Brasil e Nigéria fortalecem parceria com foco em aviação, agronegócio e saúde

Em um evento de alto nível no Sebrae, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, celebrou o aprofundamento das relações entre Brasil e Nigéria, destacando a diversidade de possibilidades para investimentos e comércio bilateral. O encontro ocorreu durante a visita do presidente da Nigéria, Bola Tinubu, ao Brasil.

A visita retribui a missão brasileira a Abuja em junho, liderada por Alckmin a pedido do presidente Lula. O vice-presidente ressaltou o sucesso das conversas entre os dois governos, que culminaram na assinatura de importantes acordos e na abertura de novas frentes de cooperação.

De acordo com Alckmin, a visita resultou em “boas notícias por terra, mar e ar”, ao citar as parcerias em agropecuária, aviação, transição energética e saúde.

“Temos aí uma avenida de possibilidades de trabalho, investimentos e comércio exterior”, afirmou Alckmin. “São dois países irmãos. A Nigéria, uma das maiores economias do continente africano, e o Brasil, a maior da América Latina. Vamos superar o Oceano Atlântico e trabalhar muito juntos em benefício das nossas populações, pois o desenvolvimento é o novo nome da paz”.

Alckmin também comemorou o crescimento de 20% no comércio exterior entre Brasil e Nigéria no último ano, ressaltando que a tendência é de uma aceleração ainda mais forte. O evento contou com a presença de autoridades como o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o presidente do Sebrae, Décio Lima, o secretário executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, e uma delegação de ministros e empresários nigerianos.

De manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o presidente nigeriano. Durante o encontro, foram anunciados novos acordos em áreas estratégicas e reafirmada a disposição dos dois países em ampliar o intercâmbio econômico, político, cultural e tecnológico.

De acordo com Lula, a visita de Tinubu simboliza um marco para a retomada da cooperação entre os dois países. “Na última década, o intercâmbio entre Brasil e Nigéria diminuiu drasticamente. De 10 bilhões de dólares em 2014, passamos a 2 bilhões de dólares em 2024. Não foi por acaso. Nos últimos governos, o Brasil se distanciou da África. Duas das maiores economias da América Latina e da África deveriam ter um intercâmbio muito maior”, afirmou

Fonte: Gov.br

Oportunidade Sustentável: o Potencial do Brasil na Produção de Combustíveis Sustentáveis Para a Aviação

A transição para uma aviação mais sustentável é um dos maiores desafios enfrentados pela indústria aérea global. Com a meta de zerar as emissões líquidas de carbono até 2050, as empresas aéreas precisam adotar soluções inovadoras e diversificadas para reduzir suas pegadas de carbono, garantir competitividade e cumprir seus compromissos ambientais. Nesse contexto, o combustível de aviação sustentável (Sustainable Aviation Fuel – SAF) surge como uma alternativa promissora para substituir os combustíveis fósseis e reduzir as emissões de CO2 em até 80% ao longo do ciclo de vida do combustível. O Brasil, com sua vasta disponibilidade de biomassa e experiência consolidada em biocombustíveis, tem o potencial para se tornar um dos principais fornecedores globais de SAF, liderando a transição energética na aviação.

A adoção do SAF enfrenta uma série de desafios técnicos, econômicos e regulatórios. Produzir SAF em escala comercial requer investimentos substanciais em infraestrutura e inovação tecnológica. Do ponto de vista econômico, o custo do SAF é atualmente de 2 a 5 vezes superior ao do combustível fóssil convencional, sem contar custos decorrentes dos desafios logísticos de produção e distribuição. Além disso, a produção de SAF depende de matérias-primas sustentáveis, como resíduos agrícolas e industriais, óleos residuais e culturas energéticas não concorrentes com a produção de alimentos, o que exige uma cadeia de suprimentos bem estruturada e logística eficiente.

Outro desafio é a criação de um marco regulatório claro e consistente, que ofereça segurança jurídica e incentivos fiscais para atrair investidores e acelerar a adoção do SAF. No caso do Brasil, apesar do grande potencial para a produção de SAF, a ausência de políticas públicas robustas e a complexidade dos processos de certificação podem limitar o crescimento deste mercado.

