Curso gratuito da Anac sobre aviação civil para jovens conhecerem carreiras no setor aéreo começará hoje no Recife

Recife será palco, entre os dias 29 de junho e 2 de julho, do programa Asas para Todos, iniciativa da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em parceria com a UniNassau – Campus Boa Viagem. O evento oferece gratuitamente o Curso de Introdução à Aviação Civil e Carreiras Aeronáuticas, com atividades presenciais das 14h às 18h.

Voltado para estudantes do 3º ano do Ensino Médio, o curso apresenta uma visão geral da aviação civil brasileira e suas oportunidades de carreira. Entre os temas abordados estão manutenção aeronáutica, operações aeroportuárias, investigação de acidentes, futuro da aviação com drones e eVTOLs, além de biocombustíveis para aviação.

Dentro das atividades do programa Asas para Todos, haverá uma visita técnica ao Aeroporto Internacional do Recife, onde os alunos conhecerão de perto as operações em um ambiente aeroportuário.

O ponto alto será o voo da descoberta, oportunidade em que alunos sorteados participarão de um passeio aéreo com rota local. A atividade contará com apoio da Azul Linhas Aéreas e do Aeroclube de Pernambuco.

A chegada do programa a Recife ocorre em um momento de expansão do mercado aéreo no Nordeste, impulsionado pelo turismo e pela maior conectividade regional. Esse cenário amplia a demanda por profissionais qualificados e reforça a importância da iniciativa para jovens da região.

O programa Asas para Todos tem como foco a inclusão e a diversidade, incentivando a participação de jovens de baixa renda, mulheres e pessoas negras. Já beneficiou mais de 1.000 estudantes em cidades como Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), e agora amplia sua atuação para o Nordeste.

O encerramento, com a entrega dos certificados aos participantes, contará com a presença do diretor da Anac, Antônio Mathias Moreira, além de autoridades locais e nacionais.

Curso de Introdução à Aviação Civil e Carreiras Aeronáuticas – Programa Asas para Todos da Anac

Datas e locais:

29 e 30/6 – Auditório da UniNassau Boa Viagem (Rua Jonathas de Vasconcelos, 316 – Boa Viagem, Recife).

1º/7 – Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre (Av. Marechal Mascarenhas de Moraes, 1501 – Imbiribeira).

2/7 – Encerramento com entrega de certificados.
Horário: 14h às 18h.
Formato: Presencial e gratuito.

Informações da Anac

Bird strike: entenda risco de aviões baterem em urubus em Goiânia

Ação civil pública aponta que urubus atraídos pelo Aterro Sanitário de Goiânia causam riscos à aviação e podem causar acidentes. Segundo o documento, aterro está localizado dentro da Área de Segurança Aeroportuária (ASA).

Justiça determina que prefeitura apresente plano para afastar urubus do aeroporto

Na aviação, a colisão de aeronaves com pássaros durante a decolagem, pouso ou durante o voo é chamada de bird strike. Em Goiânia, os urubus que sobrevoam o Aterro Sanitário causam riscos para as aeronaves no Aeroporto Internacional Santa Genoveva e no Aeródromo Nacional de Aviação, segundo a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), que move uma ação contra o município (veja o vídeo acima).

g1 entrou em contato com a Prefeitura de Goiânia para um posicionamento e aguarda retorno.

De acordo com a TV Anhanguera, os pássaros sobrevoam o céu constantemente perto do aeroporto e do aeroclube. Segundo o piloto Luíz Antônio Vieira, às vezes os animais formam “nuvens” tamanha a quantidade de aves.

“Os urubus ficam de 6 a 7 mil pés para baixo. Exatamente no momento de aproximação final para o pouso ou logo após a decolagem”, explicou.

Entenda o que é bird strike e os riscos em Goiânia, Goiás — Foto: José Cruz/Agência Brasil

Entenda o que é bird strike e os riscos em Goiânia, Goiás — Foto: José Cruz/Agência Brasil

O risco de acidentes aéreos é um dos tópicos da ação civil pública movida pela Abrema, que também destaca os impactos ambientais no solo, na água e no ar decorrentes da operação do aterro.

