Alta de processos contra aéreas leva especialistas a discutir equilíbrio entre segurança e direitos dos passageiros

No último dia 28 de julho, representantes da Comissão de Direito Aeronáutico, da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) se reuniram na sede da OAB/SC para debater o impacto do crescente número de processos judiciais contra companhias aéreas no Brasil. Embora responda por apenas uma pequena parcela do transporte aéreo mundial, o país lidera os índices globais de judicialização no setor.

Durante o encontro, os participantes discutiram os desafios de conciliar a segurança operacional da aviação com os direitos dos passageiros. Entre os temas abordados estiveram os casos em que atrasos, cancelamentos ou alterações de voos se tornam necessários para garantir a segurança das operações, mas acabam resultando em ações judiciais por danos morais.

A presidente da Comissão de Direito Aeronáutico, Fernanda Gama Ninow, destacou a importância de aproximar o conhecimento técnico da aviação da prática jurídica. “É fundamental debater os aspectos técnicos da aviação em conjunto com a advocacia e a magistratura. Esse diálogo fortalece a atuação dos profissionais e contribui para decisões cada vez mais qualificadas.

Leandro Godoy Oliveira, coordenador-adjunto das comissões da OAB/SC e representante do presidente da OAB Santa Catarina, Juliano Mandelli, ressaltou o papel da instituição na promoção do intercâmbio entre diferentes áreas. “Ao reunir especialistas, advogados e representantes de outros setores, a OAB/SC cria um ambiente de aprendizado e debate que amplia a visão dos profissionais e fortalece a nossa atuação.

Em Santa Catarina, decisões recentes do Tribunal de Justiça indicam uma análise cada vez mais individualizada desses processos. Os magistrados têm considerado fatores como a existência de prejuízo efetivo ao passageiro, a assistência prestada pela companhia aérea e as circunstâncias que motivaram alterações na operação, especialmente quando relacionadas à segurança de voo.

Fonte: Aeroin

Helicópteros colidem no ar durante operação de combate a incêndio na Grécia

Dois helicópteros utilizados no combate a incêndios florestais colidiram no ar neste domingo (2) durante uma operação na região de Psatha, a oeste de Atenas, na Grécia. O acidente ocorreu enquanto as aeronaves atuavam no combate aos grandes incêndios que atingem diversas áreas do país.

De acordo com o Corpo de Bombeiros grego, os dois helicópteros Bell 214ST, contratados para apoiar as operações de combate ao fogo, se envolveram na colisão e caíram na região de Psatha. Equipes de resgate foram mobilizadas imediatamente para o local do acidente.

A aeronave é uma versão alongada do Bell 214, versão biturbina do clássico UH-1H Huey, famoso na Guerra do Vietnã. Por ser uma versão com capacidade maior de carga útil, foi bastante utilizado no setor de óleo e gás (off-shore), e hoje sua principal função é de combate a incêndios. Relatos iniciais indicam que as duas aeronaves pertencem à McDermott Aviation da Austrália, mas isto não foi possível confirmar ainda.

As autoridades confirmaram que duas pessoas morreram na ocorrência: um operador romeno e um tradutor grego, ambos ocupantes de uma das aeronaves. Os dois tripulantes do outro helicóptero, um operador britânico e um tradutor grego, foram resgatados com vida.

Inicialmente, emissoras locais informaram que um dos ocupantes havia sido encontrado em segurança enquanto as buscas pelo segundo tripulante continuavam. Posteriormente, as autoridades divulgaram o balanço oficial com a confirmação das duas mortes e do resgate dos outros dois ocupantes.

O primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, alertou que o país enfrentará dias “extremamente difíceis” devido às condições climáticas severas. Segundo ele, a combinação de altas temperaturas, baixa umidade e ventos que podem ultrapassar 100 km/h tem favorecido a rápida propagação dos incêndios florestais, dificultando o trabalho das equipes de emergência.

Os helicópteros Bell 214ST desempenham papel importante nas operações aéreas de combate a incêndios, transportando grandes volumes de água para conter o avanço das chamas em áreas de difícil acesso. As causas da colisão serão investigadas pelas autoridades competentes.

Fonte: Aeroin