Apesar dos desafios, o Brasil possui vantagens competitivas significativas para se destacar na produção de SAF. O país é líder global na produção de biocombustíveis e possui vasta experiência na cadeia produtiva do etanol e do biodiesel. Estudos indicam que o Brasil pode responder por até 60% do total de SAF produzido na América Latina, graças à abundância de biomassa disponível e ao uso eficiente de terras agrícolas. Para transformar esse potencial em realidade, será necessário desenvolver políticas públicas que promovam a inovação tecnológica, reduzam os custos de produção e garantam a competitividade do SAF no mercado global. Investimentos em infraestrutura de produção, armazenamento e distribuição de SAF, além de incentivos à pesquisa e desenvolvimento de novas matérias-primas, são fundamentais para consolidar o Brasil como líder global neste mercado emergente.

A transição para uma aviação mais sustentável não é apenas uma questão ambiental, mas também uma oportunidade econômica para o Brasil. Ao investir na produção de SAF, o país pode se posicionar como líder global em energia limpa, gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento econômico, ao mesmo tempo em que contribui para a redução das emissões globais de carbono. Para isso, é essencial que governo, indústria e sociedade trabalhem juntos para superar os desafios técnicos e regulatórios, criando um ambiente favorável para a inovação e o crescimento sustentável.

Fonte: Estadão

Inovação e crescimento da aviação agrícola brasileira foram destaques no Congresso AvAg 202

Edição realizada em Mato Grosso teve leilão inédito, foco em sustentabilidade e avanços tecnológicos como IA, drones e nanotecnologia


Com o tema “Um olhar para o futuro”, a edição 2025 do Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (AvAg) reforçou o protagonismo do setor no agronegócio nacional. Promovido pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), o evento foi realizado de 19 a 21 de agosto no aeroporto executivo de Santo Antônio de Leverger, em Mato Grosso, e reuniu produtores, pilotos, pesquisadores, autoridades e empresas em torno de debates sobre inovação, sustentabilidade e segurança operacional. 

A cerimônia de abertura oficial contou com a presença do diretor da Anac, Luiz Ricardo Nascimento, que destacou a relevância da aviação agrícola para o país. Em sua fala, o diretor indicou que o Brasil tem a segunda maior frota do mundo e ressaltou o papel estratégico de milhares de profissionais e centenas de empresas que geram riqueza, garantem segurança alimentar e movimentam a economia. 

A presença da Agência também se estendeu à programação técnica do congresso. O especialista em Regulação da Aviação Civil, Flávio Oliveira, participou do painel realizado em parceria com a fabricante Air Tractor. Nele foram esclarecidos ao público os métodos de cumprimento das Diretrizes de Aeronavegabilidade, que exigem a realização de inspeções periódicas e outras intervenções nas longarinas das aeronaves modelos Air Tractor que operam no Brasil. Oliveira ressaltou que esses procedimentos visam identificar trincas e outros danos, que podem comprometer a resistência das longarinas. “Caso esses procedimentos não sejam cumpridos, a propagação das trincas pode levar à falha estrutural das longarinas, resultando no desprendimento das asas e perda de controle da aeronave”, alertou.  

Além disso, servidores da Agência acompanharam o lançamento da Associação das Mulheres da Aviação Agrícola (Amag), que reuniu profissionais em dois painéis e momento de confraternização. A especialista em Regulação de Aviação Civil, Melina Zaban, integrou a roda de conversa “Mulheres que Voam Alto – Liderança, Inovação e Protagonismo na Aviação Agrícola”, contribuindo para as reflexões sobre conscientização e promoção da participação feminina no setor.   

A presidente do Sindag, Hoana Almeida, ressaltou a importância da participação da Agência em eventos como o AvAg: “Esse diálogo próximo permite construir juntos o que é melhor para o desenvolvimento do setor e para que nossa legislação esteja cada vez mais alinhada com a realidade. O resultado é um operador mais consciente da importância da segurança e da responsabilidade civil e ambiental que a aviação agrícola carrega”. 

Segundo Bruna Zanoni, da Zanoni Equipamentos, a aproximação com a Anac foi determinante para o avanço de processos de certificação. “Quando conhecemos de perto os servidores, entendemos que a Anac não está ali para dificultar, mas para apoiar e orientar. Percebemos que muito do que buscávamos em consultorias estava disponível no próprio site da Agência e, a partir dessa troca, conseguimos conduzir sozinhos nossos processos até a certificação final.” Para ela, a experiência mostra que a busca pelo contato direto com a Anac é o caminho para que empresas do setor compreendam melhor os requisitos regulatórios e alcancem resultados com mais eficiência. 