Segundo o documento, o aterro está localizado a cerca de 2 km do aeródromo, ou seja, dentro da Área de Segurança Aeroportuária (ASA). Incidentes aéreos envolvendo quase-colisões entre aves e aeronaves em aproximação ocorrem diariamente, segundo a Abrema.

Riscos

Aterro Sanitário de Goiânia — Foto: Wildes Barbosa/O Popular

Aterro Sanitário de Goiânia — Foto: Wildes Barbosa/O Popular

De acordo com André Galvão, superintendente executivo da Abrema, a maior parte dos incidentes é de avistamento ou aproximação de aves. No caso de colisões, ele afirma que os problemas vão de pousos forçados até acidentes aéreos.

“Pousos forçados, estragos na fuselagem, atraso de voos e, claro, pode acontecer um acidente maior se os animais se aproximarem dos motores, o que pode gerar mortes em decorrência disso”, explicou.

Uma decisão judicial determinou a elaboração e execução imediata de um Plano de Gerenciamento de Risco Aviário (PGRA), com monitoramento sistemático e espantamento das aves.

De acordo com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas, medidas de mitigação incluem:

  • Monitoramento da fauna para evitar aproximação;
  • Gestão ambiental com modificação de habitats nos arredores para torná-los menos atrativos para as aves;
  • Tecnologias de detecção com uso de radares e outros dispositivos para evitar colisões;
  • Uso de aves de rapina, gaviões treinados para afastar pássaros grandes, como urubus e carcarás.

Para a Abrema, a solução definitiva é o fechamento do aterro e a abertura de um outro local onde o cobrimento dos resíduos terá uma frequência que impede a chegada das aves. “Ali não é possível licenciar, segundo a Secretaria de Meio Ambiente de Goiás”, explicou.

Fonte: G1

IATA amplia Aliança de Apoio para expansão da oferta de créditos de carbono do CORSIA com adesão de governos e parceiros

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) anunciou que o número de participantes na Aliança de Apoio à Oferta de Unidades de Emissões Elegíveis (EEU) do CORSIA chegou a 50 entidades, destacando a adesão dos governos da Guiana, Madagascar, Reino Unido, Zâmbia e Zimbábue. Outros países, como o Peru, também manifestaram interesse em integrar a iniciativa.

Além dos governos, a aliança passou a contar com o apoio técnico e financeiro da Associação Internacional de Comércio de Emissões (IETA), do Verified Carbon Market Collaborative, da empresa de análise de dados Sylvera e da Airbus.

O objetivo da Aliança é ampliar a conscientização sobre a necessidade de ações de mercado e acelerar a oferta de créditos de carbono de alta qualidade para o Esquema de Compensação e Redução de Carbono para Aviação Internacional (CORSIA). A meta é atender à demanda estimada de 225 a 250 milhões de EEUs até a primavera de 2027, por meio de:

– Pooling de recursos e expertise para fornecer suporte prático e acelerar a oferta de EEUs.

– Facilitar a gestão da interface entre as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) dos países no âmbito da UNFCCC e os processos necessários para disponibilizar créditos de carbono no CORSIA.

– Melhorar o acesso dos países aos mercados de carbono e instrumentos financeiros relacionados.

A Aliança continuará engajada, compartilhando informações e buscando ampliar a participação nesse esforço colaborativo.

Marie Owens Thomsen, vice-presidente sênior de Sustentabilidade e economista-chefe da IATA, destacou a importância do compromisso conjunto entre governos e parceiros para vincular a demanda do mercado às estruturas políticas que são essenciais para liberar todo o potencial dos EEUs no CORSIA.

Alexia Kelly, diretora da The Carbon Policy and Markets Initiative da High Tide Foundation, ressaltou que com a entrada em vigor do CORSIA, a comunidade global tem uma oportunidade sem precedentes de direcionar capital para ações climáticas impactantes, e que a aliança oferece suporte coordenado e oportuno para facilitar a autorização e o acesso a mercados de carbono.

Dirk Forrister, presidente e CEO da IETA, afirmou que o sucesso do CORSIA depende da colaboração em toda a cadeia de valor, e que a IETA apoia a aliança e o Aviation Market Compact para unir companhias aéreas, governos e líderes do mercado de carbono em prol da descarbonização da aviação global.

