Brasil e Estados Unidos discutem avanço dos eVTOLs, infraestrutura e expansão da aviação no Brasil

O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, reuniu-se, na última semana, com Bryan Bedford, administrador da Federal Aviation Administration (FAA), autoridade norte-americana da aviação civil.

A agenda integrou missão da Anac aos Estados Unidos, realizada entre 17 e 22 de maio, e incluiu ainda compromissos na sede da Boeing, em Seattle, além de reuniões com a United States Trade and Development Agency (USTDA), a Airlines for America, o Department of Transportation (DOT) e demais órgãos de governo relacionados.

No encontro, Faierstein e Bedford debateram o fortalecimento da parceria bilateral entre as duas autoridades de aviação civil para avançar em temas como cooperação em aeromobilidade avançada e harmonização regulatória, reforçando as bases da parceria entre Brasil e Estados Unidos para o desenvolvimento da aviação civil.

Durante o encontro, Faierstein destacou o grande potencial de crescimento do mercado brasileiro de aviação. “Hoje, no Brasil, registramos cerca de 0,5 viagem aérea por habitante ao ano. Tenho plena convicção de que esse número pode crescer muito”, afirmou o diretor-presidente da Anac. Esse índice costuma ser mais elevado em países como Chile e Argentina, onde a taxa chega a uma viagem por habitante ao ano. Em mercados mais desenvolvidos, como Estados Unidos e Europa, o indicador alcança até três viagens por habitante ao ano.

Na avaliação da FAA, Brasil e Estados Unidos têm grande potencial para avançar em ações de fomento, especialmente em áreas como infraestrutura, tecnologia e modernização de estruturas aeroportuárias já existentes. Do lado brasileiro, houve interesse em aprofundar o conhecimento sobre o modelo adotado pela FAA para a coleta e o tratamento de dados referentes à aviação civil.

Decisões tomadas com base em dados confiáveis são mais assertivas, e, no Brasil, precisamos fomentar essa cultura, especialmente na aviação civil”, avaliou Faierstein. Como recomendação, Bedford sugeriu que as iniciativas desenvolvidas no âmbito bilateral considerem os próximos 20 anos. Na avaliação do dirigente da FAA, o avanço acelerado das tecnologias exige planejamento de longo prazo.

eVTOL – O diretor substituto Roberto Honorato falou sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Anac para dar maior celeridade à certificação e à regulação de eVTOLs (aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical). Segundo ele, a proposta é atuar com premissas que priorizem, entre outros aspectos, a prevenção de acidentes e incidentes.

Um dos questionamentos da FAA sobre a certificação desses equipamentos diz respeito à realização de análises sobre seus impactos e de testes que avaliem seu uso em condições extremas de calor e frio. Honorato explicou que todos esses parâmetros estão sendo avaliados em conjunto com a indústria.

O superintendente de Infraestrutura Aeroportuária, Giovano Palma, explicou o trabalho que vem sendo realizado em relação ao desenvolvimento e à regulação da infraestrutura necessária para garantir embarques, desembarques, pousos, decolagens e o abastecimento das baterias nos chamados vertiportos.

Para garantir, no futuro, que essas aeronaves elétricas sejam operadas com segurança, a Anac trabalha com o conceito de sandbox regulatório, que permite o desenvolvimento de um ambiente de avaliação e assegura à Agência o acompanhamento da evolução dos trabalhos e a análise das condições de segurança. O desafio é manter os requisitos mínimos de segurança, acessibilidade e integração à estrutura das cidades e à mobilidade urbana.

Tiago Faierstein aproveitou o encontro para ressaltar a atuação da Anac como indutora da defesa da indústria nacional do segmento da aviação, com foco no desenvolvimento tecnológico, no aumento da densidade industrial e na geração e manutenção de empregos.

Fonte: Aeroin

Brasil e Estados Unidos reforçam parceria na aviação civil

Missão da Anac nos Estados Unidos debateu harmonização regulatória, segurança operacional, mobilidade aérea avançada e a atualização dos termos de cooperação entre os dois países


Odiretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, reuniu-se, na última semana, com Bryan Bedford, administrador da Federal Aviation Administration (FAA), autoridade norte-americana da aviação civil. A agenda integrou missão da Anac aos Estados Unidos, realizada entre 17 e 22 de maio, e incluiu ainda compromissos na sede da Boeing, em Seattle, além de reuniões com a United States Trade and Development Agency (USTDA), a Airlines for America, o Department of Transportation (DOT) e demais órgãos de governo relacionados. 

No encontro, Faierstein e Bedford debateram o fortalecimento da parceria bilateral entre as duas autoridades de aviação civil para avançar em temas como cooperação em aeromobilidade avançada e harmonização regulatória, reforçando as bases da parceria entre Brasil e Estados Unidos para o desenvolvimento da aviação civil. 

Durante o encontro, Faierstein destacou o grande potencial de crescimento do mercado brasileiro de aviação. “Hoje, no Brasil, registramos cerca de 0,5 viagem aérea por habitante ao ano. Tenho plena convicção de que esse número pode crescer muito”, afirmou o diretor-presidente da Anac. Esse índice costuma ser mais elevado em países como Chile e Argentina, onde a taxa chega a 1 viagem por habitante ao ano. Em mercados mais desenvolvidos, como Estados Unidos e Europa, o indicador alcança até 3 viagens por habitante ao ano. 

