anos depois, entrou definitivamente para a história ao se tornar a primeira mulher a cruzar o oceano sozinha como piloto principal, consolidando-se como referência mundial.

Inspiração para mulheres aviadoras

Além dos recordes, Amelia escreveu livros sobre suas experiências e foi uma das fundadoras da associação The Ninety-Nines, voltada ao apoio e incentivo de mulheres pilotos. Sua atuação foi decisiva para ampliar a presença feminina na aviação comercial.

O dia trágico do desaparecimento

Em 2 de julho de 1937, Amelia partiu de Lae rumo à Ilha Howland, acompanhada do navegador Fred Noonan. A etapa seria decisiva para concluir a volta ao mundo, mas o avião jamais chegou ao destino.

Pouco antes do desaparecimento, Amelia manteve contato por rádio com o navio da guarda costeira americana Itasca, relatando dificuldades de localização e combustível reduzido. A última transmissão foi registrada às 8h43, sem coordenadas precisas.

Após o sumiço, o então presidente Franklin D. Roosevelt autorizou uma das maiores operações de busca da época, envolvendo dezenas de aviões e navios. Apesar do investimento milionário, nenhum vestígio conclusivo foi encontrado.

Nova pista reacende esperanças

Em 2025, a empresa Nauticos anunciou avanços significativos na investigação. Utilizando equipamentos de rádio idênticos aos usados em 1937, pesquisadores afirmam ter reduzido consideravelmente a área provável da queda da aeronave.

Segundo os cientistas, a análise das comunicações indica com maior precisão onde Amelia e Noonan estariam no momento final do voo. Uma nova expedição está prevista para aprofundar as buscas e, possivelmente, encerrar um mistério que atravessa gerações.

Fonte: Portal Terra Da Luz

CIAAN realiza aula inaugural para Oficiais-Alunos do CAAVO 2026

O Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval Almirante José Maria do Amaral Oliveira (CIAAN) realizou a tradicional Aula Inaugural do Curso de Aperfeiçoamento de Aviação para Oficiais (CAAVO T-1/2026), no dia 11 de fevereiro, marcando o início das atividades curriculares para os dez Oficiais-Alunos matriculados.

Na oportunidade, o Comandante da Força Aeronaval, Contra-Almirante Alexandre Veras Vasconcelos, proferiu palestra na qual apresentou um panorama sobre a trajetória histórica e do pioneirismo da Aviação Naval, a evolução dos meios operativos e as perspectivas futuras para a Força, além de discorrer sobre as conquistas na carreira de um Aviador Naval.

A palestra evidenciou a relevância estratégica da Aviação Naval para o cumprimento das missões da Marinha do Brasil, bem como os desafios operacionais inerentes à atividade aérea no ambiente marítimo.

O evento contou com a presença do Vice-Almirante Paulo Renato Rohwer, dos Titulares das Organizações Militares subordinadas, além de Oficiais Aviadores Navais, Médicos, Psicólogos e Oficiais de Apoio à Aviação do Complexo Aeronaval de São Pedro da Aldeia.

FONTE: ComForAerNav/MB

FAB celebra 67 anos da primeira Inspeção em Voo no Brasil

FAB celebra 67 anos da primeira Inspeção em Voo no Brasil. Há 67 anos, a Força Aérea Brasileira (FAB) realizava a primeira inspeção em voo conduzida por tripulação brasileira. O marco consolidou uma capacidade técnica que, desde então, sustenta a segurança da navegação aérea no país. A atividade é executada pelo Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV), organização do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), responsável por aferir, calibrar e homologar auxílios e procedimentos de navegação aérea em todo o território nacional.

A inspeção em voo consiste na verificação, por meio de aeronaves-laboratório, do desempenho de equipamentos como VOR, DME, ILS e procedimentos aéreos baseados em navegação por satélite. O trabalho assegura que os sinais transmitidos estejam dentro dos padrões técnicos exigidos. Essa validação garante precisão para pousos por instrumentos, decolagens e rotas em condições meteorológicas adversas.

