NFL está ansiosa por voos com jatos supersônicos para viabilizar a expansão da Liga na Europa

A National Football League (NFL), principal liga esportiva dos Estados Unidos, está explorando o uso de jatos supersônicos como solução para superar o grande desafio logístico que impede a expansão permanente da liga na Europa: o tempo de viagem.

A ideia é que a redução drástica nos tempos de voo permita a criação de franquias europeias viáveis, minimizando o desgaste físico e mental dos atletas causado por longas viagens transatlânticas.

Nos últimos anos, a NFL tem ampliado sua presença internacional com partidas regulares em Londres, Frankfurt, Munique, São Paulo e, recentemente, Madrid.

Embora esses jogos pontuais tenham revelado um público entusiasmado, a operação de franquias fixas enfrenta obstáculos logísticos significativos.

Uma equipe baseada em Londres, por exemplo, teria que lidar com viagens semanais de até 7 a 8 horas para os Estados Unidos, provocando jet lag, fadiga e comprometendo o desempenho dos jogadores.

É nesse contexto que entram os jatos supersônicos, capazes de reduzir o voo entre Nova York e Londres de quase oito horas para cerca de 3,5 horas. Essa diminuição significativa do tempo de viagem contribuiria para que os atletas se recuperem mais rapidamente, mantendo seu desempenho ideal.

Além dos benefícios para os jogadores, a redução de tempo facilitaria a logística para técnicos, equipe técnica e mídia, tornando possível estabelecer calendários de jogos mais consistentes e menos extenuantes. Isso abriria caminho não só para uma franquia, mas potencialmente para uma divisão europeia completa da NFL.

O uso de aviões supersônicos enfrenta barreiras regulatórias, especialmente nos EUA, onde voos supersônicos sobre terra são proibidos devido ao impacto sonoro do estrondo sônico. Contudo, iniciativas como o programa “Quesst” da NASA, em parceria com a Lockheed Martin, buscam desenvolver aeronaves que minimizem esse ruído, com testes programados para 2026 que podem convencer a FAA a revisar as regras.

Embora ainda demore para ver times da NFL cruzando o Atlântico na velocidade do som, a convergência entre a expansão global do esporte e os avanços na aviação rápida representa uma transformação potencialmente revolucionária para a logística esportiva mundial.

Fonte: Aeroin

FAB participa de simpósio internacional sobre combate a incêndios florestais e reforça cooperação no AEROFIRE

O evento reúne especialistas, pesquisadores, gestores públicos, integrantes das Forças Armadas, Corpo de Bombeiros, organizações não governamentais e representantes da iniciativa privada, com o objetivo de promover inovação, cooperação e preparação estratégica para enfrentar os incêndios florestais. O encontro ocorre na Escola Superior de Defesa (ESD), em Brasília (DF).

Na abertura, a Comandante da ESD, Major-Brigadeiro Médica Carla Lyrio Martins, destacou que o AEROFIRE é o primeiro evento dessa magnitude a integrar organismos nacionais e internacionais, tornando-se uma iniciativa necessária diante dos desafios globais.

“Representa, sobretudo, a cooperação entre a academia e as organizações da ‘linha de frente’, que, juntas, fortalecem o diálogo sobre temas relacionados ao trinômio segurança, desenvolvimento e defesa e sua relação com as mudanças climáticas, em especial os incêndios florestais”, afirmou.

Durante o simpósio, o Coronel Aviador Bruno Pedra, do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), apresentou o exercício combinado Cooperación XI, que pela primeira vez será realizado no Brasil. A atividade ocorrerá em março de 2026, na Base Aérea de Campo Grande (BACG), reunindo Forças Aéreas e organismos de Defesa das Américas para treinar a integração de comando e controle em cenários de desastre.

“O simpósio foi uma oportunidade importante para mostrar que o cenário escolhido para o Cooperación reflete um tipo de desastre que vem aumentando na região. Incêndios florestais matam, afligem as nações, impactam o meio ambiente e a economia”, afirmou.

Capacidade do KC-390 Millennium no combate a incêndios – O Major Aviador Anderson Dias Santiago, do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT) – Esquadrão Zeus –, sediado em Anápolis (GO), apresentou o emprego do sistema de combate a incêndios em voo do KC-390 Millennium.

