Aviação executiva compartilhada ganha espaço entre executivos

aviação executiva compartilhada vem ganhando espaço entre executivos e empresas que buscam otimizar tempo, ampliar a flexibilidade e tornar os gastos com mobilidade mais previsíveis. Embora opere sob a mesma lógica do transporte aéreo, o modelo executivo se diferencia por reduzir etapas, adaptar rotas à agenda do passageiro e oferecer acesso mais amplo a aeroportos e aeródromos.

Por que a aviação executiva compartilhada atrai mais empresas

Na aviação comercial, o passageiro se adapta aos horários das companhias, enfrenta filas e cumpre processos de embarque mais longos. Já no modelo executivo, a operação se organiza conforme a necessidade de quem viaja, o que aumenta a eficiência dos deslocamentos corporativos.

Dados recentes da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) indicam que a frota de aeronaves executivas encerrou 2025 com 11.338 aeronaves, alta de 6,6% em relação a 2024. Além disso, o perfil do usuário mudou: a busca por modelos compartilhados cresceu, impulsionada pela necessidade de reduzir custos fixos e ampliar a flexibilidade.

No modelo de propriedade compartilhada, o cliente compra uma ou mais cotas de uma aeronave e passa a ter direito a voar um número determinado de horas por ano. Segundo Rogério Andrade, fundador e CEO da Avantto, esse comportamento reflete uma nova lógica de decisão nas empresas. “O crescimento da aviação executiva no Brasil está diretamente ligado a uma pergunta que CEOs e diretores passaram a se fazer: quanto vale uma hora da minha agenda? Quando esse cálculo é feito com honestidade, a conta muda completamente”, afirma.

Quatro fatores explicam a migração dos executivos

O primeiro fator envolve horários e rotas sob medida. Enquanto a aviação comercial depende de malhas pré-definidas, a aviação executiva opera sob demanda e pode usar uma rede mais ampla de aeroportos. Isso reduz conexões, escalas e deslocamentos terrestres, além de facilitar pousos mais próximos do destino final.

O segundo ponto é o gasto previsível. Na aviação executiva compartilhada, o cliente arca com duas taxas fixas: uma mensal e outra por hora de voo. “Não há tarifas dinâmicas, não há surpresas no fechamento do mês. Para empresas que precisam orçar mobilidade com precisão, isso representa uma mudança estrutural e uma vantagem real no planejamento financeiro anual”, explica Rogério Andrade.

O terceiro fator está na redução dos custos com viagens corporativas. Além da passagem, uma viagem comercial costuma incluir hotel, alimentação, transporte terrestre e, em alguns casos, novas passagens. Já no modelo executivo, toda a equipe pode voar junta e mudanças de última hora na lista de passageiros não geram taxas. A Avantto, por exemplo, informa acesso a mais de 3.900 aeródromos e 1.500 helipontos, contra 180 aeroportos para voo comercial.

Por fim, o quarto fator é a economia de tempo. Na aviação comercial, o passageiro precisa chegar com antecedência, passar por filas, embarcar e retirar bagagem. Na aviação executiva, esses processos são simplificados e reduzem o tempo total porta a porta. Com isso, executivos conseguem concentrar mais compromissos em um mesmo dia e elevar a produtividade.

A Avantto afirma ser líder no segmento de compartilhamento de aeronaves executivas na América Latina. A empresa diz contar com mais de quinze anos de atuação, mais de 450 usuários ativos, cerca de 1.400 decolagens mensais e mais de 850 mil quilômetros voados por ano, além de certificação IS-BAO nível II.

Fonte: Mobilidade Sampa

Colocados em órbita com sucesso os 3 últimos satélites Boeing O3b mPOWER, lançados em um foguete da SpaceX

Os três últimos satélites Boeing O3b mPOWER, denominados F11, F12 e F13, foram colocados em órbita com sucesso ontem, dia 13 de setembro, e se juntaram aos 10 já em órbita após um lançamento bem-sucedido em um foguete Falcon 9 da SpaceX da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida.

O lançamento completa a constelação de 13 satélites O3b mPOWER, que é projetada para impulsionar a conectividade global para usuários móveis, governos e outros clientes em todo o mundo.

O marco permite que a empresa parceira SES expanda significativamente a conectividade de alta velocidade e melhore os serviços digitais para atender à crescente demanda por largura de banda. Os clientes ativos que usam os recursos de rede do O3b mPOWER incluem linhas de cruzeiro, organizações governamentais, entidades civis, operadores móveis e companhias aéreas comerciais.

“Este lançamento é um marco definidor para a SES enquanto completamos a constelação O3b mPOWER e fortalecemos ainda mais nossas capacidades MEO (Medium Earth Orbit, ou Órbita Terrestre Média),” disse Adel Al-Saleh, CEO da SES. “Mais importante, reforça nossa capacidade de entregar conectividade resiliente, segura e escalável para clientes em todo o mundo, ajudando governos, empresas, provedores de nuvem e clientes de mobilidade a atender suas necessidades mais críticas. Conforme as demandas dos clientes continuam a evoluir, a SES está focada em construir soluções mais inteligentes e integradas que reúnam os pontos fortes de múltiplas tecnologias e órbitas para entregar conectividade perfeita em todo o mundo.”

A tecnologia de payload (carga útil) definida por software da Boeing permite que os satélites roteiem dinamicamente a largura de banda, focalizem a potência do feixe e ajustem a capacidade em tempo real para corresponder às necessidades de conectividade em evolução.

O sistema é projetado para apoiar áreas onde a banda larga é limitada, incluindo ajudar estudantes em comunidades remotas a se conectarem online para trabalhos escolares e apoiar médicos em pequenas aldeias com serviços de telemedicina melhorados.

“A tecnologia é melhor quando tem uma linha de visão direta para o impacto humano,” disse Ryan Reid, presidente da Boeing Satellite Systems International. “Seja ajudando um estudante em uma comunidade remota a acessar aprendizado digital, apoiando saúde local com telemedicina ou mantendo nossas equipes militares conectadas com segurança, esta constelação prova o que nossa força de trabalho pode realizar quando se concentra na prioridade do cliente e excelência na execução.”

O O3b mPOWER também serve como linha de base técnica para sistemas de defesa que as equipes de satélites da Boeing continuam desenvolvendo para clientes de segurança nacional. A Boeing está usando uma versão dessa arquitetura de payload definida por software comprovada no espaço para os sistemas WGS (Wideband Global SATCOM, ou SATCOM Global de Banda Larga) e ESS (Evolved Strategic SATCOM, ou SATCOM Estratégico Evoluído) da Força Espacial dos EUA.

Ao combinar o payload de alto desempenho do O3b mPOWER com sua plataforma 702X padronizada e escalável, a Boeing criou uma arquitetura de satélite de duplo uso que pode ser construída e integrada de forma rápida e consistente para diferentes órbitas.

“Com a frota inicial do O3b mPOWER com sucesso no espaço, nossa tecnologia 702X padronizada estabeleceu oficialmente sua linha de base de desempenho em órbita,” disse Reid. “Este marco oferece aos nossos clientes a credibilidade de cronograma e confiabilidade de uma linha de produção ativa, minimizando risco enquanto escalamos rapidamente capacidades cruciais para a força conjunta.”

Os satélites O3b mPOWER F11, F12 e F13 devem entrar em serviço em meados de 2027 após completar atividades de elevação de órbita e inicialização.

Informações da Boeing