A programação do congresso foi marcada pela troca de conhecimento, com painéis técnicos, minicursos, feira de negócios, congresso científico e demonstrações de aeronaves. Além disso, foi realizado o primeiro leilão oficial da aviação agrícola no Brasil, que destinou recursos ao Fundo de Defesa da Aviação Agrícola. Também ganharam destaque as discussões sobre novas tecnologias, como o uso de inteligência artificial, drones e nanotecnologia na agricultura, além da premiação dos melhores trabalhos acadêmicos voltados ao setor. 

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

Antigo aeroporto de Natal será transformado em um Parque Tecnológico com parceria público-privada

A Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) e a Prefeitura de Parnamirim firmaram uma parceria para a criação do Parque Tecnológico Parnamirim Aeroporto Digital. Na quinta-feira, 14 de agosto, o presidente da FIERN, Roberto Serquiz, recebeu a prefeita Nilda Cruz e secretários municipais na Casa da Indústria para discutir o projeto, que visa transformar o antigo Aeroporto Internacional Augusto Severo em um polo de inovação.

Roberto Serquiz destacou que o Sistema FIERN possui muito a contribuir com a iniciativa. “Temos diversos projetos e atividades com ligação direta ao mundo digital, especialmente em um momento de transição da indústria 4.0 para a 5.0, incorporando inteligência artificial e aproveitando o potencial dessas tecnologias no projeto,” afirmou.

O presidente da FIERN ressaltou o trabalho do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias para a indústria, assim como as iniciativas do SESI-RN em robótica educacional.

“A proposta do parque tecnológico está dentro do nosso escopo de missão; portanto, aceitamos o convite e vamos participar deste trabalho preliminar de planejamento, sempre visando o que realmente beneficie e promova nossa indústria,” completou.

A prefeita Nilda Cruz enfatizou a importância da parceria com a FIERN para o sucesso do projeto. “Foi uma reunião muito importante, um pontapé inicial para fortalecer a colaboração com a Federação das Indústrias, aliando tecnologia a ideias inovadoras e empreendimentos que impulsionem a geração de emprego e renda na nossa cidade,” disse.

Kelps Lima, secretário de Planejamento de Parnamirim, explicou que o projeto ainda está em fase de planejamento e que a expectativa da prefeitura é reunir diversos parceiros para enriquecer o desenvolvimento das iniciativas. “Nosso objetivo é formatar o projeto, criar um grupo de trabalho para conhecer outros parques semelhantes e consolidar um plano de negócios,” afirmou.

Em maio, a Prefeitura de Parnamirim e a Aeronáutica assinaram uma parceria para a criação do parque tecnológico, com o intuito de reunir startups, centros de pesquisa, empresas de tecnologia e instituições de ensino, com ênfase em soluções ligadas à área aeronáutica, aproveitando a vocação histórica do município.

O encontro contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o diretor 1º tesoureiro da FIERN, Djalma Júnior; o diretor 2º tesoureiro, Airton Torres; o diretor 2º secretário, Etelvino Patrício; a coordenadora de Relações Institucionais da FIERN, Ana Adalgisa Dias; a superintendente do SESI-RN, Danielle Mafra; a secretária de Educação de Parnamirim, Eliza Brito; e o ex-presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Moura.

Fonte: Aeroin

Acordo entre Decea e Anatel visa combater interferências nas comunicações de aviões via rádio

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) formalizou, na última quinta-feira (14/08), o acordo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL). A assinatura formal do acordo foi realizada pelo Diretor-Geral do DECEA, Tenente-Brigadeiro do Ar Maurício Augusto Silveira de Medeiros, e pelo Presidente da ANATEL, Carlos Manoel Baigorri.

Participaram também da cerimônia, nas dependências no DECEA, no Rio de Janeiro (RJ), o Presidente da Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA), Major-Brigadeiro Engenheiro Alexandre Arthur Massena Javoski; o Chefe do Subdepartamento Técnico, Brigadeiro Engenheiro André Eduardo Jansen; a Superintendente de Fiscalização da ANATEL, Gesilea Fonseca Teles; e demais autoridades.

O objetivo da parceria é aprimorar o tratamento de radiointerferências que afetam a Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB), por meio de ações conjuntas entre a ANATEL e o DECEA, para aumentar a segurança e eficiência na navegação aérea.