Ele destacou que o simpósio favoreceu a integração entre diferentes cenários de atuação no enfrentamento aos incêndios florestais e permitiu demonstrar as capacidades da aeronave, que pode lançar mais de 12 mil litros de água por surtida. “Expor essas capacidades a todos os envolvidos amplia a consciência situacional para futuras tomadas de decisão e contribui para aprimorar nossa efetividade no combate a incêndios no país e, até mesmo, em nível internacional”, explicou.

Ainda no painel sobre cooperações internacionais, o Coronel Aviador Glauco dos Santos Cândido, da Junta Interamericana de Defesa (JID), sediada nos Estados Unidos, apresentou o tema “Mecanismo de Cooperação para Desastres (MECODE)”. “As práticas discutidas podem ser incorporadas a processos futuros para aliviar o sofrimento de populações que enfrentam desastres ao redor do mundo”, observou.

O simpósio integra o projeto “Defesa e Mudanças Climáticas: Interconexões e Dinâmicas Geopolíticas no Âmbito do Entorno Estratégico Brasileiro”, vinculado ao programa Pró-Defesa V, desenvolvido em parceria entre o Ministério da Defesa e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A realização contou ainda com apoio da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade da Força Aérea (UNIFA) e de instituições nacionais e estrangeiras dedicadas ao combate a incêndios.

Fonte: Fab

EMBR3 em alta: números explosivos revelam por que a Embraer vive seu melhor momento em anos

Com caixa líquido positivo, demanda crescente e avanços tecnológicos, a Embraer reforça sua posição global e acende o alerta de oportunidade para investidores em EMBR3.


A Embraer encerrou 2024 em seu momento mais sólido da última década. Com um crescimento robusto no fluxo de caixa, avanço do backlog, melhora do rating e diversificação do portfólio, a companhia consolida seu nome entre as principais forças da aviação comercial, executiva e de defesa. Para o investidor, os números apresentados no formulário 20F e no balanço anual reforçam a atratividade da EMBR3 no mercado.

Estrutura financeira ganha tração com ativos fortes e patrimônio em expansão

O ano de 2024 foi marcado por uma evolução relevante nos ativos e no patrimônio líquido da Embraer. Os ativos totais somaram US$ 11,8 bilhões, enquanto o passivo encerrou o período em US$ 8,5 bilhões, resultando em patrimônio líquido de US$ 3,3 bilhões — um avanço consistente frente aos anos anteriores.

O desempenho foi impulsionado pelo aumento da carteira de pedidos, pela geração expressiva de caixa operacional e pela capacidade da companhia de manter uma gestão financeira equilibrada mesmo em um setor altamente volátil.

Liquidez robusta: caixa supera dívida e garante fôlego para expansão

A Embraer fechou 2024 com US$ 2,55 bilhões em caixa, equivalentes e aplicações, superando o endividamento bruto e resultando em posição de caixa líquida de US$ 59,9 milhões.
O perfil do endividamento também se destaca por:

  • 93,6% das dívidas denominadas em dólar
  • Maioria atrelada a taxas fixas
  • Concentração de obrigações no longo prazo
  • Acesso a uma linha de crédito rotativo de US$ 1 bilhão, ainda não utilizada

A estrutura reduz o risco cambial, traz previsibilidade e reforça a imagem de solidez — fatores que contribuíram diretamente para a obtenção do grau de investimento pelas principais agências de rating.

Fluxo de caixa dispara 41% e abre espaço para novos investimentos

O fluxo de caixa operacional atingiu US$ 8,612 bilhões, alta de 41% em relação a 2023.
Esse salto permitiu que a Embraer ampliasse liquidez, fortalecesse sua capacidade de investimento e aumentasse a segurança operacional diante das incertezas globais.

Backlog histórico de US$ 26,3 bilhões reforça demanda crescente

A carteira de pedidos firmes, o famoso backlog, atingiu US$ 26,3 bilhões, avanço expressivo ante:

  • US$ 18,7 bilhões (2023)
  • US$ 17,5 bilhões (2022)

A distribuição por segmento reforça a diversificação estratégica:

  • 38,7% – Aviação comercial
  • 28% – Aviação executiva
  • 17,5% – Serviços e suporte
  • Demais – Defesa, mobilidade aérea e projetos tecnológicos

O backlog crescente é um dos principais indicadores de previsibilidade e segurança para os próximos ciclos de receita.

