AIAB defende protagonismo do Brasil na regulação global de mobilidade aérea avançada

A Mobilidade Aérea Avançada desponta como uma das transformações mais relevantes para o futuro do transporte aéreo e da indústria aeroespacial global.


Aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) e novas plataformas de mobilidade aérea trazem desafios tecnológicos, regulatórios e de mercado que exigem estreita coordenação entre governos, indústria e organismos internacionais para serem superados.

Nesse contexto, a Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB) defende que o Brasil avance rapidamente na construção de um ambiente regulatório capaz de acelerar o desenvolvimento e a consolidação da Mobilidade Aérea Avançada (AAM na sigla em inglês) no País e, também, legitimar a participação ativa do Brasil na definição das regras globais para esse novo segmento.

Como presidente da AIAB, apoio a criação no Brasil, na maior brevidade possível, de um sandbox regulatório para Mobilidade Aérea Avançada junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que tenha como escopo o transporte de carga e/ou de passageiros, com ou sem piloto a bordo, para deslocamentos em centros urbanos ou em trechos regionais.

O Brasil foi um dos países protagonistas na iniciativa de apresentar ao Conselho da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) a necessidade de definir, com senso de urgência, um conjunto mínimo de regras de projeto, fabricação e operação de eVTOL a ser seguido por todos os seus 193 Estados Membros.

A ICAO acolheu prontamente essa recomendação e tem atuado ativamente na construção de um arcabouço regulatório para AAM, tendo promovido o primeiro Simpósio de Mobilidade Aérea Avançada em Montreal, em setembro de 2024. O segundo evento ocorrerá em dezembro de 2026 na Tailândia, que criou um sandbox regulatório e deve tornar-se um dos primeiros países fora da China a certificar a operação de um eVTOL sem piloto a bordo para transporte de passageiros em centros urbanos.

Segundo dados da Eve Air Mobility, empresa do grupo Embraer, apenas 7% da demanda projetada de eVTOL para 2045 deverá estar na América Latina; 29% na América do Norte; 17% na Europa; 2% na África; 4% no Oriente Médio; e 41% na região Ásia-Pacífico.

Assim como ocorre na aviação comercial, a maior parte da demanda de eVTOL brasileiro estará no exterior, principalmente na região da Ásia, razão pela qual precisamos participar da construção do arcabouço regulatório global de AAM, sob o risco de termos que aceitar, no futuro, regras propostas por agências reguladoras de outros países, ainda que não sejam as mais adequadas para a indústria brasileira desse segmento.

O Brasil deve aproveitar ao máximo cada vantagem competitiva por estar chegando ao mercado de Mobilidade Aérea Avançada em um contexto completamente diferente daquele em que o avião Bandeirante chegou ao mercado aeronáutico, décadas atrás.

A ANAC é uma das agências reguladoras mais respeitadas de todo o mundo e o eVTOL da Eve ocupa o primeiro lugar em intenções de compra no mundo. Por isso o Brasil não deve abrir mão desses diferenciais competitivos.

Provavelmente, o primeiro conjunto de regras globais para AAM deverá ser aprovado na próxima Assembleia Geral da ICAO, prevista para setembro de 2028, e o Brasil precisa fazer sua “lição de casa” até lá.

Além de autoridade, precisamos buscar legitimidade para participar do processo liderado pela ICAO para construção do arcabouço regulatório para AAM. Entendo que a maneira mais adequada para ter a legitimidade brasileira reconhecida no âmbito da Organização é criando um sandbox regulatório, à semelhança da Tailândia, e desenvolvendo atividades estratégicas relacionadas ao projeto, fabricação e operação de eVTOL.

FONTE: Rossi Comunicação

Força Aérea Brasileira inicia ciclo de 70 inspeções em órgãos do controle do espaço aéreo em 2026

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio da Assessoria de Segurança Operacional do Controle do Espaço Aéreo (ASOCEA), deu início, no dia 03/03, às inspeções de Segurança Operacional e de Segurança da Aviação Civil contra Atos de Interferência Ilícita (AVSEC).

A primeira inspeção AVSEC ocorreu no Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Marte (DTCEA-MT), em São Paulo (SP). A iniciativa visa garantir a conformidade e a eficiência dos Provedores de Serviços de Navegação Aérea (PSNA) e demais organizações ligadas ao Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB).

As inspeções seguem diretrizes do Programa de Segurança Operacional do Brasil (PSO-BR) e do Programa de Segurança Operacional Específico do Comando da Aeronáutica (PSO-COMAER).

Esses processos estão previstos no Plano Anual de Inspeções (PAI) da ASOCEA, cujos detalhes estão disponíveis na Intraer e na internet. Os resultados dessas avaliações são essenciais para que o Brasil mantenha seu destaque no setor de transporte aéreo internacional, assegurando serviços de navegação aérea seguros e eficientes.

Para este mês, estão previstas quatro inspeções de Segurança Operacional e uma de AVSEC. Ao todo, em 2026, estão previstas 70 inspeções, sendo 48 de Segurança Operacional e 22 de AVSEC.

“Com a realização da primeira inspeção do ciclo de 2026, no DTCEA-MT, a ASOCEA dá início às atividades previstas para o ano. Esse trabalho reforça nosso compromisso permanente com a segurança e com o aprimoramento da prestação dos Serviços de Navegação Aérea no Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB)”, destacou o Chefe da ASOCEA, Coronel Aviador Bruno Morelo Rocha.

