Primeiras turmas de manutenção aeronáutica se formam no programa Asas para Todos

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) participou, no dia 10 de junho, da solenidade de formatura das duas primeiras turmas dos cursos técnicos em Manutenção Aeronáutica nas habilitações de Grupo Motopropulsor (GMP) e Célula.

A cerimônia foi realizada na unidade operacional do Serviço Social do Transporte (Sest) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), em Samambaia, região administrativa do Distrito Federal (DF). O evento marcou a conclusão do ciclo de formação iniciado em 2024 pelo programa Asas para Todos.

Desenvolvida em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e o Sest Senat, a iniciativa busca ampliar o acesso às carreiras da aviação civil e contribuir para a formação de profissionais em uma área estratégica para o setor. Os cursos foram ofertados gratuitamente e contaram com apoio financeiro aos participantes durante o período de formação.

O programa Asas para Todos incentiva o aumento da participação de grupos historicamente sub-representados na aviação, priorizando estudantes da rede pública e pessoas em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica. Entre os formandos desta turma, cerca de 60% são mulheres, ampliando, assim, a entrada de mais mulheres nas carreiras da aviação.

Durante a cerimônia, a superintendente de Pessoal da Aviação Civil da Anac, Mariana Altoé, destacou que o processo seletivo contou com quase 900 inscritos para 64 vagas e que cerca de 30% dos formandos já estão inseridos no mercado de trabalho. Ela reforçou que o programa busca ampliar oportunidades de formação e contribuir para a transformação da realidade profissional dos participantes.

Com carga horária de 1.440 horas, incluindo estágio supervisionado, os cursos capacitam profissionais para atuar na manutenção aeronáutica. A habilitação em Grupo Motopropulsor prepara os alunos para atividades relacionadas aos motores das aeronaves e seus sistemas. Já a formação em Célula contempla conhecimentos voltados às estruturas das aeronaves e sistemas como hidráulico, pneumático, combustível e trem de pouso.

Durante o evento, o diretor da Anac Antônio Mathias ressaltou a importância de ampliar a diversidade na aviação civil e reforçou o compromisso da Agência com iniciativas voltadas à formação de profissionais para o setor. “A gente busca trazer a aviação civil para mais próximo da sociedade, para ela ser mais inclusiva, mais diversa”, destacou.

A conclusão das primeiras turmas representa a inserção de novos profissionais qualificados no mercado de trabalho para exercerem uma atividade essencial à segurança operacional da aviação. Além de contribuir para atender à crescente demanda por mão de obra especializada no setor.

Informações da Anac

Agentes de segurança impedem passageiro de embarcar com réplica de bomba caseira em bagagem de mão

A Administração de Segurança dos Transportes dos Estados Unidos (TSA) impediu um passageiro de levar uma réplica realista de bomba caseira a bordo de um avião durante uma escala no Aeroporto Internacional Rickenbacker, em Columbus, no dia 8 de junho. O objeto estava na bagagem de mão do viajante e levantou suspeitas ao passar pelo aparelho de raio-X.

Diante da apreensão, um especialista em explosivos da TSA foi acionado para examinar cuidadosamente o dispositivo. Felizmente, foi rapidamente confirmado que se tratava de uma réplica e não representava perigo real.

O passageiro informou que o objeto é um material de treinamento. Mesmo assim, ele precisou abrir mão do item para poder embarcar no voo.

Réplica de explosivos é proibida em bagagens de mão e despachadas. Embora a TSA não tenha aplicado acusações criminais nesses casos, transportar réplicas realistas de explosivos pode acarretar multas que vão de US$ 850 a US$ 4.250, além de possíveis encaminhamentos para processos criminais.

Fonte: Aeroin