Presença global, tecnologia de ponta e novas frentes de receita

A Embraer amplia investimentos em inovação com projetos como:

  • Eve Air Mobility – aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical (eVTOL)
  • Parceria com Saab para produção do Gripen no Brasil
  • Expansão internacional via subsidiárias e aquisições

Em 2024, a empresa investiu US$ 540 milhões em Portugal para montar aeronaves para países da OTAN, reforçando sua presença europeia.
Simultaneamente, a Desaer — fundada por ex-integrantes da Embraer — investiu R$ 80 milhões em Minas Gerais, fortalecendo o ecossistema aeroespacial brasileiro.

Volatilidade das ações EMBR3: o que influencia o preço dos ativos

O comportamento das ações EMBR3 segue sensível a vários fatores:

  • Recuperação pós-pandemia
  • Demanda global por aeronaves
  • Cancelamento da joint venture com a Boeing em 2020
  • Avanços tecnológicos e projetos futuros
  • Resultados trimestrais
  • Evolução do backlog
  • Rating de crédito

A oscilação reforça a necessidade de acompanhamento constante de relatórios financeiros e mudanças estratégicas.

Cálculo estatutário indica valor mínimo estimado para EMBR3

Segundo o próprio estatuto e o formulário 20F, em caso de OPA obrigatória, o valor mínimo das ações deve ser calculado com base em múltiplos internos, PLOG e EBITDA, acrescido de prêmio de 50%.

Com backlog de US$ 26,3 bilhões e EBIT médio de US$ 799,6 milhões, o valor mínimo estatutário seria de:

→ R$ 32,09 por ação

Não se trata de valuation de mercado, mas de um preço mínimo obrigatório em mudança de controle.

Perspectivas: solidez, inovação e desafios pela frente

A Embraer demonstra:

  • Forte geração de caixa
  • Crescimento do backlog
  • Expansão internacional
  • Investimentos intensos em novas tecnologias
  • Avanços na aviação elétrica
  • Parcerias estratégicas de peso

No entanto, a empresa enfrenta desafios como:

  • Competição global acirrada
  • Sensibilidade a fatores macroeconômicos
  • Litígios internacionais
  • Ciclos longos da indústria aeroespacial

Ainda assim, o cenário indica uma Embraer preparada para novas oportunidades e sustentada por fundamentos sólidos.

Fonte: https://opetroleo.com.br/

Sobrinho-neto de Santos Dumont mantém viva a paixão pela aviação

Paulo Villares, engenheiro e empresário com trajetória, cresceu cercado por histórias e motores de avião


aviação não é apenas uma paixão na família Villares, é um legado. Paulo D. Villares, engenheiro e empresário com trajetória marcante na indústria brasileira, cresceu cercado por histórias e motores de avião. Não por acaso: seu avô Carlos Villares era casado com Gabriela Dumont, irmã de Santos Dumont, o pai da aviação.

Em casa, o inventor era carinhosamente chamado de “tio Alberto”, uma figura que simbolizava criatividade, coragem e amor pelo progresso, valores que atravessaram gerações.

Desde a infância, Paulo foi guiado por esse espírito. Aos 11 anos, já acompanhava o pai, Luiz Dumont Villares, em voos pelo litoral paulista, pousando na praia de Bertioga para “comer camarão e voltar antes da maré subir”.

Aos 17, tirou seu brevê antes mesmo da carteira de motorista e nunca mais deixou de voar. Tornou-se piloto de planador e, mais tarde, de avião, acumulando décadas de experiências nos ares.

Uma dessas experiências quase lhe custou a vida. Em 1962, durante um voo de planador, Paulo sofreu um grave acidente após colidir com eucaliptos ao tentar evitar outro piloto em seu primeiro voo solo. Fraturou a coluna e ficou 80 dias imobilizado. Mesmo assim, voltou a voar depois da recuperação e já pilotou todo tipo de avião.