Essas inspeções verificam o cumprimento das normas do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e seguem diretrizes estabelecidas pela Instrução do Comando da Aeronáutica (ICA) nº 121-13/2021 e pelo Manual do Comando da Aeronáutica (MCA) nº 121-5/2021. Durante o processo, os Inspetores do Controle do Espaço Aéreo (INSPCEA) verificam evidências físicas, documentais e analíticas apresentadas pelos órgãos inspecionados.

“No início de mais um ciclo de inspeções da ASOCEA, destacamos a importância fundamental do trabalho dos inspetores, cuja dedicação e vigilância permanentes contribuem diretamente para a segurança e a confiabilidade da aviação”, ressaltou o Vice-Chefe da ASOCEA, Coronel Aviador Marcos Fernando Albuquerque de Carvalho.

Fonte: FAB

Vídeo mostra por dentro como será voar nos novos (e luxuosos) jatos Praetor da Embraer

Novo vídeo da Embraer revela o interior, os recursos tecnológicos e o nível de personalização da nova linha de jatos Praetor, que terá preços a partir de cerca de R$ 113 milhões


A Embraer divulgou nesta segunda-feira (16) um novo vídeo que mostra em detalhes como será a experiência de voo nos novos jatos executivos Praetor 600E e Praetor 500E, a nova geração da família Praetor.

As imagens apresentam o embarque e a experiência dentro da cabine, destacando o conforto, os recursos tecnológicos e as possibilidades de personalização pensadas para viagens longas.

No vídeo, é possível ver os assentos com ajustes elétricos e configurações personalizadas, que permitem transformar o espaço interno em uma área de descanso ou até em um ambiente de reunião durante o voo.

Os passageiros também podem controlar diferentes funções da cabine, como temperatura, iluminação e entretenimento, diretamente pelo celular ou tablet.

Outro destaque é o carregamento de celulares por indução nos assentos e o uso de comandos de voz para controlar funções da aeronave, recurso opcional que dispensa o uso de botões ou telas.

No caso do Praetor 600E, o vídeo também mostra a chamada Smart Window, uma tela sensível ao toque de 42 polegadas com resolução 4K instalada na cabine. O sistema permite realizar videoconferências, assistir a conteúdos em streaming e até acompanhar imagens externas captadas por câmeras da própria aeronave.

(Créditos: Embraer)

Ao divulgar as imagens, a fabricante de São José dos Campos destacou que os novos modelos foram projetados para clientes que buscam uma experiência de voo “extraordinária”. “Para aqueles que esperam o extraordinário, suas aeronaves chegaram.

O Praetor 600E e o Praetor 500E oferecem uma experiência de cabine que desafia a categoria, tecnologia inovadora e o melhor desempenho da classe”, afirmou a empresa nas redes sociais.

Anunciados no fim de fevereiro, os novos jatos executivos representam a primeira grande evolução da linha Praetor. Apesar do lançamento, as primeiras entregas para novos pedidos estão previstas apenas para o primeiro trimestre de 2029.

O Praetor 500E terá valor inicial de US$ 21,6 milhões (cerca de R$ 113,7 milhões, na cotação atual), enquanto o Praetor 600E chega ao mercado por US$ 25,7 milhões (aproximadamente R$ 135 milhões).

Fonte: spriomais 

Aeródromo no sul de Goiás é modernizado para a aviação de negócios

Reforma do aeródromo de Goiatuba, no sul de Goiás, recebeu R$ 5,1 milhões em investimentos


A modernização do aeródromo de Goiatuba, no sul de Goiás, foi inaugurada na última segunda-feira (16), com investimento de R$ 5,1 milhões em obras de infraestrutura aeroportuária.

A intervenção incluiu pavimentação da pista de pouso e decolagem, reestruturação do taxiway (TWY), adequação do pátio de manobras e cercamento operacional, com execução pela Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra).

Veja mais no link: https://www.instagram.com/p/DV9GhC6DlN_/?utm_source=ig_embed&ig_rid=2df58fe0-c21e-4411-a387-7be3faf5074b&img_index=6

Infraestrutura 

A obra contemplou a restauração de 1.300 metros de pista com aplicação de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ), atingindo 7,5 centímetros de espessura, além de nova sinalização horizontal e melhorias operacionais.https://www.instagram.com/p/DV9GhC6DlN_/embed/?cr=1&v=12

A modernização permite ampliar a capacidade de operação para diferentes categorias de aeronaves, incluindo jatos, turboélices e aeronaves de pequeno e médio porte da aviação de negócios.

Impactos logísticos e econômicos

A requalificação do aeródromo está alinhada à estratégia de fortalecimento logístico regional, com potencial de facilitar o transporte de cargas e passageiros. O município de Goiatuba possui perfil agroindustrial consolidado, com produção voltada para grãos, pecuária e cultivo de cereais, o que demanda infraestrutura eficiente para escoamento e mobilidade corporativa.

Fonte: AeroMagazine

Vídeo mostra a remoção do jato que caiu no barranco ao final da pista do Aeroporto de Jundiaí

Uma gravação feita no Aeroporto Estadual Comandante Rolim Adolfo Amaro, em Jundiaí, no interior de São Paulo, mostra o trabalho de remoção do jato que caiu no barranco ao final da pista durante o pouso.

De matrícula PT-WIB, o jato executivo Cessna Citation S/II (Cessna S550) foi levantando por dois muncks, com faixas presas aos montantes dos motores e ao redor da seção frontal da fuselagem, como pode ser visto no vídeo a seguir, publicado pelo canal “Aviação Aeroporto de Jundiaí SP”:

Como visto, as cenas mostram que veículos de combate a incêndio estavam posicionados ao redor do avião, como medida preventiva devido ao possível vazamento de combustível, já que a asa esquerda foi danificada.