Na avaliação da FAA, Brasil e Estados Unidos têm grande potencial para avançar em ações de fomento, especialmente em áreas como infraestrutura, tecnologia e modernização de estruturas aeroportuárias já existentes. Do lado brasileiro, houve interesse em aprofundar o conhecimento sobre o modelo adotado pela FAA para a coleta e o tratamento de dados referentes à aviação civil. “Decisões tomadas com base em dados confiáveis são mais assertivas, e no Brasil precisamos fomentar essa cultura, especialmente na aviação civil”, avaliou Faierstein. Como recomendação, Bedford sugeriu que as iniciativas desenvolvidas no âmbito bilateral considerem os próximos 20 anos. Na avaliação do dirigente da FAA, o avanço acelerado das tecnologias exige planejamento de longo prazo. 

eVTOL 

O diretor substituto Roberto Honorato falou sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Anac para dar maior celeridade à certificação e à regulação de eVTOLs (aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical). Segundo ele, a proposta é atuar com premissas que priorizem, entre outros aspectos, a prevenção de acidentes e incidentes. Um dos questionamentos da FAA sobre a certificação desses equipamentos diz respeito à realização de análises sobre seus impactos e de testes que avaliem seu uso em condições extremas de calor e frio. Honorato explicou que todos esses parâmetros estão sendo avaliados em conjunto com a indústria. 

O superintendente de Infraestrutura Aeroportuária, Giovano Palma, explicou o trabalho que vem sendo realizado em relação ao desenvolvimento e à regulação da infraestrutura necessária para garantir embarques, desembarques, pousos, decolagens e o abastecimento das baterias nos chamados vertiportos. 

Para garantir, no futuro, que essas aeronaves elétricas sejam operadas com segurança, a Anac trabalha com o conceito de sandbox regulatório, que permite o desenvolvimento de um ambiente de avaliação e assegura à Agência o acompanhamento da evolução dos trabalhos e a análise das condições de segurança. O desafio é manter os requisitos mínimos de segurança, acessibilidade e integração à estrutura das cidades e à mobilidade urbana. 

Indústria 

Tiago Faierstein aproveitou o encontro para ressaltar a atuação da Anac como indutora da defesa da indústria nacional do segmento da aviação, com foco no desenvolvimento tecnológico, no aumento da densidade industrial e na geração e manutenção de empregos. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Quanto custa o jato mais rápido do mundo?

O Catarina Aviation Show 2026, realizado no aeroporto executivo São Paulo Catarina, em São Roque, no interior paulista, marcou a estreia do jato Global 8000 na América do Sul.

A apresentação ocorreu durante o evento voltado ao mercado de luxo e aviação executiva, que reúne fabricantes internacionais de aeronaves, helicópteros e veículos de alto padrão.

Segundo a empresa, o interesse global pelo modelo já provocou uma fila de espera de aproximadamente dois anos para novas entregas.

Valor do jato mais rápido do mundo

O modelo da fabricante canadense Bombardier chamou atenção por ser considerado atualmente o jato executivo mais rápido do mundo e pelo valor elevado da aeronave, estimado em US$ 85 milhões, cerca de R$ 425,9 milhões.

O Global 8000 foi desenvolvido para operações intercontinentais e possui alcance superior a 14 mil quilômetros.

A aeronave consegue ultrapassar os 1.000 km/h e foi projetada para reduzir o tempo de deslocamento em rotas internacionais de longa distância.

Veja mais: https://www.instagram.com/p/DYmoCY9D14o/?utm_source=ig_embed&ig_rid=386e38b7-70d7-48d3-a934-70d8c301cac9

De acordo com a fabricante, o modelo permite voos como São Paulo-Dubai com poucas escalas, além de conexões para destinos na Europa, Estados Unidos e Austrália. A proposta é atender empresários e clientes de alta renda que buscam mais rapidez e flexibilidade em viagens corporativas.

Outro diferencial apresentado pela companhia é o conforto interno da cabine. Mesmo operando em altitude elevada, a sensação para os passageiros equivale a uma altitude bem menor, fator utilizado pela empresa como argumento para reduzir o desgaste durante voos longos.

Brasil no setor de aviação executiva

Durante o evento, a Bombardier destacou o peso do mercado brasileiro para a companhia na América Latina. Segundo a fabricante, o Brasil lidera as operações regionais da marca e aparece à frente de países como México e Argentina no volume de negócios.

O crescimento do setor acompanha a expansão da aviação executiva no país. Atualmente, o Brasil ocupa a segunda posição no mercado mundial do segmento, atrás apenas dos Estados Unidos.

O avanço tem sido impulsionado pela procura de empresários por soluções de mobilidade aérea mais rápidas e personalizadas.

Além do Global 8000, a empresa também exibiu os modelos Global 6500 e Challenger 3500, considerados estratégicos para o mercado premium de aeronaves executivas.

Demanda

A fabricante afirma que a procura por aeronaves de ultralongo alcance continua elevada no mercado internacional. Entre os fatores apontados estão a:

  • Economia de tempo;
  • Flexibilidade logística; e a
  • Alta disponibilidade operacional dos jatos corporativos.

Segundo a Bombardier, suas aeronaves registram índice operacional próximo de 99,9%, indicador considerado relevante para clientes corporativos. Já o Challenger 3500 aparece atualmente entre os modelos de jato mais vendidos de sua categoria no mundo.

Fonte: Times Brasil