Hoje, aos 90 anos, Paulo segue transmitindo essa paixão para os netos, que também se encantaram com o universo da aviação. Entre voos, histórias e memórias, ele mantém vivo o legado de Santos Dumont de sonhar alto.

Mais do que um hobby, a aviação representa para Paulo D. Villares a síntese do espírito inventivo brasileiro, que une técnica, coragem e curiosidade.

Em tempos de desafios industriais e tecnológicos, sua trajetória mostra como a herança de Dumont continua inspirando novas gerações a olhar para o futuro com as asas abertas.

Fonte: R7

Anac autoriza Air Transat a operar voos internacionais regulares de e para o Brasil

Companhia canadense passa a integrar o grupo de empresas estrangeiras aptas a oferecer serviços regulares no país


AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou nesta sexta-feira, 14 de novembro, a Portaria nº 18.249/2025, autorizando a empresa canadense Air Transat A.T. Inc. a operar voos regulares internacionais de carga e passageiros no Brasil. serviços de transporte aéreo internacional regular de carga e passageiros com origem e/ou destino no Brasil. 

A autorização foi concedida após a companhia cumprir todos os requisitos regulatórios previstos pela Agência, incluindo a demonstração de capacidade operacional e a conformidade com os padrões de segurança exigidos. Com isso, a Air Transat já poderá definir rotas, frequências e demais detalhes operacionais de seus voos, assim como articular a implantação das rotas com aeroportos brasileiros. 

A entrada da Air Transat no mercado brasileiro reforça o compromisso da Anac em estimular a concorrência no setor aéreo brasileiro, em ampliar a conectividade internacional e em oferecer mais opções de transporte para os passageiros que viajam entre o Brasil e o exterior. 

Fonte: Anac

Corrida espacial: Brasil já tem data marcada para seu primeiro lançamento de foguete

Lançamento de foguete no Brasil inaugura fase comercial no Centro de Lançamento de Alcântara (MA); cinco satélites e três experimentos estarão a bordo


Lançamento de foguete no Brasil já tem data marcada para ocorrer. Um lançamento de foguete no Brasil está confirmado para o dia 22 de novembro, quando o veículo sul-coreano HANBIT-Nano, da Innospace, realizará seu voo a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. A Operação Spaceward será conduzida pela FAB (Força Aérea Brasileira) em parceria com a AEB (Agência Espacial Brasileira). De acordo com a FAB, a missão representa a entrada efetiva do país no mercado global de lançamentos espaciais, com geração de novas oportunidades de investimento e ampliação da cadeia econômica do setor. A confirmação ocorreu após revisão climática, checagem de integração do veículo e das cargas úteis, análise de segurança e verificação da prontidão operacional, podendo haver ajustes de data e horário conforme variações locais, segundo a Força Aérea Brasileira.

Lançamento de foguete no Brasil marca o primeiro voo comercial nacional

O lançamento de foguete no Brasil marca o primeiro voo comercial realizado a partir do território nacional, consolidando a Operação Spaceward como um divisor de águas para o programa espacial brasileiro. A iniciativa deriva de um edital de chamamento público aberto pela AEB em 2020 para empresas interessadas em utilizar o CLA. A Innospace foi selecionada e assinou contrato com o Comando da Aeronáutica (COMAER) em 2022. O HANBIT-Nano carregará cinco satélites e três experimentos desenvolvidos por entidades brasileiras e indianas, inaugurando um fluxo internacional de cargas úteis no MA.

Satélites brasileiros serão embarcados no foguete

Logo após o anúncio do lançamento de foguete no Brasil, a UFSC confirmou que os satélites FloripaSat-2A e FloripaSat-2B, ambos do SpaceLab, estarão a bordo para validar tecnologias projetadas integralmente no laboratório. O FloripaSat-2B é 100% nacional, com antenas criadas pela equipe, estrutura fabricada no país e painéis solares produzidos em parceria com empresas brasileiras. É o primeiro voo da nova geração de plataformas acadêmicas desenvolvidas pelo laboratório. “Participar dessa missão representa um marco histórico e simbólico para a nossa equipe e para a UFSC. Do ponto de vista tecnológico, demonstra a capacidade do país de desenvolver e testar soluções inovadoras no espaço. Do ponto de vista institucional e educacional, é um orgulho ver o trabalho de estudantes integrando uma missão pioneira que reforça o protagonismo do Brasil no cenário espacial”, afirmou o coordenador do SpaceLab/UFSC, Eduardo Bezerra. Além da UFSC, o foguete sul-coreano levará satélites projetados pelas universidades federais do Maranhão e do Amazonas, segundo a Força Aérea Brasileira. Os equipamentos foram projetados e integrados por estudantes de graduação, pós-graduação e pesquisadores, com apoio da AEB e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Cargas úteis confirmadas para o voo