Em 2025, foram realizadas 3.850 horas de voo e a inspeção de mais de 1.100 auxílios e procedimentos de navegação aérea. Além disso, a atuação do GEIV alcançou outros países, como Paraguai, Uruguai e Argentina. Para o Diretor-Geral do DECEA, Tenente-Brigadeiro do Ar Maurício Augusto Silveira de Medeiros, os números refletem a prontidão da unidade. “A capacidade operacional dos 196 homens e mulheres do efetivo do GEIV, aliada à alta tecnologia, garante a segurança da navegação aérea em todo o território nacional e em países vizinhos”, afirmou. A inspeção em voo é requisito previsto nos anexos da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), que estabelece padrões globais de segurança e regularidade do transporte aéreo.

Além do desempenho operacional, o Diretor destacou o papel estratégico da atividade para o cumprimento das normas internacionais. “Neste dia especial, parabenizo todos os pilotos inspetores, operadores de sistema de inspeção em voo e de posicionamento de aeronave, operadores de equipamentos de radiomonitoragem e mecânicos, por participarem, de forma exemplar, dessa atividade essencial para a garantia da segurança operacional no Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro”, concluiu o Tenente-Brigadeiro.

Histórico

Criado em 1972, o GEIV herdou e ampliou a expertise adquirida pelo Brasil na década de 1950. Na ocasião, o então Ministério da Aeronáutica negociou com os Estados Unidos a transferência de conhecimento e tecnologia para a implantação de equipamentos de auxílio à navegação aérea e execução da atividade de inspeção em voo. Em julho de 1955, o governo brasileiro assinou o acordo que daria origem ao Projeto CONTRAF (Controle de Tráfego Aéreo). Já em 1958, formou-se a primeira tripulação operacional de inspeção em voo no país, quando foi adquirido o primeiro avião-laboratório.

A primeira inspeção em voo em território nacional, com aeronave e tripulação da FAB, foi realizada em 21 de fevereiro de 1959, com o intuito de verificar a adequação do sítio de Itaipuaçu, no Rio de Janeiro (RJ), para instalação de um VOR. Atualmente, a unidade opera aeronaves equipadas com sistemas embarcados de alta precisão, capazes de analisar parâmetros em tempo real. Passadas quase sete décadas da primeira missão, a inspeção em voo segue como uma atividade essencial para a operacionalidade de todo o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro.

Fonte: Fab

Avião especial com a Taça da Copa do Mundo aterrissa hoje no Brasil e passa por 4 cidades; veja horários atualizados

A contagem regressiva para a Copa do Mundo FIFA 2026 ganha um novo capítulo a partir de amanhã, 23 de fevereiro, com a chegada ao Brasil do tour oficial da Taça da FIFA World Cup™ suportado por uma aeronave personalizada.

O troféu, símbolo máximo do futebol mundial, poderá ser visto de perto pelos fãs brasileiros em eventos especiais nas principais cidades do país e também nos aeroportos por conta da presença do Airbus A320 de matrícula G-POWK, da Titan Airways.

A rota no Brasil prevê paradas em quatro aeroportos, com horários específicos de pouso e decolagem, coordenados para permitir exposições e eventos em solo.

Cronograma das etapas no Brasil (horário local):

23 de fevereiro – Chegada ao Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos às 10h00 para início das atividades na cidade. Decola às 12h00 para Campinas, onde pousa às 13h10 e onde passará a noite.

24 de fevereiro – Decola no dia seguinte, às 4h15 para Guarulhos, onde recolherá a taça. Mais tarde, às 8h15, parte para o Rio de Janeiro, onde pousa às 9h10.

25 de fevereiro – Decola do Rio às 12h10 e pousa em Brasília às 14h00.

27 de fevereiro – Parte de Brasília às 01h50 com destino à Costa Rica.

As cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília receberão eventos abertos ao público, mediante inscrição prévia, que incluem exposições interativas, experiências temáticas e celebrações especiais em locais icônicos, como o Forte de Copacabana.

Essa iniciativa, realizada pela FIFA em parceria com a Coca-Cola, tem como objetivo conectar torcedores ao clima de festa e emoção que antecede o mundial, que será disputado entre Estados Unidos, México e Canadá a partir de 11 de junho de 2026.

Fonte: Aeroin

ANAC simplifica processo de autorização de projeto para drones a depender do risco

De acordo com a Lei de Criação da Anac (Lei 11.182/2005), cabe à Agência implementar medidas necessárias para o atendimento do interesse público e para o desenvolvimento e fomento da aviação civil, devendo regular e fiscalizar os produtos e processos aeronáuticos, dentre outros.

Em novembro do ano passado foi publicada a Instrução Suplementar nº 94-004 – Revisão A (IS E94-004A), que tem como objetivo estabelecer uma forma alternativa  para a autorização de projetos de Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (RPAS), popularmente conhecidos como drones.

Após a publicação do RBAC-E nº 94, em 2017, que fixa os requisitos gerais para aeronaves não tripuladas de uso civil, foram publicadas diversas Instruções Suplementares para complementar o regulamento.

Entre elas, a IS E94-001 – Revisão B, que determina os procedimentos gerais da autorização de projeto de RPAS; a IS E94-002 – Revisão A, que especifica os requisitos técnicos para autorização de projetos de RPAS; e a IS E94.5-001, que versa sobre a autorização de projeto de RPAS destinado à aplicação de agrotóxicos e afins – adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes.

Com esse conjunto de regramentos, a Agência estipulou que a operação de drones civis em território nacional exige autorização de projeto, a depender da classe da aeronave e do tipo de operação (VLOS/EVLOS ou BVLOS)

Claro, salvo exceções, como em caso de drones Classe 3 – que operam VLOS/EVLOS e em uma altura máxima de 400 pés – se o drone possuir Certificado de Tipo, ou se possuir Certificado de Autorização de Voo Experimental – CAVE ou Autorização Especial de Voo – AEV, a categoria abarca a maioria dos drones de prateleira.

Ficam sujeitos aos procedimentos de autorização de projeto da ANAC, drones de Classe 3 – que pesam entre 250g e 24,9 kg e voam BVLOS e/ou acima de 400 pés; drones de Classe 2 – que pesam entre 25kg e 149,9 kg e voam VLOS/EVLOS/BVLOS e/ou acima de 400 pés. Os drones de Classe 1, que pesam 150 kg ou mais, necessitam de Certificação de Tipo.

Atualmente, o Brasil conta com diversos modelos aprovados, permitindo a operação de centenas de drones. Contudo, com a instituição da IS E94-004A, que simplifica uma série de etapas para a autorização de projetos, a expectativa é que fabricantes possam aumentar a quantidade de drones autorizados pela ANAC, apresentando maiores opções para o mercado e viabilizando a escala das operações em território nacional. 

Sendo assim, desde a publicação da nova instrução suplementar, em 2025, fabricantes contam com uma forma alternativa e optativa à IS E94-001 para a condução de processos de autorização de projetos de drones, aplicável às operações de baixo risco, SAIL I (muito baixo) ou II (baixo), de acordo com a metodologia de avaliação de risco operacional específico SORA 2.5, bastante aplicada internacionalmente.

O processo descrito pela IS E94-004A é declaratório, exigindo a apresentação de documentação descrita para aceite e emissão da aprovação, em um novo e simplificado fluxo, muito mais célere.

Importante ressaltar que a autorização de projeto de RPAS declaratória destinada a operações de baixo risco não é aplicável a drones Classe 3, que mantém a obrigatoriedade de distância de terceiros não anuentes e da Análise de Risco Operacional como responsabilidade do operador, com cadastro no Sistema de Aeronaves Não Tripuladas da ANAC (SISANT).