A aeronave Cessna Citation saiu da pista na manhã de domingo, dia 15 de março, após pousar pela cabeceira 18 de Jundiaí, procedente de Bragança Paulista, e não parar até o final da pista, ultrapassando a cabeceira 36 e parando num barranco próximo à grade que delimita a área do aeroporto, ao lado da Avenida Antônio Pincinato.

O jatinho pertence a uma empresa de produções artísticas de Natal, Rio Grande do Norte, e, segundo relatos iniciais, apenas o piloto estava a bordo da aeronave e conseguiu sair com segurança. Segundo a Rede VOA, que administra o aeroporto, ninguém ficou ferido.

Apesar do incidente de excursão de pista, o Aeroporto de Jundiaí não ficou fechado e seguiu operando normalmente no domingo.

Fonte: Aeroin

Demanda global por viagens aéreas deve mais que dobrar até 2050, aponta relatório da IATA

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) divulgou em 17 de março de 2026 suas Projeções de Demanda de Longo Prazo (LTDP), indicando que a demanda mundial por viagens aéreas deve mais que dobrar até 2050.

De acordo com o cenário médio, o volume de passageiros medido em quilômetros percorridos por passageiros pagantes (RPK) deve atingir 20,8 trilhões, com uma taxa composta anual de crescimento (CAGR) de 3,1% entre 2024 e 2050, partindo dos 9 trilhões registrados em 2024.

Em cenários alternativos, a taxa de crescimento pode variar entre 2,9% e 3,3% ao ano, influenciada por fatores como crescimento econômico, demografia, preços dos combustíveis de aviação, transição energética global e capacidade de oferta do transporte aéreo.

Willie Walsh, diretor-geral da IATA, ressaltou que o crescimento da aviação impulsionará oportunidades econômicas e sociais globais, destacando a importância de políticas que promovam infraestrutura eficiente, acesso ao mercado, harmonização regulatória e transição para energia limpa.

A região Ásia-Pacífico e o continente africano devem ser os mercados com maior crescimento, com CAGR estimadas em 3,8% e 3,6%, respectivamente.

Em contrapartida, Europa e América do Norte apresentarão crescimento mais moderado, na faixa de 2,5% a 2,8%. Os mercados com maior expansão incluem rotas intra-África, África-Ásia-Pacífico e Ásia-Pacífico-Oriente Médio, ressaltando a necessidade de investimentos em infraestrutura e regulação em regiões emergentes.

O relatório destaca duas tendências de longo prazo: a pandemia de Covid-19 causou uma mudança estrutural permanente na demanda global, criando um déficit que não deve ser recuperado até 2050; e a taxa de crescimento anual tem diminuído gradualmente, refletindo maturidade do mercado, apesar do aumento absoluto no número de passageiros.

O modelo utilizado pela IATA para essas projeções baseia-se em dados econômicos globais, frequências de voo, tamanho das aeronaves e informações demográficas, com o PIB real per capita ajustado pela paridade do poder de compra (PPP) como principal motor da demanda. As projeções também consideram cenários da transição energética e foram validadas com precisão média de 98% em nível setorial.

Fotne: Aeroin

Embraer já gastou US$ 80 milhões a mais com jatinhos exportados no tarifaço de Trump

A Embraer pagou uma conta de quase 100 milhões de dólares por causa das tarifas extras impostas por Donald Trump durante o tarifaço.

Apesar da isenção das tarifas extras, a tarifa base de 10% continuou prevalecendo no setor aeronáutico fora da aviação comercial, prejudicando parte das exportações da fabricante brasileira, que tem nos EUA o seu maior mercado nos segmentos de aviação comercial e executiva.

Segundo o diretor financeiro da Embraer, Antonio Carlos Garcia, informou ao jornal Estado de São Paulo, foram pagos US$ 80 milhões a mais para o Tesouro americano entre abril de 2025 e fevereiro de 2026, sendo que 85% deste valor é referente aos jatos executivos, principalmente da linha Praetor, que é fabricada no Brasil.

A série Phenom é produzida exclusivamente na Flórida e, por isso, foi menos afetada, já que a taxa extra incide sobre os componentes importados do Brasil, e não sobre o produto final. Os outros 15% se referem a produtos e serviços exportados do Brasil para os EUA pela Embraer, atendendo os clientes já existentes no maior mercado aeronáutico do mundo.

A Suprema Corte americana derrubou o tarifaço no mês passado, mas ainda existe uma incerteza se a isenção global no setor aeronáutico permanecerá de pé por muito tempo.

Fonte: Aeroin

FALCON 10X: Aeronave combina o DNA dos caças Dassault e novas tecnologias com a cabine mais ampla, eficiente e personalizável da aviação executiva

Dassault Aviation começou o projeto totalmente novo para criar o Falcon 10X, o maior e mais eficiente jato e já desenvolvido. Sua cabine é a maior da aviação executiva, com um novo nível de flexibilidade na criação de um ambiente interior personalizado. A nova aerodinâmica de alta velocidade proporciona um alcance máximo de 7.500 nm (13.890 km) e uma velocidade máxima de Mach 0,925.

O Sistema de Controle de Voo Digital da Dassault no 10X inclui recursos de segurança novos na aviação executiva, oferecendo proteção contra atitudes inadvertidas e outros perigos — recursos que derivam diretamente das aeronaves militares da empresa.