  • Satélites FloripaSat-2A e FloripaSat-2B (UFSC)
  • Satélite Jussara-K (UFAM)
  • Satélite PION-BR2 (UFMA)
  • Módulo internacional Solaras-S2 (Grahaa Space, Índia)

O Solaras-S2 é dedicado à observação da atividade solar, com foco em fenômenos que interferem em comunicações, navegação e sistemas tecnológicos.

Fonte: Fab

Novo caça Gripen chega em SC e vira atração no litoral

Durante o deslocamento, muitas pessoas acompanharam a passagem do novo equipamento de defesa aérea. O Aeroporto Internacional de Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, voltou a ser protagonista em uma operação estratégica da Força Aérea Brasileira (FAB). Nesta sexta-feira (14), o mais novo caça Gripen, de matrícula FAB 4111, chegou ao Brasil após uma jornada de mais de 10 mil quilômetros entre a Suécia e o território nacional. Fabricado em Linköping, no sul da Suécia, o jato supersônico é enviado por via marítima a partir do porto de Norrköping. A travessia até o Brasil leva cerca de 20 dias, e o porto de Navegantes tem se consolidado como ponto-chave para o recebimento dessas aeronaves de última geração.

Operação delicada no porto de Navegantes

A etapa mais sensível de toda a missão ocorre no porto, onde é realizado o transbordo do caça do navio para o solo brasileiro — uma operação que exige precisão, segurança e condições climáticas favoráveis. Após o desembarque, o FAB 4111 percorreu aproximadamente três quilômetros pelas ruas de Navegantes até o aeroporto. O trajeto, que atraiu a atenção de moradores, contou com planejamento logístico detalhado e esquema especial de segurança. Durante o deslocamento, muitas pessoas acompanharam a passagem do novo equipamento de defesa aérea, transformando o momento em uma atração inesperada no Litoral Norte.

Próximas etapas até o voo inaugural

Nos próximos dias, técnicos da Saab — empresa sueca responsável pela fabricação do caça — realizarão no aeroporto as últimas etapas de preparação da aeronave. Entre os procedimentos previstos estão a instalação de sistemas de segurança, abastecimento e testes de acionamento. Concluída essa fase, o FAB 4111 seguirá para a Base Aérea de Anápolis, em Goiás, onde será incorporado ao Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), o Esquadrão Jaguar. Com mais essa operação bem-sucedida, Navegantes reforça sua importância como ponto estratégico para projetos de alta complexidade, contribuindo diretamente para o fortalecimento da defesa nacional.

Fonte: Fab

Piloto canadense faz voo de duas horas para desenhar homenagem à soldados mortos nas guerras mundiais

Um piloto canadense fez um incomum voo na semana passada para homenagear os heróis de guerra que lutaram pelo país contra regimes autoritários na Europa.

O chamado Remembrance Day é quando países da Commonwealth celebram a memória dos soldados que morreram na Primeira e na Segunda Guerra Mundial. A data é celebrada hoje, 11 de novembro, dia em que o Armistício da Primeira Guerra Mundial foi assinado, em 1918.

Nos EUA, a data é chamada de Veterans Day e também engloba os soldados perdidos em guerras antes e depois dos dois conflitos mundiais. Em todos os países colonizados pelos britânicos, são comuns homenagens àqueles que fizeram o sacrifício final em nome da liberdade e, por a aviação ter um grande papel nas guerras, a homenagem também vem de cima.