O acordo visa ainda reduzir o tempo de tratamento das interferências, compartilhar recursos tecnológicos e de infraestrutura, além de promover a troca de conhecimentos e capacitação mútua. A radiomonitoragem é essencial para proteger as frequências do Serviço Móvel Aeronáutico (SMA), além de integrar esforços para agilizar e melhorar a detecção e resolução de interferências.

O Tenente-Brigadeiro Medeiros destacou a importância da assinatura do contrato entre o DECEA e a ANATEL. “É uma grande oportunidade de trabalhar de forma integrada, aumentar a nossa capacidade e compartilhar conhecimento, pessoal técnico e tecnologias, visando à melhoria da eficiência do serviço de controle do espaço aéreo prestado à sociedade brasileira”, pontuou o Oficial-General.

De acordo com o Presidente da ANATEL, Carlos Baigorri, esta parceria otimiza a gestão do espectro radioelétrico, essencial para a segurança da navegação aérea. “É um grande orgulho atuarmos juntos na busca dos nossos propósitos institucionais de proteção ao povo brasileiro”, afirmou.

Fonte: Aeroin

Funcionamento de motores e procedimentos de segurança são abordados em nova Instrução Suplementar da Anac

Elaborado com a comunidade aeronáutica, o documento orienta sobre prevenção de ocorrências e estabelece procedimentos para fortalecer a segurança operacional.


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) criou a Instrução Suplementar (IS)  91.409-002, Revisão A, com o objetivo de orientar pilotos, mecânicos e operadores de aeronaves sobre como prevenir acidentes por falhas de motores convencionais (à pistão), como perda de potência em voo e falhas relacionadas a combustível. 

O documento, que entra em vigor a partir do dia 10 de setembro, também estabelece os procedimentos para a implementação de um programa de monitoramento de tendências de motores à pistão, ampliando assim a confiabilidade e vida útil desses equipamentos. Além disso, aponta as principais causas de falhas de motor em voo e dá orientações sobre inspeções pré-voo, contaminação de combustível, abastecimento, preservação do motor, manutenção, entre outros assuntos. 

Divulgada no dia 5 de agosto, a IS foi baseada nas publicações técnicas de fabricantes de aeronaves e motores. Houve também a contribuição de especialistas no tema, em especial os membros do Grupo Brasileiro de Segurança Operacional (BGAST), além de contribuições vindas da Consulta Setorial sobre o assunto.  

A I.S. 91.409-002A é um dos esforços da Anac, em conjunto com os regulados do setor, para avaliar e reduzir os fatores contribuintes para os riscos da operação de aeronaves, contribuindo para um transporte aéreo cada vez mais seguro.  

Assessoria de Comunicação Social da Anac 

FAB promove 2º Seminário sobre Prevenção e Enfrentamento ao Assédio

O evento destacou a importância da prevenção às condutas abusivas e à criação de um ambiente institucional respeitoso


O Comando-Geral do Pessoal (COMGEP) da Força Aérea Brasileira (FAB) realizou, nesta segunda-feira (18/08), o 2º Seminário sobre Prevenção e Enfrentamento ao Assédio, reunindo autoridades militares, representantes do Judiciário e especialistas nacionais e internacionais.

O evento aconteceu em Brasília (DF) e contou com palestras voltadas ao fortalecimento de políticas e ações contra o assédio no ambiente de trabalho.

A solenidade teve início com a chegada do Comandante-Geral do Pessoal, Tenente-Brigadeiro do Ar Ricardo Reis Tavares, que fez a abertura oficial destacando a importância da prevenção às condutas abusivas e à criação de um ambiente institucional respeitoso.

“Não podemos, de fato, negligenciar este aspecto. É fundamental que reconheçamos e valorizemos as instâncias de acolhimento que oferecemos. Uma das principais finalidades desta comissão tem sido, justamente, promover esse suporte. Essas ações foram pautadas por respeito e auxílio mútuo, elementos essenciais para que a nossa capacidade de atuação, a dignidade do trabalho e a superação de quaisquer receios sejam plenamente abordadas”, destacou o Comandante-Geral do Pessoal.

A primeira palestra foi ministrada pela juíza auxiliar da Presidência do Superior Tribunal Militar, Doutora Denise de Melo Moreira, que abordou o tema Assédio Sexual, apresentando conceitos, estatísticas e medidas de enfrentamento no âmbito da Justiça Militar. Na sequência, a Capitão de Serviços Jurídicos Tamires Maria Batista Andrade falou sobre a atuação da Comissão de Prevenção e Combate ao Assédio (CPCA) na FAB. Com formação especializada e experiência em direito militar e administrativo, a Oficial destacou procedimentos e práticas institucionais voltados à prevenção.