Para criar um jato executivo eficiente com a maior cabine da categoria, foram necessárias inovações em estruturas, aerodinâmica, controles de voo e motores. Para atingir seus ambiciosos objetivos de design, a empresa concluiu que a derivação de outra aeronave não seria suficiente. É por isso que optou por projetar uma aeronave 100% nova, o que implicou ainda uma série de novas instalações de produção dimensionadas para o 10X (por exemplo, uma nova instalação de asas compostas em Anglet, França, e um salão de montagem final totalmente novo em Bordeaux-Mérignac), equipadas com tecnologias para produzir estruturas avançadas e instalar sistemas avançados.

Um objetivo específico do projeto era criar uma cabine que oferecesse o maior volume entre todos os jatos executivos construídos para esse fim, mantendo o desempenho clássico do Falcon em altas altitudes e a capacidade de usar aeroportos típicos da aviação executiva sem equipamentos terrestres especializados para aviões comerciais. Após mais de uma década de reiteração no projeto, a Dassault alcançou o equilíbrio perfeito entre tamanho máximo, desempenho, utilidade e autonomia do jato executivo.

A cabine maior e mais flexível da aviação executiva
Um design modular da cabine que permite aos proprietários, essencialmente, “mover as divisórias” e criar seus próprios espaços personalizados

As dimensões da cabine e a flexibilidade das configurações internas diferenciam o 10X de outros jatos de longo alcance.

Com um volume de cabine de 2.780 pés cúbicos (79 m3), o 10X oferece o maior interior de cabine entre todos os jatos executivos construídos para esse fim. É quase 8 polegadas (20 cm) mais largo que seus concorrentes.
• Altura da cabine: 6 pés e 8 polegadas (2,03 m)
• Largura máxima: 2,77 m
• Comprimento da cabine: 16,4 m

Mais espaço, mais configurações de cabine: O 10X tem um design de cabine engenhosamente flexível, permitindo novas possibilidades de configuração. Começando com uma plataforma básica de quatro zonas, o conceito de design interior da aeronave centra-se em um nível totalmente novo de modularidade, para que a cabine possa ser facilmente configurada para uma ampla gama de capacidades de missão e necessidades dos clientes.
A disposição básica separa o interior em quatro seções iguais de 2,7 m, com quatro janelas de cada lado. No entanto, as seções da cabine podem ser facilmente reconfiguradas em compartimentos de diferentes comprimentos e número de janelas. Assim, uma suíte na parte traseira pode ter 4,7 m de comprimento e incluir sete janelas, além de um grande lavabo com chuveiro. A cabine 10X pode ser equipada com uma cama queen size de tamanho normal — algo único na aviação executiva.

Um pequeno compartimento com três janelas poderia servir como uma área para conversas privadas ou como um centro de mídia para apresentações ou exibição de vídeos e notícias em streaming em uma tela grande.

Uma área de jantar/conferência pode ter quatro ou mais janelas de cada lado. Ao jantar em uma mesa para quatro pessoas, os passageiros mais próximos das janelas podem usar o espaço entre os assentos para sair sem incomodar o passageiro do corredor. No geral, a movimentação pela cabine é mais fácil e menos perturbadora.

As vantagens de mais espaço: O aumento da secção transversal e do volume da cabine traz uma série de vantagens, algumas óbvias e outras mais sutis. O amplo espaço livre acima da cabeça estende-se para os lados da cabine, facilitando a passagem das pessoas no corredor e permitindo ficar de pé mesmo longe da linha central da cabine. Os assentos já não precisam ser encostados aos acabamentos laterais para criar largura suficiente no corredor. O banheiro dianteiro tem mais espaço em todas as dimensões, tornando-o mais adequado para os passageiros, bem como para a tripulação. Cada compartimento do galley tem mais volume de armazenamento.

Recursos de bem-estar na cabine: A pressurização da cabine é baixa, com altitude de pressão de 3.000 pés na cabine, enquanto voa a 41.000 pés. Um sistema de filtragem de última geração elimina o ozônio e os poluentes potenciais (compostos orgânicos voláteis) e fornece ar 100% puro. O controle de temperatura será fornecido em cada uma das quatro zonas da cabine, com ar entrando na parte superior e inferior para uma temperatura uniforme em toda a cabine.

Os níveis de ruído mais baixos: o atual carro-chefe da Dassault, o Falcon 8X, e o novo Falcon 6X têm os níveis de ruído interno mais baixos entre todos os jatos executivos (abaixo de 50 dB SIL), o equivalente a uma sala de estar típica em um bairro residencial. O 10X, utilizando as avançadas tecnologias de redução de ruído da Dassault, será pelo menos tão silencioso quanto esses modelos, apesar da maior velocidade de cruzeiro. A nova aerodinâmica de fluxo laminar ao redor da fuselagem dianteira minimiza o arrasto e os níveis de ruído em uma área do interior que às vezes é difícil de silenciar.

Janelas novas e maiores: as janelas do 10X são quase 50% maiores do que as do 8X. Trinta e oito janelas revestem a fuselagem para proporcionar a maior área de janelas e a cabine mais iluminada da aviação executiva.

Sempre em contato com conectividade avançada: a cabine 10X vem com opções de conectividade de alta velocidade, garantindo comunicações perfeitas durante o voo e acesso rápido à internet. Isso inclui sistemas de órbita baixa e baixa latência, como o Starlink, e novos sistemas geoestacionários de conectividade de alta velocidade, como o Jetwave-X da Honeywell. A cabine será equipada com a mais recente tecnologia de entretenimento a bordo e rede de comunicações, projetada para distribuir conteúdo de vídeo e áudio nítido e de alta definição diretamente para os dispositivos dos passageiros ou para os monitores da cabine. Os
passageiros terão controle total das funções da cabine em um aplicativo móvel fácil de usar ou por meio de telas sensíveis ao toque e botões físicos na cabine.