Um piloto de monomotor Cirrus SR22 fez um voo de duas horas e meia para desenhar um soldado segurando seu fuzil e próximo a uma cruz, em uma imagem que remete à memória dos soldados perdidos em combate. Para isso, o aviador inseriu vários pontos customizados em seu GPS e ligou o transmissor ADS-B do transponder, para que o desenho ficasse visível para todos em plataformas de rastreamento de voo, como o FlightRadar24.

Fonte: Aeroin

Jatos Privados Estão Proibidos em 12 Aeroportos dos EUA Devido Ao Shutdown

Especialistas em aviação disseram à Forbes que os cortes nos aeroportos não aliviarão de forma significativa a pressão sobre controladores de tráfego aéreo

A Administração Federal de Aviação (FAA), dos Estados Unidos, está restringindo jatos privados em uma dúzia de grandes aeroportos desde a segunda-feira, 10. Apesar disso, centenas de milionários americanos e alguns controladores de tráfego aéreo dizem que isso não vai “mover a agulha” durante a paralisação do governo.

Desde a segunda-feira, a FAA “proibiu efetivamente a aviação de negócios” em 12 grandes aeroportos dos EUA durante o shutdown, disse a National Business Aviation Association (NBAA), uma entidade do setor, em um comunicado divulgado à meia-noite de segunda.

Embora a decisão da FAA na semana passada tenha se concentrado em cortar 10% dos voos comerciais em 40 grandes aeroportos, esta nova iniciativa “impacta de forma desproporcional” a aviação geral (que inclui voos recreativos e fretamentos privados) — que “gera US$ 340 bilhões em impacto econômico”, afirmou o chefe da NBAA, Ed Bolen.

Mas especialistas em aviação disseram à Forbes que os cortes nos aeroportos designados não aliviarão de forma significativa a pressão sobre controladores de tráfego aéreo exaustos porque a maioria dos jatos privados usa aeroportos menores.

Os EUA deveriam “groundear todos os jatos privados da América antes de groundear um único voo comercial”, sustenta o Patriotic Millionaires, um grupo ativista de esquerda com mais de 225 indivíduos de alta renda, incluindo Abigail Disney; Morris Pearl, ex-diretor-gerente da BlackRock; e John Driscoll, presidente da Magnit Global, uma plataforma de gestão de força de trabalho.

Pessoas ricas “são constantemente blindadas das realidades desagradáveis” do público que viaja, disse à Forbes Stephen Prince, membro do Patriotic Millionaires que fez fortuna fabricando cartões de presente plásticos, acrescentando: “E isso simplesmente não é justo com o resto da nossa sociedade.”

À medida que o shutdown se prolonga, têm havido “rumores” entre os controladores para “tornar mais difícil para jatos privados”, de modo que “a elite possa sentir a mesma dor” durante a paralisação, disse à Forbes um especialista em aviação que trabalha em uma instalação de treinamento da FAA.

Lista de aeroporto afetados
A lista de uma dúzia de aeroportos inclui sete dos 10 mais movimentados do país, segundo dados da OAG.

  • Atlanta’s Hartsfield-Jackson (No. 1)
  • Chicago O’Hare (No. 2)
  • Dallas/Fort Worth (No. 3)
  • Denver (No. 4)
  • Los Angeles International (No. 5)
  • New York’s John F. Kennedy (No. 6)
  • Seattle-Tacoma (No. 10)
  • Newark Liberty
  • Boston Logan
  • Houston’s George Bush Intercontinental (IAH)
  • Phoenix Sky Harbor (PHX)
  • Washington’s Reagan National (DCA)

Os cortes terão impacto?
Se a FAA realmente quisesse “mover a agulha”, teria selecionado outro grupo de aeroportos, disse à Forbes Melanie Dickman, professora no Center for Aviation Studies da Ohio State University que forma futuros controladores de tráfego aéreo. “Temo que isso não fará diferença nos níveis de tráfego. Aeronaves pequenas da aviação geral geralmente não voam para esses aeroportos para começar, já que jatos privados normalmente usam aeroportos menores e mais convenientes nas proximidades.”

Cortar voos privados em 12 grandes aeroportos foi “uma ótima ideia” que não foi longe o suficiente, segundo Prince, pois a maioria dos viajantes abastados não usa os hubs mais movimentados. “Digamos que eles fechem LaGuardia, Kennedy e Newark para viagens de aviação geral. Bem, a maioria das pessoas que voa para Nova York de forma privada está entrando e saindo de Teterboro, o aeroporto de aviação geral mais movimentado da Costa Leste.”