Um dos convidados foi o Subsecretário-Geral e Coordenador Especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a melhoria da resposta contra a exploração e o abuso sexual, Christian Saunders, que participou por meio de videoconferência. Com mais de 30 anos de experiência em relações internacionais, Saunders compartilhou resultados de iniciativas e reformas implementadas no âmbito da ONU para prevenir e combater esse tipo de conduta.

“O fato de estarmos nos reunindo pela segunda vez, após a primeira importante discussão realizada em agosto do ano passado, demonstração compromisso da Força Aérea em enfrentar esse problema de forma direta. Nos últimos três anos, temos sido responsáveis por coordenar a melhoria da resposta das Nações Unidas à exploração e ao abuso sexual”, enfatizou Saunders.

Encerrando o ciclo de exposições, a Juíza do Trabalho Substituta e Auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça, Doutora Wanessa Mendes de Araújo, apresentou a palestra sobre Assédio Moral, enfatizando aspectos jurídicos, impactos na saúde mental e estratégias de prevenção.

Estiveram presentes, também, o Chefe do Estado-Maior do COMGEP (EMGEP), Major-Brigadeiro do Ar Marcelo Fornasiari Rivero, o Diretor de Ensino da Aeronáutica, Major-Brigadeiro do Ar Luiz Guilherme da Silva Magarão, e o Chefe da Primeira Subchefia do COMGEP, Brigadeiro do Ar Cláudio da Costa Silva.

Fonte: FAB

Colégios Embraer e Fundação Banco do Brasil equipam instituições comunitárias com Tecnologias Sociais

São José dos Campos (SP), 18 de agosto de 2025 – Os Colégios Embraer instalaram, na última semana, postes de iluminação e fornos, desenvolvidos por seus estudantes, em instituições de São José dos Campos e próximo a Botucatu (SP), respectivamente. Os equipamentos foram construídos com base no conceito de Tecnologia Social, como parte de um programa mantido em parceria com a Fundação Banco do Brasil.

“A iniciativa reflete o compromisso dos Colégios Embraer com uma educação de qualidade, que valoriza a criatividade e a experimentação, preparando jovens para atuarem como protagonistas na construção de um futuro mais justo”, diz o diretor do Instituto Embraer, André Tachard. “Queremos que os alunos acompanhem de perto os impactos do que desenvolveram em suas próprias comunidades, e que isso os inspire a buscar conquistas ainda maiores”, afirma Tachard.

Em São José dos Campos, a escola Vó Maira Felix, localizada no Jardim Colonial e dedicada ao atendimento de 100 crianças de até 5 anos, foi o local escolhido para a doação de quatro postes. Os equipamentos vão melhorar a infraestrutura de iluminação, trazendo mais segurança aos frequentadores sem custos adicionais.

A mais de 300 km dali, a Associação dos Produtores Rurais da Microbacia do Rio das Pedras, em Itatinga, recebeu dois fornos para o tratamento da cera de abelha. Os equipamentos vão ampliar a capacidade produtiva de apicultores, usando energia solar no processo.

A Tecnologia Social alia mecanismos simples e materiais de custo acessível para a criação de equipamentos facilmente replicáveis, com potencial de transformar a realidade de grupos e comunidades em situação de vulnerabilidade. A parceria dos Colégios Embraer com a Fundação Banco do Brasil completa três anos com o objetivo de continuar levando benefícios a um número cada vez maior de pessoas.

Sobre o Instituto Embraer

Criado em 2001, o Instituto Embraer nasceu com o objetivo de investir o capital social privado da Embraer em programas voltados principalmente à educação. Além de manter os dois colégios de ensino médio em período integral nas cidades de São José dos Campos e Botucatu, interior de São Paulo, o Instituto investe recursos financeiros e humanos em projetos que impactam positivamente a sociedade.

Sobre a Embraer

A Embraer é uma empresa aeroespacial global com sede no Brasil. Fabrica aeronaves para a aviação comercial e executiva, defesa e segurança e clientes agrícolas. A empresa também fornece serviços e suporte pós-venda por meio de uma rede mundial de entidades próprias e agentes autorizados.