Muito espaço para bagagem: o compartimento de bagagem de 198 pés cúbicos (5,60 m3) do 10X é o maior do segmento de longo alcance. Sua porta operada eletricamente facilita o carregamento e descarregamento do compartimento para pilotos e equipes de solo. Um compartimento adicional dedicado e separado oferece espaço para dispositivos específicos, como um kit de voo.

Desempenho superior no segmento de longo alcance, desempenho clássico do Falcon nos aeroportos mais exigentes

O alcance é de 7.500 milhas náuticas (13.890 km) a 0,85 Mach, tornando quase todos os pares de cidades um voo sem escalas. Apesar de seu tamanho, o Falcon 10X ainda pode acessar aeroportos típicos que atendem à aviação executiva, bem como aqueles com aproximações desafiadoras. O Falcon 10X é compatível com o aeroporto London City.

Típico par de cidades em ultralongo alcance:
Nova York a Xangai, Los Angeles a Sydney;
Paris a Santiago;
Hong Kong a Nova York.

Típico par de cidades em voos de alta velocidade a Mach .90:
Nova Iorque para Dubai;
Genebra para Singapura;
Hong Kong para São Francisco.

Uma cabine de comando muito espaçosa e avançada

A cabine de comando do 10X aproveita uma secção transversal maior da fuselagem e um comprimento extra, proporcionando assim mais espaço para a tripulação. Novos níveis de automatização reduzem a carga de trabalho e a fadiga em longas distâncias. A nova tecnologia de controle de voo digital adiciona medidas de segurança inovadoras.

Mais espaço para a tripulação: a cabine de comando é um espaço amplo em termos de espaço para os cotovelos e comprimento, um ambiente confortável para missões de longo alcance. Possui as maiores janelas da sua classe, incluindo grandes janelas laterais que proporcionam uma visão das asas para identificar gelo e a distância entre as pontas das asas. Elas também são muito úteis nas manobras de voo, incluindo aproximações em órbitas.

Um grande avanço na tecnologia da cabine de comando: a cabine de comando NeXus de última geração do 10X utiliza amplamente telas sensíveis ao toque e uma interface mais intuitiva. Ela simplifica as operações da tripulação e aumenta a segurança por meio de uma série de novos recursos, por exemplo: listas de verificação de emergência aparecem automaticamente quando necessário e fecham os itens à medida que os pilotos seguem as ações indicadas, simplificando os procedimentos.

O número de botões e interruptores da cabine de comando foi reduzido, permitindo um painel superior menor e simplificado. Por exemplo, os interruptores de partida superiores são menos numerosos, com uma sequência de partida rápida, fácil e automatizada. Os engenheiros da Dassault concluíram que os interruptores superiores eram muito mais fáceis de usar em turbulências e, por isso, colocaram telas sensíveis ao toque onde fazia mais sentido, nos visores principais. Eles adicionaram um apoio resistente para as mãos com um dispositivo de controle do cursor para complementar as telas sensíveis ao toque em turbulências.

Mais importante ainda, a cabine de comando adota a verdadeira tecnologia de caça através de um conceito conhecido como HOTAS (Hands-On-Throttle-And-Stick), permitindo que os pilotos voem com os olhos fora da cabine de comando usando visores HUD duplos com simbologia inspirada em caças para um controle mais rápido, preciso e intuitivo — por exemplo, usando a simbologia HUD para definir a potência sem necessidade de olhar para as indicações do motor no painel de instrumentos. Esta nova capacidade, adaptada diretamente do caça Rafale, torna-se extremamente importante durante as fases de voo manual mais intensas, como manobras noturnas de aproximação para pousos. Como tal, acrescenta um novo nível de tecnologia de segurança.

Um sistema de controle de voo digital de última geração com novos recursos de segurança: o sistema de controle de voo digital 10X amplia a capacidade dos controles de voo anteriores do Falcon. Assim como no novo Falcon 6X, todos os controles de voo secundários (flaps, slats e spoilers), além da direção do trem de pouso dianteiro, estão integrados ao sistema de controle digital.

Gerenciamento avançado de potência: um acelerador inteligente é o principal controle de potência, conectando o gerenciamento digital de potência de ambos os motores. Ele também é derivado do bimotor Rafale. O acelerador inteligente inclui controle de spoiler por meio de interruptores basculantes integrados e um modo de arremetida suave que é mais simples e automatizado do que em outras aeronaves. Isso torna as arremetidas mais confortáveis para os passageiros, ao mesmo tempo em que alivia a carga de trabalho do piloto em uma fase crítica.

O Smart Throttle ajusta automaticamente a potência do motor em operação e ajusta a trimagem lateral em caso de perda de um motor. Esses recursos de um motor inoperante (OEI) reduzem a carga de trabalho do piloto e aumentam a segurança desde o momento mais crítico da falha do motor em V1 (a velocidade na qual o piloto decolará mesmo em caso de perda de potência de um único motor) até o pouso e o impulso reverso, de modo a gerenciar facilmente a guinada adversa na pista.

Modo de recuperação automática: O Smart Throttle está totalmente integrado ao Sistema de Controle de Voo Digital, possibilitando um Modo de Recuperação Automática, mais uma inovação espelhada dos caças. É o único jato executivo de grande porte a possuir tal sistema. Graças a esse novo nível de integração digital, o 10X pode se recuperar de qualquer atitude inadvertida, mesmo em voo invertido, com o toque de um único botão de recuperação, caso os pilotos fiquem desorientados.