Aos drones de Classe 2 ou Classe 3 que voam em BVLOS e/ou acima de 400 pés, cabe aos fabricantes avaliar o risco para aplicar, de acordo com a compatibilidade, a nova instrução suplementar. Se o drone apresenta baixo risco – voando, por exemplo, em áreas remotas ou escassamente povoadas, sem infraestrutura crítica ou probabilidade de colidir com aeronaves tripuladas no espaço aéreo, pode-se usar a IS E94-004A.

A publicação desta IS representa um movimento relevante de amadurecimento regulatório da aviação civil brasileira no campo das aeronaves não tripuladas.

Ao introduzir um procedimento declaratório e proporcional ao nível de risco da operação, a ANAC sinaliza uma mudança de paradigma: do modelo excessivamente uniforme para um modelo orientado por risco, mais alinhado às melhores práticas internacionais.

Essa simplificação não implica a flexibilização indevida de normas, mas a racionalização de etapas, preservando os requisitos essenciais de segurança enquanto reduz barreiras burocráticas.

Na prática, o novo fluxo tende a gerar impactos positivos diretos para fabricantes e desenvolvedores, que passam a contar com maior previsibilidade, menor custo regulatório e prazos mais curtos para validação da ANAC.

Como consequência, o mercado brasileiro ganha em dinamismo, competitividade e capacidade de inovação, ampliando a oferta de modelos autorizados e estimulando o surgimento de soluções tecnológicas locais.

A IS E94-004A, portanto, consolida-se como instrumento de fomento ao desenvolvimento do setor de drones no país, equilibrando segurança operacional e incentivo à evolução tecnológica, dois pilares indispensáveis para a expansão sustentável desse ecossistema.

Fonte: Aeroin

Aberta consulta pública sobre requisitos para pilotos de aeronaves de decolagem e pouso vertical

Proposta da Anac é criar nova categoria de pilotos, com a possibilidade de profissionais já licenciados em helicóptero ou avião realizarem treinamento de transição


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) recebe até o dia 16 de março contribuições para a consulta pública sobre a proposta de emenda ao Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) nº 61, que estabelece os requisitos para licenças, habilitações e certificados de profissionais da aviação civil.  

A iniciativa busca preparar, de forma gradual e segura, o sistema brasileiro de licenças para a chegada de novos conceitos de aeronaves, popularmente conhecidos como “carros voadores”. Trata-se de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (electric vertical takeoff and landing – eVTOL) que compõem a chamada mobilidade aérea avançada. 

O modelo sugerido contempla um treinamento específico para habilitação em aeronaves com capacidade de decolagem e pouso verticais (VTOL Capable Aircraft – VCA, na sigla em inglês). A denominação VCA visa à harmonização com o que já é adotado na União Europeia. 

Transição
Na fase inicial, a proposta da Anac prevê um modelo de transição destinado a pilotos já licenciados para operar aviões ou helicópteros. O objetivo é acumular experiência operacional e evidências regulatórias, permitindo a evolução futura para requisitos completos de formação de novos pilotos de VCA, sem necessidade de experiência prévia em outras categorias. 

A partir daí, a habilitação de pilotos seria específica e complementada por experiência supervisionada em operações típicas, sendo finalizada com um exame prático de verificação de perícia.  

Para melhor definição dessa estratégia, a Agência convida pilotos, organizações de treinamento, fabricantes, operadores, especialistas e demais interessados a participar da consulta pública. As contribuições devem ser enviadas pelo portal Brasil Participativo, onde estão disponíveis todos os documentos.

A iniciativa reforça o compromisso da Anac com a melhoria contínua da regulação, promovendo inovação responsável e previsibilidade das normas, sempre com foco em segurança operacional. 