Desde a sua fundação em 1969, a Embraer já entregou mais de 9.000 aeronaves. Em média, a cada 10 segundos, um avião fabricado pela Embraer decola de algum lugar no mundo, transportando mais de 150 milhões de passageiros por ano.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e é a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviços e de distribuição de peças nas Américas, África, Ásia e Europa.■

DIVULGAÇÃO: Embraer

Seminário da Embraer com companhias aéreas da Ásia-Pacífico demonstra o dinamismo do mercado da região

Discussões foram centradas em tendências emergentes, novas oportunidades para companhias aéreas e na demanda por maior conectividade

Singapura, 11 de agosto de 2025 – A Embraer (NYSE: ERJ/B3: EMBR3) sediou a edição da Ásia-Pacífico do Seminário de Negócios para Companhias Aéreas em Singapura, reunindo companhias aéreas, a comunidade financeira, consultores e autoridades de aviação de toda a região, entre 6 e 7 de agosto de 2025.

O evento reservado a convidados ofereceu uma plataforma para os participantes compartilharem e discutirem tendências emergentes nas diferentes regiões da Ásia-Pacífico, os novos perfis de viajantes e as oportunidades criadas tanto para companhias aéreas quanto para os diferentes tipos de aeronaves, como as famílias E-Jets e E-Jets E2, as aeronaves regionais e de menor porte.

“O Seminário de Negócios para Companhias Aéreas da Embraer na Ásia-Pacífico apresentou discussões sólidas sobre as estratégias em evolução que as companhias aéreas e a indústria da aviação estão adotando. Todos querem potencializar as oportunidades de crescimento e de retornos de investimentos na Ásia-Pacífico, que é a região que mais cresce na aviação global,” afirma Raul Villaron, Vice-Presidente da Embraer Aviação Comercial para Ásia-Pacífico.

“Este evento é uma extensão do nosso engajamento de longo prazo com a comunidade da Ásia-Pacífico. O seminário reflete como as nossas aeronaves small narrowbody e regionais estão capacitando progressivamente as companhias aéreas da região a explorar o potencial de aprimorar tanto a conectividade quanto a frequência de voos dos principais hubs para destinos pouco atendidos,” completa o executivo.

A Embraer estima uma demanda global de 10.500 jatos e turboélices com menos de 150 assentos nos próximos 20 anos. Desse total, uma demanda de 3.390 unidades (~33,2%) provém da Ásia-Pacífico, incluindo a China. As informações foram divulgadas no último relatório de perspectivas de mercado, divulgado em junho de 2025.

Os E-Jets continuam a construir um forte histórico na região com seu alto desempenho, eficiência e confiabilidade. São 14 companhias aéreas em sete países que já selecionaram jatos da família de aeronaves da Embraer, incluindo Scoot, All Nippon Airways, Japan Airlines, Tianjin Airlines, Alliance Airlines (Austrália) e Virgin Australia. Cerca de 200 jatos da Embraer operam em toda a Ásia-Pacífico, incluindo a China.

Em agosto de 2024, a Virgin Australia encomendou oito E190-E2s para operações de fretamento na Austrália Ocidental e, este ano, a All Nippon Airways (ANA) encomendou 15 E190-E2s com opção para mais cinco, para aprimorar a conectividade da companhia aérea no Japão. Ambas as companhias aéreas serão as primeiras operadoras dos E2s em seus respectivos países.

Sobre a Embraer

A Embraer é uma empresa aeroespacial global com sede no Brasil. Fabrica aeronaves para a aviação comercial e executiva, defesa e segurança e clientes agrícolas. A empresa também fornece serviços e suporte pós-venda por meio de uma rede mundial de entidades próprias e agentes autorizados.

Desde a sua fundação em 1969, a Embraer já entregou mais de 9.000 aeronaves. Em média, a cada 10 segundos, um avião fabricado pela Embraer decola de algum lugar no mundo, transportando mais de 150 milhões de passageiros por ano.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e é a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviços e de distribuição de peças nas Américas, África, Ásia e Europa.