Liderança em visão otimizada: O inovador sistema de visão combinada FalconEye® da Dassault — o primeiro a oferecer tecnologias de visão aprimorada e sintética — com visores duplos head-up proporciona aproximações, decolagens e voos em rota mais seguros em todas as condições climáticas. Quando os pilotos são devidamente certificados, o sistema pode ser usado para aproximações de até 100 pés, reduzindo a probabilidade de desvios por causa do clima.

Diagnóstico avançado de manutenção: Um novo sistema integrado, o FalconScan, adotado pela primeira vez no Falcon 6X, estabelece um novo padrão em autodiagnóstico do sistema em tempo real. Conectando-se diretamente a todos os sistemas da aeronave, o FalconScan monitora mais de 100.000 parâmetros (em comparação com centenas nos Falcons anteriores), fornecendo visibilidade quase instantânea para as equipes de manutenção em solo. Algoritmos patenteados permitem a detecção de falhas e o diagnóstico de problemas em aeronaves individuais, além do monitoramento de tendências em toda a frota Falcon10X em todo o mundo.

Novas estruturas, nova aerodinâmica, potência ultraeficiente

Nova fuselagem: O design da fuselagem de alumínio é totalmente novo, com seção transversal circular e espaçamento entre as estruturas para permitir janelas extragrandes. Mesmo com uma fuselagem maior, a aeronave é altamente eficiente no segmento de longo alcance devido a uma estrutura aerodinâmica otimizada com um design de asa totalmente novo e uma configuração de motor eficiente. A fuselagem dianteira é aerodinâmica otimizada para fluxo laminar, graças a um novo formato do nariz e ao ajuste da área logo acima das janelas da cabine de comando, que em outras aeronaves é normalmente uma fonte maior de resistência.

Foram realizados estudos de projeto de fuselagens compostas e metálicas, e determinou-se que a fuselagem metálica não seria mais pesada do que uma fuselagem composta, considerando as mais recentes técnicas de construção e os requisitos de aeronavegabilidade para proteção contra raios e reforço de componentes eletrônicos. A construção da fuselagem em fibra de carbono não proporcionou benefícios tangíveis para os operadores.

Foi dada especial atenção à otimização das carenagens das asas e da fuselagem devido ao grande tamanho da fuselagem. As carenagens de material compósito têm uma área regulada finamente ajustada, o chamado efeito garrafa de coca-cola (um design inovador para carenagens em jatos comerciais de qualquer tipo). A carenagem contribui para propriedades de baixo arrasto.

A fuselagem traseira difere dos Falcons anteriores com sua cauda em T, outra decisão para reduzir o arrasto, já que o design típico da cauda cruciforme do Falcon tinha um desempenho inferior nas velocidades de cruzeiro de alto Mach desejadas para o 10X. Da mesma forma, um design bimotor provou ser mais eficiente em números de alto Mach do que os designs dos trijatos que servem tão bem a outros Falcons em velocidades Mach ligeiramente mais baixas. A regra da área extensiva também é encontrada na área de intersecção do motor com a fuselagem para minimizar o arrasto.

Nova asa de alta velocidade: Após estudar asas metálicas e compostas para o 10X, a asa composta foi a vencedora por várias razões. A asa economiza aproximadamente 900 libras em peso, ajudando assim a reduzir o peso em outras áreas, como o trem de pouso, bem como os requisitos de empuxo. A asa é mais fina e aerodinamicamente otimizada do que seria possível com uma asa metálica. Ela tem uma relação de aspecto mais alta em comparação com outros jatos de longo alcance, levando a um menor arrasto induzido. Ela tem uma inclinação maior: 33,7 graus contra cerca de 30 graus no 8X. Ao mesmo tempo em que mantém a flexibilidade para amortecer a turbulência, ela também é mais rígida do que uma asa metálica, de modo que mantém suas propriedades aerodinâmicas em condições de voo variáveis. Essa construção leve, mas rígida, também ajuda a evitar a vibração, um tipo perigoso de vibração em alta velocidade. A asa do 10X foi testada para cargas de tensão máximas antes do primeiro voo.

Acima de tudo, é a extrema eficiência da asa do 10X que torna possível uma cabine maior com sua área de contato aerodinâmico (a área total da fuselagem) mais alta. Uma asa metálica teria exigido uma configuração de cabine semelhante em tamanho aos concorrentes.

Para construir as asas do 10X, a Dassault construiu um centro de excelência dedicado às asas de materiais compósitos em Anglet, França, com as mais recentes tecnologias de construção compósita, incluindo robótica. Embora as técnicas e os materiais compósitos sejam novos, a empresa constrói asas compósitas supersônicas há décadas para o caça Rafale.

A asa do 10X, com quatro slats, seis spoilers e duas abas por lado (todos integrados ao Sistema de Controle de Voo Digital), mantém a tradição da Dassault de “manobrabilidade” e desempenho superiores em baixa velocidade. Esses sistemas de alta sustentação permitem o acesso a pistas mais curtas com confiança. Quando retraída, a asa se remodela para uma configuração de alta velocidade com alta eficiência de combustível.

Um motor mais limpo, mais eficiente e mais inteligente
O Rolls-Royce Pearl® 10X do 10X é o motor de jato executivo mais avançado do setor. É o mais recente, maior e mais potente da série de motores Pearl, com mais de 18.000 libras de empuxo. Nos testes, o Pearl 10X foi operado com 100% de combustível de aviação sustentável, e o Falcon 10X será certificado para operação com 100% de SAF.