Fonte: Aeroin

Com pintura patriótica concluída, avião que dará volta ao mundo faz um lindo voo junto a um clássico “T-meia”

Como informado pelo AEROIN na última semana, enquanto o piloto e empresário cearense Alexandre Frota, o Alex Bacana, estava na Austrália, tendo completado metade de sua volta ao mundo sozinho no avião experimental monomotor RV-10 de matrícula PT-ZRQ, outro brasileiro se prepara para partir em uma aventura semelhante ainda neste ano de 2026.

Aproximadamente na mesma época em que Alex deverá estar chegando de volta ao Brasil, após a Copa do Mundo, por volta de agosto a setembro, o piloto Mário Jorge, muito conhecido nas redes sociais por seu perfil “O Comandante”, estará partindo para uma volta ao mundo com o avião Beechcraft Bonanza F33A de matrícula PS-BZR.

Mário trouxe esta aeronave dos Estados Unidos ao Brasil há poucos meses, com uma pintura branca com faixa azul. E, após ter sido submetida a uma atualização de interior para modernização de equipamentos, ela passou por um processo de pintura que a deixou com as cores da bandeira do Brasil. Com isso, o piloto batizou o Bonanza de “Brasileirinho”, para a missão que levará a bandeira do Brasil a diversos países e continentes.

A identidade visual exclusiva inspirada nas cores nacionais foi desenvolvida pela MV Layouts, empresa brasileira especializada em design de pintura para aeronaves, e a aeronave foi pintada no Samuka Aero em Goiânia, ficando pronta neste último final de semana.

Com isso, o PS-BZR, um monomotor fabricado em 1933, com capacidade para três pessoas além do piloto, teve sua nova pintura oficialmente apresentada em grande estilo, ao realizar um voo em formação com o clássico avião North American T-6 da empresa Hangar 33.

Imagem: Juliano “Jaka” Damasio / Divulgação: Mario Jorge | O Comandante

Vale lembrar que o AEROIN já publicou algumas matérias sobre o trabalho de Mário Jorge, que é um piloto especializado em buscar aeronaves privadas nos mais diversos países para trazer ao Brasil. Em um dos trabalhos, ele trouxe um monomotor Cirrus SR-22 desde a Austrália.

Fonte: Aeroin

Anac divulga destaques de demanda e oferta de maio de 2026

Indicadores domésticos e internacionais de passageiros apontam resultados positivos e maiores níveis da série histórica para o mês


AAgência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou os dados consolidados do transporte aéreo referentes a maio de 2026. Os números mostram que os indicadores de demanda, oferta e passageiros transportados alcançaram os maiores patamares da série histórica para o mês no mercado doméstico e internacional 

No segmento doméstico, foram transportados 8,3 milhões de passageiros em maio, crescimento de 1,9% em relação ao mesmo período de 2025. O volume de cargas movimentadas somou 40,7 mil toneladas, alta de 0,6% na comparação anual. 

O mercado internacional também registrou resultados recordes para o mês de maio. Foram transportados 2,2 milhões de passageiros, aumento de 4,8% em relação a maio do ano passado. A movimentação de cargas internacionais alcançou 82,4 mil toneladas, crescimento de 6,3%. 

Os dados reforçam a trajetória de crescimento do setor aéreo brasileiro, com expansão tanto da demanda por transporte de passageiros quanto da movimentação de cargas em voos domésticos e internacionais. 

Participação do mercado doméstico

Considerando o indicador de passageiros-quilômetros transportados (RPK), a participação das empresas aéreas no mercado doméstico em maio de 2026 foi liderada pela Latam, com 41,32%; seguida pela Gol, com 31,02%;  e pela Azul, com 27,63%%. 

Os dados completos estão disponíveis no Painel de Demanda e Oferta da Anac

Assessoria de Comunicação Social da Anac  

Aviação agrícola movimenta mais de R$ 8 bilhões por ano no Brasil

A aviação agrícola movimenta mais de R$ 8 bilhões por ano no Brasil. O dado foi apresentado durante o lançamento oficial do Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (Congresso AvAg 2026), realizado no dia 16 de junho, em Goiânia (GO), pelo diretor da Anac, Cláudio Ianelli.