Fonte: Poder Aereo

Estudo propõe ponte aérea modernizada para reduzir judicialização na aviação civil

Pesquisa do Instituto Esfera recomenda contratos flexíveis, com remarcação gratuita de voos e cláusulas de resolução de conflitos extrajudiciais, e modelo-piloto na rota Rio-SP


Estudo inédito do Instituto Esfera de Estudos e Inovação, frente acadêmica do think tank Esfera Brasil, propõe um modelo modernizado de ponte aérea no Brasil, com um sistema de tarifas mais flexível e solução extrajudicial de conflitos, como forma de diminuir a judicialização de clientes insatisfeitos com as companhias aéreas e melhorar a eficiência do setor. Essa nova ponte aérea substituiria penalidades por alterações de voos por um contrato com remarcação gratuita, diminuindo o risco para o consumidor e representando uma espécie de seguro contra imprevistos.

De acordo com o estudo “Contratos, riscos e flexibilidade: repensando a ponte aérea no Brasil”, do pesquisador Maurício Bugarin, da UnB, esse novo arranjo poderia representar ganho de até 77% para as empresas aéreas no valor esperado por cliente, que escolheria pagar um pouco mais caro para ganhar flexibilidade e benefícios adicionais. “Políticas públicas bem desenhadas são fundamentais para oferecer mais previsibilidade e reduzir a judicialização em um setor tão importante para a economia brasileira. O estudo oferece maior dinamismo para a aviação civil”, afirma a CEO do Instituto Esfera de Estudos e Inovação e da Esfera Brasil, Camila Funaro Camargo Dantas.

O levantamento observa que a quase totalidade (98%) das ações judiciais do mundo contra companhias aéreas está no Brasil, onde as empresas enfrentam custos altos, crise de reputação e insegurança jurídica. Para combater o alto número de processos, a sugestão é que as empresas adotem cláusulas de resolução extrajudicial incentivada nos contratos de transporte. Assim, haverá canais simplificados para a solução de conflitos, com o oferecimento de compensações automáticas e benefícios adicionais para o passageiro que opta pela via não litigiosa.

A mudança no contrato pode diminuir o número de ações de baixo valor, o que oferecerá um ambiente institucional de maior equilíbrio e previsibilidade. “A pesquisa indica que o caminho mais eficiente para o novo sistema passa mais por coordenação de incentivos e ganhos mútuos do que por controles, obrigações ou iniciativas restritivas”, afirma Fernando Meneguin, diretor acadêmico do Instituto Esfera.

O estudo sugere uma adoção gradual, voluntária e baseada em incentivos para esse novo sistema. Um projeto-piloto poderia ser implementado em 50% dos voos na rota São Paulo (Congonhas) – Rio de Janeiro (Santos Dumont), alinhado a uma redução temporária de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do querosene de aviação, sem subsídios diretos, para as empresas que queiram aderir.

Com uma combinação de regras claras e flexíveis, além de previamente acordadas, para remarcações e cancelamentos de voos, além de cláusulas de resolução extrajudicial, o modelo proposto pelo estudo pode auxiliar a diminuir os casos de judicialização no setor aéreo e oferecer um mercado cada vez mais eficiente para empresas e consumidores. Isso porque, desde 2020, o volume de processos judiciais movidos por passageiros cresceu em média 60% ao ano, com cerca de 400 mil novas ações em tramitação, segundo o estudo.

Grande parte dessas ações pede indenização por danos morais: 90% dos casos envolvem alegações como falhas na prestação do serviço aéreo, como atrasos, cancelamentos de voos e extravio de bagagens. De acordo com o levantamento, o valor médio dessas indenizações gira em torno de R$ 6.700 por ação, ou dez vezes o preço médio de uma passagem doméstica no país, estimado em R$ 670. Ou seja, um único processo costuma gerar um custo muito superior à receita obtida com a venda da passagem.

Acesse o estudo completo neste link.

Sobre o Instituto Esfera de Estudos e Inovação

Lançado no final de 2024, o Instituto Esfera de Estudos e Inovação é a frente acadêmica do think tank Esfera Brasil, que tem o objetivo de contribuir para a pavimentação do caminho para a ação pragmática. Seu papel é o de obter dados, disseminar informações precisas, identificar as principais tendências e propor soluções concretas para os desafios do país. O Instituto Esfera tem como presidente do Conselho Acadêmico o advogado criminalista Pierpaolo Bottini. A direção acadêmica está sob responsabilidade do mestre e doutor em Economia Fernando Meneguin. O conselho acadêmico do Instituto Esfera é composto ainda por seis conselheiros, que são referência nacional em suas áreas de estudo. Saiba mais sobre a atuação e os trabalhos já lançados na página do Instituto Esfera.

Fonte: R7