Assessoria de Comunicação Social da Anac

Anac discute com sociedade proposta de atualização da Resolução nº 400

Audiência pública foi realizada na tarde de 11 de fevereiro na sede da Agência


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realizou na quarta-feira, 11 de fevereiro, a audiência pública para discutir as mudanças propostas na Resolução nº 400/2016. O evento, também transmitido pelo Youtube, foi feito no auditório da sede da Agência, em Brasília, às 14h. A consulta pública, iniciada em 21 de janeiro, segue com contribuições abertas até 9 de março

A abertura foi conduzida pelo diretor-presidente Tiago Faierstein, que falou sobre a proposta durante sua fala e a intenção da Agência com a atualização da regra. “Essa primeira proposta é um alinhamento da Resolução 400 atual com o que está posto no Código Brasileiro de Aeronáutica. As assistências materiais serão mantidas independente dos motivos”, pontuou. 

Na audiência, 27 inscritos fizeram manifestações, tanto presencialmente no auditório quanto virtualmente. Estiveram presentes representantes do setor de aviação civil na aviação comercial, acadêmicos da aviação civil, representantes do Ministério Público e de órgãos de defesa do consumidor e escritórios de advocacia especializados, entre outros. 

Após a conclusão da audiência, as contribuições recebidas serão levadas para análise para aperfeiçoamento da proposta, juntamente com aquelas do processo de consulta pública. Futuramente, as sugestões serão publicadas no portal da Anac para consulta. 

A audiência pública em sua íntegra pode ser assistida no canal de Youtube da Agência

Assessoria de Comunicação da Anac

Helicontrol, sistema único no mundo criado pela FAB, cresce 31% e garante zero incidentes sobre Congonhas

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), desempenha um papel crucial na garantia da segurança dos voos no país. Único no mundo, o sistema HELICONTROL, criado em 2004 pelo DECEA, é operado na Torre de Controle de São Paulo.

Essa área foi implementada como uma solução para lidar com o grande número de operações de helicópteros na região, especialmente na aproximação ao Aeroporto de Congonhas, garantindo segurança e fluidez no tráfego aéreo entre helicópteros e aeronaves de asa fixa nessa porção do espaço aéreo.

Em 2025, o HELICONTROL atendeu 39.581 helicópteros, apresentando um crescimento de cerca de 31% em relação ao ano anterior, sem registros de incidentes ou acidentes aeronáuticos, confirmando a eficiência do sistema adotado.

Equipado com avançados sistemas tecnológicos, a operação do controle de tráfego dos helicópteros é coordenada diretamente com os controladores da Torre de Controle, com o objetivo de otimizar a circulação aérea e garantir a convivência segura entre helicópteros e aeronaves de asa fixa na aproximação e decolagem na Aeroporto de Congonhas e na região.

O Brasil é um dos maiores detentores de frota de helicópteros do mundo, com mais de duas mil aeronaves, segundo dados da Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero (ABRAPHE) e da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Segundo o Comandante do Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste (CRCEA-SE), Coronel Aviador Luiz Eduardo de França Scovino, a implantação do HELICONTROL foi essencial porque São Paulo concentra uma das maiores frotas de helicópteros do mundo operando sobre uma área urbana extremamente densa e muito próxima a Congonhas, que é o segundo aeroporto mais movimentado do Brasil.

“Sem um sistema dedicado como esse, teríamos um cenário de maior risco e menos previsibilidade para pilotos e controladores. O HELICONTROL organiza os fluxos, separa trajetórias quando necessário e integra as informações com a Torre de Controle, permitindo que helicópteros e aviões coexistam no mesmo espaço aéreo com segurança, eficiência e continuidade operacional para a cidade”, relatou o Oficial.

A área de São Paulo conta com 54 Km² ao norte de Congonhas e possui regulamentação estabelecida pelo DECEA por meio das regras específicas para voo na Área de Controle de Helicóptero (CIRCEA 100-116).

Fonte: Aeroin