“Além do apoio ao reflorestamento e o combate aos incêndios florestais, a aviação agrícola contribui diretamente para o aumento da produtividade e da competitividade das lavouras brasileiras. Em um país de dimensões continentais como o nosso, a rapidez e a eficiência das operações aeroagrícolas são fundamentais para garantir a proteção das culturas em momentos críticos do ciclo produtivo”, destacou.  

Ianelli também apresentou o que a Anac tem feito para endereçar os desafios do setor aeroagrícola. Dados de 2025 indicam que o tempo de emissão da autorização para o operador caiu de cerca de 190 dias, no modelo anterior de certificação por meio do Certificado de Operador Aéreo (COA), para menos de 30 dias, com a adoção do Cadastro de Operador Aeroagrícola (CDAG).  

Ipanema domina o mercado da aviação agrícola no Brasil. Foto: Embraer

No encontro, o diretor anunciou ainda a criação da Superintendência de Aviação Geral (SAG), prevista para entrar em funcionamento a partir de agosto de 2026, como uma demonstração do reconhecimento da importância estratégica do setor pela atual Diretoria da Anac. A nova estrutura permitirá uma maior aproximação da Agência com os regulados da aviação geral, fortalecendo o diálogo direto e contribuindo para a identificação de avanços regulatórios necessários, além do contínuo aprimoramento da segurança operacional do setor.

Além disso, outras simplificações diminuíram custos para os operadores, como a redução de exigências documentais e a retirada da necessidade de implementação de um Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO) completo.

Ianelli também falou da aprovação do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) nº 100. “No contexto da aplicação agrícola, o RBAC 100 consolida uma visão de que essa é uma operação com risco limitado, e passa a ser um cenário padrão. Isso possibilita que o setor continue atuando e inovando. . Lembrando que hoje são mais de 14.000 drones sendo usados em pulverização, então é muito relevante que o RBAC 100 não seja uma barreira para a expansão do uso da tecnologia nesse setor”, completou.  

Congresso AvAg 2026

Goianápolis (GO), município a cerca de 40 quilômetros de Goiânia, será palco do fórum principal, em agosto. “Goiás tem ganhado destaque nacional e internacional quando o assunto é aviação. O Estado ocupa a sexta posição em número de aeronaves registradas”, destacou o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Ramos Longo, ao enaltecer a importância da escolha do estado sede.  

A cerimônia de lançamento do Congresso AvAg 2026 foi realizada no hangar da Global Parts, no Aeródromo Nacional de Aviação, às margens da GO-070. O evento também contou com a presença de empresários e representantes do setor.

Fonte: Revista Asas

Duas novas companhias aéreas estrangeiras são autorizadas pela Anac a operar no Brasil

A espanhola Wamos Air S.A. e a nigeriana Air Peace Ltd. ganharam aval depois de cumprirem requisitos exigidos no Código Brasileiro de Aeronáutica


Reforçando o foco na ampliação da conectividade aérea internacional e na promoção de um ambiente regulatório que favoreça a concorrência, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou, em 17 de abril, duas companhias aéreas estrangeiras a operar serviços de transporte aéreo internacional regular de passageiros e carga com origem e/ou destino no Brasil.

Por meio das Portaria nº 19.439 e Portaria nº 19.449, de 15 de junho de 2026, a Agência autorizou as empresas da Espanha Wamos Air S.A. a realizar operações regulares internacionais no país e a nigeriana Air Peace Ltd. para operar serviços regulares de transporte aéreo internacional de passageiros e carga com origem e/ou destino no Brasil.

As autorizações foram concedidas com base no Código Brasileiro de Aeronáutica e seguem os procedimentos previstos pela regulamentação da Anac para empresas estrangeiras interessadas em atuar no mercado brasileiro.

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Combustível de aviação despenca, mas passagens aéreas devem permanecer elevadas

As companhias aéreas podem observar uma redução substancial nos custos com combustível após a queda nos preços do petróleo, desencadeada pelo acordo de paz provisório entre os Estados Unidos e o Irã. No entanto, os passageiros não devem esperar uma queda imediata nos preços das passagens, já que a capacidade limitada pode permitir que as companhias aéreas mantenham grande parte dos aumentos tarifários recentes.