Grandes números
16,7%. Essa é a fatia de voos da aviação privada do total de voos gerenciados pela FAA nos EUA, segundo um relatório de 2023 do Institute for Policy Studies, que apontou que a aviação privada contribui com aproximadamente apenas 2% dos impostos que alimentam o fundo fiduciário da FAA.

“Não é justo, não é correto”, disse Prince à Forbes sobre a defasagem no fundo fiduciário da FAA. “Deveríamos estar contribuindo com mais da receita porque podemos pagar. Quando você pode pagar US$ 50 milhões a cada três anos por um [Gulfstream] G650 novo, você pode pagar mais taxas para ter acesso a esse luxo.”

Leia mais em: https://forbes.com.br/forbeslife/2025/11/jatos-privados-estao-proibidos-em-12-aeroportos-dos-eua-devido-ao-shutdown/

Jato executivo Dassault Falcon 8X pousa pela primeira vez na Antártida em operação histórica da ACASS

A aviação executiva alcançou um novo marco no extremo sul do planeta. A empresa canadense ACASS realizou, no final de outubro de 2025, a primeira aterrissagem de um jato executivo Dassault Falcon 8X na Antártida, pousando com sucesso na pista de gelo Wolf’s Fang, localizada na região de Queen Maud Land — território reivindicado pela Noruega.

O voo, que partiu da Cidade do Cabo, na África do Sul, transportou oito membros da equipe da operadora turística de luxo White Desert Antarctica e um inspetor da Autoridade de Aviação Civil de San Marino, país no qual a aeronave está registrada.

O Dassault Falcon 8X, conhecido por seu alcance intercontinental de até 6.450 milhas náuticas e capacidade de operar em pistas curtas e de difícil acesso, mostrou toda sua versatilidade ao completar a missão com segurança em condições extremas. Segundo a ACASS, essa foi a primeira de uma série de voos planejados para a temporada 2025/2026, que deve incluir até dez operações entre a África e a Antártida. O projeto envolveu meses de planejamento e coordenação entre a ACASS, as autoridades aeronáuticas de San Marino e da África do Sul, além da equipe técnica da White Desert, especializada em logística polar.

A Wolf’s Fang Runway é uma pista de gelo azul com cerca de 3.000 metros de comprimento, cuidadosamente preparada a cada temporada para garantir o nível adequado de aderência, temperatura e atrito necessários às operações aéreas. Construída sobre uma base sólida de gelo glacial, a pista exige cálculos de performance precisos, técnicas de frenagem adaptadas e monitoramento constante das condições meteorológicas. A manutenção envolve nivelamento do gelo, remoção de neve e transporte de combustível por longas distâncias, em um ambiente onde qualquer erro pode ser crítico.

Nos últimos anos, a pista da Wolf’s Fang se tornou um símbolo do avanço da aviação em ambientes extremos. Em temporadas anteriores, aeronaves como o Airbus A340-300 da companhia portuguesa Hi Fly já haviam pousado no local, demonstrando a crescente capacidade logística para conectar o continente gelado com a África. Agora, o feito da ACASS com o Falcon 8X reforça o potencial da aviação executiva para operações de alto padrão em destinos remotos, unindo tecnologia, precisão operacional e turismo de luxo.

De acordo com o vice-presidente de operações da ACASS, Derek Holter, a missão representou “um desafio extraordinário que exigiu uma coordenação complexa, devido às condições ambientais extremas e à necessidade de garantir segurança total em todas as etapas”. A Dassault Aviation também destacou o feito como uma demonstração das capacidades do Falcon 8X em condições climáticas severas, reforçando o histórico da marca em engenharia de alto desempenho.

O sucesso da operação da ACASS marca um passo importante para o futuro da aviação executiva polar e reforça o papel do Falcon 8X como uma das aeronaves mais avançadas de sua categoria. Além do prestígio técnico, o voo também coloca em evidência a crescente demanda por turismo de luxo e expedições exclusivas à Antártida — um dos destinos mais remotos e fascinantes do planeta.

Fonte: Cavok