O Pearl 10X incorpora várias inovações derivadas dos programas de demonstração da tecnologia Advance2 da Rolls-Royce, incluindo novos materiais e aerodinâmica interna para uma combustão mais eficiente, maior vida útil e menor manutenção. Ele é equipado com um novo ventilador blisk para maior eficiência, um combustor inovador para menores emissões e uma turbina de alta pressão avançada para maior vida útil.

A família de motores Pearl faz parte da visão da Rolls-Royce Intelligent Engine para uma vida útil mais longa e menor manutenção. Ela possui um revolucionário Sistema de Monitoramento da Saúde do Motor que adiciona detecção avançada de vibração a milhares de outros parâmetros. É um sistema de diagnóstico fácil de usar que mantém os gerentes de manutenção melhor informados sobre as condições do motor, proporcionando níveis excepcionais de disponibilidade e confiabilidade.

O motor é totalmente compatível com o programa de manutenção de motores CorporateCare® Enhanced da Rolls-Royce, líder do setor.

Recursos exclusivos de segurança do Falcon

Recursos de segurança integrados de nível militar
Os Falcons são construídos juntamente com os renomados caças Rafale da Dassault e atendem aos mesmos altos padrões de fabricação, protegendo, por exemplo, o sistema fly-by-wire e os tanques de combustível contra possíveis danos. Todos os sistemas críticos são meticulosamente segregados e os tanques de combustível são pressurizados. Medidas de qualidade como essas vão muito além dos requisitos regulatórios mínimos e são incomparáveis na indústria.

Especificações do Falcon 10X

Desempenho
Alcance máximo: 7.500 nm (13.890 km) a Mach 0,85 (8 passageiros, 4 tripulantes, ISA, SL, vento zero, reservas NBAA IFR);
Velocidade máxima de operação Mach (MMO): Mach 0,925;
Altitude máxima certificada: 51.000 pés (15.545 m);
Comprimento de pista equilibrado (MTOW, SL, ISA): < 6.000 pés (1.829 m);
Distância de pouso (SL, transporte público): < 2.500 pés (762 m)

Motores e aviónica
2 motores Rolls-Royce Pearl 10X;
Empuxo máximo: mais de 18.000 libras;
Cabine de comando de última geração com NeXus

Dimensões externas
Envergadura: 110 pés e 3 polegadas (33,6 m);
Comprimento: 109 pés e 7 polegadas (33,4 m);
Altura: 27 pés e 7 polegadas (8,4 m)

Dimensões internas
Altura da cabine: 6 pés e 8 polegadas (2,03 m);
Largura da cabine: 9 pés e 1 polegada (2,77 m);
Comprimento da cabine (excluindo cabine de comando e bagagem): 53 pés e 10 polegadas (16,4 m);
Volume da cabine: 2.780 pés cúbicos (78,7 m3);
Volume da bagagem: 198 pés cúbicos (5,60 m3)

Pesos/Capacidades
Peso máximo na rampa: 115.400 libras (52.345 kg);
Peso máximo na decolagem: 115.000 libras (52.163 kg);
Peso máximo sem combustível: 67.800 libras (30.754 kg);
Peso máximo com combustível: 51.700 libras (23.451 kg)

Sobre a Dassault Aviation
A Dassault Aviation é uma empresa aeroespacial líder com presença em mais de 90 países em seis continentes. A Dassault projeta e constrói a família de jatos executivos Falcon, bem como o caça Rafale. A empresa emprega uma força de trabalho de mais de 12.000 pessoas e possui instalações de produção na França e nos Estados Unidos, além de uma rede mundial de serviços. Desde o lançamento do primeiro Falcon 20 em 1963, mais de 2.700 Falcons foram entregues. As linhas trijato e bimotor oferecem excelente eficiência e conforto, com faixas de 4.000 nm a 7.500 nm. Eles incluem o novo carro-chefe Falcon 10X, o Falcon 8X de alcance ultralongo, o Falcon 6X extra widebody e os versáteis Falcon 900LX e 2000LXS.

Fonte: Conexãoin

A Eve, empresa de mobilidade aérea da Embraer, firma parceria com uma nova empresa australiana do segmento

A Eve Air Mobility, empresa criada pela Embraer para desenvolvimento de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL), firmou uma parceria estratégica com a Alt Air, nova empresa de Mobilidade Aérea Avançada (AAM, na sigla em inglês) sediada em Sydney, Austrália, que também estabeleceu parceria com a Skyports Infrastructure (Skyports) para preparar operações de eVTOL nos estados de New South Wales e Queensland, na Austrália.

Por meio dessa colaboração, estamos estabelecendo as bases para um ecossistema de eVTOL de referência mundial na Austrália”, afirma Johann Bordais, CEO da Eve. “New South Wales e Queensland representam uma oportunidade incrível para oferecer soluções de mobilidade aérea urbana sustentáveis, silenciosas e eficientes, que beneficiarão moradores, empresas e visitantes internacionais, especialmente enquanto nos preparamos para a inauguração do Aeroporto Internacional de Western Sydney e para os Jogos Olímpicos de Brisbane em 2032”.

Além dessas parcerias, a Alt Air utilizará aeroportos existentes e outros ativos exclusivos de infraestrutura aeronáutica em Sydney, incluindo bases operacionais no Porto de Sydney e em Palm Beach. Em conjunto com a Skyports, a Alt Air também explorará novos locais para vertiportos, com o objetivo de expandir a rede de futuros voos de eVTOL em Queensland.