A situação é particularmente evidente nos Estados Unidos, onde os preços das passagens aéreas não acompanharam totalmente o aumento dos custos de combustível observado no início deste ano. Com o crescimento limitado da capacidade de assentos em voos domésticos, as companhias aéreas têm margem para usar a redução dos custos de combustível para fortalecer a lucratividade, em vez de reduzir as tarifas.

Preços dos combustíveis caem drasticamente

Em 17 de junho, o preço à vista do combustível de aviação nos EUA estava em US$ 2,85 por galão, uma queda significativa em relação ao pico de US$ 4,88 por galão registrado no início de abril.

Caso se mantenha, essa queda poderá reduzir a despesa anual com combustível da indústria aérea americana em mais de US$ 40 bilhões, segundo cálculos da Reuters com base em dados de consumo de combustível do setor.

Essa redução oferece às transportadoras uma oportunidade significativa de melhorar seus lucros após um período de forte aumento nos custos operacionais.

As companhias aéreas ainda não se recuperaram totalmente do aumento dos custos de combustível

Embora as companhias aéreas tenham respondido ao aumento dos preços dos combustíveis elevando as tarifas, cobrando taxas de bagagem mais altas e reduzindo os horários dos voos, essas medidas apenas compensaram parcialmente a despesa adicional.

Dados do setor mostram que os custos do combustível de aviação aumentaram mais de três vezes mais rápido do que os preços das passagens aéreas entre janeiro e maio.

Segundo o Deutsche Bank, espera-se que as companhias aéreas americanas recuperem apenas cerca de 60 centavos de dólar para cada dólar extra gasto com combustível, o que se traduz em aproximadamente US$ 14,4 bilhões em receita adicional contra US$ 24,1 bilhões em custos mais altos com combustível.

A Alaska Air (NYSE:ALK) afirmou ter recuperado aproximadamente um terço do aumento. A Delta Air Lines (NYSE:DAL) , a United Airlines (NASDAQ:UAL) e a American Airlines (NASDAQ:AAL) estimaram taxas de recuperação para o segundo trimestre entre 40% e 50%, enquanto a JetBlue Airways (NASDAQ:JBLU) e a Frontier Group (NASDAQ:ULCC) esperam recuperar menos da metade dos custos adicionais.

O diretor executivo da United Airlines, Scott Kirby, afirmou que sua empresa está reduzindo gradualmente a diferença por meio de medidas de precificação.

“Estamos no caminho certo para uma recuperação de 100% até o final do ano”, disse Kirby à Reuters.

Os níveis tarifários continuam sendo a questão principal

Dados da Raymond James mostraram que as tarifas médias de voos domésticos reservadas uma semana antes da partida eram 34,1% mais altas do que no ano anterior, em 8 de junho.

A questão crucial para o setor é se as companhias aéreas conseguirão manter essas tarifas mais altas mesmo com a queda dos custos de combustível.

“O que continua sendo crucial é a capacidade de manter os preços”, disse Conor Cunningham, analista da Melius Research, acrescentando que preços mais baixos da gasolina podem reduzir a sensibilidade do consumidor aos altos preços das passagens aéreas.

Os mercados internacionais podem apresentar resultados diferentes

Fora dos Estados Unidos, o impacto da queda dos preços dos combustíveis deverá variar conforme a região.

Dudley Shanley, chefe de pesquisa de aviação e viagens da Goodbody, afirmou que a queda nos preços do petróleo bruto leva tempo para se refletir nos mercados de combustível de aviação. A menos que os preços do combustível retornem aos níveis observados no início do ano, é provável que as companhias aéreas mantenham as tarifas estáveis ​​ou as aumentem onde a demanda permanecer forte.

Na Europa, os analistas preveem que os preços das passagens aéreas de longa distância sofrerão maior pressão de baixa, visto que as companhias aéreas têm tido mais sucesso em repassar os custos mais elevados de combustível nessas rotas. As tarifas de curta distância podem se mostrar mais resilientes caso o acordo de paz estimule a demanda e as reservas de viagens.

