Helicóptero faz pouso forçado no mar no Rio de Janeiro

Helicóptero Robinson R44 decolou do aeroporto de Jacarepaguá para voo turístico; três ocupantes foram resgatados sem lesões


Um helicóptero modelo Robinson R44 realizou um pouso forçado no mar na manhã de sexta-feira (3), nas proximidades do Posto 4 da praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

A aeronave transportava três pessoas — um piloto e dois passageiros — que foram resgatadas sem ferimentos.

O R44 havia decolado do aeroporto de Jacarepaguá para a realização de um voo turístico. A bordo estavam dois passageiros de nacionalidade canadense.

Após o pouso forçado no mar, equipes de resgate atuaram no local e retiraram os ocupantes da aeronave. Todos foram avaliados e liberados, sem registro de lesões.

Sequência de eventos

A ocorrência desta sexta-feira é a segunda envolvendo helicópteros na região da Barra da Tijuca em um intervalo de poucos dias. Na última terça-feira (31), um helicóptero Sikorsky S-92, operado pela Líder Aviação, apresentou perda de potência logo após decolar do aeroporto de Jacarepaguá.

Na ocasião, a aeronave, com capacidade para até dezenove passageiros, iniciou uma descida acentuada enquanto sobrevoava a orla da Barra da Tijuca, retornando posteriormente ao aeroporto de origem.

Fonte: Aero Magazine

Governo estuda zerar impostos sobre querosene de aviação para baratear passagens aéreas

Ministério dos Portos e Aeroportos apresentou pacote de medidas para tentar frear aumento de preços nas passagens. Entre as propostas está reduzir impostos federais sobre o combustível.

O novo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o governo estuda zerar os impostos federais (PIS/Cofins) sobre o querosene de aviação, como parte de um pacote de medidas para conter o avanço no preço das passagens aéreas.

Como informou o g1, os preços das passagens podem subir até 20% com a alta do querosene de aviação (QAV), segundo especialistas.

Na última semana, o Ministério de Portos e Aeroportos apresentou ao Ministério da Fazenda um pacote de medidas para tentar evitar essa alta de preços. As propostas incluem ações emergenciais voltadas ao setor de aviação.

Veja reportagem: https://g1.globo.com/bom-dia-brasil/video/o-preco-das-passagens-aereas-sobe-e-pode-aumentar-mais-com-a-guerra-no-oriente-medio-14456089.ghtml

Entre as medidas estão:

➡️A criação de linhas de crédito para as empresas aéreas com recursos aportados pelo Tesouro.

A proposta seria a partir de uma linha operada pelo Banco do Brasil, em que as companhias poderão acessar até R$ 400 milhões, com prazo de pagamento até o final do ano.

➡️Outra proposta prevê zerar a cobrança de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, um dos principais custos das companhias.

➡️O pacote também inclui a postergação do pagamento das tarifas de navegação aérea à Força Aérea Brasileira (FAB). Essa medida está sendo tratada diretamente entre a FAB e o Ministério da Fazenda.

🔎A tarifa de navegação aérea paga à FAB é uma espécie de taxa cobrada pelo uso de serviços, auxílios e comunicações do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB).

A previsão é que representantes dos ministérios se reúnam na terça-feira (7) para definir as medidas que devem ser adotadas.

Guerra no Oriente Médio

A Petrobras anunciou na quarta-feira (1º) um aumento de mais de 50% no preço médio do combustível vendido às distribuidoras a partir deste mês, o que impacta diretamente os custos de operação das companhias aéreas.

A medida reflete o avanço do petróleo no mercado internacional, impulsionado pela guerra no Oriente Médio, que envolve Estados Unidos e Israel contra o Irã.

🔎 Para suavizar os efeitos do aumento e, possivelmente, conter os preços ao consumidor, a Petrobras anunciou um mecanismo de parcelamento dos pagamentos das distribuidoras. Além disso, o governo avalia outras medidas para reduzir os impactos.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou nesta quarta-feira que o reajuste no preço do querosene de aviação pode gerar “consequências severas” para o setor — sem mencionar eventual aumento nos preços das passagens.

Fonte: G1