Esse consórcio reúne os principais componentes necessários para estabelecer um ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana (UAM, na sigla em inglês) seguro, eficiente e sustentável, posicionando a Austrália entre os líderes globais em serviços de transporte de próxima geração.

Juntas, Eve, Alt Air e Skyports irão desenvolver um plano operacional integrado que abrange elementos críticos do emergente mercado de eVTOL na Austrália. Isso inclui infraestrutura de vertiportos, planejamento de rotas, integração do espaço aéreo, operações em solo e experiência do cliente.

A colaboração desempenhará um papel importante no suporte à futura operação comercial de eVTOL nas duas regiões, incluindo um roteiro de implementação que prevê operações de alta visibilidade a tempo dos Jogos Olímpicos de Brisbane em 2032.

A iniciativa busca desenvolver um plano de comercialização em fases, projetado para colocar os voos de eVTOL em operação com sustentabilidade e segurança como prioridades. A Skyports liderará os esforços para avaliar e desenvolver locais de vertiportos em corredores urbanos e regionais estratégicos.

Os novos vertiportos e suas instalações, em combinação com os aeroportos existentes e outras infraestruturas aeronáuticas, formarão a espinha dorsal do ecossistema, permitindo o fluxo contínuo de passageiros, operações aeronáuticas em alta frequência e conexões integradas com outros modais de transporte.

Nossa colaboração com a Eve Air Mobility e a Skyports reforça nosso compromisso comum de impulsionar a inovação na aviação na Austrália. Juntos, estamos projetando uma rede de eVTOL que melhorará significativamente a conectividade e estabelecerá um novo padrão para a mobilidade aérea avançada em todo o mundo”, afirmou Aaron Shaw, diretor-geral da Alt Air.

Eve, Alt Air e Skyports conectarão rotas prioritárias entre grandes centros populacionais, distritos comerciais e polos turísticos em Sydney, no sudeste de Queensland e em regiões adjacentes. Nos conceitos iniciais, está previsto um corredor de alta demanda ligando o Aeroporto Internacional de Western Sydney ao centro de Sydney.

À medida que Queensland se prepara para receber os Jogos Olímpicos de Brisbane em 2032, a colaboração visa viabilizar voos de eVTOL que ofereçam uma opção de mobilidade eficiente e sustentável para visitantes e moradores.

Vemos a Austrália como um mercado futuro estratégico para a mobilidade aérea avançada e temos observado um forte engajamento e entusiasmo em todo o país. Estamos entusiasmados em aplicar nossa experiência prática em vertiportos para viabilizar a próxima era da aviação na Austrália. O sudeste de Queensland é um dos mercados mais atraentes para o lançamento da mobilidade aérea avançada no país, e os Jogos Olímpicos de Brisbane serão um catalisador importante para viabilizar uma rede segura, eficiente e duradoura que irá muito além do evento”, afirmou Yun-Yuan Tay, head de Ásia-Pacífico da Skyports Infrastructure.

Ao estabelecerem uma rede conectada de vertiportos e rotas plenamente operacionais antes dos Jogos, Eve, Alt Air e Skyports pretendem demonstrar a liderança da Austrália na mobilidade aérea avançada. Espera-se que voos de eVTOL melhorem a conectividade entre importantes locais de competição, distritos centrais de negócios e grandes aeroportos, incluindo Brisbane, Gold Coast e Sunshine Coast.

Informações da Eve

Exercício da FAB reúne 22 países em treinamento de resposta a desastres em Campo Grande

O exercício tem como foco a integração entre equipes


A FAB (Força Aérea Brasileira) realiza, de 16 a 27 de março, o Exercício Cooperación XI na BACG (Base Aérea de Campo Grande), em Campo Grande. O treinamento reúne cerca de 22 delegações estrangeiras, além de militares da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro, em um cenário simulado de resposta a desastres.

Promovido pelo Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas, o exercício tem como foco a integração entre equipes, procedimentos e capacidades operacionais para atuação conjunta em situações de emergência.

Durante os 11 dias de atividades, os participantes serão submetidos a cenários complexos planejados para treinar processos decisórios e a coordenação de meios aéreos e terrestres em operações humanitárias. Entre as missões simuladas estão combate a incêndios em voo, busca e salvamento e evacuação aeromédica, ações voltadas ao apoio às autoridades civis em situações de crise. A FAB empregará diferentes aeronaves nas operações, como o KC-390 Millennium, o SC-105 Amazonas, o helicóptero H-60 Black Hawk e o C-98 Caravan.

Media Day

No dia 17 de março, a FAB realiza o Media Day do exercício, voltado a veículos de imprensa. A atividade permitirá que jornalistas acompanhem demonstrações operacionais, registrem imagens e realizem entrevistas com porta-vozes da organização.

Segundo a FAB, a iniciativa busca ampliar a cobertura jornalística do treinamento e destacar a importância da cooperação internacional, da interoperabilidade e da prontidão das forças aéreas em missões de apoio humanitário. O credenciamento para a imprensa deve ser solicitado até 14 de março. O encontro com os jornalistas está marcado para 13h30 do dia 17, na Base Aérea de Campo Grande, com chegada prevista entre 12h45 e 13h30.

Criado há 65 anos, o Sistema de Cooperação reúne 23 países das Américas e promove intercâmbio de experiências e treinamentos entre forças aéreas, com o objetivo de fortalecer a coordenação e a resposta rápida a desastres naturais ou provocados pelo homem.

Fonte: FAB