Analistas do HSBC observaram que as maiores companhias aéreas da China continuam enfrentando baixo poder de precificação e menores taxas de utilização de aeronaves, enquanto a Cathay Pacific pode estar em melhor posição graças à maior demanda por viagens premium e à receita de carga.

As companhias aéreas do Oriente Médio enfrentam um desafio diferente

O Oriente Médio continua sendo uma exceção, após meses de conflito que interromperam os padrões de tráfego aéreo em toda a região.

O analista de aviação John Strickland afirmou que algumas companhias aéreas podem lançar ofertas promocionais para incentivar os passageiros a retornarem, embora os custos de combustível continuem muito altos para sustentar descontos generalizados.

Ele acrescentou que as companhias aéreas nos Emirados Árabes Unidos poderão adotar estratégias de preços mais agressivas com o apoio de iniciativas governamentais.

A redução dos custos de combustível pode gerar um aumento significativo nos lucros

Os ganhos financeiros das companhias aéreas dependerão em grande parte de quanto tempo os preços baixos do combustível persistirem.

A compra de combustível geralmente é distribuída ao longo do tempo, o que significa que as companhias aéreas não se beneficiam imediatamente das oscilações do mercado à vista. Além disso, apesar das recentes quedas, os preços do querosene de aviação permanecem 54% mais altos do que há um ano, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

O diretor de operações da Southwest Airlines (NYSE:LUV), Andrew Watterson, destacou a importância dos custos de combustível ao discutir a rentabilidade.

“Quando é que o preço do combustível vai baixar?”, disse Watterson à Reuters quando questionado sobre o momento em que as margens de lucro voltarão aos níveis pré-pandemia.

A Jefferies estima que cada redução de 5% na sua projeção de preço do combustível para 2027, de aproximadamente US$ 3 por galão, aumentaria os lucros por ação entre 10% e 15% para a Delta, Southwest e United, enquanto a American Airlines poderia ver seus lucros subirem até 50%.

Restrições de capacidade reduzem o risco de uma guerra de preços

Historicamente, a queda dos preços do petróleo frequentemente desencadeava um crescimento agressivo da capacidade das companhias aéreas americanas, resultando em preços de passagens mais baixos.

Desta vez, porém, as condições parecem diferentes.

Atrasos na entrega de aeronaves, limitações na capacidade aeroportuária e um segmento de companhias aéreas de baixo custo mais fraco estão restringindo o crescimento da oferta. Dados do setor mostram que a capacidade de assentos em voos domésticos nos EUA deve aumentar apenas 0,4% em relação ao ano anterior no terceiro trimestre, uma queda acentuada em comparação com o crescimento de 4,6% projetado antes do surgimento das recentes tensões no Oriente Médio.

Analistas do JP Morgan afirmaram que a redução nas entregas de aeronaves e os cortes de custos por parte das companhias aéreas de baixo custo diminuem o risco de um “aumento significativo da capacidade” no mercado americano, conferindo às empresas aéreas uma capacidade excepcionalmente forte de manter a disciplina de preços.

Em última análise, a perspectiva para os preços das passagens aéreas pode depender menos do combustível e mais da demanda do consumidor.

“Isso depende muito da capacidade de compra do consumidor”, disse Shanley.

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Fonte: advfn.com.br

“Se cada cliente perder dois quilos, vamos economizar R$ 3 milhões”: CEO da Azul gera polêmica ao associar uso de medicação a redução de custos na aviação

Uma declaração do CEO da Azul, John Rodgerson, sobre os efeitos das canetas emagrecedoras ganhou repercussão na última semana. Durante um evento promovido pela rede de farmácias Pague Menos e pelo Itaú BBA, o executivo afirmou que a redução do peso dos passageiros poderia representar uma economia de R$ 3 milhões por mês para a companhia.

“Se cada cliente perder dois quilos, que é o que está acontecendo, vamos economizar R$ 3 milhões por mês”, disse.

A fala ocorre em um momento de crescente preocupação das empresas aéreas com a escalada dos custos operacionais, especialmente após a disparada do querosene de aviação (QAV). Ao comentar a popularização dos medicamentos para emagrecimento, Rodgerson relacionou a perda de peso dos passageiros aos desafios financeiros enfrentados pelo setor.

“Eu sou o maior promotor da caneta que existe, porque o custo do combustível é o mais caro do mundo aqui no Brasil e dobrou nos últimos três meses por causa da guerra”, afirmou.

O verdadeiro desafio da aviação

A declaração de Rodgerson ocorre em um momento particularmente desafiador para as companhias aéreas. Enquanto a popularização dos medicamentos para emagrecimento desperta discussões sobre seus possíveis efeitos econômicos, o setor lida com um problema muito mais imediato: a disparada dos custos com combustível.

Desde o agravamento do conflito no Oriente Médio, o preço do querosene de aviação subiu cerca de 70% no Brasil. Como consequência, o QAV passou a representar aproximadamente 45% dos custos das empresas aéreas, acima do patamar histórico de cerca de 30%, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

A pressão já tem provocado mudanças nas operações. De acordo com estimativas da entidade, Azul, Gol e Latam retiraram, juntas, cerca de 121 voos por dia de suas malhas neste mês para reduzir os impactos financeiros da alta dos combustíveis.

O aumento dos custos também já se reflete nas tarifas. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que a tarifa média dos voos domésticos aumentou mais de 25% no acumulado de março e abril, período posterior ao início da escalada das tensões no Oriente Médio.

As perspectivas para os próximos meses reforçam o cenário de cautela. A Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) revisou para baixo sua projeção de lucro para a indústria global em 2026, passando de US$ 46 bilhões para US$ 23 bilhões.

No Brasil, a Latam estima um impacto de US$ 700 milhões em seus resultados no segundo semestre em razão da alta do combustível. Já a Azul deixou de projetar crescimento para este ano diante do novo cenário de custos.

Projeto quer restringir ultraprocessados em aeronaves

Enquanto os medicamentos para emagrecimento avançam para além dos debates sobre saúde e passam a ser observados também sob a ótica econômica, outra discussão relacionada à alimentação dos brasileiros começou a ganhar espaço no Congresso Nacional.

Projeto de Lei 1094/26, apresentado pelo deputado Sidney Leite (PSD-AM), propõe proibir o fornecimento de alimentos ultraprocessados em aeronaves e em outros modais de transporte coletivo. Segundo o parlamentar, a medida busca estimular escolhas alimentares mais saudáveis e ampliar a conscientização da população sobre os efeitos do consumo excessivo desses produtos.

“A proposta busca promover ambientes alimentares mais saudáveis. Além de incentivar a substituição por alimentos in natura ou minimamente processados, a medida contribui para a conscientização alimentar da população e para a redução dos impactos negativos do consumo excessivo de ultraprocessados”, afirmou.

Caso seja aprovado pela Câmara e pelo Senado, o projeto prevê um prazo de 180 dias para adaptação das empresas. O descumprimento poderá resultar em advertências, multas administrativas e até na suspensão da autorização para fornecimento de alimentos a bordo.

*Com informações de Exame, Câmara dos Deputados e Melhores Destinos

Empresa de jatos executivos se vê em risco de levar multa de US$ 104 mil por violações em qualificação de pilotos

A Federal Aviation Administration (FAA) dos Estados Unidos anunciou a proposta de uma multa no valor de US$ 104 mil contra a empresa Private Jets, com sede em Bethany, Oklahoma, por alegadas infrações às normas de qualificação de pilotos.

Segundo a FAA, um funcionário da Private Jets teria operado vários voos em abril de 2025 sem ter realizado ou aprovado os testes exigidos nos 12 meses anteriores para atuar como piloto em comando, copiloto ou na tipologia da aeronave utilizada.

A Private Jets tem o prazo de 30 dias, após o recebimento da notificação da FAA, para apresentar sua resposta à agência reguladora.

Em comunicado, a companhia afirmou estar tomando medidas imediatas para tratar das constatações da FAA. “Nossa equipe está confiante de que nossos procedimentos internos de verificação garantem total conformidade com todas as normas federais de aviação. Esperamos um desfecho positivo em breve e mantemos nosso compromisso com os mais altos padrões de segurança e conformidade regulatória, como demonstra nosso histórico de segurança de mais de 30 anos.”

A FAA disse que segue avaliando o caso e aguarda a manifestação da empresa dentro do prazo estipulado.

Fonte: Aeroin